As Regionais do Sepe estão promovendo protestos descentralizados nesta segunda-feira (dia 26/11) nas sedes das Coordenadorias Regionais da SME (CREs), conforme deliberação da assembleia da rede municipal do dia 22/11. Na 4ª CRE, na Ilha do Governador, o clima ficou tenso depois que a direção do órgão ameaçou profissionais que estavam no local protestar contra as remoções arbitrárias promovidas pelo processo de reestruturação das escolas. Ao ameaçar a categoria e não aceitar o diálogo com os profissionais, a 4ª dá mais uma prova do caráter anti-democrático da política do governo municipal para com as escolas da sua rede, com a implantação de medidas e projetos sem um debate prévio com os principais interessados, os profissionais que trabalham nas escolas municipais.
Mostrando postagens com marcador 10% do PIB Já. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 10% do PIB Já. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Senado aprova limite de alunos por turmas do ensino público
Do site da Agência Brasil de Notícias (Marcos Chagas)
As turmas de pré-escola e do 1º e do 2º ano do ensino fundamental da rede pública deverão ter no máximo 25 alunos. No caso das demais séries dessa etapa e do ensino médio, o limite é 35 estudantes. A restrição está prevista em projeto de lei aprovado hoje (16), em caráter terminativo, pela Comissão de Educação do Senado.
O texto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), agora será analisado na Câmara dos Deputados. O autor do projeto, Humberto Costa (PT-PE), destacou que o elevado número de alunos por turma impede o acompanhamento e o aprendizado de cada estudante da rede pública.
Pelo texto aprovado na comissão, uma vez aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a nova lei entrará em vigor em 1º de janeiro do ano subsequente ao da publicação no Diário Oficial da União.
Leia mais aqui.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Globo entrevista educador finlandês, que conta o porquê da qualidade da educação na Finlândia
O Globo entrevista educador finlandês, que conta o porquê da qualidade da educação na Finlândia:
Receita de sucesso do país é valorização do professor e do ambiente escolar (Leonardo Cazes) - Pasi Sahlberg, diretor decentro de estudos vinculado ao Ministério da Educação finlandês Divulgação:
RIO - No ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, aplicado em 65 países pela Organizaçãopara Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Finlândia alcançou o 3º lugar. O país chama a atenção não só pelosbons resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking, China e Coreia do Sul. No lugarde toneladas de exercícios e de um ritmo frenético de estudo, na Finlândia, há pouco dever de casa, e a maiorpreocupação é com a qualidade dos professores e dos ambientes de aprendizado. Não há avaliações periódicaspadronizadas de alunos e docentes, que não recebem remuneração por desempenho. E todo o sistema escolar éfinanciado pelo Estado.
Em seu livro, “Finnish lessons: what can the world learn from educational change in Finland?” (em uma tradução livre,Lições finlandesas: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia?), Pasi Sahlberg, diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação do país, diz que o magistério é a carreira mais popular entreos jovens e que a transformação no Brasil deve começar pela igualdade de acesso a um ensino de qualidade.
O GLOBO: A Finlândia ocupa a 3 posição no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), entre 65 países avaliados pelo exame da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, nem sempre foi assim. Quando começou a transformação na educação finlandesa?
PASI SAHLBERG: A grande transformação do sistema educacional finlandês começou no início da década de 1970, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos. Todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional. O principal objetivo desse modelo era igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população. Assim, a reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar e, sim, pela democratização do acesso a escolas de qualidade. Esse movimento continuou nos anos 90, com a necessidade de uma população mais preparada para o mercado de trabalho.
O GLOBO: Quais foram as bases da revolução educacional finlandesa? Quais são seus pontos fortes?
SAHLBERG: O compromisso da sociedade finlandesa pela igualdade de acesso a uma educação de qualidade foi decisivo. A Finlândia com seus 5 milhões de habitantes não pode perder nenhum jovem. Todos precisam ter uma educação de qualidade. Os pontos fortes do sistema finlandês são o foco nas escolas, para que elas possam ajudar as crianças a ter sucesso; educação primária de alta qualidade, que dê uma base sólida para as etapas seguintes do aprendizado; e a formação de professores em universidades de ponta, que tornaram a profissão uma das mais populares entre os jovens finlandeses.
O GLOBO: No Brasil, muitas políticas públicas sofrem com a falta de continuidade. Isso acontece na Finlândia? O que fazer para garantir a continuidade?
SAHLBERG: A Finlândia manteve uma política pública estável desde a década de 70. Diferentes governos nunca tocaram nos princípios que nortearam a reforma, apenas fizeram um ajuste fino em alguns pontos. Essa ideia de uma escola pública de qualidade para todos os finlandeses foi um consenso nacional construído desde a Segunda Guerra Mundial. É o que no livro eu chamo de “sonho finlandês”.
O GLOBO: O mundo parece buscar uma fórmula mágica para a educação. Existe uma fórmula válida para todos?
SAHLBERG: Não, não existe nenhuma fórmula mágica nem um milagre secreto na educação finlandesa. O que fizemos melhor do que outros países foi entender qual é a essência do bom ensino e do bom aprendizado. As crianças devem ser vistas como indivíduos que têm diferentes necessidades e interesses na escola. Ensinar deve ser uma profissão inspiradora com um grande propósito de fazer a diferença na vida dos jovens. Infelizmente, esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países. Essa lógica de testar estudantes e professores direcionou os currículos e aumentou o tédio em milhões de salas de aula. A fórmula para uma reforma da educação em muitos países é parar de fazer essas coisas sem sentido e entender o que é importante na educação.
O GLOBO: O que foi feito na Finlândia e que poderia ser reproduzido em outros países em desenvolvimento, como o Brasil?
SAHLBERG: A pergunta deve ser o que é possível aprender com a experiência finlandesa, não reproduzir. Primeiro, a experiência da Finlândia mostrou que é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países. Mostramos aqui que reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Segundo, é importante focar no bem-estar das crianças e no aprendizado da primeira infância. Só saudáveis e felizes elas aprenderão bem. Terceiro, a Finlândia mostrou que igualdade de oportunidades também produz um aumento na qualidade do aprendizado. É preciso que o Brasil combata essa desigualdade de acesso. Só um plano de longo prazo para a educação e compromisso político possibilitarão que os resultados sejam alcançados.
O GLOBO: Os professores ocupam um papel importante no sistema finlandês. Como prepará-los bem? Um salário atrativo é importante?
SAHLBERG: Professores são profissionais de alto nível, como médicos ou economistas. Eles precisam de uma sólida formação teórica e treinamento prático. Em todos os sistemas educacionais de sucesso, professores são formados em universidades de excelência e possuem mestrado. O salário dos professores deve estar no mesmo patamar de outras profissões com o mesmo nível de formação no mercado de trabalho. Também é importante que professores tenham um plano de carreira, com perspectivas de crescimento e desenvolvimento.
O GLOBO: No Brasil, poucos jovens são atraídos pelo magistério. A carreira atrai muitos jovens na Finlândia?
SAHLBERG: O magistério é uma das profissões mais populares entre os jovens finlandeses. Todo ano, cerca de um a cada cinco alunos que terminam o ensino médio tem a carreira como primeira opção. Há dez vezes mais candidatos para programas de formação de docentes para educação infantil do que vagas nas universidades. A Finlândia tem o privilégio de poder controlar a qualidade dos professores na entrada e depois garantir que só os melhores e mais comprometidos serão aceitos nessa profissão nobre.
O GLOBO: A inclusão das novas tecnologias nas salas de aula vem sendo muito debatida. Como você vê esse processo? Como isso é feito na Finlândia?
SAHLBERG: Tecnologia é parte das nossas vidas e é usada nas escolas finlandesas. Professores na Finlândia usam tecnologia para ensinar de maneiras muito diferentes. Alguns, a utilizam muito e outros raramente. Aqui a tecnologia é uma ferramenta, mas o foco continua sendo na pedagogia entre pessoas, sem tecnologia. A tecnologia não deve guiar o desenvolvimento educacional e, sim, ser uma ferramenta como várias outras.
O GLOBO: Retomando o título do seu livro, quais são, afinal, as principais lições do sistema de educação finlandês?
SAHLBERG: A mais importante das lições é que há uma alternativa para se chegar ao sucesso prometido por reformas guiadas pelo mercado. A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico de diversos sistemas educacionais pelo mundo.
Receita de sucesso do país é valorização do professor e do ambiente escolar (Leonardo Cazes) - Pasi Sahlberg, diretor decentro de estudos vinculado ao Ministério da Educação finlandês Divulgação:
RIO - No ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, aplicado em 65 países pela Organizaçãopara Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Finlândia alcançou o 3º lugar. O país chama a atenção não só pelosbons resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking, China e Coreia do Sul. No lugarde toneladas de exercícios e de um ritmo frenético de estudo, na Finlândia, há pouco dever de casa, e a maiorpreocupação é com a qualidade dos professores e dos ambientes de aprendizado. Não há avaliações periódicaspadronizadas de alunos e docentes, que não recebem remuneração por desempenho. E todo o sistema escolar éfinanciado pelo Estado.
Em seu livro, “Finnish lessons: what can the world learn from educational change in Finland?” (em uma tradução livre,Lições finlandesas: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia?), Pasi Sahlberg, diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação do país, diz que o magistério é a carreira mais popular entreos jovens e que a transformação no Brasil deve começar pela igualdade de acesso a um ensino de qualidade.
O GLOBO: A Finlândia ocupa a 3 posição no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), entre 65 países avaliados pelo exame da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, nem sempre foi assim. Quando começou a transformação na educação finlandesa?
PASI SAHLBERG: A grande transformação do sistema educacional finlandês começou no início da década de 1970, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos. Todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional. O principal objetivo desse modelo era igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população. Assim, a reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar e, sim, pela democratização do acesso a escolas de qualidade. Esse movimento continuou nos anos 90, com a necessidade de uma população mais preparada para o mercado de trabalho.
O GLOBO: Quais foram as bases da revolução educacional finlandesa? Quais são seus pontos fortes?
SAHLBERG: O compromisso da sociedade finlandesa pela igualdade de acesso a uma educação de qualidade foi decisivo. A Finlândia com seus 5 milhões de habitantes não pode perder nenhum jovem. Todos precisam ter uma educação de qualidade. Os pontos fortes do sistema finlandês são o foco nas escolas, para que elas possam ajudar as crianças a ter sucesso; educação primária de alta qualidade, que dê uma base sólida para as etapas seguintes do aprendizado; e a formação de professores em universidades de ponta, que tornaram a profissão uma das mais populares entre os jovens finlandeses.
O GLOBO: No Brasil, muitas políticas públicas sofrem com a falta de continuidade. Isso acontece na Finlândia? O que fazer para garantir a continuidade?
SAHLBERG: A Finlândia manteve uma política pública estável desde a década de 70. Diferentes governos nunca tocaram nos princípios que nortearam a reforma, apenas fizeram um ajuste fino em alguns pontos. Essa ideia de uma escola pública de qualidade para todos os finlandeses foi um consenso nacional construído desde a Segunda Guerra Mundial. É o que no livro eu chamo de “sonho finlandês”.
O GLOBO: O mundo parece buscar uma fórmula mágica para a educação. Existe uma fórmula válida para todos?
SAHLBERG: Não, não existe nenhuma fórmula mágica nem um milagre secreto na educação finlandesa. O que fizemos melhor do que outros países foi entender qual é a essência do bom ensino e do bom aprendizado. As crianças devem ser vistas como indivíduos que têm diferentes necessidades e interesses na escola. Ensinar deve ser uma profissão inspiradora com um grande propósito de fazer a diferença na vida dos jovens. Infelizmente, esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países. Essa lógica de testar estudantes e professores direcionou os currículos e aumentou o tédio em milhões de salas de aula. A fórmula para uma reforma da educação em muitos países é parar de fazer essas coisas sem sentido e entender o que é importante na educação.
O GLOBO: O que foi feito na Finlândia e que poderia ser reproduzido em outros países em desenvolvimento, como o Brasil?
SAHLBERG: A pergunta deve ser o que é possível aprender com a experiência finlandesa, não reproduzir. Primeiro, a experiência da Finlândia mostrou que é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países. Mostramos aqui que reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Segundo, é importante focar no bem-estar das crianças e no aprendizado da primeira infância. Só saudáveis e felizes elas aprenderão bem. Terceiro, a Finlândia mostrou que igualdade de oportunidades também produz um aumento na qualidade do aprendizado. É preciso que o Brasil combata essa desigualdade de acesso. Só um plano de longo prazo para a educação e compromisso político possibilitarão que os resultados sejam alcançados.
O GLOBO: Os professores ocupam um papel importante no sistema finlandês. Como prepará-los bem? Um salário atrativo é importante?
SAHLBERG: Professores são profissionais de alto nível, como médicos ou economistas. Eles precisam de uma sólida formação teórica e treinamento prático. Em todos os sistemas educacionais de sucesso, professores são formados em universidades de excelência e possuem mestrado. O salário dos professores deve estar no mesmo patamar de outras profissões com o mesmo nível de formação no mercado de trabalho. Também é importante que professores tenham um plano de carreira, com perspectivas de crescimento e desenvolvimento.
O GLOBO: No Brasil, poucos jovens são atraídos pelo magistério. A carreira atrai muitos jovens na Finlândia?
SAHLBERG: O magistério é uma das profissões mais populares entre os jovens finlandeses. Todo ano, cerca de um a cada cinco alunos que terminam o ensino médio tem a carreira como primeira opção. Há dez vezes mais candidatos para programas de formação de docentes para educação infantil do que vagas nas universidades. A Finlândia tem o privilégio de poder controlar a qualidade dos professores na entrada e depois garantir que só os melhores e mais comprometidos serão aceitos nessa profissão nobre.
O GLOBO: A inclusão das novas tecnologias nas salas de aula vem sendo muito debatida. Como você vê esse processo? Como isso é feito na Finlândia?
SAHLBERG: Tecnologia é parte das nossas vidas e é usada nas escolas finlandesas. Professores na Finlândia usam tecnologia para ensinar de maneiras muito diferentes. Alguns, a utilizam muito e outros raramente. Aqui a tecnologia é uma ferramenta, mas o foco continua sendo na pedagogia entre pessoas, sem tecnologia. A tecnologia não deve guiar o desenvolvimento educacional e, sim, ser uma ferramenta como várias outras.
O GLOBO: Retomando o título do seu livro, quais são, afinal, as principais lições do sistema de educação finlandês?
SAHLBERG: A mais importante das lições é que há uma alternativa para se chegar ao sucesso prometido por reformas guiadas pelo mercado. A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico de diversos sistemas educacionais pelo mundo.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Relatório do Ipea mostra uma diminuição na participação do governo federal nos gastos públicos em educação
Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.
Sepe está na luta pelos 10% do PIB já na Educação Pública
A redução dos investimentos dos governos federal, estaduais e municipais no setor da Educação Pública não chega a causar surpresa às entidades representativas dos trabalhadores em Educação e do movimento civil que, ao longo deste semestre se encontram mobilizadas na luta pela aprovação no Congresso de um PNE que destine 10% do PIB na Educação Pública imediatamente. Esta luta, da qual o Sepe faz parte, envolve sindicatos, centrais trabalhistas, entidades representativas dos estudantes e do movimento civil, inclusive com a realização de um plebiscisto nacional para que a população vote se é a favor da aplicação dos 10% do PIB na Educação. O plebiscito começou em novembro e termina nesta quinta-feira e os seu resultado vai subsidiar a luta pelo aumento dos investimentos governamentais em niveis federal, estaduais e municipais no setor educacional.
O relatório foi lançado pelo instituto para subsidiar as discussões do Plano Nacional de Educação (PNE) que irá definir uma meta de investimento público na área a ser atingida nos próximos dez anos. O projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados. Há divergência entre governo e entidades da sociedade civil sobre o patamar a ser aplicado. A meta definida pelo governo é ampliar o gasto público dos atuais 5% para 7% do PIB, mas entidades da área defendem um índice de 10%. O Ipea, entretanto, não indica qual seria o investimento mínimo necessário para melhorar a qualidade do ensino e promover a inclusão da população que ainda está fora da escola, como prevê o plano.
“A atual capacidade de financiamento da educação consegue apenas cobrir o valor das necessidades apuradas para manter e possivelmente gerar avanços pequenos no atual nível educacional brasileiro. Este valor é distante daquele indispensável ao financiamento das necessidades para o cenário que representa as melhorias substantivas para educação”, aponta o relatório.
Apesar de não dizer em quanto é preciso ampliar o investimento, o Ipea indica possíveis novas fontes de recursos para a educação. Entre as sugestões estão a criação de novos tributos, a melhoria da gestão das verbas, a destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a área e o aumento da participação das três esferas de governo no financiamento público.
Atualmente, 18% da receita de impostos arrecadados pela União são vinculados à educação - o instituto sugere que esse percentual seja ampliado para 20%. Já os municípios são obrigados a aplicar 25% da arrecadação na área, patamar que poderia ser ampliado para 30%. Segundo o Ipea, a mudança criará um adicional de 0,7% do PIB em investimentos na área.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Consulta eletrônica da Campanha 10% do PIB para a Educação Pública já
A coordenação da campanha disponibilizou um sistema de votação eletrônico para quem não tem acesso à votação nas urnas
A campanha 10% do PIB para a Educação Pública, além do plebiscito, está promovendo uma consulta eletrônica.
Para votar, basta acessar o site da Campanha dos 10% do PIB já para a educação e inserir as informações solicitadas.
Esta consulta é importante para ampliarmos a participação popular nesta campanha. Deve ser trabalhada e amplamente divulgada nos sites dos sindicatos, das associações e movimentos. Mas, não substituí o voto em cédula, por isso, é importante continuar com a coleta de votos e divulgação do plebiscito em sua cidade.
Os votos da consulta eletrônica serão computados automaticamente por cidade e estados.
Coleta de votos do plebiscito é prioridade
Neste momento, além da divulgação da consulta eletrônica, deve ser tratada como prioridade pelas entidades a coleta de votos desse plebiscito. Nessas duas semanas é importante dar o gás necessário, montar as urnas e prosseguir com coleta em escolas, portas de fábricas, terminais de ônibus e metrô, feiras e outros lugares nos quais existam fluxo de pessoas. Outra orientação importante é de que nas escolas ou universidades que estão parcialmente em férias, a coleta deve ser complementada em locais públicos.
Divulgação dos números
É preciso também informar o número de votos coletados à centralização da campanha no Comitê da Região e CSP-Conlutas. Isso deve ser feito ao menos duas vezes por semana pelo e-mail: dezporcentoja@cspconlutas.org.br
Apuração
Cada entidade deve se responsabilizar pela apuração dos votos coletados e garantir o preenchimento adequado da ata de apuração,o recolhimento das listas de votação bem como o encaminhamento deste material para o Comitê de sua região. Se não houver um comitê em sua cidade encaminhar o material para a sede da CSP-Conlutas Nacional. Rua Boa Vista, 11º andar- Centro-São Paulo-SP- CEP 01014-000.
Aposentados se integram na campanha
A Federação dos Aposentados do Estado de São Paulo entrou no plebiscito colocando urnas para coleta de votos dos associados nos seus eventos. Vão também colocar em sua página da internet o link da consulta eletrônica.
A Admap (Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de São José dos Campos) participa ativamente o plebiscito recolhendo votos e fazendo a campanha. Além de urnas volantes, a associação tem urna fixa na praça Afonso Pena, em São José dos Campos, que permanecerá no local até o fim da campanha.
Para votar, basta acessar o site da Campanha dos 10% do PIB já para a educação e inserir as informações solicitadas.
Esta consulta é importante para ampliarmos a participação popular nesta campanha. Deve ser trabalhada e amplamente divulgada nos sites dos sindicatos, das associações e movimentos. Mas, não substituí o voto em cédula, por isso, é importante continuar com a coleta de votos e divulgação do plebiscito em sua cidade.
Os votos da consulta eletrônica serão computados automaticamente por cidade e estados.
Coleta de votos do plebiscito é prioridade
Neste momento, além da divulgação da consulta eletrônica, deve ser tratada como prioridade pelas entidades a coleta de votos desse plebiscito. Nessas duas semanas é importante dar o gás necessário, montar as urnas e prosseguir com coleta em escolas, portas de fábricas, terminais de ônibus e metrô, feiras e outros lugares nos quais existam fluxo de pessoas. Outra orientação importante é de que nas escolas ou universidades que estão parcialmente em férias, a coleta deve ser complementada em locais públicos.
Divulgação dos números
É preciso também informar o número de votos coletados à centralização da campanha no Comitê da Região e CSP-Conlutas. Isso deve ser feito ao menos duas vezes por semana pelo e-mail: dezporcentoja@cspconlutas.org.br
Apuração
Cada entidade deve se responsabilizar pela apuração dos votos coletados e garantir o preenchimento adequado da ata de apuração,o recolhimento das listas de votação bem como o encaminhamento deste material para o Comitê de sua região. Se não houver um comitê em sua cidade encaminhar o material para a sede da CSP-Conlutas Nacional. Rua Boa Vista, 11º andar- Centro-São Paulo-SP- CEP 01014-000.
Aposentados se integram na campanha
A Federação dos Aposentados do Estado de São Paulo entrou no plebiscito colocando urnas para coleta de votos dos associados nos seus eventos. Vão também colocar em sua página da internet o link da consulta eletrônica.
A Admap (Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de São José dos Campos) participa ativamente o plebiscito recolhendo votos e fazendo a campanha. Além de urnas volantes, a associação tem urna fixa na praça Afonso Pena, em São José dos Campos, que permanecerá no local até o fim da campanha.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Sepe promoverá debate sobre o Plano Nacional de Educação no dia 26 de novembro
O Sepe vai realizar um debate sobre o PNE no próximo dia 26 de novembro. O encontro será realizado no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar, a partir das 9h. A convidada para o debate é a professora Eliana Cunha, que trabalha na rede estadual, no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói. Num momento em que os profissionais de educação está mobilizados pela Campanha dos 10% do PIB já na Educação Pública, o debate do dia 26 de novembro assume importância para que a categoria possa discutir as demandas da Educação Pública no Brasil e a proposta do governo para a Educação, contidas no PNE.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
SEPE Niterói produz material sobre os 10% do PIB
Companheir@s, segue a versão final do material, produzido pelo SEPE-Nitterói, sobre os 10% do PIB para a educação para que possamos trabalhar nas escolas!
É um material didático! É importante chamar reuniões com os responsáveis e agitar a campanha nas escolas. Conforme nossa assembleia, cada escola será um local de votação.
Após a vitoriosa greve da rede municipal de Niterói, coloca-se para nós a tarefa de defender o aumento do financiamento da escola pública já e derrotar também o PNE.
O PNE de Dilma será votado no final deste ano, não foi elaborado pelos trabalhadores e abre as portas para um modelo de privatização sob o discurso da "modernização" da educação e da expansão, só que tal expansão é da rede privada com verba pública.
Vamos lá! Cada um de nós é fundamental para o sucesso dessa campanha!
O PNE de Dilma será votado no final deste ano, não foi elaborado pelos trabalhadores e abre as portas para um modelo de privatização sob o discurso da "modernização" da educação e da expansão, só que tal expansão é da rede privada com verba pública.
Vamos lá! Cada um de nós é fundamental para o sucesso dessa campanha!
Sepe promoverá palestra sobre o Plano Nacional de Educação no dia 26 de novembro
O Sepe convoca os profissionais de educação para uma palestra sobre o Plano Nacional de Educação, que será realizada no seu auditório (Rua Evaristo da Veita 55 - 7º andar - Centro), a partir das 9h.
Num momento em que entidades representativas da sociedade e dos trabalhadores estão se mobilizando em torno da campanha pelo investimento de 10% do PIB na Educação, inclusive com a realização do Plebiscito Nacional em Defesa da Educação Pública (de 6/11 a 6/12) para consultar a população se ela é favorável ou não ao investimento de 10% do Produto Interno Bruto para alavancar o setor educacional, o debate sobre o Plano Nacional de Educação assume grande importância para esclarecer a categoria sobre o plano e assim poder discutir nas escolas os problemas e as soluções para a educação pública no Brasil.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Plebiscito por “10% do PIB para Educação Pública, já!” começa no domingo (6)
O plebiscito nacional pela aplicação imediata de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação Pública começa no próximo domingo, 6. A coleta de votos vai até o dia 6 de dezembro. A pergunta: “Você concorda com o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação Pública, já?” deve percorrer todos os cantos do Brasil.
O objetivo é dialogar com os trabalhadores e sensibilizá-los para a necessidade de aumentar imediatamente os recursos destinados pelos governos municipais, estaduais e federal à educação pública. Os materiais para divulgação do pleito já estão disponíveis (veja aqui) para impressão e distribuição.
As urnas serão alocadas pelos comitês estaduais da campanha “10% do PIB para a Educação Pública, já!”. Foi definido que os Estados terão autonomia para colocar uma pergunta específica sobre a realidade de cada local.
Para a votação, é necessário garantir as cédulas, as listas de votantes, as atas de apuração, uma urna (que pode ser adquirida com algum sindicato que as tenha, ou pode ser improvisada, como é característico dos plebiscitos organizados pelos movimentos sociais) e muita disposição de debater, conversar e apresentar para a população brasileira esta luta justa e fundamental para toda a juventude e a classe trabalhadora do nosso país.
O Sepe Central, a Regional 4 e demais regionais e núcleos estarão fazendo a distribuição dos materiais do plebiscito e também estarão recebendo o material para a apuração do resultado.
Anfope declara apoio
Todo o material em pasta rar
Cartaz
Cartaz 2
Ata plebiscito
Cédula plebiscito
Lista de presença plebiscito
Adesivo
Petição
Blog da campanha
Abaixo assinado em prol da Campanha "10% do PIB para a educação pública, já!"
Anfope declara apoio
A campanha “10% do PIB para a Educação Pública, já!” ganhou mais um apoio na luta por maiores investimentos dos governos na educação pública. A Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação (Anfope) declarou sua adesão ao manifesto pela aplicação imediata de 10% do PIB na educação pública.
Em e-mail enviado à coordenação executiva da campanha, a presidente da Anfope, professora Iria Brzezinski, reafirmou a participação da associação como signatária na coleta de assinaturas para a campanha “10% do PIB para a Educação, Já”.
A Anfope se junta a outras entidades do meio acadêmico que já declararam apoio assinando o manifesto da campanha como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e o Centro de Estudos Educação & Sociedade (Cedes).
Mãos à Obra! É hora do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!Abaixo o material da campanha para download:
Todo o material em pasta rar
Cartaz
Cartaz 2
Ata plebiscito
Cédula plebiscito
Lista de presença plebiscito
Adesivo
Petição
Blog da campanha
Abaixo assinado em prol da Campanha "10% do PIB para a educação pública, já!"
Fonte: Andes/SN e CSP-Conlutas
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Audiência pública sobre o orçamento da educação municipal do Rio
Amanhã, às 9h, ocorrerá audiência pública na Câmara de Vereradores do Rio sobre o orçamento da educação. O Sepe estará presente.
Ato na Cinelândia pelos 10% do PIB na Educação
O ato pelos 10% do Pib na Educação teve a participação de cantores e compositores, como Monarco e Almir Guineto. O show aconteceu no início da noite de quinta-feira. Durante toda a tarde, foram realizadas diversas atividades para mostrar para a população a importância do aumento dos investimentos nas verbas educacionais no Brasil.
Leia mais no Blog ANota
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Ato pelo investimento de 10% do PIB na Educação começa daqui a pouco na Cinelândia
Os profissionais de educação das escolas públicas do Rio de Janeiro já estão chegando para o grande ato em defesa da educação e do investimento de 10% do PIB no setor, que será realizado na Cinelândia, a partir das 14h. Além do ato público, será realizado um show musical, com as presenças dos cantores e compositores Monarco e Almir Guineto, que se apresentarão no final da tarde. Os núcleos e regionais do Sepe organizaram caravanas para trazer profissionais e estudantes para o Centro do Rio. O movimento pelos 10%, em nível nacional, congrega profissionais e estudantes de escolas e universidades públicas, além de entidades representativas dos trabalhadores e de outros setores da sociedade.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Escolas públicas estaduais paralisam atividades por 24 horas nesta quinta (20); categoria participa de ato pela aplicação de 10% do PIB na educação pública
Os profissionais de educação das escolas públicas estaduais realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira, dia 20. Neste dia, os profissionais das escolas estaduais farão um ato na porta da Seeduc (Rua da Ajuda, na sede do governo, Centro), a partir das 10h, para exigir uma audiência com o secretário de Educação, Wilson Risolia. Depois do protesto, a categoria irá em passeata até a Cinelândia, onde ocorrerá um ato pelos 10% do PIB na Educação.
No ato na Seeduc, os profissionais vão cobrar da secretaria soluções para problemas pendentes desde a greve da educação estadual, que durou 67 dias, tais como: assédio moral aos profissionais que realizaram a greve; fechamento de escolas de EJA, exoneração de diretoras de escolas e ameaças contra os animadores culturais.
Depois da manifestação na Seeduc, os profissionais do estado participam do ato público pela aplicação de 10% do PIB na Educação, na Cinelândia, a partir das 14h, quando ocorrerão aulas públicas e um ato show. Também ocorrerá um plebiscito no local para que a população opine sobre a aplicação dos 10% do PIB na educação.
Mais informações sobre o ato dos 10% do para a Educação Pública neste link.
No ato na Seeduc, os profissionais vão cobrar da secretaria soluções para problemas pendentes desde a greve da educação estadual, que durou 67 dias, tais como: assédio moral aos profissionais que realizaram a greve; fechamento de escolas de EJA, exoneração de diretoras de escolas e ameaças contra os animadores culturais.
Depois da manifestação na Seeduc, os profissionais do estado participam do ato público pela aplicação de 10% do PIB na Educação, na Cinelândia, a partir das 14h, quando ocorrerão aulas públicas e um ato show. Também ocorrerá um plebiscito no local para que a população opine sobre a aplicação dos 10% do PIB na educação.
Mais informações sobre o ato dos 10% do para a Educação Pública neste link.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Rede municipal: reunião da coordenação da capital e comando de mobilização será no sepe nesta terça (dia 18/10)
O Sepe informa que a coordenação da capital e o comando de mobilização da rede municipal do Rio estarão reunidos no auditório do sindicato, nesta terça-feira (dia 18 de outubro), a partir das 18h.
Na pauta da reunião, estratégias para a mobilização e participação da rede nas atividades do dia 20 de outubro na Cinelândia (ato dos 10% do PIB para a Educação já).
Assinar:
Postagens (Atom)
As 10 postagens mais acessadas
-
A REALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA ATUAL PREFEITURA A situação da Educação Infantil no município do Rio de Janeiro está péssima! ...
-
Mataram uma aluna. Para os governos, apenas um número. Mais uma entre as centenas que morrem todos os dias. Para nós não! Há tempos o SEP...
-
INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O DIREITO À GREVE 1) Posso sofrer punições ou advertências por participar da greve? NÃO. A Const...
-
O SEPE/RJ convoca os profissionais de educação da Rede Estadual que recebem em seu contracheque a gratificação denominada “1007 – dir pe...
-
A direção do Sepe está verificando a informação do jornal O Dia publicada hoje de que o juiz estadual Ricardo Coimbra Barcellos...
-
Espalha pra geral! Greve de 24h! Contra as Reformas de Temer! Crivella, tire as mãos de nossos direitos! #SOMOS TODOS PR...
-
UNIDADES ESCOLARES (04.10.020) EM Joracy Camargo (04.10.022) EM Odilon de Andrade (04.11.016) EM Edmundo da Luz Pinto (04.11.017) EM Ministr...
-
O SEPE/Regional 4 recebeu denúncia de várias professoras e professores que, apesar de terem trabalhado, verificaram que não consta no c...
-
Profissionais da Educação do Município do Rio de Janeiro estão esperando neste momento resposta da subsecretária Bettina que se enco...
