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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cabral: o governador que fecha escolas, hospitais...


O governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, vinha se especializando em uma triste característica: a de fechar escolas, tais como as dezenas que foram fechadas no final do ano passado, sob o pretexto da municipalização das unidades.

Agora, não contente com isso, o governador também determinou a extinção do Hospital Central dos Servidores do Estado, que faz parte do IASERJ, na Praça da Cruz Vermelha, Centro do Rio. Ou seja, além de ser um conhecido inimigo da Educação pública, pagando salários arrochados aos professores e funcionários administrativos, usando e abusando da terceirização das escolas e tendo como contrapartida as piores colocações nos índices que atestam a qualidade do ensino país, o governador “resolveu” fechar um hospital que está em pleno funcionamento.

Trata-se de um acordo em que Cabral cedeu o Hospital Central ao Instituto Nacional do Câncer, do governo federal. Acordo este que foi feito de cima para baixo, com pouca ou nenhuma discussão com os principais interessados: os próprios servidores estaduais. A verdade é uma só: o fechamento do hospital é mais uma ação deste governo contra o patrimônio público estadual.

Os servidores pagam, mensalmente, um imposto relativo ao IASERJ. Verbas para manter a unidade existem. Mas onde o governador as aplica?

O governo conseguiu derrubar a liminar na Justiça que o movimento em defesa do IASERJ havia conseguido e impedia a extinção da unidade. A Secretaria Estadual de Saúde, assim que derrubou a liminar, começou a desalojar os pacientes, no dia 13 de julho - com o apoio do Choque da PM (foto), de maneira irresponsável e truculenta, em alguns casos, sem o consentimento das famílias. O próprio diretor do hospital não foi avisado do desalojamento e pediu exoneração em protesto.

O movimento em defesa do IASERJ está em vigília em frente ao hospital e já decidiu que entrará com um recurso na Justiça para manter a unidade aberta. O Sepe também está na vigília, com vários diretores presentes na mobilização.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ato público neste domingo em defesa do Hospital Geral do IASERJ


   Segundo o Jornal O DIA, O Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) será demolido para dar lugar a outra unidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que pretende concentrar todas as instalações ao redor da Praça da Cruz Vermelha, espalhadas entre Centro, Santo Cristo e Vila Isabel.

Servidores, médicos e populares que tratam seus parentes no local estão revoltados com a medida. Segundo eles, os pacientes internados, inclusive os que estão em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), seriam removidos para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), sob ordem do Ministério Público.

De acordo com o documento obtido pelos manifestantes, a polícia teria autorização para retirar os equipamentos do local a qualquer momento. Os manifestantes organizaram um protesto contra a demolição do Iaserj neste domingo.

Leia Abaixo o depoimento da diretora licenciada da Regional 4, Vera Nepumoceno, além de fotos do ato de resistência contra a demolição do IASERJ:


"Resistência no IASERJ
Passamos uma madrugada de horror!

            O prédio do IASERJ foi invadido no final da noite do sábado, dia 14/07,  pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, a qual garantiu a entrada de uma equipe da Secretaria de Saúde para fazer o trabalho sujo da remoção dos pacientes do Hospital.
            Os médicos e trabalhadores do IASERJ assistiram ao deslocamento de seus pacientes, ficando sem condições de impedirem tamanha atrocidade, pois havia juntamente com a equipe do governo, dois promotores, que a qualquer ação dos trabalhadores do IASERJ ameaçavam estes de prisão.
            Do lado de fora, além de um grupo de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar fortemente armados, as ruas ao redor foram fechadas com barricadas feitas pelo choque. Um carro do BOPE ficava dando ronda, juntamente com outros carros da PM. Agentes da polícia civil, os conhecidos P2, se misturavam entre os poucos manifestantes que procuravam resistir no portão de fora.
            Três caminhões tipo baú ficaram estacionados em frente ao hospital,  aguardando o momento de entrar para efetuar a mudança dos equipamentos.
            O que assistimos foi pura covardia: 18 ambulâncias da SAMU(Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e das UPA’ s(Unidades de Pronto Atendimento) foram deslocadas para o IASERJ. Com isso, os pacientes foram sequestrados, pois foram transferidos sem a baixa de seus médicos, sem conhecimento de seus familiares, os  quais não foram comunicados,  e sequer podiam entrar no hospital.
            Alguns advogados, portando a carteira da Ordem dos Advogados, a vereadora Sônia Rabelo e o deputado estadual  Paulo Ramos, foram barrados no portão pelos procuradores, tendo que entrar pelo setor de  emergência,  pelas mãos dos servidores do hospital.
            Foram atos de pura covardia:  Na calada da noite,  pacientes sendo removidos de forma irresponsável; médicos e trabalhadores do IASERJ impotentes frente a brutalidade.
            E nós, na rua tentando resistir, barrando a entrada das ambulâncias, sob o pedido do comandante do Choque para que deixássemos as ambulâncias passarem, pois eles não queriam nos machucar...
            Uma madrugada de terror!
            No dia de hoje(domigo,15/07), fizemos um ato dentro do pátio do IASERJ e uma vigília. Ainda temos pacientes que não foram removidos, e amanhã, dia 16/07,  a partir das 5 horas começaram a chegar os pacientes do ambulatório, que precisam ser informados da nossa resistência.
            Precisamos da presença de todos e todas nessa noite e madrugada no IASERJ, não vamos permitir que o assassino Cabral acabe com o nosso hospital.
Fazemos um chamado especial aos profissionais de educação do Estado,  que estão de recesso escolar para reforçarem nossa luta.
Não é só palavra de ordem não, é a realidade nossa de cada dia:
A NOSSA LUTA É TODO DIA PORQUE SAÚDE NÃO É MERCADORIA!"




terça-feira, 29 de maio de 2012

Servidores convocados para audiência pública sobre IASERJ na Alerj no dia 31 de maio



            No dia 31 de maio, a ALERJ realizará uma audiência pública, na sala 316, para tratar do anúncio de fechamento definitivo do IASERJ, proposto pelo governador Sérgio Cabral para o dia 5 de junho próximo. Não é de hoje, que o governador vem tentando acabar de uma vez com o Instituto de Assistência aos servidores: primeiro foi a proposta de demolição do Hospital Central da Cruz Vermelha para a construção em seu lugar de um anexo do INCA.
Depois de anos de descaso, sem repasse de verbas nem investimento na melhoria das condições de prestação de serviços pelo IASERJ, o governador agora anuncia o seu golpe final contra a instituição, propondo a transferência da administração da unidade para o controle de Organizações Sociais (OS) privadas. Por conta disto, o movimento em defesa do IASERJ convoca todos os servidores para pressionar os deputados na audiência pública na Alerj e impedir a destruição do instituto. 

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