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segunda-feira, 8 de julho de 2013

IASERJ realiza ato neste domingo em prol da Reconstrução de seu Hospital no Centro do Rio

O IASERJ convida todos a participarem do resgate da luta de reconstrução do hospital do IASERJ no Centro do Rio, e denunciar as mortes ocorridas após a remoção forçada dos pacientes do CTI, na calada da noite de 14/07/2012. O fato configurou uma grave violação de direitos dos pacientes por parte do governo Cabral, e com a cumplicidade do judiciário e Ministério Público estadual.

Participe do ato/missa campal em memória e protesto as mortes ocorridas, da Assembléia popular/comunitária e da visitação dos painéis com a linha do tempo do IASERJ antes e depois do governo Cabral

Data: 14/07, domingo, a partir das 10:30

Local: Praça Cruz Vermelha

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Em defesa do IASERJ: Carta à presidenta Dilma

O Movimento em Defesa do IASERJ enviou a carta abaixo à presidenta Dilma Roussef, informando sobre o fechamento do Hospital Central do IASERJ, cujo prédio está sendo doado ao INCA:

Presidenta Dilma Dirigimos a V. Exa. um apelo urgente em relação à questão do IASERJ, pois o povo do Rio de Janeiro espera, com aflição, uma atitude digna, que o leve a recuperar o sentimento de orgulho de ser fluminense e brasileiro.

1. O IASERJ, hospital construído e mantido pelos servidores estaduais, propriedade deles, está sendo alvo de um vandalismo inominável por ordem da Secretaria de Saúde do Estado do RJ. Em total desrespeito às Constituições Federal e Estadual, o governador Sérgio Cabral e seu secretário Sérgio Cortes, estão perpetrando um crime contra os direitos do povo do Rio de Janeiro! Respaldados por forte força policial armada (e, pasme, com aval da justiça!) tentando uma apropriação indébita, na calada da noite, invadem o hospital ( que não pertence ao poder público), retiram aparelhos e removem doentes (alguns em estado grave, no CTI), sem liberação por parte de seus médicos e, em certos casos, com total desconhecimento dos seus familiares que, sequer, foram informados sobre o paradeiro dos mesmos! Ao testemunhar esta experiência dolorosa e violenta, na noite de domingo (15 de julho), revivemos os amargos momentos dos idos de 1979 (que V. Exa. conhece tão bem!), quando fôramos detidos por defender uma educação de qualidade, animados apenas pelo nosso sentimento de justiça e liberdade.

2. Urge deter esta ação monstruosa e arbitrária contra um patrimônio dos servidores! Patrimônio este enaltecido pelo próprio Sérgio Cabral durante sua primeira campanha eleitoral, em debate no Sindicato dos Médicos, quando prometeu investir na manutenção do IASERJ, conforme carta-compromisso registrada em cartório! Por que razão depois de eleito empenha-se, contraditoriamente, em tentar demolir um hospital que se acha em pleno funcionamento, atendendo a cerca de 2 mihões de pacientes de todo o estado, inclusive do extinto Hospital São Sebastião (centro de tratamento de doenças infecciosas) e do SUS?! E isto, numa cidade que, por falta de leitos em suas unidades hospitalares, expõe seus habitantes à humilhação e à dor por mortes que poderiam ter sido evitadas. Como no caso noticiado pela TV, ocorrido alguns dias, em que uma mulher de quarenta e poucos anos, após percorrer 13 hospitais, conseguiu internação apenas no IASERJ, embora fosse tardia qualquer intervenção para recuperá-la.

3. O IASERJ marca sua história como centro de excelência e berço da residência médica no Brasil. Qual a justificativa, então, para a tentativa de fazer desaparecer uma instituição tão preciosa e necessária? Recusamo-nos, veementemente, a aceitar que qualquer pessoa, no uso normal de suas faculdades, admita que o INCA - pretexto alegado - possa instalar um novo centro de pesquisa ou vagas para estacionamento a partir da destruição de um hospital! E os vários prédios abandonados do INSS ou o (mais um) desativado Hospital Quarto Centenário, em Santa Teresa?! Que escusos interesses estarão em jogo, a ponto de levar médicos (do INCA) e juízes a atropelarem a ética que deveria nortear suas ações? Onde estão a coerência, o respeito aos direitos individuais e coletivos, as garantias constitucionais?

Neste momento, Presidenta Dilma, em que os servidores e o povo do Rio de Janeiro voltam a experimentar o triste sentimento de orfandade e abandono, contamos com sua intervenção justa e imprescindível para reverter este esdrúxulo estado de coisas.

O IASERJ É DOS SERVIDORES E DO POVO!

Assinam esta carta: AFIASERJ, SEPE, SINDJUSTIÇA ASDUERJ, SINMEDRJ, MUSP, SINDPEFAETEC, SINDSPREV.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cabral: o governador que fecha escolas, hospitais...


O governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, vinha se especializando em uma triste característica: a de fechar escolas, tais como as dezenas que foram fechadas no final do ano passado, sob o pretexto da municipalização das unidades.

Agora, não contente com isso, o governador também determinou a extinção do Hospital Central dos Servidores do Estado, que faz parte do IASERJ, na Praça da Cruz Vermelha, Centro do Rio. Ou seja, além de ser um conhecido inimigo da Educação pública, pagando salários arrochados aos professores e funcionários administrativos, usando e abusando da terceirização das escolas e tendo como contrapartida as piores colocações nos índices que atestam a qualidade do ensino país, o governador “resolveu” fechar um hospital que está em pleno funcionamento.

Trata-se de um acordo em que Cabral cedeu o Hospital Central ao Instituto Nacional do Câncer, do governo federal. Acordo este que foi feito de cima para baixo, com pouca ou nenhuma discussão com os principais interessados: os próprios servidores estaduais. A verdade é uma só: o fechamento do hospital é mais uma ação deste governo contra o patrimônio público estadual.

Os servidores pagam, mensalmente, um imposto relativo ao IASERJ. Verbas para manter a unidade existem. Mas onde o governador as aplica?

O governo conseguiu derrubar a liminar na Justiça que o movimento em defesa do IASERJ havia conseguido e impedia a extinção da unidade. A Secretaria Estadual de Saúde, assim que derrubou a liminar, começou a desalojar os pacientes, no dia 13 de julho - com o apoio do Choque da PM (foto), de maneira irresponsável e truculenta, em alguns casos, sem o consentimento das famílias. O próprio diretor do hospital não foi avisado do desalojamento e pediu exoneração em protesto.

O movimento em defesa do IASERJ está em vigília em frente ao hospital e já decidiu que entrará com um recurso na Justiça para manter a unidade aberta. O Sepe também está na vigília, com vários diretores presentes na mobilização.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ato público neste domingo em defesa do Hospital Geral do IASERJ


   Segundo o Jornal O DIA, O Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) será demolido para dar lugar a outra unidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que pretende concentrar todas as instalações ao redor da Praça da Cruz Vermelha, espalhadas entre Centro, Santo Cristo e Vila Isabel.

Servidores, médicos e populares que tratam seus parentes no local estão revoltados com a medida. Segundo eles, os pacientes internados, inclusive os que estão em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), seriam removidos para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), sob ordem do Ministério Público.

De acordo com o documento obtido pelos manifestantes, a polícia teria autorização para retirar os equipamentos do local a qualquer momento. Os manifestantes organizaram um protesto contra a demolição do Iaserj neste domingo.

Leia Abaixo o depoimento da diretora licenciada da Regional 4, Vera Nepumoceno, além de fotos do ato de resistência contra a demolição do IASERJ:


"Resistência no IASERJ
Passamos uma madrugada de horror!

            O prédio do IASERJ foi invadido no final da noite do sábado, dia 14/07,  pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, a qual garantiu a entrada de uma equipe da Secretaria de Saúde para fazer o trabalho sujo da remoção dos pacientes do Hospital.
            Os médicos e trabalhadores do IASERJ assistiram ao deslocamento de seus pacientes, ficando sem condições de impedirem tamanha atrocidade, pois havia juntamente com a equipe do governo, dois promotores, que a qualquer ação dos trabalhadores do IASERJ ameaçavam estes de prisão.
            Do lado de fora, além de um grupo de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar fortemente armados, as ruas ao redor foram fechadas com barricadas feitas pelo choque. Um carro do BOPE ficava dando ronda, juntamente com outros carros da PM. Agentes da polícia civil, os conhecidos P2, se misturavam entre os poucos manifestantes que procuravam resistir no portão de fora.
            Três caminhões tipo baú ficaram estacionados em frente ao hospital,  aguardando o momento de entrar para efetuar a mudança dos equipamentos.
            O que assistimos foi pura covardia: 18 ambulâncias da SAMU(Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e das UPA’ s(Unidades de Pronto Atendimento) foram deslocadas para o IASERJ. Com isso, os pacientes foram sequestrados, pois foram transferidos sem a baixa de seus médicos, sem conhecimento de seus familiares, os  quais não foram comunicados,  e sequer podiam entrar no hospital.
            Alguns advogados, portando a carteira da Ordem dos Advogados, a vereadora Sônia Rabelo e o deputado estadual  Paulo Ramos, foram barrados no portão pelos procuradores, tendo que entrar pelo setor de  emergência,  pelas mãos dos servidores do hospital.
            Foram atos de pura covardia:  Na calada da noite,  pacientes sendo removidos de forma irresponsável; médicos e trabalhadores do IASERJ impotentes frente a brutalidade.
            E nós, na rua tentando resistir, barrando a entrada das ambulâncias, sob o pedido do comandante do Choque para que deixássemos as ambulâncias passarem, pois eles não queriam nos machucar...
            Uma madrugada de terror!
            No dia de hoje(domigo,15/07), fizemos um ato dentro do pátio do IASERJ e uma vigília. Ainda temos pacientes que não foram removidos, e amanhã, dia 16/07,  a partir das 5 horas começaram a chegar os pacientes do ambulatório, que precisam ser informados da nossa resistência.
            Precisamos da presença de todos e todas nessa noite e madrugada no IASERJ, não vamos permitir que o assassino Cabral acabe com o nosso hospital.
Fazemos um chamado especial aos profissionais de educação do Estado,  que estão de recesso escolar para reforçarem nossa luta.
Não é só palavra de ordem não, é a realidade nossa de cada dia:
A NOSSA LUTA É TODO DIA PORQUE SAÚDE NÃO É MERCADORIA!"




terça-feira, 29 de maio de 2012

Servidores convocados para audiência pública sobre IASERJ na Alerj no dia 31 de maio



            No dia 31 de maio, a ALERJ realizará uma audiência pública, na sala 316, para tratar do anúncio de fechamento definitivo do IASERJ, proposto pelo governador Sérgio Cabral para o dia 5 de junho próximo. Não é de hoje, que o governador vem tentando acabar de uma vez com o Instituto de Assistência aos servidores: primeiro foi a proposta de demolição do Hospital Central da Cruz Vermelha para a construção em seu lugar de um anexo do INCA.
Depois de anos de descaso, sem repasse de verbas nem investimento na melhoria das condições de prestação de serviços pelo IASERJ, o governador agora anuncia o seu golpe final contra a instituição, propondo a transferência da administração da unidade para o controle de Organizações Sociais (OS) privadas. Por conta disto, o movimento em defesa do IASERJ convoca todos os servidores para pressionar os deputados na audiência pública na Alerj e impedir a destruição do instituto. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vitória da luta dos servidores estaduais: TCU impede a cessão do IASERJ para o INCA

O Tribunal de Contas da União (TCU) acaba de publicar um despacho em que se posicioona de forma contrária à cessão do complexo do IASERJ Central ao Instituto Nacional do Câncer (INCA) para a construção de um Centro de Pesquisas e ampliação do Hospital do Câncer localizado ao lado do IASERJ. A decisão do Tribinal suspende implicou na suspensão do processo licitatório que o INCA promoveria hoje para a contratação de uma empresa para demolir os prédios do Instituto de Assistência aos Servidores Estaduais.

A decisão do TCU é uma prova de que a luta dos servidores pela preservação do patrimônio do IASERJ vale à pena. Mais do que nunca o IASERJ continua vivo, apesar de todas as tentativas do governo estadual de sucatear o órgão. Nos últimos meses, o Instituto teve um crescimento médio  de cerca de 150% nos atendimentos e procedimentos ambulatoriais, exames laboratoriais, exames de imagem e internações.

A luta agora é pela reativação de todos os prédios do Hospital Central, o que possibilitará a disponibilização de 400 leitos, sendo 60 de CTI, 130 leitos cirúrgicos e 210 leitos clínicos de retaguarda.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Fotos comprovam péssimo estado do Iaserj

Muro das lamentações...ultimamente os servidores públicos doentes e inconformados com o espaço insalubre, deixam suas queixas nas paredes, já que não há autoridade que os ouçam.  
A revitalização do Iaserj é uma das bandeiras dos profissionais de educação do estado. Neste link do Facebook, você pode ver como está a situação de abandono do instituto.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Servidores da Educação realizam protesto em frente ao Iaserj

  
   Nesta quarta-feira, dia 8, os profissionais da educaçao estadual realizam a Ceia da miséria, um protesto anual realizado próximo do natal e que tem como objetivo principal denunciar a situação precária do servidor público estadual, como os baixos salários e as péssimas condições de trabalho. Este ano, o protesto terá o caráter específico de denunciar a demolição do Hospital Central do Instituto de Assistância dos Servidores (Iaserj). Por isso o Sepe vai organizar o ato em frente ao hospital. Além de demolir o prédio, o governo quer ceder o terreno ao Inca. O protesto começará às 14h, e o edifício fica na Avenida Henrique Valadares, nº 107, na Praça da Cruz Vermelha, Centro do Rio.

O Sepe está chamando todas as entidades de servidores para a Ceia da Miséria.
    No dia 30 de novembro, ocorreu uma audiência pública na Alerj, convocada pela Comissão do Trabalho, para discutir a demolição do prédio. Segundo deputados da Comissão, os processos de desativação e transferência do Iaserj estão sendo feitos de maneira arbitrária, sem transparência quanto ao destino das instituições. Os deputados também querem saber para onde vão os recursos que foram aplicados nestas instituições, e o que será feito com os equipamentos que lá estão, que são recursos públicos.
   Na audiência, o procurador do Ministério Público Leonardo Chaves disse que pedirá na Justiça a suspensão da demolição do prédio. A denúncia contará com documentos e informações passadas pelas entidades presentes, como a Associação de Funcionários do Iaserj (Afiaserj). O defensor público da União, André Oldacyr, também presente, afirmou que a demolição e posterior doação “não têm amparo legal”. Ele disse que enviará toda a documentação que tem sobre o assunto para o promotor do MP, para ajudar na ação.
    O IASERJ sempre foi sustentado pela contribuição compulsória de 2% de cada servidor público desde sua criação. O governo nunca prestou contas das verbas aplicadas. E não consultou os servidores sobre a decisão de desativar o Iaserj. Também não consultou quando criou o Rio-Previdência, que absorveu os 2% do Iaserj. Os servidores não vão permitir que  o governo esvazie mais um hospital, com capacidade para 500 leitos, 80 em funcionamento, 30 especialidades, atendimento a 2 mil pessoas por mês, maquinário moderno para exames, um Pronto Atendimento excelente etc. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Audiência pública na Alerj discute demolição do Iaserj

   A Comissão de Trabalho da Alerj realizou hoje uma concorrida audiência pública para discutir a demolição do prédio do Iaserj Central, prevista para começar em 8 de dezembro. A audiência discutiu também a futura doação do terreno ao Inca. Estavam presentes sete entidades sindicais, incluindo o Sepe, e representantes do MP estadual e da Defensoria da União. Na data prevista para o início da demolição, o Sepe realizará em frente ao Iaserj a “Ceia da miséria”, um evento anual, próximo do Natal, em que a grave situação dos servidores estaduais é denunciada. Este ano, o protesto terá o caráter específico de denunciar a demolição do Iaserj Central.
   Segundo deputados da Comissão, os processos de desativação e transferência do Iaserj estão sendo feitos de maneira arbitrária, sem transparência quanto ao destino das instituições. Os deputados também querem saber para onde vão os recursos que foram aplicados nestas instituições, e o que será feito com os equipamentos que lá estão, que são recursos públicos.
    Na audiência, o procurador do Ministério Público Leonardo Chaves disse na audiência que pedirá na Justiça a suspensão da demolição do prédio. A denúncia contará com documentos e informações passadas pelas entidades presentes, como a Associação de Funcionários do Iaserj (Afiaserj). O defensor público da União, André Oldacyr, também presente, afirmou que a demolição e posterior doação “não têm amparo legal”. Ele disse que enviará toda a documentação que tem sobre o assunto para o promotor do MP, para ajudar na ação.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Servidores protocolam denúncia contra Cabral por abandono do Iaserj

     Na tarde da última quarta-feira, dia 27, diversos servidores estaduais estiveream  na Assembleia Legislativa (Alerj) para protocolar denúncia coletiva contra o governador Sergio Cabral por crime de responsabilidade em demolir o Hospital Central do Instituto de Assistência do Servidor do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj). O protesto também foi  feito para lembrar o Dia do Servidor, comemorado no dia 28 de outubro.
      Há anos que os diversos governos abdicam de investir no instituto, mas a situação piorou no governo Cabral. Recentemente, o governador acertou com o governo federal a cessão do terreno para o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O Iaserj existe por lei e sempre foi mantido pela contribuição dos servidores, que são descontados em folha para a sua manutenção. Mas se pouco ou nada vêm sendo investido no Iaserj, pra onde vai o dinheiro descontado do servidor? Esta é a pergunta que todos os servidores estaduais fazem.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SERVIDORES PROTESTAM CONTRA ABANDONO DO IASERJ

Em 28 de outubro se comemora o Dia do Servidor. E nesse dia, os servidores vão protocolar na Alerj uma denúncia contra o governo do estado por crime de responsabilidade em demolir o Hospital Central do Instituto de Assistência do Servidor do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj). 
Há anos que os diversos governos vêm abdicando de investir no instituto, mas a situação piorou no governo Cabral. Recentemente, o governador acertou com o governo federal a cessão do terreno para o Inca. 
O instituto existe por lei e sempre foi mantido pela contribuição dos servidores, que são descontados em folha para a sua manutenção. Mas se nada vem sendo investido lá, pra onde vai o dinheiro do servidor? O Sepe apóia a manifestação.

Abaixo orientações do SEPE para seus Núcleos (interior) e Regionais (capital):

CIRC/SEPE/RJ/015/10.
  
Companheiras/os,
Conforme deliberação da assembléia da rede estadual 18/09/10 e referendada no Encontro dos Aposentados de Macaé, a luta “Em defesa do IASERJ” se manifestará no ato do dia 27 de outubro, às 14 horas, na ALERJ, quando PROTOCOLAREMOS UMA AÇÃO POPULAR POR CRIME DE REPONSABILIDADE CONTRA O GOVERNO ESTADUAL PELA TENTATIVA DE DEMOLIR O HOSPITAL DO IASERJ.
 
Como preencher o formulário:
 
1) Cada Núcleo/Regional deve garantir no mínimo 5 pessoas para entrar com a ação. Cada pessoa deve preencher o formulário da ação, assinar e reconhecer a firma de sua assinatura.
E deve anexar quatro documentos, com cópia autenticada: identidade, CPF, titulo eleitoral e comprovante de residência.
2) A ação será protocolada na ALERJ no dia 27 de outubro às 14 horas. As pessoas devem levar uma cópia para receber o carimbo de recibo. Alertamos os companheiros de núcleos e regionais que existem gastos com firmas, autenticação de documentos e locomoção para a vinda à ALERJ que devem ser cobertos pelo sindicato para que isso não prejudique a luta.  
  
 Saudações sindicais,
 
 DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Defensoria Pública da União condena projeto de demolição do Hospital Central do Iaserj

Defensoria Pública da União foi até o Hospital, acompanhada por rerepresentantes do funcionalismo estadual e condenou projeto que visa demolir a unidade para construção de anexo do Inca. Visita foi realizada no dia 29 de julho.

A Defensoria Pública da União, juntamente com representantes de vários setores do funcionalismo estadual, fez uma visita às dependências do Hospital Central do Iaserj, que sofre ameaça de demolição após ser cedido pelo governo do estado para que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) construa ali um prédio anexo. A vista foi realizada no dia 29 de julho e o defensor público André Ordacgy, depois de inspecionar as instalações do Instituto afirmou que irá tentar evitar a demolição da unidade de forma extrajudicial. “Caso não consigamos, acionaremos a Justiça Federal para impedir que isto aconteça”, afirmou Odacgy, na frente de dirigentes de várias entidades sindicais e técnicos da Defensoria.

O Hospital Central do Iaserj foi cedido pelo governador Cabral Filho ao Inca que pretende demoli-lo para construir, no lugar, um centro de pesquisas em oncologia. “Temos marcada uma reunião com o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, na qual vamos tentar mostrar a ele que um órgão federal não pode demolir um hospital do estado, até porque cabe ao Poder Público garantir a manutenção das unidades de saúde, bem como a construção de novos hospitais e não a destruição dos já existentes”, adiantou Ordacgy.

Perplexidade

Ao inspecionar o Iaserj, o defensor público federal constatou o sucateamento que vem sendo imposto pelos seguidos governos estaduais e que se aprofundou, ainda mais, no governo Cabral Filho. Em contrapartida, pôde ver que pavilhões inteiros do hospital estadual continuam funcionando, atendendo a milhares de pessoas por mês.

Minha conclusão, após esta inspeção, é que o governo do estado do Rio está propositadamente sucateando o Iaserj, mas que, apesar disto, a unidade continua prestando serviços importantes, atendendo não apenas aos servidores do estado, que são os verdadeiros proprietários dele, mas também à população servida pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse. Outra conclusão dele, é que, por isto mesmo, o Iaserj tem que ser mantido em funcionamento. “Não se justifica a demolição. Quando se trata de saúde pública, tem que se manter o máximo de unidades em funcionamento e não eliminá-las como se está tentando fazer agora”, reafirmou.

Demolição é inconstitucional

André Ordacgy acrescentou que a demolição do Hospital Central do Iaserj contraria a Constituição Federal e a Estadual. “Isto porque, ele é um patrimônio dos servidores do estado do Rio de Janeiro, que não pode ser demolido, ainda mais por um órgão federal como o Inca”, afirmou. Ordacgy disse, ainda, que os serviços do Hospital São Sebastião, que depois da desativação da unidade, passaram a ser prestados no Iaserj, não podem ser transferidos para o Hospital dos Servidores do Estado, como querem o governador Cabral e o Inca.

Estive no HSE na semana passada, inspecionando as instalações que acolheriam o São Sebastião, e vi que são impróprias para isto. Enviei ofício ao diretor do HSE que me respondeu, por escrito, dizendo que o HSE não possui espaço físico no qual possa funcionar uma unidade que lida com pacientes atingidos por doenças infecto-contagiosas”, explicou. As minúsculas salas escolhidas para abrigar o São Sebastião ficam ao lado da maternidade do HSE.

Desmantelamento

Já foram fechados no Iaserj o Pavilhão Cirúrgico, a Emergência, a Pediatria, a Pneumologia, o Pólo de Hepatite, e vários consultórios viraram depósito de equipamentos valiosos que estão apodrecendo. Estão em pleno funcionamento, 16 leitos de CTI, mais de 400 leitos normais, o Ambulatório que, com várias especialidades, atende a servidores e pacientes do SUS, o Serviço de Pronto Atendimento, farmácia, vários laboratórios, CTI adulto e pediátrico, instalações do São Sebastião e dez andares com equipamentos de última geração, inaugurados pelo secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes, com verba da Assembléia Legislativa, em outubro de 2008, entre outros.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Iaserj vai ser demolido para dar lugar à expansão do Instituto Nacional do Câncer

Em notícias veiculadas pela Imprensa nesta quarta-feira (dia 03 de março), foi anunciada a demolição das instalações do IASERJ Central (na Rua Henrique Valadares) para dar lugar às obras de expansão do Instituto Nacional do Câncer.
A notícia pegou desprevenidos os servidores estaduais que, ao longo dos últimos anos, tem empreendido uma luta sem quartel pela recuperação do Instituto de Assistência aos Servidores Públicos do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo em que se anuncia a demolição das instalações do Instituto, nenhuma autoridade foi a público para explicar o que será feito do IASERJ, nem qualquer alternativa para a recuperação do seu patrimônio e dos serviços por ele prestados na assistência aos servidores.
                         

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