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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sepe promoverá palestra sobre o Plano Nacional de Educação no dia 26 de novembro

O Sepe convoca os profissionais de educação para uma palestra sobre o Plano Nacional de Educação, que será realizada no seu auditório (Rua Evaristo da Veita 55 - 7º andar - Centro), a partir das 9h.  
Num momento em que entidades representativas da sociedade e dos trabalhadores estão se mobilizando em torno da campanha pelo investimento de 10% do PIB na Educação, inclusive com a realização do Plebiscito Nacional em Defesa da Educação Pública (de 6/11 a 6/12) para consultar a população se ela é favorável ou não ao investimento de 10% do Produto Interno Bruto para alavancar o setor educacional, o debate sobre o Plano Nacional de Educação assume grande importância para esclarecer a categoria sobre o plano e assim poder discutir nas escolas os problemas e as soluções para a educação pública no Brasil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Leia carta da diretoria do Sepe ao jornal O Globo

O Globo publicou ontem, dia 3/11, matéria intitulada: “A mina de ouro dos sindicatos”, que trata sobre a utilização do imposto sindical por diversas entidades e centrais. O Sepe não foi citado nominalmente, mas a notícia é ilustrada com uma foto de uma passeata dos profissionais das escolas estaduais do Rio, em que o logotipo do sindicato aparece com destaque, ocorrendo, desta forma, uma ligação entre a matéria e o nosso sindicato. Enviamos ao jornal a carta abaixo, já que o Sepe, historicamente, sempre foi contrário ao imposto sindical. Eis a carta:

A diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) esclarece, a respeito da matéria “A mina de ouro dos sindicatos”, publicada em O Globo, dia 03/11, que o Sepe é contra o recolhimento do imposto sindical da categoria e vem atuando inclusive judicialmente para impedir este desconto. Por exemplo, o recolhimento do imposto realizado nos contracheques dos profissionais das escolas municipais do Rio está sendo depositado em juízo por conta de uma ação do sindicato. Esta ação visa impedir que o dinheiro seja repassado para outras entidades, que, desde os anos 90, cobram o imposto dos profissionais. Informamos também que a posição da direção do Sepe é que este dinheiro, caso liberado pela Justiça, deve ser devolvido à categoria.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Plebiscito por “10% do PIB para Educação Pública, já!” começa no domingo (6)


O plebiscito nacional pela aplicação imediata de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação Pública começa no próximo domingo, 6. A coleta de votos vai até o dia 6 de dezembro. A pergunta: “Você concorda com o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação Pública, já?” deve percorrer todos os cantos do Brasil.

O objetivo é dialogar com os trabalhadores e sensibilizá-los para a necessidade de aumentar imediatamente os recursos destinados pelos governos municipais, estaduais e federal à educação pública. Os materiais para divulgação do pleito já estão disponíveis (veja aqui) para impressão e distribuição.
As urnas serão alocadas pelos comitês estaduais da campanha “10% do PIB para a Educação Pública, já!”.  Foi definido que os Estados terão autonomia para colocar uma pergunta específica sobre a realidade de cada local.
Para a votação, é necessário garantir as cédulas, as listas de votantes, as atas de apuração, uma urna (que pode ser adquirida com algum sindicato que as tenha, ou pode ser improvisada, como é característico dos plebiscitos organizados pelos movimentos sociais) e muita disposição de debater, conversar e apresentar para a população brasileira esta luta justa e fundamental para toda a juventude e a classe trabalhadora do nosso país.
O Sepe Central, a Regional 4 e demais regionais e núcleos estarão fazendo a distribuição dos materiais do plebiscito e também estarão recebendo o material para a apuração do resultado.

Anfope declara apoio

A campanha “10% do PIB para a Educação Pública, já!” ganhou mais um apoio na luta por maiores investimentos dos governos na educação pública. A Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação (Anfope) declarou sua adesão ao manifesto pela aplicação imediata de 10% do PIB na educação pública.

Em e-mail enviado à coordenação executiva da campanha, a presidente da Anfope, professora Iria Brzezinski, reafirmou a participação da associação como signatária na coleta de assinaturas para a campanha “10% do PIB para a Educação, Já”.

A Anfope se junta a outras entidades do meio acadêmico que já declararam apoio assinando o manifesto da campanha como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e o Centro de Estudos Educação & Sociedade (Cedes).

Mãos à Obra! É hora do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!Abaixo o material da campanha para download:
 
Todo o material em pasta rar 
 
Cartaz
 
Cartaz 2
 
Ata plebiscito

Cédula plebiscito

Lista de presença plebiscito

Adesivo

Petição

Blog da campanha

Abaixo assinado em prol da Campanha "10% do PIB para a educação pública, já!"

 
 
 

Aposentados: Encontro de Lideranças será dia 8/11 e Encontro Estadual será em 1 e 2/12

O Sepe realizará no dia 8 de novembro um Encontro Estadual de Lideranças de Aposentados. O encontro será realizado no auditório do sindicato, das 9h às 17h e dele podem participar dois aposentados por núcleo ou regional.

Já o Encontro Estadual de Aposentados será realizado nos dias 1 e 2 de dezembro. Veja a programação:

Programação do Encontro Estadual de Aposentados

Dia 1 de dezembro:
09 às 14h - Credenciamento
10h - mesa de abertura - informes dos núcleos e regionais
12h - almoço
14h - Mesa: aposentados, 25 anos na luta contra a meritocracia.
16h - Grupos: apresentação do Plano de Lutas e novas propostas
18h - Atividade cultural

Dia 2 de dezembro:
10h - Apresentação dos grupos pelos relatores
12h - almoço
14h às 16h - Mesa: aposentados na luta: histórico
Após as 16h - Mesa de abertura da Conferência de Educação do SEPe/RJ

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vitória: Mobilização obriga governo a suspender fechamento de turmas no CE Teresa Cristina em Brás de Pina

Graças à mobilização de toda a comunidade escolar que, há duas semanas lutava contra a decisão da SEEDUC e da Metropolitana 3 de promover o fechamento de seis turmas na unidade, a comunidade do Colégio Estadual Teresa Cristina (Brás de Pina) conseguiu reverter a "otimização" que a Secretaria queria na escola, com a extinção de várias turmas. Ontem, a comunidade escolar foi para a sede de Metropolitana 3 e, durante toda a tarde, um grupo de 10 profissionais e 10 alunos se reuniram com o coordenador administrativo, prof. Alan e com a coordenaroa de Gestão de Pessoas da Coordenadoria, prof. Ligia para mostrar os prejuízos que o fechamento das turmas, há menos de dois meses do fim do ano letivo, causaria para os alunos. Cientes da mobilização e do ato de protesto com uma passeata que seriam realizados no início da noite, os representantes da Metro 3 anunciaram que as turmas não seriam mais fechadas neste ano.

O recuo do governo do estado é mais uma prova de que a mobilização das comunidades escolares pode conseguir vitórias sobre a política pedagógica que o governo estadual vem tentando implementar a ferro e fogo nas escolas estaduais, com a ameaça de  fechamento de turmas e exoneração de direções comprometidas com as comunidades escolares, além da perseguição de profissionais que participaram da última greve nas escolas estaduais. O Sepe tem denunciado estas práticas e, inclusive, já esteve algumas vezes na SEEDUC para cobrar do secretário a suspensão de tais medidas.

Depois do anúncio da vitória da da comunidade do CE Teresa Cristina, a passeata pelas ruas de Brás de Pina foi suspensa, mas profissionais, alunos e responsáveis fizeram um ato público para comemorar a vitória e a manutenção dos direitos dos alunos da escola a continuarem estudando nas suas turmas originais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Comunidade da Escola Estadual Teresa Cristina fará protesto hoje (dia 26/10) contra fechamento de turmas na unidade

A comunidade escolar do Colégio Estadual Teresa Cristina, em Brás de Pina, fará um protesto nesta quarta-feira (dia 26), a partir das 18h, contra o fechamento de turmas na unidade. No protesto, alunos e profissionais sairão em passeata pelas ruas do bairro para denunciar para a população o descaso e a violência da Secretaria de Estado de Educação, que quer fechar seis turmas da unidade, que funciona no horário noturno, já que ela é uma das escolas compartilhadas pela rede estadual com a Secretaria Municipal de Educação.

Desde o anúncio do fechamento das turmas, no dia 14 de outubro, a comunidade escolar está se mobilizando para reverter a determinação da SEEDUC, que prejudicará, agora no final do ano letivo, o processo pedagógico dos alunos. Em outras escolas, como o Colégio Estadual Clovis Monteiro, a mobilização das comunidades escolares conseguiram reverter a decisão da Secretaria e impedir o fechamento das turmas.

A passeata sairá do portão do CE Teresa Cristina (Rua Tailandia 160) e percorrerá diversas ruas de Brás de Pina.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Audiência pública sobre o orçamento da educação municipal do Rio

Amanhã, às 9h, ocorrerá audiência pública namara de Vereradores do Rio sobre o orçamento da educação. O Sepe estará presente.

Ato na Cinelândia pelos 10% do PIB na Educação

O ato pelos 10% do Pib na Educação teve a participação de cantores e compositores, como Monarco e Almir Guineto. O show aconteceu no início da noite de quinta-feira. Durante toda a tarde, foram realizadas diversas atividades para mostrar para a população a importância do aumento dos investimentos nas verbas educacionais no Brasil.

Leia mais no Blog ANota

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ato pelo investimento de 10% do PIB na Educação começa daqui a pouco na Cinelândia

Os profissionais de educação das escolas públicas do Rio de Janeiro já estão chegando para o grande ato em defesa da educação e do investimento de 10% do PIB no setor, que será realizado na Cinelândia, a partir das 14h. Além do ato público, será realizado um show musical, com as presenças dos cantores e compositores Monarco e Almir Guineto, que se apresentarão no final da tarde. Os núcleos e regionais do Sepe organizaram caravanas para trazer profissionais e estudantes para o Centro do Rio. O movimento pelos 10%, em nível nacional, congrega profissionais e estudantes de escolas e universidades públicas, além de entidades representativas dos trabalhadores e de outros setores da sociedade.

Alunos irão ao ato da rede estadual para protestar contra fechamento de turmas em escola de Brás de Pina

Os alunos da Escola Estadual Tereza Cristina, de Brás de Pina, estão se dirigindo para o ato que rede estadual promove nesta manhã na SEEDUC para protestar contra o fechamento de quatro turmas na Escola Estadual Tereza Cristina, em Brás de Pina. Esta é uma das escolas compartilhadas, que o estado divide com a prefeitura do Rio e que se encontram ameaçadas depois que o secretário de Educação Risolia anunciou que iria fechá-las. Depois de muitos protestos e gestões do Sepe junto à secretaria, o governo havia prometido que não iria mais fechar as unidades, mas, agora, promove um desmonte das mesmas com a redução do número de turmas, prejudicando centenas de alunos, que passarão a estudar em turmas superlotadas.

O Sepe foi inforamdo que o CE Clóvis Monteiro também teve seis turmas fechadas.

O Sepe repudia que em pleno ano letivo a Seeduc feche turmas nas escolas, em uma tentativa de maquiar a carência de professores.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Governo chileno reprime luta de estudantes por educação pública de qualidade

Estudantes chilenos promoveram um novo protesto hoje (dia 28/7) nas ruas da capital, Santiago, exigindo educação pública de qualidade. Veja no link abaixo, do site UOL, um painel fotográfico com um histórico da luta no Chile pela educação pública de qualidade e o registro da violência utilizada pelas forças da repressão para conter a mobilização dos estudantes:


http://educacao.uol.com.br/album/chile_protestos_educacao_album.jhtm?abrefoto=66#fotoNav=39

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Professora Amanda Gurgel lança Blog para dar voz a nossa luta

 
A professora Amanga Gurgel, que recentemente impactou o país com a exposição de seu emocionate discurso na Assembléia Legistativa do Rio Grande do Norte em que com simplicidade e energia denunciou ma situação precária da educação pública em seu estado e em todo o Brasil está lançando agora um blog, cujo objetivo é dar maior visibilidade e mais espaço para a defesa da educação pública.
Segundo Amanda o blog trará "artigos, agendas, formas de contato e um canal para enviar o seu vídeo, com o seu depoimento sobre a sala de aula. (...) o blog ainda não está pronto. A "inauguração" será na terça, dia 7." 

Acesse, siga e divulgue! Vamos dar voz a nossa indignação! 

Link: http://blogdaamanda.com.br/ 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rede municipal de Niterói decide entrar em greve a partir de 1º de agosto


Os profissionais das escolas municipais de Niterói decidiram entrar em greve a partir do dia 1º de agosto para reivindicar reajuste salarial e implementação do plano de carreira da edcuação municipal. A decisão foi tomada em assembléia geral da categoria que também decidiu fazer duas paralisações de 48 horas, nos dias 6 e 7 de julho e 12 e 13 de julho.

Os profissionais reivindicam da prefeitura 25% de reajuste salarial e data base, mas o governo anunciou um reajuste de 6,3% na data base mais 8,7%, perfazendo um total 15%, considerado abaixo das expectativas da categoria. Outra reivindicação considerada fundamental para a decisão da assembléia da rede municipal de Niterói de optar pela entrada em greve em agosto e por fazer as duas paralisações em julho é a não implementação de um plano de carreira que contemple as reivindicações de pagamento de triênios, de progressão de 15% entre os níveis da carreira e redução da carga horária para os funcionários administrativos.


Acesse o novo Blog do Sepe Niteroi

Protesto via Facebook




O Sepe recebeu um pedido de divulgação de um protesto pela internet, denominado "Dia do Basta". Um destes terá a educação como tema. Para participar e ver maiores detalhes basta acessar a página do Facebook http://www.facebook.com/pages/Dia-do-Basta/151697031553882.

Protesto no Chile em defesa da educação reuniu mais de 150 mil pessoas em Santiago


Ontem (dia 30/6) mais de 150 mil pessoas participaram de um protesto em Santiago do Chile pela melhoria do sistema educacional do país. Os protestos da população chilena foram considerados históricos pela imprensa do país. Em todo o Chile, os protestos pela Educação mobilizaram mais de 400 mil pessoas em várias cidades. Pelo menos 20 pessoas foram detida, três delas estudantes. 

O confronto com a polícia ocorreu ao final da manifestação, quando elementos infiltrados entre os manifestantes criaram tumultos com as forças policiais que acompanhavam a movimentação dos protestos legítimos de estudantes, profissionais de educação e a população chilena.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Conheça as entidades que assinaram o Manifesto em Defesa da Educação Pública

Leia abaixo as entidades e personalidades que já assinaram o Manifesto em Defesa da Educação Pública do Rio:
MST, CSP/Conlutas, Intersindical, CUT, Aduferj, PSOL, PCB, PSTU, Mov. de Educação do PDT, Sindpfaetc, Ass. de Pais e Alunos das Escolas Públicas (Apaep), Mandato Chico Alencar, MTL, Mandato Janira Rocha, Sindscope, profa. Virgínia Fontes (UFF), Justiça Global, Centro Acadêmico Cecília Meireles (Iserj), Movimento pela Inclusão Local, Mandato Eliomar Coelho, mandato Marcelo Freixo, Pimba (UERJ/Caxias), Mandato do vereador Leonel Brizola (PDT), Escritório Regional do Dieese, Clube de Astronomia Santos Dumont (Magé), Clube de Astronomia Shembergue (Niterói), Florinda Lombardi (ex-presidente do Sepe), União dos Estudantes de Duque de Caxias, As. Nacional de Estudantes Livres (Anel), SindJustiça, Afiaserj, Mov. Contra o Lixão de Seropédica, MUB, prof. Roberto Leher (UFRJ) e Asduerj. 

Manifesto em Defesa da Educação Pública no Rio de Janeiro
     Não é mais possível esperar ou ficar parado. Os índices do IDEB ou do ENEM apenas revelaram aquilo que os profissionais da educação e o conjunto da sociedade civil no Rio de Janeiro já sabem há tempos: os sucessivos governos que passaram pelo nosso estado e pelos diversos municípios fluminenses nas duas últimas décadas destruíram as condições para o exercício de uma educação pública de qualidade.
     Perdas salariais, falta de professores, salas superlotadas, grade curricular rebaixada, aplicação mínima de recursos em educação, absoluta falta de funcionários administrativos, superfaturamento de equipamentos, precarização do trabalho nas creches e na educação infantil, direções de escola indicadas por políticos ligados ao governo. O verdadeiro “rosário” de mazelas vivido pelas escolas públicas parece não ter fim. Apesar disso, professores e funcionários mantém as escolas funcionando e realizam o seu trabalho com o que resta de dignidade a uma categoria cada vez mais desmoralizada e desmotivada.
     Temos testemunhado nos últimos anos o desmonte dos serviços públicos e a utilização das escolas, hospitais, etc como lavagem de dinheiro através de contratos milionários com empresas terceirizadas. É o caso do recente aluguel dos ar-condicionados, da compra de computadores, das obras de climatização. Tais “investimentos” não foram capazes de trazer dignidade aos profissionais e alunos, o que fica comprovado com o penúltimo lugar do IDEB e a saída de cerca de 20 professores por dia da rede estadual (por causa dos baixos salários). O segundo estado da federação é o que menos reverte os impostos pagos em serviços públicos para a população (segundo estudo do DIEESE). No município do Rio de Janeiro a ameaça de uma nova reforma da previdência anuncia a retirada de mais direitos dos trabalhadores e o aprofundamento do sucateamento dos serviços públicos. Ainda na rede da capital, a aplicação de uma política de gratificações produtivistas (14º salário) que na verdade retira direitos conquistados historicamente é a prova de que os projetos de educação dos atuais governos ainda podem piorar a situação.
     A propaganda oficial mascara a situação real. Tentam nos vender a imagem de um serviço público eficaz através da privatização. No entanto a vida real é bem diferente. As promessas de campanha são oportunamente esquecidas e outras são reinventadas.
     Não podemos nos calar diante de tal sordidez. A realidade virtual propagandeada nos desafia. Precisamos que o povo organizado através de sindicatos, associações, universidades, movimentos sociais construa, defenda e lute por um projeto de educação pública de qualidade, laica e socialmente referenciada. Um projeto que resgate os princípios da educação integral, da gestão democrática, da valorização de professores e funcionários, do investimento público em educação pública e tantos outros elementos que fizeram e fazem parte dos nossos sonhos e reivindicações.
     É preciso dar uma resposta à sociedade em relação a toda essa publicidade negativa gerada pelos resultados do IDEB e do ENEM. A responsabilidade por estes resultados não pode ser jogada nas costas dos profissionais da educação. É fundamental demonstrar que não bastam boa vontade e esforço individual: sem recursos, valorização profissional e condições de trabalho, não haverá qualidade efetiva na educação pública. 
     No dia 16 de setembro de 2010 nas escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia – palco de tantas lutas e vitórias em nossa história – as entidades e os militantes que lutam em defesa da educação manifestaram o seu compromisso de reunir esforços para defender a escola pública e reconstruir nosso projeto de uma educação pública de qualidade, socialmente referenciada. Independente do resultado das eleições, este é o projeto que devemos construir e conquistar nas lutas que certamente travaremos nos próximos anos.
     A retomada de um Fórum em Defesa da Educação Pública do Rio de Janeiro é a materialização de um espaço coletivo de defesa social deste projeto. As afirmações que defendem que a Educação é um “negócio” sinalizam a gravidade da situação quando relacionam, no senso comum, a prática pedagógica a uma preocupação puramente econômica.  Devemos fazer o Fórum em Defesa da Educação Pública do Rio de Janeiro proclamar bem intensamente: “ALUNO NÃO É MERCADORIA, ESCOLA NÃO É FABRICA E EDUCAÇÃO NÃO É NEGÓCIO
     Convidamos as diversas entidades representativas do movimento social desde sindicatos de trabalhadores, associações de estudantes, pais/responsáveis, conselhos/ordens profissionais, entidades não governamentais, Intelectuais Acadêmicos comprometidos com a qualidade na educação, Pesquisadores das Universidades e Institutos de Pesquisa além dos Profissionais de Educação em geral a participarem ativamente deste Fórum.
     O compromisso que assumimos é da defesa da melhoria da qualidade da educação em nosso estado com a busca pela ampliação quantitativa e qualitativa do investimento público na política educacional. Defendemos que somente assim as condições de trabalho dos educadores – professores e funcionários – poderão melhorar e garantir aos alunos a melhor perspectiva possível da aprendizagem.Entendemos que os governantes deverão ser sempre pressionados pelo movimento social, em toda sua diversidade, para que possam avançar no atendimento a essas necessidades educacionais quantitativas e qualitativas.
     Reafirmamos que não compactuamos com aqueles que consideram educação um supostamente elevado gasto ou custo que precisa ser “racionalizado” economicamente. Proclamamos que o uso sério da “razão” justifica entender a Educação com investimento necessariamente crescente para combater e reverter a desigualdade histórica na nossa formação social.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Seminário conta com mais de 200 credenciados e lança Fórum em Defesa da Educação

Plenário de abertura do Seminário sobre Políticas Educacionais
O Seminário de Políticas Educacionais realizado pelo Sepe no auditório do Instituto de Educação, naTijuca, na sexta-feira e sábado (dias 5 e 6) foi um sucesso, com a participação de 234 profissionais de educação credenciados. 
O seminário teve no primeiro dia uma abertura com uma mesa sobre a conjuntura nacional e educação e o lançamento do Fórum em Defesa da Educação Pública, com palestra do professor Roberto Leher, da UFRJ, representantes de entidades do movimento social, sindicatos e partidos políticos.
No último dia, houve uma palestra da pesquisadora Ana Magni, do IBGE (foto ao lado), que falou na mesa sobre Previdência Social. Nesse mesmo debate, falaram também representantes das centrais sindicais - CSP-CONLUTAS, Intersindical, CUT e CTB.

No sábado, logo após o seminário, às 14h, foi realizada uma ssembléia geral unificada (em breve disponibilizaremos as deliberações aqui no site do Sepe).

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