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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nota do Sepe sobre anulação das provas do SAERJ

Com relação ao cancelamento do Sistema de Avaliação da Rede Estadual do Rio de Janeiro (SAERJ), divulgado ontem (dia 29/11), em nota da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC), o Sepe, mais uma vez vem a público manifestar a sua posição contrária - deliberada por uma assembleia de profissionais da rede estadual a -  este tipo de avaliação. A grande maioria da categoria  entende que o SAERJ é uma parte integrante da política do governo estadual de implementação da Meritocracia na rede de ensino público estadual.
Desde o anúncio do primeiro SAERJ, a categoria já havia decidido que os professores não deveriam aplicar as provas. Tal decisão, acabou sendo encampada por grêmios estudantis e entidades representativas dos alunos que, em outras ocasiões, também se recusaram a fazer as provas.
O SAERJ já nasceu polêmico e não é a primeira vez que se tem notícia de problemas com a aplicação das provas, violação das mesmas e outras denúncias, as quais são sempre colocadas na responsabilidade dos alunos ou dos profissionais da rede estadual. Isto  está ocorrendo agora, quando a SEEDUC, em nota oficial, culpabilizou a direção de uma escola estadual de Pilares, por um suposto vazamento do exame e cancelou a sua realização.
Sem qualquer investigação ou inquérito administrativo, a Secretaria quer responsabilizar um profissional sobre um problema de segurança, segurança esta que deveria ser um encargo das equipes da Secretaria e, não, das escolas já tão atribuladas por causa da falta de investimentos em infraestrutura e de pessoal docente e administrativo.
Mais uma vez reafirmamos que os professores não tem medo de avaliação. Mas não podemos concordar com uma avaliação como a do SAERJ, que não leva em conta a realidade da comunidade escolar, que não foi realizada a partir de um projeto formulado pela categoria. É no mínimo uma avaliação autoritária que tenta mascarar o resultado do Rio de Janeiro no IDEB nacional, sem considerar àqueles que trabalham nas escolas.
O Sepe informa que já está consultando o seu Departamento Jurídico para averiguar quais medidas serão tomadas pela categoria contra mais uma prova de falta de preparo e de autoritarismo da SEEDUC.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sepe orienta a categoria sobre o SAERJ

Com relação às provas do SAERJ, o Sepe recomenda que a categoria siga as seguintes instruções do sindicato:

Nenhum professor ou funcionário pode ser obrigado a aplicar a prova do Saerj. É seu direito ministrar sua disciplina em seu tempo de aula. Se houver qualquer impedimento com relação a sua entrada em sala, ou na realização de suas tarefas, não entre em confronto. Registre o fato no livro de ocorrência de sua unidade e permaneça na sala dos professores e/ou nas dependências da escola cumprindo seu horário. Vamos lembrar, às direções,  que a luta em defesa de uma educação pública de qualidade deve ser de todos nós!

Não ao SAERJ: Veja nota do Sepe para os profissionais das escolas estaduais

Publicamos abaixo um texto destinado aos profissionais das escolas estaduais sobre os motivos para que a categoria não aplique as provas do SAERJ, previstas para os dias 25 e 26 de abril:
 
AOS PROFISSIONAIS DA REDE ESTADUAL:

O SAERJ E A ESCOLA PÚBLICA

Nos dia 25 e 26 de abril teremos, uma vez mais, a aplicação da prova do SAERJ para os alunos das escolas estaduais. O que essa prova significa? Ela irá trazer algum benefício para as escolas e para os profissionais da educação? Infelizmente NÃO!

Os professores são obrigados a aplicar essa prova? NÃO! Nenhum professor ou funcionário pode ser obrigado a realizar função que não lhe compete. A LDB é clara: a função do professor...

Caro professor é importante lembrar que:

1º - Essa prova que está sendo aplicada agora será utilizada como instrumento do Plano de Metas somente em 2013.

2º - O que o governo não está dizendo é que o tal 14º salário somente será pago às escolas que atingirem TODOS os itens do Plano de Metas. Por exemplo: atingir 70% de freqüência dos profissionais de educação (Não poderemos adoecer!); 95% de presença de alunos; 100% do currículo mínimo e outros itens absurdos!

3º - Em 2012 as escolas foram avaliadas de acordo com o Plano de Metas e até hoje ninguém sabe o resultado. Você já recebeu alguma remuneração extra do governo relativa ao Plano de Metas? Até agora o que temos é muita propaganda nos jornais e dinheiro virtual.

Todos os ganhos que recebemos foi graças à luta, a mobilização! Com a nossa greve de 2011 garantimos o Plano de Carreira para os funcionários e Professores de 40h, enquadramento por formação, incorporação do Nova Escolas e etc. Só a nossa luta tem garantido vitórias.

Mais uma vez o governo tenta convencer a categoria, até mesmo com ameaças, a aplicar o Saerj. É um engodo, uma tentativa de mascarar a falta de investimento do governo nas escolas públicas estaduais.

4º - Os professores NÃO tem medo de avaliação. MAS uma avaliação que não leva em conta a realidade da comunidade escolar, que não foi realizada a partir de um projeto formulado pela categoria. É no mínimo uma avaliação autoritária que tenta mascarar o resultado do Rio de Janeiro no Ideb nacional, sem considerar àqueles que estão no cotidiano escolar.

Caro(a) professor(a) não use essa prova como avaliação de sua disciplina. Lembre-se que essa muitas vezes não é formulada com o conteúdo trabalhado em sala de aula. Não permita que seu aluno seja prejudicado.

VAMOS JUNTOS: PAIS, ALUNOS E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO LUTAR POR UMA VERDADEIRA ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE!

Veja nota do Sepe para os alunos das escolas estaduais sobre o SAERJ

 Publicamos abaixo um texto destinado aos alunos das escolas estaduais a respeito da posição contrária da categoria a respeito da realização do SAERJ nos dias 25 e 26 de abril.

Aos alunos da rede estadual:


O SAERJ E A ESCOLA PÚBLICA.


Nos dia 25 e 26 de abril teremos, uma vez mais, a aplicação da prova do SAERJ para os alunos das escolas estaduais. O que essa prova significa? Ela irá trazer algum benefício para as escolas e para os alunos da rede pública? Infelizmente NÃO!


MOSTRAREMOS AGORA QUAIS OS PROBLEMAS DESSA AVALIAÇÃO:

1º- Essa prova não foi elaborada pelo seu professor. Não é para avaliar seu conhecimento. Na verdade  com essa prova o governo tenta mascarar o abandono da rede pública estadual e o vexame que foi a colocação do Rio de Janeiro no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)

2º- Alunos com formação diferente fazem a mesma prova. Ex: Alunos que não tiveram professor de matemática, de português, de ciências física e  biológicas farão a mesma prova daqueles alunos que tiveram essas matérias regularmente.Além disso, cada turma tem um ritmo diferente e, muitas vezes, os professores fazem provas diferenciadas para cada turma.

3º- O governo ameaça não matricular no PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) os alunos que não fizerem o SAERJ. Não seria isso ilegal? Você sabia que o MEC não faz nenhum tipo de exigência dessa natureza? O governo não pode descumprir lei federal e já entramos no Ministério Público fazendo esse questionamento. Mas, é importante lembrar que os cursos do PRONATEC não dão nenhuma formação realmente técnica. São  cursos bastante superficiais  que na verdade garantem desvio de verba pública para empresa privada. Se essas verbas fossem destinadas às escolas públicas estaduais essas teriam condições de fornecer uma verdadeira formação técnica no nível do CEFET, CEFETQ.  Etc.Isso sim seria investimento na educação de nossos alunos!

4º- Por último, caro aluno,se você quiser fazer a prova esse é um direito seu MAS se você não quiser fazê-la esse também é um direito seu! Não permita que ninguém o ameace! Se isso acontecer você pode procurar o Conselho da Infância e Juventude assim como O Sindicato Estadual dos Profissionais da  Educação.Tentar convencer é uma coisa, ameaçar e coagir é outra bem diferente!
ESCOLHER É UM DIREITO DE TODOS!

VAMOS JUNTOS: PAIS, ALUNOS E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO LUTAR POR UMA VERDADEIRA ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE!

Sepe reafirma deliberação de assembleia e categoria não deve aplicar nem corrigir provas do SAERJ

Porque boicotamos a avaliação meritocrática da SEEDUC/RJ

Tendo em vista a realização do SAERJ nos dias 25 e 26  de abril nas escolas da rede estadual, o Sepe reafirma a decisão de assembleia geral da rede que, desde o ano passado, já deliberou que os profissionais não deverão aplicar nem corrigir as provas desta avaliação.

A greve da rede estadual durou 67 dias (foi deflagrada dia 7 de junho e terminou em 12 de agosto), teve como pauta, além da reivindicação que incluiu salários, as questões que envolviam as condições de trabalho e mudanças nas políticas educacionais implantadas pelo governador Sérgio Cabral. Entre as medidas que a categoria incluiu nesta pauta era o fim da prova conhecida como SAERJinho. Os profissionais de educação da rede estadual julgam prejudiciais à educação pública de qualidade este sistema de avaliação, o “SAERJinho”, imposto sem debate com a categoria ou com os cidadãos que educam seus filhos nas escolas públicas estaduais. Tal prova atende a propósitos particularistas e privatistas e, por isso, vem sendo combatido de modo legítimo pelos profissionais da educação em nome da defesa dos princípios e valores da escola pública.

As provas do “SAERJinho” são uma parte importante do Plano de Metas apresentado pelo atual secretário de educação, o economista Wilson Risolia no início do ano de 2011 e tem como um dos seus eixos principais a meritocracia. Isto significa que o resultado desta e de outras avaliações externas será utilizado para “premiar ou punir” professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável. Portanto, o “SAERJinho” não é apenas uma forma de monitoramento e acompanhamento da qualidade da educação como a SEEDUC tenta apresentar aos meios de comunicação . O “SAERJinho” é um componente importante de uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola, desconhecendo que este sistema já deu errado em vários lugares como Chile , EUA  ou São Paulo , por exemplo. E já fracassou aqui no Rio também, com o “finado” Programa Nova Escola do governo Garotinho.

Diagnóstico ou Responsabilização? O “X” do problema

É importante que a sociedade saiba se a aprendizagem em uma determinada da escola pública é baixa ou alta. Mas fazer do resultado de uma prova, o ponto de partida para um processo de responsabilização dos profissionais leva-nos a explicar a diferença baseados na ótica da meritocracia liberal: mérito do diretor que é bem organizado, méritos dos alunos que são esforçados, mérito dos professores que são aplicados. Mas, e as condições de vida dos alunos e professores? E as políticas governamentais inadequadas? De quem é a responsabilidade por décadas de descaso e desmonte da escola pública? Quem é o responsável pelo permanente rodízio de professores e especialistas, sempre em busca de melhores condições para realizar o seu trabalho? E o que dizer dos professores obrigados a dividir o seu trabalho entre várias escolas para tentar aumentar seus salários ou mesmo porque foram obrigados a dividir sua carga horária? E a completa falta de funcionários administrativos, devido aos muitos anos sem concurso? E a terceirização destas funções, subordinando o trabalho destes educadores à lógica e aos interesses das empresas que os contratam e não aos interesses e demandas da comunidade escolar que atendem? E as condições de vida dos próprios alunos, especialmente os mais pobres que vivem em famílias sem condições mínimas de sobrevivência e muito menos para criar um ambiente propício ao estudo?

Um dos mais graves problemas destes sistemas de metas e desempenho é que a avaliação passa a ser vista como o objetivo de todo o processo de ensino aprendizagem e não como seu resultado. Inverte-se à lógica do processo educativo e passa-se a ensinar os alunos a fazerem os testes e provas. Não somos contrários a todo tipo de avaliação externa. Entendemos que os governos, as secretarias e mesmo a sociedade tem o direito de saber o resultado dos investimentos e políticas públicas para educação. mas qualquer avaliação rigorosa tem de contar com os professores. A utilização de provas como instrumento de responsabilização e pressão  sobre os profissionais de cada escola é uma medida que recusa o diagnostico dos problemas, condição básica para buscarmos saídas planejadas e fecundas. Tal postura é compreensível em governos que estão cientes de que uma avaliação criteriosa, capaz de examinar as condições materiais e educacionais subjacentes ao trabalho escolar colocaria em evidencia a falta de compromisso do poder publico com a educação popular. Daí, a ordem dos fatores é oposta àquela presente no Plano de Metas do secretário Risolia: é a política educacional que determina a política de avaliação.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sepe reafirma: categoria não deve lançar notas no programa Conexão Educação

O Sepe mantém a orientação para que a categoria não lance as notas dos alunos on line, conforme determina o Programa Conexão Educação da Seeduc. O sindicato entrou com uma ação na Justiça do Estado contra a realização do programa, tendo em vista a péssima estrutura das escolas, a falta de funcionários administrativos nas secretarias dos colégios e até mesmo a coação de professores para colocarem as notas. O juiz responsável pela ação está analisando as provas para decidir.

Cobramos a realização de concurso público para as secretarias das escolas, única forma de tornar efetiva a necessidade da democratização do acesso às informações educacionais na rede estadual. Também reivindicamos a revogação imediata da portaria que estabeleceu o lançamento das notas pelos professores, a autonomia pedagógica dos colégios e concurso público para funcionários !

Saiba quais são os principais problemas do programa:

1) O registro pela internet das notas dos alunos é uma função burocrática, que deveria ser encargo das secretarias das escolas da rede estadual; sendo portanto, uma função alheia à esfera educacional dos professores;

2) Em vários momentos a Resolução nº 4.455 menciona que o Conexão Educação tem como objetivo a melhora da “gestão” da unidade escolar e da rede estadual. Mas ela peca na análise da realidade das escolas e das funções de cada trabalhador, que o trabalho de gestão educacional é originariamente desempenhado por quem possui atribuição e treinamento para isto: ou seja, as secretarias das escolas;

3)  Neste sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.396/96), em momento algum, atribui ao professor a função de divulgar, ele próprio, as notas, senão a de zelar pela aprendizagem dos alunos;

4) Deste modo, a determinação unilateral da SEEDUC de que a função de inserir as notas no Conexão Educação caberá aos professores sobrecarregados com o desempenho de suas demais tarefas, que não são poucas – não encontra qualquer amparo legal.

5) O tempo de planejamento da carga horária dos professores é insuficiente para o planejamento das atividades, correção dos trabalhos, provas, dentre as tantas outras tarefas abarcadas pelo processo de aprendizagem. Dedicar parte de tal tempo para lançar notas no sistema (que, com freqüência, apresentar sérias falhas) seria reduzir o tempo de efetivo planejamento e avaliação necessários a todo professor.

6) Utilizar por outro lado, o tempo da aula para tanto, prejudicaria os próprios alunos que já sofrem com a redução da grade curricular e carência de professores e funcionários, além das condições precárias da maioria das escolas.

7) Como se não bastasse o acima exposto, utilizar o tempo livre para tal tarefa importaria em trabalho extra não remunerado, o que significaria uma verdadeira exploração da mão de obra de uma categoria que há anos vem reivindicando melhores condições de trabalho e de remuneração.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sepe está veiculando campanha publicitária sobre a posição da rede estadual contra a realização do SAERJ nas escolas

Veja abaixo o texto do informe publicitário com a posição dos profissionais da rede estadual e do Sepe sobre o SAERJ nas escolas do estado. A campanha está sendo veiculada pelas Rádios MPB FM e Bandeirantes em diversos horários da programação da emissora.


INFORME PUBLICITÁRIO


OS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS NÃO CONCORDAM COM A AVALIAÇÃO DO SAERJ.


A PROVA DO SAERJ NÃO FOI PLANEJADA PELOS PROFESSORES E NÃO LEVA EM CONTA A REALIDADE DAS ESCOLAS ESTADUAIS, QUE NÃO TÊM UMA ESTRUTURA MÍNIMA PARA O ESTUDO.


O GOVERNO TEM QUE GARANTIR EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E SALÁRIOS DIGNOS PARA OS SEUS PROFISSIONAIS.


ATENÇÃO: ESTUDANTES NÃO SÃO OBRIGADOS A FAZER A PROVA!


PROFESSORES E ESTUDANTES DAS ESCOLAS ESTADUAIS: DIGAM NÃO AO SAERJ.


SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO – SEPE ERRE JOTA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sepe orienta profissionais de educação do estado a não aplicarem o Saerj

O Sepe é contra o Saerj (ou Saerjinho) - umaavaliação feita pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), que pretende medir os conhecimentos dos alunos, mas não foi planejada pelos professores da rede estadual e não leva em consideração a realidade das escolas, que não têm uma estrutura mínima para o estudo. Por isso, o sindicato orienta os professores a não aplicaram a prova, que será aplicada amanhã e quinta-feira.

As provas do Saerjinho fazem parte do Plano de Metas apresentado pela Seeduc e tem como um dos seus eixos a meritocracia. Isto significa que o resultado desta e de outras avaliações externas será utilizado para “premiar” ou “punir” professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável.

O Sepe não é contra qualquer avaliação que tenha por objetivo identificar problemas no processo de ensino para melhorar a qualidade da educação. O problema, para o sindicato, é que o Saerjinho é uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola. Alem do mais, este sistema já deu errado em vários lugares, tais como Chile, EUA e no estado de São Paulo. E já deu errado aqui na própria Seeduc, com o Programa Nova Escola, que foi um tremendo fracasso.

A educação é um direito de todos e dever do Estado. Estabelecer uma lógica produtivista na educação é esquecer que a escola não é uma fábrica, que a riqueza do processo educativo depende de muitas coisas além do esforço dos professores e funcionários, e que não haverá qualidade na educação enquanto as condições de trabalho forem tão ruins que levam ao abandono de mais de 20 professores por dia – como pesquisa do Sepe no Diário Oficial comprova.

Não somos contra o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais da educação fazemos isso o tempo todo. Somos contra o Saerj porque não podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferentes dependendo das condições do “negócio”. Educação de qualidade é direito de todos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sepe orienta profissionais da educação do estado a não aplicarem o Saerj

A orientação do Sepe sobre o Saerj, a partir do que já foi deliberado em nossas assembleias, se mantém: NÃO APLICAREMOS essa prova, que tenta mascarar a falta de compromisso do governo Estadual com a educação pública (clique aqui para ler e imprimir a cartilha do Sepe sobre o Saerjinho).

Não boicotamos o Saerj (ou Saerjinho) para impedir um diagnóstico das escolas, pois nós profissionais da educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque não podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferentes dependendo das condições do “negócio”. Educação de qualidade é direito de todos!

As provas do “SAERJinho” são uma parte importante do Plano de Metas apresentado pelo atual secretário de educação, o economista Wilson Risolia no início do ano de 2011 e tem como um dos seus eixos principais a meritocracia. Isto significa que o resultado desta e de outras avaliações externas será utilizado para “premiar ou punir” professores e funcionários, de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável.

O “SAERJinho” não é apenas uma forma de monitoramento e acompanhamento da qualidade da educação, como a SEEDUC tenta apresentar aos meios de comunicação. O “SAERJinho” é um componente importante de uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola, desconhecendo que este sistema já deu errado em vários lugares como Chile, EUA e São Paulo, por exemplo. E já fracassou aqui no Rio também, com o “finado” Programa Nova Escola do governo Garotinho.

O Sepe não é contra qualquer avaliação que tenha por objetivo identificar problemas no processo de ensino para melhorar a qualidade da educação. A educação é um direito de todos e dever do Estado. Estabelecer uma lógica produtivista na educação é esquecer que a escola não é uma fábrica, que a riqueza do processo educativo depende de muitas coisas além do esforço dos professores e funcionários, e que não haverá qualidade na educação enquanto as condições de trabalho forem tão ruins que levam ao abandono de mais de 20 professores por dia – como pesquisa do Sepe no Diário Oficial comprova.

O Sepe propôs por diversas vezes a abertura de um debate franco e democrático sobre o “SAERJinho” e o Plano de Metas, mas a Seeduc não respondeu. Eis o que propomos ao secretário Risolia:

1. O fim da política de bonificações prevista para 2012 e a utilização destes recursos em efetiva melhoria salarial.

2. A abertura de uma discussão para o estabelecimento das condições necessárias para uma efetiva educação de qualidade e a negociação das metas de curto, médio e longo prazos para a universalização destas condições.

3. A valorização do processo de construção e de avaliação do projeto político-pedagógico de cada escola, de modo a permitir que as diversas comunidades escolares realizem um diagnóstico da sua situação e discutam as maneiras de superar as adversidades presentes em cada realidade.

4. A construção democrática e a valorização de mecanismos de controle social, em especial, dos conselhos escolares, fóruns regionais e do próprio Fórum Estadual de Educação.

Faça download da cartilha: Porque somos contra o Saerjinho

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nota do Sepe Resende sobre o boicote ao Saerjinho

EM RESENDE, “SIGILO” É IGNORADO E ALUNOS SÃO SUSPENSOS POR SE NEGAREM A FAZERPROVA DO SAERJINHO

Estudantes do Ensino Médio foram suspensos das aulas por até 5 dias por se negarem a fazer as provas do Saerjinho. A diretora do colégio puniu com suspensão 6 estudantes, alegando que foram “indiscipliandos  e debochados“, pois rasuraram o cartão de respostas, escrevendo a palavra “lixo”. Os Profissionais da Educação e estudantes desse colégio tiveram um papel fundamental para o sucesso ao boicote no bimestre  anterior e por isso sofreram maior pressão da Coordenação do Pólo Regional. Para evitar novo êxito do Boicote, a Coordenação do Pólo entregou um Kit com vários materiais da SEEDUC (inclusive com um mapa que excluiu parte do território do Estado do Rio de Janeiro,  Engenhiero passos, distrito de Resende) e realizou reuniões com diretores do Sul Fluminense, que por sua vez, reuniram os professores, estudantes e pais para o “convencimento” e adotar medidas conjuntas, tais como: arrancar e sumir com todos os materiais elaborados e distribuídos pelo Sepe como cartazes, panfletos, cartilhas e adesivos para negar o direito ao debate e à reflexão, ameaçar  tirar pontos dos estudantes que se recusassem a fazer as provas e premiar  aqueles  que fizeram,  “dando até 3 pontos” em todas as discilplinas.

Como a Secretaria de Educação afirma que essas provas são “diagnósticas, que não reprovam” quando decreta que a nota do Saerjinho servirá como uma das notas para o 3º bimestre e não se posiciona em relação a esse “suborno” oferecido pelas escolas? Como A SEEDUC pode afirmar que essas provas são sigilosas e que para isso existe até a figura de “fiscais” nas escolas,  se o Saerjinho foi aplicado no dia anterior para uma escola e turmas de outras escolas foram obrigadas a fazerem a prova no dia posterior por não terem comparecido no dia 21 de setembro? Estabelecerem de cima para baixo um currículo rebaixado e os próprios estudantes dizem que as questões são “muito fáceis”. As provas das turmas de Formação de Professores foram exatamente iguais às do Ensino Médio.

Cabral,  tenta dar uma resposta para o fato vergonhoso do Estado do Rio de Janeiro ter ficado em penúltimo lugar no IDEB e para isso está utilizando do autoritaritarismo  para impor as mesmas medidas que já fracassaram no Estado de São Paulo ou nos Estados Unidos, por exemplo. Não por terem sido mal gerenciadas, mas por que eram medidas apenas para camuflar a realidade e desviar o foco das questões essenciais. O governo precisa de uma avaliação externa para “diagnosticar” os problemas da educação estadual que há anos já estáo claros até para o mais desavisado nessa questão? Será que será necessário aguardar 10 ou quinze anos para se chegar a mesma conclusão? Quem irá ser responsabilizado por mais atraso e prejuízos na Educação? Não somos irresponsáveis e não fazemos parte dessa grande farsa montada no Estado do Rio de Janeiro para que  índices sejam elevados de forma arranjada e sirvam de justificativa para expansão do processo de privatização da Escola Pública.

Apesar de toda intimidação e coação, muitos professores fizeram a paralisação e estudantes aderiram ao Boicote não comparecendo às escolas, rasurando ou deixando as provas “em branco”.

A direção do Sepe Resende está tomando medidas para que os direitos dos estudantes que aderiram ao boicote ao Saerjinho sejam respeitados.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Denúncia: Metroplitana III quer obrigar Visconde de Cayru a realizar Saerjinho hoje (dia 22/9)

Segundo informações que o Sepe está apurando, a Coordenadoria Metropolitana III está fazendo pressão sobre os profissionais do Colégio Estadual Visconde de Cayru, no Méier, para que eles apliquem a prova do Saerjinho hoje (dia 22/9). Ontem (dia 21/9), os profissionais da rede estadual fizeram paralisação de 24 horas para boicotar o Saerj, que estava programado pela SEEDUC para ser realizado ontem.

O sindicato também está apurando para denúncias de que a Metro III está exigindo o nome dos profissionais que se recusarem a aplicar a avaliação hoje. Muitos professores e alunos se negaram a realizar a avaliação hoje, que se configura num fato completamente irregular, que o calendário da própria Secretaria determinava que a prova fosse realizada ontem, mas a categoria e muitos alunos havia decido por não aplicar nem fazer a avaliação. O sindicato adverte que serão tomadas todas as medidas jurídicas cabíveis e que irá procurar as autoridades, como o presidente da Comissão de Educação da Alerj e o Ministério Pública para combater qualquer tipo de repressão ou retaliação a profissionais de educação e alunos que não fizerem o Saerjinho, que a decisão de paralisação no dia do exame e do boicote ao mesmo foi tirada numa assembleia legítima da categoria.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Escolas públicas estaduais paralisaram atividades hoje (21/09) em protesto contra o Saerjinho

Convocados pelo Sepe, profissionais das escolas públicas estaduais realizaram paralisação de 24 horas hoje, quarta-feira (21/09), dia da aplicação do Saerj (Sistema de Avaliação do Ensino) pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Esta avaliação pretende medir os conhecimentos dos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio, mas não foi planejada pelos professores da rede estadual e não leva em consideração a realidade das escolas, que não têm uma estrutura mínima para o estudo.

Em vários colégios da rede houve protestos contra a aplicação da prova, como no CE Leopoldina da Silveira, em Bangu, onde metade dos alunos do turno da manhã, de um total de 300, não fez o Saerjinho. Já no Ciep 369, em Duque de Caxias, os alunos protestaram contra a avaliação, vestindo preto. A paralisação no CE Visconde de Cairu, no Méier, um dos maiores da rede, alcançou o índice de 100% no turno da manhã.

A direção do Sepe foi informada que a prova do Saerjinho foi aplicada ontem, dia 20, no município de Resende. Antes, portanto, da data oficial anunciada pela Seeduc, que seria hoje, dia 21. Esta antecipação em algumas escolas certamente é uma tentativa de minorar os efeitos da paralisação convocada pelo Sepe. Com isso, o sigilo da avaliação já está comprometido. Em julho, a Seeduc aplicou a prova durante três dias (quando deveria aplicar em apenas um dia a mesma prova), buscando, à época, evitar o boicote realizado pela categoria, que estava em plena greve. Também naquele momento o sigilo foi comprometido.

O Sepe não é contra qualquer avaliação que tenha por objetivo identificar problemas no processo de ensino para melhorar a qualidade da educação.O problema, para o sindicato, é que o Saerjinho é uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola. Alem do mais, este sistema já deu errado em vários lugares, tais como Chile, EUA e no estado de São Paulo. E já deu errado aqui na própria Seeduc, com o Programa Nova Escola, que foi um tremendo fracasso.

As provas do Saerjinho fazem parte do Plano de Metas apresentado pela Seeduc e tem como um dos seus eixos a meritocracia. Isto significa que o resultado desta e de outras avaliações externas será utilizado para “premiar” ou “punir” professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável. A educação é um direito de todos e dever do Estado. Estabelecer uma lógica produtivista na educação é esquecer que a escola não é uma fábrica, que a riqueza do processo educativo depende de muitas coisas além do esforço dos professores e funcionários, e que não haverá qualidade na educação enquanto as condições de trabalho forem tão ruins que levam ao abandono de mais de 20 professores por diacomo pesquisa do Sepe no Diário Oficial comprova.

Outra denúncia em relação ao Plano de Metas, é que a Seeduc pretende punir professores considerando até mesmo o número de alunas grávidas nas escolas. Assim, se o número de alunas grávidas em uma determinada escola aumenta, o salário do professor diminui. Essa é a lógica da meritocracia: tentar culpar o profissional da educação por tudo o que acontece na escola. Não boicotamos o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais da educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque não podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferentes dependendo das condições do “negócio”. Educação de qualidade é direito de todos!

CE Leopoldina da Silveira atinge 50% de boicote ao Saerjinho; em Caxias, alunos vestem preto

O CE Leopoldina da Silveira, em Bangu, sofreu forte repressão por parte da Metropolitana 4. Representantes da Metro estavam no colégio desde ontem. Hoje, ameaçaram os alunos que não fizessem a prova, dizendo que eles ficariam sem nota. Segundo o Grêmio de estudantes, até uma patrulha da PM ficou estacionado na frente da escola, o que aumentou a tensão, que não é comum que a PM fique no local. Ainda segundo os estudantes, metade dos alunos do turno da manhã, de um total de 300, não fez o Saerjinho.

Já no Ciep 369, em Duque de Caxias, os alunos também protestaram contra a avaliação, vestindo preto.

Paralisação na rede estadual e boicote ao Saerjinho: CE Visconde de Cairu tem paralisação de 100%

A rede estadual faz hoje (dia 21) uma paralisação de 24 horas para boicotar a realização do Saerjinho. A mobilização nas escolas contra o Plano de Metas da SEEDUC e o boicote dos profissionais e alunos ao Saerjinho, programado para ser realizado nesta quarta-feira é muito grande e mostra a revolta das comunidades escolares contra o projeto da SEEDUC e do governo Cabral de culpabilizar profissionais e alunos pelo fracasso da política educacional no Rio de Janeiro. pouco, o Sepe recebeu um informe da comunidade do CE Visconde de Cairu, anunciando que a paralisaçao na unidade alcançou o índice de 100% no turno da manhã.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Saerjinho já foi aplicado em Resende - sigilo da prova foi quebrado

A direção do Sepe Central foi informada que a prova do Saerjinho foi aplicada hoje, dia 20, no município de Resende. Antes, portanto, da data anunciada pela Seeduc, que seria amanhã, dia 21. Esta antecipação em algumas escolas certamente é uma tentativa de minorar os efeitos da paralisação convocada pelo Sepe nesta quarta em protesto contra o Saerj. Com isso, o sigilo da avaliação está comprometido.

O Sepe pergunta: que avaliação é esta que pretende medir os conhecimentos dos alunos de modo universal, se ela é aplicada em datas diferentes na rede? Lembramos que em julho a Seeduc aplicou a prova durante três dias (quando deveria aplicar em apenas um dia a mesma prova), buscando, à época, evitar o boicote realizado pela categoria, que estava em plena greve. Também naquele momento o sigilo foi comprometido.

Ou
seja, pelo visto não são os conhecimentos que a prova supostamente trará sobre os alunos que interessa à secretaria; interessa é realizar a avaliação a todo custo, mesmo que para isso o sigilo seja quebrado, comprometendo todo o resultado final em determinadas regiões.

O Sepe convoca a categoria a realizar a paraliação nesta quarta, dia 21, contra a realização do Saerjinho.

Clique aqui para entender melhor porque os profissionais de educação das escolas públicas estaduais são contra o Saerjinho.

Amanhã, dia de Saerjinho, tem paralisação na rede estadual

Profissionais das escolas públicas estaduais farão paralisação de 24 horas amanhã, quarta-feira (21), dia da aplicação do Saerj (Sistema de Avaliação do Ensino). Esta avaliação pretende medir os conhecimentos dos alunos, mas não foi planejada pelos professores da rede estadual e não leva em consideração a realidade das escolas, que não têm uma estrutura mínima para o estudo.

No dia 21, professores e funcionários administrativos (merendeiras, porteiros etc) paralisarão as atividades para boicotar o exame o Saerj (ou Saerjinho, como é mais conhecido nas escolas). Dessa forma, a categoria não irá trabalhar, nem aplicar as provas para os alunos. A próxima assembleia da rede estadual será realizada no sábado (dia 24/9), na Associação Cristã de Moços (ACM - Rua da Lapa 86 - Centro).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

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