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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Seminário sobre povos indígenas do ANDES aprovou moção de apoio ao movimento de resistência da Aldia Maracanã


Nos últimos dias 14 e 15 de novembro, o Movimento de Resistência Aldeia Maracanã, a Universidade Intercultural Indígena, assim como a categoria de profissionais de Educação, estiveram representados no Seminário sobre Povos Indígenas do Andes-SN em Brasília pela professora de Biologia Mônica Lima, indígena Arawak. 
Recentemente a professora foi  afastada de suas regências pela SEEDUC (Secretaria de Estado de Educação), a mando da SEAP (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), por motivos políticos-ideológicos. Mônica palestrou em uma das mesas do Encontro e defendeu a causa indígena e da Educação. Falou das perseguições e punições  que os profissionais de educação vêm enfrentando com o autoritarismo do Governador Pezão e secretário Risolia. 
Também abordou as violações que os povos indígenas e o movimento de resistência da Aldeia Maracanã vêm sofrendo por parte do Estado de Exceção e governo Dilma, compromissada com as empreiteiras e agronegócio, em detrimento das causas sociais, além de registrar o enfrentamento sobre sua própria perseguição. O que não é uma causa isolada e sim um somatório de criminalização a partir da greve dos professores que culminou com as prisões de manifestantes por conta da Copa de Exceção.
 Mônica denunciou que seu afastamento das aulas no Complexo Penitenciário Gericinó em Bangu aconteceu não por motivos concretos, e sim por perseguição dos agentes da SEAP que a viram quando da saída dos presos também perseguidos políticos, muitos deles professores, a reivindicar pela justa liberdade dos mesmos, pois não estamos mais na Ditadura. A Plenária do Encontro aprovou uma moção que apoia os profissionais de educação e repudia as ações antidemocráticas, anti-sindicais, ilegais e punitivas referentes a última greve da categoria, assim como defende e reafirma o direito à greve.
 Na mesma moção os professores do Andes-SN presentes no Encontro apoiam a professora Mônica e rechaçam a atitude da SEEDUC e SEAP que cerceiam e violam os direitos da professora quando a removem de sua lotação no Complexo Penitenciário Gericinó por motivos políticos-ideológicos assediando moralmente a mesma e seus alunos. Importante manifesto de apoio ao movimento de Resistência da Aldeia Maracanã também foi unanimente aprovado pelos presentes no Encontro. A professora esteve no Encontro com apoio do Sepe que igualmente repudia o processo de criminalização pelo qual os professores e professoras têm enfrentado.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sepe teve audiência na SEEDUC no dia 18 de agosto para discutir punições a profissionais e problemas funcionais

O Sepe, juntamente com uma comissão de profissionais de educação esteve na SEEDUC, no dia 18 de agosto (segunda-feira) para apresentar uma série de questionamentos relativos a problemas funcionais da categoriais, como os listados abaixo:

a) Vários profissionais foram descontados de novo no mês de julho, recebendo menos em agosto;
b) vários profissionais continuam sem a devolução dos descontos relativos a greve de 2014;
c) Vários profissionais ficaram sem receber o décimo terceiro salário;.
d) Vários profissionais que perderam sua origem continuam com vários problemas, dentre eles o deslocamento em três, quatro e até cinco escolas, alguns inclusive sem condições de deslocamento, devido a distância entre as mesmas.

A direção do SEPE/RJ COBROU MAIS UMA VEZ O CUMPRIMENTO DA LIMINAR ganha pelo sindicato, que garante aos professores o retorno para suas escolas de origem. Argumentamos, inclusive, o desperdício de dinheiro público, pois hoje temos professores com vários tempos vagos em sua grade nas escolas, que deveriam estar com seus alunos realizando trabalho pedagógico, alguns com 20, 29 anos numa mesma escola.

Sepe entregou documentação, mas até hoje SEEDUC não apresentou solução

A direção do SEPE/RJ lembrou que os documentos que demonstram esses absurdos foram entregues à Sub secretaria de Gestão de Pessoas e até hj não foi dada nenhuma resposta.

A representação da SEEDUC demonstrou que não existe nenhuma vontade política de cumprir a liminar e afirmou que essa questão estava nas mãos do jurídico da mesma.

Com relação a resposta aos documentos apresentados as respostas serão dadas em reunião que deverá ser marcada com o Subsecretário de Gestão de pessoas Sr. Antoine Louzao.

Devolução dos descontos
Com relação a devolução do salário dos professores grevistas, a SEEDUC afirmou que o problema é de ordem técnica e que um grupo receberá, a devolução no salário de agosto que sai em setembro e os que ficarem faltando receberão no pagamento de setembro que sai em outubro.

A direção argumentou que se o problema era técnico devido a implantação e suspensão do inquérito administrativo aos grevistas porque a mesma situação estava se dando com o décimo terceiro?

Além disso foi cobrado também que esse prazo era muito longo e que na verdade é um descumprimento do decreto assinado pelo governador. Não obtivemos nenhuma resposta convincente.

13º salário
Com relação ao décimo terceiro os representantes da SEEDUC afirmaram que todos àqueles que não receberam, terão o pagamento garantido no mês de setembro junto com a folha de agosto. Afirmaram também que àqueles que não estão aparecendo com seu nome no sistema terão sua situação resolvida.

Nessa quinta feira (dia 21 de agosto) vamos à Alerj, às 15h, para cobrar dos deputados um posicionamento com relação a todas essas questões.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Milhares ocupam as ruas pela educação e contra a repressão


Milhares de manifestantes realizam passeata das redes estadual e municipal em direção à Cinelândia no ato contra a a violência policial dos governos Cabral e Paes.

A passeata em defesa da educação e contra as violências do Estado reuniu dezenas de milhares de pessoas, que tomaram a Avenida Rio Branco para protestar contra a repressão da polícia militar contra as manifestações e o livre direito de expressão. 
Organizada pelo Sepe, o ato conta com a participação de diversas entidades da sociedade civil. A passeata transcorre pacificamente e a população manifesta seu apoio aos educadores com uma chuva de papel picado lançado do alto das janelas dos prédio da Av. Rio Branco.
A manifestação foi feita de forma pacífica, com militantes de vários segmentos da sociedade civil, profissionais de educaçao e estudantes tomando as ruas para mostrar o seu apoio aos educadores das redes estadual e municipal, que tem sofrido com a violência dos policiais de choque em manifestações recentes.
 Violência no final da passeata em defesa da educação
No final do ato, quando os manifestantes já se encontravam na Cinelândia, conflitos violentos entre policiais militares e grupos de manifestantes  mostrou que, mais uma vez, o aparato de segurança do governo do estado não tem condição de atuar em protestos desta natureza: bombas de efeito moral, gás de pimenta e repressão violenta dos policiais acabaram atingindo vários profissionais de educação e manifestantes que participaram do ato para apoiar a educaçao pública estadual e municipal.
A confusão irrompeu em meio a conflitos entre grupos de manifestantes que participavam do ato e policiais que lançaram dezenas de bombas e atacaram a multidão com gás de pimenta, o que provocou correria e confusão, com pessoas sofrendo com o efeito do gás e das bombas lançadas pelos policiais.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sepe presente em ato contra a violência

Ocorreu ontem, 02/10, no auditório da UERJ, o ato contra a violência cometida pela pelas forças de segurança do estado, como os ocorridos nas recentes manifestações dos profissionais das redes municipal e estadual de educação.
Compareceram mais de 500 pessoas. Diversas entidades sindicais, de direitos humanos e movimentos, além de partidos políticos como PCB, PSOL e PSTU se fizeram representar. Diretores e ativistas do Sepe também estiveram presentes.

REDE ESTADUAL: ASSEMBLEIA VOTA PELA CONTINUAÇÃO DA GREVE

A assembleia da rede estadual decidiu que a greve irá continuar. 

Em plenária realizada no Clube Municipal, Tijuca, os profissionais votaram pela continuidade da paralisação iniciada no dia 8 de agosto, já que o governo do estado não acenou com qualquer proposta visando o atendimento das reivindicações da categoria. A próxima assembleia será realizada na próxima terça-feira (dia 8 de outubro), às 14h, em local a confirmar.

Na segunda-feira, as redes estadual e municipal vão participar de um ato, organizado por diversas entidades do movimento civil contra a violência e contra o estado de exceção imposto pelos governos estadual e municipal contra as manifestações realizadas por profissionais de educação em luta pela defesa da escola pública e contra a criminalização do movimento civil. 

A concentração para o ato será às 17h, na Candelária, seguida de passeata até a Cinelândia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Profissionais de educação participarão de ato contra a violência do Estado hoje (dia 2) na UERJ

Nesta quarta-feira (dia 2 de outubro), quando se completam 21 anos do massacre do Carandiru, a ANDES (Associação Nacional do Ensino Superior e outras entidades, incluindo o Sepe convocam os profissionais de educação e a população em geral para o ato político/cultural contra as violências cometidas pelas forças de segurança do Estado. O ato será realizado no auditório do 5º andar da UERJ, a partir das 17h.

Depois dos recentes acontecimentos, com agressões e ataques das autoridades estaduais e municipais contra os profissionais das redes estadual e municipal, com agressões e prisões de membros da categoria, os educadores da rede pública do Rio de Janeiro devem se fazer presentes ao ato de hoje e dizer um basta contra a repressão e contra a criminalização dos movimentos sociais, prática que já se tornou uma das marcas das gestões do governador Sérgio Cabral.


Entidades recolherão denúncias sobre violência para enviar à ONU e à OIT

As entidades Justiça Global e IDH estarão na assembleia da rede municipal, na sexta-feira (local e horário a confirmar) para recolher depoimentos sobre a violência e a repressão promovidas pelas forças de segurança do Estado nas últimas manifestações da categoria. Estas denúncias serão encaminhadas para a ONU e para a Organização Internacional do Trabalho.

Nota: Sepe não confirma informe de morte de profissional veiculado na internet

O Sepe informa que, em relação aos fatos ocorridos ontem durante o processo de votação do plano de carreira do magistério municipal, na área em torno da Câmara de Vereadores, - que resultaram em agressões contra diversos profissionais que participavam da manifestação contra a aprovação do projeto do prefeito Eduardo Paes - que a sua direção não conseguiu confirmar junto a hospitais e ao Instituto Médico Legal qualquer registro de profissional ferido que tenha morrido por causa de complicações causadas pela inalação dos gases lançados pelos policiais do Batalhão de Choque.

No final da noite desta terça-feira (dia 01/10) circularam informações na internet (facebook), anunciando a morte de uma profissional (professora) no Hospital Sousa Aguiar, em decorrência de complicações causadas pela inalação de gases provenientes das bombas lançadas pela polícia durante os ataques contra os profissionais de educação e outros manifestantes que se encontravam na região. A direção do Sepe tomou conhecimento do caso e foi até o Hospital Souza Aguiar e outras unidades de saúde, além de checar no Instituto Médico Legal e nenhum registro de óbito decorrente das circunstâncias acima descritas foi encontrado.

A Regional 8 do Sepe chegou a entrar em contato com as Escolas Municipal Clementino Fraga e Escola Estadual Clementino Fraga, em Bangu, locais onde a suposta vítima lecionaria e as direções destas unidades também negaram que ela trabalhasse nestes locais, nem que algum profissional destas escolas teria sido ferido na manifestação.

Vergonha: Câmara aprovou plano de carrreira de Paes contra a educação municipal mas greve continua

Num dia marcado pela violência da Polícia Militar contra os profissionais da rede municipal, manifestantes e a população que se encontrava na área da Cinelândia, a Câmara de Vereadores aprovou, por 36 votos a favor e 3 contrários, o Plano de Carreira do prefeito Eduardo Paes, que já havia sido rejeitado por toda a categoria.

Mesmo com a mobilização em massa dos profissionais, que desde  quinta-feira se acham acampados ao lado do prédio do Legislativo e realizaram diversas manifestações reivindicando dos parlamentares a retirada do projeto da pauta de votação e a reabertura de negociações, os vereadores realizaram duas votações e aprovaram em regime de urgência o projeto de Lei que institui o novo Plano de Cargos, que não levou em conta as propostas da categoria.

Nove vereadores da bancada de oposição, que se recusaram a participar da sessão, afirmaram que tentarão anular a votação de hoje.

Greve continua!

Antes ainda da farsa de votação na Câmara e da repressão policial a assembleia dos profissionais da rede municipal decidiu, por unanimidade, pela continuação da greve nas escolas municipais do Rio. 

A plenária foi realizada nas escadarias da Câmara de Vereadores, no início da tarde de ontem (dia 1/10) e fez parte da mobilização da categoria na luta para tentar barrar a votação do plano de carreira do prefeito Eduardo Paes. 

A próxima assembleia será realizada na sexta-feira (dia 4/10), em local e horário a confirmar.

PM transforma centro do Rio em praça de guerra

Polícia ocupa Cinelândia para reprimir educadores Foto: Rafael Gonzaga

Pela manhã a PM fechou todos os acessos à Câmara de Vereadores
Todo o entorno da Câmara de Vereadores (Cinelândia) foram fechados por policias militares das tropas regulares e de choque na manhã desta terça-feira (dia 1/10). O cerco foi para impedir não só o trânsito, mas a passagem de pedestres nas ruas Evaristo da Veiga e parte da Senador Dantas. 

Mais uma vez, o governo do estado, em parceria com a prefeitura colocou o seu aparato repressivo nas ruas para tentar impedir a mobilização dos profissionais de educação, cuja rede municipal permanece em greve para impedir que o plano de carreira do prefeito Eduardo Paes que foi vergonhosamente votado no plenário da Câmara de Vereadores na noite de ontem (1/10).

Policiais atacaram manifestantes na altura da Rio Branco com bombas e gás de pimenta
Por volta das 16 h, os policiais do Batalhão de Choque investiram contra um grupo de profissionais de educação que faziam uma passeata na Av. Rio Branco, altura da Cinelândia. 

Este grupo seguia em direção à concentração da categoria na Câmara de Vereadores e foi atacado com bombas de efeito moral e gás de pimenta numa investida da PM para desobstruir a pista. Segundo relatos de profissionais que se encontram no local, algumas pessoas foram atingidas nos olhos pela dispersão do gás de pimenta e outras caíram ao chão com a explosão das bombas de efeito moral. 

Durante horas seguidas o centro do Rio virou uma verdadeira praça de guerra com Polícia Militar atirando bombas de gás lacrimogêneo indiscriminadamente contra a categoria  e a própria população que estaca saindo de seus locais de trabalho.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ATENÇÃO! Ato da rede municipal de hoje (dia 30/9) foi transferido para a Cinelândia

Em virtude dos últimos acontecimentos, com o cerco da área da Câmara de Vereadores pela Polícia Militar e o aumento da tensão no local, a direção do Sepe resolveu mudar para a Cinelândia o ato que seria realizado hoje (dia 30), na prefeitura, a partir do meio dia. 

Convocamos todos os profissionais da rede municipal e das demais redes de ensino e a população em geral a se unirem na Cinelândia para garantir a segurança dos profissionais que ali se encontram e para protestar contra as covardes agressões sofridas pelos profissionais da rede municipal no processo de desocupação da Câmara na noite do último sábado.

ATENÇÃO! PM cercou o perímetro da Câmara de Vereadores e impede a circulação nas ruas do entorno


Alegando solicitação da prefeitura, policiais militares estão impedindo a circulação nas ruas do entorno da entrada da Câmara de  Vereadores (Alcindo Guanabara e Alvaro Alvim). Os profissionais que se encontram acampados na entrada da Câmara estão cercados pelos policiais e o clima é tenso no local, já que não há garantias de segurança. No momento, ninguém consegue passar para negociar com a liderança da Câmara de Vereadores, nem mesmo a direção do sindicato nem os advogados que nos representam. 

O cerco e o impedimento do livre trânsito de pessoas no local se configura num arbítrio que remete aos tempos da ditadura militar. Num momento tenso, em que a negociação deve ser colocada em primeiro lugar, os governos estadual e municipais dão mais uma prova de falta de disposição para o diálogo.

A partir do meio dia, o Sepe convoca a categoria e demais membros do movimento civil e da população carioca a participarem de um ato de desagravo aos profissionais da educação atacados e agredidos pela polícia militar, durante o processo violento de desocupação da Câmara de Vereadores no último sábado. 

SEPE CONVOCA PROFISSIONAIS E POPULAÇAO DO RIO PARA ATO NESTA SEGUNDA-FEIRA (DIA 30/9) EM DESAGRAVO AOS PROFISSIONAIS AGREDIDOS NA DESOCUPAÇÃO DA CÂMARA

O Sepe convoca os profissionais de educação das redes municipal, estadual e a população em geral para o ato de protesto contra as agressões sofridas pelos educadores durante a violenta desocupação do prédio da Câmara de Vereadores no sábado.

O ato está marcado para a porta da prefeitura, nesta segunda-feira (dia 30), a partir do meio dia. Depois do ato, faremos uma grande passeata da prefeitura até a Cinelândia, onde faremos novo protesto contra a violência e covardia dos governos Paes e Cabral contra os profissionais das escolas públicas e os seus ataques contra a educação municipal e estadual.

Cada profissional deve convocar seus conhecidos e a população em geral para participar deste protesto contra a violencia da polícia militar contra o livre direito à manifestaçao. 

Veja nos links abaixo:
Vídeo de denúncia comprovando a violência da repressão contra os educadores

Carta para a população, denunciando os ataques de Cabral e Paes

ATO DE DESAGRAVO CONTRA REPRESSÃO HOJE, 30/9, EM FRENTE À PREFEITURA ÀS 12 H.


Paes e Cabral usam PM para desocupar violentamente plenário da Câmara - quatro professores foram presos

Mesmo após negociação entre o Sepe, manifestantes e um oficial do 5o BPM durante toda a noite de sábado, 28/9, a pedido do presidente da Câmara de Vereadores José Jorge e do Prefeito Eduardo Paes o governador Sérgio Cabral ordenou que soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar iniciassem a desocupação da Câmara.

Manifestantes são violentamente reprimidos do lado de fora
A violência começou quando polícia de Cabral usou gás de pimenta contra manifestantes que se encontram próximo à rua Evaristo da Veiga. Vários profissionais foram feridos por causa do uso indiscriminado de gás de pimenta e de agressões da tropa da PM contra manifestantes que tentavam impedir a entrada de mais policiais na Câmara.
Manifestantes que apoiavam os professores e funcionários da ocupação (a maioria formada por mulheres), foram atingidos por bombas de efeito moral, bombas de gás, gás de pimenta e cassetetes. Foram usadas armas de choque e um dos manifestantes, mesmo desmaiado, foi levado pela polícia.
Dentro do plenário a ação truculenta da Polícia Militar obrigou os profissionais a saírem da Câmara. Os profissionais de educação Gustavo Kelly e Ercio Novaes, que estavam na ocupação foram presos, além de outros dois manifestantes. Acompanhados pelo Dept. Jurídico do Sepe todos os detidos na 5ª DP foram liberados.
Integrantes da categoria também registraram, no mesmo local, queixas contra o comando da PM por retirar à força os professores e funcionários administrativos da Câmara, sem uma ordem específica da Justiça.
Ato em frente à Câmara

Já no domingo, 29/9, os grevistas que estavam acampando receberam a solidariedade outros manifestantes e realizaram ato em frente à Câmara de Vereadores, em protesto contra a retirada violenta pela PM na noite anterior e que provocou ferimentos em dezenas de pessoas. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ato Ecumênico pelos 13 mortos da Maré, nesta 3a-feira, 02/7, às 15 horas.

'Estado que mata, nunca mais' 

No clima de manifestações que agitaram o país, 26 entidades e moradores da Maré - maior complexo de favelas do Rio - realizam hoje, dia 2/7, um ato ecumênico em memória de dez mortos em ação do Bope na comunidade na semana passada. 

O encontro será às 15h na Passarela 9 da Avenida Brasil. A palavra de ordem do protesto será "Estado que mata, nunca mais".

Os membros do Observatório de Favelas, responsabiliza o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame pelas violentas ações policiais nas favelas cariocas e  diz:"Exigimos um pedido de desculpas pelo massacre e o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas cariocas sustentadas no uso do Caveirão e de armas de guerra".

A íntegra do texto é a seguinte:

"ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS!

Nós, instituições e cidadãos da Maré, tornamos público o nosso veemente repúdio a ação policial ocorrida nos dias 24 e 25 de junho na comunidade de Nova Holanda, provocando violações de direitos dos moradores e a morte de dez pessoas. 

Lamentamos que durante a citada operação tenha também ocorrido a morte de um policial militar. Mas estamos indignados com ações arbitrárias e violentas que agridem famílias e provocam execuções sumárias. 

O uso recorrente da violência demonstra, de modo inequívoco, o despreparo para a garantia da segurança pública e o desrespeito permanente à vida dos cidadãos por parte do Estado. É preciso estabelecer, de uma vez por todas, que a ordem pública não se confunde com o emprego indiscriminado da força policial.

Os fatos ocorridos na comunidade Nova Holanda são tragicamente comuns em diversas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Sabemos muito bem qual é a sua cor e sua dor. Precisamos dizer: Nunca mais!

Não admitimos ocupações policiais desastrosas, autoritárias e brutais em nossas comunidades!

Não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos!

Responsabilizamos o Governador do Estado e o Secretario de Segurança Pública pelas ações policiais nas favelas. 

Em memória dos mortos na maré nos dias 24 e 25 de junho, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro para um Ato Ecumênico na Avenida Brasil, no dia 02 de julho, entre as passarelas 7 e 10 da Avenida Brasil. 

A concentração será a partir das 15h na passarela 9 para dizer: ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS! 

Em memória de:
Ademir da Silva Lima, de 29 anos, 
André Gomes de Souza Júnior, de 16 anos,
Carlos Eduardo Silva Pinto, de 23 anos,
Ednelson dos Santos, de 42 anos, 
Eraldo Santos da Silva, de 35 anos,
Fabrício Souza Gomes, de 26 anos, 
Jonatha Farias da Silva, de 16 anos,
José Everton Silva de Oliveira, de 21 anos,
Renato Alexandre Mello da Silva, de 39 anos, 
Roberto Alves Rodrigues. 

Instituições organizadoras:

Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Esperança (AMACE)
Associação de Moradores da Baixa do Sapateiro
Associação de Moradores de Conjunto Bento Ribeiro Dantas
Associação de Moradores Marcílio Dias
Associação de Moradores do Morro do Timbau
Associação de Moradores Roquete Pinto
Associação de Moradores Nova Maré
Associação de Moradores Praia de Ramos
Associação de Moradores Conjunto Pinheiro
Associação de Moradores Parque Ecológico
Associação de Moradores da Nova Holanda
Associação de Moradores do Parque União (AMPU)
Associação dos Moradores do Parque Maré
Associação dos Moradores do Parque Rubens Vaz (Amrpv)
Associação de Moradores da Vila do João (AMOVIJO)
Centro Municipal de Saúde Hélio Smidth
Centro Social Tecnobox
Cidade Escola Aprendiz
Conselho de Moradores da Vila do Pinheiro (COMOVIP)
Cooperativa de Reciclagem Eu Quero Liberdade Ltda - COOPER Liberdade
Instituto Vida Real
Luta pela Paz
Observatório de Favelas
Projeto Uerê
Redes de Desenvolvimento da Maré
ROÇA! Produtos Naturais e Orgânicos

Leia aqui o panfleto da Regional 4 sobre o tema 


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manifestação marca final da Copa das Confederações do lado de fora do Maracanã

Foto: Samuel Tosta
O palco da grande final da Copa das Confederações neste domingo, entre Brasil e Espanha, foi também o principal destaque de dois protestos realizados  na Zona Norte do Rio de Janeiro. 
No primeiro ato, os manifestantes que caminharam por cerca de duas horas de forma pacífica, pediam principalmente o fim da concessão à iniciativa privada do Maracanã, que vai receber também jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. 

"Se o Maraca privatizar, o Rio vai parar", gritavam eles, em uma adaptação à primeira frase do movimento, que pedia a redução da tarifa de ônibus. O Sepe também participou da manifestação pacífica cobrando melhoras na educação.

Entre as reivindicações ainda estavam o fim das remoções de moradores em áreas que receberão obras em função dos dois grandes eventos. Uma carta com cada um dos pontos seria lida em frente ao estádio, mas uma barreira policial já havia fechado todos os acessos meia hora antes do que havia sido divulgado pela prefeitura. 
Ao se deparar com a tropa armada, os manifestantes se sentaram no chão diante dos policiais e fizeram um minuto de silêncio em sinal de luto pelas vítimas da operação no Complexo da Maré, que deixou dez mortos na última terça-feira. "A Maré existe, a Maré resiste", entoaram.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Educação estadual presente na ocupação na porta do governador

Publicamos agora fotos enviadas por um profissional de educação da rede estadual, que está participando do acampamento na Rua Aristides Espíndola, no Leblon, onde mora o governador Sérgio Cabral.

Os manifestantes ocupam o local desde o final da semana passada e reivindicam uma audiência com o governo do estado para cobrar direitos e explicações sobre a falta de investimentos em áreas como saúde, educação, transportes públicos entre outras.

Eles prometem ficar no local até que sejam recebidos por Cabral. 


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sepe convoca: Paralisação de 24 horas e assembleia unificada no dia 27/6 na ACM



Conforme deliberação da reunião extraordinária da direção do Sepe, realizada nesta segunda-feira (24/6), ficou decidido que os profissionais de educação se integrarão ao Dia Nacional de Luta Pelas Reivindicações dos Trabalhadores, fazendo uma paralisação de 24 horas e participando da passeata convocada pelos sindicatos e movimentos sociais que será realizada neste dia, no Centro do Rio, a partir das 17h. 
O Sepe também convoca os profissionais de educação do estado e do município para uma assembleia unificada, que será realizada também nesta quinta-feira, no auditório da ACM (Rua da Lapa 86 - Lapa),às 13h.
A assembleia discutirá a participação do Sepe no movimento nacional chamado pelas centrais sindicais, bem como a participação nas mobilizações de rua no estado do Rio de Janeiro. A paralisação faz parte do esforço dos profissionais de educação para levar para as ruas as nossas reivindicações.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Subsecretário da SME admite repressão contra professor que emitiu opinião na internet


subsecretário de Nova Tecnologias Educacionais da SME do Rio, Rafael Parenteadmitiu que chegou a solicitará uma CRE para que investigasse um professor que fez críticas aos projetos educacionais do governo municipal numa comunidade da internet. 

Parenteatravés de uma rede social, admitiu ter "ficado preocupado com os excessos do referido professor na comunidade e sugeridosimà CRE que verificasse se há também excessosofensas e desrespeitos no ambiente escolar, com colegas ou alunos e quecaso houvesseque a CRE avaliasse chamá-lo para uma conversa oualgo do tipo". 

Tal atitude do subsecretário constitui um abuso e um ato anti-democrático, de alguém que não respeita a livre manifestação de idéiasalém de trazer à lembrança de todos os tempos da ditadura militar, nos quais emitir qualquer opinião poderia acarretar perseguição e, até mesmo, a prisão daqueles que discordassem do regime. Vejamatéria completa no link da Regional VII do Sepe abaixo:




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Professor denuncia câmaras de vigilância em sala de aula da FAETEC de Quintino


Um professor enviou esta denúncia para a Regional 6 do Sepe (Jacarepaguá) sobre a colocação de câmeras nas salas de aula da FAETEC de Quintino. Veja abaixo,  o artigo que ele enviou .

CÂMERAS NA SALA: SEGURANÇA OU FALÊNCIA DA EDUCAÇÃO?

Os professores e estudantes da Escola Técnica Estadual República, da FAETEC, em Quintino, ficaram perplexos com a instalação de “câmeras de segurança” em sala de aula, no último dia 11 de outubro. A instalação começou nas salas do terceiro andar do prédio, que já abrigou a antiga FUNABEM, e deverá, até o início do próximo ano letivo, atingir todas as salas da escola.

A decisão não contou com a consulta aos professores e estudantes da instituição. O primeiro questionamento a ser feito é: Como uma decisão polêmica como essa é tomada unilateralmente pela direção da escola, a revelia dos professores? A direção apresentou essa proposta quando da consulta à comunidade escolar, por ocasião do processo de escolha do diretor? Não, nada disso foi feito!

Uma placa em cima do quadro dizendo “sorria, você está sendo filmado” alerta que as câmeras, recém instaladas, estão em funcionamento. Sorrir, mas sorrir de quê? Do extremo controle, do autoritarismo e do adestramento a que todos passaram a ser submetidos?

Lutamos, durante décadas, contra a Ditadura Militar. Lutamos pela Democracia, pela Liberdade, pela Justiça. Lutamos por uma Educação Pública, gratuita, de qualidade e democrática. Lutamos por uma educação dialógica, formadora da cidadania e da consciência crítica. Cursamos licenciaturas e pós-graduações lendo obras como “Educação como prática da liberdade”, “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire. Mas, agora, vemos a “tecnologia” do sistema prisional invadir a escola. Numa rápida olhadela nas páginas da internet, podemos ler anúncios de empresas de segurança atestando a “eficiência” dessas câmeras nas penitenciárias. Tudo em nome de uma “segurança”?! Mas que segurança é essa que não respeita opiniões, nem o papel formador da educação e trata a todos como potenciais transgressores? 

O prédio da Escola Técnica República, escola pública a qual todos se orgulham em trabalhar e estudar, já abrigou, no passado, a FUNABEM, instituição concebida, não por acaso, nos exatos nove meses após o Golpe Militar de 1964, e que tratava o comportamento divergente e desviante das crianças e adolescentes como uma “patologia da pobreza”.

É preciso dizer a esses colegas que defendem uma escola fundada no controle, na vigilância, no adestramento e na punição um NÃO. NÃO, OS NOSSOS JOVENS NÃO VÃO PARA A ESCOLA PARA SEREM VIGIADOS E ADESTRADOS!

A escola é um espaço de construção da cidadania, um espaço de diálogo, solidariedade, compreensão e luta, luta por uma sociedade democrática!

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