terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Assembléia extraordinária da Rede municipal no dia 15 de dezembro
Tendo em vista as últimas medidas anunciadas pela SME (envio de proposta de plano de carreira ainda em dezembro, Resolução 1048 - que disfarça a volta da aprovação automática) o Sepe convoca os profissonais da rede municipal do Rio para uma assembléia extraordinária, que será realizada no dia 15 de dezembro (terça-feira da próxima semana), a partir das 18h, no auditório do sindicato (Rua Evaristo da Veiga, 55 - 7º andar).
Imprima aqui o abaixo-assinado contra a Resolução 1048
Imprima aqui o abaixo-assinado dos COCs contra a Resolução 1048
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
EDUARDO PAES CONTINUA COM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA
EDUARDO PAES CONTINUA COM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA
Em 2007 os profissionais de educação, os alunos, responsáveis e toda a população lutaram contra a aprovação automática.
Nas eleições, o então candidato Eduardo Paes afirmava que se eleito acabaria com esta medida.
Porém, ao assumir a Prefeitura, tudo o que o prefeito fez foi destruir nossas escolas. Tenta privatizá-las, faz contratos ao invés de realizar concurso público, piora a qualidade da merenda, não convoca as merendeiras concursadas e as que estão nas escolas adoecem por conta da sobrecarga de trabalho, gasta o dinheiro público com as fundações e não nas escolas, só deu o reajuste anual no mês de novembro, reduziu o tempo de planejamento dos professores, não abriu mais vagas para creches, entre outros ataques.
Agora, às vésperas do último Conselho de Classe impõe uma resolução que na verdade é uma aprovação automática disfarçada, pois os alunos que tiverem o conceito I (insuficiente) farão um dever de casa e em janeiro uma prova. Será que o aluno conseguirá recuperar o trabalho de todo um ano com um dever de casa?
Além disso, a resolução transforma Educação Artística, Língua Estrangeira e Educação Física em matérias sem importância, pois não considera suas notas para a avaliação dos alunos. São estes os atletas de 2016 que a Prefeitura quer formar?
Desta forma o prefeito desrespeita os profissionais e os alunos e tenta esconder os verdadeiros problemas da educação: salas superlotadas, falta de profissionais, prédios caindo aos pedaços, baixos salários, falta de equipamentos.
Por isso chamamos toda a população a exigir o fim desta resolução.
Queremos uma escola pública, gratuita e de qualidade.
POSIÇÃO do SEPE SOBRE A RESOLUÇÃO Nº 1048
Hoje, em audiência com o presidente da Comissão de educação da Câmara dos Vereadores, já entregamos este ofício.
O vereador Reymond, se comprometeu em encaminhá-lo à SME.
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - SEPE/RJ - vem por intermédio do presente informar a posição contrária da direção desta entidade à resolução nº1048, que foi editada em dois de dezembro do corrente, pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
A mesma não foi construída a partir de discussões ou consultas com profissionais de educação, e sim editada de forma autoritária pelo nível central às vésperas do quarto Conselho de Classe. A medida foi divulgada pela imprensa antes mesmo de chegar de forma oficial às escolas, além disso sofreu sucessivas alterações, e por este motivo gerou dúvidas entre o corpo docente.
Identificamos ainda que os mecanismos de reforço escolar utilizados pela referida secretaria no decorrer do ano letivo não foram suficientes para sanar o déficit de aprendizagem dos alunos, uma vez que se utilizaram dos mais variados expedientes como contratação de voluntários, alunos não graduados, quando o sindicato alertava no decorrer de todo o processo a urgência de realização de concursos públicos para sanar a carência de professores nesta rede que atualmente ultrapassa 15.000 vagas.
Esta resolução gerou indignação entre os professores uma vez que define como “núcleo comum” apenas cinco disciplinas que seriam: Português, Matemática, Geografia, História e Ciências, desvalorizando outras áreas que são fundamentais para a plena formação e desenvolvimento dos nossos alunos, como Educação Artística, Educação Física, e Língua Estrangeira.
Ressaltamos ainda que , apesar dos problemas estruturais que são impostos às 1063 escolas da rede (falta de profissionais e espaço, materiais pedagógicos contendo erros, salas superlotadas, falta de tempo reservado ao planejamento, entre outros) os alunos que chegarão ao final do ano letivo com conceito global Insuficiente tiveram o acompanhamento e passaram por diversas avaliações ministradas pelos professores regentes das turmas, e ainda assim não atingiram os requisitos mínimos para serem promovidos para a série subseqüente.
Tendo em vista a dura realidade que o processo de “aprovação automática” adotado no último governo resultou para esta rede, apontamos a necessidade de medidas realmente eficazes, como maiores investimentos, por parte desta secretaria e do atual governo para superar a atual realidade.
Neste sentido questionamos a adoção do “dever de férias”, seguido de uma reavaliação em Janeiro, como proposta de solucionar o problema de aprendizagem na rede. Al resolução fere diretamente a autonomia e a autoridade do professor regente no que concerne a avaliação de seus alunos, e se constitui em uma tentativa de manipulação dos resultados oficiais , uma vez que objetiva, assim como a aplicação e correção de provas por profissionais que não o professor regente, promover os alunos sem a garantia de real aprendizagem.
Por todos os motivos apresentados exigimos a imediata revogação da resolução em questão e reafirmamos a defesa intransigente da educação pública gratuita e de qualidade para todos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Volta da aprovação automática: Eduardo Paes e Cláudia Costin são reprovados pela opinião pública
O anúncio nesta sexta, pelo Jornal Extra, da volta da aprovação automática disfarçada de uma prova que os alunos que tiveram média global I (insuficiente) durante o ano letivo terão que fazer em março de 2010 recebeu condenção unânime dos leitores do jornal. A edição eletrônica do Extra (http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/#245029) já publicou a nota do Sepe denunciando o estelionato eleitoral do prefeito, que jurou na campanha eleitoral que o seu primeiro ato depois de eleito seria acabar com a aprovação automática (o que ele realmente fez, em janeiro). Na parte do comentário dos leitores sobre as medidas anunciadas hoje e que significam a volta da aprovação automática, Eduardo Paes e Cláudia Costin foram reprovados de forma unânime pelos leitores do jornal, que se sentiram enganados por este prefeito que não tem qualquer tipo de compromisso com a educação pública de qualidade.
Ao lançar uma resolução que mascara uma forma de aprovação automática na rede municipal logo no final do ano letivo, a secretária Cláudia Costin trouxe de volta o pesadelo de profissionais de educação e responsáveis. Depois de muita luta, a categoria e o conjunto da sociedade conseguiram afastar o fantasma do fim da reprovação nas escolas municipais. Mas agora, uma nova fórmula criada pela SME a mando do prefeito Eduardo Paes, depois da repercussão negativa do anúncio da volta da aprovação automática na última semana, desrespeita dinda mais os profissionais e alunos.
Com a nova medida, um aluno avaliado com I em Língua Portuguesa, Matemática, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação Física, poderá ser aprovado a partir de uma única prova de múltipla escolha, aplicada por outro professor que não conhece o aluno, durante as férias escolares.
Como a nota deste professor pode passar por cima do conceito do professor regente que, durante o ano inteiro:
- aplicou e corrigiu pelo menos três provas vindas do governo;
- aplicou, no mínimo, quatro provas ou testes durante o ano;
- preencheu seguramente mais de 30 relatórios por bimestre sobre o desenvolvimento dos seus alunos;
- fez inúmeras discussões pedagógicas com o grupo da escola em COCS e reuniões sobre os alunos.
O Sepe vai exigir esclarecimentos da secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, e do prefeito Eduardo Paes sobre o anúncio da medida que visa retardar ou reverter a reprovação dos alunos das escolas municipais no Rio. Segundo Cláudia Costin, o estudante que tirar conceito global (média de todas a disciplinas) Insuficiente (I) receberá uma “segunda chance” em março de 2010: ele só será reprovado se for mal em uma nova prova que será aplicada no início do ano letivo. Para o sindicato, tal medida contraria totalmente as promessas do prefeito Eduardo Paes, durante toda a campanha eleitoral de 2008, de acabar com a aprovação automática na rede municipal.
Em janeiro deste ano, Paes chegou a publicar uma resolução no Diário Oficial do município decretando o fim da aprovação automática, medida polêmica, adotada na gestão do ex-prefeito César Maia e que provocou protestos dos profissionais de educação, responsáveis e demais integrantes da sociedade que chegaram a reunir mais de cinco mil pessoas num protesto na porta da prefeitura em 2007.
Para o Sepe, o anúncio da secretária Cláudia Costin é uma tentativa do governo municipal de aumentar os índices de aprovação na rede, já que os resultados dos exames do último “Provão” das escolas municipais (testes bimestrais implementados desde o segundo bimestre do ano para avaliar o desempenho dos alunos) apresentaram uma baixa nos índices das notas de Português e Matemática nos alunos do 4º, 7º e 8º anos em comparação com os exames anteriores. Tal resultado aumenta os risco de aumento nas reprovações de alunos, o que pode implicar na redução de investimentos federais na educação municipal.
Não existem outros termos para explicar o que Paes e Cláudia Costin fizeram: Eles mentiram para a categoria e para o povo do Rio de Janeiro
Paes e Costin não vão conseguir mascarar a quebra de compromisso com toda a sociedade do Rio de Janeiro, pois uma das pedras fundamentais da campanha do atual prefeito foi o fim da aprovação automática na rede municipal, tema de debates eleitorais e incontáveis propagandas políticas, quando o então candidato chamava a aprovação automática de César Maia de "vergonha". Agora, eles querem com um prova no início do ano letivo jogar para o alto todo o processo educativo dos nossos alunos: como aqueles que apresentarem conceito insuficiente ao longo do ano vão poder "recuperar" o tempo perdido em apenas uma prova?
Fica claro o caráter político que se mascara por tás desta "reviravolta" promovida pelo prefeito e pela secretária de Educação. Infelizmente, mais uma vez os interesses políticos atropelam o interesse de promover uma educação de qualidade para mais de 750 mil estudantes da rede municipal.
O sindicato já registrou um aumento da insatisfação dos profissionais em várias escolas da rede municipal com o anúncio desta aprovação automática disfarçada. Em 2006, ano em que o ex-prefeito César Maia lançou a resolução que decretava o fim das reprovações na rede, a categoria realizou diversas paralisações e protestos, juntamente com alunos e responsáveis, contra a medida que prejudica o desenvolvimento pedagógico dos cerca de 750 mil alunos matriculados nas 1.060 escolas municipais do Rio, a maior rede municipal da América Latina.
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