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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sepe compareceu nesta quarta-feira à Marcha de Brasília

Ativistas do Sepe-RJ presentes à Marcha do dia 24/04 em Brasília
Cerca de 20 mil pessoas participaram nesta quarta-feira (24/04) da Marcha de Brasília, que reúne centrais sindicais e aposentados. São trabalhadores de vários setores, inclusive agrários, estudantes e quilombolas que reivindicam o fim do fator previdenciário e a anulação da reforma previdenciária de 2003. Eles defendem também educação e saúde públicas de qualidade, além do respeito aos povos indígenas e quilombolas. O Sepe também esteve presente e levou quatro  ônibus lotados até à capital federal.

A passeata começou às 10h, partindo do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e seguiu pelo Eixo Monumental, uma das principais vias da capital federal, em direção ao Congresso Nacional.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

24 DE ABRIL, MARCHA A BRASÍLIA - NÃO ABRIMOS MÃO DOS NOSSOS DIREITOS

A crise do capitalismo segue rapinando as economias do mundo inteiro, na Europa a resposta tem sido a mobilização. No Brasil, cresce a inflação e as perspectivas é de um crescimento pífio para o próximo período. O remédio para enfrentar a crise que se avizinha é amargo: 

Milhares de postos de trabalho estão ameaçados.Há um projeto para ser votado no congresso que pretende flexibilizar os direitos trabalhistas com a aprovação do Acordo Coletivo Especial (ACE). 

Para impedir essa votação o SEPE, a Csp- conlutas, o MST, a Cut pode mais e várias entidades do movimento entre elas o SEPE está organizando uma marcha a Brasília no dia 24/4. Já solicitamos o abono para esses dias as secretarias de educação. Participe desta luta. Saíremos do Rio no dia 23 e retornaremos no dia 25. 

O sindicato garantirá transporte (ônibus semi-leito) e ajuda de custo para alimentação. Você precisa passar seu nome e seu RG até o dia 20, para organizarmos a delegação do Rio. Entre em contato na regional.

Baixe a cartilha sobre o ACE em pdf aqui.

TODOS A BRASÍLIA CONTRA A RETIRADA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ato contra o ACE no dia 24 de abril: Sepe pedirá abono de ponto às redes para profissionais que participarem da Marcha à Brasília


O Sepe convoca os profissionais de educação das redes estadual e municipais a se unirem a diversos outros trabalhadores que integram centrais sindicais e outras organizações do movimento civil para realizar o grande ato contra o Acordo Coletivo Especial (ACE), que será realizado em Brasília, no dia 24 de abril.  Para tornar possível a ida do maior número possível de militantes à Capital Federal no dia do ato, o Sepe disponibilizará ônibus  e já solicitou à SEEDUC e SMEs o abono de ponto para os profissionais que integrarem a delegação que viajará à Brasília. Os interessados devem enviar para o sindicato seus nomes e RG.

O objetivo da Marcha à Brasília para a realização do ato contra o ACE é defender os direitos sociais e trabalhistas e denunciar a política econômica do governo federal que resulta nesses ataques. Para tanto, uma plataforma política foi aprovada pelas entidades que participam desta jornada:

- Contra o ACE (Acordo Coletivo Especial) e a precarização no trabalho;

- Fim do fator previdenciário / Anulação da reforma da previdência de 2003 / Defesa da aposentadoria e da previdência pública;

- Reforma agrária já / Respeito aos direitos dos assalariados rurais / Apoio à luta dos trabalhadores do campo contra o latifúndio e o agronegócio;

- Em defesa do direito à moradia digna / Chega de violência contra pobres e negros;

- Em defesa dos servidores (as) públicos (as);

- Aumento geral dos salários;

- Adoção imediata da convenção 158 da OIT / Em defesa do emprego / Redução da jornada e trabalho, sem redução salarial;

- Em defesa da educação e da saúde públicas;

- Respeito aos povos indígenas e quilombolas;

- Contra as privatizações / Defesa do patrimônio e dos recursos naturais do Brasil;

- Suspensão do pagamento da dívida externa e interna aos grandes especuladores;

- Contra a criminalização das lutas e dos movimentos sociais;

- Contra o novo código florestal / Em defesa do meio ambiente;

- Contra toda forma de discriminação e opressão.



Os materiais de divulgação para a marcha já estão disponíveis para baixar:




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Acordo coletivo especial é flexibilização trabalhista – é preciso dizer não!


Manifesto contra o acordo coletivo especial: 


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), uma das entidades mais importantes da CUT, apresentou ao governo federal e ao presidente da Câmara dos Deputados, uma proposta de Anteprojeto de Lei que muda a legislação trabalhista criando o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico e pedindo pressa para sua aprovação. Para alem dos argumentos elencados na cartilha que o Sindicato preparou para defender a sua proposta, o que salta aos olhos é que se trata de mais uma tentativa de mudar a legislação para que passe a prevalecer – na negociação coletiva entre o sindicato e a empresa – o negociado sobre o legislado.

Já houve duas tentativas de implantação desta mudança na CLT nos últimos anos. Foram levadas a cabo primeiro por FHC, em seu segundo mandato, quando tentou aprovar uma mudança na Constituição Federal e, depois, no artigo 618 da CLT. Depois, este mesmo propósito aparecia nos debates da proposta de Reforma Sindical construída no Fórum Nacional do Trabalho constituído pelo governo Lula em seu primeiro mandato. As duas tentativas foram frustradas pela resistência dos trabalhadores e grande parte de suas organizações sindicais que pressionaram o Congresso Nacional e impediram a aprovação daquelas propostas.

O que se pretende com este tipo de proposta é abrir mais uma porta para a flexibilização, diminuição ou eliminação de direitos e benefícios dos trabalhadores, por meio da negociação com os próprios sindicatos. Não é mera coincidência que os argumentos do SMABC para defender a sua proposta sejam tão semelhantes aos que foram usados por FHC à sua época. Ou depois, nos debates relacionados à proposta de Reforma Sindical construída no Fórum Nacional do Trabalho, em 2004.

A argumentação central é a mesma de sempre: a CLT é antiga, ultrapassada, antiquada para o momento atual, e prejudica os trabalhadores ao engessar a negociação coletiva, impedindo avanços que pudessem beneficiá-los. Por isso precisa ser modernizada. Como toda falácia, tenta apoiar-se em algo da realidade. Realmente a CLT é antiga, antiquada e ultrapassada. Diríamos mais: extremamente limitada e insuficiente para assegurar os direitos dos trabalhadores. No entanto, esta legislação nunca proibiu ou limitou qualquer negociação ou acordo coletivo que estabelecesse condições mais favoráveis aos trabalhadores do que o que está na lei.Não se busca, portanto, “segurança jurídica”, termo usado recorrentemente na cartilha citada, para a promoção de avanços para os trabalhadores nos acordos coletivos negociados pelos sindicatos. Para isso não seria necessária nenhuma mudança na legislação. Do que trata a proposta é de garantir segurança jurídica para rebaixar ou eliminar direitos e benefícios protegidos pela legislação (que já são poucos, reconheçamos). Para legalizar uma prática que já existe de fato, por parte de muitos sindicatos. Não é outra a razão de tantos elogios que a proposta tem recebido de vários setores patronais em reportagens publicadas em diversos órgãos da imprensa nacional.

Todos sabemos que as empresas, nos dias de hoje, buscam permanentemente a redução dos custos com o trabalho para aumentar seus lucros. Vêm daí as várias ofensivas para flexibilizar direitos que são uma característica do neoliberalismo. Este recurso é ainda mais importante para as empresas agora, com uma crise profunda da economia capitalista que, desde 2008, se alastra e se agrava pelo mundo afora. Qual o sentido de propiciar-lhes mais um instrumento para atingir este objetivo?

Apoiado na grande imprensa em geral, o capital vem buscando naturalizar uma idéia segundo a qual um sindicato que sabe negociar é o que negocia acordos atendendo aos interesses da empresa. A ofensiva da General Motors sobre os operários e o Sindicato de São José dos Campos, para flexibilizar direitos e reduzir custos sob ameaça de demissão e fechamento da planta é emblemática neste sentido. As empresas apoiam-se na inexistência de proteção contra demissão imotivada em nosso país e fazem chantagem contra os trabalhadores e seus sindicatos. Mesmo em um momento de crescimento econômico e das vendas da empresa, ela ameaça com demissão para reduzir direitos. E debita ao Sindicato a responsabilidade pelas demissões quando este não aceita suas exigências.

A lógica da proposta de criação do ACE vai nesse mesmo sentido, e acaba ajudando a corroborar a tese de que a negociação positiva, desejável para os sindicatos, é a que atende aos interesses das empresas. Transforma o anseio dos trabalhadores – negociar concretamente, no chão da fábrica, melhorias para suas condições de vida e trabalho – no seu oposto, em negociação que amplia a degradação de suas condições de vida. Esta proposta, se aprovada, coloca em risco os direitos relacionados à saúde e segurança no trabalho, férias, 13º, amplia possibilidade de tercerização, quarterização, e um longo etc. E tampouco garante o emprego, como se pode ver na triste experiência dos acordos das Câmaras Setoriais na década de 90 e anos 2000.

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