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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

12 de dezembro: Sepe e Cress realizam debate sobre violência

"Conflitos armados e as implicações no exercício profissional de assistentes sociais"

Na cidade do Rio de Janeiro e em outras grandes cidades do mundo observamos ou vivenciamos diversas situações de conflitos armados, que assolam o cotidiano, principalmente, de territórios populares. Tais conflitos, em sua maioria, são decorrentes de ações em segurança pública, relativas à chamada "guerra às drogas" e ao suposto combate à violência pelo Estado. 

Em meio a este fenômeno, encontram-se assistentes sociais e outros trabalhadores de diferentes políticas sociais, que têm seu cotidiano de trabalho atravessado e por vezes alterado por tais processos de violência. 

Neste sentido, o CRESS propõe o debate sobre "Conflitos armados e as implicações no exercício profissional de assistentes sociais", buscando refletir junto a assistentes sociais de diferentes espaços sócio-ocupacionais sobre segurança pública, ética profissional e garantia de direitos.

O evento que está sendo organizado pela Comissão de Direitos Humanos do CRESS-RJ, com o apoio do SEPE.
O debate é atual e têm suscitado nossas reflexões no cotidiano profissional, nas diferentes políticas públicas, tanto no que tange as condições do exercício profissional quanto no que se refere a qualidade dos serviços públicos ofertados a população. 

As inscrições são realizadas pelo site http://www.eventoscressrj.org.br/

Participem e divulguem!

Mesa de abertura - CRESS e SEPE

Palestrantes:
Valéria Forti – Prof. da UERJ
Elizabeth Souza de Oliveira – CRESS e secretaria executiva do CEPCT
Flávia Azevedo – Assistente Social da SMDS

12 de dezembro de 2013 - 18h
Local: Sepe - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
Rua Evaristo da Veiga, nº 55 / 8º andar - Centro - Rio de Janeiro / RJ

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nota do Sepe sobre a Maré: Somos todos da Maré! Dilma, Cabral, Paes e Costin, não!!!


SOMOS TODOS DA MARÉ! DILMA, CABRAL, PAES E COSTIN, NÃO!
Nas últimas semanas, a intensificação dos conflitos armados na Maré foi manchete na imprensa. Infelizmente este problema faz parte do cotidiano de milhares de trabalhadores da nossa cidade e de muitas outras cidades do país, que trabalham ou moram nos espaços de grande concentração de pobreza, imposta por uma sociedade injusta e desigual.
Durante os conflitos, crianças, profissionais de educação, responsáveis, trabalhadores, ficam deitados no chão, buscando um local seguro para protegerem suas vidas. Moradores são submetidos à violência extrema.
A SME “lava as mãos”.  A única resposta oficial feita até hoje está na Resolução nº 1113, que no artigo 5º determina: “Nas situações de eventuais conflitos no entorno da unidade escolar, pondo em risco a segurança de professores, demais funcionários e alunos, caberá à direção escolar a decisão de manter ou suspender as aulas, desde que comunique à Coordenadoria Regional de Educação”. A SME alega que desta forma garante a autonomia das escolas e creches.  Mas será que isto é autonomia? Esta é a única solução? O fato de decidir o funcionamento de uma escola ou creche em determinado dia resolve o problema dos conflitos? Quantas vezes avaliamos que teríamos um dia “normal” de aula e fomos surpreendidos com tiroteios?
Defendemos a autonomia coletiva dos profissionais e comunidade escolar para decidir pelo funcionamento ou não em situação de conflito, não apenas de um trabalhador. Sabemos que muitas vezes há uma enorme pressão da s CRE’s e SME para o funcionamento, independente do risco, já que “eles” estão em seus gabinetes, distantes da realidade vivenciada por aqueles que moram e trabalham nestas regiões de conflito. A própria SME, em reunião com responsáveis de 2 unidades escolares da Maré afirmou que as escolas teriam funcionamento normal no dia seguinte. Para nós esta medida apenas isenta a Prefeitura da responsabilidade de uma questão que é um problema de política pública.
Diante desta situação muitas vezes tomamos atitudes individuais ou paliativas, sem que de fato algo se modifique.

Por isso, gostaríamos de levantar alguns pontos sobre esta questão, para que possamos fazer um debate coletivo não só com aquelas e aqueles que estão nas escolas e creches vivenciando estes conflitos, mas com o conjunto dos profissionais de educação.
1 - A cidade partida:
Vivemos numa sociedade injusta e desigual. Segundo o último senso 1% da população concentra 56% da renda do país. Os outros 99% de pessoas dividem os 44% restantes de forma diferenciada. Ou seja, uma minoria concentra a riqueza. A maioria divide a pobreza.
O sistema funciona assim: lucrando com a exploração e a miséria. O tráfico de armas e drogas dá lucro para banqueiros, empresários e governo. Por isso nenhuma política pública é feita para os locais mais pobres da cidade e do país.
Na maioria das favelas moram os trabalhadores mais precarizados. A maior parte das casas tem estruturas precárias. Não há saneamento básico, nem coleta de lixo. A identidade cultural é desvalorizada ou, adaptada a ”padrões aceitáveis” para a minoria que manda no país. O Estado garante apenas alguns postos de saúde, escolas e creches. Porém, elas não foram feitas para garantir o direito dos moradores a saúde e educação de qualidade.
2 - O tráfico de armas e drogas:
Nas favelas não há indústria bélica. Portanto as armas não são produzidas lá. Também não há plantio nem laboratórios para a elaboração de entorpecentes. Portanto as drogas não são feitas lá. Como então chegam armas e drogas nas favelas cariocas? Quem “libera” a entrada? Por que uma parte de nossos alunos entra para o tráfico?
3  -  UPP:
Como solução para os problemas de violência nas favelas cariocas, o governo Cabral criou a UPP, Unidade de Polícia Pacificadora. Várias comunidades agora tem UPP. A mídia noticia as maravilhas deste projeto. A Prefeitura investe milhões de reais. Mas será que a UPP resolveu o problema do tráfico? Os moradores tiveram acesso a empregos dignos, transporte de qualidade, saneamento, saúde, educação? Nestas comunidades não há mais tiroteio? Por que na Rocinha Amarildo sumiu? Por que Cabral não faz o mesmo programa nas áreas mais ricas da cidade onde moram os verdadeiros barões do pó?
4 - Escolas, creches, profissionais de educação:
Nas favelas cariocas moram milhares de pessoas. Na Maré são cerca de 180 mil. Existem muitas escolas e creches, mas o número é insuficiente para garantir o acesso de todas as crianças, jovens e adultos que moram ali.
Há mais de 20 anos não existe política pública para construção de novas unidades escolares na cidade. O governo Paes criou o projeto “Fábrica de Escolas” com previsão de construção de 180 escolas em 2016. Inaugura EDI’s, mas não há profissionais para garantir o funcionamento integral destes espaços. Na Maré apenas uma Casa de Alfabetização e um CEJA foram abertos, no espaço do antigo SESI.
Como a Prefeitura não investe as verbas que deveria em educação, a maior parte das escolas e creches está em situação precária. Problemas elétricos, hidráulicos, de infraestrutura impedem o funcionamento adequado das UE’s. Os conflitos constantes também.
A SME se cala diante destes problemas. A questão da violência é ignorada. Os profissionais ficam abandonados a sua própria sorte. O que importa para Paes/Costin são os índices.
Será que Costin não consegue articular com outras secretarias do Estado, com o prefeito e com o governador uma proposta para estes conflitos?

A FARSA DE CONSTIN E O ATAQUE AOS PROFISSIONAIS
No dia 20 de agosto de 2012 houve um intenso conflito no pátio interno do CIEP Presidente Samora Machel, atingindo também o CIEP Elis Regina.
Em maio deste ano, várias operações geraram conflitos que interromperam as aulas. Policiais entraram nos pátios, o caveirão ficou estacionado na porta de escolas e creches, o BOPE entrou em uma escola pulando o muro. Profissionais foram à 4ª CRE e a SME , mas lamentavelmente, foram ignorados pela Prefeitura.
No final de outubro/início de novembro, novamente os conflitos se intensificaram. Profissionais reivindicaram soluções.  A resposta veio em forma de ameaça: “ou trabalha, ou fica com falta, ou pede pra sair”.
CHEGA! NÃO PODEMOS MAIS ACEITAR A POLÍTICA DA DUPLA PAES/COSTIN
Diante deste ataque os profissionais do CIEP Presidente Samora Machel e CIEP Elis Regina, escolas mais vulneráveis geograficamente, novamente foram a 4ª CRE no dia 1/11. Após um longo debate, no qual os educadores reivindicavam um posicionamento da Prefeitura sobre esta questão, foi prometida uma nova reunião para 3/11 na CRE, com a presença da SME. Os profissionais retornaram a 4ª CRE na data marcada e foram surpreendidos ao saber que a secretária de educação havia convocado uma reunião de responsáveis, com as associações de moradores locais, no CIEP Elis Regina, neste dia. Os profissionais que lá trabalham não foram convidados, mas a ONG REDES estava presente.
Nesta reunião a SME garantiu aos responsáveis a regularização das aulas, mas não garantiu nenhuma solução para os tiroteios que colocam em risco a vida de alunos, profissionais e comunidade. Ao contrário, os profissionais foram culpabilizados pela “falta” de aulas.
Após muitos questionamentos, Costin realizou reunião com os profissionais dos dois CIEP’s. Novamente nenhuma solução foi apresentada. Apenas a promessa de reformas estruturais e um diálogo com a Secretaria Estadual de Segurança.
Sabemos que a solução para os problemas de uma cidade partida dependem da mudança da sociedade que vivemos, porém, não podemos mais admitir que nossos alunos e milhares de trabalhadores sofram com a criminalização da pobreza, a violência e o descaso dos governos.
Não reivindicamos a presença de caveirões, nem de aparato policial que só legitimam a violência contra trabalhadores e moradores. O mesmo aparato que de forma truculenta agrediu profissionais de educação durante a greve e, reprime trabalhadores que lutam por seus direitos.
Exigimos saneamento básico, transporte de qualidade, empregos dignos, cultura, lazer, saúde e educação pública.
Chega de violência.
Nas nossas veias corre o sangue da Maré, por isso não queremos mais que o sangue dos trabalhadores e moradores da Maré seja jorrado por um sistema injusto e desigual.

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação

Veja a versão em PDF aqui

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ato Ecumênico pelos 13 mortos da Maré, nesta 3a-feira, 02/7, às 15 horas.

'Estado que mata, nunca mais' 

No clima de manifestações que agitaram o país, 26 entidades e moradores da Maré - maior complexo de favelas do Rio - realizam hoje, dia 2/7, um ato ecumênico em memória de dez mortos em ação do Bope na comunidade na semana passada. 

O encontro será às 15h na Passarela 9 da Avenida Brasil. A palavra de ordem do protesto será "Estado que mata, nunca mais".

Os membros do Observatório de Favelas, responsabiliza o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame pelas violentas ações policiais nas favelas cariocas e  diz:"Exigimos um pedido de desculpas pelo massacre e o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas cariocas sustentadas no uso do Caveirão e de armas de guerra".

A íntegra do texto é a seguinte:

"ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS!

Nós, instituições e cidadãos da Maré, tornamos público o nosso veemente repúdio a ação policial ocorrida nos dias 24 e 25 de junho na comunidade de Nova Holanda, provocando violações de direitos dos moradores e a morte de dez pessoas. 

Lamentamos que durante a citada operação tenha também ocorrido a morte de um policial militar. Mas estamos indignados com ações arbitrárias e violentas que agridem famílias e provocam execuções sumárias. 

O uso recorrente da violência demonstra, de modo inequívoco, o despreparo para a garantia da segurança pública e o desrespeito permanente à vida dos cidadãos por parte do Estado. É preciso estabelecer, de uma vez por todas, que a ordem pública não se confunde com o emprego indiscriminado da força policial.

Os fatos ocorridos na comunidade Nova Holanda são tragicamente comuns em diversas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Sabemos muito bem qual é a sua cor e sua dor. Precisamos dizer: Nunca mais!

Não admitimos ocupações policiais desastrosas, autoritárias e brutais em nossas comunidades!

Não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos!

Responsabilizamos o Governador do Estado e o Secretario de Segurança Pública pelas ações policiais nas favelas. 

Em memória dos mortos na maré nos dias 24 e 25 de junho, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro para um Ato Ecumênico na Avenida Brasil, no dia 02 de julho, entre as passarelas 7 e 10 da Avenida Brasil. 

A concentração será a partir das 15h na passarela 9 para dizer: ESTADO QUE MATA, NUNCA MAIS! 

Em memória de:
Ademir da Silva Lima, de 29 anos, 
André Gomes de Souza Júnior, de 16 anos,
Carlos Eduardo Silva Pinto, de 23 anos,
Ednelson dos Santos, de 42 anos, 
Eraldo Santos da Silva, de 35 anos,
Fabrício Souza Gomes, de 26 anos, 
Jonatha Farias da Silva, de 16 anos,
José Everton Silva de Oliveira, de 21 anos,
Renato Alexandre Mello da Silva, de 39 anos, 
Roberto Alves Rodrigues. 

Instituições organizadoras:

Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Esperança (AMACE)
Associação de Moradores da Baixa do Sapateiro
Associação de Moradores de Conjunto Bento Ribeiro Dantas
Associação de Moradores Marcílio Dias
Associação de Moradores do Morro do Timbau
Associação de Moradores Roquete Pinto
Associação de Moradores Nova Maré
Associação de Moradores Praia de Ramos
Associação de Moradores Conjunto Pinheiro
Associação de Moradores Parque Ecológico
Associação de Moradores da Nova Holanda
Associação de Moradores do Parque União (AMPU)
Associação dos Moradores do Parque Maré
Associação dos Moradores do Parque Rubens Vaz (Amrpv)
Associação de Moradores da Vila do João (AMOVIJO)
Centro Municipal de Saúde Hélio Smidth
Centro Social Tecnobox
Cidade Escola Aprendiz
Conselho de Moradores da Vila do Pinheiro (COMOVIP)
Cooperativa de Reciclagem Eu Quero Liberdade Ltda - COOPER Liberdade
Instituto Vida Real
Luta pela Paz
Observatório de Favelas
Projeto Uerê
Redes de Desenvolvimento da Maré
ROÇA! Produtos Naturais e Orgânicos

Leia aqui o panfleto da Regional 4 sobre o tema 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diretora de colégio estadual em Rio das Ostras sofre ameaças

A diretora do Colégio Estadual Jacintho Xavier Martins em Rio das Ostras, na Costa do Sol, vem sofrendo ameaças de morte feitas por um aluno da escola. Este aluno, que é maior de idade, vem causando vários problemas na comunidade escolar e já ameaçou a professora publicamente.

Esta semana, uma professora, que estava dentro do seu carro, na frente do colégio, foi confundida com a diretora por uma pessoa desconhecida e também foi ameaçada de morte.

Por causas das ameaças, a escola, que tem mais de 1.400 alunos, vive um clima de tensão e foi fechada pela diretoria desde ontem, dia 29.

A diretora já deu parte do caso na delegacia local.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) foi alertada desde o início dos graves problemas, mas apenas respondeu à comunidade informando que tinha pedido que a polícia disponibilizasse uma patrulhinha na frente da escola. A diretoria não se sente respaldada pela Seeduc.

O Sepe está acompanhando o caso e já denunciou a situação para o Conselho de Direitos Humanos do estado.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Justiça arquivou inquérito policial contra os 13 manifestantes presos no ato contra vinda de Obama em 2011


O Comitê de Defesa dos Presos Políticos do Consulado Americano informa que a Justiça arquivou o processo contra os 13presos no ato contra o presidente norte-americano, Barack Obama, ano passado. Entre os presos, quatro eram do Sepe: o advogado do sindicato José Eduardo Brawnschweiger; o diretor do sindicato e da CSP Conlutas, Gualberto Tinoco; odiretor da Regional II do Sepe, Rafael Rossi; e a profissional da rede estadual Pâmela Rossi, esposa de Rafael.




O inquérito Policial aberto na 5ª Delegacia Policial contra os 13 manifestantes presos durante um ato no Consulado Americano contra a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil em 2011, foi arquivado definitivamente pelo juiz da 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A sentença determinando o arquivamento foi proferida pelo juiz Marcello de Sá Baptista.


O arquivamento foi deferido após a promotora da 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Maria Helena Biscaia entender que não havia elementos para apresentação da denúncia e pedir o arquivamento do processo. Tal parecer recebeu a aprovação do procurador geral de Justiça, Cláudio Lopes, que opinou também pelo arquivamento do inquérito policial. Tal devisão confirma a inocência dos envolvidos e desmascarou a farsa policial e judicial montada à época pelo governo estadual, que reprimiu com violência um protesto pacífico contra a visita do presidente americano ao Rio de Janeiro.




Eis a nota do comitê:


Justiça arquiva inquérito policial instaurado contra 13 manifestantes do ato contra Obama: O Inquérito Policial instaurado na 5a. DP do RJ, que envolve 13 manifestantes presos no Ato no Consulado Americano ocorrido por ocasião davisita do Presidente dos EUA Barack Obama ao Brasil no ano passado no RJ, foi arquivado definitivamente pelo Juiz da14a. Vara Criminal do Rio de Janeiro, Dr. Marcello de Sá Baptista, cujo Processo recebeu o número 0080716-26.2011.8.19.0001.


O arquivamento foi deferido após a Promotora da 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Maria Helena Biscaia, entender não haver elementos para apresentação da denúncia e pedir o arquivamento do feito, que foi ressaltado pelo juízo emdespacho que afirmou o seguinte: “Ministério Público entendeu não haver, no momento, elementos suficientes paraofertar denúncia. Verifica-se assim, no momento ser entendido, não haver suficientes elementos de prova, para serverificada autoria do delito. Entendeu o Ministério Público não haver indícios suficientes de autoria do delito, bem como,não representou pela decretação de prisão temporária ou preventiva. Não estão presentes os elementos que possibilitama prisão preventiva dos acusados. Não existem elementos que amparem a manutenção da prisão em flagrante.”


Tal parecer mereceu a aprovação do Procurador geral de Justiça, Dr. Cláudio Lopes, que opinou também pelo arquivamento do Inquérito Policial.


Diante disso, sendo o Ministério Público o titular da ação penal pública e ter opinado pelo arquivamento do Inquérito Policial por não haver elementos para propositura de uma eventual ação penal pública, o Juiz arquivou o Inquéritodefinitivamente.


Sem dúvida alguma esta decisão confirma a inocência dos envolvidos e desmascara a farsa policial e judicial montada à época pelo governo para subservientemente prestar serviço ao Sr. Obama. Em verdade, o que se verificou foi um falso flagrante, uma armação feita pela polícia a fim de justificar um abuso de autoridade e ofensa aos direitos e garantiasfundamentais preconizados na Constituição da República.


Mais uma vez restou demonstrado a legitimidade e justeza da manifestação contra a visita do Sr. Obama, a entrega das nossas riquezas ao imperialismo americano e o falso consenso que se tentou forjar naquele momento sobre sua presença.


Os envolvidos encontravam-se em liberdade provisória concedida por decisão liminar em sede de Habeas Corpus e agora estão livres integralmente.


O arquivamento do Inquérito Policial instaurado contra os 13 manifestantes presos no Ato do Consulado Americano ocorrido por ocasião da visita do Presidente dos EUA Barack Obama representa uma vitória na luta em defesa dosdireitos dos trabalhadores e da juventude e contra a criminalização dos movimentos sociais como se verifica agora na desocupação do Bairro Pinheirinho em SP.


Agradecemos o apoio de todos e pedimos ampla divulgação - Comitê de Defesa dos Presos Políticos do Consulado Americano.


Saiba mais aqui no blog "Os presos do Consulado".

Assista também o trailer do documentário feito sobre o caso:


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Violência: Morre mais um aluno vítima de bala perdida em Ciep na Vila do Pinheiro


A violência que ronda o espaço escolar nas unidades da rede estadual e municipal fez mais uma vítima na noite desta quarta-feira (dia 04 de maio). Durante uma tentativa de invasão de traficantes na comunidade, o aluno Josemilton Trindade da Silva, de 43 anos, morreu no Hospital Geral de Bonsucesso, após ter sido atingido na sala de aula por uma bala perdida. Josemilton era aluno do curso de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) do Ciep Gustavo Capanema, trabalhava como porteiro e estudava há dois anos na unidade.
Profissionais e alunos relataram para a direção do Sepe que, desde o final da tarde de ontem, a comunidade escolar estava assustada com a forte movimentação de pessoas armadas na Vila do Pinheiro e diversos alunos chegaram a solicitar que a escola fosse fechada e os alunos dispensados mais cedo por causa da ameaça de confrontos entre os traficantes. A 4ª CRE chegou a ser contatada e consultada sobre a possibilidade de suspensão das atividades mais cedo, mas a direção da Coordenadoria não permitiu o fechamento da escola.
Por volta das 19h30m, a invasão começou e profissionais e estudantes ficaram sitiados nas salas de aula, enquanto os bandidos trocavam tiros nos arredores. Uma das balas disparadas acabou atingindo o aluno Josemilton na cabeça. Ele foi levado para o hospital, mas não resistiu ao ferimento. Dezenas e alunos e professores da escola só puderam deixar o local depois da chegada do Batalhão de Operações Especiais da PM (BOPE).
Caso os relatos sobre a negativa da 4ª CRE para a suspensão das atividades no Ciep se confirmarem, mais uma vez, ficam provadas as acusações do Sepe a respeito da compelta falta de entendimento da SME sobre as reais condições de segurança nas escolas localizadas em áreas de risco. Já não é a primeira vez que as direções das unidades são obrigadas a manter as escolas em funcionamento, mesmo com a ocorrência de tiroteios entre bandidos ou operações policias no entorno das escolas que resultam em troca de tiros. Um caso exemplar é o do aluno Wesley, de 11 anos, que morreu dentro de sala de aula, atingido por bala perdida durante confronto entre policiais e traficantes em Acari.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Decreto garante abono das faltas ocorridas por conta da tragédia da Tasso da Silveira (dias 7 e 8 de abril)


DIARIO OFICIAL  18 de abril de 2011

DECRETO N.o 33688 DE 15 DE ABRIL DE 2011 
Abona faltas de servidores da Secretaria Municipal de Educação e dá outras providências.

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor e

CONSIDERANDO o impacto causado nos servidores de todas as Unidades Escolares da Rede Pública Municipal de Ensino, decorrente do triste fato ocorrido, em 07 de abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira,

DECRETA:

Art. 1º Ficam abonadas, para efeitos financeiros e funcionais, eventuais faltas ao serviço registradas nos assentamentos dos servidores lotados nas Unidades Escolares da Rede Pública do Sistema Municipal de Ensino, ocorridas nos dias 7 e 8 de abril  de 2011.

Art. 2º  Ao Órgão Setorial de Pessoal da Secretaria Municipal de Educação caberá a adoção de providências necessárias ao cumprimento deste Decreto.

Art. 3.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 15 de abril de 2011; 447.º de fundação da Cidade.

EDUARDO PAES

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Profissionais da educação realizam ato de solidariedade em frente a Câmara Municipal e SME atende solicitação do Sepe de recesso de 7 dias na Tasso da Silveira


O Sepe realizou na manhã de hoje (08/03), em frente da Câmara Municipal de Vereadores, um ato emergencial dos profissionais da rede municipal em homenagem às vítimas do atentado da E. M. Tasso da Silveira e de protesto contra a falta de condições de segurança nas escolas da rede municipal. Cerca de 300 pessoas participaram da manifestação para prestar sua solidariedade e exigir das autoridades segurança e melhores condições de trabalho.  Estiveram presentes os deputados federal Chico Alencar e estadual Marcelo Freixo, o vereador Eliomar Coelho (os três do Psol),  além de representantes do PSTU, da CSP-Conlutas, da Anel, do Movimento Mulheres em Luta e do gabinete da deputado estadual Janira Rocha (Psol).
Alguns diretores do Sepe Central e Regionais, juntamente com representantes de pais e responsáveis, formaram uma comissão que foi procurar os vereadores para pressionar pelo atendimento das reivindicações levantadas. Já outros diretores e ativistas se dirigiram para o cemitério de Sulacap onde aconteceriam os enterros do dia para levar a solidariedade do sindicato aos familiares das vítimas e aos profissionais lá presentes.

SME anuncia fechamento da Tasso da Silveira por uma semana
A secretária municipal de Educação Claudia Costin anunciou à imprensa que a E. M. Tasso da Silveira ficará fechada por pelo menos mais uma semana. Ontem (07/03), a coordenadora geral do Sepe, Vera Nepomuceno, conversou na própria escola com a subsecretária Helena Bolmeny e pediu que a Tasso ficasse em recesso durante exatamente o período divulgado por Costin. O Sepe considera que esse recesso é extremamente necessário para preparar os profissionais e a comunidade para a volta às aulas, com acompanhamento especializado inclusive. O sindicato vai acompanhar esse recesso e espera que a Secretaria seja compreensível com os profissionais da Tasso que estejam traumatizados, sem condições de trabalhar.
A coordenadora do Sepe também pediu à subsecretária que a SME abone o ponto dos profissionais de toda a rede que não compareceram ao trabalho hoje por participarem da paralisação convocada pelo Sepe em solidariedade às vítimas e em protesto contra a falta de segurança. Além disso, muitos profissionais das escolas municipais compareceram aos enterros dos alunos, que estão ocorrendo o dia todo. Sem falar que o estresse dos profissionais de toda a rede com a tragédia da Tasso atingiu níveis altíssimos e podem ter faltado ao trabalho hoje por estarem sem condições de dar aula. A subsecretária disse que irá analisar o pedido do Sepe.
Hoje, após o ato na Cinelândia, uma comissão do Sepe conversou com o vereador Paulo Messina, presidente da Comissão de Educação da casa. A diretoria do sindicato pediu ao vereador que intercedesse junto à SME em relação ao abono da categoria. O sindicato também fez o mesmo pedido ao vereador Adilson Pires, líder do governo.
O sindicato esteve presente no cemitério do Sulacap o dia todo com diversos representantes da categoria que estenderam uma faixa com os dizeres: "Somos todos profissionais e alunos da E. M. Tasso da Silveira".

Insegurança continua: assaltantes invadem escola municipal em Bangu e bomba fere alunas em Campo Grande

manifestantes realizam ato de solidariedade e protesto na Cinelândia

     A Rádio CBN noticiou na manhã de hoje (08/03) que dois assaltantes invadiram a Escola Municipal Astrogildo Pereira. Os dois homens estavam fugindo da polícia, depois de terem assaltado uma mulher na rua. Alertada, a PM iniciou uma perseguição e os bandidos acabaram invadindo o colégio, mas acabaram presos. Uma profissional de educação da Astrogildo Pereira chegou a passar mal.
     Além disso, no início da tarde de ontem (dia 7/4), uma bomba junina  feriu quatro alunas em pátio de escola municipal em Campo Grande.  A bomba foi atirada no pátio da Escola Municipal Mafalda Teixeira e as quatro alunas que faziam uma atividade física no pátio da unidade ficaram feridas levemente e foram medicadas no Hospital  Rocha Faria e, posteriormente liberadas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

URGENTE: SEPE CONVOCA PARALISAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DA ESCOLAS MUNICIPAIS DO RIO DE JANEIRO AMANHÃ EM PROTESTO CONTRA A FALTA DE SEGURANÇA


Sepe convoca as escolas municipais de educação do Rio para uma paralisação extraordinária (24 horas) amanhã, dia 8, sexta-feira, com ato público na Cinelândia, às 10h. O objetivo desta paralisação é demonstrar a indignação dos profissionais de educação contra mais esse ato de violência em nossas escolas, representada por essa tragédia ocorrida hoje, na EM Tasso da Silveira, em Realengo, com a morte, até agora, de 11 alunos, vítimas de um atirador.

O Sepe convoca as demais redes públicas e particulares de educação a se juntar ao ato na Cinelândia. O sindicato acredita que mais investimentos nas escolas públicas podem diminuir os riscos de repetição deste triste fato. Há uma carência na rede de milhares de profissionais especializados na segurança dos alunos, como porteiros e inspetores nas escolas públicas. Os governos não fazem concursos para cobrir esta carência.

A falta de segurança nas escolas municipais e estaduais do Rio vem sendo denunciada pelo Sepe há anos, mas, infelizmente, os governos se recusam a discutir com a categoria o assunto. Dessa forma, o Sepe exige que o prefeito Paes e o governador, os respectivos secretários de educação do estado e município do Rio, e as autoridades de segurança de nosso estado discutam com os profissionais de educação como enfrentar esse grave problema.

Ainda há pouco, o prefeito Paes, em uma comprovação do que falamos, afirmou em entrevista coletiva que “escolas continuarão abertas”, sem especificar qualquer política de segurança.

Nos últimos anos, o Sepe já esteve algumas vezes no Ministério Público e na Câmara de Vereadores para denunciar o aumento da violência nas escolas públicas do Rio de Janeiro. O número de casos de violência dentro e no entorno das escolas tem aumentado de ano para ano: agressões a professores, brigas de alunos, balas perdidas resultantes de operações policiais ou confronto de quadrilhas de traficantes; todas estas ocorrências tem provocado ferimentos e até mortes de alunos e o sindicato tem denunciado às autoridades, mas, até o momento, nossas denúncias tem caído no vazio e as ocorrências continuam acontecendo.

Por conta deste fato, o Departamento Jurídico do Sepe está estudando entrar na Justiça contra as autoridades municipais (responsáveis pela rede municipal) e estaduais (responsáveis pela segurança pública) responsabilizando-as criminalmente pela lamentável tragédia ocorrida hoje pela manhã na E.M. Tasso da Silveira.

Leia também:

Tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo

pais e populares se concentram em frente a escola em busca de informações

Um homem armado invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Rua General Bernadino de Matos, em Realengo e atirou nos alunos e professores, matando e ferindo crianças gravemente. O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno, que cometeu suicídio, segundo a polícia.
 
Tendo em vista a gravidade do atentado membros da direção do Sepe se dirigiram rapidamente no local e para em contato e prestar solidariedade aos profissionais da unidade e  a comunidade escolar, e para acompanhar o trabalho das autoridades de segurança nesta que já pode ser considerada a maior tragédia ocorrida numa escola pública no Brasil.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Blogueiro que critica governos e foi baleado no dia 24/03 se recupera bem

O blogueiro Ricardo Gama, que costuma fazer críticas e denúncias contra os políticos em nosso estado, como o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, foi baleado na manhã da última quarta (dia 23 de março), em Copacabana. Segundo o boletim médico, o estado de saúde de Gomes era considerado grave está estável e em recuperação. Gama, que se encontra internado no Hospital Copa D'or, é responsável pelo blog "http://ricardo-gama.blogspot.com/ " que se pauta pelas denúncias e críticas contra as autoridades estaduais e municipais.

Em setembro de 2009, o blogueiro fez uma grande cobertura, acompanhando as manifestações da rede estadual contra os ataques do governador contra o nosso plano de carreira, tendo dado grande destaque às denúncias sobre as agressões sofridas pelos profissionais de educação durante um tumulto ocorrido na frente da Alerj, quando PM agrediu manifestantes e apontou armas contra a categoria. Ele também colocou no blog imagens de Sérgio Cabral chamando um jovem morador da favela de Manguinhos de "otário", em 2009.

Há algumas semanas o blog dele fez uma cobertura sobre os incidentes ocorridos durante a manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil, que culminaram na prisão de 13 manifestantes, entre eles quatro profissionais de educação e uma senhora de 69 anos.

Vamos esperar que as autoridades de segurança do estado  apurem as causas do atentado e punam seus autores com a mesma rapidez e eficiência com que seus agentes agridem e prendem manifestantes que reivindicam seus direitos de forma pacífica ou moradores das nossas comunidades carentes. 

Ato nesta quarta (30/03) prestará solidariedade e denunciará atentado
Amigos e conhecidos e do blogueiro Ricardo gama estão convocando um ato público, denominado “NAO TOQUEM NOS BLOGUEIROS”, nesta quarta-feira (30/03), às 19 horas, na praça do Bairro Peixoto, em Copacabana. 





quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sepe visita escolas do Complexo do Alemão

As direções do Sepe e da Regional 4 visitaram  as escolas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, palco de uma verdadeira guerra, desde o dia 25, cobrando das autoridades melhores condições de trabalho para os profissionais e segurança para os alunos. 

Ontem  (30/11), a secretária de Educação participou de uma reunião com as diretoras da região, no Ciep Gregório Bezerra. O Sepe não participou, mas a 4ª CRE e a própria secretária já se comprometeram a receber o Sepe para discutir as questões referentes àquela região.

O sindicato reivindica que essa reunião ocorra em breve para que o sindicato apresente as reivindicações em relação à segurança dos profissionais e a necessidade de um atendimento de equipes muitidisciplinares (orientadores educacionais, psicólogos, assistentes sociais etc) para desenvolver um trabalho em cada escola.

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Sepe quer que SME suspenda Prova Rio em escolas do entorno do Complexo do Alemão

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sepe quer que SME suspenda Prova Rio em escolas do entorno do Complexo do Alemão

     O Sepe está fazendo contatos com a Secretaria Municipal de Educação, no sentido de que o órgão suspenda a realização da Prova Rio (uma das avaliações realizadas pelo governo municipal junto aos alunos para aferição do processo educacional das unidades da rede municipal) em escolas localizadas no entorno do Complexo do Alemão, cujos dados são utlizados para a composição do IDEB e de gratificação para os profissionais de educação. A direção do sindicato está visitando várias escolas situadas em áreas próximas à região da Penha e de outros bairros que são limítrofes às favelas que compõem o Complexo e que atendem, na sua maioria, a alunos que moram em favelas como o Morro da Fé, Vila Cruzeiro, Alemão, entre outras afetadas pelos conflitos que resultaram na tomada pela polícia de todo o conjunto de favelas.
      A Prova Rio já foi aplicada para os alunos do turno da manhã e serão novamente aplicadas para os estudantes do turno da tarde, em escolas municipais, como a EM Ary Quintela, EM Branchi Horta e EM Augusto Mota, entre outras. Todas elas funcionam próximas às favelas do Complexo do Alemão e como a maioria dos alunos reside nestas localidades, o índice de freqüência está muito baixo. As direções das escolas, de acordo com a resolução 1813 da SME, têm autonomia para avaliar as condições de segurança das escolas e suspender as atividades, mas muitos profissionais de educação estão se queixando ao Sepe de que as Coordenadorias de Educação (CREs) estão pressionando as diretoras a manterem as escolas abertas e a aplicarem a Prova Rio nos dois turnos desta segunda-feira. Nas escolas que funcionam dentro do Complexo, a SME determinou o fechamento das unidades nesta segunda-feira.
      O Sepe avalia que a aplicação da Prova Rio hoje é um erro, já que muitos alunos residentes nas favelas do Complexo do Alemão sequer têm condições de chegar até suas escolas, por causa da movimentação policial que ainda buscam traficantes escondidos nas favelas. O sindicato também lembra, que as crianças passaram uma semana inteira de tensão por causa dos confrontos entre policiais e bandidos e não têm condição psicológica para realizar tal avaliação. Por isso, o sindicato está entrando em contato com a SME para que a secretária Cláudia Costin cancele as provas do turno da tarde e invalide as já realizada pela manhã, marcando uma nova data para a realização do exame nestas escolas localizadas próximas às áreas de risco.

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Sepe solicita à prefeitura abono de ponto para todos os profissionais que não puderam chegar nas escolas por causa da crise na segurança

Regional III entregará ofício à SME pedindo fechamento das escolas do Complexo do Alemão até que as condições de segurança estejam restabelecidas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Resolução sobre violência nas escolas deve ser utilizada neste momento conturbado no Rio de Janeiro.


Direções e profissionais de escolas e principalmente as  que se localizam em área de risco, devem avaliar a situação da localidade antes de abrir seus portões. Nossa mobilização contra a violência nas escolas conquistou a Resolução 1113, assinada por Cláudia Costin e garante autonomia para as escolas não funcionarem em momentos de risco.  


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Direção do Sepe suspende conselho sobre o Dpt. Jurídico

     A direção do Sepe informa que, devido aos acontecimentos no Rio, está suspenso o Conselho Deliberativo sobre o Dept. Jurídico, no sábado. A próxima reunião da direção decidirá uma nova data.
      Informamos ainda que a reunião para discutir a posse da direção do Núcleo Rio das Ostras, também no sábado, está mantida conforme a convocação.

ATO CONTRA A VIOLENCIA REALIZADO NA CENTRAL DO BRASIL

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sobre a onda de violência no RJ

      A direção da Regional 04 está acompanhando a situação das unidades escolares em meio a recente onda de viol|ência que assolou o Rio de Janeiro. Entendemos que aaintegridade física dos profissionais de educação e da população devam ser prioridades por isso somos contra as frequentes operações policiais que ocorrem indiscriminadamente nas comunidades, princiopalmente em horário escolar.
     Solicitamos que os profisisonais de educação que se sintam em risco entrem em contato conosco.
    Abaixo leia mensagem enviada aos profissionais e a comunidade da EM Joracy Camargo, localizada na Vila Cruzeiro.
 
Aos Profissionais e comunidade escolar da EM Joracy Camargo
 
   No final da tarde de hoje fomos informados que profissionais e  alunos se encontravam presos no interior dessa  escola devido ao conflito na Vila Cruzeiro.
   Entramos imediatamente em contato com a Secretaria de Educação, onde fomos atendidos pela sub-secretária Helena Bumeny, para cobrar providências urgentes que garantisse a saída em segurança dos profissionais e alunos da escola.
   A sub-secretária após verificar a situação, nos informou que orientou os profissionais a permanecer na escola e que o comando da Polícia Militar se comprometeu em garantir a segurança de profissionais e alunos.
   Afirmamos que essa orientação não solucionava o problema das pessoas presas na escola, e cobramos que a SME solicitasse do governo do Estado e da Secretaria de Segurança Pública a imediata suspensão da operação policial para garantir a saída de profissionais e alunos.
   A partir de então acionamos a imprensa, e parlamentares da câmara de vereadores e ALERJ para pressionar as autoridades policiais e o governo no sentido de garantir a imediata solução do drama vivido pela comunidade escolar.
   Nesse momento estão sendo realizadas negociações com a Secretaria de Segurança e governos para a resolução do impasse.
   Informamos ainda que a postura da SME está sendo a de negar para a imprensa que tenham pessoas impedidas de sair da escola, o que demonstra a falta de sensibilidade do governo frente ao momento de angústia e pavor que vivem as pessoas dessa escola.
   As direções do SEPE e da Regional 4 está empreendendo todos os esforços  para garantir a saída em segurança dos profissionais e está de plantão até que a situação seja resolvida. 
  Aproveitamos para nos solidarizar com a comunidade escolar da Joraçy Camargo e nos colocar a disposição para a solução do problema.
 
Saudações
Maristela Abreu - Coordenadora da Capital do SEPE e da Regional 4.
 
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Soldado que apontou arma para professor é preso em flagrante

Está em todos os jornais: o soldado da PM Haller Monken e um colega foram presos ontem em flagrante, dando cobertura a uma terceira pessoa que tentava arrombar um caixa eletrônico, no Centro de São João de Meriti. Até aí, infelizmente, a história não é novidade, já que o carioca está acostumado a ver a PM envolvida em crimes. O curioso nessa história é que Monken é o mesmo PM que apontou uma arma no ano passado para um grupo de profissionais da educação que faziam uma manifestação na Alerj. Aquela foto do soldado apontando a arma virou um símbolo de como o governador Cabral trata seus servidores: com arrocho salarial e brutalidade.
A PM, tal qual os demais servidores, merece uma remuneração digna e boas condições de trabalho para evitar que episódios como o da prisão de Monken se repitam.
Aqui você pode ler a história do soldado que apontou a arma para um professor: http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2009/09/12/policial-encontra-professor-apos-tumulto-na-alerj-222394.asp

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Comunidade do Ciep Antonio Candeia Filho envia carta para a SME e para o prefeito

A comunidade escolar do Ciep Antonio Candeia Filho, unidade da rede municipal que foi assaltada oito vezes nos dois últimos meses e que, ontem, teve o seu fechamento anunciado pela secretária municipal de Educação Cláudia Costin, enviou uma carta para a SME protestando contra o fechamento da unidade e solicitando providências para a garantia do seu funcionamento. Hoje, profissionais, pais e alunos irão à prefeitura protestar. 

Veja o teor da carta:

Comunidade do Ciep Candeia, assaltado 8 vezes nos últimos 3 meses, realiza ato público na prefeitura amanhã contra a interdição da escola

Os profissionais de educação, pais e alunos do Ciep Municipal Antônio Candeia Filho farão um ato público amanhã, às 10h, em frente à prefeitura do Rio. A comunidade escolar reivindica que o Ciep, que fica em Acari, não seja fechado, como é a intenção da secretária de Educação, Claudia Costin. A diretoria do Sepe acompanhará a manifestação e exige que representantes da escola e do sindicato sejam recebidos por Costin.

A escola foi assaltada oito vezes nos últimos três meses (foram quatro assaltos num período de 15 dias). Os últimos dois assaltos ocorreram no final de semana e ontem de madrugada (dia 3/8), quando bandidos levaram alimentos destinados ao preparo da merenda escolar dos cerca de 500 alunos. No sábado, dia 7, o Sepe realiza assembleia, às 14h, no seu auditório, para discutir o problema da violência, entre outros temas.

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