domingo, 27 de setembro de 2009

O Preço do Sonho

COLUNA PANORAMA ESPORTIVO Jornal O Globo
26/09/2009
Há 15 meses, quando o Rio de Janeiro recebeu a pior nota do COI entre as finalistas da disputa pela sede dos Jogos Olímpicos-2016, ninguém imaginava que a cidade pudesse virar o jogo e chegar à semana decisiva com chances reais de vitória. Se, no próximo dia 2, pela primeira vez na história, o megaevento vier para a América do Sul, o Rio e o Brasil saberão aproveitar a oportunidade?A pergunta se impõe por conta do passado recente.
No fim de agosto de 2002, assim que desembarcaram no Aeroporto Tom Jobim, autoridades prometeram mundos e fundos, açodadas pela histórica vitória sobre a americana San Antonio, na disputa pela sede do Pan-2007: melhor aeroporto do país, linha 6 do metrô, ligação marítima entre a Praça 15 e a Barra da Tijuca, veículo leve sobre trilhos, despoluição da Baía de Guanabara e planos sérios para os sistemas de transporte, saúde e segurança.Para se ter ideia, no Caderno de Encargos vencedor, o hospital de referência do Pan-2007 seria o Lourenço Jorge (municipal)!
Os dias, as semanas, os meses e os anos se encarregaram de nos devolver à realidade. Mesmo assim, o Pan, orçado em R$500 milhões (em 2002), “fechou” em R$5 bilhões.
Se for cumprido o que o COB e os governos federal, estadual e municipal afiançaram no elogiado relatório da postulação carioca/brasileira, sem sombra de dúvida, o Rio vai melhorar muito. Mas e se o orçamento explodir, como no Pan-2007 e, agora, na campanha de candidatura de 2016, estimada em US$42 milhões em janeiro de 2008?
Vencendo, o Rio estará entre duas escolhas: a de uma cidade realmente melhor e capaz de aproveitar, como Barcelona-1992, a chance de realizar os Jogos; ou repetir a Ilha da Fantasia de 2007.
Cabe aos cariocas e aos brasileiros fiscalizar e cobrar.

Palavras do Professor: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PARA EDUCAÇÃO

Texto encaminhado pelo Prof. Roberto Mansilla.(1)
Há mais de quinhentos anos a educação tem sido uma ferramenta essencial nas
mãos da classe dominante enquanto instrumento para dominação. Neste sentido,
inicialmente podemos destacar dois processos distintos: no primeiro, devido ao contexto
histórico, era fundamental que os despossuídos não tivessem acesso à informação e ao
conhecimento, pois assim sendo, tornava-se mais fácil a dominação dos escravos,
portanto a educação era restrita a poucos, restritas aos filhos dos senhores feudais e seus
principais servos. No entanto, na segunda metade do século XX, com as sucessivas
revoluções tecnológicas, especialmente no final dos anos setenta e inicio dos anos
oitenta, torna-se fundamental o processo de universalização do ensino, com o único
objetivo de uma maior acumulação de capital por parte da burguesia.
Neste sentido, o sistema educacional que ainda predomina no Brasil foi
inspirado no modelo industrial. A nossa escola é como a linha de montagem de um
fabrica, ora vejamos: as diversas disciplinas não têm nenhuma conexão umas com as
outras, são partes de um mundo que está distante dos estudantes. A vida e o seu
contexto ficaram afastados da escola, que mais parece um presídio de alunos. A
educação moderna não tem como alvo o ser humano, sua formação integral, intelectual,
física, estética e existencial, mais busca através de um sistema hediondo e perverso
produzir as diferentes peças de uma engrenagem social estratificada, transformando o
ser humano em uma maquina robotizada.
Aliado ao processo industrial tardio, convivemos ainda com as marcas de um
regime militar ( de cunho fascista) bancado pelos grandes aglomerados econômicos e
seu serviço de inteligência, a CIA) que tratou como subversiva toda atitude corajosa e
reflexiva. E hoje, temos uma educação essencialmente passiva, fundada no acumulo
dedados, uma escola que, alem de isolada do mundo e da vida, nomeia de “grade e de
“disciplina” os conteúdos.
O sistema de reprovação que ainda vigora no Brasil é um dos mecanismos mais
cruéis e excludentes de nossa sociedade. Quando reprovamos um estudante, estamos
afirmando e modo taxativo que ele é o único responsável pelo seu mau desempenho.
Nem os professores, diretores, a família e o sistema de ensino serão reprovados, apenas
ele. E isto se deve, entre outras coisas, ao fato de que a escola está historicamente
centrada no ensino, e não na aprendizagem. Os professores, o corpo docente e os
gestores se sentem responsáveis pela transmissão dos conteúdos, mas não se sentem
comprometidos com aprendizagem, ou seja, se o estudante aprende ou não, não é
problema dele e nem da escola. Nesse sentido, em muitos municípios brasileiros, 60%
das crianças ficam reprovadas na primeira serie (período essencial, pois hoje, está ligada
a alfabetização), em geral são crianças de seis a sete anos que irão pagar por essa não
aprendizagem. A reprovação faz com que muitos dessas crianças sofram com baixa
auto-estima, alem de segregação social que tanto vem massacrando a nossa sociedade.
Para finalizar esta parca reflexão, ainda que inicial, os dados estatísticos
apresentados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo IBGE
(Instituto de Geografia e Estatística) apontam que 97% de brasileiros em idade escolar
estão matriculados na escola, no entanto, a qualidade da educação apresentada pelo
Estado não é mencionada ou discutida. Portanto, para nós, do Fórum de Educadores
Populares, ao processo de educação que está em curso, denominamos: o pior ao alcance
de todos.
Os números não mentem, o indicativo nacional de analfabetismo funcional
(INAF) revela que apenas 23% da população jovem e adulta é capaz de adotar e
controlar uma estratégia na resolução de um problema que envolva a execução de uma
série de operações. Metade dos jovens entre 15 a 17 anos está cursando o ensino médio,
entre 18 a 24 anos, 11% estão matriculados no ensino superior, sendo que, desta
totalidade 75% estão matriculados em instituições privadas de ensino, que são
predominantemente de baixa qualidade. Para os novos empregos (PNPE – Programa
Nacional para Primeiro Emprego) a remuneração é de dois salários mínimos, onde se
requer pouco conhecimento científico.
A repetição escolar chegou a 27% ente 1999 a 2005, motivo pelo qual foi
impulsionada a evasão escolar antes do término escolar. Já no ensino médio, em 1996
foram realizadas 4.137,324 matrículas, enquanto em 2007 foram 9.575,538 matrículas.
Vale ressaltar que apesar do aumento considerável no número da matriculas, os
investimentos realizados por parte do Estado pouco cresceram, ora vejamos: no governo
FHC foi investido 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação, enquanto no
governo popular de LULA, houve o crescimento fabulosos do investimento para 4,3%
do PIB. No entanto, a UNESCO, ainda que de maneira tímida, propõe para a educação
6% do PIB.
Portanto como podemos observar nos dados acima mencionados, a burguesia, ao
longo dos séculos, proporcionou um extermínio, ceifando milhões de cabeças e
transformando milhões de proletários incapazes de compreender e interpretar o mundo
no qual vivemos visando impor e manter o seu projeto de sociedade.
OBJETIVO:
Ao longo das duas últimas décadas temos observado uma série de
movimentações por parte do capital no que se refere ao sistema educacional. Nunca se
publicaram tantos artigos, materiais, revistas cuidando da Educação, tendo sido criado
até um canal exclusivo sobre o assunto (TV Escola), mas todos tratam apenas do
sistema educacional. Porém muito desses artigos e matérias trazem no seu bojo a ótica
do mercado, em especial chamamos a atenção para o artigo O preço da ignorância,
publicado pela revista Exame (edição 27/09/06) e o artigo Prontos para o século XIX,
revista Veja (edição 2074 – 20/08/2008), que têm como seus principais interlocutores,
setores da classe media (Veja) e investidores e especuladores financeiros (Revista
Exame). Gostaríamos de ressaltar a importância da leitura dos mesmos, como forma de
entendermos a ótica do capital para com a educação no inicio do século XXI.
Todavia, não podemos deixar de mencionar aqui os principais autores da
burguesia na área de educação: Fundação Vitor Sevita, Fundação Roberto Marinho,
Fundação Airton Senna, Grupo Abril, FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro), a Fiesp (Federação das Industria do Estado de São Paulo), Amigos da escola,
entre inúmeras outras ONGS atuando no interesse do capital privado. Chamamos a
atenção em especial, para as profundas mudanças ocorridas na Secretaria Municipal de
Educação do Rio de Janeiro, onde a burguesia colocou um dos seus principais quadros
(Claudia Costin), para implementar o seu projeto de reestruturação do ensino, onde de
forma velada, foi repassado o controle do ensino fundamental e básico para a Fundação
Airton Senna e do ensino médio para a Fundação Roberto Marinho, vide matérias
publicadas no jornal O globo nos dias 14 e 15 de março de 2009.
Pois bem, é sob essa égide que se encontra o sistema educacional, em estado
caótico, onde nós, educadores populares nos encontramos. Neste sentido é de suma
importância que venhamos a compreender esse contexto histórico e conhecer a
potencialidade de nosso inimigo (a burguesia). Para isto, devemos destacar alguns
elementos básicos que consideramos como princípios:
1) Nenhum atrelamento a ótica do Estado burguês, portanto, devemos construir um
projeto autônomo para a educação;
2) Não propagandearemos e nem difundiremos nenhuma ilusão com o mercado de
trabalho, pois entendemos que o desemprego é uma característica estrutural;
3) Entendemos que o acesso a educação é uma ferramenta para a transformação da
sociedade e de suas relações sociais;
4) O nosso trabalho deve estar voltado para a construção de uma consciência critica
e de formação do sujeito ativo no processo histórico;
5) Combateremos qualquer ilusão por parte da classe sobre a lógica da sociedade
de mercado, como: individualismo, consumismo e outros comportamentos afins;
6) Os movimentos sociais que atuam com educação popular devem ter um projeto
autônomo e calcado na realidade em que estão inseridos;
7) O projeto deve ser construído por todos que constituem o movimento, portanto
não devemos atribuir um peso maior para os educadores e menosprezar os
educandos, ou seja, todos são partes do mesmo projeto e com o mesmo peso;
8) Devemos realizar um levantamento da região e das condições básicas para uma
sobrevivência digna onde a escola estiver inserida, como transporte, saneamento
básico, alimentação;
Neste ponto gostaríamos de destacar que devemos romper com a lógica que está
impregnada na educação estatal, de que a escola está desassociada do mundo no
qual vivemos e de suas relações sociais.
Nós, do Fórum de Educadores Populares, pensamos o inverso, que a educação é
uma das, se não a matriz essencial de toda esta engrenagem.
9) Combateremos ferrenhamente todos os hábitos e costumes da ideologia
dominante, para isto é fundamental que trabalhemos o conhecimento de maneira
socializada, sem gerar disputas e nem individualismos, o essencial é o coletivo;
10) É importante que trabalhemos a interdisciplinaridade entre os conteúdos e as
informações de cada matéria;
11) É fundamental que realizemos com os participantes, um dialogo contínuo e
constante para detectarmos possíveis falhas e erros, e a partir daí, construirmos
soluções coletivas;
12) Devemos incentivar a leitura e o estudo como algo prazeroso, não devido a uma
prova ou algum objetivo pré-definido, mas sim como a importância de nos
posicionarmos de forma coerente no mundo em que vivemos, tornando a
educação um ato contínuo.
Estes pontos acima citado são aspectos iniciais para uma construção coletiva, no
entanto, devem ser muito bem amadurecidas coletivamente, pois são os primeiros
passos para forjamos a nossa própria identidade.
O Fórum de Educadores Populares deve ter como objetivo central a educação
enquanto uma ferramenta para derrocada do Estado burguês, para isso não devemos
abrir mão de disputar a consciência de bilhões de seres humanos que sobrevivem nas
condições mais precárias e desumanas. Dados da ONU de 2000, destacam que 4,8
bilhões de seres humanos são descartáveis para o capital, e se formos tomar somente o
Brasil como referência, dados do IBGE, também do ano de 2000, destacam que 55
milhões de brasileiros sobrevivem com menos de um dólar por dia e outros 37 milhões
com menos de um salário mínimo por mês. É neste quadro que estamos quando nos
referimos a educação e consequentemente se explica por que milhões de crianças vão
única e exclusivamente a escola pela merenda, já que, para muitas dessas é a única
refeição diária, como é o caso do município de Cavalcante – GO, matéria que foi ao ar
no programa do fantástico, da rede globo de televisão , no último domingo do mês de
março de 2008.
Portanto o Fórum de predispõe a debruçar-se sobre essa realidade na qual
estamos mergulhados e juntos buscarmos como inúmeros outros companheiros e
companheiras que militam em diversos movimentos, saídas coletivas para a construção
de uma sociedade justa, humana e igualitária. Neste sentido não devemos tergiversar, e
em voz alta e clara dizer que lutamos para a construção da sociedade socialista.
Para finalizar, gostaríamos de ressaltar que estas breves formulações são única e
exclusivamente para darmos um pontapé inicial neste debate, o qual acreditamos ser de
suma importância para todos aqueles e aquelas que atuam e militam com a Educação
Popular.
José Roberto e Luciana Alves
Fórum de Educadores Populares
(1) Professor da Rede Municipal.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Decreto estabelece ponto facultativo no dia 2 de outubro

DO Rio 25/09/2009
Confirme esta notícia em: http://doweb.rio.rj.gov.br/sdcgi-bin/om_isapi.dll?&softpage=_infomain&infobase=25092009.nfo
Decreto publicado hoje determina ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 2 de outubro, data em que será realizada Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional – COI, em Copenhaque, para a escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Pela importância histórica da ocasião, a Prefeitura cria, na Praia de Copacabana, em frente ao Hotel Copacabana Palace, a Área de Convivência Rio 2016, com o fim de propiciar à população da cidade do Rio de Janeiro espaço público destinado à convivência social e celebração do fato.


DECRETO Nº 31161 DE 24 DE SETEMBRO DE 2009
Estabelece ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 02 de outubro de 2009.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,
CONSIDERANDO a relevância da candidatura da Cidade do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016;
CONSIDERANDO a tradição de mobilização da população carioca em torno de grandes eventos;
CONSIDERANDO que, em 02 de outubro de 2009, realizar-se-á a Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional – COI, em Copenhague, que escolherá a Cidade-sede dos referidos Jogos,
DECRETA:
Art. 1.º O ponto será facultativo nas repartições públicas municipais no dia 02 de outubro de 2009, excluídos desta previsão os expedientes nos órgãos cujos serviços não admitam paralisação.
Art. 2.º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2009; 445º de fundação da Cidade.
EDUARDO PAES

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Prefeitura do Rio prepara pacote para o funcionalismo municipal, com correção em torno de 5% e antecipação da segunda parcela do 13º salário.

Mês decisivo dos reajustes
POR ALESSANDRA HORTO, RIO DE JANEIRO
Rio - A Prefeitura do Rio anuncia este mês quando será concedido e de quanto será o reajuste do funcionalismo, que espera resposta do Executivo há três meses. O aumento também vai chegar com pacote de benefícios, que inclui antecipação da segunda parcela do 13º salário, que deverá ser paga em novembro, conforme noticiou ontem o ‘Informe do DIA’.
Segundo informações obtidas por O DIA, o aumento é um assunto delicado na prefeitura e está guardado a sete chaves, esperando somente autorização do prefeito Eduardo Paes. O reajuste dos servidores municipais está previsto em lei, deve ser atrelado ao IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) e pago anualmente. Considerando os resultados anteriores, o aumento dos servidores deve ficar na casa de 5,5%, já somando a expectativa do fechamento deste trimestre.
Cortes entre conquistas do governo Paes
A secretária municipal de Fazenda, Eduarda La Rocque, participou ontem de café da manhã com empresários. Ela classificou o contingenciamento nas despesas de custeio, a redução nas despesas pessoais em cargos comissionados e o superávit fiscal alcançado no primeiro quadrimestre como as principais conquistas dos nove meses da gestão de Eduardo Paes.
Notícia publicada em: http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/9/mes_decisivo_dos_reajustes_36599.html

Rio prepara festa para anúncio da sede das Olimpíadas. Prefeitura e Estado irão decretar ponto facultativo

Rio prepara festa para dia do anúncio da sede das Olimpíadas de 2016
Será no dia 2 de outubro. Prefeitura e o Governo do Estado informaram que vão decretar ponto facultativo na data. Lulu Santos e Revelação farão show em Copacabana.
RJTV 2ª Edição 22/09/2009

A dez dias da escolha da sede das Olimpíadas de 2016, o carioca já sonha com os jogos e com melhorias para a cidade. Em Copacabana, uma festa está sendo preparada para o dia do anúncio.
Agora falta pouco para o carioca saber se terá o privilégio de sediar os Jogos.
“Eu acredito que o Rio vai ganhar e estou torcendo para isso”, diz uma mulher nas ruas.
A praia mais famosa do Rio já está preparada para o dia 2 de outubro, quando será anunciada a cidade sede das Olimpíadas de 2016. Confiante na escolha do Rio para receber os jogos, a prefeitura programou uma grande festa em Copacabana.
A estrutura está sendo montada entre as ruas Fernando Mendes e Rodolfo Dantas, em frente ao Copacabana Palace.
Um telão vai mostrar a votação do Comitê Olímpico Internacional, que acontece em Copenhague, na Dinamarca.
O nome da cidade sede deve ser anunciado até às 14h. Mas, em Copacabana, o evento começa às 10h30, com apresentação de DJs. Às 11h20, tem show do cantor do Lulu Santos e, às 13h50, o Grupo Revelação sobe ao palco.
Além do Rio, Chicago, Madri e Tóquio estão na disputa.
Há 20 dias, o Comitê Olímpico Internacional divulgou uma avaliação técnica elogiando a capacidade das quatro cidades de realizar os Jogos. Em relação ao Rio, o relatório mostrou que apenas dois itens preocupam o comitê: o transporte e o número de quartos de hotel disponíveis.
No projeto apresentado ao COI, o Comitê Olímpico Brasileiro garantiu ultrapassar a marca de 40 mil acomodações exigidas para o evento.
Nesta segunda (21), uma rede de hotéis que opera no Rio anunciou a criação de 1.830 novas acomodações até 2014. O acordo firmado com o COB foi notícia no site inglês www.gamebids.com. As unidades vão ficar distribuídas em cinco hotéis, dois na Barra da Tijuca e três na Zona Sul.
Em Copacabana, além do otimismo, muita gente espera que a cidade melhore com as Olimpíadas. “Se a gente ganhar, vai ter metrô, vai ter mais transporte, isso vai ficar também para a cidade, é maravilhoso, vale a pena”, afirma mulher nas ruas.
A Prefeitura e o Governo do Estado informaram que vão decretar ponto facultativo no dia da escolha da cidade sede.

Veja esta notícia em: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1314267-9099,00-RIO+PREPARA+FESTA+PARA+DIA+DO+ANUNCIO+DA+SEDE+DAS+OLIMPIADAS+DE.html

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Calendário Unificado nas escolas do Rio

A Câmara aprovou em segunda e última discussão o Projeto de Lei nº 297/09, de autoria do vereador Reimont (PT), que institui o Calendário Escolar Unificado para a educação básica nos estabelecimentos de ensino público e privado no município do Rio de Janeiro. Pelo projeto, fica assegurado aos professores o recesso de julho e as férias de janeiro para descanso e reciclagem profissional. “Com a aprovação deste projeto ganham os professores e a educação em geral porque com o corpo docente satisfeito ganhamos também uma educação com mais qualidade”, justificou Reimont. O projeto seguirá para a sanção do Prefeito Eduardo Paes.

Publicado em: http://spl.camara.rj.gov.br/noticias/mais_noticias_twi_ascom_int.php?id_noticia=544

Câmara debate metas da Educação para a cidade

Considerada carro-chefe do Planoplurianual do Rio de Janeiro para os próximos quatro anos, a Educação foi o tema da audiência pública realizada na manhã de ontem, 21 de setembro, no auditório da Câmara Municipal.
Durante a audiência, uma iniciativa da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, a secretária municipal de Educação Cláudia Costin apresentou metas, diretrizes e programas da secretaria que, de acordo com o PPA, serão implementados na cidade. A qualidade da educação, a qualificação profissional e o reforço escolar, segundo a Cláudia Costin estão entre as prioridades da Secretaria Municipal de Educação que está trabalhando para fortalecer uma política de qualidade, cujo foco é a adoção do currículo multieducacional em toda a rede municipal de ensino. Dentro das iniciativas estratégicas apresentadas pela secretária estão os programas Rio Cidade Maravilha, o Ônibus da Liberdade e o Escola do Amanhã, que foi elaborado com a parceria da UNESCO, e será implantado nas 150 escolas municipais que ficam próximas ou dentro de comunidades carentes. “Esse programa foi desenvolvido dentro do conceito” Bairro-Educador “, e tem como objetivo resgatar a escola cidadã e a participação dos pais na educação escolar das crianças”, afirmou a secretária. As metas e ações da Secretaria Municipal de Educação previstas no PPA foram elogiadas pelos vereadores, porém a concepção do plano continua sendo motivo de discórdia entre os integrantes da comissão e o Poder Executivo. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira(PSDB), foi contundente ao afirmar que as ações e estratégias da SME são importantes, mas os dados apresentados pela secretária não constam no PPA enviado à Câmara e isso dificulta o trabalho dos vereadores que vão apreciar e votar o projeto que vai vigorar na cidade nos próximos quatro anos.”O projeto que veio para a Câmara é do governo anterior e, tem muita coisa que não podemos entender, está obscuro e precisa de esclarecimentos. As metas apresentadas pela secretária Cláudia Costin precisam constar no Plano para que os vereadores possam aprová-lo”. Segundo o presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, vereador Reimont(PT), o governo deveria refazer o planuplurianual. “As informações que chegam à Câmara são vergonhosas se comparadas ao que afirmam os secretários nas audiências públicas. Não estamos fazendo juízo de valor, mas precisamos de dados concretos esclarecedores para que possamos aprovar um projeto que é de muita importância para a cidade”, lembrou Reimont.

Confira esta notícia em:
http://spl.camara.rj.gov.br/noticias/mais_noticias_twi_ascom_int.php?id_noticia=538

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rede municipal do Rio terá assembléia geral no próximo dia 26 de setembro

O Sepe convoca os profissionais das escolas municipais para a assembléia geral, que será realizada no dia 26 de setembro, no auditório do Sindjustiça (Travessa do Paço 23/13º andar - Centro), a partir das 14h. Na pauta do encontro: discussão sobre as medidas privatizantes que vem sendo implementadas na rede pelo prefeito Eduardo Paes e pela secretária de Educação Cláudia Costin e a falta de uma proposta de reajuste salarial da parte do governo (a categoria exige 12,5 já!).

Ciência do cérebro deve ajudar professores a "entrar" na cabeça dos alunos


da New Scientist

A neurociência deve fazer pelas escolas o que a pesquisa biomédica fez pela saúde. Essa é a conclusão do simpósio Decade of the Mind (DOM) na última semana em Berlim, na Alemanha, para discutir como as últimas descobertas podem ser usadas para melhorar a educação.
"Na medicina, temos um sistema excelente, desde a pesquisa básica até a prática clínica, enquanto na neurociência nós temos conhecimento básico sobre como o aprendizado cerebral funciona, mas ainda é preciso descobrir como traduzir isso em uma sala de aula", afirmou Manfred Spitzer, da Universidade de Ulm, na Alemanha, um dos organizadores da conferência.
Com imagens do cérebro e estudos genéticos complementando a pesquisa psicológica, uma série de novas descobertas poderiam informar os professores sobre as condições em que nossos cérebros podem ser aprimorados para o aprendizado.
Um dos principais temas emergentes na DOM foi que a base da aprendizagem bem-sucedida ocorre pela melhoria da função executiva cerebral --um conjunto de processos cognitivos importantes para o autocontrole e o enfoque na tarefa em realização. Estudos a partir de imagens cerebrais mapearam a função executiva de várias regiões, incluindo a do giro cingulado anterior, que se acende durante uma detecção de erro, e quando crianças aprendem matemática e alfabetização.
Vários estudos apresentados no simpósio mostraram que a melhoria no aprendizado da função executiva cerebral em uma criança poderia ser alcançada com mudanças relativamente pequenas, como pela alteração do horário de exercícios ou pelo incentivo à prática de um instrumento musical.
O desenvolvimento da função executiva começa antes dos anos escolares, e prossegue na adolescência. Michael Posner, da Universidade de Oregon (EUA) disse no encontro que as evidências da função executiva cerebral aparecem nas crianças aos sete meses de idade. "Se eu fosse mudar algo na educação, seria para que ela começasse na infância, e usando os pais como uma ferramenta inteligente para trabalhar com os seus filhos", disse ele.
A educação antes da escola pode trazer outros benefícios, afirma Posner. O neurotransmissor dopamina foi colocado em um papel importante na função do giro cingulado anterior. As variações genéticas no sistema dopaminérgico parecem interagir com as características da paternidade para influenciar a função executiva cerebral. Posner descobriu que crianças entre 18 e 21 meses de idade, com uma variante particularmente ativa de um gene denominado COMT (que leva a uma transmissão menor de dopamina), mostraram a melhora na atenção, em comparação com as demais variantes.
Sabine Kubesch, também da Universidade de Ulm, diz que os genes de crianças podem ser usados, um dia, para informar como eles devem ser ensinados. 'Se a sequência genética das crianças antes da escola ajudar os pais e professores a fim de decidir a melhor forma de apoiar a aprendizagem e o desenvolvimento, então sim, eu acho que pode se tornar um procedimento estabelecido no futuro", observa ela.
Independentemente disso, os resultados básicos da neurociência ainda precisam se infiltrar na sala de aula, conforme concordaram os participantes da reunião, devido ao fato de mitos e equívocos sobre o cérebro serem abundantes nas escolas (veja o quadro acima).
Medicina e educação
A educação tem um longo caminho a percorrer para espelhar melhorias na medicina, diz Noonan Eamonn do centro de pesquisas norueguês Campbell Colaboration. "A chave para a revolução que transformou o que era essencialmente o charlatanismo na medicina moderna foi profissional, com formação de base científica", diz Noonan. Ele também observa que deve haver uma melhor ligação entre cientistas e professores, assim como pesquisas devem ser mais acessíveis.
Exemplo disso é uma pesquisa feita em uma escola pelo Centro de Transferência de Neurobiologia e Aprendizagem, com sede em Ulm, na Alemanha.
Um estudo conduzido com 137 estudantes, usando o método de "aprendizagem cênica" (recitais de coral sobre o vocabulário, acompanhado de gestos e movimentos), testou a assimilação de idiomas. Aqueles que tinham aprendido pelo novo método lembravam três vezes mais das palavras novas 14 semanas mais tarde, em comparação àqueles que tinham sido ensinados por métodos convencionais. Os estudantes que usaram o método também falaram com melhor pronúncia e fluência. "Eu nunca vi efeitos tão fortes em um estudo anterior", disse Katrin Hille, que conduziu a pesquisa.

Meta de redução do analfabetismo pode não ser alcançada, diz Haddad

O Globo com informações da Agência Brasil Publicada em 18/09/2009 às 18h32m

RIO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que se a redução da taxa de analfabetismo na população maior de 15 anos mantiver o mesmo ritmo registrado em 2008 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2008 (Pnad), o Brasil não conseguirá cumprir o acordo assinado em 2000 durante a Conferência Mundial de Educação, em Dacar (Senegal). O documento determina que o país deve reduzir pela metade a taxa de analfabetismo até 2015, chegando a 6,7%.
De 2007 para 2008, o analfabetismo caiu de 10,1% para 10%. Entretanto, na avaliação do ministro, se for observado o ritmo de redução dos anos anteriores, o Brasil conseguirá chegar à taxa de 6,7%. De 2005 para 2006, a redução foi de 0,7% e de 2006 para 2007, de 0,4%.
- Pela série histórica nós vamos cumprir. Nós chegamos a reduzir 0,7% em um ano, como ocorreu em 2005 - afirma Haddad.
Para Haddad, prefeituras e municípios precisam se esforçar para solucionar o problema sob o risco do não cumprimento das metas. Ele destacou que nas regiões em que há mais adesão ao Brasil Alfabetizado, programa do Ministério da Educação (MEC) para alfabetização de jovens e adultos, a redução foi menor.
- O exemplo do Nordeste evidencia que é possível fazer essa redução - exemplifica.
A região concentra cerca de 80% das turmas do programa e de 2007 para 2008 registrou a maior queda na taxa de analfabetismo: 0,5%.
Haddad chamou atenção para o aumento de 140 mil analfabetos entre as pessoas com mais de 25 anos, especialmente no Sul e no Sudeste, o que para ele não é "algo compreensível". Segundo ele, é como se pessoas que se declararam alfabetizadas em um ano se declarassem analfabetas no ano seguinte. Ele disse que o MEC já pediu para o IBGE um detalhamento desses dados.
Leia em: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/09/18/meta-de-reducao-do-analfabetismo-pode-nao-ser-alcancada-diz-haddad-767675195.asp

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