sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FESTA de JONGO

no QUILOMBO SÃO JOSÉ - VALENÇA - RJ

Dia 28 de novembro de 2009 - Sábado - a partir das 10h da manhã

Festa de Jongo em Homenagem a Zumbi dos Palmares

Entrada franca.

O Quilombo São José é uma comunidade de 200 negros da mesma família que preservam o jongo,

dança de roda considerada uma das origens do samba,

trazida de Angola para a região Sudeste do Brasil-Colônia pelos escravizados.

Essa família permanece há 150 anos na mesma terra mantendo ricas tradições como o jongo, a umbanda, o calango, o terço de São Gonçalo, a medicina natural, rezas e benzeduras,

a agricultura familiar entre outras.

Até 4 anos atrás a comunidade não possuía luz elétrica vivendo em semi-isolamento. A floresta, as casas de barro com telhados de palha, o candeeiro, o ferro à brasa e o fogão de lenha ainda fazem parte do cotidiano.

Programação:

10 horas - Missa afro ao ar livre

12:30 horas - Feijoada

14:00 hs - Capoeira, Maculele e Samba de Roda

14:30 hs - Jongo de Barra do Piraí

15:30 hs - Jongo da União Jongueira da Serrinha

16:00 hs - Jongo de Vassouras

16:30 hs - Jongo de Pinheiral

17:00 hs - Jongo de Arrozal

17:30 hs - Jongo do Quilombo São José

18 hs - Confraternização entre os grupos

19 hs - Benção da fogueira pela matriarca da comunidade

Mãe Tetê

19:30 hs - Início da Roda de Jongo na beira da fogueira com a participação de todos os presentes.

21 hs às 7 hs da manhã - Baile de Calango intercalado com

Roda de Jongo na fogueira até o sol raiar.

Durante toda à noite e madrugada barraquinhas venderão comidas típicas e artesanatos do local e serão assadas batatas na fogueira.

Domingo

8:00 hs - Café da manhã

9:00 hs - Jogo de futebol da comunidade e visitantes

12:00 hs - Encerramento da festa

Nessa festa sairão ônibus alugados do Rio.

Os interessados devem ir com transporte próprio ou de ônibus da Rodoviária conforme indicado abaixo.

Como chegar:

- Para chegar de ônibus:

Pegar ônibus do Rio para Barra do Piraí ( 1 hora e meia ) , outro de Barra para Conservatória ( 20 minutos ) e de lá para Santa Isabel ( 30 minutos ) . Salta no meio do caminho na ponte de acesso ao quilombo e acaba o trajeto a pé ( 15 minutos ) até chegar na comunidade.

Rio de Janeiro - Barra do Piraí - Viação Normandy 0300 3131532

Barra do Piraí - Conservatória: Empresa Barra do Piraí 24 2443.2934

Rio de Janeiro - Conservatória: Viação Normandy ( somente nas sextas-feiras )

Conservátoria - Santa Isabel - Empresa Senhor dos Passos ( segunda a sabado - 07hs - 16:30hs e 19 horas - domingos 07 hs - 15 hs - 19hs

2º opção -

Rio - Volta Redonda - Santa Isabel ( 2 horas ) : Viação Alô Brasil ou Cidade do Aço ( Santa Isabel fica a quinze minutos do quilombo )


Pra chegar de carro:


O Quilombo fica há duas horas e meia de carro do centro do Rio.

1º OPÇÃO - Pegar a RJ-SP ( Dutra ) subir a Serra das Araras ( para quem sai do Rio ) entrar a direita para VOLTA REDONDA. Cruzar a cidade de Volta Redonda em direção ao bairro VOLDAC.
Nesse bairro pegar a estrada nova de asfalto ( RJ 153 ) em direção à cidade de AMPARO - SANTA ISABEL do RIO PRETO . Ao chegar em SANTA ISABEL cruzar a cidadezinha em direção a Serra da Beleza (estrada de barro) que vai para Conservatória. Você está há 15 minutos do Quilombo São José
Pegar a serra em direção a Conservatória e em dentro de 10 minutos verá uma placa QUILOMBO SÃO JÓSÉ . É só pegar a direita mais 10 minutos de estrada de terra e você chegou !!!!!

2º OPÇÃO: Pegar a estrada Rio-SP entrar na saída para Piraí - Barra do Piraí e atravessar Barra do Piraí em direção a Valença. Após o trevo seguir em direção a cidade de Conservatória ( entrar a esquerda para Conservatória e não à direita para Valença, ). Atravessar a cidade de Conservatória (Cidade das Serestas) e subir a Serra da Beleza (estrada de barro). Após a 4º ponte, no 18º Km da estrada de barro virar a esquerda na entrada da Fazenda São José ( seguir mais 6 km ) por essa estrada de barro secundária

Hospedagem:


Existe uma área para CAMPING dentro do Quilombo bem ao lado da festa. É bom levar barraca para quem quiser descansar um pouco.

Existem também pousadas próximas nas cidades vizinhas de Conservatória e Santa Isabel.

Informações ligar para:

tels. 21 9209.7096

( falar com Alexandro )

ou pelo email jongo@quilombosaojose.com.br

Realização:

Associação de Moradores do Quilombo São José

Patrocínio:

SCC - Secretaria de Cidadania Cultura - Minsitério da Cultura

Edital Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais

Parceria:

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

O sindicato e nós, nós e o sindicato

Pessoal, andei refletindo um pouco sobre as ações dos sindicatos, em especial sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro e produzi um texto. São reflexões, sem pretensão de escrever verdades. O objetivo é levantar alguns debates, na construção de uma entidade mais "densa" e por isso o enviei à direção da própria entidade. Vivemos tempos difíceis e solidão é coisa que mata. Espero que gostem e que sirva para alguma coisa.
Saudações,
Roberto Marques*.


Os sete pecados sindicais


Os movimentos sociais, no atual momento, carregam duas características conflitantes, mas nem por isso, excludentes. A primeira diz respeito ao campo de atuação, que também remete, de alguma maneira, à identidade. A segunda coloca em questão as suas relações com outros movimentos e com o conjunto da sociedade.

No que diz respeito à atuação, é inegável que vivemos um período de riqueza de possibilidades de comunicação e divulgação de idéias e ações. O Exército Zapatista de Libertação Nacional que o diga, mas também podemos listar uma série de outros movimentos que conseguem visibilidade das suas lutas e dos seus propósitos. No tocante aos sindicatos1, o desenvolvimento das técnicas trouxe elementos novos às relações com as respectivas categorias e novos sentidos às lutas sindicais. Os sindicatos, em função disso, passam a ser mais do que entidade de classe, mas são tensionados a ampliar e aprofundar o discurso, para os campos onde estão inseridas suas categorias. A tensão capital X trabalho está mais viva do que nunca, mas também muito mais complexa.

É aí que entram as relações dos sindicatos com o conjunto da sociedade e com os movimentos. A encruzilhada é clara: fecham-se em questões corporativas (por mais que sejam legítimas) e perdem o poder de agregar e construir alianças, ou ampliam suas preocupações e perdem o sentido das especificidades das categorias que representam?

O desafio que se coloca é o de ler o momento construindo as chaves de leitura no mesmo momento. Esse é um caminho para tentar conviver com as contradições que o mundo capitalista hoje nos empurra.

É nesse impasse que entendo que hoje se encontra o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE). A fragilidade política e a desconexão com a categoria são sintomas de alguns pecados que sucessivas direções deste sindicato vêm cometendo. Podemos identificar tais pecados:

1- Monólogo. Há anos as direções têm dificuldade em escutar a própria categoria. Escutar, no sentido Paulo Freire dizia2, de ter os ouvidos abertos para ouvir, inclusive, o que não se deseja ouvir.

2- Desconexão. O monólogo produz desconexão e vice-versa. O descolamento da categoria coloca em xeque a própria representatividade, uma vez que a categoria muitas vezes desconfia das propostas da direção.

3- Soberba. Na seqüência da equação, a soberba aparece na pretensão da direção de “conduzir” a categoria. Acaba criando a imagem de uma vanguarda quixotesca, que não consegue agregar nem produzir fatos significantes.

4- Vitimização. O resultado disso é o discurso da vítima permanente, sempre apontando os algozes. Esses podem ser os pais, as comunidades, as direções, as secretárias, as coordenadorias ou qualquer outro que esteja posicionado no campo oposto. A posição de vítima não contribui em nada para a construção de uma história – pelo contrário, debilita, infantiliza, uma vez que se coloca em posição inferiorizada, subalterna.

5- Superficialismo. Nesse quadro, não é possível ter uma proposta consistente, pois a própria identidade fica debilitada. Não há proposta para a categoria, nem para o campo, pois não há espaço, nem tempo, nem energia para essas discussões. Assim, professores deixam de ser intelectuais e se transformam em operários, porém, sem produzir riqueza. As relações com as instituições, por sua vez, se dão de forma rala, pois não há proposta, exceto a questão pontual. Não se discute projeto de educação, mas apenas a aprovação automática ou não, por exemplo.

6- Isolamento. A conseqüência natural desse conjunto é o isolamento. Tudo isso torna complicado produzir alianças eficazes, pois aliados consistentes não embarcam em projetos vagos. Quando há algum embate imediato, o constrangimento impede que se façam alianças mais amplas, pois tudo fica restrito a questões falsamente éticas, quando na verdade são fruto de fragilidades políticas.

7- Miopia política. Trata-se da incapacidade de compreender os acontecimentos na forma que se apresentam, com os personagens e o contexto em que aparecem. Isso impede de ver o que há além das políticas e dos projetos e também obstrui a possibilidade de agir de forma inesperada, criando fatos e desconstruindo discursos. O binarismo e a ortodoxia extrema atrapalham a condução de discussões e congelam debates, criando imagem de incoerência e sectarismo, tão prejudiciais às entidades de classe.

Por essas questões, o SEPE perde chances históricas de agregar, de engrossar a participação de profissionais da educação no nosso estado, em especial no município do Rio de Janeiro. Por exemplo, quando agora a SME3 anuncia preocupação em aumentar do tempo de permanência dos alunos nas escolas, o sindicato perde a oportunidade de questionar o teor desse projeto. Não poderia pressionar para voltar aos seis tempos? Ou será que está tudo bem com 4 horas de aulas regulares por dia? Qual a proposta do sindicato para isso? Repare que isso diz respeito também a especificidades da categoria, pois a mesma SME anuncia possibilidade de ampliar a carga dos professores para o regime de 30h/semana. Está tudo interligado e são questões que mobilizariam a categoria, ainda que aparentemente não esteja com ânimo para fazer protestos nas ruas, ou aderir a greves (parece que essa é a única forma de pressão dos operários-professores). Mas, isso é tarefa das direções sindicais: entender o que a categoria pensa e quer.

Roberto Marques

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA INDEPENDENTE DOS GOVERNOS - ATO DIA 25/11

QUARTA-FEIRA, 25/11, A PARTIR DAS 10 HORAS NA CINELÂNDIA
GRANDE ATO DA SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA INDEPENDENTE DOS GOVERNOS

O ato central da Semana Nacional da Consciência Negra Independentes dos Governos será nesta quinta-feira, 24/11, a partir das 10 horas. Teremos aulas públicas, oficinas, barracas; a tarde, teremos o ato contra o extermínio da população negra, a perseguição aos movimentos sindical, polular e estudantil. Essa atividade fechará a Semana, que contou com atividades culturais, de resistência e luta, como o dia 20/11 no Buraco do Galo em Oswaldo Cruz, o dia 22/11 em Acarí, entre outras.

Não deixe de participar e levar faixas, bandeiras e panfletos de sua entidade/movimento!

II Seminário do Fórum de Educadores Populares

Universidade para o Capital

Nunca na história da humanidade a produção de conhecimento foi tão grande como atualmente. Inúmeros artigos e teses são publicados semanalmente, mas esse conhecimento não tem sanado as necessidades básicas da população como saúde, moradia, entre outras. Mas porque isso acontece?

No Brasil, temos em torno de 190 milhões de habitantes, e em média 4 milhões são universitários. Destes, 75% estão em universidades particulares, que tem na sua formação uma grade curricular voltada para atender as demandas profissionais do mercado de trabalho e tem seu direito à educação diretamente submetido a capacidade de pagar e gerar lucros aos grandes conglomerados, como a Estácio e outros.Nas universidades públicas com o processo de reestruturação do ensino superior (REUNI e PROUNI e variações estaduais) intensifica-se um atrelamento ao capital já antes iniciado com o ingresso de Fundações através da relação público-privado, a autonomia das universidades públicas tem sido comprada pelas grandes corporações: citamos o curso de farmácia da USP que teve seu departamento de infectologias substituído pelo departamento de cosméticos, para atender os interesses do seu patrocinador, e na UERJ o curso de direito, onde planos de saúde financiam estágios e, em contrapartida exigem que disciplinas e monografias sejam obrigatoriamente ligadas a área de direito da saúde privada.

Portanto, é necessária uma mobilização do conjunto dos estudantes e trabalhadores contra a submissão da educação e da produção de conhecimento frente aos conglomerados econômicos, que usam da universidade pública como centros de pesquisas, patenteando o conhecimento público e direcionando a formação acadêmica para atender a iniciativa privada e seus lucros. Esta estrutura está não só se infiltrando nas universidades, como tem inúmeros defensores em seus anti-democráticos conselhos universitários, que utilizam de seu status como professores para defender os lucros das fundações e a crescente presença de Organizações Sociais (OS's) na saúde e educação. A vereadora Aspásia Camargo e professora do departamento de Ciências Sociais da UERJ é só um exemplo de centenas destes em cada universidade.

Nesse sentido, inúmeros estudantes e movimentos sociais estão se unindo no intuito de construir ações coletivas que denunciem e contraponham a venda da educação para as grandes corporações. Se você quer que a educação seja verdadeiramente pública e popular, que o conhecimento sirva as demandas sociais participe do II Seminário do Fórum de Educadores Populares: Por uma Educação Popular e Emancipatória.

Data: 29/11/2009 Horário: das 08:00h as 18:00h

Local: Ocupação Quilombo das Guerreiras

Rua Francisco Bicalho, 49 (Próximo a Rod. Novo Rio)

Inscrições: forumedu.pop@gmail.com

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Profissionais são agredidos em escolas da Zona Oeste

A falta de segurança no interior das escolas da rede municipal e estadual atinge a cada dia níveis mais intoleráveis. No mesmo dia, professores de uma escola estadual e de uma municipal foram agredidos dentro do espaço escolar, fato que comprova as denúncias do sindicato - já enviadas à SME, CREs, Câmara de Vereadores e Minístério Público - sobre os riscos a que professores, funcionários e alunos estão expostos nas unidades escolares.

A primeira agressão foi registrada no Colégio Estadual Vicente Januzzi, no dia 18 de novembro, durante o turno da manhã, quando uma professora foi atingida nas costas por uma bola de borracha atirada por um dos seus alunos, dentro da sala de aula. Convocada pela direção da escola, a mãe do aluno foi até a escola, desculpou-se e se comprometeu a acompanhar a conduta do filho naq escola. A direção da unidade também advertiu a turma.

Neste mesmo dia, também pela manhã, na Escola Municipal Pedro Aleixo, na Cidade de Deus - uma das "Escolas do Amanhã" do prefeito Eduardo Paes - uma professora da educação infantil foi agredida por uma mãe de aluno, no interior da escola, por motivos fúteis. A agressão se deu quando a professora conversava na sala da diração da unidade.

Por volta das 10h, a diretora geral da escola, juntamente com a professora agredida, foram até uma Unindade de Pronto Atendimento (UPA) para que a profissional fosse medicada (ela levou um tapa no rosto). Depois as duas foram até a 32ª para prestar queixa.

Diante da ocorreência destas novas agressões, o Sepe enviará um documento à SME, cobrando providências em relação ao ocorrido, além de solicitar a contratação de profissionais para completarem o quadro de inspetores e demais funcionários administrativos da unidade.


sábado, 21 de novembro de 2009

Projeto de lei que inclui os Professores 40h ao Plano de Carreira será votado no dia 25/11 (4ª feira)

A notícia abaixo foi publicada em http://www.alerj.rj.gov.br/assuntos1.htm (procurar ordem do dia 25/11/2009)
Histórico

Sessão Ordinária Data: 25/11/2009
Hora: 16:30:00
EM REGIME DE URGÊNCIA

EM DISCUSSÃO ÚNICA

PROJETO DE LEI Nº 2712/2009, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO (MENSAGEM Nº 54/2009), QUE INSTITUI PLANO DE CARGOS E VENCIMENTOS PARA A CATEGORIA FUNCIONAL QUE MENCIONA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

(PENDENDO DE PARECER DAS COMISSÕES: DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA; DE SERVIDORES PÚBLICOS; DE EDUCAÇÃO; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE).

Horário integral contra a evasão

21.11.09 às 01h38 - O DIA on line
Em 161 escolas onde é grande o abandono da sala de aula, a prefeitura do Rio oferecerá oficinas de arte, informática e esporte a 115 mil alunos
POR MARIA LUISA BARROS
Rio - A partir do ano que vem, o programa Bairro Educador implantado pela Prefeitura do Rio nas 150 Escolas do Amanhã, localizadas em áreas de risco, será levado para mais 161 escolas municipais com altos índices de evasão.
Cerca de 115 mil estudantes do Ensino Fundamental (1° ao 9° ano) terão atividades em tempo integral. No contraturno das aulas, voluntários selecionados no bairro oferecerão oficinas de dança, percussão, basquete de rua, grafite, inclusão digital, música, xadrez, leitura, teatro, capoeira e reforço escolar, entre outras.
Na Escola Augusto Rangel, a leitura é uma das atividades no contraturno. Os oficineiros receberão até R$ 600 para ensinar o que sabem à tarde para quem estuda de manhã e vice-versa. Santa Cruz e Campo Grande são os bairros que terão mais unidades com horário ampliado.
Para a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, o Bairro Educador cria novos espaços de aprendizagem e aproxima a comunidade da escola: “Cada unidade terá um educador comunitário que vai buscar pessoas do bairro que sejam talentos locais para servir de exemplo para os jovens”. Segundo a secretária, o programa é voltado a escolas com elevada evasão e distorção idade-série. “A taxa de abandono escolar nas Escolas do Amanhã é de 5,2%, enquanto nas demais regiões é de 2,6%. Os índices de defasagem também são mais problemáticos nessas áreas”, diz Cláudia.
Os colégios incluídos no Bairro Educador também terão mães voluntárias que receberão ajuda de custo de R$ 100 para atuar como pacificadoras. “Elas reforçam a presença da comunidade dentro da escola e, quando necessário, vão até as famílias para saber por que a criança não está indo às aulas”, explica a secretária.
Na Escola Municipal Alberto Rangel, na Cidade de Deus, o primeiro bairro a receber o programa, projetos e oficinas estão se mostrando armas poderosas na batalha para formar adultos campeões. “Pichações e atos de vandalismo diminuíram e eles estão tirando notas melhores”, comemora a diretora Maria Luiza Pitanio.
Depois que começou a participar das oficinas, Raquel Matheus Ferreira, 15 anos, aluna do 7º ano, passa mais tempo na escola. “Minha mãe estranhou e veio aqui ver o que estava acontecendo. Antes eu ficava o dia todo em casa no computador. Agora, quero aprender coisas novas”, conta ela.
CONFIRA A LISTA DAS 161 UNIDADES ESCOLARES

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


OS NEGROS E NEGRAS VÃO AS RUAS NESTE 20 DE NOVEMBRO
PARA REAFIRMAR A RESISTÊNCIA NEGRA, POPULAR E SINDICAL


20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra. Data em que morreu Zumbi do Palmares, em 1695. Zumbi e o Quilombo dos Palmares são marcos da luta contra o racismo, simbolizam a resistência ao colonialismo, à opressão e exploração de milhares de negros e negras que foram escravizados. Demonstram a capacidade de luta e de organização dos negros que resistiam aos açoites e as humilhações da senzala, indo à luta e criando milhares de quilombos...

Não temos o que comemorar
O Haiti é aqui...

Neste 20 de novembro, não temos nada a comemorar, pois sabemos que a luta orquestrada nos quilombos do Brasil para acabar com o racismo e as injustiças raciais perdura por mais de três séculos. As tropas brasileiras estão neste momento matando nossos irmãos: negras e negros no Haiti, e aqui os governantes implementam a “Tolerância Zero” nas comunidades e favelas do Rio de janeiro e em todo o país. No Dia Nacional da Consciência Negra queremos fortalecer o legado de Zumbi de Palmares nas ruas, e isso passa por fortalecer o fórum 20 de Novembro Independentes dos Governos.

A economia capitalista em crise mostra a sua pior face, tentando colocar nas costas dos trabalhadores e das periferias a culpa pelas mazelas geradas pelo disparates que ela mesma cria. As elites financeiras e os ruralistas, em sua cobiça por mais lucros, arrocha cada vez mais os salários, retira direitos e amplia a exploração contra os setores que mais são oprimidos. As mulheres negras estão nos trabalhos mais precarizados, recebem baixíssimos salários, e não contam com direitos sociais. Só o socialismo é a saída para que os trabalhadores e a juventude negra controlem a economia e crie organizações populares de luta direta, como os quilombos

Lula: Responsável pela Ocupação no Haiti e uma decepção para o povo negro

O governo Lula que assumiu o poder em 2002, dizendo que iria fazer a segunda Abolição da Escravatura no país. Em seus dois mandatos presidenciais, segue pior que os governos passados, pois mesmo tendo criado uma Secretaria denominada de “Igualdade Racial”, já se passaram seis anos e não houve soluções práticas e reais para as reivindicações da comunidade negra. O que o governo faz é cooptar para quadros do movimento negro (CONEN, SEPPIR, UNEGRO, CUT-PT, CNDR, CEN e muitos outros) para seu projeto, dando barganhas como secretarias que só têm nome, enquanto Lula segue implementando a política de massacre ao povo negro, já que troca a vida de haitianos pela tentativa de uma cadeira na ONU, além de fechar os olhos para o extermínio da juventude negra nas periferias, para não entrar em choque com governos aliados. Além de atacar as conquistas garantidas na CF/88, como as áreas dos Quilombos e as cotas nas Universidades públicas do país. Causando um refluxo sem precedentes nas lutas do povo negro, o que só tem contribuído para que o governo avance com políticas racistas e de intolerância.

Recentes pesquisas do IBGE e IPEA, mostram índices dos aumentos da concentração fundiária das terras nas mãos dos ruralistas, comprovando o aumento das desigualdades, racial e social no país. Que mesmo com os programas assistencialistas no setor social (bolsa escola, cheque cidadão, Minha Casa Minha Vida, o PAC, etc.) não se responde as demandas sociais. A Crise econômica, com mais de 18% de desemprego nos remete a situações somente vistas em época de Guerra. A política inversa à de gerar e dar empregos amplia a situação permanente de pobreza. Esse “cala boca” que é dado, ajuda a manter o enriquecimento dos bancos, grandes empresários e donos dos latifúndios, enquanto seguimos na miséria e analfabetismo.

REPARAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO PELOS TRÊS SÉCULOS DE ESCRAVIDÃO:
- PELA RETIRADA IMEDIATA DAS TROPAS BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS DO HAITI!
- COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E ASSISTÊNCIA AOS ESTUDANTES COTISTAS!
- PELA LEI 11.645/2008 (INCLUSÃO DAS DISCIPLINAS COMO OBRIGATÓRIAS DE ENSINO DA ÁFRICA E DA HISTÓRIA DO NEGRO (A) NAS GRADES CURRICULARES DAs UNIVERSIDADES E DAS ESCOLAS DE TODO O PAÍS).
- CONTRA A REFORMA DA UNIVERSIDADE PÙBLICA: REUNI E PROUNI!
- ABAIXO O RACISMO, EXPLORAÇÃO E A OPRESSÃO DA JUVENTUDE NEGRA!,
- ABAIXO A VIOLÊNCIA POLICIAL NAS FAVELAS E COMUNIDADES POBRES DO PAíS!
- PELO APOIO A TITULARIZAÇÃO DAS TERRAS DE QUILOMBOS E INDÍGENAS!
- CONTRA A VIOLÊNCIA E O EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!
- ABAIXO O MACHISMO E A DISCRIMINAÇÃO ÀS MULHERES NEGRAS, QUE SÃO AS PRIMEIRAS A SEREM DEMITIDAS!
- PELA GARANTIA DE SAÚDE E EDUCAÇÃO PÚBLICAS E DE QUALIDADE, EMPREGO E MORADIA JÁ!

20 DE NOVEMBRO INDEPENDENTES DOS GOVERNOS
CALENDÁRIO DE ATIVIDADES NO RIO DE JANEIRO

20/11
Ø Buraco do Galo: feijoada, roda de samba e intervenções
A partir de 13 horas
Ø Morro do Estado – Niterói – Debates e oficinas
A partir da manhã
Ø Ponto Chic - Bangu – Atividade Musical pelo 20 de Novembro
A partir da Tarde
21/11
Ø Panfletagem dos Movimentos Sociais no calçadão de Campo Grande - contra a criminalização dos movimentos sociais
10horas
22 /11
Ø Atividades e “arrastão” na Favela de Acari contra a Faxina étnica e as tropas no Haiti - oficinas e a escola de samba Favos de Mel de Acari
23 e 24 /11
Ø Universidades em Debate sobre as tropas no Haiti e a violência no Rio – Lançamento da Cartilha sobre o Haiti.
25/11
Ø ATO CENTRAL - REPÚDIO AOS GOVERNOS, PELA RESISTÊNCIA NEGRA E CONTRA O EXTERMÍNIO DA POPULAÇÃO NEGRA, MOVIMENTOS SINDICAL, POPULAR E ESTUDANTIL Cinelândia
Manhã - aula públicas, oficinas, barracas
A tarde: ato político
26/11
Ø Ato contra a criminalização do MST - Cinelândia
17horas

Estarão ocorrendo outras atividades...
A Regional IV do SEPE está divulgando a Mostra Olhos Negros, que está sendo realizada no Centro Cultural Cinema Brasil (localizado em Bonsucesso), com a exibição de filmes nacionais e debates com cineastas, produtores e ativistas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sepe entrega dossiê ao Ministério Público denunciando a situação das merendeiras da rede municipal

A direção do Sepe foi ao Ministério Público Estadual na tarde desta terça-feira (dia 17/11) para entegar um dossiê sobre a situação das merendeiras das escolas municipais do Rio. No documento, o sindicato denuncia a série de problemas que estas profissionais da rede enfrentam nas cozinhas das escolas por causa da falta de pessoal e de condições estruturais das unidades. Também está sendo denunciado o processo de reavaliação das merendeiras readaptadas pelo setor de Biometria da Perícia Médica Municipal, que estão sendo obrigadas a fazer novos exames de avaliação laboral em uma clínica particular, numa comunidade de Jacarepaguá. O Sepe confirmou uma audiência com o MP para o dia 30 de novembro para discutir as questões contidas no dossiê entregue ontem.
Veja parte das denúncias contidas no dossiê do Sepe:
Dossiê Merendeiras
· O uso abusivo do dinheiro público. Como é que a Prefeitura investe verba em uma clínica particular para fazer o trabalho que os médicos da biometria já fazem? Nós contribuintes estamos pagando duas vezes pelo mesmo serviço?

· Abuso de autoridadeOs profissionais merendeiros/as foram obrigados a comparecer à clínica em dias de feriado, sábado e fora do seu dia e horário de trabalho, em local de difícil acesso e perigoso, mesmo tendo essas pessoas um parecer de especialistas da biometria para ficarem ou de licença ou em readaptação. Muitas pessoas em licença médica foram chamadas a comparecer à clínica também.

· Apuração dos danos físicos e morais, causados pela Prefeitura às merendeiras. Esta situação de saúde que atinge a todas as merendeiras do município é de única e exclusiva responsabilidade da Prefeitura que obrigou que estas profissionais trabalhassem com sobrecarga de trabalho, não contratando pessoal suficiente para o serviço. Colocando-os em situação de risco a sua saúde.

· O reconhecimento às merendeiras de sua função de cozinheiras.

· Averiguação dos planos de saúde ligados à Prefeitura do Rio que negam dias de licença para pessoas doentes por orientação do Prefeito.

· Qual o objetivo da Prefeitura em fazer a reavaliação das readaptadas? Aposentadoria proporcional? Quer que os profissionais trabalhem mesmo doentes, para que não tenham seus vencimentos reduzidos por conta da proporcionalidade?

· Por que o governo não chama as 500 merendeiras concursadas que estão no banco de espera desde o ano passado?

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