terça-feira, 29 de junho de 2010

O QUE É MESMO TOLERÂNCIA?

Segue, em anexo, o relato do professor Roberto 'Che' Mansilla de um episódio lamentável ocorrido com ele na IV.ª Jornada Interdisciplinar que teve o tema “Intolerância e Holocausto: como estudar e ensinar na sala de aula” organizado pelo Programa de Estudos Judaicos da UERJ, pela Associação Cultural B’nai B’rith do Rio de Janeiro e pela SME.

Vale a pena tomar conhecimento e, se possível, fazer um protesto contra o ocorrido para evitar que tais fatos se repitam.




O QUE É MESMO TOLERÂNCIA?
Por Roberto Mansilla[1]
Quarta-feira, 23 de junho de 2010. Acabo de chegar da IV.ª Jornada Interdisciplinar que teve o tema “Intolerância e Holocausto: como estudar e ensinar na sala de aula” organizado pelo Programa de Estudos Judaicos da Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro, pela Associação Cultural B’nai B’rith do Rio de Janeiro e pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Como professor de História da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro fui convidado a participar de tal evento cujo objetivo do material entregue aos participantes consiste em “oferecer a oportunidade de capacitação intensiva sobre o Holocausto cujo entendimento completo do autoritarismo e seu processo correlato – a Intolerância – será apreciada em todas as suas vertentes”. (Caderno de textos, p. 4).
Infelizmente o que deveria ser um momento para a reflexão crítica de um dos processos mais trágicos cometidos contra a Humanidade, o “holocausto nazista”, transformou-se numa clara campanha de propaganda e obrigatória concordância a política do Estado de Israel, visto como “vítima” de uma incessante campanha de “perseguição” e “antissemitismo” .
Isso me incomodou profundamente (acredito que também alguns professores) pois  logo na mesa 2, “A Formação do pensamento antissemita através das imagens: do III Reich ao Irã”, ministrada pela Prof.ª Silvia Rosa Nossek Lerner (UVA) ficou claro que qualquer possibilidade crítica a alguns aspectos de sua abordagem, seriam entendidos como “antissemitismo” ou de “negação do holocausto nazista”.
Obviamente é ahistórico negar o holocausto nazista como fenômeno social, situado no contexto pós-chegada de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, em 1933 e todo o esforço de mobilização que os nazistas fizeram para humilhar, perseguir, escravizar e eliminar quase 6 milhões de judeus, além de outros milhares de ciganos, Testemunhas de Jeová, comunistas, dissidentes políticos, deficientes físicos e homossexuais. Isso foi uma tragédia contra a Humanidade que nunca poderá ser esquecida.
O que discordo da exposição da Prof.ª Silvia R. N. Lerner foi a intencionalidade de transformar o holocausto nazista (fato histórico real) em “Holocausto”, ou seja sua representação ideológica , como diz Norman Finkelstein, professor da Universidade de Nova York, cuja conseqüência serviu para  legitimar – diante do sentimento de “culpa europeu” – a invasão (ou como alguns queiram “imigração”) de judeus para uma terra que já estava ocupada, em sua imensa maioria por palestinos.[2]
Concordando novamente com o Norman Finkelstein, o holocausto nazista tornou-se uma “indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das mais formidáveis potências militares do mundo, com horrenda reputação em direitos humanos que oprime os não judeus em seu território e em sua área de influencia”. [3]
Esta ferida aberta em 1948 (e que segue sendo uma dos maiores dramas da Humanidade), a “questão palestina”, começou a partir da criação do Estado de Israel que se tornou uma força de ocupação dentro do próprio território palestino. 
Mais uma vez dizer isso não é ser um “antissemita” muito menos negar a pavorosa experiência do holocausto nazista. Como professor não quero (e não posso) querer que a história de sofrimento de ninguém seja ignorada e não registrada. Por outro lado, há uma grande diferença entre se reconhecer a opressão aos judeus e usar isso como pretexto para opressão de outro povo. É preciso ser capaz de distinguir entre o que aconteceu com os judeus na Segunda Guerra Mundial e na Europa nos séculos de antissemitismo aberto e institucionalizado e o que as pessoas sentem sobre as terríveis práticas de ocupação militar e despojamento da Palestina. Não nos esqueçamos de que o que Israel faz é feito abertamente em nome do povo judeu.
Era isso que eu queria imaginava colocar no espaço reservado ao debate.  Mas percebi que tais opiniões não seriam aceitas por tudo aquilo que li no caderno do evento e ouvi nas exposições dos debatedores, principalmente o da já citada Prof.ª Prof.ª Silvia R. N. Lerner .
Então, um pouco antes do tempo para o debate, resolvi divulgar um pequeno texto aos professores participantes. Não queria ser inconveniente e apenas entreguei algumas cópias para que alguns passassem aos outros colegas. O texto mencionado não era de minha autoria. Tratava-se de um panfleto datado do início de 2009, assinado por várias entidades, das quais tive o cuidado de retirá-las nas cópias que usei, para que não fosse entendido como propaganda de alguma delas. O texto intitulado “Chega de Matança” foi um material divulgado durante um ato que ocorreu no Rio de Janeiro contra os bombardeios feitos a civis por Israel na Faixa de Gaza. (Se alguém desejar posso passar na integra o referido texto para que tenham sua própria leitura).
Pretendia apenas contribuir para a reflexão crítica e, quem sabe, estimular os professores presentes com alguma questão para o debate posterior. Qual a minha surpresa quando as Prof.ªs Silvia R. N. Lerner, Maria Luiza Tucci Carneiro (USP) e também  a Prof.ª Regina Lúcia Henriques (representante da Associação Beneficente e Cultural B’nai Brith do Rio de Janeiro) de forma a cercear o livre direito a expor idéias me intimaram de forma truculenta a deixar o plenário, pois queriam ter uma “conversa particular” comigo.
Perplexo fui obrigado a me identificar (dizer meu nome, matrícula e coordenadoria). Indignei-me com a forma intimidadora, desrespeitosa e cerceadora que fui tratado. A Prof.ª Silvia R. N. Lerner era a mais exaltada. Disse que eu estava agindo como “antissemita” e “racista”. Pior: queriam saber de que “organização árabe e terrorista” eu fazia parte! Confesso que fiquei pasmo. Olhavam-me com raiva (para não dizer ódio) e me acusavam constantemente de estar “intencionalmente disposto a acabar com o evento”.
Comecei a ficar mais e mais constrangido, principalmente por se tratar de professoras, colegas de profissão, cujo papel seria discutir, problematizar idéias e não agir como “agentes de segurança do Estado de Israel”.
Respondi que como um evento que se propunha a discutir as formas de “Intolerância” e “princípios de convivência, baseados no diálogo da diversidade e do multiculturalismo” (cf. a p. 3 da apresentação pedagógica feita pela Prof.ª Helena Lewin, no Cadernos de textos) era uma contradição a maneira pela qual estavam me tratando, com ofensas morais. Uma das professoras lamentou inclusive o fato de ser professor da rede municipal de ensino. Não me lembro qual delas chegou a dizer de forma desdenhosa a seguinte afirmação “como pôde ter estudado na UFF?”.
Cada vez mais irritado, disse a elas que estava me retirando do evento e que não se preocupassem com as minhas “ameaças”. Novamente fui surpreendido quando a Prof.ª Silvia R. N. Lerner disse que “devia esperar o debate e ter a coragem de expor minhas idéias”, pois segundo ela “estava me escondendo” ao “divulgando um texto racista sem identificação”.
Dessa maneira fui “convidado” a entrar, esperar o fim de vídeo que estava passando e “falar” para mostrar minhas idéias. No momento em que começou o debate, já bem atrasado e perto do almoço, fiquei na frente esperando a chance de expor e retirar a acusação de “antissemita” ou “negador do holocausto nazista”.
Qual foi minha surpresa (pra dizer a verdade já esperava por isso) que a Prof.ª Silvia R. N. Lerner ignorou-me, mesmo tendo insistentemente levantado a mão. Já prevendo o que poderia acontecer disse que as perguntas deveriam ser feitas exclusivamente sobre o tema da jornada, ou seja “Intolerância e Holocausto: como estudar e ensinar na sala de aula”.
Como já disse antes até formulei algumas questões que tinha interesse em problematizar sobre a temática, dizendo que não me parecia correto trabalhar com os alunos em sala de aula esse fenômeno como acontecimento histórico único, bem diferente da intenção dos organizadores era transformar o holocausto nazista em “Holocausto”. Assim é possível do ponto de vista histórico dizer que houveram vários “holocaustos” (entendido como massacre, hecatombe, dizimação intencionada de um povo ou um grupo étnico). Acaso o que ocorreu na guerra de conquista movida pelos colonizadores espanhóis ao chegarem na “América pré-colombiana” não foi isso? Ou o massacre de armênios pelos turcos na primeira década do século XX. E os palestinos? É um tabu dizer o Estado de Israel fez e continua fazendo a eles, desde 1948 é algo diferente, na utilização dos mesmos métodos de violência, tortura, cerceamento, humilhação, assassinatos sobretudo a civis... Afirmar isso é “antissemitismo” ou negar o “holocausto nazista”?
Com isso não quero e também sei da impossibilidade e da ofensa em comparar sofrimentos. O que os judeus passaram é horrível e realmente sem precedentes. Mas por outro lado, isso não pode ser usado como forma de diminuir a terrível punição que os palestinos tem sofrido nas mãos do Estado de Israel. Não é uma questão de comparações. É uma questão de dizer que ambos são inaceitáveis.
Enfim, o que mais me chateou profundamente a ponto de não ficar para a parte da tarde dos debates (continuava perplexo com tudo o que aconteceu) foi essa intolerância em tratar opiniões contrárias. Imaginava que num espaço público como a Universidade, isso houvesse sido superado e ficasse restrito aos “Anos de Chumbo” de triste memória para todos nós.
Mas o pior ainda foi quando mais uma vez a Prof.ª Silvia R. N. Lerner dirigiu-se a mim, me pegando pelo braço e disse “Fora do meu debate! Faça o seu sobre os palestinos!” Esse comportamento me levou – já profundamente irritado – a dizer em tom alto que me retiraria imediatamente pois não se tratava de um debate acadêmico, ainda mais se tratando de um núcleo de pesquisadores de uma Universidade pública.
Por fim registro minha preocupação com os eventos organizados ou apoiados pela Secretaria Municipal de Educação. Ela deveria ser mais cuidadosa nas parcerias feitas cujo objetivo é a reunião de um grande número de professores. Verificamos exemplos de intolerância em um espaço público, acadêmico, logo, de debate. Não é essa visão de história intolerante, monolítica que tento construir com meus alunos diariamente.  


[1] Mestre em História pela UFF e professor da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. E-mail: robimansilla@hotmail.com
[2] Só para se ter uma idéia dessa tragédia (que os palestinos denominam de Nakba) entre a divisão da Palestina e a formação do Estado de Israel, num período de seis meses, brigadas armadas israelenses ocuparam cerca de 80% da terra palestina e expulsaram mais de 800 mil palestinos, de um total de 950 mil. Essa expulsão se deu através de sucessivos massacres. Várias cidades foram arrasadas forçando a população palestina a refugiar-se nos países vizinhos, em campos de refugiados, nas quais existem por volta de mais de 4 milhões. Em 1948, os palestinos tornaram-se minoria em seu próprio território.

[3] Cf. Norman Finkelstein, A indústria do Holocausto. Reflexões sobre a exploração do sofrimento dos judeus, p. 13. O autor é  filho de judeus egressos do Gueto de Varsóvia e sobreviventes dos campos de concentração de Maidanek e Auschwitz.

Iuperj: Isso é escandaloso.

Caros colegas,

       Posso estar enganada, mas é inescrupuloso os métodos e práticas aplicados por este governo e a reitoria da UERJ. O reitor e o governador querem incorporar seus amigos à UERJ e nem ao menos disfarçam abrindo um concurso amplo. 
Nada disso passou pelo conselho universitário. Pois bem, se eles podem escolher quem querem incorporar à UERJ, nós também podemos, e eu tenho uma proposta: por que não incorporar a Escola Nacional Florestan Fernandes que também passa por dificuldades e é fruto de um projeto social e não empresarial? 
Segue mais essa manobra para favorecer "os amigos deles". 
Isso é justo e democrático para com a sociedade e os vários outros professores e setores da área? Será que está é a única forma de se resolver esse problema gerado pela educação lucrativa e especultiva? Esses professores pertencem a uma elite, e os demais trabalhadores e trabalhadoras em questão serão incorporados? 
Com o rumo que a nossa educação privada está tomando, de total falência devido a falta de cumprimento dos direitos trabalhistas e de total descompromisso com o social e a educação propriamente dita, vamos incorporar todas as universidades privadas? 
É um momento para reflexão e avaliação. Seguem algumas notícias anexadas sobre o assunto.

     
       "Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas." (Florestan Fernandes)

Mônica.

Anexos:

Professores do Iuperj pedem demissão coletiva e serão incorporados à Uerj
Plantão | Publicada em 22/06/2010 às 12h23m
Leonardo Cazes
RIO - Um grupo de professores do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) pediu demissão coletiva na manhã desta terça-feira e será incorporado à Uerj. Haverá uma solenidade no Palácio Guanabara com a presença do reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, para selar a entrada dos docentes. A princípio, eles serão contratados como professores-visitantes e receberão bolsas de 6.700 reais durante um prazo máximo de cinco anos, que é o permitido por lei.
A ideia da universidade é a criação de um instituto próprio dedicado aos cursos de pós-graduação, mas os pesquisadores também participarão de atividades da graduação. Segundo a Uerj, o governo do estado se comprometeu a reformar um prédio próprio da instituição para receber o novo centro de pesquisa e também a liberar recursos para a promoção de concursos.
- A Uerj está participando da salvação de uma instituição de alto nível que contou com a sensibilidade do Governador do Estado, Sergio Cabral. É uma casamento bem sucedido: IUPPERJ - afirmou Vieiralves.
O motivo da saída dos professores do instituto são os mais de seis meses de salários atrasados. A Universidade Cândido Mendes (Ucam) enfrenta sérios problemas financeiros, e como é devedora da União e do estado, não pode receber recursos públicos. O Iuperj possui programas de pós-graduação em Sociologia e em Ciência Política, ambos avaliados como de excelência pela Capes.
Fonte: O Globo
 
Uerj ganha Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa
23 de junho de 2010 15h49 atualizado às 15h50
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A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) lançou nesta terça-feira,22, o Instituto Uerj de Pós-Graduação e Pesquisa (IUPPERJ). Na cerimônia de inauguração, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, o governador Sérgio Cabral deu as boas vindas aos vinte novos professores visitantes da instituição.
O IUPPERJ é resultado da incorporação de professores e pesquisadores do Instituto Universitário de Pesquisas da Universidade Cândido Mendes ao quadro acadêmico da Uerj. O Governo do Estado investirá R$ 1,3 milhão por ano na manutenção do programa de pós-graduação. Com isso, a universidade cumpre uma de suas principais metas: proporcionar a troca de experiências entre a comunidade acadêmica e a sociedade.
"A determinação de unir o instituto à Uerj foi uma decisão de amor ao Rio. O IUPPERJ é um patrimônio das ciências sociais no Brasil. Da mesma maneira que trabalhamos e recuperamos bens físicos, como o Theatro Municipal e o Maracanã, também devemos lutar e recuperar os bens imateriais que são referência do estado. O Rio de Janeiro é o centro de pensamento mais forte do país, junto com São Paulo", afirmou o governador Sérgio Cabral.
A expectativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é de que em dois anos seja aberto concurso público para que os membros do IUPPERJ possam ser nomeados. De acordo com o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, os professores receberão uma bolsa no valor de 6 mil reais.
Os vinte docentes foram contratados como professores visitantes. A Uerj vem incentivando a produtividade nas diferentes áreas do conhecimento através do Programa de Professor Visitante.
"Esse foi um gesto corajoso do Governo do Estado. Seria uma grande perda fechar um programa tão importante quanto o nosso. Vamos manter a mesma qualidade de sempre e iremos cumprir os desafios da Uerj, junto com os nossos 200 estudantes", resumiu o diretor executivo do IUPPERJ, Jairo Nicolau.
 
Leia Manifesto em apoio ao professor Miguel Baldez

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Governador continua enrolando os servidores da educação com projeto que “antecipa” em três meses a incorporação de gratificação

O governador Sergio Cabral enviou hoje à Alerj o projeto de lei 3.136, pedindo autorização aos deputados para antecipar as parcelas de incorporação da gratificação do Nova Escola para os profissionais de educação. Seria até uma notícia pra se comemorar, se não houvesse este importante detalhe: a última parcela continuará a ser paga somente em 2015. A “antecipação”, na verdade, segundo o projeto, é de apenas três meses. Assim, as parcelas, que pela lei aprovada ano passado, seriam pagas a cada mês de outubro, serão pagas em julho - mas mantendo o prazo final de 2015.

Esta é a antecipação que o governador alardeou até como reajuste salarial de 4%. Mas, se traduzida em números absolutos, significa, por exemplo, para o professor nível 1 no Plano de Carreira, o de menor salário, um “aumento” de R$ 26,00. Já o Professor 9, o maior nível, terá um “reajuste” de R$ 65,00. O Sepe exige a incorporação imediata da gratificação na sua totalidade. Lembramos que, na eleição em 2006, Cabral enviou para todos os profissionais de educação uma carta na qual se comprometia com várias de nossas reivindicações, incluindo a recuperação das perdas dos últimos 10 anos e a incorporação da gratificação do Nova Escola - a incorporação conta-gotas atual com certeza não ajuda nada nessa recuperação das perdas salariais.

No dia 17 de junho (quinta-feira), a educação e os demais servidores estaduais realizarão uma marcha do Largo do Machado até o Palácio Guanabara para exigir que o governador cumpra as suas promessas de valorização da educação e dos servidores públicos. Fica muito claro que o governador, ao anunciar falsas melhorias salariais, como é o caso desse projeto de lei, tem um claro objetivo de desmobilizar a campanha salarial unificada dos servidores e tentar confundir a população em ano eleitoral.

Abaixo, o texto do projeto de lei 3136:

Art. 1º. Fica o Poder Executivo autorizado a antecipar, por ato próprio, as datas de implementação das tabelas remuneratórias constantes do anexo da Lei nº 5.539, de 10 de setembro de 2009, com redação dada pela Lei nº 5.584, de 02 de dezembro de 2009.

Parágrafo ÚnicoAs parcelas de que tratam as tabelas mencionadas pelo caput deste artigo, caso seja a referida antecipação pelo Poder Executivo, deverão vencer até julho de 2015.

Art. 2°. Esta Lei entra em vigor a partir de 1º de julho de 2010.

Profissionais reclamam da Perícia Médica do município do Rio

Os profissionais da rede municipal do Rio estão revoltados com o serviço que vem sendo prestado pela Perícia Médica da Secretaria Municipal de Administração. Segundo eles, a Biometria – setor responsável pela avaliação da saúde dos servidores -  tem desconsiderado laudos de médicos particulares e reprovado profissionais que tentam conseguir a dupla regência entre outros casos. 

O caso de uma professora da rede municipal, que recorreu ao sindicato, é um bom exemplo  dos problemas que vem sendo enfrentados pelos profissionais que precisam recorrer ao serviço: ela se consulta com um psiquiatra há vários anos e foi à perícia com um laudo deste, que foi recusado depois de um “atendimento” que durou, no máximo, dez minutos.

Muitos casos de pedido de readaptação têm sido negados pela Biometria, sendo os servidores encaminhados de volta para sua função, mesmo não apresentando condições de voltar a exercer o mesmo tipo de função. Ou então, são postos de licença médica, mesmo que queiram trabalhar em uma função readaptada. Outra queixa corrente é a de que muitos professores, que já trabalham em uma matrícula, tem tido laudos negativos da Biometria por causa de problemas de voz, sendo que, em muitos casos, estes profissionais trabalhem em regime de dupla regência. 

terça-feira, 8 de junho de 2010

Rede estadual: meia paralisação com protocolo nas Coordenadorias Metropolitanas no dia 10 de junho

Os profissionais da rede estadual farão uma meia paralisação no dia 10 de junho.

Neste dia, a categoria realizará atos descentralizados por Regionais e núcleos municipais e irá protocolar requerimentos nas Coordenadorias Metropolitanas solicitando do governo do Estado a manutençaõ dos seus direitos.

No dia 17 de junho, haverá paralisação de 24 horas, com uma marcha unificada ao Palácio com os servidores que integram o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE).

À tarde, haverá uma assembléia geral, no auditório da ABI (Rua Araújo Porto  Alegre 71 - 9º andar - Centro).

Petrópolis em estado de greve: Veja o calendário de lutas da rede municipal

A rede municipal de Petrópolis suspendeu a greve na última quarta-feira, mas se manteve em estado de greve, aguardando o desenvolvimento das negociações com a prefeitura, que se iniciarão na próxima quarta-feira (dia 09 de junho). Veja o calendário de atividades aprovado pela categoria:

CALENDÁRIO
Início da semana: Realização de reunião com os pais e responsáveis dos nossos alunos. Se a direção da escola tentar impedir essa reunião, deveremos conversar com nossos pais no portão das escolas e denunciar o  nome dessas  diretoras ao Sepe.

7 de junho – SEGUNDA: Durante o dia todo nas escolas conversar, distribuir notas informativas, colher mais assinaturas de apoio. Mudar nosso plano de aula falando de cidadania, de liberdade, da luta e contar a história que estamos construindo.

8 de junho - TERÇA - às 15h: Vamos entregar na Prefeitura o ABAIXO ASSINADO. Uma comissão entre pais, alunos, servidores da educação e da saúde estarão na Prefeitura para este ato. Todos que puderem deverão ir. Nos encontraremos lá.

Dia 9 de junho - QUARTA  a partir das 13:30h: VIGÍLIA na porta da Prefeitura o aguardando a negociação.

Dia 9 de junho - QUARTA às 18h: ASSEMBLEIA da EDUCAÇÂO em frente à CÂMARA

Educação municipal de Petrópolis suspende greve e aguarda audiência com prefeito:

Os profissionais de educação da rede municipal de Petrópolis decidiram essa tarde, em assembleia realizada no Clube Petropolitano, suspender a greve da categoria, iniciada no dia 13 de maio. A categoria decidiu suspender a greve e aguardar o resultado da audiência com o prefeito Paulo Mustrangi, que será realizada na quarta-feira, dia 9, às 13h, na prefeitura. Essa audiência foi ordenada pela Justiça, já que o prefeito Mustrangi, até agora, vinha se recusando a negociar. Também no dia 9, a categoria realizará uma assembleia na Câmara de Vereadores, às 18h, para discutir o resultado das negociações.

Cabe agora ao prefeito abrir negociações com os servidores municipais, o que ele vem recusando desde o início do movimento. As reivindicações dos profissionais das escolas municipais de Petropolis são as seguintes: implementação imediata de um plano de carreira unificado (englobando professores e funcionários); reajuste de 20% para recomposição das perdas salariais dos últimos anos; incorporação dos abonos; e redução da jornada de trabalho dos funcionários administrativos de 40 horas para 30 horas.

Justiça do Trabalho ordena que prefeito negocie:

Em audiência realizada ontem, terça-feira, dia 1º, o desembargador Luiz Felipe Haddad do Tribunal de Justiça do Rio reconheceu a legitimidade do Sepe para realizar negociações com a prefeitura e concedeu um prazo de 20 dias, a partir de ontem, dia 7, para que a categoria, a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos (Sisep) possam discutir a pauta de reivindicações dos professores e funcionários das escolas.

O desembargador recusou as alegações dos representantes da prefeitura e do Sisep de que o Sepe não teria legitimidade para representar os educadores municipais de Petrópolis. Segundo Luiz Felipe Haddad, o histórico de 30 anos de lutas do sindicato é uma prova inconteste desta representatividade do Sepe.

Carta à população de Petrópolis sobre a interrupção da greve

Carta à população de Petrópolis:
 
Escolas municipais interrompem a greve, mas a mobilização continua! Prefeito Mustrangi, faça uma proposta digna à categoria!

Os profissionais de educação da rede municipal de Petrópolis decidiram no dia 2 de junho interromper a greve da categoria, iniciada no dia 13 de maio, e retornar ao trabalho na segunda-feira, dia 6.

A categoria decidiu interromper a greve para que o prefeito Paulo Mustrangi (PT), cumprindo determinação da Justiça, apresente uma proposta digna para a educação – até agora o prefeito propôs um reajuste de míseros 3%. No dia 9 de junho, ocorrerá uma audiência com o governo municipal, conforme determinação do desembargador Luiz Felipe Haddad.

No mesmo dia 9/6, a categoria realizará uma assembleia para discutir o resultado das negociações. Cabe ao prefeito decidir se as escolas continuarão funcionando ou se haverá uma nova greve.

A população de Petrópolis tem que saber que nossas reivindicações não são absurdas ou impossíveis de serem atendidas. Pelo contrário! Repare:
1)       Implementação imediata de um plano de carreira unificado (englobando professores e funcionários);
2)       reajuste de 20% para recomposição das perdas salariais dos últimos anos;
3)       Incorporação dos abonos;
4)       Redução da jornada de trabalho dos funcionários administrativos de 40 horas para 30 horas.

Desde o início da mobilização dos educadores municipais, que redundou na greve, o governo e a Secretaria Municipal de Educação não se preocuparam em abrir negociações, nem apresentar uma contraproposta decente para as nossas reivindicações. Por sinal, em Petrópolis, não são apenas os educadores que se encontram em situação difícil por causa da falta de implementação pela prefeitura de uma política salarial e de valorização dos servidores públicos. O pessoal da Saúde, por exemplo, também está em greve. Assim, o movimento unificado dos servidores municipais de Petrópolis está cada dia mais forte.

Desde o dia 13 de maio, quando foi deflagrada a greve da educação municipal, os atos públicos e as assembléias promovidas pelos educadores e o conjunto dos servidores municipais em luta reuniram milhares de pessoas nas ruas da cidade. Em todos os atos promovidos até aqui, os educadores e as demais categorias têm recebido o total apoio da população petropolitana, que considera justas as nossas reivindicações.

Dessa forma, interrompemos a greve, mas a mobilização continua forte. Cabe agora ao prefeito Mustrangi se pronunciar, apresentando uma proposta digna para a categoria. Se ele mantiver sua intransigência, não teremos outro caminho a não ser retomar a greve.

Com a palavra, o prefeito.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Petrópolis: categoria decide rumos da greve em assembléia hoje à tarde no Clube Petropolitano

    Nesta quarta-feira (dia 02 de junho), os profissionais de educação farão uma assembleia, a partir das 14h, no Clube Petropolitano (Avenida Roberto Silveira, 82 – Centro de Petrópolis), para debater os resultados da audiência de conciliação, realizada na tarde de ontem (dia 01 de junho) no Tribunal de Justiça do Rio  e decidir pela continuidade da greve ou não. Esta manhã, desde as 10h, o Sepe está promovendo um encontro com os representantes das escolas municipais para preparar a assembléia da tarde.

Em audiência ontem, Justiça mandou prefeitura reabrir as negociações com o Sepe

    Numa audiência de conciliação realizada na tarde desta terça-feira (dia 01 de junho), para tratar da greve nas escolas municipais de Petrópolis, o desembargador Luiz Felipe Haddad reconheceu a legitimidade do Sepe para realizar negociações com a prefeitura em nome dos profissionais da rede municipal e concedeu um prazo de 20 dias, a partir da próxima segunda-feira (dia 7 de junho), para que a categoria, a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos (Sisep) possam discutir a pauta de reivindicações dos professores e funcionários das escolas e solucionem o impasse que está provocando a greve por tempo indeterminado, desde o dia 13 de maio. A primeira rodada de negociações com o poder público municipal já foi marcado para o dia 9 de junho.
    O desembargador recusou as alegações dos representantes da prefeitura e do Sisep de que o Sepe não teria legitimidade para representar os educadores municipais de Petrópolis. Segundo Luiz Felipe Haddad, o histórico de 30 anos de lutas do sindicato em defesa da educação e as assembléias e manifestações em Petrópolis, que estão reunindo milhares de pessoas nas ruas é uma prova inconteste desta representatividade do Sepe.
    Por fim, o desembargador manteve os efeitos suspensivos de uma liminar concedida por ele próprio contra uma ação da prefeitura de Petrópolis na Justiça da Capital, que questionava a legalidade do Sepe para representar a categoria e instituía uma multa de R$ 10 mil por dia de paralisação nas escolas após a concessão da liminar.

TJ confirma legitimidade do Sepe para negociar com a prefeitura de Petrópolis e dá um prazo de 20 dias para a realização de negociações entre governo e sindicatos

Desembargador Luiz Felipe Haddad disse que legitimidade do sindicato para representar a categoria fica mais do que clara pela luta de mais de 30 anos em defesa da educação pública e na mobilização de milhares de pessoas em Petrópolis na luta por melhores salários e condições de trabalho.


     Numa audiência de conciliação realizada na tarde desta terça-feira (dia 01 de junho), para tratar da greve nas escolas municipais de Petrópolis, o desembargador Luiz Felipe Haddad reconheceu a legitimidade do Sepe para realizar negociações com a prefeitura em nome dos profissionais da rede municipal e concedeu um prazo de 20 dias, a partir da próxima segunda-feira (dia 7 de junho), para que a categoria, a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos (Sisep) possam discutir a pauta de reivindicações dos professores e funcionários das escolas e solucionem o impasse que está provocando a greve por tempo indeterminado, desde o dia 13 de maio. A primeira rodada de negociações com o poder público municipal já foi marcado para o dia 9 de junho.
    O desembargador recusou as alegações dos representantes da prefeitura e do Sisep de que o Sepe não teria legitimidade para representar os educadores municipais de Petrópolis. Segundo Luiz Felipe Haddad, o histórico de 30 anos de lutas do sindicato em defesa da educação e as assembléias e manifestações em Petrópolis, que estão reunindo milhares de pessoas nas ruas é uma prova inconteste desta representatividade do Sepe.
     Por fim, o desembargador manteve os efeitos suspensivos de uma liminar concedida por ele próprio contra uma ação da prefeitura de Petrópolis na Justiça da Capital, que questionava a legalidade do Sepe para representar a categoria e instituía uma multa de R$ 10 mil por dia de paralisação nas escolas após a concessão da liminar.
     Nesta quarta-feira (dia 02 de junho), os profissionais de educação farão uma assembleia, a partir das 14h, no Clube Petropolitano (Avenida Roberto Silveira, 82 – Centro de Petrópolis), para debater os resultados da audiência de conciliação e decidir pela continuidade da greve ou não. Pela manhã, a partir das 10h, o Sepe promoverá um encontro com os representantes das escolas municipais para preparar a assembléia da tarde.

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