quinta-feira, 5 de maio de 2011

Violência: Morre mais um aluno vítima de bala perdida em Ciep na Vila do Pinheiro


A violência que ronda o espaço escolar nas unidades da rede estadual e municipal fez mais uma vítima na noite desta quarta-feira (dia 04 de maio). Durante uma tentativa de invasão de traficantes na comunidade, o aluno Josemilton Trindade da Silva, de 43 anos, morreu no Hospital Geral de Bonsucesso, após ter sido atingido na sala de aula por uma bala perdida. Josemilton era aluno do curso de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) do Ciep Gustavo Capanema, trabalhava como porteiro e estudava há dois anos na unidade.
Profissionais e alunos relataram para a direção do Sepe que, desde o final da tarde de ontem, a comunidade escolar estava assustada com a forte movimentação de pessoas armadas na Vila do Pinheiro e diversos alunos chegaram a solicitar que a escola fosse fechada e os alunos dispensados mais cedo por causa da ameaça de confrontos entre os traficantes. A 4ª CRE chegou a ser contatada e consultada sobre a possibilidade de suspensão das atividades mais cedo, mas a direção da Coordenadoria não permitiu o fechamento da escola.
Por volta das 19h30m, a invasão começou e profissionais e estudantes ficaram sitiados nas salas de aula, enquanto os bandidos trocavam tiros nos arredores. Uma das balas disparadas acabou atingindo o aluno Josemilton na cabeça. Ele foi levado para o hospital, mas não resistiu ao ferimento. Dezenas e alunos e professores da escola só puderam deixar o local depois da chegada do Batalhão de Operações Especiais da PM (BOPE).
Caso os relatos sobre a negativa da 4ª CRE para a suspensão das atividades no Ciep se confirmarem, mais uma vez, ficam provadas as acusações do Sepe a respeito da compelta falta de entendimento da SME sobre as reais condições de segurança nas escolas localizadas em áreas de risco. Já não é a primeira vez que as direções das unidades são obrigadas a manter as escolas em funcionamento, mesmo com a ocorrência de tiroteios entre bandidos ou operações policias no entorno das escolas que resultam em troca de tiros. Um caso exemplar é o do aluno Wesley, de 11 anos, que morreu dentro de sala de aula, atingido por bala perdida durante confronto entre policiais e traficantes em Acari.

Rede estadual está protestando na Alerj


Como em 2009, categoria volta a protestar na ALERJ

Os profissionais da rede estadual completam dois dias da greve de advertência de 48 horas nesta quinta-feira (dia 5 de maio), realizando um ato de protesto nas escadarias da Alerj desde o início da manhã. À tarde, a partir das 14h, o Sepe convoca toda a categoria para a assembléia geral, no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 - 9 º andar) para que possamos definir os próximos passos da mobilização em torno da campanha salarial 2011.

Ontem (dia 4/5), algumas escolas promoveram debates com a comunidade escolar durante a paralisação para explicar os motivos da nossa greve de advertência e mostrar como o governador Sérgio Cabral pouco se preocupa com o setor que ele tinha prometido "valorizar" desde a campanha eleitoral na sua primeira eleição ao governo do estado, em 2006. Em alguns municípios, como Duque de Caxias, as escolas promoveream atos públicos, com participação de profissionais, estudantes e restante da comunidade para apoiar o movimento. O Sepe estima que os inídices de paralisação aumentem nesta quinta-feira, dia em que está sendo realizado um grande ato na Alerj e, mais tarde, uma assembléia geral na ABI.


I Seminário Nacional de Servidores Municipais da CSP-Conlutas será realizado em São Paulo no dia 2 de junho

A CSP-Conlutas realiza, no dia 2 de junho, o I Seminário Nacional de Servidores Municipais. O encontro será realizado na cidade de São Paulo. O encontro visa debater a situação dos servidores municipais que, cada vez mais, estão sendo vítimas de ataques dos governos comprometidos com práticas que redundam no corte de investimentos, arrocho salarial e ameaças de retirada dos direitos trabalhistas.

Em nível internacional ainda estamos vivendo um processo de crise econômica. O Brasil, nesse contexto, apresenta um cenário distinto. O crescimento econômico registrado não se reverte em melhora de vida para a classe trabalhadora. Ao contrário, há um aumento generalizado dos preços, o anúncio de corte nos gastos públicos e ameaças de retiradas de direitos dos trabalhadores.

As medidas adotadas pelo governo Dilma Roussef, nos primeiros meses, frustram a expectativa da maioria do povo brasileiro e nos colocam em alerta. Enquanto o reajuste do salário mínimo ficou em 6,47%, os deputados tiveram 62% de aumento e a própria presidenta, 133%. Alguns e estados e municípios adotaram o critério por similaridade, sufocando os orçamentos.

O governo anunciou oficialmente que pretende cortar R$ 50 bilhões do orçamento, retirando verbas das áreas de moradia, educação, transporte, justiça e agricultura. Junto, apresentou proposta de mudanças na reforma da previdência e tributária. Tudo isso para seguir pagando a dívida pública de 300 bilhões.

Os servidores públicos, mais uma vez, estão na mira dos ataques. Começou para os federais, reeditando medidas que pretendem congelar salários e atacar a carreira. Eles estão lutando para reverter, mas se o governo consegue implementar essas medidas, ocorre o efeito cascata para os estados e municípios.

Para buscar organizar nossa luta, no dia 02 de junho, na cidade de São Paulo, as entidades e oposições do serviço público municipal filiadas ou simpatizantes da CSP-CONLUTAS realizarão um seminário nacional com o objetivo de debater a conjuntura atual, os principais desafios a serem enfrentados e a organização nacional do segmento, tendo em vista a necessidade de unificar as bandeiras para fortalecer a luta.

A Setorial dos Servidores Municipais da CSP Conlutas convoca a todos os sindicatos e as entidades filiadas à central e estende o convite a todos aqueles que estão na luta em defesa da nossa categoria, independentemente dos governos e de forma autônoma e democrática.

Data: 02/06/2011

Local: Hotel San Raphael (Largo do Arouche, 150 – São Paulo) Programação:

9:00h-9:30h – abertura

9:30h-11:00h – A conjuntura atual e os desafios da luta dos servidores municipais

11:00h – 13:00h –Plano de Carreira, Condições de Trabalho e Saúde do Trabalhador

14:00h – 16:00h – Grupos de Trabalho

16:00- 17:00h – sistematização das propostas

17:00h – 18:00h – organização do setor da CSP-CONLUTAS

Veja as deliberações da assembléia da rede municipal do dia 03 de maio

Categoria ocupou escadarias da Câmara Municipal (03/05/11)

A ASSEMBLEIA DO DIA 03/05 APROVOU:

·    Paralisação no dia da votação da PEC;
·    11/5 - quarta- feira, no dia do COC da rede municipal, ida na Câmara dos Vereadores para ocupar as galerias e pressionar os vereadores, a partir das 17h. Após realização de assembléia no Sepe para encaminhar os próximos passos da luta contra a reforma da previdência de Eduardo Paes;
·    12/5 - Participação do Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público e do Sistema Previdenciário, na Câmara dos Vereadores ( conteúdo em anexo);
·    Jornal para casa dos filiados;
·    Cartilhas e carta para a população;
·    Adesivos, outdoor, busdoor, plástico de carros e cartazes;
·    "Prefeito tire as mãos da aposentadoria do servidor";
·    DJ - ação para garantir um terço de planejamento para a rede municipal;
·    Comando de mobilização pelas regionais;

     
Está marcado para o próximo dia 12 de maio, na Câmara Municipal do Rio, o ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público e do Sistema Previdenciário. O encontro vai ocorrer no salão nobre da Câmara Municipal às 18:15h do dia 12 (quinta-feira) e vai contar com a presença de vereadores que compõem a frente parlamentar, servidores ativos, inativos e suas entidades de representação. A frente parlamentar foi formada por iniciativa do vereador Eliomar Coelho e conta com a assinatura de 26 dos 51 Vereadores. O compromisso é debater a atual política de privatizações do governo Paes e a administração do Sistema de Previdência dos servidores que, segundo a prefeitura, precisa ser reformado com corte de direitos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Greve de advertência de 48 horas na rede estadual: profissionais farão protesto na Alerj amanhã



Os profissionais da rede estadual que estão fazendo uma greve de advertência nesta quarta e quinta-feiras (dias 4 e 5 de maio) farão um ato de protesto nas escadarias da Alerj nesta quinta (dia 5), a partir das 10h. O objetivo do protesto é o de chamar a atenção da população e dos deputados estaduais para as reivindicações dos cerca de 80 mil professores e funcionários das 1.652 que compõem a rede do estado, responsáveis pelo atendimento de cerca de 1,2 milhão de alunos. A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) um reajuste emergencial de 26%;

2) a abertura das negociações com o governo;

3) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

4) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.

Ainda nesta quinta-feira, a partir das 14h, os profissionais debaterão os próximos passos da campanha salarial de 2011 em uma assembléia geral no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).

Mobilização contra a Reforma da Previdência de Eduardo Paes: Rede municipal vai ocupar galerias da Câmara Municipal no dia 11 de maio


Como parte da mobilização dos profissionais da rede municipal do Rio contra a Reforma da Previdência do prefeito Eduardo Paes, a assembléia da rede municipal, realizada na tarde desta terça-feira (dia 3 de maio) deliberou que a categoria irá até a Câmara de Vereadores na próxima quarta-feira (dia 11 de maio), a partir das 17h, para ocupar as galerias e pressionar os parlamentares a votarem contra a Reforma da Previdência do funcionalismo municipal.

A decisão da ida à Câmara foi tomada, levando-se em conta que, neste dia, serão realzados os Conselhos de Classe nas escolas municipais, o que facilita a saída dos profissionais das escolas para participar da mobilização. Logo após o protesto, realizaremos uma assembléia geral, no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar) para definir os próximos passos da nossa mobilzação contra a PLC 41, que ataca a nossa aposentadoria.

Manifesto da Regional VII contra o SAERJ

A Regional VII do Sepe preparou o seguinte manifesto em repúdio ao SAERJ, também conhecido como Saerjinho. Veja o teor das críticas do sindicato a esta avaliação.
 
Manifestação de repúdio a uma política de desvalorização 
do servidor público da educação deste Estado:
o caso do Saerjinho

O dia 13 de abril de 2011 entrou para a história de forma negativa para aqueles que buscam uma educação pública de qualidade, democrática e laica e que possa verdadeiramente atender às aspirações da comunidade fluminense. Nesta data, realizou-se nas escolas da rede estadual a primeira avaliação bimestral do Saerj versão 2011, mais conhecido pelo nome de “Saerjinho”, que visa estabelecer uma análise da performance dos discentes da rede em disciplinas como Língua Portuguesa e Matemática.

E sobre estas avaliações que têm um caráter de política nacional, não apenas estadual, e se estendendo por redes municipais pelo país afora, algumas palavras:

* nas escolas da rede estadual no dia 13 de abril, quando da aplicação do “Saerjinho”, inúmeros profissionais, movidos pela boa-fé em construir uma educação melhor para os seus alunos, se dedicaram de corpo e alma, não só na aplicação da prova, mas até na correção das mesmas e na preparação de seus respectivos gabaritos;

* isto sem receber qualquer contrapartida, em termos financeiros, pois se caracterizou como trabalho extra sem remuneração. Este trabalho extremamente desgastante e cansativo, ainda veio em péssima hora, num momento em que as escolas tinham realizado ou estavam realizando suas avaliações bimestrais, como consta do calendário da rede estadual.

* Mais uma sobrecarga de trabalho para os profissionais de educação, que tiveram que corrigir provas que não as suas, além de ter ferido a autonomia do profissional de educação que não foi consultado sobre a importância e significância de se realizar tais provas, mas apenas comunicado que deveria aplicá-las e corrigi-las, o que tornou o professor um mero executor de tarefas, como o operário de “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, totalmente alienado do seu trabalho e submisso à lógica produtivista e de exploração do trabalho pelo Capital.

No caso do profissional de educação do qual falamos, muitos não sabiam nem por que nem para que estavam trabalhando. O governo demonstra com isso que não confia nos seus profissionais, os mesmos que formam o corpo docente da rede estadual e que ingressaram por meio de concursos públicos e não pela “janela”. O fato de ingressarem mediante concursos públicos é mais uma prova da capacidade e da qualidade desses profissionais.

Profissionais da Rede Estadual, não se iludam os com a possibilidade de ganhar gratificações e abonos, 14º, 15º e 16º salários etc. Já sabemos muito bem que isto tira o foco da nossa luta por uma valorização salarial real, por um aumento substancial que nos permita trabalhar sem a necessidade de realizarmos horas extras para complementar nossa parca renda, o que compromete a qualidade das aulas ministradas devido ao desgaste provocado por uma longa jornada de trabalho estafante.

Na verdade, o que se pretende é uma categoria dividida pela presença de uma política meritocrática que só vem reforçar uma ideia de competitividade no seio dos profissionais de educação, impedindo, assim a unidade dos que verdadeiramente estão comprometidos em defender uma educação pública, de qualidade e para todos.

Em suma, o que o governo deseja é tirar da sua conta a responsabilidade do caos em que se encontra a educação. Isto porque ao estabelecer metas cujos critérios o próprio governo sabe inatingíveis, pois muitos fogem da própria alçada dos profissionais nas escolas e da ausência de recursos materiais para atingi-los, o que o governo quer é tachar os professores e funcionários das escolas como verdadeiros responsáveis pelas mazelas da escola pública, não lhes conferir o justo e devido reajuste salarial, e se isentar de qualquer culpa com relação ao estado da educação pública perante a sociedade fluminense.


                 Rio de Janeiro, 22 de abril de 2011.

Rede municipal de Niterói rejeita Cláudio Mendonça em Plebiscito organizado pelo Sepe


Em plebiscito organizado pelo núcleo do Sepe Niterói nas escolas da rede municipal, os profissionais de educação foram quase unânimes na sua rejeição à política educacional mplementada pela Fundação Municipal de Educação (FME), na fitura do seu presidente Cláudio Mendonça. Em assembléia os profissionais das escolas municipais decidiram fazer uma paralisação de 24 horas e uma assembleia no dia 4 de maio, às 10h, no DCE da UFF. Veja o resultado do plebiscito e as reivindicações da categoria:

Resultado do plebiscito:

91,30% votaram pela não permanência de Cláudio Mendonça na FME.

0,82% votaram nulo.

1,51% votaram em branco.

Reivindicações


25% de reposição das perdas salariais;

30 horas para funcionários;

Triênio e 15% entre os níveis.

Escolas municipais do Rio vão parar no dia da votação da PLC 41

Hoje, 3 de maio, os profissionais de educação da rede municipal do Rio realizaram uma paralisação de 24 horas para protestar contra a Proposta de Lei Complementar nº 41 do prefeito Eduardo Paes, que está para ser votada na Câmara de Vereadores e propõe mudanças na Previdência dos servidores, retirando diversos direitos. Também hoje foi realizado um ato público, com cerca de 200 pessoas, em frente à Câmara de Vereadores. Logo após a manifestação, o Sepe organizou uma comissão para percorrer os gabinetes dos vereadores com um impresso, pedindo que eles se comprometam a votar contra o projeto.

Às 15h, ocorreu uma assembléia no auditório da ABI. A categoria decidiu paralisar as atividades no dia em que a proposta for votada – a data de votação ainda não foi marcada -; manter as visitas aos vereadores e também participar da audiência pública sobre a PLC nº 41, que será realizada dia 12, às 18h, na Câmara de Vereadores. 
 
A PLC nº 41 vai extinguir a integralidade (direito de se aposentar com salário integral), a paridade (direito de ter reajuste igual aos servidores ativos), e implementar apenas 70% do salário para pensionistas.fundações e ONGs. O piso do professor é de Em 2010, o prefeito Paes chegou a ser condenado pela Justiça Federal por manter uma política de não aplicar os 25% da arrecadação municipal no setor, o que faz com que a categoria tenha que trabalhar em escolas com superlotação de alunos e falta de equipamentos e pessoal. 
 
Hoje, a rede municipal tem carência de mais de 10 mil professores e 12 mil funcionários, como merendeiras, agentes administrativos, pessoal de portaria e inspetores de alunos – todos esses profissionais são especializados na segurança das escolas e a carência deles agrava a crise de segurança nas unidades.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rede municipal está realizando protesto na Cinelândia


Mais de 150 profissionais da rede municipal, que faz uma paralisação de 24 horas nesta terça (dia 3/5), estão concentrados nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, desde as 10h. O protesto da categoria é contra o PLC 41 - a Reforma da Previdência de Eduardo Paes - que altera a sistema previdenciário municipal e acaba com direitos e conquistas dos servidores. O Sepe está organizando uma comissão para percorrer os gabinetes dos vereadores com um impresso, onde eles deverão assinar e se comprometer a votar contra o projeto de reforma da previdência do prefeito.

A partir das 15h, será realizada uma assembléia geral, na ABI, para definir os rumos da nossa  mobilização.

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