quinta-feira, 7 de março de 2013

Veja o vídeo da Paralisação da Rede Estadual e Municipal de Educação (05/03)


No dia 05 de março, as redes estadual e municipal fizeram uma paralisação conjunta.

Pela manhã, os profissionais do município realizaram aula pública na Cinelândia para denunciar a propaganda do prefeito com o jogo "Banco Imobiliário".

À tarde, os profissionais do estado realizaram uma assembleia na ABI, onde decidiram fazer nova  paralisação nas escolas estaduais no dia 21 de março.

No final da tarde, educadores do estado e município participaram da Marcha da Educação.

Veja o vídeo:


Carta dos estudantes de pós-graduação do IPPUR/UFRJ em repúdio ao Banco Imobiliário - Cidade Olímpica


Os estudantes de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ) vêm, por meio desta, manifestar repúdio à iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro em comprar e distribuir o jogo Banco Imobiliário - Cidade Olímpica nas escolas municipais da cidade.

Baseando-nos no conjunto de leis que estabelecem as diretrizes gerais da educação e da política urbana no Brasil, concluímos que esta atitude foi orientada por interesses políticos e econômicos que não estão comprometidos com o amadurecimento crítico dos jovens cariocas.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determina, em seu parágrafo segundo, que “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. O brinquedo em questão não contribui com a formação intelectual e cidadã dos educandos acerca do espaço urbano do município do Rio de Janeiro. Ao invés disso, o jogo praticamente naturaliza a competitividade para a acumulação e a especulação imobiliária quando, em sua dinâmica, gera expectativas de ganhos econômicos a partir de intervenções urbanísticas realizadas pelo Estado. Afora isso, ele ainda exalta as obras realizadas pela atual gestão municipal, caracterizando-se como um instrumento de propaganda política, despreocupado em disseminar entre os discentes da rede municipal um entendimento das reais condições urbanas de moradia e do uso de equipamentos públicos nas diferentes localidades da cidade mencionadas pelo brinquedo.

Questionamo-nos: Por que em uma atividade lúdica sobre a cidade em que os alunos vivem, realizada nas dependências escolares, o princípio do “preparo para o exercício da cidadania” está confundido com princípios que orientam e regulam os mercados capitalistas? Por que não se desenvolveu um jogo que buscasse propagar princípios básicos do Estatuto das Cidades, já que esse “estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental”?

O jogo estimula o educando a entender a cidade como um espaço exclusivamente mercantil. A “compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade” são apresentados de forma a impor uma ideologia baseada na competição e na acumulação individual de bens materiais.

A solidariedade humana e a atuação em prol do coletivo (como previsto no Estatuto das Cidades) são substituídas por valores individuais. A cidade é informada como sendo mero espaço de acumulação, na qual os problemas resumem-se aos meios para a valorização dos imóveis particulares.

O “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico” (LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO) são, portanto, contrariados, considerando-se as diretrizes básicas da educação e da política urbana no Brasil. Por fim, o brinquedo não estimula a criticidade e a competência na resolução de problemas reais no ambiente urbano brasileiro, como a desigualdade no acesso à infraestrutura social, aos serviços públicos e à moradia digna. Ele conforma um discurso ideológico que apresenta um modelo de cidade, resultante de um projeto político e econômico de um determinado grupo dominante, como natural e inquestionável aos educandos, ignorando os conflitos que se dão no espaço urbano em torno da luta por condições dignas e igualitárias de moradia e acesso aos equipamentos públicos de uso coletivo.

Isto posto, tendo como base os Artigos 32º e 35º da Lei de Diretrizes e Bases da educação, que dispõe, respectivamente, sobre a finalidade do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, e o Estatuto das Cidades, que estabelece as diretrizes gerais da política urbana, concluímos que a iniciativa de utilizar tal jogo nas escolas é inadequada e nociva para a formação cidadã dos educandos. Assim, reafirmamos o nosso repúdio e indignação quanto à distribuição do jogo Banco Imobiliário - Cidade Olímpica nas escolas da cidade do Rio de Janeiro.

Assinado: Estudantes de pós-graduação do IPPUR/UFRJ

quarta-feira, 6 de março de 2013

Rede estadual vai parar novamente no dia 21 de março: veja como foi a mobilização de ontem (dia 5/3)


Os professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais realizaram ontem, dia 05/03, uma paralisação de 24 horas em protesto contra os baixos salários, contra as políticas meritocráticas impostas pela Secretaria Estadual de Educação, os ataques do governo estadual aos direitos dos educadores e as más condições de trabalho. 

Em assembleia realizada no auditório da ABI, no Centro do Rio, centenas de profissionais de educação decidiram realizar uma nova paralisação no dia 21 de março, quando a mobilização pela campanha salarial vai continuar. Neste dia, será realizada nova assembleia, também na ABI, às 11h, quando uma proposta de greve será discutida; logo após a assembleia, também no dia 21, ocorrerá um ato público em frente à Alerj.

As redes estadual e a municipal do Rio fizeram uma paralisação conjunta. Elas reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 para funcionários. O piso do professor estadual hoje é de R$ 1.001,00; no município, o professor recebe de piso salarial R$ 1.092,00.

Na parte da tarde, a categoria participou da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP). A passeata reuniu profissionais das escolas estaduais e municipais; UERJ, UFF, UFRJ, Universidades Estaduais; Colégio Pedro II; Escolas Técnicas estaduais e federais e entidades do movimento estudantil, todas integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública.

Rede municipal marca nova assembléia para sábado 09/03



A rede municipal do Rio vai realizar uma nova assembleia no dia 09/03 (sábado), às 10h, na subsede do Sinpro, na Rua Manaí, nº 180, em Campo Grande. Nessa assembleia, a rede vai discutir se participa da paralisação do dia 21 com a rede estadual.
Ontem, terça-feira, 05/03, o Sepe promoveu uma aula pública na Cinelândia para denunciar os escândalos do governo Eduardo Paes. O tema da aula de hoje foi: "Escola não é banco, nem de brincadeira", uma crítica contra as denúncias de que o prefeito utilizou mais de R$ 1 milhão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica para a compra de 20 mil kits do jogo Banco Imobiliário - Rio Cidade Olímpica, junto à empresa Estrela e que faz propaganda do seu governo.

Escolas estaduais vão parar de novo no dia 21 de março


Os professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais realizaram ontem, terça, dia 05/03, uma paralisação de 24 horas em protesto contra os baixos salários, contra as políticas meritocráticas impostas pela Secretaria Estadual de Educação e as más condições de trabalho.

Em assembleia realizada no auditório da ABI, no Centro do Rio, centenas de profissionais de educação decidiram realizar uma nova paralisação no dia 21 de março, quando a mobilização pela campanha salarial vai continuar. Neste dia, será realizada nova assembleia, também na ABI, às 11h, quando uma proposta de greve será discutida; logo após a assembleia, também no dia 21, ocorrerá um ato público em frente à Alerj.

Ontem, as redes estadual e a municipal do Rio fizeram uma paralisação conjunta. Elas reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 para funcionários. O piso do professor estadual hoje é de R$ 1.001,00; no município, o professor recebe de piso salarial R$ 1.092,00.

Depois a categoria participou da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária. A passeata reunirá os profissionais das escolas estaduais e municipais; UERJ, UFF, UFRJ, Universidades Estaduais; Colégio Pedro II; Escolas Técnicas estaduais e federais e entidades do movimento estudantil, todas integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Profissionais de educação do município do Rio e da rede estadual fazem paralisação unificada dia 5 de março

Os professores e funcionários administrativos do município do Rio e da rede estadual farão uma paralisação conjunta de 24 horas, no dia 5 de março (terça). As duas redes estão em campanha salarial e reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para professores e 3,5 para funcionários. No mesmo dia, a categoria participa da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária, a partir das 16h (clique aqui para ler o boletim conjunto  e aqui para ler o cartaz da marcha).

05/03: Rede estadual fará paralisação de 24 horas e assembleia às 13h


Os profissionais da rede estadual lotaram o auditório da ABI para realizar a assembleia geral da categoria no dia 23 de fevereiro. As principais deliberações da categoria foram: o lançamento da Campanha Salarial de 2013, com a reivindicação de piso de 5 salários mínimos para o professor e 3,5 para o funcionário; a realização de uma paralisação de 24 horas no dia 5 de março, quando os profissionais farão uma assembleia geral, às 13h, no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar) e participarão da Marcha da Educação convocado pelo Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária, a partir das 16h.

Rede municipal fará aula pública

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (dia 27/2), os profissionais das escolas municipais do Rio decidiram que a categoria fará uma paralisação de 24 horas, no dia 05 de março. A assembleia deliberou pela realização de uma aula pública neste dia, na Cinelândia, a partir do meio dia, com o seguinte tema: "Escola não é banco, nem de brincadeira".

Além da aula pública, os profissionais também participarão da Marcha da Educação, organizada pelo FEDEP, cuja concentração será na Candelária, a partir das 16h. No dia 5 de março, dia da paralisação da rede municipal, a rede estadual também fará uma paralisação integral, participando igualmente da Marcha da Educação.

A assembleia do município também deliberou que a próxima assembleia será realizada no dia 9 de março, às 10h, em local a ser confirmado, na Zona Oeste do Rio.

Em resumo, a rede tem como reivindicações básicas:

- Aumento salarial – piso de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para funcionário;

- Plano de Carreira Unificado (professores e funcionários) – a rede não tem um plano de carreira.

- Contra a meritocracia! Em defesa da autonomia pedagógica.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ouça a chamada de rádio da paralisação da rede estadual


  

Ouça a chamada de rádio do Sepeconvocando os profissionais de educação da rede estadual para a paralisação do dia 05 de março e Marcha da Educação.

 Clique aqui para ouvir.

 

 

"Escola não é banco, nem de brincadeira!" Rede municipal fará paralisação de 24 horas no dia 5 de março


Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (dia 27/2), os profissionais das escolas municipais do Rio decidiram que a categoria fará uma paralisação de 24 horas, no dia 05 de março. A assembleia deliberou pela realização de uma aula pública neste dia, na Cinelândia, a partir do meio dia, com o seguinte tema: "Escola não é banco, nem de brincadeira!

Além da aula pública, os profissionais também votaram a favor da participação da rede municipal na Marcha da Educação, organizada pelo Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), cuja concentração será na Candelária, a partir das 16h. No dia 5 de março, dia da paralisação da rede municipal, a rede estadual também fará uma paralisação integral, participando igualmente da Marcha da Educação.

A assembleia do município também deliberou que a próxima plenária será realizada no dia 9 de março, às 10h, em local a ser confirmado.

Veja vídeo satirizando o jogo "comprado" pela prefeitura:

MP abrirá inquérito para apurar o jogo Banco Imobiliário Cidade Olímpica

O Ministério Público Estadual abrirá um inquérito para apurar os gastos da prefeitura do Rio com o Jogo Banco Imobiliário - Cidade Olímpica. Os procuradores do MP querem que o prefeito Eduardo Paes esclareça os gastos do governo municipal com a criação do jogo, denunciada pelo Jornal O Dia na semana passada e que faz propaganda de obras realizadas pela prefeitura.

Veja vídeo satirizando o jogo "comprado" pela prefeitura




As 10 postagens mais acessadas

Seguidores