sexta-feira, 22 de março de 2013

Rede estadual em estado de greve: Paralisação nos dias 16, 17 e 18 de abril



Os profissionais da rede estadual decidiram entrar em estado de greve em assembleia realizada ontem (dia 21) na ABI. 

A plenária também deliberou que as escolas farão uma paralisação de 72 horas nos dias 16, 17 e 18 de abril. No último dia da paralilsação, será realizada uma nova assembleia, a partir das 10h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359, Tijuca), quando discutiremos os rumos da mobilização. O estado de greve se inicia nesta sexta (dia 22). 

Na parte da tarde do dia 21 de março, a categoria se incorporou a uma marcha em defesa da educação, organizada pelo FEDEP e, depois realizou uma atividade nas escadarias da Alerj, com uma aula pública com a presença de estudantes e manifestantes solidários aos removidos da Aldeia Maracanã.

terça-feira, 19 de março de 2013

Rede estadual para na quinta (dia 21 de março): Sepe realizará assembleia na ABI para decidir se categoria entrará em estado de greve



Os professores e funcionários das escolas da rede estadual farão uma nova paralisação de 24 horas na quinta-feira (dia 21 de março). Neste dia, a partir das 11h, a categoria fará uma assembleia na ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar – Centro) para discutir se a rede estadual entrará ou não em estado de greve (prontidão para realização de uma paralisação por tempo indeterminado) a partir de quinta-feira. Caso o governo não abra as negociações, a rede estadual poderá parar por tempo indeterminado. 

Depois da assembleia, a partir das 14h, os profissionais participarão de uma marcha em defesa da educação, organizada por estudantes e por integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP) com início na Candelária e término nas escadarias da Alerj. Na escadaria da Alerj será realizada aula pública com o tema “Defesa da Escola Pública e de Qualidade”, com a participação de professores e alunos das redes estadual, FAETEC, Colégio Pedro II, Escolas Técnicas Federais e Universidades Federais e Estaduais.

Sepe vai solicitar intermediação do TJ para que governo estadual abra negociações

A diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) vai pedir uma audiência com a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, para informar que desde o ano passado o sindicato pede a criação de uma mesa de negociação com o governo do estado para discutir as reivindicações da categoria, cuja campanha salarial de 2013 foi iniciada no mês de fevereiro. No entanto, até agora o governo não respondeu aos pedidos do Sepe.
Na audiência, o Sepe também vai mostrar à desembargadora a situação dos funcionários administrativos das escolas, que estão sendo removidos arbitrariamente de seus locais de trabalho e substituídos por funcionários terceirizados.

O Sepe oficiou a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e o Palácio Guanabara, pedindo a abertura das negociações, tendo como base as seguintes reivindicações:

1) Cinco salários mínimos de piso (R$ 3 mil) para o magistério e 3,5 salários (R$ 2 mil) para os funcionários administrativos;

2) Combate ao Plano de Metas da SEEDUC e, também, ao Projeto de Certificação dos professores;

3) 30 horas para funcionários administrativos já – contra o cumprimento da carga horária de 40 horas.

4) 1/3 de carga horária para planejamento;


5) Uma escola, uma matrícula

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sepe vai ao Tribunal de Justiça alertar que o governo estadual se recusa a abrir negociação


A diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) vai pedir uma audiência com a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, para informar que desde o ano passado o sindicato pede a criação de uma mesa de negociação com o governo do estado para discutir as reivindicações da categoria. No entanto, até agora o governo não respondeu aos pedidos do Sepe.

Na audiência, o Sepe também vai mostrar à desembargadora a situação dos funcionários administrativos das escolas, que estão sendo removidos arbitrariamente de seus locais de trabalho e substituídos por funcionários terceirizados.

O Sepe oficiou a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e o Palácio Guanabara, pedindo a abertura seenegociações, tendo como base as seguintes reivindicações:

1) Cinco salários mínimos de piso (R$ 3 mil) para o magistério e 3,5 salários (R$ 2 mil) para os funcionários administrativos;

2) Combate ao Plano de Metas da SEEDUC e, também, ao Projeto de Certificação dos professores;

3) 30 horas para funcionários administrativos já – contra o cumprimento da carga horária de 40 horas.

4) 1/3 de carga horária para planejamento;

5) Uma escola, uma matrícula.

Caso o governo não abra as negociações, a rede estadual poderá parar!

A última assembleia da rede estadual, realizada dia 5 de março, decidiu que a categoria fará uma nova paralisação de 24 horas no dia 21 de março (quinta). Neste dia, os profissionais farão uma assembleia, a partir das 11h, na ABI, para definir se a rede entrará, a partir desta data, em estado de greve. Logo após, participação na Marcha do Forum em Defesa da Educação (concentração na Candelária) e aula pública na Alerj.

sexta-feira, 15 de março de 2013

MP vai investigar a utilização de material didático para a promoção pessoal de Paes

A 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Educação, órgão do Ministério Público do Estado, vai investigar o uso irregular de material didático pela rede pública de ensino municipal do Rio na promoção pessoal do prefeito Eduardo Paes e de seus aliados.

Segundo o site do MP, “serão investigados o uso do jogo ‘Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica’ e de material didático” distribuídos nas escolas.
O Sepe denunciou a prefeitura do Rio pelo uso desses materiais, que teve grande repercussão na imprensa.

A seguir, a íntegra do comunicado do MP no seu site:

“A 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Educação instaurou, na terça-feira (12/03), inquérito civil para apurar utilização indevida de material didático pela rede pública de ensino para a promoção pessoal do Prefeito e de seus aliados políticos. A Secretaria Municipal de Educação tem 15 dias para encaminhar ao Ministério Público um exemplar do caderno de matemática entregue aos alunos do 6º ano do ensino fundamental.

“De acordo com as informações passadas à Promotoria, o material faz referência ao resultado das últimas eleições municipais para Prefeito. As Promotoras de Justiça Erika Bastos Puppim e Cláudia Türner Duarte requereram ainda a lista dos responsáveis pela criação do material e o projeto político-pedagógico utilizado como fundamento para a criação das apostilas.

“O jogo "Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica" também é alvo de investigação. As Promotoras querem saber se o brinquedo foi desenvolvido como material de propaganda institucional da atual gestão do Município, e posteriormente, distribuído para a rede municipal de ensino, como material didático, com recursos do Fundeb.

"O MPRJ requereu cópia do projeto de criação e/ou projeto político pedagógico. "Se o jogo foi encaminhado para as escolas municipais, deveria existir uma proposta pedagógica. Se ela existe, convém verificar se está em consonância com os parâmetros estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", ressaltam as Promotoras de Justiça Erika Puppim e Cláudia Bastos.

“A Secretaria Municipal de Educação e a Brinquedos Estrela S.A têm 15 dias para encaminhar explicações ao Ministério Público. Outro inquérito civil sobre o Banco Imobiliário tramita, paralelamente, na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital. De acordo com o procedimento, a versão do jogo "Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica" tem logotipo e projetos da gestão do atual prefeito, Eduardo Paes. A Transcarioca, o Museu do Amanhã, o Parque Olímpico e a RioFilmes são citados nos brinquedos, comprados pela prefeitura por R$ 1.050.748,00.”

quinta-feira, 14 de março de 2013

Carta da Escola Municipal Manoel Bonfim denuncia falta de climatização na unidade


Os profissionais da Escola Municipal Manoel Bonfim, em Inhaúma, fizeram uma carta para a comunidade, denunciando a falta de climatização na unidade e as péssimas condições de trabalho e ambientais a que a categoria e os alunos estão submetidos. Veja o texto abaixo: 


À Comunidade da Escola Municipal Manoel Bomfim

Temos vivido tempos muito difíceis nas escolas da rede municipal do Rio. Apesar de todas as dificuldades vividas, entre as quais estão os nossos baixos salários e a falta de liberdade de criarmos nossas próprias aulas, lutamos, a cada dia, para realizarmos dignamente o nosso trabalho. Certamente os senhores responsáveis, trabalhadores como nós, entendem bem o que queremos dizer.

São muitas as dificuldades existentes, mas hoje o que nos faz escrever esta carta, é o calor excessivo com o qual temos padecido nas salas de aula. Nós, professores, alunos e funcionários, sofremos diariamente com a sensação térmica acima de 40º C. Os escassos e barulhentos ventiladores das salas de aula param constantemente de funcionar com o aquecimento do motor, só voltando a trabalhar após um tempo, quando ocorre o esfriamento do mesmo.

Sabemos que a correria do dia a dia de trabalho leva à diminuição do tempo de conversa da família, mas se os pais perguntarem a seus filhos como têm sido as suas aulas, terão a certeza de que se elas acontecem é porque somos muito perseverantes e resistentes. Mas sofremos, já que o ambiente não é nada propício a ensinar e aprender. Como nossas cabeças podem funcionar bem, como podemos nos concentrar, raciocinar e construir conhecimento enquanto o suor escorre pelo nosso corpo? Como pode haver concentração para o trabalho pedagógico diante de todo o desconforto, que tem provocado quedas de pressão arterial e outros males em diversos professores e alunos.

A Câmara dos Vereadores do Rio já aprovou a climatização das salas de aula das escolas municipais para a temperatura considerada adequada, entre 20 e 23º C, através da lei 5498 de 17/8/2012. Porém, até agora nada de concreto aconteceu, e tudo o que sabemos é que a Prefeitura do Rio pretende terceirizar a instalação de sistemas de ventilação por gotejamento, ao invés de providenciar a instalação de aparelhos de ar condicionado que façam parte do patrimônio permanente da escola. A terceirização não é uma boa saída porque com a mudança de governo o contrato de aluguel do equipamento de ventilação pode ser suspenso, e voltaríamos ao suplício do calor!

Além de o equipamento terceirizado custar mais caro aos cofres públicos que o adquirido permanentemente como patrimônio da unidade escolar, a ventilação por gotejamento não vai abaixar a temperatura das salas de aula a 20º C durante o quentíssimo verão carioca. Além disso, a umidade nas salas de aula irá danificar os equipamentos eletrônicos existentes, como computadores e datashows, e os próprios materiais escolares dos alunos, como cadernos, livros e apostilas.

Diante de tudo que expusemos até aqui, convocamos toda a comunidade escolar a assinar o abaixo-assinado pelo imediato cumprimento da referida lei, em defesa da climatização das salas de aula das escolas municipais do Rio, com instalação de equipamento adequado para que se atinja a temperatura estabelecida na mesma.

Profissionais da Escola Municipal Manoel Bomfim

quarta-feira, 13 de março de 2013

Rede municipal vai parar no dia 18 de abril para fazer protesto e assembleia

A assembleia da rede municipal do Rio, realizada no Sinpro Campo Grande no dia 09 de março, decidiu que a categoria fará uma paralisação de 24 horas no dia 18 de abril.

Neste dia, haverá um ato de protesto na prefeitura e uma assembleia geral da rede (local e horário a confirmar) para marcar a luta pela Campanha salarial 2013 e pelo plano de carreira unificado para os profissionais das escolas municipais.

Até o dia da paralisação, o Sepe promoverá uma campanha de mobilização nas escolas municipais para fortalecer o movimento da categoria.

A partir do dia 6 de abril, as regionais do sindicato deverão realizar suas assembleias locais para tirada de eixos para a a assembleia geral do dia 18 de abril. No dia 13 de abril, haverá uma plenária dos profissionais de Educação Infantil. Durante este período, o sindicato também organizará comissões para idas diárias à SME para cobrar do governo uma audiência.

Sepe solicita audiência com a SEPLAG para discutir o não pagamento de profissionais que já fizeram o recadastramento funcional


Mais de mil profissionais da educação sem salário por causa do recadastramento: o Sepe está solicitando uma audiência com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) para discutir os problemas que estão ocorrendo com o recadastramento funcional de servidores promovido pelo governo do estado. 

Mais de 1 mil profissionais ainda não receberam os salários referentes ao mês de fevereiro - muitos deles já fizeram o recadastramento. A previsão do governo feita à direção do Sepe é que os salários atrasados dos recadastrados sejam pagos até abril. 

O Sepe entrará com uma ação na Justiça contra o governo do estado para agilizar o pagamento, caso não haja um acordo com a SEPLAG e o pagamento não se normalize.

Profissionais do ensino de Espanhol lutam para garantir grade curricular nas escolas municipais - VEJA O MANIFESTO DA APEERJ


Os profissionais do ensino de Língua Espanhola da rede municipal estão mobilizados na luta contra a redução da grade curricular da disciplina nas escolas da rede.  

Veja o manifesto da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro, denunciando a situação, já que a SME confirmou que, em 2013, haverá redução da carga horária de Espanhol na matriz curricular e, em 2014, haverá restrição, com possíveis oficinas de caráter eletivo, no turno da tarde, nos Ginásios Cariocas.

Na avaliação dos profissionais, tais medidas são um grave e sério retrocesso. Eles avaliam que, em menos de dois anos, a Língua Espanhola que deveria ser oferecida em todas as séries do ensino fundamental, se limitará a um caráter eletivo, perdendo espaço para a oferta da Língua Inglesa.

Clique aqui para ler o manifesto na íntegra

terça-feira, 12 de março de 2013

Professores do CE Visconde de Cairu fazem carta contra planejamento na escola


Sabemos que a Secretaria Estadual de Educação está pressionando para que os professores realizem o horário de planejamento dentro das escolas. Isso na verdade, significa arrocho salarial.

Divulgamos a Carta produzida coletivamente pelos professores do Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, diante da exigência da Metropolitana III para que as horas destinadas ao planejamento sejam cumpridas na escola.

Segue a carta:

“Nós, docentes do Colégio Estadual Visconde de Cairu reunidos em assembleia no dia 02 de março de 2013, ao analisarmos os diversos problemas enfrentados em nossa prática diária, entendemos que a determinação da Secretaria estadual de educação de tornar obrigatório o cumprimento do horário complementar na escola amplia a precarização do nosso trabalho e aumenta a carga de trabalho não remunerado. Tal iniciativa fere a autonomia dos professores no que se refere à metodologia de trabalho, à escolha dos recursos e até dos espaços mais adequados para a elaboração do planejamento.

“Na construção desse planejamento, parte significativa dos meios escolhidos pelos docentes, dado a sua natureza, não cabe nos espaços limitados às unidades escolares: pesquisa em museus, bibliotecas, exposições em centros culturais, cinemas, etc. As unidades escolares que, via de regra, sequer dispõem dos espaços e recursos necessários para as reuniões semanais, não dispõem igualmente de locais apropriados à leitura e necessária reflexão para a elaboração das aulas e do material de apoio didático e midiático, menos ainda à tranquila e segura correção das avaliações.

“Desconsiderando a possibilidade de se manter um diálogo respeitoso e construtivo, valorizando o saber docente e sua capacidade de formular e encaminhar propostas, a secretaria toma uma iniciativa sem consultar os professores. Fato esse que poderia contribuir para a melhora na qualidade do ensino do rio de janeiro.

“A falta de políticas públicas realmente comprometidas com a educação de qualidade, não tem garantido os investimentos necessários para a criação e manutenção de estruturas físicas que viabilizem a realização de parte do trabalho de planejamento no interior das unidades escolares. A precariedade de recursos materiais e humanos, tanto quanto o autoritarismo do governo na relação com os docentes, ferem a autonomia pedagógica e, consequentemente, a qualidade das aulas.

“Não será o compulsório “confinamento” dos professores no interior das escolas por mais quatro horas a garantia da execução de um planejamento que atenda ás necessidades da comunidade escolar. Ao contrário, significa apenas o cumprimento burocrático do horário determinado pela secretaria na escola, o que entendemos como circunstância responsável por ameaçar a boa qualidade das aulas. Os professores terão ainda que ampliar suas horas de trabalho para além das dezesseis horas, fazendo o planejamento de fato em outra hora e local, ampliando assim a carga de trabalho não remunerado.

“Isoladamente, nenhuma proposta de alteração no campo da educação pública logrará resultados efetivos e duradouros, enquanto os profissionais da educação receberem baixos salários, faltarem recursos materiais nas escolas, não for respeitada a autonomia pedagógica docente e predominar o autoritarismo do governo na relação com os profissionais da educação.”

Professores do Colégio Estadual Visconde de Cairu – Metro III

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