sexta-feira, 16 de outubro de 2015


Em 1827, D. Pedro I emitiu um decreto Imperial criando o Ensinoelementar no Brasil“Todas as cidadesvilas e lugarejos teriam queter suas escolas das primeiras letras”. O decreto incluía salário dosprofessores/as, as matérias básicas, a descentralização do ensino eaté como os mestres seriam contratados. Para a época tal decretofoi inovador e ousadomas não foi cumprido.

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primeira comemoração vai acontecer 120 anos depois, em 1947, em São Paulo. Essa comemoração foi considerada um sucesso e seespalhou nos anos seguintes até ser oficializada nacionalmente comoferiado escolar pelo Decreto Federal 52.682 de 14 de outubro de 1963: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, osestabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna,fazendo participar os alunos e as famílias”.

Qual a realidade da carreira do magistério no Brasil?

Os baixos saláriosturmas superlotadas dentre outros elementos caracterizando total falta de condições de trabalho temlevado a se transformar numa das profissões menos procuradas pelos jovensAlguns pesquisadores tem sinalizado comouma das profissões em extinção quando avaliam a faltam de procura nas universidades para o magistério, em diversasdisciplinasAgrega-se o descaso dos governantes com ausência de Plano de Carreira que de fato valorize a profissão; amudança de valores na sociedade produzindo desrespeito generalizado aos mestresaumento da violência não somentenas salas de aula mas no entorno das escolas; e a crescente terceirização e precarização docente. O último censo daeducação básica de 2012 apontar que o país tem mais de 2 milhões de docentes, com um quadro de falta de docentes emmatemáticaquímicafísicalíngua estrangeira comprovando a opção dos jovens por outras profissões.

atual piso salarial nacional para 40 horas é de R$ 1.697,37, apesar de muitos estados não pagarem o piso. Paragarantir o sustento “condigno” da família, o professor acaba duplicando ou triplicando sua jornada de trabalho.

Diante das péssimas condições reais de trabalho, a categoria vem adoecendo e destacamosdentre outras doenças, asíndrome de burnout; desistência profissionalpor falta de condições de trabalho, o autoritarismo presente nas escolas, oaumento da agressividade e indisciplina por parte dos alunospois para a maioria desses a escola não representa umespaço de aprendizagem. A sensação de fracasso leva o professor ao sentimento de impotência na transformação darealidade no ambiente de trabalhoque não resolvidoevolui para a burnout.

Para Kuenzer (2004) o trabalho se objetiva na tensão entre o trabalho prazerosotransformador e o trabalho capitalistaonde a educação virou uma mercadoria a ser comprada segundo os interesses do capital. Assistimospois o avanço damercantilização do trabalho docente e a “flexibilização das relações de trabalho”.

prefeito Eduardo Paes anuncia na imprensa um reajuste em torno de 10,35%, mas ainda não publicado em DO;enquanto Pezão reafirma que não haverá nenhum reajuste este ano, com a desculpa das crises econômica e política.

que comemorar no dia 15 de outubro?

Apesar do quadro acimaqueremos saudar o conjunto das professoras e professores que não desistiram da educaçãopúblicaQueremos comemorar a garra dessa categoria que não foge à lutacomemorar o sonho dos mestres que insistemna luta pela universalização da educação públicalaicademocrática e com qualidade socialmente referenciada;comemorar a luta contra a mercantilização da educação públicacomemorar a paixão de ensinar presente nosprofessores e professorasassim como nosso mestre Paulo Freire expressou:

“Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daquelesque, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, seatrelarem a um passado de exploração e de rotina”.

Direção do Sepe

Abaixo-assinado contra os desmandos do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes


14/10/2015

               
Nós abaixo assinados repudiamos os ataques do prefeito do município do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, à educação pública. Desde o seu primeiro mandato que o prefeito vem investindo cada vez menos nas escolas municipais. Além disso, o prefeito descumpre a lei ao não instituir o 1/3 de carga horária dos professores para o planejamento de aulas - dessa forma, ele quer “economizar”, submetendo os educadores a uma carga horária excessiva, sem gastar um centavo a mais.

A “economia” não para por aí: em uma clara atitude autoritária, Eduardo Paes continua efetuando descontos nos salários dos profissionais que participaram da greve de 2014 - apesar de decisões na Justiça que determinavam que a categoria não fosse descontada.

No plano pedagógico, a Secretaria Municipal de Educação do Rio não aceita a gestão democrática das escolas e tenta aplicar o famigerado projeto da “Reestruturação”, agora chamado “Reorganização”. Com tudo isso, conclamamos o apoio a este abaixo-assinado, em defesa da educação pública, laica, democrática e de qualidade nas escolas municipais do Rio de Janeiro e contra os desmandos do prefeito.


CLIQUE AQUI PARA ASSINAR.
14/10/2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

06 e 07/10 - Recreio estendido nas escolas da Rede Estadual para discutir a mobilização

07/10/2015 - Conselho Deliberativo da Rede Estadual. Local: Auditório do SEPE/RJ Rua Evaristo da Veiga, 55 - 7º andar – às 18h.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

  

CALENDÁRIO SETEMBRO/OUTUBRO REGIONAL IV


1.  Assembleia para eleição do Conselho Fiscal dia      23 de setembro, 18 horas, na sede da Regional IV;
     
2. Seminário de direção dia 10 de outubro, 09 horas, na sede da Regional IV;

3. Seminário de Educação, dia 22 de outubro, sobre violência;

4. Plenária de funcionários da Regional IV dia 17 de outubro, 10 horas;

5. A Regional IV participará do Fórum da Maré e o divulgará;

6. Próxima reunião de direção dia 13 de outubro às 18 horas. 


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