terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Rede municipal do Rio: vigília na Câmara de Vereadores quarta (13) contra PL que taxa aposentados


Nesta quarta-feira, dia 13, a Câmara de Vereadores vai votar o projeto de lei do prefeito Crivella que taxa em 11% uma parcela dos servidores aposentados municipais. O projeto também propõe acabar com a integralidade, que é o direito do servidor se aposentar com salário integral da ativa, e a proporcionalidade, que é o direito ao mesmo reajuste aplicado aos salários dos ativos. Esta alteração na Previdência é um ataque sem tamanho aos aposentados do município do Rio e, por tabela aos profissionais da ativa que, um dia, também irão se aposentar. O prefeito Crivella já não concedeu reajuste este ano para os servidores e agora quer taxar os aposentados. Por isso, convocamos os profissionais de educação das escolas municipais do Rio e aposentados para uma vigília na Câmara de Vereadores, no dia 13 de dezembro, a partir das 13h. Vamos pressionar os vereadores para que eles não aprovem mais um ataque aos servidores municipais. Não vamos aceitar passivamente pagar o preço por uma crise que não é nossa.

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=17704

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Nota do Sepe da Regional 4 sobre as declarações do Secretário de Educação do dia 05/12






Depois de gritar durante reunião na 4ªCRE; de perseguir uma professora; de dizer em audiência na Câmara Municipal que se estivesse a frente de uma rede particular a solução seria fechar escolas; de escrever declarações racistas; o Secretário hoje atingiu o limite do tolerável.

Durante o ato do Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal, contra a reforma da previdência e as mudanças na nossa aposentadoria, pelo dia nacional de lutas, uma comissão de profissionais de educação subiu até a SME buscando uma audiência com o chefe da pasta. Algo bastante rotineiro, assim como a presença da guarda municipal nos acompanhando. Encontramos no corredor a chefe de gabinete e reivindicamos uma audiência.

Após um tempo, ela retornou informando que o secretário estava em reunião e nos retornaria depois. Lembramos que até hoje estamos esperando a data do fórum que foi desmarcado. Portanto seria fundamental um aceno com a data de uma audiência para tratar dos inúmeros problemas da rede: a reestruturação que continua, 1/3, matriz, funcionários, fóruns, violência, PME, entre vários outros pontos.  

Passado mais algum tempo o Secretário saiu da sala de reunião e surgiu no corredor. A comissão ficou parada, aguardando o secretário, que se aproximou e começou a vociferar “palhaçada”, “mentirosos”. Pontuamos que enquanto chefe da pasta deveria receber a comissão, haviam muitos debates a serem feitos e um ano letivo prestes a se encerrar. O secretário questionou nossa representatividade, desrespeitou o fotógrafo e todos que estavam ali.

No fim da tarde soubemos de uma postagem do secretário que não condiz com a verdade. Não houve nenhuma tentativa de invasão. O Secretário quer criar um factoide, porque a votação contrária a matriz de 60 minutos deve ter sido gigante. Tenta assim “inverter o jogo”. Fala de democracia, mas persegue uma professora que denunciou as reais condições de trabalho. Fala em defesa da educação pública, mas se dedica a implementação da parceria público privada na Educação Infantil.  

Nenhum Secretário de Educação, pode questionar a legitimidade de uma direção eleita pela sua base, principalmente de um sindicato consolidado com 40 anos de história de lutas, independente dos governos, dos partidos e dos patrões.

A função de um Secretário de Educação não é dizer basta, é receber o sindicato e atender as reivindicações da categoria. Temos motivos de sobra para questionar as palavras e as atitudes adotadas. Por que o secretário suspendeu o fórum e criou a consulta? Porque não falou da consulta no fórum? São muitos os porquês.   Não aceitaremos nenhum ataque, nenhuma retirada de direitos, nenhuma calúnia!


 SEPE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!






quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PACOTE DE MALDADES PARTE 2




Enquanto Cesar Benjamim ataca de um lado, Crivella cerca do outro. Na última semana de novembro, encaminhou propostas que mudam as regras da nossa aposentadoria. Se aprovadas, haverá taxação de aposentadas/aposentados, o fim da paridade (direito de receber o mesmo que profissional da ativa) e da integralidade (direito de se aposentar com o salário integra).
No dia 13 de dezembro, a 6 dias do 5º COC, ocorrerá a votação do Plano Municipal de Educação (PME). Se aprovado, será a legitimação da política que valoriza como fim pedagógico as avaliações externas, que prioriza índices ao invés do processo ensino-aprendizagem. 
Em períodos de “crise”, será uma ótima forma do governo agradar o empresariado, pois garante verba pública para a iniciativa privada. Imaginem quantos Institutos e Fundações. Não deve ser à toa o início das Parcerias Público Privadas na Educação Infantil.
O texto não apresenta nenhuma proposta de valorização profissional real, apenas meritocracia. Realmente está difícil acreditar que o prefeito está cuidando das pessoas e que há democracia na SME. O conjunto da educação precisa impedir todos esses ataques. A única forma de conter as atrocidades de Crivella é a luta! Nossos alunos e os profissionais da educação NÃO estão à venda!          
#Somos todas e todos Flavinha.
Nossa resposta será dia 5/12 na GREVE GERAL: 
11h - Prefeitura
                                                                         
16 h - Candelária
SEPE REGIONAL 4

PACOTE DE MALDADES PARTE 1




PACOTE DE MALDADES 1


Na última semana de novembro, às vésperas do 4º COC, o prefeito tenta aprovar na Câmara uma série de projetos que atacam nossos direitos. E o secretário, sob um discurso “democrático”, tenta aprovar a mudança da matriz de 50 minutos para 60 minutos.
SOMOS CONTRA A MATRIZ DE 60 MINUTOS, porque empobrece o currículo de nossos estudantes e diminui o tempo de várias disciplinas. História, Ciências e Geografia perdem 30 minutos por semana, 120 minutos por mês, aproximadamente 855 minutos por ano A MENOS de aula.
Esta matriz aumenta a sobrecarga de trabalho (mais alunos, mais turmas, mais planejamentos, mais provas para corrigir) que somados a falta de recursos materiais, a ausência de reajuste, o aumento da violência, concretamente gera o adoecimento profissional.
Além disso, o debate da matriz não pode estar atrelado a uma questão financeira. Educação não é custo, é investimento. Ela deve ser pensada do ponto de vista pedagógico, da garantia do que favorece o processo ensino-aprendizagem e, deste ponto de vista a matriz de 60 minutos nega uma educação de qualidade a estudantes.
A matriz de 60 minutos é uma forma de burlar a decisão do STF, em ação ganha pelo SEPE, que obriga a Prefeitura a implementar 1/3 imediatamente. Representa também um ataque ao direito de profissionais e estudantes. É fundamental que façamos o debate em nossas escolas, creches e EDI’s para lutar contra este ataque.
Temos que dizer NÃO À MATRIZ DE 60 MINUTOS, REGISTRAR NA ATA DO COC QUE SOMOS CONTRÁRIOS A ESTA PROPOSTA, REIVINDICAR AS QUE CONSTRUIMOS E FORAM APRESENTADAS PELO SEPE NO FÓRUM DO 1/3, QUE SÃO:
- Cumprimento imediato da Lei nº 11738. 1/3 de atividade extraclasse já!
- Centros de Estudos Parciais semanais, em dias da semana alternados (cada semana um dia).
-  Centros de Estudos Integrais mensais, em dias da semana alternados (cada semana um dia).
- Autonomia das UE’s para organizar seu cronograma dos CE’s.
-  O tempo de atividade extraclasse será dividido em 1/3 de CE coletivo e 2/3 cumpridos fora da Unidade Escolar, sem janela, da seguinte forma:


Jornada Semanal
2/3 de interação com educando
(semanal)
1/3 de atividade extraclasse (semanal)
CE coletivo na UE (semanal)
Extraclasse fora da UE
16 h/aula
10h/aula
6h/aula
2h/aula
4h/aula
22,5 h/aula
15 h/aula
7,5h/aula
2,5 h/aula
5h
30 h/aula
20 h/aula
10h/aula
3h/aula
7h/aula
40 h/aula
26 h/aula
14 h/aula
5 h/aula
9 h/aula

- A hora/ aula será de 45 minutos para PEI, PII, PI, PEF anos iniciais e finais. Vale lembrar que até hoje as PEI’s, PII’s e PEF’s anos iniciais não tem este direito.
- Horário de desjejum, almoço e lanche não podem ser considerados atividade extraclasse.
- A matriz de 45 minutos enriquece o currículo, garantindo maior disponibilidade de tempos para todas as disciplinas em todos os anos.
DIA 5 DE DEZEMBRO, TEM GREVE GERAL.
ESSA TEM QUE SER A NOSSA RESPOSTA!

                                                                                                                  SEPE REGIONAL 4


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