Claudio Ciro Xavier*
Publicado no Jornal O Globo de 10/09/2009, página 26.
O que me faz chorar é que meus parentes, todos funcionários públicos federais, estão me pressionando para deixar o ensino público estadual. Eles têm vários benefícios, plano de saúde, e eu não tenho. Quando estava sendo atendido pelo corpo médico da Alerj, uma funcionária perguntou se eu tinha plano. Quando respondi que não, ela disse com sarcasmo que eu teria que ir para o Souza D’Or.Foi a primeira vez que fui para um hospital público. No Souza Aguiar, fiquei 30 minutos num corredor, sem atendimento. Depois fui atendido, e o médico constatou que havia uma bala de borracha alojada na minha coxa. Na emergência superlotada, ele disse que não podia retirar. Havia risco, por causa das condições do hospital, de eu ter uma infecção. Vou ter que voltar lá em oito dias para retirar.Agora estou em casa, com a perna esticada, saindo sangue e pus, tomando antibióticos, porque estava exercendo meu direito de me manifestar. Estudei em escola pública e ouvia meus professores dizendo que estavam indo lá para defender o nosso direito no futuro. Hoje sou professor de geografia e tenho duas matrículas. Numa, em Resende, gasto metade do que ganho só de condução.A outra é no Instituto de Educação, onde leciono para professoras há quatro anos. No dia da manifestação, cinco delas estavam conosco. Digo a elas que não apoio greve. Não sou baderneiro. Queria defender o meu direito. Agora estou a um passo de deixar o magistério.
* CLAUDIO CIRO XAVIER, de 34 anos, é professor estadual e foi ferido na manifestação
sábado, 12 de setembro de 2009
Faltam 1400 professores na Rede Estadual
Publicada em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/11/faltam-1-400-professores-na-rede-estadual-767580151.asp
Ruben Berta, O Globo
RIO - Responsável por 80% de todos os alunos matriculados no ensino médio fluminense, a rede estadual ainda carrega um problema crônico: a falta de professores. Apesar de a Secretaria de Educação não divulgar na internet os dados sobre a presença de docentes nas salas, o GLOBO teve acesso a dados conseguidos pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que mostram que há atualmente, somente na capital, cerca de 16.800 tempos de aula vagos, sem professor. Como cada profissional tem uma carga horária básica de 12 horas semanais, a estimativa é de falta de pelo menos 1.400 profissionais só na cidade do Rio.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que desconhece os dados a que o GLOBO teve acesso sobre falta de professores. O órgão também afirmou que "trabalha atualmente com carências pontuais de professores, ocasionadas por licenças, exonerações ou aposentadorias, casos que são cobertos com GLPs (dupla jornada) ou chamada de concursados".
No fim do ano passado, a Secretaria de Educação assinou um contrato com previsão de investimento de mais de R$ 100 milhões para a implementação e manutenção de um novo sistema de informática nas salas de aula, que inclui controle de presença de alunos e de professores on-line. Até agora, porém, segundo o próprio órgão, apenas 54 escolas foram integradas no sistema. A previsão é de que o projeto esteja concluído até o ano letivo de 2010.
Ruben Berta, O Globo
RIO - Responsável por 80% de todos os alunos matriculados no ensino médio fluminense, a rede estadual ainda carrega um problema crônico: a falta de professores. Apesar de a Secretaria de Educação não divulgar na internet os dados sobre a presença de docentes nas salas, o GLOBO teve acesso a dados conseguidos pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que mostram que há atualmente, somente na capital, cerca de 16.800 tempos de aula vagos, sem professor. Como cada profissional tem uma carga horária básica de 12 horas semanais, a estimativa é de falta de pelo menos 1.400 profissionais só na cidade do Rio.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que desconhece os dados a que o GLOBO teve acesso sobre falta de professores. O órgão também afirmou que "trabalha atualmente com carências pontuais de professores, ocasionadas por licenças, exonerações ou aposentadorias, casos que são cobertos com GLPs (dupla jornada) ou chamada de concursados".
No fim do ano passado, a Secretaria de Educação assinou um contrato com previsão de investimento de mais de R$ 100 milhões para a implementação e manutenção de um novo sistema de informática nas salas de aula, que inclui controle de presença de alunos e de professores on-line. Até agora, porém, segundo o próprio órgão, apenas 54 escolas foram integradas no sistema. A previsão é de que o projeto esteja concluído até o ano letivo de 2010.
Relembrando: AÇÃO DE PMS CONTRA PROFESSORES É CRITICADA
10/09/2009
Dimmi Amora, Jornal O GLOBO.
A atuação dos PMs durante uma manifestação de professores anteontem no Centro foi criticada por especialistas na área de segurança. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas durante o conflito, em que foram disparadas balas de borracha e detonadas bombas de gás e de efeito moral. A atitude de um policial, que apontou uma arma de fogo na direção de professores, foi considerada totalmente fora dos padrões.Parte dos 11 feridos teve ferimentos graves. O professor de educação artística Luiz Ricardo Pereira, de 38 anos, sofreu queimaduras de segundo grau na perna esquerda. Ontem, ele se recuperava em casa e durante algum tempo não poderá ir para o Colégio Estadual Lara Vilela, em Duque de Caxias, onde dá aulas há um ano.Com um salário de pouco mais de R$600, Luiz Ricardo contou que gasta quase um terço do que ganha com transporte. Ele disse que foi ferido porque uma das bombas explodiu no seu pé:— Estou lutando para continuar como professor. Na semana passada, uma colega deixou a escola. Os municípios da Baixada estão fazendo concurso oferecendo R$1.800 ao professor.
Confusão teria começado com guarda municipal
Professores que estavam no protesto anteontem reclamaram da truculência da PM. Há duas versões para o início da confusão. A primeira é que um guarda municipal teria tentado impedir os manifestantes de abrir um cartaz com nomes de deputados. A segunda é que o agente teria tentado evitar o uso de um carro de som. Teria havido uma discussão entre o guarda e um professor, que recebeu voz de prisão de PMs. Os manifestantes teriam tentado soltá-lo. Foi quando um policial teria apontado a arma para eles e feito dois disparos para o chão. A partir daí, foram disparadas balas de borracha e lançadas bombas, que feriram os manifestantes e também um policial. A partir daí, o despreparo dos policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes) e do Batalhão de Choque ficou evidente. De acordo com o coronel reformado da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, em casos de manifestação, a polícia deve estar sempre preparada para o pior. Ele afirma que, numa situação como essa, os policiais não devem estar com armas de fogo — não só para não ferir manifestantes, como para evitar que eles tomem as armas dos PMs. — A tropa nesse caso tem atuação coletiva. Tem que agir sob o comando de um oficial, que deve determinar todos os atos, inclusive os usos de bombas e balas de borracha, que só devem ser disparadas em manifestantes que estejam atirando objetos ou causando depredações. São técnicas básicas e universais de controle de distúrbio em países democráticos, onde o direito de manifestação é legítimo — afirmou o coronel
Professor asmático sofreu devido a gás lacrimogêneo]
Professor de sociologia da escola do Presídio Evaristo Morais, Mário Miranda, de 35 anos, sofreu também depois do confronto. Asmático, ele respirou gás lacrimogêneo e só pôde dormir após sessões de nebulização. Segundo Mário, a atuação da PM só reforça a imagem negativa da corporação. — Parece mais uma vez que é uma polícia contra a população — disse o professor. A Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto até ontem à noite.
Dimmi Amora, Jornal O GLOBO.
A atuação dos PMs durante uma manifestação de professores anteontem no Centro foi criticada por especialistas na área de segurança. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas durante o conflito, em que foram disparadas balas de borracha e detonadas bombas de gás e de efeito moral. A atitude de um policial, que apontou uma arma de fogo na direção de professores, foi considerada totalmente fora dos padrões.Parte dos 11 feridos teve ferimentos graves. O professor de educação artística Luiz Ricardo Pereira, de 38 anos, sofreu queimaduras de segundo grau na perna esquerda. Ontem, ele se recuperava em casa e durante algum tempo não poderá ir para o Colégio Estadual Lara Vilela, em Duque de Caxias, onde dá aulas há um ano.Com um salário de pouco mais de R$600, Luiz Ricardo contou que gasta quase um terço do que ganha com transporte. Ele disse que foi ferido porque uma das bombas explodiu no seu pé:— Estou lutando para continuar como professor. Na semana passada, uma colega deixou a escola. Os municípios da Baixada estão fazendo concurso oferecendo R$1.800 ao professor.
Confusão teria começado com guarda municipal
Professores que estavam no protesto anteontem reclamaram da truculência da PM. Há duas versões para o início da confusão. A primeira é que um guarda municipal teria tentado impedir os manifestantes de abrir um cartaz com nomes de deputados. A segunda é que o agente teria tentado evitar o uso de um carro de som. Teria havido uma discussão entre o guarda e um professor, que recebeu voz de prisão de PMs. Os manifestantes teriam tentado soltá-lo. Foi quando um policial teria apontado a arma para eles e feito dois disparos para o chão. A partir daí, foram disparadas balas de borracha e lançadas bombas, que feriram os manifestantes e também um policial. A partir daí, o despreparo dos policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes) e do Batalhão de Choque ficou evidente. De acordo com o coronel reformado da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, em casos de manifestação, a polícia deve estar sempre preparada para o pior. Ele afirma que, numa situação como essa, os policiais não devem estar com armas de fogo — não só para não ferir manifestantes, como para evitar que eles tomem as armas dos PMs. — A tropa nesse caso tem atuação coletiva. Tem que agir sob o comando de um oficial, que deve determinar todos os atos, inclusive os usos de bombas e balas de borracha, que só devem ser disparadas em manifestantes que estejam atirando objetos ou causando depredações. São técnicas básicas e universais de controle de distúrbio em países democráticos, onde o direito de manifestação é legítimo — afirmou o coronel
Professor asmático sofreu devido a gás lacrimogêneo]
Professor de sociologia da escola do Presídio Evaristo Morais, Mário Miranda, de 35 anos, sofreu também depois do confronto. Asmático, ele respirou gás lacrimogêneo e só pôde dormir após sessões de nebulização. Segundo Mário, a atuação da PM só reforça a imagem negativa da corporação. — Parece mais uma vez que é uma polícia contra a população — disse o professor. A Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto até ontem à noite.
'Jamais faria mal a um professor'
Policial militar fotografado de arma em punho durante manifestação no Centro, na terça-feira, pede desculpas a servidor que ficou sob a mira de sua pistola e lamenta o episódio: ‘Há um mês, era tratado como herói’, compara
POR ADRIANA CRUZ, O DIA, RIO DE JANEIRO
POR ADRIANA CRUZ, O DIA, RIO DE JANEIRO
Haller Monken alega que foi cercado e sacou arma para não perdê-laRio - ‘Pelo amor de Deus. Jamais faria mal a um professor. Estudei no Pedro II’, desabafou o soldado da PM Haller Monken, de 26 anos, do 13º BPM (Praça Tiradentes). Terça-feira, durante um protesto de professores em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o militar foi cercado pelos manifestantes, como mostrou a fotografia publicada na edição de quarta-feira de O DIA, e acabou sacando a sua arma. “Foi o último recurso. A minha atitude foi para evitar uma tragédia”, garantiu.
Segundo Haller, a confusão começou quando um dos manifestantes agrediu um guarda municipal e foi se esconder no meio da multidão. “Na tentativa de pegá-lo, acabei cercado. Rasgaram a minha farda, arrebentaram a guia, uma espécie de cordão que prende a arma à farda. Mas quando senti mãos na pistola, decidi sacá-la, sem colocar o dedo no gatilho”, contou Haller. Na confusão, o policial perdeu as algemas, celular e radiotransmissor.
Ontem, Haller se encontrou com Rodrigo Coutinho, 27 anos, um dos professores que ficou sob a mira de sua arma. No encontro, o PM pediu desculpas. “Servidor apontando arma para servidor não é um assunto para ser encerrado. Como cidadão, aceito o pedido de desculpas, mas como professor, não posso deixar de lutar pelos meus ideais”, disse Rodrigo.
Há quatro anos na PM, Haller ponderou que, às vezes, a sociedade não entende algumas atitudes do policial. “Há um mês, era tratado como herói. Na ocasião, prendi um assaltante aqui no Centro que estava com uma granada. Ele tinha ainda a réplica de submetralhadora. Fiz a prisão e fui aplaudido. Mas hoje...”, lamentou.
O PM acrescentou: “A arma é instrumento de trabalho. Usei sem querer ferir ninguém”. Ano passado, quando servia no Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), Haller salvou a vida Luiz Fernando Vilaça, que tentou o suicídio, subindo na marquise do estádio São Januário no jogo que rebaixou o Vasco para a segunda divisão.
Colaborou Alessandra Horto
Confira esta reportagem em:
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Prefeitura do Rio dá um mês para bancos baixarem as taxas cobradas do funcionalismo municipal e ampliarem prazo de crédito para até 72 meses.
Jornal O Dia
Leia esta reportagem em: http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/9/juros_de_1_7_no_consignado_34443.html
Leia esta reportagem em: http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/9/juros_de_1_7_no_consignado_34443.html
Rio - A Prefeitura do Rio baixou a taxa de juros dos empréstimos consignados em folha de pagamento e, ainda, ampliou o prazo de financiamento de 60 para 72 meses. A taxa será atrelada aos juros básicos da economia: de 1% a 2% a mais que a Selic mensal para os empréstimos diretos e 2% a 3% a mais no cartão consignado. Com isso, o percentual médio será de 1,7%, contra os 2% que são cobrados atualmente pela maioria das instituições financeiras. Elas terão um mês para se adequarem às novas regras. Quem não assinar o novo acordo não receberá autorização para o desconto em folha.
Para o economista Gilberto Braga, do Ibmec, o servidor saiu ganhando: “As novas taxas vão representar alívio. Os novos juros são referenciados na Selic, que é a taxa básica da economia. Logo, em momentos como o atual, em que a Selic caiu, os juros do consignado também cairão, favorecendo a todos”. No mês passado, o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, adiantou a O DIA que as taxas iriam cair para esse nível. As novas regras do consignado foram publicadas ontem, pelo prefeito Eduardo Paes, no ‘Diário Oficial’ do município.
A Casa Civil informou que a prefeitura ainda está estudando a possibilidade de reduzir a cartela de bancos e instituições autorizadas a operar crédito consignado com os servidores. De acordo com as normas, a Secretaria Municipal de Fazenda será responsável pela fiscalização de todo o processo. Para evitar descontos indevidos nos contracheques, as empresas só estarão autorizadas a debitar parcelas da folha, mediante assinatura do servidor e comprovação de documentos originais.
Para também fechar o cerco a fraudes, as instituições terão que apresentar à prefeitura documentos, como cópias autenticadas do CPF e da carteira de identidade de seus representantes que firmarão o contrato. Os empréstimos entre o servidor e o banco terão validade de dois anos, podendo ser prorrogados por igual período.
Para o economista Gilberto Braga, do Ibmec, o servidor saiu ganhando: “As novas taxas vão representar alívio. Os novos juros são referenciados na Selic, que é a taxa básica da economia. Logo, em momentos como o atual, em que a Selic caiu, os juros do consignado também cairão, favorecendo a todos”. No mês passado, o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, adiantou a O DIA que as taxas iriam cair para esse nível. As novas regras do consignado foram publicadas ontem, pelo prefeito Eduardo Paes, no ‘Diário Oficial’ do município.
A Casa Civil informou que a prefeitura ainda está estudando a possibilidade de reduzir a cartela de bancos e instituições autorizadas a operar crédito consignado com os servidores. De acordo com as normas, a Secretaria Municipal de Fazenda será responsável pela fiscalização de todo o processo. Para evitar descontos indevidos nos contracheques, as empresas só estarão autorizadas a debitar parcelas da folha, mediante assinatura do servidor e comprovação de documentos originais.
Para também fechar o cerco a fraudes, as instituições terão que apresentar à prefeitura documentos, como cópias autenticadas do CPF e da carteira de identidade de seus representantes que firmarão o contrato. Os empréstimos entre o servidor e o banco terão validade de dois anos, podendo ser prorrogados por igual período.
Greve da Educação continua, entre tapas e flores, até a próxima terça
Leia este texto na íntegra em:http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/10/e10093419.asp
Por Caio de Menezes, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Profissionais da rede estadual de educação distribuíram flores a policiais militares durante passeata realizada na tarde desta quinta-feira em Laranjeiras (Zona Sul), dois dias após um confronto entre professores e PMs do Batalhão de Choque terminar com saldo de oito feridos.
Segundo o coordenador do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), José Carlos Madureira, “cerca de 3 mil grevistas compareceram à passeata”. A PM não fez estimativas de público.
– A manifestação foi boa, mas esvaziada por conta da truculência da PM na última terça-feira. Distribuímos flores para os policiais para mostrar que não somos contra eles, queremos a corporação ao nosso lado – justificou o sindicalista.
Em assembleia realizada na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no fim da tarde de quinta, o sindicato decidiu manter a greve até a próxima terça-feira, quando fará novo ato, às 14h, em frente à Alerj.
De acordo com Madureira, os grevistas foram recebidos quinta pela líder do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Aparecida Gama, mas ouviram resposta negativa às suas reivindicações.
– Aparecida nos disse que não haverá incorporação dos profissionais de 40 horas ao plano de carreira. O mesmo foi dito pelo secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, que cancelou todas as negociações.
Governo mantém diálogo
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o governo do Rio, informou que receberá o Sepe em outubro para discutir as reivindicações da categoria.
De acordo com a nota, “o governo do estado do Rio de Janeiro aprovou na Assembleia Legislativa o programa de remuneração aos profissionais da Educação mais ambicioso e consistente dos últimos 30 anos. Não só com relação à valorização salarial substancial, mas no que diz respeito ao estimulo à especialização profissional com agregação remuneratória. O secretário de Planejamento irá receber o sindicato da categoria em outubro. Ele tratará especificamente do Plano de Cargos e Salários para os professores de 40 horas semanais”.
Por Caio de Menezes, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Profissionais da rede estadual de educação distribuíram flores a policiais militares durante passeata realizada na tarde desta quinta-feira em Laranjeiras (Zona Sul), dois dias após um confronto entre professores e PMs do Batalhão de Choque terminar com saldo de oito feridos.
Segundo o coordenador do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), José Carlos Madureira, “cerca de 3 mil grevistas compareceram à passeata”. A PM não fez estimativas de público.
– A manifestação foi boa, mas esvaziada por conta da truculência da PM na última terça-feira. Distribuímos flores para os policiais para mostrar que não somos contra eles, queremos a corporação ao nosso lado – justificou o sindicalista.
Em assembleia realizada na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no fim da tarde de quinta, o sindicato decidiu manter a greve até a próxima terça-feira, quando fará novo ato, às 14h, em frente à Alerj.
De acordo com Madureira, os grevistas foram recebidos quinta pela líder do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Aparecida Gama, mas ouviram resposta negativa às suas reivindicações.
– Aparecida nos disse que não haverá incorporação dos profissionais de 40 horas ao plano de carreira. O mesmo foi dito pelo secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, que cancelou todas as negociações.
Governo mantém diálogo
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o governo do Rio, informou que receberá o Sepe em outubro para discutir as reivindicações da categoria.
De acordo com a nota, “o governo do estado do Rio de Janeiro aprovou na Assembleia Legislativa o programa de remuneração aos profissionais da Educação mais ambicioso e consistente dos últimos 30 anos. Não só com relação à valorização salarial substancial, mas no que diz respeito ao estimulo à especialização profissional com agregação remuneratória. O secretário de Planejamento irá receber o sindicato da categoria em outubro. Ele tratará especificamente do Plano de Cargos e Salários para os professores de 40 horas semanais”.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Governo decide retomar negociação com professores da rede estadual
Decisão foi tomada após novas manifestações em frente ao Palácio Guanabara. Greve será mantida até terça-feira.
Reportagem do RJTV 2ª Edição
Professores da rede estadual, em greve há três dias, fizeram uma manifestação, na tarde desta quinta-feira (10), em frente ao Palácio Guanabara. O governo voltou atrás, e informou que vai retomar as negociações com os grevistas. A concentração foi no Largo do Machado. Por volta do meio-dia, professores e alunos saíram em passeata pela Rua das Laranjeiras. Em protesto contra a ação da PM que deixou 13 pessoas feridas em frente à Assembleia do Rio, na última terça-feira (8), os manifestantes entregaram flores aos policiais. Eles não foram recebidos pelo governador como pretendiam. O protesto interditou os dois sentidos da Rua Pinheiro Machado. O trânsito nos bairros de Botafogo e de Laranjeiras deu um nó. “Estou há uns 20 minutos parado”, diz motorista. Essa é a segunda manifestação de professores em uma semana. Na última terça-feira, eles caminharam pelo centro da cidade, exigindo alterações no projeto de lei que incorpora aos salários a gratificação do programa Nova Escola. Houve confronto com a polícia. Os professores querem a redução do prazo estipulado pelo governo para a inclusão da gratificação nos salários. Pelo projeto aprovado, o benefício vai ser concedido em sete parcelas. Outra exigência é que o governo inclua seis mil professores que trabalham em regime de 40 horas por semana no plano de carreira da categoria. Na quarta-feira (9), o Secretário de Planejamento do Estado disse que as negociações estavam encerradas, mas, nesta quinta-feira (10), o governo voltou atrás. Depois da manifestação, os professores se reuniram em assembleia, para decidir se continuam em greve. O governo do estado prometeu receber os profissionais para uma negociação no início de outubro. Os professores decidiram manter a greve até a próxima terça-feira.
Reportagem do RJTV 2ª Edição
Professores da rede estadual, em greve há três dias, fizeram uma manifestação, na tarde desta quinta-feira (10), em frente ao Palácio Guanabara. O governo voltou atrás, e informou que vai retomar as negociações com os grevistas. A concentração foi no Largo do Machado. Por volta do meio-dia, professores e alunos saíram em passeata pela Rua das Laranjeiras. Em protesto contra a ação da PM que deixou 13 pessoas feridas em frente à Assembleia do Rio, na última terça-feira (8), os manifestantes entregaram flores aos policiais. Eles não foram recebidos pelo governador como pretendiam. O protesto interditou os dois sentidos da Rua Pinheiro Machado. O trânsito nos bairros de Botafogo e de Laranjeiras deu um nó. “Estou há uns 20 minutos parado”, diz motorista. Essa é a segunda manifestação de professores em uma semana. Na última terça-feira, eles caminharam pelo centro da cidade, exigindo alterações no projeto de lei que incorpora aos salários a gratificação do programa Nova Escola. Houve confronto com a polícia. Os professores querem a redução do prazo estipulado pelo governo para a inclusão da gratificação nos salários. Pelo projeto aprovado, o benefício vai ser concedido em sete parcelas. Outra exigência é que o governo inclua seis mil professores que trabalham em regime de 40 horas por semana no plano de carreira da categoria. Na quarta-feira (9), o Secretário de Planejamento do Estado disse que as negociações estavam encerradas, mas, nesta quinta-feira (10), o governo voltou atrás. Depois da manifestação, os professores se reuniram em assembleia, para decidir se continuam em greve. O governo do estado prometeu receber os profissionais para uma negociação no início de outubro. Os professores decidiram manter a greve até a próxima terça-feira.
Assembleia das escolas estaduais decide manter greve
Os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram, em assembleia realizada há pouco na ABI, continuar em greve até que o governo do estado atenda às reivindicações da categoria de inclusão dos profissionais que trabalham em regime de 40 horas no plano de carreira e de incorporar ainda neste mandato a gratificação do Nova Escola. A greve foi iniciada na terça-feira, dia 8.
Na próxima terça-feira, dia 15, a categoria realiza um ato público em frente à Assembleia Legislativa (Alerj), às 14h, e, após o ato, haverá nova assembleia para definir os rumos do movimento. Hoje, cerca de dois mil profissionais realizaram uma passeata até o Palácio Guanabara. No protesto, a categoria depositou flores em frente ao Palácio para lembrar a violência da polícia contra a categoria, na terça-feira, que feriu 14 pessoas. O Sepe não foi recebido pelo governador ou por um algum representante do governo.
Ontem, a diretoria do Sepe entrou com uma denúncia contra o governo do estado no Ministério Público por causa da violência da Polícia Militar ocorrida na terça-feira, no final da passeata da categoria, em frente à Alerj..
Na próxima terça-feira, dia 15, a categoria realiza um ato público em frente à Assembleia Legislativa (Alerj), às 14h, e, após o ato, haverá nova assembleia para definir os rumos do movimento. Hoje, cerca de dois mil profissionais realizaram uma passeata até o Palácio Guanabara. No protesto, a categoria depositou flores em frente ao Palácio para lembrar a violência da polícia contra a categoria, na terça-feira, que feriu 14 pessoas. O Sepe não foi recebido pelo governador ou por um algum representante do governo.
Ontem, a diretoria do Sepe entrou com uma denúncia contra o governo do estado no Ministério Público por causa da violência da Polícia Militar ocorrida na terça-feira, no final da passeata da categoria, em frente à Alerj..
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