quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sindicalistas são executados na BA após educadores deflagrarem greve

O brutal assassinato de dois dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia – APLB indignou a comunidade escolar de Porto Seguro e re-significou a greve dos educadores da região que, além da pauta de reivindicações, passaram a exigir segurança para a população e punição para os culpados pelos crimes.

Os sindicalistas foram vítimas de uma emboscada, seguida de execução, na noite de 17/9. O professor Elisney Pereira Santos, secretário da APLB em Porto Seguro, morreu na hora. O professor Álvaro Henrique dos Santos, presidente da entidade, ficou gravemente ferido e faleceu seis dias depois, no hospital.

Os dois assumiram a direção da APLB Sindicato da Costa do Descobrimento (que engloba cinco municípios da região de Porto Seguro), no dia 11/7, quando iniciaram uma devassa na prestação de contas da gestão anterior. No dia 16/9, eles estiveram à frente das lutas da categoria que, após uma negociação infrutífera com o Executivo, decidiu entrar em greve.

Na noite seguinte, homens encapuzados, armados, invadiram a casa de Álvaro e obrigaram a mãe dele a lhe telefonar pedindo que fosse imediatamente para casa, dizendo que o filho dele, que tem paralisia cerebral, não estava passando bem.

Álvaro chegou em casa na companhia de Elisney. Ambos foram covardemente atingidos por disparos de armas de fogo. Elizney morreu na hora. Álvaro foi levado ao hospital para retirar a bala que se alojara em sua cabeça. Morreu seis dias depois. Na sua nuca, havia uma outra bala não detectada pelos médicos.

Confira o Manifesto da APLB Sindicato da Costa do Descobrimento:

MANIFESTO - CARTA DA COSTA DO DESCOBRIMENTO
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.
Martin Luther King

A APLB – Sindicato da Costa do Descobrimento – vem, por meio desta CARTA MANIFESTO, demonstrar sua revolta e indignação diante do assassinato de dois dirigentes sindicais na cidade de Porto Seguro, na noite de 17 de setembro de 2009. Eles foram vítimas de uma emboscada, seguida de execução. O Professor Elisney Pereira Santos morreu na hora, enquanto o Professor Álvaro Henrique dos Santos ficou gravemente ferido, vindo a falecer no dia 23 de setembro.
Ambos foram eleitos recentemente, em disputa eleitoral acirrada. Desbancamos uma diretoria que estava à frente do sindicato há dez anos, e estávamos há apenas dois meses exercendo o novo mandato. Já assistimos crimes abruptos de religiosos, seringalistas, trabalhadores rurais, envolvidos com a causa social. Com professores, essa realidade em Porto Seguro não é diferente. Ainda no início do ano 2000, o Professor Belarmino, mais conhecido como Bel, apareceu morto, vítima de um suposto acidente, na véspera de um depoimento que daria contra o executivo, a respeito de desvio de verbas da educação. É provado que, mesmo após seis décadas de publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda querem calar a voz daqueles que lutam pela justiça social, através de crimes horrendos.
A figura destemida e corajosa de Álvaro Henrique se tornou uma ameaça para os governantes, partidários e também para as pessoas ligadas direta ou indiretamente a eles, por conta de sucessivas denúncias à Promotoria e Ministério Público, mesmo antes de ser diretor da APLB Sindicato, quando era apenas o presidente da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Seguro – ATEPS, e após tornar-se diretor da APLB, as denúncias se intensificaram.
No dia 11 de Julho de 2009, assumimos a direção da APLB Sindicato da Costa do Descobrimento, composta por cinco cidades: Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Itabela, Guaratinga e Itagimirim. Na semana da posse, investigamos a conta da diretoria anterior e descobrimos que havia um déficit no caixa, além de outras irregularidades, e logo publicamos os resultados, para que as pessoas afiliadas pudessem ter conhecimento do ocorrido. No dia 20 de agosto, o diretor Elisney Pereira Santos recebeu um e.mail, tendo como remetente um suposto site e/ou blog de reportagem, sucursal.educacao.regional@hotmail.com.br, que difamava a imagem de Álvaro Henrique, apresentado uma série de calúnias referentes à sua pessoa e à nova diretoria da APLB. Dizia o/a autor/a do email:

Atenção professores de Porto Seguro. Nossa reportagem levantou os seguintes dados sobre a atual APLB – Sindicato do Professores.
A diretoria anterior, segundo fontes (que não podem ser reveladas e é um direito que nos assiste, pois a imprensa pode ocultar as fontes das informações), deixou um rombo irreparável, mas nada tão grave como a biografia do atual diretor da entidade, o Senhor Álvaro. O mesmo é acusado de pedofilia, pois molestou uma aluna menor de dezoito anos, a anos atrás. O caso foi abafado, mas agora por motivações políticas vai emergir e vir à tona. Foi configurado também o artigo 171 e falsidade ideológica. Como foi comprovado por nossa reportagem que o presidente da APLB, o Senhor Álvaro, mora no assentamento (terra do INCRA), terra destinada a pessoas sem renda (pobres). Mas segundo o seu contra-cheque comprova que a sua renda supera dois mil reais. A Polícia Federal já está investigando o caso e certamente o presidente da APLB vai ter que responder na justiça sobre a fraude. Certamente se não for detido vai ter que mudar de endereço, outros dados serão divulgados na próxima edição.
A renda atual da APLB de Porto Seguro é R$ 10.000,00 (dez mil reais por mês) perfazendo um total de R$ 120,000,00 (cento e vinte mil reais por ano) é preciso que os filiado da entidade fiscalize e exija a prestação de contas mensalmente para que não aconteça o que aconteceu com a gestão anterior (todos de olhos vivos na atual presidência).
A atual gestão (composta por integrantes do PT), recebeu o sindicato sem dívidas, uma verba de R$ 10.000,00 (dez mil reais por mês), um carro zero Km., 10 computadores e toda infraestrutura e muitas conquistas para a classe.
Os filiados devem participar ativamente e estar atentos aos novos integrantes da APLB, exigindo declaração de bens de todos os diretores que compõem a nova diretoria. Divulgue nosso email, envie e tire cópias desta matéria para outros professores e a comunidade local.

Quando teve conhecimento do e.mail, Álvaro registrou queixa na delegacia, inclusive entregou cópia para ser anexada ao Boletim, solicitando investigação e esclarecimento, já que se tratava de uma grande calúnia. Além do e.mail, Álvaro também recebeu telefonemas que denegriam a sua imagem e sua atuação no sindicato.
Nesse mesmo período, a APLB começou uma grande movimentação em prol de uma educação de qualidade, e a denunciar uma série de desmandos da atual Secretaria de Educação: contratação de professores, enquanto havia uma lista de espera de professores concursados na última gestão; escolas funcionando com recursos ínfimos; aluguéis de locais improvisados para serem escolas, a exemplo de lava-jato; pagamento de dívidas da gestão anterior com recurso do FUNDEB deste ano; denúncia de funcionários fantasmas, dentre outros fatos que eram declarados nas assembléias, pelo diretor, e nas reuniões com a comunidade. Fotografias da situação das escolas foram mostradas para a população.
No dia 04 de Setembro do corrente ano, o diretor da Delegacia Sindical, Álvaro Henrique dos Santos, enviou um email a um amigo, afirmando que estava sendo ameaçado e investigado. Diz assim, o e.mail:

(...) Agora tô preso na casa de Cida, aqui na roça... Bija ia sair pra trabalhar de segurança, dois caras meteram a arma nele, eles tinham colocado um toco no chão, disseram que procurava um cara que estava roubando no Paraguai. Bija falou que estava indo trabalhar, foi aí que eles o deixaram passar. Cinco minutos depois, dois caras chegaram de moto aqui no sítio e perguntaram a meu primo onde morava um tal de Arthur, e meu primo disse que não sabia, foi quando Bija me ligou para contar o que aconteceu com ele.
Eu tô trancado dentro de casa; amanhã, se DEUS quiser, vou procurar uma casa pra alugar na rua... Não conta isto pra ninguém, nem pra sua namorada, não é por nada, mas se a galera fica sabendo, gera uma insegurança e é ruim para nossa luta. Só divulga este e-mail se acontecer alguma coisa estranha comigo, mas não vai acontecer não, porque DEUS tah comigo. Ele vai me proteger, pois sabe que a gente não se vende pra estes bandidos safados. Enquanto eu estiver vivo, vou pegar no pé deste ladrão.
Negão, não conta isto pra ninguém, pois as meninas ficam morrendo de medo e acabam dando muita divulgação para os fatos. Eles não vão me intimidar, tão vasculhando minha vida, ruma de vagabundo... Um cara que trabalha no gabinete perguntou pra uma amiga minha se eu era de confiança mesmo, aí ela falou que sim, e detonou o prefeito, aí o cara ficou questionando, que eu era muito simples e coisa e tal, será que eu não ia aceitar dinheiro (...)
(...) Não tô te falando isto pra vc ficar assustado não, véi, se minha hora chegar, não poderei fazer nada, seja feita a vontade de DEUS, mas tenho duas preocupações, quero que neném fique com minha mãe e com minha família, pois a mãe dele nunca ligou pra ele, pode querer se aproximar pra levar vantagem. E não quero que fique impune; por isso, DEUS me livre, mas se algo der errado, divulgue este e-mail para ferrar com o safado do Abade.

Como se vê, mesmo correndo risco de morte, o diretor prefere não divulgar isso, e continua avante na luta sindical, participando ativamente do movimento, sem recuar: foi à Radio local várias vezes; expôs a pauta de reivindicação na Câmara de Vereadores e, junto com os demais professores, participou de uma reunião na Câmara, onde o Secretário de Educação fez uma prestação de contas e avaliação do primeiro semestre de 2009. Neste dia, os dirigentes sindicais foram persistentes em afirmar os desmandos, a ingerência e a situação caótica da Educação em Porto Seguro, virando as costas para o secretário. Por fim, no dia 07 de setembro, pais, alunos e professores participaram do primeiro desfile dos excluídos, já que nos anos anteriores era uma festa pomposa, com desfile cívico e discursos politiqueiros.
No primeiro encontro com o Secretário de Administração, ele ameaçou não negociar, se a categoria fizesse paralisação ou greve, assim afirmando: “Eu sou a linha dura do Governo Abade”. Mesmo assim, a Assembléia votou que ocorressem as paralisações de advertência ao executivo.
As negociações não tiveram sucesso, o executivo manteve firme a sua decisão, dizendo não a tudo que pedíamos. Sendo assim, a greve foi deflagrada no dia 16 de setembro.
Marcamos uma reunião com pais, mães, alunos e trabalhadores da educação em todos os distritos e bairros da cidade, no dia 17, onde explicaríamos os motivos da greve e os encaminhamentos do movimento. Nesse mesmo dia, o Vereador Dilmo ligou para Álvaro, dizendo que havia um acordo a ser feito com a categoria. Propôs uma reunião na sexta-feira, com a comissão de negociação, alguns vereadores, secretário de educação, finanças e administração. Álvaro quis saber o horário, no entanto o vereador disse que ligaria depois para marcar, e não fez mais contato.
Nesse mesmo dia, enquanto preparávamos para receber o público do Bairro Baianão, a Professora Maria Aparecida Santos, mãe de Álvaro, por volta das 18 horas, estava no Sítio Rancho do Arthur, localizado na Roça do Povo, em Porto Seguro, com seu filho, Eric Márcio Santos de Oliveira, e seu neto, filho de Álvaro, Arthur Henri, que tem paralisia cerebral. No momento em que ela alimentava o seu neto, entrou um homem magro, alto e com uma tatuagem no braço esquerdo, sem camisa, de bermuda e com a camisa amarrada na cabeça; apontou-lhe um revólver e disse para ela ficar quieta. Outro homem, baixo, negro, também com uma camisa tampando o rosto, adentrou a casa e, em seguida, saiu, a fim de observar Eric, o qual estava em um quarto separado da casa, com outros assassinos. O homem baixo voltou e entregou a Maria Aparecida um aparelho celular, enquanto dois outros lhe apontaram revólveres, dizendo para ela ligar para Álvaro e dizer que Arthur estava passando mal. Assim ela o fez, e dez minutos depois Álvaro chegou, junto com Elisney, e ela começou a ouvir os disparos. Quando saiu do quarto, viu os corpos caídos na cozinha. Elisney morreu na hora, e Álvaro, depois de 06 dias internado após uma cirurgia para retirar a bala da cabeça, veio a falecer, no dia 23 de setembro. Existia outra bala desconhecida pelos médicos em sua nuca. Por isso, se ele sobrevivesse, ficaria em estado vegetativo
Concluímos que foi um crime de mando, e não podemos admitir que, em pleno século XXI, após tantas lutas, tanto sangue derramado, tantas perdas pela garantia dos direitos humanos, ainda possamos assistir crimes tão hediondos. Lutamos apenas por uma educação de qualidade: que alunos e alunas não estudem em salas de aula onde eram quartos de residências, ou em antigo lava-jato; que os professores e professoras sejam bem remunerados e qualificados; que haja recursos tecnológicos nas escolas; que o dinheiro da educação seja aplicado na educação, não em contas particulares ou desviado para outros fins. Exigimos que cada cidadão, independente de cor, opção sexual, profissão, credo, seja tratado com dignidade e que seja beneficiado pelas políticas públicas criadas para que tenhamos uma vida melhor. QUE MAL HÁ NISSO?
Estamos caminhando para a segunda semana da greve, e o nosso saldo é incompreensível:

· Dois assassinatos cruéis e pais, mães, esposas, filhos, irmãos e amigos desolados, tristes, sem chão;
· A comunidade em luto;
· A pauta de reivindicação (re)siginificada: agora não queremos apenas os direitos a priori reivindicados. Queremos, também, especial e urgentemente, que se esclareçam os fatos e que tanto o mandante quanto os assassinos paguem pelos seus atos.
Será que continuarão a matar professores? Manifestamos a nossa indignação e clamamos por justiça, por isso convidamos a sociedade civil organizada, as escolas, igrejas, etc., a nos ajudar, enviando manifestos à Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, exigindo esclarecimento dos fatos e punição dos culpados, a fim de que possamos ter motivos para continuar na docência, afirmando que é preciso o exercício da cidadania, que os nossos alunos e alunas não se calem diante dos desmandos dos governos.
Pedimos também que sejam feitas Moções de Repúdio ao acontecimento nas Reuniões das Câmaras de Vereadores das cidades brasileiras, na Câmara de Deputados e no Senado, além de exigir do poder público, celeridade nas investigações e punição dos culpados.
Hoje estamos de luto e não sabemos quando esta dor vai passar. A primavera já não chegou como outrora, já não teremos mais o sorriso de Elisney nem de Álvaro para florescer nossos dias. Eles foram tirados do nosso convívio, mas ainda é forte o grito de justiça, o brado por uma educação de qualidade. Por isso, mas do que nunca, A GREVE CONTINUA!
Fonte: ANDES-SN

Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame

Homem tentou vender cópia para o ‘Estado’ em SP; MEC confirmou que questões eram originais
Renata Cafardo e Sergio Pompeu, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar na madrugada desta quinta-feira, 1º, a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1h, por telefone.
Veja também:
Suspeita é de vazamento em gráfica
Na tarde de quarta-feira, 30, o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.

O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.
No exame que o Estado teve acesso, a prova de linguagens e códigos, que seria aplicada no domingo, tinha na questão número 1 uma tira da personagem de história em quadrinhos Mafalda. Na folha seguinte, o exame reproduzia uma bandeira do Brasil com a área verde parcialmente suprimida, simbolizando o desmatamento. A imagem lembra uma campanha publicitária famosa da organização não governamental SOS Mata Atlântica. Embaixo dela, a prova tinha a seguinte frase: "Estão tirando o verde de nossa terra." Em outro trecho do exame, também no alto, à esquerda, os examinadores usaram no enunciado o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, aquele que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá". As questões da bandeira e do poema foram confirmadas pelo MEC como originais.
Outro trecho literário usado no Enem tinha o verso de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho". Mais adiante, a prova reproduzia um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, de Martin Scorsese. Outro personagem usado no Enem era o gato Garfield. O programa de mensagens instantâneas MSN é mencionado em uma das questões.

MultiRio oferece curso virtual de midia-educação

EMPRESA MUNICIPAL DE MULTIMEIOS – MULTIRIOCOMUNICADO

A MultiRio está oferecendo vagas no curso Por dentro dos meios, desenvolvido pela Oscip Planetapontocom, para educadores da rede municipal do Rio. Trata-se de um curso de formação e de capacitação em mídia-educação, realizado à distância via internet. As aulas virtuais começam no dia 19 de outubro e se estendem por nove semanas. As inscrições vão até o dia 10 de outubro e as vagas são limitadas.
Já conceituado, com bem-sucedidas experiências em redes públicas e escolas particulares, Por dentro dos meios pretende enriquecer a prática pedagógica e melhorar os resultados na aprendizagem dos alunos da Rede Municipal. As aulas incluem um módulo de conceituação teórica sobre os meios de comunicação e outro que aborda o uso da mídia em atividades escolares.
Dividido em dois módulos, o curso coloca à disposição do educador instrumentos que o auxiliam no planejamento de aulas criativas. O professor aprende a utilizar os meios de comunicação como ferramentas pedagógicas. Além disso, verifica na prática como a midiaeducação pode despertar a atenção e o interesse dos alunos, contribuindo para a melhoria do rendimento em sala de aula.
Para participar aulas o professor deve ter conexão à internet e conta de e-mail, pois as orientações do tutor e o acesso ao material didático acontecem via web. O educador interessado em garantir uma vaga no curso deve procurar a direção de sua escola.
As atividades têm como objetivo levar aos professores instrumentos que o auxiliarão no planejamento de aulas criativas. Os participantes aprenderão a utilizar os meios de comunicação como ferramentas pedagógicas e poderão verificar na prática como a mídia-educação pode despertar a atenção e o interesse dos alunos, contribuindo para a melhoria do rendimento em sala de aula.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Prefeitura suspende atendimento por 90 dias na Perícia Médica de Bangu

COMUNICADO
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Administração, informa que estará suspenso, a partir do próximo dia 5 de outubro (segunda-feira), o atendimento na Unidade Pericial, localizada na Rua Santa Cecília, 984, Bangu, por um prazo de 90 dias. Durante esse período, os servidores municipais serão atendidos no órgão central da Gerência de Perícias Médicas da SMA, no Centro Administrativo São Sebastião – Rua Afonso Cavalcanti, 455, bloco 2, 9º andar, Ala B, Cidade Nova.
A medida visa promover obras de reparos, adaptação, melhorias e ampliação daquela Unidade, para oferecer mais conforto aqueles que necessitam de atendimento médico pericial.
A Resolução da Secretaria Municipal de Administração que determina os procedimentos está publicada na edição do Diário Oficial de hoje, 28/9.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Reunião da Direção da Regional IV

ATENÇÃO TODOS DIRETORES!!
QUARTA FEIRA, DIA 30 DE SETEMBRO ÀS 18:30 HORAS, NA SEDE DA REGIONAL.
FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA.

Deliberações da Assembléia da Rede Municipal (28/09)

Companheiras/os,

Encaminhamos deliberações da Assembléia Geral dos Profissionais de Educação do Município, realizada no dia 26 de setembro do corrente, no auditório do Sindjustiça/RJ:

1 – APROVADO INDICATIVO DE PARALISAÇÃO INTEGRAL NO DIA 27/10 (terça-feira);
2 – MARCADA NOVA ASSEMBLÉIA GERAL DA REDE MUNICIPAL NO DIA 21 DE OUTUBRO (quarta-feira) de 18h às 21h30min no auditório da ACM (Rua da Lapa, 86/6o andar – Lapa) PARA CONFIRMAR OU NÃO A PARALISAÇÃO INDICADA PARA 27/10;
3 – 29/09 – 14 horas - ida de uma Comissão de Diretores do SEPE na Câmara Municipal para procurar as Comissões de Educação e Funcionalismo Público, além das lideranças partidárias, para tentar cobrar o acesso do SEPE a minuta do novo plano de carreira da educação em discussão e verificar a possibilidade de marcação de uma audiência pública sobre esse tema e sobre a apresentação do orçamento já executado;
4 – Participação do SEPE na Reunião de Merendeiras Concursadas marcada para o dia 01/10/2009 às 16 horas no SINDSPREV;
5 – Realização no SEPE de Plenária conjunta com outras entidades representativas do Funcionalismo Municipal no dia 08/10/2009, às 14 horas, para organizar participação na campanha unificada de defesa do reajuste anual imediato;
6 – Semana da Educação:
13/10 – Orientação para debates descentralizados pelas Escolas e Regionais da Capital sobre a situação da educação municipal;
14/10 – 15 horas - Ato Público em frente da Prefeitura com atividades culturais, apresentação de um show musical, panfletagem, “panelaço” das merendeiras concursadas;
15/10 – 18 horas - Exibição do filme “PRO DIA NASCER FELIZ” com debate em seguida no Auditório do SEPE;
7 – Sobre o dia 20/10 – data prevista para o “provão” da rede municipal – a Assembléia decidiu REVOGAR a orientação anterior que determinava que os professores do município não fizessem a correção das provas;
8 – Continuar oficiando novas solicitações de uma Audiência com o Prefeito. A Direção Estadual irá marcar uma ida de uma Comissão de Diretores, em conjunto com a Regional VI e outras Regionais que se dispuserem, no Gabinete do Prefeito Eduardo Paes neste mês de outubro para pressionar pelo agendamento desta Audiência com o Prefeito ainda antes do final do ano;
9 – Aprovamos as seguintes Ações Judiciais: cobrança do reajuste anual retroativo; cobrança do retroativo referente a correção da hora aula; cobrança do pagamento de horas extras para os professores que tiverem que trabalhar no sábado e cobrar judicialmente a questão a correção da função merendeira com base nas declarações públicas do governo municipal na questão da substituição delas pela COMLURB;
10 – Lançamento da Campanha de Eleição dos novos Representantes de Escolas em Outubro nos materiais produzidos e atividades realizadas pelo Sindicato para possibilitar a reorganização da vanguarda com a realização de Plenárias destes Representantes em todas as Regionais da Capital. Conselho Deliberativo com a presença de Conselheiros de Base escolhidos nestas Plenárias e grandes Assembléias da categoria até o final do primeiro bimestre de 2010;
11 – Remeter para a Assembléia do dia 21/10 a marcação da data dos Seminários sobre Avaliação Critica da Privatização na Educação e de Análise comparada da Seguridade Previdenciária do Servidor Municipal cuja realização a Assembléia de hoje já aprovou;
12 – Retomar a divulgação da proposta original de novo Plano de Carreira que o SEPE já construiu entre os vereadores e nos materiais do sindicato para defender que qualquer modificação no plano atual contemple as nossas proposições já acumuladas;
13 – Reafirmar a necessidade imediata de reedição da Cartilha do PDE para nova distribuição nas escolas municipais;
14 – Envio de Ofício do SEPE solicitando reunião com a Direção do Instituto Helena Antipoff e orientação para que todas as Regionais da Capital realizem reuniões com os Profissionais que trabalham com Educação Especial no período de 29/09 até 06/10 para avaliar as últimas decisões da SME neste setor, culminando com uma Reunião Plenária centralizada destes Profissionais no dia 07/10, às 18 horas, no Auditório do SEPE;
15 – Sobre as Auxiliares de Creches foi aprovado o seguinte conjunto de propostas: Boletim específico para auxiliares de creches com essas discussões – concepção de creches, condições de trabalho/saúde, pró-infantil, OS, EDI, aulas aos Sábados e CEC. Defesas das ferias coletivas, de audiência pública com a Comissão de Educação da Câmara Municipal; chamada de todas a concursadas, levantamento do quantitativo de crianças atendidas aos sábados para cobrar a construção de novas creches e concurso público. Garantia da Carteira Funcional e do Plano de Carreira Unificado. Campanha com camisas e adesivos: Sou AAC, Sou EDUCADOR e Sou do SEPE;
16 – Sobre as Merendeiras Concursadas: intensificação da Campanha em defesa da convocação imediata das merendeiras com aumento da pressão política e judicial. A Campanha de convocação deve trazer todas as reuniões destas merendeiras concursadas não chamadas para os espaços do SEPE; preparar material especifico de panfletagem, camisetas, adesivos e faixas para serem usadas em todas as atividades da rede municipal do Rio de Janeiro. As lideranças partidárias da Câmara Municipal e as Comissões de Educação e Constituição devem ser procuradas e pressionadas no sentido de que os vereadores devam manifestar sua posição sobre a convocação;
17 – O SEPE vai apoiar e cobrar a implementação do calendário escolar único já aprovado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro;
18 – O SEPE em conjunto com o SINPRO vai procurar todas as formas possíveis – tanto políticas como judiciais - se preciso for – para defender a manutenção do dia 15/10 como recesso escolar caso sejam confirmadas quaisquer tentativas de transformar essa data em dia letivo comum.
PROPOSTAS DESTACADAS NA ASSEMBLÉIA QUE DEVEM SER ANALISADAS PELA DIREÇÃO ANTES DA PRÓXIMA ASSEMBLÉIA DA REDE MUNICIPAL: construção de um debate nas escolas municipais sobre a possibilidade de realização de um dia “sem merenda escolar” na rede do município e a defesa da redução de carga horária das auxiliares de creches.

Saudações sindicais,
DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ

Estado decreta ponto facultativo na próxima sexta-feira

Confira esta notícia em:
http://www.governo.rj.gov.br/noticias.asp?N=54532
.:: Notícias do Governo ::.
28/09/2009 12h26
Da Redação
O governador Sérgio Cabral decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na próxima sexta-feira, dia 2 de outubro. O decreto, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (28/9), foi assinado porque na data será anunciada, em Copenhague, na Dinamarca, a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Rio de Janeiro, Madri, Tóquio e Chicago estão entre as finalistas.
O expediente será normal, sob a responsabilidade dos respectivos chefes, nas repartições cujas atividades não possam ser suspensas, em virtude de exigências técnicas ou por motivo de interesse público.

Inscrições para I Conferência Municipal de Cultura vão até 30 de setembro

Acontecerá no dia 25 de outubro de 2009 a I Conferência Municipal de Cultura, com vistas à criação de um Plano Nacional de Cultura e ao Sistema Nacional de Cultura que vão integrar os órgãos e instituições da área nos três níveis de governo – Município, Estado e União – e traçar políticas e estratégias comuns.
A Conferência Municipal de Cultura prepara também as conferências Estadual e Nacional de Cultura que discutirão diretrizes, estratégias e políticas públicas para a próxima década, assim como mecanismos de avaliação das metas definidas. Nesses encontros, um terço dos delegados virá do Poder Executivo (municipal, estadual e federal) e os dois outros terços, da sociedade civil: artistas, produtores, gestores, investidores, consumidores e demais protagonistas do processo cultural.
No Rio, já foram realizadas reuniões preparatórias das diversas linguagens artístico-culturais e a partir de 3 de outubro de 2009 (sábado) serão realizadas pré-conferências por áreas da cidade. Delas sairão os delegados para a I Conferência Municipal de Cultura,
As inscrições para participação nas Pré – Conferências serão feitas em site www.rio.rj.gov.br/conferenciamunicipaldecultura, até às 17 horas de 30 de setembro de 2009.
Fonte: SME

domingo, 27 de setembro de 2009

I Congresso de Educação do Sindscope

Educação Emancipatória: da classe pedagógica à pedagogia da Classe.
De 28 a 31 de Outubro de 2009.

28/10 Quarta-feira
Palestra de abertura: Educação emancipatória. Dr. Gaudêncio Frigotto

29/10 Quinta-feira
8h às 11h Mesa: Experiências no campo da educação emancipatória Francisco Ferrer y Guardia e a Escola Moderna de Barcelona. Dr. José Damiro
8h às 11h Fernand Pelloutier e a politecnia Dr. Sílvio Gallo
13h às 16h Mesa: Currículo e Avaliação Dr. Zacarias Gama e Dra. Gelta Xavier

30/10 Sexta-feira
8h às 11h Mesa: A formação dos trabalhadores da educação. Dra. Maria Ciavatta e Dra. Maria Inês Bonfim
13h às 17h Mesa: Modalidades, Acesso e Permanência. Paulo César Pereira e Dra. Jaqueline Ventura

31/10 Sábado
8h às 10h Perspectivas Enancipatórias Dra Lucia Neves.
10h às 13h Plenária de encerramento.

Maiores informações: http://sindscope1.wordpress.com/

Divulgação feita a pedido do Prof. Luiz Baltar.

Violência contra profissionais das escolas reflexo do descaso do governo com a educação

O caso da EM Oscar Tenório, na Gávea, divulgado na última quinta-feira na mídia traz à tona o tema da responsabilidade pela violência que atinge nossas escolas. No episódio, um aluno teria levado gás de pimenta para a escola, ocasionando a lesão de oito colegas que foram parar no hospital, além da notícia de que uma professora teria se machucado na correria. Confusão de alunos, agressão moral e física aos profissionais, brigas, este é o quadro das escolas municipais. As escolas têm apresentado graves problemas de violência. Seja entre os próprios alunos ou contra os profissionais das escolas, o clima é de muita tensão, um verdadeiro barril de pólvora. Vamos mostrar qual é o quadro que o governo impõe às nossas escolas e quem são os verdadeiros responsáveis pelos problemas:
* Professores em suas salas de aula, com 45, 50 alunos ou mais, muitas vezes são praticamente carcereiros, pois não podem deixar que o aluno saia da sala já que não existe inspetor. Alguns professores têm que se posicionar na porta da sala de aula para não permitir que o aluno saia sem que ele perceba.
* Em muitas escolas as direções adotaram o sistema de crachás para o aluno ir ao banheiro. Como não existe o profissional para olhar os corredores, para o aluno ir ao banheiro o professor precisa controlar a partir de um crachá apenas, quem vai e quem volta. Além de não contribuir para a educação de nossos jovens, também é outra forma de carimbar o aluno para mediante qualquer problema, responsabilizar o seu professor.
* Direções que fazem de tudo, inclusive tentar fazer o papel de inspetores, porteiros e muitas vezes merendeiras. Além de ter que preparar todos os documentos, prestações de contas, pedido de merenda, trabalhar para empresas de ônibus fazendo o riocard para os alunos, bolsa família e muitos etecéteras. Isso sem falar na ínfima verba que recebem para resolver problemas estruturais de obras e ainda dar conta de comprar material didático, de limpeza etc.
* Dependências das escolas sem agente educador, e alunos alucinados pelos corredores, pátios, banheiros, quadras…
* Portão da escola abandonado sem porteiro.
* Salas superlotadas O resultado deste quadro não podia ser outro: violência para todo lado. Alunos se agredindo, alunos que xingam professores ou mesmo os agridem fisicamente. Alunos drogados dentro da escola e da sala de aula, outros que ameaçam de morte aos profissionais e mesmo alunos armados no interior de nossas unidades escolares. Preocupados em evitar escândalos, a SME e as direções das CREs orientam que as escolas abafem os casos e proíbem a divulgação para fora dos muros da escola. Muitas direções, preocupadas em manter o seu cargo preferem se omitir e esconder o problema a ter que defender profissionais que por vezes são agredidos ou ameaçados por alunos. Tudo isso, traz a perda total do controle e o agravamento dos problemas em nossas unidades. Numa rede onde a violência do governo pela destruição da escola pública é a maior de todas, não se pode esperar uma resposta positiva de nossas alunos.
Infelizmente são os profissionais de educação que estão neste campo de batalha. O prefeito, pessoal da SME e das CREs encontram-se confortavelmente em suas salas com ar condicionado e cafezinho e a única resposta que sabem dar à imprensa quando os problemas vem a público é que vão “abrir sindicância para apurar responsabilidades”.
Fonte: Regional 3 do Sepe http://regional3.sepe.tenhosite.com/site/

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