A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) promove, este mês, cursos de extensão voltados às áreas de Psicologia e Educação. Para lidar com as incertezas dos jovens no momento em que buscam despertar o gosto por uma carreira, o Instituto de Psicologia oferece o curso Orientação Profissional na Atualidade: Uma Abordagem Clínica. Outra opção é o minicurso de uma semana As Ciências da Emoção e a Clínica na Contemporaneidade, ministrado pela psicóloga e pesquisadora belga Vinciane Despret. Em sua visita à UERJ, a pesquisadora – cujos estudos de história e epistemologia da Psicologia destacam-se internacionalmente – irá falar sobre o segredo na prática clínica, o gênero das emoções e o luto revisitado, dentre outros assuntos. As aulas de Vinciane Despret serão ministradas entre os dias 23 e 27 de novembro (segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h30), no campus Maracanã da UERJ (Pavilhão Reitor João Lyra Filho, 11° andar, auditório D).
O curso Orientação Profissional na Atualidade tem três abordagens: educacional, organizacional e clínica, porém com enfoque maior nesta última. Dessa forma, são enfatizadas a reflexão e atuação do psicólogo ou pedagogo através de estudos teóricos, vivências, dinâmicas de grupo e elaboração de trabalhos práticos. As aulas acontecem aos sábados, das 13h às 17h, entre 14 de novembro e 22 de janeiro.
As inscrições para as aulas com Vinciane Despret podem ser realizadas pela internet, no site do Centro de Produção da UERJ (http://www.cepuerj.uerj.br/), até o dia 19 de novembro. Após essa data, os interessados devem comparecer à recepção do Centro de Produção, no Pavilhão Reitor João Lyra Filho da UERJ, 1° andar, bloco A, sala 1.006. O valor do curso é de R$ 60,00 (estudantes de graduação), R$ 100,00 (estudantes de pós-graduação) ou R$ 160,00 (profissionais).
Para o curso de orientação profissional, as inscrições devem ser feitas, até 10 de novembro, na recepção do Centro de Produção. Para estudantes de graduação, o investimento é de R$ 351,00, e para profissionais, de R$ 405,00, podendo ser parcelado.
Informações completas sobre os cursos podem ser encontradas no site do Centro de Produção da UERJ – http://www.cepuerj.uerj.br/. O telefone para contato é (21) 2334-0639 e o e-mail, cepuerj@uerj.br.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
XVI Fórum de Psiquiatria FCM/UERJ
Saúde Mental e Trabalho - XVI Fórum de Psiquiatria FCM/UERJ.
PROGRAMAÇÃO
DIA 24/11/2009
CREDENCIAMENTO
SESSÃO DE ABERTURA
Plenária 1: “Alienação e Trabalho”
Coordenação: Marcos Baptista
Mercadoria e trabalho estranhado: Marx e a crítica do trabalho no Capitalismo
Mário Duayer (DE/UFF)
Alienação e esquizofrenia
Paulo Pavão (FCM/UERJ)
Alienação de si na Reestruturação produtiva
Terezinha Martins dos Santos Souza (IESC/UFRJ)
ALMOÇO
Plenária 2: “Adoecimento e Categorias Profissionais”
Coordenação: Sheila Abramovitch
Formação de trabalhadores e Subjetividade: mudança no modo de ver, pensar e atuar sobre o trabalho e a saúde nas escolas Públicas
Kátia Reis de Souza (Cesteh/ENSP/FIOCRUZ)
Adversidade social e saúde mental entre funcionários de uma universidade pública no Rio de Janeiro
Cláudia de Souza Lopes (IMS/UERJ)
Violência e sofrimento psíquico entre trabalhadores da saúde
Marisa Palácios (IESC/UFRJ)
INTERVALO
Plenária 3: “Atualizações sobre as Síndromes do Trabalho”
Coordenação: Cláudia Alcântara
Burnout: O trabalho como ameaça à qualidade de vida do trabalhador Norma Valéria Dantas (FENF/UERJ)
Assédio moral no trabalho: Caracterizar para não banalizar
Ivonete Vieira Pereira (UEPA)
Riscos químicos e saúde mental
Ricardo Garcia (DESSAUDE/UERJ)
=======================================
Dia 25/11/2009
Plenária 4: “Psicopatologia do Trabalho”
Coordenação: Miguel Chalub
Uma abordagem clínica do trabalho, da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho: a construção de uma abordagem clínica do trabalho
Milton Athayde (IP/UERJ)
Acidente de trabalho ou acting-out?
Marcos Baptista (FCM/UERJ)
Processo Saúde-Doença e Trabalho
Fabiana Nunes Merhy-Silva
(IESC/UFRJ)
ALMOÇO
PLENÁRIA 5: “Painel sobre Experiências Institucionais”
Coordenação: Luiz Augusto Villano
Síndrome de Burnout: Um caso Clínico
Tatiana Castro (FCM/UERJ) e Tânia de Oliveira (HUPE/UERJ)
Política de saúde mental para o trabalhador da UERJ
Perciliana Rodrigues (PESUERJ/HUPE/UERJ)
O lugar do adoecimento mental no Programa de Saúde do Trabalhador DESSAUDE/UERJ
Marta Fortuna (DESSAUDE/UERJ)
Programa de Geração de Trabalho e Renda em Saúde Mental
Margarete Araújo (SMSRJ)
Bebidas alcoólicas e situações de Risco: dirigir, trabalhar etc.
Osvaldo Saide (FCM/UERJ)
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
PROGRAMAÇÃO
DIA 24/11/2009
CREDENCIAMENTO
SESSÃO DE ABERTURA
Plenária 1: “Alienação e Trabalho”
Coordenação: Marcos Baptista
Mercadoria e trabalho estranhado: Marx e a crítica do trabalho no Capitalismo
Mário Duayer (DE/UFF)
Alienação e esquizofrenia
Paulo Pavão (FCM/UERJ)
Alienação de si na Reestruturação produtiva
Terezinha Martins dos Santos Souza (IESC/UFRJ)
ALMOÇO
Plenária 2: “Adoecimento e Categorias Profissionais”
Coordenação: Sheila Abramovitch
Formação de trabalhadores e Subjetividade: mudança no modo de ver, pensar e atuar sobre o trabalho e a saúde nas escolas Públicas
Kátia Reis de Souza (Cesteh/ENSP/FIOCRUZ)
Adversidade social e saúde mental entre funcionários de uma universidade pública no Rio de Janeiro
Cláudia de Souza Lopes (IMS/UERJ)
Violência e sofrimento psíquico entre trabalhadores da saúde
Marisa Palácios (IESC/UFRJ)
INTERVALO
Plenária 3: “Atualizações sobre as Síndromes do Trabalho”
Coordenação: Cláudia Alcântara
Burnout: O trabalho como ameaça à qualidade de vida do trabalhador Norma Valéria Dantas (FENF/UERJ)
Assédio moral no trabalho: Caracterizar para não banalizar
Ivonete Vieira Pereira (UEPA)
Riscos químicos e saúde mental
Ricardo Garcia (DESSAUDE/UERJ)
=======================================
Dia 25/11/2009
Plenária 4: “Psicopatologia do Trabalho”
Coordenação: Miguel Chalub
Uma abordagem clínica do trabalho, da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho: a construção de uma abordagem clínica do trabalho
Milton Athayde (IP/UERJ)
Acidente de trabalho ou acting-out?
Marcos Baptista (FCM/UERJ)
Processo Saúde-Doença e Trabalho
Fabiana Nunes Merhy-Silva
(IESC/UFRJ)
ALMOÇO
PLENÁRIA 5: “Painel sobre Experiências Institucionais”
Coordenação: Luiz Augusto Villano
Síndrome de Burnout: Um caso Clínico
Tatiana Castro (FCM/UERJ) e Tânia de Oliveira (HUPE/UERJ)
Política de saúde mental para o trabalhador da UERJ
Perciliana Rodrigues (PESUERJ/HUPE/UERJ)
O lugar do adoecimento mental no Programa de Saúde do Trabalhador DESSAUDE/UERJ
Marta Fortuna (DESSAUDE/UERJ)
Programa de Geração de Trabalho e Renda em Saúde Mental
Margarete Araújo (SMSRJ)
Bebidas alcoólicas e situações de Risco: dirigir, trabalhar etc.
Osvaldo Saide (FCM/UERJ)
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Sepe enviou hoje (dia 06/11) ofício à SME para exigir condições de segurança em escolas localizadas em área de risco
Nesta sexta-feira (dia 6/11) escolas próximas da favela de Acari não funcionaram por causa de uma operação da polícia civil e milhares de alunos não puderam assistir aula. Ontem, uma troca de tiros entre agentes da polícia e traficantes nos morros da Lagartixa e da Pedreira deixou mais de quatro mil alunos sem aulas naquela região da cidade. Durante a disputa no Morro dos Macacos, as escolas da região também foram fechadas, assim como nas operações da polícia em Manguinhos, Jacarezinho, Mangueira e Vila Cruzeiro, que se sucedem desde o ataque ao helicóptero da PM.
O Sepe já procurou a SME duas vezes, em outubro, para exigir providências urgentes para garantir o funcionamento das escolas. Mas, até o momento, a única proposta concreta foi anunciada ontem pela secretária Cláudia Costin, que mostra bem como o governo municipal ainda não encontrou uma solução para lidar com a situação: a SME anunciou que, a partir do ano que vem, vai promover treinamentos para alunos e professores de 150 escolas localizadas em áreas violentas para que eles saibam lidar com a ocorrência de confrontos armados entre bandidos ou em casos de invasão policial.
Uma das principais exigências do Sepe é a imediata definição de critérios por parte da secretaria e das CREs para o fechamento imediato das unidades quando da ocorrência de confrontos. Outra providência urgente é a realização de obras emergências nas escolas para aumentar as condições de segurança.
Veja as principais reivindicações enviadas pelo Sepe no ofício encaminhado à SME:
- Reforma dos prédios, com a construção de paredes reforçadas e vidros blindados e instalação de condicionadores de ar e aumento na verba das escolas para garantir o pagamento das contas de energia elétrica;
- Garantia de autonomia para que a escola possa fechar em momentos de acirramento dos confrontos;
- Aluguel de prédios nas proximidades, fora da zona de conflito, para que as unidades funcionem nos momentos mais críticos., já que os alunos tem sido prejudicados com as suspensões seguidas das aulas;
- Concurso para contratação de porteiros e agentes educadores para um maior controle dos locais externos;
- Contratação de psicólogos e orientadores educacionais para atenderem os alunos com dificuldades de aprendizagem e com possível envolvimento com drogas e, também para os alunos traumatizados com o conflito;
Prefeitura do Rio recua e nega que escolas terão treinamento contra tiroteios
Para Eduardo Paes, seria "patético" ensinar a alunos como escapar de confrontos; secretária de Educação foi "enquadrada", disse ele
Publicado em 05/11/2009 às 18h13:
Camila Ruback, do R7 no Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse na manhã desta quinta-feira (5) em entrevista exclusiva ao R7 que não vai permitir que alunos, professores e funcionários da rede municipal de educação façam treinamento para aprender a escapar de tiroteios. Na última quarta-feira (4), a Secretaria Municipal de Educação confirmou à reportagem do R7 que estuda criar um programa para ensinar os estudantes a lidar com situações de risco, incluindo confrontos armados nas proximidades.
Paes classificou a ideia do treinamento como "patética" e afirmou que a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, "já foi devidamente enquadrada".
- Se quer fazer treinamento para fugir de tiroteio, não vai fazer porque eu não vou deixar. Mas se for um negócio sério, de treinamento contra incêndio, por exemplo, que deve ter em qualquer prédio, aí é claro que é factível. Seria patético fazer um treinamento para ensinar criança a fugir de tiroteio. É querer aparecer na imprensa sem necessidade.
A reportagem do R7 entrou em contato nesta quinta-feira (5) com a secretaria, que ainda não se manifestou sobre as declarações do prefeito.
Treinamento
Segundo as declarações da assessoria de imprensa da secretaria dadas na quarta-feira (4), a ideia é preparar os profissionais que trabalham em escolas para terem "uma atuação apaziguadora" durante situações graves, como tiroteios e conflitos armados.
O treinamento inclui também técnicas para lidar com incêndios, enchentes e outros problemas que sejam enfrentados pelos colégios. Ainda não há data definida para a implantação da capacitação nem o número de escolas que seriam atendidas.
O Rio de Janeiro tem pelo menos 150 escolas municipais em áreas consideradas de risco, segundo a secretaria. É comum o fechamento das unidades quando há troca de tiros, geralmente em comunidades. Milhares de estudantes são obrigados a voltar para casa por medida de segurança, sendo prejudicados com a interrupção das aulas.
Foi o que aconteceu nesta quinta-feira em Costa Barros, na zona norte. Cinco escolas e quatro creches que ficam na região não funcionaram nesta manhã por causa de operação policial nos morros da Pedreira e da Lagartixa. Com isso, 4.037 estudantes ficaram sem aulas.
Ainda segundo a Secretaria de Educação, após confrontos, a frequência dos alunos costuma ser muito baixa. Isso foi observado na última quarta-feira (4) na favela Vila Kennedy, em Bangu, zona oeste.
Escolas e creches voltaram a funcionar sem a presença normal de matriculados, após as atividades terem sido suspensas na terça (3) por causa de tiroteios. Desde domingo (1º), traficantes de quadrilhas rivais tentam invadir a Vila Kennedy para controlar o comércio de drogas. Já houve vários confrontos com a Polícia Militar, deixando cinco moradores baleados e dois espancados. A PM está no local reforçando a segurança.
Ainda em entrevista ao R7, o prefeito Eduardo Paes disse que a disciplina de língua inglesa será incluída na grade curricular dos alunos da rede municipal em 2010. Ele reafirmou o compromisso de pagar gratificações para quem trabalha em área de risco, assim como 14º salário para os profissionais com os melhores desempenhos.
Confira a notícia abaixo em: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/prefeito-do-rio-de-janeiro-recua-e-nega-que-escolas-terao-programa-de-treinamento-contra-tiroteios-20091105.html
Publicado em 05/11/2009 às 18h13:
Camila Ruback, do R7 no Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse na manhã desta quinta-feira (5) em entrevista exclusiva ao R7 que não vai permitir que alunos, professores e funcionários da rede municipal de educação façam treinamento para aprender a escapar de tiroteios. Na última quarta-feira (4), a Secretaria Municipal de Educação confirmou à reportagem do R7 que estuda criar um programa para ensinar os estudantes a lidar com situações de risco, incluindo confrontos armados nas proximidades.
Paes classificou a ideia do treinamento como "patética" e afirmou que a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, "já foi devidamente enquadrada".
- Se quer fazer treinamento para fugir de tiroteio, não vai fazer porque eu não vou deixar. Mas se for um negócio sério, de treinamento contra incêndio, por exemplo, que deve ter em qualquer prédio, aí é claro que é factível. Seria patético fazer um treinamento para ensinar criança a fugir de tiroteio. É querer aparecer na imprensa sem necessidade.
A reportagem do R7 entrou em contato nesta quinta-feira (5) com a secretaria, que ainda não se manifestou sobre as declarações do prefeito.
Treinamento
Segundo as declarações da assessoria de imprensa da secretaria dadas na quarta-feira (4), a ideia é preparar os profissionais que trabalham em escolas para terem "uma atuação apaziguadora" durante situações graves, como tiroteios e conflitos armados.
O treinamento inclui também técnicas para lidar com incêndios, enchentes e outros problemas que sejam enfrentados pelos colégios. Ainda não há data definida para a implantação da capacitação nem o número de escolas que seriam atendidas.
O Rio de Janeiro tem pelo menos 150 escolas municipais em áreas consideradas de risco, segundo a secretaria. É comum o fechamento das unidades quando há troca de tiros, geralmente em comunidades. Milhares de estudantes são obrigados a voltar para casa por medida de segurança, sendo prejudicados com a interrupção das aulas.
Foi o que aconteceu nesta quinta-feira em Costa Barros, na zona norte. Cinco escolas e quatro creches que ficam na região não funcionaram nesta manhã por causa de operação policial nos morros da Pedreira e da Lagartixa. Com isso, 4.037 estudantes ficaram sem aulas.
Ainda segundo a Secretaria de Educação, após confrontos, a frequência dos alunos costuma ser muito baixa. Isso foi observado na última quarta-feira (4) na favela Vila Kennedy, em Bangu, zona oeste.
Escolas e creches voltaram a funcionar sem a presença normal de matriculados, após as atividades terem sido suspensas na terça (3) por causa de tiroteios. Desde domingo (1º), traficantes de quadrilhas rivais tentam invadir a Vila Kennedy para controlar o comércio de drogas. Já houve vários confrontos com a Polícia Militar, deixando cinco moradores baleados e dois espancados. A PM está no local reforçando a segurança.
Ainda em entrevista ao R7, o prefeito Eduardo Paes disse que a disciplina de língua inglesa será incluída na grade curricular dos alunos da rede municipal em 2010. Ele reafirmou o compromisso de pagar gratificações para quem trabalha em área de risco, assim como 14º salário para os profissionais com os melhores desempenhos.
Confira a notícia abaixo em: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/prefeito-do-rio-de-janeiro-recua-e-nega-que-escolas-terao-programa-de-treinamento-contra-tiroteios-20091105.html
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
III Encontro de Cinema Negro-Brasil, África e Américas
Com curadoria de Zózimo Bulbul, o III Encontro de Cina Negro-Brasil, África e Américas é um trabalho que se desenvolve há três anos pelo Centro Afro Carioca de Cinema visa uma aproximação com as Américas Central e do Norte, com exibição de filmes nacionais, africanos, latinos e americanos.
Dias 10, 11, 12, 14 e 15/11
R$3 e R$1,50 (meia)
Informações: www.afrocariocadecinema.org.br
Acessea programação do Centro Cultura da Justiça Federal
Dias 10, 11, 12, 14 e 15/11
R$3 e R$1,50 (meia)
Informações: www.afrocariocadecinema.org.br
Acessea programação do Centro Cultura da Justiça Federal
SME continua perdida em meio à guerra do crime e quer obrigar profissionais de educação e alunos a se tornarem verdadeiros “Rambos”
Treinamento de "emergência", que só começa no ano que vem, mostra o quanto a SME se encontra distante da realidade das comunidades escolares e cada vez se enrola mais ao tentar dar uma resposta à violência que a cada dia ronda mais o entorno das escolas municipais localizadas em áreas de risco.
A imprensa publicou hoje uma medida que mostra bem como o governo municipal não sabe o que fazer para garantir a segurança das escolas da sua rede localizadas em áreas de risco. Com o avanço da guerra do tráfico pelas regiões da capital, agora, as escolas da região da Vila Kennedy tiveram que fechar as portas ontem por causa de mais um tiroteio provocado por uma tentativa de invasão da comunidade durante o último final de semana. Relatos de profissionais de escolas localizadas na Vila Cruzeiro dão conta de que a situação naquela região ainda está tensa e os riscos para profissionais e alunos permanecem altos.
Plano de "emergência" parece coisa de ficção
Hoje, a SME anunciou um “plano de emergência” – mas que só será implementado a partir do ano que vem - para “treinar” professores, funcionários e alunos de 150 escolas municipais localizadas em áreas violentas para que eles possam “enfrentar as situações de alta tensão, como tiroteios entre bandidos e policiais”.
Segundo matéria publicada no Jornal O Dia (04/11), o curso deve ensinar como deixar as salas de aula da maneira mais segura e se abrigar em locais em que o grupo possa aguardar o cessar fogo.
“Essa é a nossa realidade. Temos que fazer frente a isso e treinar nossos professores e crianças para aprenderem a atuar numa situação de emergência”, explicou a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, para a reportagem do Dia.
SME divulgou mapeamento de escolas em áreas de risco feito pelo Sepe em 2006
A secretária só não disse que o “mapeamento” das escolas em áreas de risco (e são mais de 200 e não 150 conforme o anunciado pela SME) foi um trabalho realizado pelo Sepe, ainda em 2006, e consta de um dossiê entregue à autoridades estaduais e municipais, da área de Segurança e de Educação, além do Conselho Tutelar e do Ministério Público Estadual. Costin também não reconheceu que, apesar das denúncias do sindicato e dos pedidos de providência da parte da SME e das CRE's para garantia dos profissionais e alunos, até hoje não foi elaborado um plano de contingência capaz de evitar uma tragédia a cada dia mais anunciada, com alunos e professores sendo atingidos pelo fogo cruzada da guerra entre marginais e policiais: em 2007, vários alunos de uma escola municipal, localizada no Complexo do Alemão, foram feridos dentro de sala de aula durante um confronto entre a polícia e traficantes locais.
Haveria tantas guerras se os governos investissem realmente na educação pública em vez de ficarem criando factóides?
A SME, a prefeitura, a Secretaria Estadual de Educação e o governo estadual tem que entender de uma vez por todas que a categoria e as comunidades escolares não querem treinamentos para formação de “Rambos”, que saibam como enfrentar tiros de fuzil e detonações de granadas. O que a categoria, alunos e responsáveis exigem é a coerência da parte das autoridades – coerência, aliás, que sobra da parte dos profissionais de educação e dos responsáveis, os primeiros, quando fecham as portas das escolas mesmo sob a coação de diretores de CRE's que desconhecem a realidade destas escolas e exigem que elas continuem funcionando como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Os segundos, quando deixam de levar seus filhos para a escola, já que tem que atravessar uma verdadeira “zona de guerra” para fazer o trajeto das suas residências até as unidades escolares. Ora, se professores e funcionários sabem bem quando não devem se expor aos perigos da guerra sem quartel do crime organizado, como as autoridades “responsáveis” pelo bem-estar da população se fazem de cegos ou surdos e querem obrigar as escolas a funcionar em meio a tais conflitos?
Mais uma vez, infelizmente, o poder público municipal, através da sua secretária de Educação, se utiliza um factóide para tentar dar uma resposta rápida à opinião pública sobre a ineficácia do seu trabalho para garantir a segurança das escolas. Mas ela só conseguiu mostrar o quanto a SME se encontra distante da dura realidade vivida pela população carioca no seu a cada dia mais violento dia-a-dia. Até mesmo porque, se a política pedagógica dos governos municipal, estadual e federal fosse um pouco mais consequente e séria, quantas destas guerras fratricidas entre quadrilhas em disputa por pontos de drogas não teriam sido evitadas?
A imprensa publicou hoje uma medida que mostra bem como o governo municipal não sabe o que fazer para garantir a segurança das escolas da sua rede localizadas em áreas de risco. Com o avanço da guerra do tráfico pelas regiões da capital, agora, as escolas da região da Vila Kennedy tiveram que fechar as portas ontem por causa de mais um tiroteio provocado por uma tentativa de invasão da comunidade durante o último final de semana. Relatos de profissionais de escolas localizadas na Vila Cruzeiro dão conta de que a situação naquela região ainda está tensa e os riscos para profissionais e alunos permanecem altos.
Plano de "emergência" parece coisa de ficção
Hoje, a SME anunciou um “plano de emergência” – mas que só será implementado a partir do ano que vem - para “treinar” professores, funcionários e alunos de 150 escolas municipais localizadas em áreas violentas para que eles possam “enfrentar as situações de alta tensão, como tiroteios entre bandidos e policiais”.
Segundo matéria publicada no Jornal O Dia (04/11), o curso deve ensinar como deixar as salas de aula da maneira mais segura e se abrigar em locais em que o grupo possa aguardar o cessar fogo.
“Essa é a nossa realidade. Temos que fazer frente a isso e treinar nossos professores e crianças para aprenderem a atuar numa situação de emergência”, explicou a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, para a reportagem do Dia.
SME divulgou mapeamento de escolas em áreas de risco feito pelo Sepe em 2006
A secretária só não disse que o “mapeamento” das escolas em áreas de risco (e são mais de 200 e não 150 conforme o anunciado pela SME) foi um trabalho realizado pelo Sepe, ainda em 2006, e consta de um dossiê entregue à autoridades estaduais e municipais, da área de Segurança e de Educação, além do Conselho Tutelar e do Ministério Público Estadual. Costin também não reconheceu que, apesar das denúncias do sindicato e dos pedidos de providência da parte da SME e das CRE's para garantia dos profissionais e alunos, até hoje não foi elaborado um plano de contingência capaz de evitar uma tragédia a cada dia mais anunciada, com alunos e professores sendo atingidos pelo fogo cruzada da guerra entre marginais e policiais: em 2007, vários alunos de uma escola municipal, localizada no Complexo do Alemão, foram feridos dentro de sala de aula durante um confronto entre a polícia e traficantes locais.
Haveria tantas guerras se os governos investissem realmente na educação pública em vez de ficarem criando factóides?
A SME, a prefeitura, a Secretaria Estadual de Educação e o governo estadual tem que entender de uma vez por todas que a categoria e as comunidades escolares não querem treinamentos para formação de “Rambos”, que saibam como enfrentar tiros de fuzil e detonações de granadas. O que a categoria, alunos e responsáveis exigem é a coerência da parte das autoridades – coerência, aliás, que sobra da parte dos profissionais de educação e dos responsáveis, os primeiros, quando fecham as portas das escolas mesmo sob a coação de diretores de CRE's que desconhecem a realidade destas escolas e exigem que elas continuem funcionando como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Os segundos, quando deixam de levar seus filhos para a escola, já que tem que atravessar uma verdadeira “zona de guerra” para fazer o trajeto das suas residências até as unidades escolares. Ora, se professores e funcionários sabem bem quando não devem se expor aos perigos da guerra sem quartel do crime organizado, como as autoridades “responsáveis” pelo bem-estar da população se fazem de cegos ou surdos e querem obrigar as escolas a funcionar em meio a tais conflitos?
Mais uma vez, infelizmente, o poder público municipal, através da sua secretária de Educação, se utiliza um factóide para tentar dar uma resposta rápida à opinião pública sobre a ineficácia do seu trabalho para garantir a segurança das escolas. Mas ela só conseguiu mostrar o quanto a SME se encontra distante da dura realidade vivida pela população carioca no seu a cada dia mais violento dia-a-dia. Até mesmo porque, se a política pedagógica dos governos municipal, estadual e federal fosse um pouco mais consequente e séria, quantas destas guerras fratricidas entre quadrilhas em disputa por pontos de drogas não teriam sido evitadas?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Comunidades escolares continuam sob risco em meio à guerra entre polícia e traficantes em várias regiões do Rio
Fonte: Site do SEPE-RJ (03/11/09)
Desde meados de outubro, com a invasão do Morro dos Macacos, escolas localizadas em diversas áreas consideradas de risco estão sendo obrigadas a manter as portas abertas, mesmo com o risco de confrontos entre quadrilhas ou destas com a polícia. Hoje, mais de 11 escolas na região da Vila Kennedy abriram as portas, mas tiveram que fechar em meio aos tiroteios. As autoridades municipais e estaduais nas áreas de educação e segurança continuam se omitindo e não fazem nada para garantir a segurança das comunidades escolares
Nas últimas semanas, o Sepe tem denunciado as precárias condições de segurança a que estão submetidos os profissionais de educação e alunos das comunidades escolares localizadas em áreas de risco em diversas regiões da cidade. A situação tornou-se insustentável desde a tentativa de invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em meados de outubro, quando diversas unidades municipais e estaduais localizadas nas regiões adjacentes foram obrigadas a abrirem suas portas pela SME e SEE, mesmo em meio a protestos da categoria e de responsáveis temerosos com os confrontos entre a polícia e os traficantes em disputa pelos pontos de drogas.
Com o aumento das ações policiais em diversas localidades, o risco se ampliou para outras regiões da cidade, como a Zona da Leopoldina (Manguinhos) e no Complexo do Alemão (Vila Cruzeiro), onde a troca de tiros e as invasões da polícia provocaram mortes e ferimentos em moradores e o fechamento das escolas. O Sepe já recebeu informações de que a situação ainda continua crítica na Vila Cruzeiro, onde as escolas continuam abertas, deixando em risco alunos, professores e funcionários.
Agora, desde o final da semana, as escolas localizadas na região da Vila Kennedy, Zona Oeste da cidade, se encontram em meio a mais uma guerra entre quadrilhas rivais e a polícia, que ocupou a Vila Kennedy e vem efetuando operações em plena luz do dia. Nesta terça-feira (dia 03/11) 11 escolas públicas na Vila Kennedy abriram as portas, mas não puderam funcionar por causa do tiroteio entre quadrilhas rivais e, também policiais que atuam na ocupação do local.
O Sepe já procurou a Secretaria Municipal de Educação para exigir providências, visando garantir a segurança de profissionais de educação e alunos. Também denunciamos na imprensa as manobras das autoridades municipais e estaduais, que estão obrigando as escolas a manterem suas portas abertas para aparentar uma pretensa “normalidade”, a qual só existe na cabeça dos governantes pouco preocupados com a segurança da população. Não é possível que as escolas continuem funcionando em áreas onde confrontos ainda estejam ocorrendo, expondo a vida de milhares de alunos e de centenas de profissionais de educação. Não podemos aceitar tamanha omissão do poder público e ver as nossas escolas transformadas em cobaias numa experiência de segurança pública que atira primeiro para depois conferir quem é culpado ou não e não consegue deter a onda de violência que cada vez mais se abate sobre a nossa cidade.
África em Nós ll Encontro Cultural de Literatura
Data:
16 e 17 de novembro de 2009
Local:
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Campus Tijuca - Auditório
África em Nós ll Encontro Cultural de Literatura
- Apresentações
- Mesas Redondas
- Oficinas
Coordenação Geral:
Profa Cristina Prates
Dir. de Produção:
Adriana Milagres
Realização Cultural:
Nega Produções
Programação 1
Programação 2
Entrada Franca.
16 e 17 de novembro de 2009
Local:
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Campus Tijuca - Auditório
África em Nós ll Encontro Cultural de Literatura
- Apresentações
- Mesas Redondas
- Oficinas
Coordenação Geral:
Profa Cristina Prates
Dir. de Produção:
Adriana Milagres
Realização Cultural:
Nega Produções
Programação 1
Programação 2
Entrada Franca.
Eduardo Paes quer fazer mudanças em nosso Plano de Carreira
POR ALESSANDRA HORTO, RIO DE JANEIRO
COLUNA DO SERVIDOR - JORNAL O DIA
Rio - Os 36 mil professores do Município do Rio terão um novo plano de carreira a partir de 2010. A Secretaria Municipal de Educação vai enviar, em dezembro, projeto de lei à Câmara que vai permitir que os professores migrem, voluntariamente, para o regime de carga horária de 30 horas. Quem aceitar a proposta terá automaticamente aumento salarial proporcional.
Atualmente, os 14.626 professores I (do 5º ao 9º ano) cumprem a carga horária de 16 horas. Os 21.446 professores II (da pré-escola ao 4º ano) trabalham 22 horas. A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, disse à Coluna que o Ministério da Educação determinou que o plano de carreira seja modificado por alguns municípios e destacou que a ampliação da carga horária é resultado da visão técnica da secretaria.
Costin detalhou que a proposta inicial é que os professores II trabalhem somente em uma escola. E que o professor I trabalhe em menos escolas possíveis. De acordo com a secretária, os professores não serão obrigados a migrar para o sistema de 30 horas, porque muitos já trabalham no estado ou em colégios particulares. “Será uma ação voluntária para os atuais. Pois, legalmente, não podemos exigir que o professor trabalhe mais do que a legislação permite. Ele tem que trabalhar dentro da carga horária para a qual foi contratado. Por isso, a ideia de ampliarmos o horário por meio de lei. A carga horária para os novos professores será automaciamente de 30 horas, por estar prevista em nosso projeto”, esclarece Costin
COLUNA DO SERVIDOR - JORNAL O DIA
Rio - Os 36 mil professores do Município do Rio terão um novo plano de carreira a partir de 2010. A Secretaria Municipal de Educação vai enviar, em dezembro, projeto de lei à Câmara que vai permitir que os professores migrem, voluntariamente, para o regime de carga horária de 30 horas. Quem aceitar a proposta terá automaticamente aumento salarial proporcional.
Atualmente, os 14.626 professores I (do 5º ao 9º ano) cumprem a carga horária de 16 horas. Os 21.446 professores II (da pré-escola ao 4º ano) trabalham 22 horas. A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, disse à Coluna que o Ministério da Educação determinou que o plano de carreira seja modificado por alguns municípios e destacou que a ampliação da carga horária é resultado da visão técnica da secretaria.
Costin detalhou que a proposta inicial é que os professores II trabalhem somente em uma escola. E que o professor I trabalhe em menos escolas possíveis. De acordo com a secretária, os professores não serão obrigados a migrar para o sistema de 30 horas, porque muitos já trabalham no estado ou em colégios particulares. “Será uma ação voluntária para os atuais. Pois, legalmente, não podemos exigir que o professor trabalhe mais do que a legislação permite. Ele tem que trabalhar dentro da carga horária para a qual foi contratado. Por isso, a ideia de ampliarmos o horário por meio de lei. A carga horária para os novos professores será automaciamente de 30 horas, por estar prevista em nosso projeto”, esclarece Costin
A Difícil Tarefa de SER PROFESSOR na Rede Pública do Rio de Janeiro
Por Marcia Garrido*
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
(Sonho Impossível – versão: Chico Buarque e Ruy Guerra)
Durante as últimas décadas, a educação pública no município do Rio de Janeiro vem sofrendo, paulatinamente, um contínuo processo de deterioração devido, entre outros fatores, ao paternalismo instituído por uma série de “bolsas” e, principalmente, à aprovação automática. Essa política nefasta e criminosa acabou fazendo com que a maioria dos alunos e seus responsáveis criassem um falso perfil do papel da Escola na sociedade e acreditassem veementemente nele. Desta maneira, a aprendizagem passou a ficar abaixo do patamar que lhe deveria ser creditado e o profissional de educação ainda mais desvalorizado. A Escola tornou-se, então, muito mais um espaço social - como um clube - onde os alunos se encontram, lancham e tudo podem fazer. Em contrapartida, os professores foram reduzidos a meras figuras decorativas e de coerção, sendo obrigados a assumir a função de “tomar conta” desses alunos sem poder exercer dignamente a sua profissão (sobre a qual dedicaram anos de estudo). Na ausência destas condições mínimas, e sem o suporte necessário para educar, o professor se vê impedido de atingir o objetivo principal e maior do seu ofício: contribuir para que o aluno se torne um ser crítico e autônomo, capaz de interferir beneficamente em sua própria vida e na sociedade.
O reflexo disto chega aos últimos anos do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio, onde é fácil encontrar alunos que mal sabem ler (analfabetos funcionais), os chamados “filhos do ciclo”, que foram, porque não dizer, enganados durante todo esse tempo por sucessivos governos clientelistas. Na Rede Municipal, quebrando a hegemonia da longa era César Maia, surge o governo privatista de Eduardo Paes, que desconsidera a autonomia do professor, faz “pactos” com OS’s para gerenciar instituições públicas e vislumbra alterar abruptamente a vida funcional de professores de classes especiais, auxiliares de creches e merendeiras. Este atual governo caracterizado por impactantes ações de marketing, que massifica a população através de propagandas que iludem e manipulam, foca suas atividades em eventos grandiosos tais como as Escolas do Amanhã e nos enfadonhos Projetos “Acelera”, “Se Liga” e, mais recente, o “Fórmula da Vitória” (que é vitorioso só no nome). Enquanto isso, muitos alunos de nossa rede permanecem tão analfabetos quanto foi detectado no início do ano letivo. Cabe ressaltar, que tais projetos “importados” da rede privada, possuem, muitas vezes, funcionários que não estão preparados para exercer tal função porque não são tão qualificados quanto os profissionais concursados para este fim, obviamente fazendo diminuir a qualidade do ensino. Deste modo, a impenitente tecnocratização da atual gestão da rede acaba se refletindo diretamente na má qualidade pedagógica, através de materiais prontos, que chegam às escolas da rede municipal, incompatíveis cronologicamente com o planejamento anterior elaborado pelos professores.
Por outro lado, na Rede Estadual, há poucos meses, educadores que reivindicavam seus direitos, foram tratados como marginais e agredidos covardemente pela tropa de choque do governo Sérgio Cabral.
Então, como falar numa efetiva melhoria da qualidade de ensino em nossa rede pública se nem os próprios governantes dão o exemplo e agem de maneira desrespeitosa e insipiente com seus professores?
Vamos recapitular o que se passa atualmente nas escolas...
Os professores têm que trabalhar em salas de aula lotadas, lidar muitas vezes com alunos agressivos (frutos da violência gerada pela crise social do entorno onde estão inseridos) e que possuem pouca, ou quase nenhuma, estrutura e/ou apoio familiar. Sem falar nestes anos seguidos de aprovação automática, que destruíram os hábitos de estudo destas crianças e as fizeram construir um imaginário antagônico à realidade e totalmente desfavorável ao seu desenvolvimento cognitivo e crítico, essenciais para a formação de sua cidadania.
Além de tudo, estes profissionais de educação ainda têm que enfrentar governos autoritários que exercem seu poder, em diversas escolas, através de direções submissas que servem de “braços do Estado” e pressionam e perseguem vários profissionais de educação, que se mostram contrários ao status quo. Infelizmente, tais características de assédio moral estão presentes em nosso dia-a-dia há muito tempo, perpassando por diferentes governos. E no cotidiano da escola, vários de nós já “sentimos na pele” ou já presenciamos algum tipo de assédio moral por um superior hierárquico. Só que muitos não denunciam para não se expor e evitar um desgaste maior, pois se sentem amedrontados e desacreditados diante de tantos senões... Mas motivos não faltariam!
Mesmo assim, alguns profissionais resistem bravamente, pois ainda têm um fio de esperança na educação pública, e até conseguem desenvolver com muita luta, e por meios próprios, belos trabalhos pontuais na rede. A eles, a nossa sincera reverencia; ao governo e as suas “rainhas-loucas”, as batatas!
Mas como reverter este triste quadro? Existe saída? Qual?
Cabe à categoria, outra vez, se fazer presente neste momento e participar de forma mais efetiva, tomando conhecimento das ações e das intenções do governo. Esta é a hora de demonstrar força e unir todos setores da educação: professores, auxiliares de creches, agentes educadores, merendeiras, agentes administrativos e aposentados (que têm visto seus salários cada vez mais defasados no decorrer dos anos, não podendo desfrutar de uma aposentaria digna e coerente com sua contribuição), nos impondo verdadeiramente, de modo a garantir nossos direitos e exigir melhores condições de trabalho e salários.
Percebemos que o início da solução para este enorme problema se dá na organização da categoria de forma eficiente e massiva, visando fortalecer o sindicato e se fazendo representar de maneira real (e não apenas ficar aguardando as decisões para julgá-las posteriormente).
O SEPE é formado por todos nós e devemos assumir a responsabilidade disto, apoiando as reivindicações e impedindo, assim, o avanço de atitudes irracionais dos atuais governos municipal e estadual. Devemos ver o nosso sindicato como um porta-voz, e não como um procurador, da categoria. E esta voz somente será ouvida e respeitada se ela soar forte com a participação de todos. Nenhuma autoridade teme, ou sequer escuta, a voz fraca emitida por uns poucos. Se não lutarmos agora, formando uma sólida frente de resistência, daqui a algum tempo não sobrará nem vestígio do que, algum dia, chamamos de PROFESSOR...
É isso que desejamos???
___________________
* Marcia Garrido é Professora das Redes Estadual e Municipal de Educação e Coordenadora Geral desta Regional
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