terça-feira, 19 de julho de 2011

Greve do estado: amanhã categoria comemora Dia do Amigo com panfletagem


Os profissionais das escolas estaduais, em greve por um reajuste de 26% desde o dia 7 de junho, vão distribuir à população amanhã, quarta-feira, no Centro do Rio, a partir das 8h, kits contendo corações em homenagem ao Dia do Amigo, que é festejado também amanhã, dia 20.

O kit também conterá panfletos, explicando os motivos da greve e pedindo à sociedade que apóie o movimento. Os locais da panfletagem serão próximos ao acampamento do Sepe, que está montado em frente à Secretaria de Estado de Educação, na Rua da Ajuda, esquina com Rio Branco.

Nota do Sepe em relação ao aumento da carga horária anunciado pelo secretário Risolia



Infelizmente, mesmo depois de duas mesas de negociação e muita insistência de nossa parte, o secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, anunciou na imprensa o seu projeto de “melhoria” salarial. Prática autoritária que impede o diálogo e coloca os negociadores do governo em posição difícil, que menos de uma semana afirmavam não ser possível apresentar este proposta agora anunciada na imprensa. Tal projeto necessita de uma avaliação criteriosa.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que trata-se de uma ampliação da carga horária para 30 horas e não de aumento do salário pago aos profissionais da educação. O valor da hora-aula continua o mesmo (R$ 11,61), sem qualquer valorização salarial. Apenas a título de comparação, um professor na mesma situação na rede municipal do Rio receberá R$ 1.287,00 por 16 horas. Ou seja, no município do Rio, o professor pode trabalhar menos e ganhar mais.

Em segundo lugar, as dúvidas:

1) Como fica a situação do professor que está na rede e optar pela nova carga horária? O tempo de serviço para progressão na carreira será contabilizado?

2) Os triênios serão contabilizados normalmente sobre os novos salários-base?

3) A paridade com integralidade está mantida?

4) O adicional de qualificação e o auxílio transporte aumentarão proporcionalmente à carga horária?

5) O governo vai aproveitar para cumprir a legislação federal que estabelece 1/3 da carga horária para planejamento?

É preciso esclarecer que, do ponto de vista salarial, não qualquer valorização na proposta do governo. E os ganhos do ponto de vista funcional dependerão das respostas dadas às perguntas acima. Infelizmente, o secretário Risolia prefere ignorar os representantes da categoria, o que acirra os ânimos e prejudica a educação pública estadual. Numa situação de diálogo efetivo, tais dúvidas poderiam ter sido sanadas rapidamente.

Por fim, é preciso lembrar que qualquer retirada de direitos será respondida com a ampliação e o aprofundamento da luta. Conclamamos, mais uma, vez o governo a sentar à mesa de negociação para apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial, único caminho para reconhecermos o valor que as funções de professor e funcionário tem para a sociedade.

O Globo faz pesquisa sobre greve do estado

O site do jornal O Globo realiza pesquisa on line sobre o que os leitores acham da greve das escolas estaduais; até o momento, menos de 3% das 377 pessoas que votaram são contra o movimento

Para votar, acesse a página da Educação do site e procure a pesquisa, que está no link Educação (http://oglobo.globo.com/educacao/).

Conselho Deliberativo da rede estadual lota auditório do Sepe

Desde as 10h desta terça, mais de 250 profissionais da rede estadual estão lotando o auditório do Sepe para decidir os próximos passos da greve nas escolas estaduais, iniciada no dia 7 de junho. Até o momento, o conselho ainda não terminou, mas os participantes decidiram que o acampamento na porta da SEEDUC vai continuar.

Denúncias contra Cabral têm destaque na Imprensa

A edição do Jornal o Globo de hoje (dia 19) dá grande destaque a denúncias contra o governador Sérgio Cabral que, desde a queda do helicóptero de um empresário na Bahia, tem ocupado espaço nos jornais e na mídia em geral com denúncias de suas ligações com empreiteiras e empresários e de má gestão das verbas em setores prioritários para o bem estar da população, como a Educação e a Saúde.

As denúncias aumentaram desde o domingo, quando jornal deu destaque a denúncias sobre os contratos para a instalação das UPAS, um dos trunfos eleitorais do governador na campanha para sua reeleição: na edição de hoje, o jornal diz que o Tribunal de Contas da União vai investigar o porquê dos módulos metálicos comprados para a instalação das UPAS são mais caros do que obras de alvenaria. Já o Tribunal de Contas do Estado, segundo a reportagem, quer saber a respeito dos incentivos fiscais concedideos à Metalúrgica Valença, que ganhou em 2009 a maioria dos contratos para fornecer os modulos metálicos. De 2009 para cá, segundo a matéria, a empresa já faturou cerca de R$ 173 milhões no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, as duas empresas pertecem a um empresário amigo do vice-governador Luiz Fernando Pezão.


Terceirizados administrativos na rede estadual custam ao Estado quase o triplo do que é pago aos concursados

Ainda na edição desta terça-feira, o Globo e o Extra denunciam que os 13 mil funcionários administrativos terceirizados que trabalham na rede estadual custam o equivalente a R$ 1,3 mil, cada um. Ou seja, o Estado paga quase o triplo para as empresas responsáveis pela terceirização de serventes, merendeiras, inspetores e porteiros, do que recebem os funcionários concursados da rede estadual, R$ 435.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alerj, deputado Comte Bittencourt dise vai entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra o estado pela falta de concursos públicos para os trablahadors de apoio. Na mesma matéria, o Sepe reafirmou a posição do sindicato de que todas as contratações para a rede estadual sejam feitas por meio de concurso público.

Programação Cultural do Acampamento dos Profissionais de Educação da rede estadual

Terça dia 19:

A partir de 17h Banda Siderais e Octopus Brassband;18h Esquete teatral com Professor Ivan Santana;19h: Curtas do cineasta e professor Luis Cláudio: "Buraco na Matrix", "Diário de Classe".

Quarta dia 20:

9h Panfletagem/Apresentação do grupo "Luta Armada";12h: Jean da Universidade da California (BESKRELEY) falará sobre reformas meritocráticas na educacão da California; 16h: Atração musical (a confirmar); 19h Filme "Alma suburbana" do Professor e cineasta Luis Cláudio;

Quinta dia 21:

12h Aula pública com o professor Herlon: os mega eventos tais como Copa do Mundo e Olimpíadas;16h Atividade do Grupo Educação Popular - Educar para transformar.17h30 Filme "Atrás da Porta" de Vladimir Seixas seguido de debate sobre ocupações urbanas e direito a moradia.19h Banda "Corisco";

Sexta dia 22: 16h30 Oficina de pintura com a professora Aneliese;19h Evento musical:Animador Cultural CIEP 409 - Almir Ricardo; Coletivo joaquim 71 (21h)

Sábado dia 23:

A partir das 19h - Festa anos 80.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Apoie a luta dos profissionais da rede estadual

Entre em contato com os canais abaixo (e outros de sua preferência) e expresse sua insatisfação com o tratamento dado à Educação Pública por parte do governo do Estado do Rio. Denuncie este descaso, faça sua parte!

Informações importantes:

Piso salarial de um professor com nível universitário: R$ 610,38;

Piso salarial de um funcionário de Escola Estadual: R$433,00.

Jornal O Globo / Telefone (21) 25345000: http://oglobo.globo.com/servicos/faleconosco_jornal/?v=jornal

Jornal do Brasil / Telefone (21) 39234438;

cartas@jb.com.br;

Secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro - Sr. Wilson Risolia: wilson.risolia@educacao.rj.gov.br

Gabinete da Presidente da República – Dilma Rousseff: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

RJ TV (Rede Globo) http://g1.globo.com/fale-conosco.html

Balanço Geral (Record – Wagner Montes) http://www.recordrio.com.br/programas.php?p=1

Jornal da Band (Bandeirantes – Ricardo Boechat) http://www.band.com.br/jornaldaband/fale-conosco.asp

Cidade Alerta (Record – José Luiz Datena) http://noticias.r7.com/cidade-alerta/

Jornal O Dia / Telefone (21)22228282

Nota oficial do Sepe - porque somos contra o Saerjinho

O Sepe esclarece a respeito da matéria veiculada pelo RJ TV 2ª Edição hoje: as provas do Saerjinho são uma parte importante do Plano de Metas apresentado pela Secretaria Estadual de Educação e tem como um dos seus eixos a meritocracia. Isto significa que o resultado desta e de outras avaliações externas será utilizado para “premiar ou punir” professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável.

Não somos contra a qualquer avaliação diagnóstica que tenha por objetivo identificar problemas no processo ensino aprendizagem para melhorar a qualidade da educação. O problema é que o Saerjinho é uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola, desconhecendo que este sistema deu errado em vários lugares como Chile, EUA ou São Paulo, por exemplo. E deu errado aqui no Rio também com o Programa Nova Escola, que foi um tremendo fracasso.

Acreditamos que a educação é um direito de todos e dever do Estado. Estabelecer uma lógica produtivista na educação é esquecer que a escola não é fábrica, que a riqueza do processo educativo depende de muitas coisas além do esforço dos professores e funcionários, que não haverá qualidade na educação enquanto as condições de trabalho forem tão ruins que levam ao abandono de mais de 20 professores por dia.

Por último é preciso denunciar o que a SEEDUC esconde. O Plano de Metas (do qual o Saerjinho faz parte) pretende punir professores considerando até mesmo o número de alunas grávidas nas escolas. Se o número de alunas grávidas em uma determinada escola aumenta, o salário do professor diminui. Essa é a lógica da meritocracia: tentar culpar o profissional da educação por tudo o que acontece na escola.

Não boicotamos o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais da educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque não podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferentes dependendo das condições do “negócio”. Educação de qualidade é direito de todos!

Abaixo, citação do professor Luiz Carlos Freitas sobre o assunto

“Isso não significa que todas as escolas não tenham de ser eficazes em sua ação. Muito menos que as escolas que atendem à pobreza estejam desculpadas por não ensinarem, que têm alunos com mais dificuldades para acompanhar os afazeres da escola. Ao contrário, delas se espera mais competência ainda. Mas os meios e as formas de se obter essa qualidade não serão efetivos entregando as escolas à lógica mercadológica. A questão é um pouco mais complexa. Deixada à lógica do mercado, o resultado esperado será a institucionalização de escola para ricos e escola para pobres (da mesma maneira que temos celulares para ricos e para pobres). As primeiras canalizarão os melhores desempenhos, as últimas ficarão com os piores desempenhos. As primeiras continuarão sendo as melhores, as últimas continuarão sendo as piores. Mas o sistema terá criado um corredor para atender as classes mais bem posicionadas socialmente, o que será, é claro, atribuído ao mérito pessoal dos alunos e aos profissionais da escola.”

(Luiz Carlos Freitas. Eliminação adiada: o ocaso das classes populares no interior da escola e a ocultação da () qualidade do ensino. in:Educação e Sociedade, Campinas, vol. 28, n. 100 - Especial, p. 965-987, out. 2007.)

Sepe recolhe doações para a greve do estado


O Sepe está recebendo doações para ajudar a mobilização da rede estadual, em greve desde o dia 7 de junho. O interessado em ajudar pode depositar qualquer quantia nas contas bancárias em nome de Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação/RJ, banco Itaú, agência nº 5666 (Cidade Nova), nas contas: 00972-4 e 00979-9.

Atenção, o sindicato não autoriza o recolhimento de dinheiro que não seja nestas contas.

Diretoria do Sepe.

Ouça o governador Cabral prometendo investimentos na Educação


O site do Sepe disponibiliza, no link "Publicações da rede estadual" uma gravação de Sergio cabral, então candidato ao governo do estado, em que ele afirma que vai "valorizar o servidor públicoi, investir no servidor público" Ele também afirma que o gasto com a folha é baixo. Enfim, tudo ao contrário do que ele vem fazendo no poder. Ouça e repasse o arquivo (link: "Ouça as promessas de Cabral").

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