Mais de 500 manifestantes participaram do ato em apoio dos bombeiros exonerados pelo governo Cabral, que foi realizado na manhã de domingo (dia 20/5), na Praia de Copacabana. Os profissionais de educação também marcaram a sua presença e aproveitaram para denunciar a campanha de repressão promovida pelo governo estadual nas escolas estaduais, lembrando as punições sofridas pelos professores Mauro Célio e Felipe Proença, que responde a inquéritos administrativos por apoiar a luta por melhores condições de trabalho na rede. O Sepe também integra a campanha contra a criminalização dos movimentos sociais, que o governo do estado tem promovido na tentativa de calar a mobilização da população contra as políticas públicas de cunho neoliberal.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ato em defesa dos bombeiros exonerados: Profissionais de educação participaram de passeata na Praia de Copacabana
Mais de 500 manifestantes participaram do ato em apoio dos bombeiros exonerados pelo governo Cabral, que foi realizado na manhã de domingo (dia 20/5), na Praia de Copacabana. Os profissionais de educação também marcaram a sua presença e aproveitaram para denunciar a campanha de repressão promovida pelo governo estadual nas escolas estaduais, lembrando as punições sofridas pelos professores Mauro Célio e Felipe Proença, que responde a inquéritos administrativos por apoiar a luta por melhores condições de trabalho na rede. O Sepe também integra a campanha contra a criminalização dos movimentos sociais, que o governo do estado tem promovido na tentativa de calar a mobilização da população contra as políticas públicas de cunho neoliberal.
Mobilização faz SEEDUC recuar e reabrir turma no Ciep 128
A mobilização da comunidade escolar do CIEP 128, no bairro de Magepe Mirim, Magé, acabou obrigando a SEEDUC a recuar e a reabrir a turma 2006 do Curso de Formação de Professores, que havia sido fechada na semana anterior, provocando a revolta de alunos e profissionais de educação. O Sepe foi convocado para apoiar a mobilização da comunidade escolar e ajudou na organização da luta, que incluiu uma ida dos alunos à sede da Coordenadoria Regional Serrana IV para reivindicar a reversão do fechamento da turma.
IBGE comprova: Professores tem os piores salários entre as categorias com nível superior
Estudo divulgado
pelo IBGE mostra
que os salários
dos professores da educação básica
com terceiro grau são os profissionais de nível universitário com os
piores salários no Brasil.
Uma tabulação feita
pelo jornal O Globo,
publicada na edição de hoje
(dia 21/5) mostram que a renda
média de um professor do ensino fundamental
equivalia, em 2000, a 49% do que ganhavam os
demais trabalhadores também
com nível superior. Dez anos depois,
esta relação aumentou
para 59%. Entre os professores
do ensino médio, a variação foi
de 60% para 72%.
Entre as áreas do ensino superior com ao menos 50 mil formados na população, os menores rendimentos foram verificados entre brasileiros que vieram de cursos relacionados à área da Educação, principalmente Pedagogia e formação de professor para os anos iniciais da educação básica. Veja a matéria completa pelo link:
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Encontro de profissionais e assembleia na UERJ no sábado (dia 19/5) vão debater rumos da mobilização na rede municipal
No próximo sábado (dia 19 de maio), o Sepe promoverá um encontro de profissionais de educação da rede municipal do Rio por setores (matriz curricular, educação infantil, funcionários, projetos da prefeitura etc) em salas do 3º andar da UERJ, a partir das 9h. Este encontro tem por objetivo a criação de um levantamento da atual situação da rede municipal e a preparação de propostas de mobilização para a luta por reajuste salarial, implementação de um plano de carreira unificado e melhores condções de trabalho. A partir das 14h, no auditório 33, será realizada uma assembleia, onde estas propostas serão avaliadas e debatidas.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sepe solicitou ao Conselho de Defesa dos Direitos Humanos para que o órgão discuta polícia nas escolas na reunião do dia 17 de maio
O Sepe enviou uma representação para o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos para que o órgão inclua na sua próxima reunião, que será realziada no dia 17 de maio, uma pauta dedicada à questão da colocação de policiais militares nas escolas estaduais. No texto da mensagem enviada ao CEDDH o sindicato lembra que o sindicato denuncia há anos a falta de investimento em educação no estado e que as escolas públicas sofrem com a falta crônica de funcionários, como porteiros, vigias e agentes educadores, além de professores e coordenadores de turno e que a ausência destes profissionais seria um meio muito mais eficaz de combate à violência nas escolas.
NOTA DE FALECIMENTO
Faleceu, no último dia 10 de maio, o professor Franklin Bolivar Fernandes, primeiro diretor eleito de escola pública da rede estadual do Brasil, no Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu, cuja eleição foi fruto da luta e coragem dos profissionais desta escola, cansados dos desmandos e da nomeação de diretores sem compromisso com a escola pública de qualidade. O professor Franklin deixa saudades e reconhecimento de seu trabalho e militância incansável na luta da categoria pela gestão democrática. Em sua memória, devemos continuar nesta luta. Não podemos perder esta conquista! Deixamos aqui nossa homenagem e reconhecimento.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Alunos do Ciep estadual 128 (Magé) protestam contra fechamento de turma
Os alunos do Ciep 128, na localidade de Magepe-Mirim, em Magé, estão mobilizados contra o fechamento da tuma 2006 pelo governo estadual. Para tanto, eles elaboraram um abaixo-assinado, a ser entregue pela direção da escola na SEEDUC. O documento (veja texto abaixo) comunica ao governo do estado a disposição dos alunos a não aceitar o fechamento da sua turma e que estarão na coordenadoria local na segunda-feira (dia 14/5), a partir das 13h, para exigir a reversão da medida arbitrária da secretaria. A direção do Sepe irá até a SEEDUC na segunda-feira para cobrar uma resposta da Secretaria. Veja o teor do abaixo assinado dos alunos do Ciep 128:
Abaixo assinado
Neste documento declaramos que as pessoas que se disponibilizaram a assinar, opõem-se ao fechamento da turma 2006 do Ciep Brizolão 128 Magepe Mirim/IEPCC, e declaramos que todos os afetados com esta medida do Estado do Rio de Janeiro (funcionários, professores e alunos), não se submeterão e irão protestar nos órgãos responsáveis contra essa decisão. Com o fechamento da turma 2006 os alunos e funcionários serão prejudicados no aprendizado e desenvolvimento do Curso de Formação de professores, haverá conflito na interação dos alunos remanejados com os demais alunos da outras turmas, os alunos remanejados terão problemas na assimilação dos conteúdos passados as outras turmas, a fragmentação da turma 2006 afetará psicologicamente, socialmente e emocionalmente a todos os envolvidos, acarretando muitos problemas futuros, entre outros fatores prejudiciais há aprendizagem dos alunos.
Por isso, estaremos presentes para uma reunião com um representante da secretaria de educação para resolver a situação dos alunos, da turma 2006 no dia 14 de maio de 2012, no Pólo de Magé (antiga Coordenadoria Serrana IV) às 13:00h.
Regional III denuncia problemas com policiamento nas escolas estaduais
Veja abaixo uma nota da
Regional III do Sepe, que entrou com uma representação junto ao Ministério
Público Estadual na última terça-feira (dia 8 de maio) contra a
presença de policiais militares nas escolas estaduais. Nesta nota, a Regional
denuncia problemas que já estão ocorrendo em algumas unidades durante
esta semana, conforme já previa o documento entregue aos procuradores do
MPE:
Policial esquece arma em banheiro de alunos
Na tarde do dia 9 de maio, em uma das escolas estaduais onde há a presença da PM, um policial militar, ao utilizar o banheiro de alunos, saiu e esqueceu sua arma. Os alunos perceberem o fato, procuraram por professores da escola para falar sobre o ocorrido.
Na terça-feira
o Sepe Regional 3, a
direção da Regional III do Sepe esteve no Ministério Público Estadual (dia 8 de
maio) para entregar uma petição ao procurador Dr. Emiliano Rodrigues,
solicitando que seja incluído no inquérito civil aberto pelo MP cobrando ao
governo do Estado, os devidos esclarecimentos sobre possíveis prejuízos ao
processo ensino aprendizagem, a relação corpo professor-aluno e ao processo de
socialização dos alunos, provocados pela presença de policiais militares
armados no interior das escolas estaduais. Além disso, alertamos que a
combinação entre crianças ou jovens, armas e policiais cansados por ter que
estender sua carga horária, é uma combinação perigosa e coloca em risco a todos
da comunidade escolar.
As
preocupações dos educadores entregues no MP, em pouco tempo, já estão se
manifestando no ambiente das escolas.
Algumas
denúncias feitas ao sindicato não poderão ser identificadas por questões de
segurança e sigilo a pedido dos próprios profissionais, além da preocupação em
levar prejuízos aos profissionais de segurança, que são vítimas da irresponsabilidade
do governo em instituir o “bico oficial” levando-os a possíveis erros em
função do desgaste físico e mental.
Sepe Regional 3 entregará ocorrências em escolas
Em e-mail a este sindicato o MP, falou sobre a audiência solicitada que “pretende agendá-la tão logo venham aos autos as informações oficiais sobre o convênio” “ Informando , ainda, a possibilidade do SEPE, até a designação da reunião, apresentar documentos que julgue pertinentes ou comunicar qualquer fato relevante que guarde relação com o objeto do Inquérito Civil”, disse o MP em seu e-mail.
Além do sério acontecido em uma escola da metro 6, com o esquecimento de uma arma no banheiro de alunos, entregaremos ao MP outros problemas levantados pelas escola.
- Em outra escola na Zona Oeste, um carro, identificado como da empresa NET, com 4 homens, supostos funcionários da empresa, ao terem sido abordados por alunos que teriam feito algumas provocações ao grupo, o carro ao ouvir a provocação, voltou até aporta da escola apontando uma arma para os alunos, que estavam dentro da escola, dizendo: “Repitam o que vocês falaram agora.”.
- O C.E. Júlia Kubitschek em seu texto de abaixo-assinado aponta que “Em nossa escola não há supostos bandidos que precisem estar sob vigilância policial, esta é bem-vinda no patrulhamento da rua General Caldwell e imediações, onde há décadas nossos alunos, seus pais, professores e funcionários são vítimas de constantes assaltos, seja durante o dia ou à noite. “
Os dois problemas denunciados pelas
escolas demonstra que a necessidade de policiamento fora da escola é a grande
demanda. Não há policiamento nas ruas ou no entorno das escolas, onde
ocorrências graves continuam.
Profissionais do C.E. Herbert de Souza, Tijuca, apontam que na rua Barão de Itapagipe, no Rio Comprido, principal via de acesso ao colégio, o sinal de trânsito, na esquina da Rua Engenheiro Adel, continua funcionando de forma insatisfatória – lembramos que no início do ano letivo, um aluno foi atropelado e teve traumatismo craniano, neste local. Apesar da presença de policiais nessa unidade, desde o início da adoção da medida, não foi verificada a presença de nenhum policial orientando o trânsito no local.
Os 12 pontos apresentados ao MP pela Regional 3 do Sepe, a serem incluídos no inquérito civil:
1. O espaço escolar
é, por excelência, o espaço da criação intelectual, da aquisição de
conhecimentos, do conflito de idéias e, por conseguinte, de liberdade. Não há
criação intelectual e social em ambiente vigiado e marcado pela repressão.
Assim, a presença da repressão na escola significa negação da liberdade e
cidadania.
2. Incompatibilidade com o Estado democrático de direito - É nítida, para este sindicato a incompatibilidade entre a repressão, seja ela velada ou ostensiva, e o Estado democrático de Direito. Enfatizamos que a escola tem atores próprios e bem definidos, em que se destacam os profissionais e os alunos no espaço social. O que se tem no interior das escolas, que contam com policiamento, não é paz, mas medo, o que é incompatível com a cidadania e com a liberdade de aprender, que são princípios constitucionais.
3. Constrangimento e intimidação- policiais no interior da escola é fator de constrangimento, de intimidação e, até, de humilhação para toda a comunidade escolar.
4. A medida tenta substituir a falta de profissionais qualificados para lidar com problemas de relações internas e da violência escolar.
5. É necessário o resgate de funções, salário e condições de trabalho - Para uma educação eficiente é necessário que tenhamos profissionais de educação qualificados no trato com o aluno. Resgatar funções como supervisores pedagógicos, orientadores educacionais, coordenadores de turno e criar outras como psicólogos e fonoaudiólogos. É preciso ter pessoal concursado para o acompanhamento e orientação dos alunos em todo o espaço escolar, como é o caso do já extinto inspetor de aluno ou o coordenador de turno, porteiro.
É também indispensável a valorização salarial do educador, para desobrigá-lo das jornadas estafantes.
6. É necessário que a escola tenha condições para atuar com eficácia na formação de valores como respeito ao próximo e a solidariedade, lições que se ministrada em condições propícias, muito contribuirão na redução do índice de violência escolar. Para isso, é imprescindível que o professor tenha um quantitativo razoável de alunos e não como demonstra a cruel realidade das turmas com 40,50,60 ou mais alunos.
7. Função e formação diferenciadas Os policiais tem funções bem definidas e não possuem formação para o trato com alunos.
8. Polícia e arma na escola- fatores de riscos para a comunidade escolar Os profissionais de segurança passam por situações extremas de estresse em suas jornadas, por isso seus horários de descanso deveriam ser respeitados. Não só com salários suficientes para que não precisem ampliar sua jornada, mas com o respeito a sua carga de trabalho. Destacamos ainda que a combinação entre escola, crianças, adolescentes e armas e policiais que dobram carga de trabalho, pode ser uma combinação perigosa para todos no ambiente escolar.
9. Remanejamento de verba - O Proeis é uma forma de alocar verbas da educação para outro setor, o da segurança As verbas das secretarias são verbas carimbadas e seus orçamentos discutidos e aprovados no início de cada ano. É inadmissível que um setor como o da Educação tenha sua verba utilizada desta forma. A constante redução de verbas vem intensificando os problemas da educação no nosso Estado.
10. O processo ensino-aprendizagem é por si só, um processo já dificultado pelas diversas situações que ocorrem em nossas escolas. Não só pelas péssimas condições oferecidas, como também pelos diversos problemas psico-pedagógicos e sociais apresentados por nossos alunos. Um dos fatores para sua eficácia é o ambiente pedagógico e social. Um ambiente próprio para a troca, para o debate, para a criação intelectual e a construção coletiva e individual do conhecimento. É inadmissível que neste ambiente, existam, permanentemente, profissionais armados e que historicamente cumprem a missão da segurança pressupondo a utilização da força e de armas. Neste clima de repressão, não pode ser sustentado um clima propício para que se dê a educação de nossas crianças e jovens.
11. Treinamento de policiais – Para o trato adequado com a criança ou o adolescente, os profissionais da área, aprendem por vários anos, disciplinas específicas para entender como funciona o processo mental destas pesso
sexta-feira, 11 de maio de 2012
FEDEP promove Mesa Redonda na UFRJ sobre Pedagogia da Hegemonia no dia 28 de maio
O Fórum em Defesa da Educação Pública convida para a mesa redonda Esquerda para o capital, Direita para o social e a nova pedagogia da hegemonia, que será realizada no dia 28 de maio, às 10h, no auditório da Escola de Serviço Social da UFRJ (Campus da Praia Vermelha). Na mesa estarão presentes os seguintes especialistas:
Eurelino Coelho - UEFS
André Martins - UFJF
Lúcia Neves - Coletivo de Estudos de Política Educacional
Construção prédio da EBX no Centro atrapalha aulas no Colégio Estadual Souza Aguiar
A construção de um prédio da empresa EBX, de propriedade do empresário Eike Batista está atrapalhando as aulas no Colégio Estadual Souza Aguiar, no centro do Rio. Desde o ínicio das obras, que se encontam na fase da fundação, o barulho ensurdecedor e os tremores causados pelos equipamentos para terraplanagem estão tornando impossível a realização de aulas na unidade, já que a maioria das salas fica de frente para o pátio das obras.
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