segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Subsecretário da SME admite repressão contra professor que emitiu opinião na internet


subsecretário de Nova Tecnologias Educacionais da SME do Rio, Rafael Parenteadmitiu que chegou a solicitará uma CRE para que investigasse um professor que fez críticas aos projetos educacionais do governo municipal numa comunidade da internet. 

Parenteatravés de uma rede social, admitiu ter "ficado preocupado com os excessos do referido professor na comunidade e sugeridosimà CRE que verificasse se há também excessosofensas e desrespeitos no ambiente escolar, com colegas ou alunos e quecaso houvesseque a CRE avaliasse chamá-lo para uma conversa oualgo do tipo". 

Tal atitude do subsecretário constitui um abuso e um ato anti-democrático, de alguém que não respeita a livre manifestação de idéiasalém de trazer à lembrança de todos os tempos da ditadura militar, nos quais emitir qualquer opinião poderia acarretar perseguição e, até mesmo, a prisão daqueles que discordassem do regime. Vejamatéria completa no link da Regional VII do Sepe abaixo:




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Acordo coletivo especial é flexibilização trabalhista – é preciso dizer não!


Manifesto contra o acordo coletivo especial: 


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), uma das entidades mais importantes da CUT, apresentou ao governo federal e ao presidente da Câmara dos Deputados, uma proposta de Anteprojeto de Lei que muda a legislação trabalhista criando o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico e pedindo pressa para sua aprovação. Para alem dos argumentos elencados na cartilha que o Sindicato preparou para defender a sua proposta, o que salta aos olhos é que se trata de mais uma tentativa de mudar a legislação para que passe a prevalecer – na negociação coletiva entre o sindicato e a empresa – o negociado sobre o legislado.

Já houve duas tentativas de implantação desta mudança na CLT nos últimos anos. Foram levadas a cabo primeiro por FHC, em seu segundo mandato, quando tentou aprovar uma mudança na Constituição Federal e, depois, no artigo 618 da CLT. Depois, este mesmo propósito aparecia nos debates da proposta de Reforma Sindical construída no Fórum Nacional do Trabalho constituído pelo governo Lula em seu primeiro mandato. As duas tentativas foram frustradas pela resistência dos trabalhadores e grande parte de suas organizações sindicais que pressionaram o Congresso Nacional e impediram a aprovação daquelas propostas.

O que se pretende com este tipo de proposta é abrir mais uma porta para a flexibilização, diminuição ou eliminação de direitos e benefícios dos trabalhadores, por meio da negociação com os próprios sindicatos. Não é mera coincidência que os argumentos do SMABC para defender a sua proposta sejam tão semelhantes aos que foram usados por FHC à sua época. Ou depois, nos debates relacionados à proposta de Reforma Sindical construída no Fórum Nacional do Trabalho, em 2004.

A argumentação central é a mesma de sempre: a CLT é antiga, ultrapassada, antiquada para o momento atual, e prejudica os trabalhadores ao engessar a negociação coletiva, impedindo avanços que pudessem beneficiá-los. Por isso precisa ser modernizada. Como toda falácia, tenta apoiar-se em algo da realidade. Realmente a CLT é antiga, antiquada e ultrapassada. Diríamos mais: extremamente limitada e insuficiente para assegurar os direitos dos trabalhadores. No entanto, esta legislação nunca proibiu ou limitou qualquer negociação ou acordo coletivo que estabelecesse condições mais favoráveis aos trabalhadores do que o que está na lei.Não se busca, portanto, “segurança jurídica”, termo usado recorrentemente na cartilha citada, para a promoção de avanços para os trabalhadores nos acordos coletivos negociados pelos sindicatos. Para isso não seria necessária nenhuma mudança na legislação. Do que trata a proposta é de garantir segurança jurídica para rebaixar ou eliminar direitos e benefícios protegidos pela legislação (que já são poucos, reconheçamos). Para legalizar uma prática que já existe de fato, por parte de muitos sindicatos. Não é outra a razão de tantos elogios que a proposta tem recebido de vários setores patronais em reportagens publicadas em diversos órgãos da imprensa nacional.

Todos sabemos que as empresas, nos dias de hoje, buscam permanentemente a redução dos custos com o trabalho para aumentar seus lucros. Vêm daí as várias ofensivas para flexibilizar direitos que são uma característica do neoliberalismo. Este recurso é ainda mais importante para as empresas agora, com uma crise profunda da economia capitalista que, desde 2008, se alastra e se agrava pelo mundo afora. Qual o sentido de propiciar-lhes mais um instrumento para atingir este objetivo?

Apoiado na grande imprensa em geral, o capital vem buscando naturalizar uma idéia segundo a qual um sindicato que sabe negociar é o que negocia acordos atendendo aos interesses da empresa. A ofensiva da General Motors sobre os operários e o Sindicato de São José dos Campos, para flexibilizar direitos e reduzir custos sob ameaça de demissão e fechamento da planta é emblemática neste sentido. As empresas apoiam-se na inexistência de proteção contra demissão imotivada em nosso país e fazem chantagem contra os trabalhadores e seus sindicatos. Mesmo em um momento de crescimento econômico e das vendas da empresa, ela ameaça com demissão para reduzir direitos. E debita ao Sindicato a responsabilidade pelas demissões quando este não aceita suas exigências.

A lógica da proposta de criação do ACE vai nesse mesmo sentido, e acaba ajudando a corroborar a tese de que a negociação positiva, desejável para os sindicatos, é a que atende aos interesses das empresas. Transforma o anseio dos trabalhadores – negociar concretamente, no chão da fábrica, melhorias para suas condições de vida e trabalho – no seu oposto, em negociação que amplia a degradação de suas condições de vida. Esta proposta, se aprovada, coloca em risco os direitos relacionados à saúde e segurança no trabalho, férias, 13º, amplia possibilidade de tercerização, quarterização, e um longo etc. E tampouco garante o emprego, como se pode ver na triste experiência dos acordos das Câmaras Setoriais na década de 90 e anos 2000.

SME não está oferecendo classes especiais em todas as escolas da rede municipal


O Sepe recebeu uma denúncia de que a SME não está oferecendo classes especiais em algumas escolas da rede municipal durante a realização das matrículas para o ano letivo de 2013. Com o processo de reestruturação anunciado pela prefeitura, que quer remodelar o modelo das escolas municipais, muitas delas não vão abrir as classes especiais. 
O Sepe convoca a categoria para denunciar as escolas onde não serão oferecidas classes especiais para que possamos denunciar o fato para a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores. Se na sua escola não forem abertas matrículas para classe especial, entre em contato com o Sepe Central ou com a Regional do sindicato que atua na sua área.

Regional VII lança abaixo-assinado eletrônico contra a reestruturação


A Regional VII do Sepe preparou um abaixo assinado eletrônico contra a reestruturação da rede municipal e a perda do direito a lotação dos profissionais de educação

Participe pelo link abaixo:

Encontro Estadual de Funcionários Administrativos: Veja a programação


Veja abaixo, a programação completa e atualizada do Encontro Estadual dos Funcionários Administrativos da Educação, que será realizado nos dias 28 e 29 de novembro, no Hotel Bucksy, em Nova Friburgo.

Dia: 28/11/12

10h - Credenciamento

11h - Abertura & Debate: Conjuntura

13h- Almoço

15h- Debate: Organização por local de trabalho

17h- Grupo de Trabalho

19h - Jantar

20h- Baile de Confraternização pelos 25 anos de unificação.


Dia: 29/11/12

8h e 30 min - Homenagem à Medeiros (diretor do SEPE falecido este ano);

9h – Palestra: Saúde, condições de trabalho, violência nas escolas.

11min- Plenária final.

12h 30min- Almoço

14 às 17h - Continuação da Plenária Final

terça-feira, 30 de outubro de 2012

36º Encontro Estadual de aposentados da Educação começa nesta quarta (dia 31/10)


Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, o Sepe promove o 36º Encontro Estadual de Aposentados da Educação, no Hotel Bucksy, em Nova FriburgoDurante dois diasaposentados de diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro estarão debatendo o tema escolhido para o encontro deste anoPolíticas Públicas para Aposentados e Idosos: o que temos e o que queremos.

abertura do evento será realizada às 14 h do dia 31, com a direção do Sepe local, Sepe RJ e direção da Secretaria de Aposentados., seguida de informes do Departamento Jurídico do Sindicatoàs 14:30 h teremos a primeira mesa de debates: Conjuntura, com participação dos seguintes debatedoresDanilo SerafimSérgio Paulo Aurnheimer e Rosilene MacedoApósteremos a mesa Políticas Públicas, com os seguintes debatedoresGesa Linhares, Maria das Dores Mota e Osmir Pereira.

No dia 1º de novembrohaverá um debate, a partir das 10h30m sbore Saúde e Previdênc ia, com a participação de: Elizaberth Acampora (Afiaserj) e Denise Gentil (professora do Instituto de Economia). às 14 hhaverá a plenária para aprovação do Plano de Lutas.


Rede municipal: mobilização faz SME recuar na proposta de reestruturação de escola na Ilha do Governador


A Regional VII do Sepe informa em seu site que a comunidade da Escola Municipal Jornalista Orlando Dantas obteve uma vitória parcial importante contra a política da SME de reestruturação de escolas. Depois que a direção da Regional realizou um levantamento das escolas marcadas para as mudanças no próximo ano, a comunidade descobriu que a Orlando Dantas passaria de escola de EI a 9º ano para escola que atenderia apenas do 4º ao 6º ano. Ao tomarem conhecimento deste fato o segmento dos professores da unidade se reuniu com a Regional VII e tomaram as seguintes medidas:

- produziram um documento manifestantdo o posicionamento crítico e desfavorável à mudança;

- os alunos e responsáveis receberam esclarecimentos dos professores da escola e rechaçaram as mudanças;

- A Regional produziu um panfleto para os responsáveis com denúncias e panfletou durante um evento que reuniu a comunidade;

- A Regional também procurou associações de moradores dol local para que ajudassem na mobilização;

- A Regional também foi ao Ministério Público com as denúncias;

- A Regional pressionou junto com os profissionais e conseguiu marcar audiências com a 4ª CRE.

Depois de algumas reuniões e a movimentação dos profissionais e da comunidade, o governo teve que recurar em sua proposta original. A reestruturação foi redefinida e, agora, a escola atenderá do 3º ao 9º ano.

A vitória, ainda que parcial, foi muito importante para mostrar que é possível sim barrar as arbitrariedades da SME e da prefeitura em seus planos de destruição das escolas municipais. Uma prova de que categoria e comunidades escolares devem se preparar para se organizar, mobilizar e criar estratégias de luta capazes de mudar o panorama e parar com apolítica anti-democrática e privatizante da prefeitura do Rio de Janeiro para com a rede municipal.

Mais informações no link:

DIA 31/10: Reunião em defesa do complexo do Maracanã


Nesta quarta, dia 31, às 19h, ocorrerá no Sepe uma reunião para discutir a reação à demolição do complexo do Maracanã, que está sendo feita, tendo visto a Copa 2014.

Segue a íntegra do panfleto que convoca para a reunião:

PAUTA: 1- Organização de manifestação unificada no dia da audiência pública (8 de novembro);

2- Construção coletiva de projeto alternativo para o Complexo do Maracanã; 3- Organização de Audiência.

O governo do estado está falando que a venda do Maracanã e as demolições são inevitáveis. É MENTIRA! Não há nada que impeça a adoção de outro projeto para o Maracanã, basta vontade política.

Para isso, é necessário que haja uma mobilização grande para o dia 8 de novembro, quando haverá uma audiência pública. Precisamos unir todos os usuários e funcionários dos equipamentos esportivos do Maracanã, os professores e pais de alunos da escola Friedenreich, antropólogos e indígenas que defendem o antigo Museu do Índio, os torcedores, os historiadores, os pesquisadores e estudantes sobre o direito à cidade, a UERJ, os moradores das comunidades do entorno...

- Pela NÃO DEMOLIÇÃO e melhoria do Julio Delamare, do Celio de Barros, da Escola Municipal Friedenreich e do prédio do Museu do Índio.

- Por um Complexo do Maracanã PÚBLICO, que sirva à população, com respeito à sua importância histórica, cultural, social e esportiva.

- Por um estádio com SETORES POPULARES e ingressos a preços acessíveis para todos após a Copa.

Animadores Culturais ameaçados de extinção farão vigília no Tribunal de Justiça


Na quarta-feira (dia 31/10), a 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio vai julgar o recurso do Sepeque pede a suspensão da sentença proferida pela 13ª Vara de Fazenda Pública que considerou inconstitucional a nomeação de cerca de 500 animadores culturaisque trabalham  mais de 20 anos nas escolas estaduais. Estes profissionais foram contratados no início da década de 90 para atuarem nos então Cieps de 40 horascriados pelo ex-governador Leonel Brizola. Para acompanhar o julgamento e protestar contra a ameaça de extinçãoos animadores promoverão um ato público na próxima quarta-feira (dia 31/10), na porta do Fórum Central (Rua Erasmo Braga – Centro), a partir das 10 h.

São músicos, artistas de circo, artistas plásticos e atores que, muito antes de ONGs como o Nós do Morro, Afrorregae e CUFA – grupos que desenvolvem trabalhos de iniciação artística em unidades da rede municipal -, oferecem atividades artístico-culturais para os alunos da rede estadual. Mesmo com um trabalho reconhecido pela sociedade, nestes anos todos os animadores nunca tiveram sua situação funcional regularizada pelo governo do estado. Agora, por causa de uma ação impetrada pelo Ministério Público Estadual, estes profissionais estão ameaçados de extinção.

Na ação, o MP pede a extinção do cargo de animador cultural

A ação do MP foi motivada pela aprovação de uma emenda constitucional (gerada pela PEC 48/09) pela Alerj, em 2010, que incluía a animação cultural entre os princípios nos quais o ensino se basearia no estado. Na prática, a PEC regulamenta a função de animador, beneficiando os profissionais remanescentes do grupo de 1,5 mil contratados em 1994, no governo Brizola, para atuarem nos Cieps.

Atualmente existem cerca de 500 animadores na rede estadual - a demissão desses profissionais seria uma grande injustiça, já que o estado recolheu sua contribuição e não repassou para o INSS. Esta irregularidade gravíssima deixa os animadores sem a possibilidade de pedir licença médica e mesmo a aposentadoria, além de outros direitos trabalhistas. 

Professor denuncia câmaras de vigilância em sala de aula da FAETEC de Quintino


Um professor enviou esta denúncia para a Regional 6 do Sepe (Jacarepaguá) sobre a colocação de câmeras nas salas de aula da FAETEC de Quintino. Veja abaixo,  o artigo que ele enviou .

CÂMERAS NA SALA: SEGURANÇA OU FALÊNCIA DA EDUCAÇÃO?

Os professores e estudantes da Escola Técnica Estadual República, da FAETEC, em Quintino, ficaram perplexos com a instalação de “câmeras de segurança” em sala de aula, no último dia 11 de outubro. A instalação começou nas salas do terceiro andar do prédio, que já abrigou a antiga FUNABEM, e deverá, até o início do próximo ano letivo, atingir todas as salas da escola.

A decisão não contou com a consulta aos professores e estudantes da instituição. O primeiro questionamento a ser feito é: Como uma decisão polêmica como essa é tomada unilateralmente pela direção da escola, a revelia dos professores? A direção apresentou essa proposta quando da consulta à comunidade escolar, por ocasião do processo de escolha do diretor? Não, nada disso foi feito!

Uma placa em cima do quadro dizendo “sorria, você está sendo filmado” alerta que as câmeras, recém instaladas, estão em funcionamento. Sorrir, mas sorrir de quê? Do extremo controle, do autoritarismo e do adestramento a que todos passaram a ser submetidos?

Lutamos, durante décadas, contra a Ditadura Militar. Lutamos pela Democracia, pela Liberdade, pela Justiça. Lutamos por uma Educação Pública, gratuita, de qualidade e democrática. Lutamos por uma educação dialógica, formadora da cidadania e da consciência crítica. Cursamos licenciaturas e pós-graduações lendo obras como “Educação como prática da liberdade”, “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire. Mas, agora, vemos a “tecnologia” do sistema prisional invadir a escola. Numa rápida olhadela nas páginas da internet, podemos ler anúncios de empresas de segurança atestando a “eficiência” dessas câmeras nas penitenciárias. Tudo em nome de uma “segurança”?! Mas que segurança é essa que não respeita opiniões, nem o papel formador da educação e trata a todos como potenciais transgressores? 

O prédio da Escola Técnica República, escola pública a qual todos se orgulham em trabalhar e estudar, já abrigou, no passado, a FUNABEM, instituição concebida, não por acaso, nos exatos nove meses após o Golpe Militar de 1964, e que tratava o comportamento divergente e desviante das crianças e adolescentes como uma “patologia da pobreza”.

É preciso dizer a esses colegas que defendem uma escola fundada no controle, na vigilância, no adestramento e na punição um NÃO. NÃO, OS NOSSOS JOVENS NÃO VÃO PARA A ESCOLA PARA SEREM VIGIADOS E ADESTRADOS!

A escola é um espaço de construção da cidadania, um espaço de diálogo, solidariedade, compreensão e luta, luta por uma sociedade democrática!

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