segunda-feira, 1 de abril de 2013

Há 45 anos, o país parou por causa da morte de um estudante


No dia 28 de março, o assassinato do estudante Édson Luis de Lima Soutopela PM do Rio completou 45 anos.

Ele morreu baleado em 1968 por um policial, no restaurante estudantilmais conhecido como "Calabouço", no Centro do Rio. A PM invadiu orestaurante para reprimir uma manifestação contra as reformas estudantisque a ditadura militar queria implementar.

Os colegas de Édson levaram o corpo dele para a então Assembleia Legislativa do estado da Guanabara, atual Câmara de Vereadores, na Cinelândia (foto).

O assassinato deu início a uma mobilização massiva nos centros urbanos contra o governo militar - no Rio, os estudantes conseguiram convencer parte da sociedade a protestar contra a morte de Édson, com o slogan "Mataram um estudante, podia ser seu filho".

O auge do movimento ocorreu em junho, com a passeata dos 100 mil. Mas ao final daquele mesmo ano, a ditadura endureceriaainda mais o regime, editando o Ato Institucional 5, suspendendo várias garantias constitucionais.

Estão previstas diversas manifestações estudantis na semana que vem no Rio para lembrar a morte de Édson e protestar contra o golpe militar de 64, aplicado exatamente em 1º de abril.

Nesta matéria da EBC, você pode assistir as imagens do enterro de Edson Luís feitas pelo cineasta Eduardo Escorel. Este filme de 12 minutos estava sumido durante 40 anos e foi recuperado recentemente - clique para ler.

Rede estadual em estado de greve: veja como proceder



O estado de greve decidido pela assembleia do dia 21 de março, no auditório da ABI, significa que os profissionais das escolas estaduais irão à greve, caso o governo não negocie ou atenda nossas reivindicações.É também o tempo necessário para preparar a greve. Como devemos proceder durante o período (até a próxima assembleia da rede estadual) em que estivermos em estado de greve? 

Veja as instruções abaixo:
  • Realizar discussões nas escolas entre os professores, funcionários e terceirizados; 
  • Eleger os representantes da escola que farão parte do Conselho de Representantes do Sepe local; Filiar os colegas; 
  • Promover reuniões com pais, alunos e líderes da comunidade para explicar os motivos da possível greve, solicitando seu apoio e sugestões;
  • Expor cartazes no interior e murais informativos no exterior da escola;
  • Registrar situações que prejudicam o bom funcionamento da escola; etc.
Como o governo não negociou até agora, aprovamos o Estado de greve com uma paralisação de 72 horas, nos dia 16,17 e 18/4.
  • No dia 16 estaremos correndo as escolas fazendo reuniões com a comunidade.
  • No dia 17 estaremos também correndo escolas e parando aquelas ainda que não aderiram a greve, fazendo reuniões e panfletagens no final do dia devem acontecer as assembleias regionais dos SEPEs locais.
  • No dia 18 estaremos saindo nas caravanas para participar da nossa assembleia!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Congresso do ANDES fez moção de repúdio a prefeito do Rio


O ANDES aprovou em seu congresso moção de repúdio à utilização pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, por fazer propaganda política no material didático distribuído nas escolas municipais.

Segue a moção:

"Os delegados ao 32º CONGRESSO do ANDES-SN, realizado no Rio de Janeiro/RJ, no período de 4 a 9 de março de 2013, manifestam repúdio à distribuição de material didático às escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro que reproduz, nominalmente, o resultado das eleições municipais de 2012 para prefeito e vereador. Tal conteúdo encontra-se no Caderno Pedagógico de Matemática do 6º ano, especificamente, nas páginas 22 e 23. Esse tipo de propaganda já ocorreu em 2012, na prova bimestral de matemática, do 3º bimestre, do 6º ano; portanto, antes das eleições municipais, quando, na 3º questão, era mencionado, explicitamente e com fotos, o sistema de ônibus BRT, um projeto da atual administração municipal. A distribuição do jogo “Banco Imobiliário Cidade Olímpica” para as escolas municipais aponta o mau uso de dinheiro público com propaganda política da atual gestão em materiais que deveriam ter caráter educativo.

"No entendimento da ADUFRJ e ADUFF, entidades que compõem o FEDEP, a propaganda política em material pedagógicofere gravemente o princípio da ética e as normas que regem o direito público, constituindo inaceitável e abominávelabuso de poder da atual administração pública municipal.

"Solicitamos o imediato recolhimento deste material e apuração da responsabilidade por esse ato que afrontaabertamente os princípios que devem nortear a escola pública, gratuita, laica, universal e de qualidade social.

"Aguardamos o pronto pronunciamento do refeito e da Secretaria Municipal de Educação."

terça-feira, 26 de março de 2013

Crimes da ditadura: acompanhe a comissão da verdade no site do Sepe


O site do Sepe possui uma coluna, onde você internauta pode acompanhar a chamada "Comissão da verdade", que investiga os crimes da ditadura. Para acessar, clique aqui.

A Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro foi empossada em março, tendo como presidente Wadih Damous, ex-presidente da OAB/RJ. A instituição vai investigar e tornar público crimes cometidos por agentes do estado no período da ditadura militar. 

Nosso sindicato também chegou a sofrer a repressão dessa época: na greve de 1979, o Sepe foi fechado pelo governador Chagas Freitas, político nomeado pela ditadura. Os crimes cometidos pelos agentes do estado têm que ser esclarecidos e punidos, para nunca mais acontecerem novamente. 

Neste link, o profissional de educação pode acessar o site da Comissão Nacional da Verdade. E se tiver alguma informação importante sobre aqueles anos de chumbo, você também pode fazer sua denúncia, com a garantia de anonimato.

Fonte: Sepe-RJ

Veja o texto da diretora da EM João Kopke sobre a agressão sofrida por ela na escola


Veja abaixo o texto da professora Leila Soares, diretora da Escola Municipal João Kopke, que foi agredida por um aluno da unidade na última sexta-feira. O texto foi postado no facebook e teve alguns trechos reproduzidos em reportagens nos jornais de hoje. O fato teve ampla repercussão na imprensa e o Sepe se colocou à disposição da colega para o que for necessário:
  
A diretora agredida da João Kopke:

Leila Soares

Quantas vezes nos indignamos quando sabemos de casos de agressões a colegas, profissionais como nós.

Mas não nos indignamos o suficiente por acharmos que ainda está muito distante...

De repente, chega a nós.

O corpo dói. Mas a dor vai passando com gelo, analgésico, remédios...

O coração, este fica tão apertado que parece que sobra espaço em torno dele de tão pequeno. Este espaço é preenchido com dor. Que não tem remédio.

A alma fica endurecida. Parece que sai do nosso corpo...

A pele dói. O sangue circula doendo. Os membros movem-se doendo.

Perdemos o chão. Não temos onde nos agarrar.

Só o carinho dos amigos (conhecidos ou não) é que nos conforta.

Sofremos nós, nossos parentes, nossos amigos, nossos companheiros.

Sofre uma sociedade inteira que vive temerosa porque não temos quem nos proteja.

O agressor sai de cabeça erguida, olhando para trás e rindo.

Não só do agredido, mas de cada um de nós.

Ri daquele que foi empurrado, xingado, ameaçado, chutado, socado.

Ri daquele que o tirou e tentou mostrá-lo o erro.

Ri do erro...

Ri de quem não deveria mais permitir o erro.

Ri da sociedade que fica refém enquanto ele continuará empurrando, xingando, ameaçando, chutando, socando...

Ri do sangue que escorreu, do rosto que machucou, da alma que feriu.

Apenas sai, impune, e olha para trás, e ri.

Para mais adiante deixar refém mais muitos.

Quem somos nós, Educadores?

Pois eu sei quem somos nós:

Somos aqueles de quem ri o que sai impune, olhando para trás e rindo.

Será que serei só mais uma?

Ou a última?

Saiba mais sobre o caso:

Nota do Sepe sobre agressão sofrida por diretora

segunda-feira, 25 de março de 2013

Professores da rede estadual: Profissionais que trabalham em mais de duas escolas devem entrar em contato com o Sepe


O Sepe está convocando os professores das escolas estaduais que estejam trabalhando em mais de duas escolas para que entrem em contato com o sindicato (telefone 2195-0450 ou e-mail secretaria@seperj.org.br; ou pela Regional 4: telefone 2564-2194 ou e-mail regional4@seperj.org.br), dando o seu nome completo e número de matrícula. 

O sindicato irá encaminhar na próxima quarta-feira (dia 27 de março) uma relação de professores que estejam trabalhando em várias escolas para a SEEDUC, para tentar reverter esta situação.

Sepe se reuniu com deputados da Alerj no dia 21/3: veja o que foi discutido


No dia 21 de março, logo após a aula pública nas escadarias da Alerj, a direção do Sepe se reuniu com os seguintes deputados: Edson Albertassi (PMDB), vice–presidente da Alerj, representando o deputado Paulo Melo (PMDB) presidente da casa; Comte Bittencourt (PPS) – presidente da Comissão de Educação; Marcelo Freixo (PSOL), e Janira Rocha (PSOL). A pauta do encontro foi a necessidade de retomada de negociações entre os profissionais de educação e o secretário de estado de Educação Wilson Risolia e a questão da remoção arbitrária de funcionários das escolas estaduais. 

Albertassi marcou uma audiência com a direção do sindicato para manhã, dia 26 de março, quando prometeu apresentar um estudo detalhado sobre o orçamento estadual para 2013 e discutir com a direção do sindicato a pauta salarial, com o objetivo de preparar o início da negociação salarial com o governo.  Ele  se comprometeu também em marcar uma audiência do Sepe com a SEPLAG, além de intermediar a marcação de uma audiência do sindicato com Risolia.

Corrida aos gabinetes amanhã (dia 26) contra o Projeto de Lei 2055/2013 que extingue cargos de funcionários na rede

Nesta terça (dia 26/3), o Sepe convoca a categoria para percorrer os gabinetes dos deputados na Alerj para pressionar os parlamentares a barrar o Projeto de Lei 2055/2013, do governador Cabral, que pretende extinguir os cargos de merendeira, servente, vigias e zeladores na rede estadual. O projeto já foi enviado para a Alerj e pode entrar em votação em regime de urgência.

Nota do Sepe sobre agressão sofrida por diretora


Hoje (25), um fato lamentável foi noticiado pela mídia. A diretora Leila Soares da Escola Municipal João Kopke, em Piedade, foi espancada por um aluno de 15 anos. O fato ocorreu na última quinta-feira (21), porém a profissional ainda está em estado de choque e com diversos ferimentos.

A EM João Kopke é apenas um exemplo do que acontece na maioria das escolas de nosso município. Nela, só existem duas agentes educacionais (antigo inspetor de alunos) para mais de 700 estudantes. As duas funcionárias administrativas ainda têm de se revezar no trabalho. Ou seja, na prática, uma agente educacional tem de coordenar mais de 700 crianças e adolescentes.

O acontecimento comprova a falta de estrutura e pessoal sofrida pelas escolas públicas municipais do Rio de Janeiro, que o Sepe denuncia há anos.

A direção do Sepe está na escola, dando todo apoio psicológico e jurídico à comunidade.

O sindicato também se coloca à disposição da professora Leila.

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO, COM ASSEMBLEIAS LOCAIS


CABRAL QUER ACABAR COM CARGOS NAS ESCOLAS E ABRE GUERRA COM FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS


O governador Sérgio Cabral enviou à Assembleia Legislativa projeto de Lei (PL nº 2055/13) que acaba com os cargos de merendeiras, serventes, vigias e zeladores da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC). O despacho do Poder Executivo estadual já chegou à Alerj e, por ser uma mensagem enviada pelo governador, entra imediatamente em regime de urgência de votação. O Sepe alerta os profissionais de educação: não podemos aceitar a aprovação de tal projeto, que comprova o total desprezo e falta de compromisso do governador e do secretario de Educação, Wilson Risolia, para com os funcionários administrativos e para com o funcionamento das unidades da rede estadual.

Funcionários devem ficar atentos ao dia da votação do projeto

O sindicato já tem a cópia do texto do PL e vai procurar os deputados, na Alerj, para impedir a aprovação do projeto original. O sindicato também já começou a analisar as medidas jurídicas cabíveis para barrar mais este ataque do governador às escolas públicas.

No texto, o governador mostra todo o seu descaso com o serviço público, privilegiando a iniciativa privada, quando justifica o PL da seguinte forma: “A terceirização dos serviços por meio de empresas especializadas, além de permitir a execução do serviço de forma mais eficaz, reduz o custo advindo da sua prestação”. Esta afirmação cai por terra quando sabemos das diversas denúncias contra o governo Cabral de superfaturamento em licitações diversas, além de favorecimento à empresas cujos donos são próximos do convívio do governador, como a própria imprensa noticiou.

Já neste outro trecho do PL, Cabral ataca a instituição do concurso público: “O provimento de novos cargos, mediante a realização de concursos públicos, importa na criação de despesas com a remuneração dos servidores e com o custeio dos encargos sociais respectivos, de caráter assistencial e previdenciário” - não concordamos em absoluto com esta justificativa! O concurso, lembramos, existe exatamente para tornar mais transparente, democrática e efetiva a administração pública.

A remoção dos funcionários concursados e a sua substituição por terceirizados já vem ocorrendo desde dezembro do ano passado, sem maiores justificativas por parte da SEEDUC.

As escolas estaduais vêm sofrendo um processo de sucateamento neste governo, que prejudica o dia-a-dia da comunidade escolar.

Também alertamos que a entrada de empresas privadas não só nos serviços de limpeza e administração, mas também na própria linha pedagógica pode inviabilizar a escola pública de qualidade.

Os profissionais de educação da rede estadual estão em campanha salarial e lutam por um piso salarial de cinco salários mínimos (R$ 3 mil) para o professor e de 3,5 salários (R$ 2 mil) para o funcionário; a categoria, na assembleia do dia 21, também aprovou o estado de greve - uma prontidão para entrar em grave por tempo indeterminado a qualquer momento.

Nos dias 16, 17 e 18 de abril ocorrerá uma greve de advertência de 72 horas e a retirada do PL 2055 da pauta da Alerj já passa a constar na pauta de reivindicações da categoria.

Tão logo seja marcada a votação do projeto, o sindicato vai convocar os funcionários para uma ida à Alerj e barrar mais este ataque aos profissionais da rede estadual.

Diretoria do Sepe

Leia o PL 2055

Leia matéria no jornal O Dia (23/03), que foi manchete, sobre o assunto e com a opinião da diretoria do Sepe.

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