sexta-feira, 14 de junho de 2013

Rede Municipal: Sepe se reunirá com líder do governo na Câmara na próxima terça (18) para tentar negociação

Uma comissão do Sepe vai se reunir na próxima terça-feira, dia 18/06, com o líder do governo (PMDB) na câmara dos vereadores do Rio de Janeiro, Luiz Antonio Guaraná. O objetivo é que haja uma intermediação de “Guaraná” com a secretaria de educação e o governo. Dentre as propostas reivindicadas pela categoria está o reajuste salarial.

Já no dia 26 de junho, às 18h, no Salão Azul da Câmara dos Vereadores, haverá uma reunião com o SEPE, profissionais de educação dos diversos setores e parlamentares para iniciarmos as discussões sobre nosso plano de carreira.

O vereador Jefferson Moura, da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira também se comprometeu a participar do GT e dialogar com a Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, para que as 3 Comissões, além de outros parlamentares possam intermediar com o prefeito a urgência da criação de um Plano de Carreira Unificado para a educação.


Veja aqui vídeo do ato do município na Cinelândia no dia 12/6

quarta-feira, 12 de junho de 2013

(Vídeo) Protesto na educação: Profissionais usam vermelho em luta por reajuste salarial

Mais de 500 profissionais da educação estão neste momento (atualizado às 16h do dia 12/06) na escadaria da Câmara de Vereadores em protesto por melhores condições de trabalho na rede municipal e reajuste salarial de 19%. Eles, em sua maioria vestem roupas vermelhas simbolizando a luta da categoria e o amor pela escola pública na data que se comemora o dia dos namorados (12/06).


 

 A direção do Sepe percorre a Câmara para entregar a minuta do Plano de Carreira unificado e retirada de pauta do PL Nº1565* (ver explicação abaixo). A situação na rede municipal é tão grave, que merendeiras carregam seus contracheques, em tamanho ampliado, com o valor líquido recebido pelas profissionais, que é de R$572,13. Mais cedo, em assembleia, a categoria votou por entrar em estado de greve, com paralisação marcada para os dias 13 e 14 de agosto. 

 * Agentes Auxiliares de Creche – Questionamos o Projeto de Lei 1565 que cria a categoria de Agente de Apoio à Educação e extingue os Agentes Auxiliares de Creche. A SME pontuou que o problema dos AAC’s está no concurso que exigiu apenas o nível fundamental de escolaridade. Reafirma que não há possibilidade de transformação do cargo para Professor. Esclarecemos que muitos AAC’s concluíram o Pró-infantil e possuem formação de nível médio ou superior. A criação de uma nova categoria, que além das inúmeras funções, terá as mesmas atribuições dos AAC’s com salário maior, é no mínimo conflitante.

Assembleia na ACM hoje (dia 12/6): Rede municipal do Rio lota auditório da ACM decide entrar em estado de greve!

Em assembleia com mais de 600 pessoas, os profissionais das escolas municipais do Rio decidiram entrar em estado de greve (prontidão para a entrada em greve a qualquer momento, caso as negociações não avancem e as reivindicações da categoria não sejam atendidas). A plenária também deliberou por uma paralisação de 48 horas nos 13 e 14 de agosto. 
A mobilização de hoje, quando a rede faz uma paralisação de 24 horas mostrou que a luta por reajuste salarial, plano de carreira unificado e contra a política meritocrática da prefeitura e da SME ganha corpo a cada dia e que a categoria está pronta para dar uma resposta ao prefeito e à secretária Cláudia Costin que implementam uma política pedagógica que desvaloriza professores e funcionários e oferece péssimas condições de trabalho nas escolas.
A mobilização de hoje na rede municipal foi uma prova da insatisfação da categoria para com a política de Eduardo Paes e Cláudia Costin. Salários cada vez mais baixos e condições de trabalho degradantes, com turmas superlotadas, falta de estrutura e de materiais, além da abertura das escolas para ONGs e fundações privadas retratam atual situação da rede. 
A categoria, revoltada com tamanha situação, não aguenta mais os desmandos da prefeitura e as últimas mobilizações em 2013, desde a deflagração da campanha salarial deste ano, mostram que o movimento cresce a cada dia e que os profissionais das escolas municipais estão dispostos e prontos para dar o troco ao prefeito e à secretária. 
Hoje, a paralisação de 24 horas fechou inúmeras unidades escolares e o comparecimento massivo na assembleia é uma prova de que a rede está bastante mobilizada.

Veja fotos do ato na Cinelândia


Relatório das ações coletivas do Município do Rio de Janeiro já se encontra no site

O Relatório das ações coletivas do Município do Rio de Janeiro já se encontra no site na seção jurídico. Para acessar o link direto clique aqui.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Sepe fez abaixo-assinado para defender emenda que determina que cada matrícula da rede estadual seja cumprida em somente uma escola

O Sepe está passando um abaixo-assinado junto às escolas estaduais para a defesa da emenda ao Projeto de Lei 2200 que determina que cada matrícula seja vinculada a somente uma escola. O objetivo do abaixo-assinado é impedir que o governador Cabral, como já anunciou o subsecretário de Gestão de Pessoas da SEEDUC, Luiz Carlos Becker, vete esta emenda aprovada com o PL 2200 pelos deputados na Alerj. 

O documento irá compor um dossiê a ser entregue pelo sindicato para os deputados, mostrando o absurdo procedimento da SEEDUC, que obriga profissionais das escolas estaduais e cumprirem suas cargas horárias em várias unidades de ensino. Paralelamente ao abaixo assinado que está percorrendo as escolas, também é importante que a categoria entre no site petição pública (link abaixo) e coloque sua assinatura no abaixo-assinado que também defende a manutenção da mesma emenda do do PL aprovado pela Alerj. 

Temos que garantir o máximo possível de assintaturas para impedir que o governador vete esta conquista legítima e justa da luta dos profissionais da rede estadual. 

Acesse o abaixo-assinado aqui.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

12 de junho: a rede municipal do Rio vai parar!


No dia 12 de junho (quarta), a rede municipal do Rio de Janeiro vai paralisar por 24 horas. No mesmo dia, realizaremos assembleia na ACM (Rua da Lapa 86), às 10h, e ato na Cinelândia, às 14h.

O Sepe pede que todos os profissionais vistam roupas vermelhas no protesto. Neste dia, a rede municipal vai dar mais uma prova ao prefeito que a nossa luta está crescendo. A decisão por esta nova paralisação foi tomada na assembleia da rede no dia 22/05, que ocorreu no Clube Municipal (foto).

Até agora a prefeitura não apresentou nenhum índice de reajuste salarial. Mesmo com os escandalosos erros dos cadernos pedagógicos, amplamente denunciados na imprensa, a secretária Cláudia Costin mantêm a política educacional de abertura das escolas para as ONGs e Fundações Privadas, a meritocracia e a precarização do trabalho.

Na Bahia, os profissionais de educação, revoltados com a intromissão na sua autonomia pedagógica nas escolas, devolveram ao governo os “pacotes pedagógicos” que prejudicam alunos e profissionais. Em todo o país e, em vários municípios do Estado do Rio, profissionais de educação estão em luta por melhores salários e condições de trabalho.

Por isso, dia 12/06, quando a cidade estará repleta de turistas e chefes de estado para a Copa das Confederações, vamos às ruas denunciar à população os ataques que o prefeito Eduardo Paes faz à educação pública municipal e cobrar da prefeitura e dos vereadores o atendimento às nossas reivindicações.

Categoria exige data base e reajuste salarial de 19%

Segundos dados da prefeitura, a previsão atualizada (fevereiro 2013) da receita corrente líquida da cidade do Rio de Janeiro é de R$ 18 bilhões. Ou seja, 12% a mais do que 2012. Por isso, reivindicamos um reajuste de 19% (12% de aumento da receita + 7% de inflação), o que não representa nenhum grande impacto na folha salarial.

Segundo dados da Controladoria Geral do Município, só nos quatro anos da primeira gestão do governo Paes, a Prefeitura deixou de aplicar R$ 1.098 bilhão da verba do FUNDEB. Divididos pelas 1.074 escolas, 249 creches e 108 EDIs (total de 1431 unidades), daria mais de R$ 767 mil para cada unidade escolar – muito mais do que as escolas receberam. Verba suficiente para a criação de laboratórios de ciências e informática, quadras cobertas, bibliotecas, salas de artes e salas de recursos, reformas na infra-estrutura e compra de materiais pedagógicos para todos os alunos.

Se dividirmos essa sobra do FUNDEB pela quantidade de profissionais de educação (59.813, segundo o site da SME), daria mais de R$ 18 mil para cada um. Bem mais que o 14º salário que a Prefeitura paga. Estes valores não incluem a falta de aplicação dos 25% do orçamento em educação. Portanto, fica uma pergunta: Onde está o dinheiro da educação?

Leia aqui sobre a audiência com a SME.

Sepe disponibiliza boletim de Agente Auxiliar de Creche

A Secretaria de Imprensa do Sepe disponibiliza no site o boletim sobre a luta das Agentes Auxiliares de Creche (AAC) - o material pode ser acessado por aqui.

Assembleia da rede estadual será realizada no sábado (dia 15) no Clube Municipal

Os profissionais da rede estadual farão uma assembleia geral no próximo sábado (dia 15 de junho), no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - Tijuca), a partir das 10h. 

Na pauta do encontro, o debate sobre os rumos da mobilização dos profissionais das escolas estaduais e a luta pela garantia da emenda do Sepe incluída no projeto do reajuste para a Educação Estadual, aprovada pela Alerj no dia 5 de junho e que determina que cada matrícula dos profissionais corresponda a uma escola. 

Leia o relatório do Sepe sobre a audiência pública na Alerj

No dia 5 de maio de 2013, foi realizada audiência pública na Alerj, solicitada pela Comissão de Educação, para discutir o relatório anual da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). A audiência contou com a presença do secretário de Educação Wilson Risolia, do subsecretário de Gestão de Pessoas, Luíz Carlos Becker, do procurador do estado e vários superintedentes da Seeduc, entre eles a professora Patricia Mota. Contou também com a presença de vários deputados, a direção de Sepe/RJ e da Uppe-Sindicato.

A audiência teve início com o secretário Risolia apresentando dados que demonstravam a situação da rede estadual relativa ao número de matrículas no ensino médio, o avanço tecnológico, o sistema “vitorioso” de avaliação externa Saerj e a colocação do estado do Rio no Ideb, o investimento financeiro na rede pública etc.

Vários deputados fizeram questionamentos, discordando de alguns dados da Seeduc, demonstrando inclusive a diminuição da procura pelo ensino médio em mais de 50%. A exceção foi o deputado André Correa, líder da bancada do governo, que defendeu o governo e secretário com todo empenho, argumentando inclusive que o estado hoje paga o maior salário do Brasil.

A direção do Sepe iniciou sua avaliação, questionando a entrevista concedida pelo secretário à imprensa, em que ele afirma que solicitaria ao governador o veto à emenda do Sepe aprovada no dia anterior, que garante uma matrícula, uma escola. Cobramos um posicionamento favorável de secretário e denunciamos o fato de vários professores estarem trabalhando em 4, 5 e até 8 escolas com a famigerada otimização de turmas em qualquer período do ano.

Lembramos que essa situação pode ser resolvida com concurso público e organização da grade curricular. A partir daí várias questões foram apresentadas, com um balanço bastante negativo desse governo com relação à educação pública, as principais foram: o fechamento de 49 escolas, a diminuição da procura pelo ensino médio com a queda de 120 mil alunos nesse segmento, os baixos salários que levam aos pedidos de exonerações dos professores, numa média de 2 por dia, totalizando só em 2013 até o momento 340 professores.

Destacamos a proposta irrisória de 8% como reajuste para os profissionais de educação e que o salário do estado é bem menor que de vários municípios.

Cobramos ainda a incorporação das gratificações para garantir a paridade para os aposentados. A partir daí, apresentamos nossas emendas e cobramos o posicionamento favorável dos deputados, especialmente com relação ao enquadramento por formação para os funcionários administrativos.

Para finalizar, questionamos a fala do secretário com relação às licenças médicas dos profissionais de educação, reafirmando mais uma vez, que tal situação se deve à falta de condições de trabalho nas escolas e a política educacional imposta pela SEEDUC nas escolas, que leva os profissionais a adoecerem. 

Também reafirmamos que o Estado já conta com um setor de Perícias Médicas para avaliar os casos e que a contratação de um serviço terceirizado não resolve o problema, acarretando mais um gasto para que se faça um serviço que já existe. O secretario Risolia  comprometeu-se na audiência a marcar uma audiência para discutir o assunto.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Votação do PL do reajuste terminou nessa quarta

A Alerj terminou hoje no começo da noite a votação do PL 2200 que reajusta o salário da educação - o reajuste de 8% aprovado na terça (04) foi mantido, tendo sido derrubado pela bancada governista todos os destaques para aumentar este índice. O reajuste é válido para todos os profissionais, incluindo os aposentados; os animadores culturais também receberão o reajuste.

Ao site da Alerj, o presidente da casa, deputado Paulo Melo, se comprometeu com o acordo do governo de abonar as faltas (código 30) por paralisação nos dias 16, 17 e 18 de abril. Melo disse o seguinte: “Como foi dito anteriormente, trabalharei para que os abonos sejam sancionados”.

Amanhã, destaques relacionados à Faetec ainda serão votados.

A direção do Sepe acompanhou toda a votação e lutou pela aprovação das emendas propostas pela categoria - tendo sido aprovada a nossa emenda que determina que cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola. 

Amanhã daremos mais detalhes do que foi aprovado.

A direção do Sepe informa que em breve vai divulgar um calendário de lutas, com a data da próxima assembleia.

Veja também: Sepe participa de audiência pública na Alerj

O secretário estadual de Educação Wilson Risolia compareceu à audiência pública hoje pela manhã na Assembleia Legislativ (Alerj), convocada pela Comissão de Educação para que o secretário apresentasse o relatório anual da sua gestão. Vários deputados aproveitaram a presença do secretário para criticar o PL de reajuste salarial, que está sendo votado desde ontem pela Alerj, tendo sido aprovado um índice de apenas 8% - bem abaixo do que reivindica a categoria, com perdas salariais de 23% desde setembro de 2006. 

Os deputados também discutiram as más condições de trabalho das escolas estaduais.

O Sepe participou da reunião, tendo feito uma defesa das emendas da categoria ao PL do reajuste.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Educação comemora hoje (dia 3/6) 50 anos do início do método de alfabetização de Paulo Freire

A população brasileira comemora, hoje (dia 3 de junho), 50 anos do início do projeto de alfabetização do educador Paulo Freire, iniciado na cidade de Angicos (Rio Grande do Norte). Freire iniciou a implantação do seu método em 1963, quando, no dia 18 de janeiro, abriu uma turma para alfabetizar analfabetos (40% da população brasileira à época) em 40 dias. Após quatro meses, Freire conseguiu alfabetizar 300 pessoas graças ao trabalho iniciado em Angicos e que, agora, está completando 50 anos.

O método de Paulo Freire se destacou porque rompeu com conceitos arraigados de alfabetização, ao se basear na experiência de vida dos alunos e na conscientização crítica a respeito do papel deles no mundo. Outro ponto que chama atenção na experiência desenvolvida pelo educador é que ele era contra a utilização de cartilhas e materiais pedagógicos que pouco tinham a ver com a realidade dos alunos.

Assista a entrevista com Paulo Freire:

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