quinta-feira, 24 de novembro de 2016

SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO





Considerando que:

1-   A proposta de reestruturação/reorganização da rede municipal de ensino foi questionada pela falta de diálogo com a comunidade escolar e, pela ausência de planejamento com levantamento de dados da carência de matrículas, profissionais, e anos de ensino, sendo inclusive objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, IC nº766/12;
2-    A Resolução SME nº 1259, de 29 de agosto de 2013 e, a Resolução SME N.º 1305, de 01 de outubro de 2014, garantem que a reestruturação seja discutida pelo Conselho Escola Comunidade e que a comunidade escolar seja ouvida, porém este debate não foi feito, sendo assim descumprida a resolução da própria SME;
3-   A comunidade escolar soube das mudanças de atendimento de anos de escolaridade e horário, de maneira oral, sem nenhum documento ou ato normativo que justificasse tais alterações;
4-   A obrigatoriedade de tais mudanças, sem consulta prévia e ampla à comunidade escolar sobre tal questão atenta contra a democracia nas unidades escolares prevista na Constituição da República e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação;
5-   A imposição de critérios de prioridade de lotação em nada fomenta o determinado na Lei Federal 11.738/08, de garantia a reserva de, no mínimo, um terço da carga horária para atividades extraclasse;
6-   O processo educacional a que crianças, adolescentes e adultos matriculados na rede estão submetidos sofrerá grandes e graves prejuízos com o afastamento abrupto dos profissionais envolvidos nesse processo. Afinal, o reconhecimento tanto dos profissionais de educação quanto dos educandos com o a unidade escolar promove e facilita o processo educacional;
7-   Obrigar o servidor público a troca de unidade de lotação, mesmo em caráter prioritário, na véspera do término da atual gestão da Prefeitura, sem debate com o próximo governo, traz incertezas sobre a efetivação da mesma para 2017 e questionamentos sobre o cumprimento do artigo 73 da Lei nº9504, de 30 de setembro de 1997;

8-   Todo o acima descrito pode ser compreendido como um assédio moral desta Municipalidade contra os profissionais de educação.


Orientações sobre a remoção compulsória:


1- Ninguém é obrigado a escolher nova escola. Portanto, solicite documento de apresentação à CRE e a justificativa para sua saída da Unidade Escolar.
2-    A Resolução SME nº 1259, de 29 de agosto de 2013 e, a Resolução SME N.º 1305, de 01 de outubro de 2014, garantem que a reestruturação seja discutida pelo CEC  e que a comunidade escolar seja ouvida. Portanto, se o CEC da sua escola não foi consultado, nenhuma mudança poderia ser feita.
3-    A proposta de reestruturação/reorganização da rede municipal de ensino é objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, IC nº766/12. A recomendação é que a comunidade escolar debata qualquer mudança no funcionamento da escola.
4-    Durante reunião entre o SEPE e a SME, perguntamos se o debate sobre estas mudanças na rede de ensino foram feitas com a equipe do próximo prefeito e, se ele concordava. A SME informou que não podia afirmar, que não existia uma transição específica por secretarias. Portanto, não sabemos se as mudanças ocorrerão em 2017 ou não.
5-    É fundamental organizarmos nossas escolas e lutar pela nossa origem.Ninguém deve escolher nova escola. Apenas protocole o requerimento de informação




terça-feira, 22 de novembro de 2016

18° Encontro de Funcionários das Escolas Públicas


Entrar no link: http://seperj.org.br/ para inscrições.
As inscrições serão aceitas até o dia 01/12/2016.

PROGRAMAÇÃO:




Dia: 09 - sexta

13h às 21h – Credenciamento

18:hAbertura: Diretores da Secretaria de Funcionários e Coordenador Geral do SEPE
18h:40-  Mesa de Conjunturas:
Palestrantes a confirmar
19h25 – Intervenções
21h – Intervenções Finais

Dia: 10 - sábado
07h às 08h – Café da Manhã
08h às 10h – Credenciamento

09h – Abertura e Debate: Valorização e Formação
Terceirização/Profissionalização - Palestrantes a confirmar
10h às 11h – Intervenções e Avaliações do Plenário
11h a 12h – Considerações Finais

12h às 14h – Almoço

14h30 às 15h30 – Palestra: Saúde do Trabalhador
15h30 às 16h30 – Intervenções
16h30 às 17h30 – Considerações Finais
17h30 às 19h30 – GT das Avaliações
 20h – Jantar

Dia: 11 - domingo
8h às 10h – Palestra: Reforma da Previdência
10h às 11h – Intervenções
11h  - Considerações Finais (palestrantes)
11h30 às 12:30h -  Plenária Final & Encaminhamentos de Propostas & votação
12:30h - Encerramento
13h - Almoço


Profissionais da Educação Municipal esperando reunião sobre reestruturação!



Profissionais da Educação do Município do Rio de Janeiro estão esperando neste momento resposta da subsecretária Bettina que se encontra com todos os RH's e GED sobre a reestruturação!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

SOBRE A REESTRUTURAÇÃO

SOBRE A REESTRUTURAÇÃO

Nos últimos dias, dezenas de profissionais da rede municipal foram informados que não poderão ficar na sua escola de origem em 2017. Nenhum documento foi apresentado, nenhuma consulta foi feita. Apenas o aviso de que a escola seria reorganizada, ou como turno único, ou com a exclusão de alguns anos.
Desde 2012, a Prefeitura do Rio de Janeiro tenta impor esta reorganização/reestruturação, mas até hoje não revelou quais são os fundamentos pedagógicos, quais estudos foram feitos para determinar quais escolas serão de turno único, EDI, primário ou ginásio.
A proposta de reestruturação/reorganização da rede municipal de ensino foi questionada pelo SEPE, pela falta de diálogo com a comunidade escolar e, pela ausência de planejamento com levantamento de dados da carência de matrículas, profissionais, e anos de ensino, sendo inclusive objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, IC nº766/12. A Resolução SME nº 1259, de 29 de agosto de 2013 e, a Resolução SME N.º 1305, de 01 de outubro de 2014, garantem que a reestruturação seja discutida pelo Conselho Escola Comunidade e que a comunidade escolar seja ouvida.
A Lei n 5225, de 5 de novembro de 2010, que determina Turno Único de 7 horas, não impede a ampliação do horário. O parágrafo 3º é claro: “ § 3º A permanência dos alunos na escola ou em atividades escolares por período superior às sete horas previstas no caput, será optativa, a critério das famílias, dos estudantes e do sistema de ensino.”  Não temos conhecimento de nenhuma consulta feita à comunidade escolar sobre a preferência por 7 ou 8horas. Antes da gestão de Eduardo Paes, várias unidades escolares funcionavam com turmas em horário integral de 8 horas.
PEI e PII 22,5h com 2 matrículas ou DR podem trabalhar em escolas de turno parcial e turno único. O problema é que a Prefeitura não cumpre a Lei Federal nº11738. De acordo com a lei, professores nesta situação deveriam ter 15 horas de atividades extraclasse. Portanto, mesmo que trabalhasse com turmas de turno único, ainda não teriam seu direito respeitado. A DR paga deve ser integral e não há motivos para sair da unidade escolar.
No caso do PII/PEI 22,5h com uma matrícula apenas, não há nenhum problema em 2 professores assumirem a mesma turma. Não há nenhuma contestação teórica ou fundamento pedagógico que considere este fato prejudicial ao processo de ensino-aprendizagem. Portanto, não há motivos para sair da unidade escolar.
Também não há sentido no argumento de que professoras e professores de 40 horas só possam ficar em escolas de turno único e, PI de 16 h em turno parcial. Faltam milhares de profissionais na rede.
Não há justificativa para remover secretários escolares, agentes educadores, agentes de administração ou agentes auxiliares administrativos e professores da sala de leitura das escolas que se tornarão EDIs. Ou a Prefeitura acha que estes profissionais não são necessários na educação infantil?   
Não aceitaremos que no fim da gestão, mais uma vez a SME cometa suas arbitrariedades e queira retirar nosso direito à origem. Ninguém é obrigado a sair da sua escola de origem. Exija documento por escrito e denuncie ao SEPE. Quem já se inscreveu no Concurso de Remoção pode, na hora, optara por não mudar de escola.
As medidas jurídicas cabíveis serão tomadas. E nós, vamos organizar nossas escolas e creches, mobilizar a comunidade escolar e resistir contra este ataque. Vamos reunir responsáveis, organizar abaixo-assinado e exigir da SME o fim deste ataque. Não sairemos das escolas!

Dia 19 de novembro, todas e todos à assembleia.

sábado, 5 de novembro de 2016

EXPLICAÇÃO DO PACOTE DE MALDADES DO ESTADO RJ


O GOVERNADOR PEZÃO ENVIOU À ALERJ UM VERDADEIRO PACOTE DE ATAQUES AO SERVIÇO PÚBLICO



01. Acaba com os triênios de todo funcionalismo público civil e militar. Os servidores que recebem este direito, até a data da publicação da lei, incorporarão em sua remuneração, “cessando imediatamente qualquer contagem para fins de majoração do adicional de tempo de serviço”.

02.Aumenta a taxação previdenciária para 14 % e, ainda impõe alíquota extra. Somados os descontos chegarão a 30%.

Categoria
Contribuição previdenciária atual
Contribuição previdenciária proposta
Alíquota extra proposta
Total
Ativas/ ativos
11%
14%
16%
30%
Aposentadas(os)/pensionistas acima de R$5.189,82
11%
14%
16%
30%
Aposentadas(os)/pensionistas até R$5.189,82
0%
0%
30%
30%

03. Permite flexibilização no uso do fundo.

04. O governo omite a informação de que o fundo não é composto exclusivamente pela       nossa contribuição. Verbas de impostos também o compõe. O próprio Tribunal de Contas do Estado identificou que se não houvessem tantas isenções fiscais, não teríamos problemas para o pagamento de todo o funcionalismo: ativas, ativos, aposentadas, aposentados e pensionistas.

05. Não aceitaremos pagar a conta da crise feita por estes governos. Pezão/Dornelles, querem jogar o ônus da farra que foi feita com a verba pública sobre nossas costas.

Nossa resposta será nas ruas!!!!

- CONTRA O PACOTE DE PEZÃO/DORNELLES!
- CONTRA A PEC 241 (AGORA PEC 55)!
- CONTRA A LEI DA MORDAÇA!
- NÃO À CONTRA REFORMA DO ENSINO MÉDIO!
- TODA SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES! 

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