segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SOBRE A FARSA DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS

Estaremos encaminhando este ofício ao MEC e ao Ministério Público, sobre a farsa das avaliações externas.
A prova externa aplicada na rede tem por finalidade, segundo a SME, “uma avaliação criteriosa dos avanços no processo ensino-aprendizagem”. Porém a prova do 4° bimestre aplicada no dia 2 de dezembro foi uma repetição de questões dos bimestres anteriores, constituindo-se em uma forma grosseira de avaliação por instrução programada, onde prevalece o estímulo à repetição e memorização de resultados, e não o desenvolvimento lógico e consciente das questões propostas.
Tendo em vista que os alunos já haviam trabalhado exatamente os mesmos exercícios em provas anteriores, entendemos que esta prova não pode ser considerada como parâmetro para a conceituação dos alunos. O resultado desta prova também não pode ser divulgado e utilizado para fins de demonstração de índice de desenvolvimento da educação municipal.
Para nós o objetivo do governo municipal com este tipo de instrumento externo é o de retirar toda a autonomia do professor pensar e elaborar o seu trabalho, e com isso transformá-lo em mero aplicador dos pacotes da SME, além de ser um instrumento para estabelecer o ranking entre escolas e professores, e ainda uma tentativa de iludir a comunidade na divulgação de resultados de provas que em absoluto expressam a realidade.
A aplicação deste tipo de prova em nada contribui para a verdadeira tarefa de avaliação dos alunos, uma vez que esta se dá em sala de aula, no dia a dia, e com os respectivos professores das turmas, de forma cumulativa.
Não pode-se permitir que os governos continuem empregando o dinheiro público em provas que de nada servem a não ser para criar rankings com índices artificiais para o aumento de verbas repassadas pelo governo federal, que não se materializam em investimentos reais para as escolas, além de serem parte da propaganda para iludir a opinião da sociedade quanto ao desenvolvimento do ensino público.
Neste sentido, gostaríamos de propor medidas de intervenção do MEC e do MP para garantir o respeito ao processo avaliativo feito por nossos profissionais:
  • Considerar a prova do 4º bimestre da rede municipal do Rio de Janeiro nula no que se refere a utilização das notas desta prova para conceituar os alunos;
  • Autonomia pedagógica para os profissionais lançarem seus conceitos a partir de suas próprias avaliações;
  • Não divulgação dos resultados destas provas para que não sejam utilizados como índices enganosos para a opinião pública;
  • Que a SME demonstre os custos que estas provas representam aos cofres da prefeitura;
  • A suspensão deste tipo de prova implementado pelo município já que há indício de manipulação de resultados;
Que a secretaria esclareça quais são os objetivos de provas como estas.

Queremos ainda lembrar que a LDB discorre em seus artigos sobre o tema da autonomia pedagógica

Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas

Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação

básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observada as normas gerais de direito financeiro público

Art. 24. A educação ... será organizada de acordo com as ...regras:

V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:

a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;

Anexamos a este ofício um estudo feito pelo SEPE, quanto à cópia de questões de bimestres anteriores, na confecção da prova do 4º bimestre.

A comparação feita não levou em consideração as provas aplicadas no primeiro bimestre, já que até então não tivemos acesso a elas.

  • Prova do ano final do ciclo (antiga segunda série)

Matemática

1ª questão = 2ª questão da prova do 3º bimestre

2ª questão = 1ª questão da prova do 2º bimestre

3ª questão = 4ª questão da prova do 3º bimestre

4= 18 do 2º bimestre

5= 19 do 2º bimestre

6= 10 do 3º bimestre

7= 1 do 3º bimestre

8 = 5 do 3º bimestre

9= ?

10=?

Língua Portuguesa

11 = 11 do 3º bimestre

12 =?

13= 12 do 2º bimestre

14= ?

15= 12 do 3º bimestre

16= ?

17= ?

18= 8 do 2º bimestre

19 = 18 do 3º bimestre

20=25 do 3º bimestre

21 = 16 do 3º bimestre

22 = 14 do 2º bimestre

23 = ?

24 =?

25= ?

De 25 questões , 9 não foram detectadas entre o 2º ou 3º bimestre, - ver o 1 º bimestre

  • 6º ano (antiga 5ª série)

Matemática

1= 1 do 3º bimestre

2=2 do 3º bimestre

3 = ?

4 = 19 do 2º bimestre

5= 6 do 3º bimestre

6 = 25 do 2º bimestre

7 = 27 do 2º bimestre

8 = 26 do 2º bimestre

9 = 30 do 2º bimestre

10 = ?

11= 12 do 3º bimestre

12 = ?

13= ?

14=?

15=?

Língua Portuguesa

16 = 1 do 2º bimestre

17 = 2 do 2º bimestre

18 = 18 do 3º bimestre

19 = 13 do 3º bimestre

20 = 14 do 3º bimestre

21 = 11 do 2º bimestre

22 = 7 do 3º bimestre

23 = 5 do 2º bimestre

24 = 16 do 3º bimestre

25 = 10 do 2º bimestre

26 = ?

27 = ?

28 =?

29 = ?

30= ?

De 30 questões 11 não sabemos se foram copiadas.

  • 7º ano (antigo 6ª série)

Matemática

1= 20 do 2º bimestre

2=23 do 2º bimestre

3 = 22 do 2º bimestre

4 = 26 do 2º bimestre

5 = 28 2º bimestre

6= 2 do 3º bimestre

7 = 4 3º do bimestre

8 = 8 3º do bimestre

9 = 9 3º do bimestre

10 = 15 3º do bimestre

11 = ?

12 = ?

13 = ?

14= ?

15 = ?

Língua Portuguesa

16 =20 3º do bimestre

17 = ?

18 = 1 do 2º bimestre

19 = 2 do 2º bimestre

20 = 2 do 2º bimestre

21 = 5 do 2º bimestre

22 = ?

23 = ?

24 = 23 3º do bimestre

25 = ?

26 = ?

27 = 28 3º do bimestre

29 = ?

30 = ?

De 30 questões 12 sem correlação no 2º ou 3º bimestre

  • 8º ano ( antiga sétima série)

Matemática

1 = 17 do 2º bimestre

2 =18 do 2º bimestre

3 = 20 do 2º bimestre

4 = 26 do 2º bimestre

5 = 27 do 2º bimestre

6= 6 do 3º bimestre

7 = 9 do 3º bimestre

8 = 10 do 3º bimestre

9 = 14 do 3º bimestre

10 = 15 do 3º bimestre

11 = ?

12=?

13 = ?

14 = ?

15 = ?

Língua Portuguesa

16 = 1 do 2º bimestre

23 =?

24 = 9 do 2º bimestre

25 = 12 do 2º bimestre

26 = ?

27 = ?

28 = ?

29 = ?

30 = 25 do 3º bimestre

De 30 questões, 10 sem repetição.

EDUARDO PAES CONTINUA COM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Sabemos que é fundamental fazer com que nossa luta por uma escola pública, gratuita e de qualidade, seja também a luta de toda a comunidade escolar. Por isso o SEPE elaborou este panfleto para ser distribuído aos alunos e reponsáveis. No dia 15 de dezembro, a partir das 14h, estaremos na Cinelândia, na "Ceia da Miséria", distribuindo à população.

EDUARDO PAES CONTINUA COM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Em 2007 os profissionais de educação, os alunos, responsáveis e toda a população lutaram contra a aprovação automática.

Nas eleições, o então candidato Eduardo Paes afirmava que se eleito acabaria com esta medida.

Porém, ao assumir a Prefeitura, tudo o que o prefeito fez foi destruir nossas escolas. Tenta privatizá-las, faz contratos ao invés de realizar concurso público, piora a qualidade da merenda, não convoca as merendeiras concursadas e as que estão nas escolas adoecem por conta da sobrecarga de trabalho, gasta o dinheiro público com as fundações e não nas escolas, só deu o reajuste anual no mês de novembro, reduziu o tempo de planejamento dos professores, não abriu mais vagas para creches, entre outros ataques.

Agora, às vésperas do último Conselho de Classe impõe uma resolução que na verdade é uma aprovação automática disfarçada, pois os alunos que tiverem o conceito I (insuficiente) farão um dever de casa e em janeiro uma prova. Será que o aluno conseguirá recuperar o trabalho de todo um ano com um dever de casa?

Além disso, a resolução transforma Educação Artística, Língua Estrangeira e Educação Física em matérias sem importância, pois não considera suas notas para a avaliação dos alunos. São estes os atletas de 2016 que a Prefeitura quer formar?

Desta forma o prefeito desrespeita os profissionais e os alunos e tenta esconder os verdadeiros problemas da educação: salas superlotadas, falta de profissionais, prédios caindo aos pedaços, baixos salários, falta de equipamentos.

Por isso chamamos toda a população a exigir o fim desta resolução.

Queremos uma escola pública, gratuita e de qualidade.

POSIÇÃO do SEPE SOBRE A RESOLUÇÃO Nº 1048

Esta é a posição do nosso sindicato em relação a Resolução nº 1048.
Hoje, em audiência com o presidente da Comissão de educação da Câmara dos Vereadores, já entregamos este ofício.
O vereador Reymond, se comprometeu em encaminhá-lo à SME.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - SEPE/RJ - vem por intermédio do presente informar a posição contrária da direção desta entidade à resolução nº1048, que foi editada em dois de dezembro do corrente, pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

A mesma não foi construída a partir de discussões ou consultas com profissionais de educação, e sim editada de forma autoritária pelo nível central às vésperas do quarto Conselho de Classe. A medida foi divulgada pela imprensa antes mesmo de chegar de forma oficial às escolas, além disso sofreu sucessivas alterações, e por este motivo gerou dúvidas entre o corpo docente.

Identificamos ainda que os mecanismos de reforço escolar utilizados pela referida secretaria no decorrer do ano letivo não foram suficientes para sanar o déficit de aprendizagem dos alunos, uma vez que se utilizaram dos mais variados expedientes como contratação de voluntários, alunos não graduados, quando o sindicato alertava no decorrer de todo o processo a urgência de realização de concursos públicos para sanar a carência de professores nesta rede que atualmente ultrapassa 15.000 vagas.

Esta resolução gerou indignação entre os professores uma vez que define como “núcleo comum” apenas cinco disciplinas que seriam: Português, Matemática, Geografia, História e Ciências, desvalorizando outras áreas que são fundamentais para a plena formação e desenvolvimento dos nossos alunos, como Educação Artística, Educação Física, e Língua Estrangeira.

Ressaltamos ainda que , apesar dos problemas estruturais que são impostos às 1063 escolas da rede (falta de profissionais e espaço, materiais pedagógicos contendo erros, salas superlotadas, falta de tempo reservado ao planejamento, entre outros) os alunos que chegarão ao final do ano letivo com conceito global Insuficiente tiveram o acompanhamento e passaram por diversas avaliações ministradas pelos professores regentes das turmas, e ainda assim não atingiram os requisitos mínimos para serem promovidos para a série subseqüente.

Tendo em vista a dura realidade que o processo de “aprovação automática” adotado no último governo resultou para esta rede, apontamos a necessidade de medidas realmente eficazes, como maiores investimentos, por parte desta secretaria e do atual governo para superar a atual realidade.

Neste sentido questionamos a adoção do “dever de férias”, seguido de uma reavaliação em Janeiro, como proposta de solucionar o problema de aprendizagem na rede. Al resolução fere diretamente a autonomia e a autoridade do professor regente no que concerne a avaliação de seus alunos, e se constitui em uma tentativa de manipulação dos resultados oficiais , uma vez que objetiva, assim como a aplicação e correção de provas por profissionais que não o professor regente, promover os alunos sem a garantia de real aprendizagem.

Por todos os motivos apresentados exigimos a imediata revogação da resolução em questão e reafirmamos a defesa intransigente da educação pública gratuita e de qualidade para todos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Violência contra a Escola Pública

Sepe entrega hoje dossiê da violência contra a escola pública no Ministério Público

O Sepe vai entregar ao Ministério Público Estadual nesta segunda-feira (dia 30/11) um dossiê com uma série de denúncias sobre o aumento da violência nas escolas públicas. O documento que será encaminhado para o MP contém uma série de denúncias que mostram o descaso das autoridades estaduais e municipais no tocante às condições de segurança e de funcionamento das escolas públicas estaduais e municipais. Além do MP, o documento também será encaminhado à Câmara de Vereadores, acompanhado da exigência para que o Legislativoi faça projetos de leis que garantam a melhoria nas condições das escolas.

Volta da aprovação automática: Eduardo Paes e Cláudia Costin são reprovados pela opinião pública

A secretária Cláudia Costin tentou disfarçar, mas aprovação automática vai continuar na rede municipal

O anúncio nesta sexta, pelo Jornal Extra, da volta da aprovação automática disfarçada de uma prova que os alunos que tiveram média global I (insuficiente) durante o ano letivo terão que fazer em março de 2010 recebeu condenção unânime dos leitores do jornal. A edição eletrônica do Extra (http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/#245029) já publicou a nota do Sepe denunciando o estelionato eleitoral do prefeito, que jurou na campanha eleitoral que o seu primeiro ato depois de eleito seria acabar com a aprovação automática (o que ele realmente fez, em janeiro). Na parte do comentário dos leitores sobre as medidas anunciadas hoje e que significam a volta da aprovação automática, Eduardo Paes e Cláudia Costin foram reprovados de forma unânime pelos leitores do jornal, que se sentiram enganados por este prefeito que não tem qualquer tipo de compromisso com a educação pública de qualidade.

Ao lançar uma resolução que mascara uma forma de aprovação automática na rede municipal logo no final do ano letivo, a secretária Cláudia Costin trouxe de volta o pesadelo de profissionais de educação e responsáveis. Depois de muita luta, a categoria e o conjunto da sociedade conseguiram afastar o fantasma do fim da reprovação nas escolas municipais. Mas agora, uma nova fórmula criada pela SME a mando do prefeito Eduardo Paes, depois da repercussão negativa do anúncio da volta da aprovação automática na última semana, desrespeita dinda mais os profissionais e alunos.

Com a nova medida, um aluno avaliado com I em Língua Portuguesa, Matemática, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação Física, poderá ser aprovado a partir de uma única prova de múltipla escolha, aplicada por outro professor que não conhece o aluno, durante as férias escolares.

Como a nota deste professor pode passar por cima do conceito do professor regente que, durante o ano inteiro:

- aplicou e corrigiu pelo menos três provas vindas do governo;

- aplicou, no mínimo, quatro provas ou testes durante o ano;

- preencheu seguramente mais de 30 relatórios por bimestre sobre o desenvolvimento dos seus alunos;

- fez inúmeras discussões pedagógicas com o grupo da escola em COCS e reuniões sobre os alunos.


O Sepe vai exigir esclarecimentos da secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, e do prefeito Eduardo Paes sobre o anúncio da medida que visa retardar ou reverter a reprovação dos alunos das escolas municipais no Rio. Segundo Cláudia Costin, o estudante que tirar conceito global (média de todas a disciplinas) Insuficiente (I) receberá uma “segunda chance” em março de 2010: ele só será reprovado se for mal em uma nova prova que será aplicada no início do ano letivo. Para o sindicato, tal medida contraria totalmente as promessas do prefeito Eduardo Paes, durante toda a campanha eleitoral de 2008, de acabar com a aprovação automática na rede municipal.

Em janeiro deste ano, Paes chegou a publicar uma resolução no Diário Oficial do município decretando o fim da aprovação automática, medida polêmica, adotada na gestão do ex-prefeito César Maia e que provocou protestos dos profissionais de educação, responsáveis e demais integrantes da sociedade que chegaram a reunir mais de cinco mil pessoas num protesto na porta da prefeitura em 2007.

Para o Sepe, o anúncio da secretária Cláudia Costin é uma tentativa do governo municipal de aumentar os índices de aprovação na rede, já que os resultados dos exames do último “Provão” das escolas municipais (testes bimestrais implementados desde o segundo bimestre do ano para avaliar o desempenho dos alunos) apresentaram uma baixa nos índices das notas de Português e Matemática nos alunos do 4º, 7º e 8º anos em comparação com os exames anteriores. Tal resultado aumenta os risco de aumento nas reprovações de alunos, o que pode implicar na redução de investimentos federais na educação municipal.

Não existem outros termos para explicar o que Paes e Cláudia Costin fizeram: Eles mentiram para a categoria e para o povo do Rio de Janeiro

Paes e Costin não vão conseguir mascarar a quebra de compromisso com toda a sociedade do Rio de Janeiro, pois uma das pedras fundamentais da campanha do atual prefeito foi o fim da aprovação automática na rede municipal, tema de debates eleitorais e incontáveis propagandas políticas, quando o então candidato chamava a aprovação automática de César Maia de "vergonha". Agora, eles querem com um prova no início do ano letivo jogar para o alto todo o processo educativo dos nossos alunos: como aqueles que apresentarem conceito insuficiente ao longo do ano vão poder "recuperar" o tempo perdido em apenas uma prova?

Fica claro o caráter político que se mascara por tás desta "reviravolta" promovida pelo prefeito e pela secretária de Educação. Infelizmente, mais uma vez os interesses políticos atropelam o interesse de promover uma educação de qualidade para mais de 750 mil estudantes da rede municipal.

O sindicato já registrou um aumento da insatisfação dos profissionais em várias escolas da rede municipal com o anúncio desta aprovação automática disfarçada. Em 2006, ano em que o ex-prefeito César Maia lançou a resolução que decretava o fim das reprovações na rede, a categoria realizou diversas paralisações e protestos, juntamente com alunos e responsáveis, contra a medida que prejudica o desenvolvimento pedagógico dos cerca de 750 mil alunos matriculados nas 1.060 escolas municipais do Rio, a maior rede municipal da América Latina.


(fonte SEPE RJ)

08/12 - Encontro de lideraças de aposentados

A Secretaria de Aposentados do Sepe convida as lideranças deste segmento da categoria para participar do Encontro de Lideranças, que será realizado no dia 08 de dezembro, no Sepe Central, das 9h às 13h.
PAUTA:
9h-Bate- papo e café solidário
10h-Avaliação do 33º Encontro
11h-Avaliação 2009
12h-Organização da Secretaria de Aposentados para 2010
13h-Confraternização
Almoço
Amigo Oculto

domingo, 29 de novembro de 2009

Regional 04 - Encontro de Funcionários dia 05/12

Como parte do esforço do SEPE RJ em organizar a luta dos funcionários de escola contra os recentes ataques dos governos de Cabral e Paes, a Regional realizará neste próximo sábado o seu Encontro de Funcionários; tendo como pauta temas importantes como Plano de Carreira, condições de trabalho nas creches e nas cozinhas, readaptados e saúde dos trabalhadores, terceirização, Comlurb e Pro-infantil.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FESTA de JONGO

no QUILOMBO SÃO JOSÉ - VALENÇA - RJ

Dia 28 de novembro de 2009 - Sábado - a partir das 10h da manhã

Festa de Jongo em Homenagem a Zumbi dos Palmares

Entrada franca.

O Quilombo São José é uma comunidade de 200 negros da mesma família que preservam o jongo,

dança de roda considerada uma das origens do samba,

trazida de Angola para a região Sudeste do Brasil-Colônia pelos escravizados.

Essa família permanece há 150 anos na mesma terra mantendo ricas tradições como o jongo, a umbanda, o calango, o terço de São Gonçalo, a medicina natural, rezas e benzeduras,

a agricultura familiar entre outras.

Até 4 anos atrás a comunidade não possuía luz elétrica vivendo em semi-isolamento. A floresta, as casas de barro com telhados de palha, o candeeiro, o ferro à brasa e o fogão de lenha ainda fazem parte do cotidiano.

Programação:

10 horas - Missa afro ao ar livre

12:30 horas - Feijoada

14:00 hs - Capoeira, Maculele e Samba de Roda

14:30 hs - Jongo de Barra do Piraí

15:30 hs - Jongo da União Jongueira da Serrinha

16:00 hs - Jongo de Vassouras

16:30 hs - Jongo de Pinheiral

17:00 hs - Jongo de Arrozal

17:30 hs - Jongo do Quilombo São José

18 hs - Confraternização entre os grupos

19 hs - Benção da fogueira pela matriarca da comunidade

Mãe Tetê

19:30 hs - Início da Roda de Jongo na beira da fogueira com a participação de todos os presentes.

21 hs às 7 hs da manhã - Baile de Calango intercalado com

Roda de Jongo na fogueira até o sol raiar.

Durante toda à noite e madrugada barraquinhas venderão comidas típicas e artesanatos do local e serão assadas batatas na fogueira.

Domingo

8:00 hs - Café da manhã

9:00 hs - Jogo de futebol da comunidade e visitantes

12:00 hs - Encerramento da festa

Nessa festa sairão ônibus alugados do Rio.

Os interessados devem ir com transporte próprio ou de ônibus da Rodoviária conforme indicado abaixo.

Como chegar:

- Para chegar de ônibus:

Pegar ônibus do Rio para Barra do Piraí ( 1 hora e meia ) , outro de Barra para Conservatória ( 20 minutos ) e de lá para Santa Isabel ( 30 minutos ) . Salta no meio do caminho na ponte de acesso ao quilombo e acaba o trajeto a pé ( 15 minutos ) até chegar na comunidade.

Rio de Janeiro - Barra do Piraí - Viação Normandy 0300 3131532

Barra do Piraí - Conservatória: Empresa Barra do Piraí 24 2443.2934

Rio de Janeiro - Conservatória: Viação Normandy ( somente nas sextas-feiras )

Conservátoria - Santa Isabel - Empresa Senhor dos Passos ( segunda a sabado - 07hs - 16:30hs e 19 horas - domingos 07 hs - 15 hs - 19hs

2º opção -

Rio - Volta Redonda - Santa Isabel ( 2 horas ) : Viação Alô Brasil ou Cidade do Aço ( Santa Isabel fica a quinze minutos do quilombo )


Pra chegar de carro:


O Quilombo fica há duas horas e meia de carro do centro do Rio.

1º OPÇÃO - Pegar a RJ-SP ( Dutra ) subir a Serra das Araras ( para quem sai do Rio ) entrar a direita para VOLTA REDONDA. Cruzar a cidade de Volta Redonda em direção ao bairro VOLDAC.
Nesse bairro pegar a estrada nova de asfalto ( RJ 153 ) em direção à cidade de AMPARO - SANTA ISABEL do RIO PRETO . Ao chegar em SANTA ISABEL cruzar a cidadezinha em direção a Serra da Beleza (estrada de barro) que vai para Conservatória. Você está há 15 minutos do Quilombo São José
Pegar a serra em direção a Conservatória e em dentro de 10 minutos verá uma placa QUILOMBO SÃO JÓSÉ . É só pegar a direita mais 10 minutos de estrada de terra e você chegou !!!!!

2º OPÇÃO: Pegar a estrada Rio-SP entrar na saída para Piraí - Barra do Piraí e atravessar Barra do Piraí em direção a Valença. Após o trevo seguir em direção a cidade de Conservatória ( entrar a esquerda para Conservatória e não à direita para Valença, ). Atravessar a cidade de Conservatória (Cidade das Serestas) e subir a Serra da Beleza (estrada de barro). Após a 4º ponte, no 18º Km da estrada de barro virar a esquerda na entrada da Fazenda São José ( seguir mais 6 km ) por essa estrada de barro secundária

Hospedagem:


Existe uma área para CAMPING dentro do Quilombo bem ao lado da festa. É bom levar barraca para quem quiser descansar um pouco.

Existem também pousadas próximas nas cidades vizinhas de Conservatória e Santa Isabel.

Informações ligar para:

tels. 21 9209.7096

( falar com Alexandro )

ou pelo email jongo@quilombosaojose.com.br

Realização:

Associação de Moradores do Quilombo São José

Patrocínio:

SCC - Secretaria de Cidadania Cultura - Minsitério da Cultura

Edital Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais

Parceria:

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

O sindicato e nós, nós e o sindicato

Pessoal, andei refletindo um pouco sobre as ações dos sindicatos, em especial sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro e produzi um texto. São reflexões, sem pretensão de escrever verdades. O objetivo é levantar alguns debates, na construção de uma entidade mais "densa" e por isso o enviei à direção da própria entidade. Vivemos tempos difíceis e solidão é coisa que mata. Espero que gostem e que sirva para alguma coisa.
Saudações,
Roberto Marques*.


Os sete pecados sindicais


Os movimentos sociais, no atual momento, carregam duas características conflitantes, mas nem por isso, excludentes. A primeira diz respeito ao campo de atuação, que também remete, de alguma maneira, à identidade. A segunda coloca em questão as suas relações com outros movimentos e com o conjunto da sociedade.

No que diz respeito à atuação, é inegável que vivemos um período de riqueza de possibilidades de comunicação e divulgação de idéias e ações. O Exército Zapatista de Libertação Nacional que o diga, mas também podemos listar uma série de outros movimentos que conseguem visibilidade das suas lutas e dos seus propósitos. No tocante aos sindicatos1, o desenvolvimento das técnicas trouxe elementos novos às relações com as respectivas categorias e novos sentidos às lutas sindicais. Os sindicatos, em função disso, passam a ser mais do que entidade de classe, mas são tensionados a ampliar e aprofundar o discurso, para os campos onde estão inseridas suas categorias. A tensão capital X trabalho está mais viva do que nunca, mas também muito mais complexa.

É aí que entram as relações dos sindicatos com o conjunto da sociedade e com os movimentos. A encruzilhada é clara: fecham-se em questões corporativas (por mais que sejam legítimas) e perdem o poder de agregar e construir alianças, ou ampliam suas preocupações e perdem o sentido das especificidades das categorias que representam?

O desafio que se coloca é o de ler o momento construindo as chaves de leitura no mesmo momento. Esse é um caminho para tentar conviver com as contradições que o mundo capitalista hoje nos empurra.

É nesse impasse que entendo que hoje se encontra o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE). A fragilidade política e a desconexão com a categoria são sintomas de alguns pecados que sucessivas direções deste sindicato vêm cometendo. Podemos identificar tais pecados:

1- Monólogo. Há anos as direções têm dificuldade em escutar a própria categoria. Escutar, no sentido Paulo Freire dizia2, de ter os ouvidos abertos para ouvir, inclusive, o que não se deseja ouvir.

2- Desconexão. O monólogo produz desconexão e vice-versa. O descolamento da categoria coloca em xeque a própria representatividade, uma vez que a categoria muitas vezes desconfia das propostas da direção.

3- Soberba. Na seqüência da equação, a soberba aparece na pretensão da direção de “conduzir” a categoria. Acaba criando a imagem de uma vanguarda quixotesca, que não consegue agregar nem produzir fatos significantes.

4- Vitimização. O resultado disso é o discurso da vítima permanente, sempre apontando os algozes. Esses podem ser os pais, as comunidades, as direções, as secretárias, as coordenadorias ou qualquer outro que esteja posicionado no campo oposto. A posição de vítima não contribui em nada para a construção de uma história – pelo contrário, debilita, infantiliza, uma vez que se coloca em posição inferiorizada, subalterna.

5- Superficialismo. Nesse quadro, não é possível ter uma proposta consistente, pois a própria identidade fica debilitada. Não há proposta para a categoria, nem para o campo, pois não há espaço, nem tempo, nem energia para essas discussões. Assim, professores deixam de ser intelectuais e se transformam em operários, porém, sem produzir riqueza. As relações com as instituições, por sua vez, se dão de forma rala, pois não há proposta, exceto a questão pontual. Não se discute projeto de educação, mas apenas a aprovação automática ou não, por exemplo.

6- Isolamento. A conseqüência natural desse conjunto é o isolamento. Tudo isso torna complicado produzir alianças eficazes, pois aliados consistentes não embarcam em projetos vagos. Quando há algum embate imediato, o constrangimento impede que se façam alianças mais amplas, pois tudo fica restrito a questões falsamente éticas, quando na verdade são fruto de fragilidades políticas.

7- Miopia política. Trata-se da incapacidade de compreender os acontecimentos na forma que se apresentam, com os personagens e o contexto em que aparecem. Isso impede de ver o que há além das políticas e dos projetos e também obstrui a possibilidade de agir de forma inesperada, criando fatos e desconstruindo discursos. O binarismo e a ortodoxia extrema atrapalham a condução de discussões e congelam debates, criando imagem de incoerência e sectarismo, tão prejudiciais às entidades de classe.

Por essas questões, o SEPE perde chances históricas de agregar, de engrossar a participação de profissionais da educação no nosso estado, em especial no município do Rio de Janeiro. Por exemplo, quando agora a SME3 anuncia preocupação em aumentar do tempo de permanência dos alunos nas escolas, o sindicato perde a oportunidade de questionar o teor desse projeto. Não poderia pressionar para voltar aos seis tempos? Ou será que está tudo bem com 4 horas de aulas regulares por dia? Qual a proposta do sindicato para isso? Repare que isso diz respeito também a especificidades da categoria, pois a mesma SME anuncia possibilidade de ampliar a carga dos professores para o regime de 30h/semana. Está tudo interligado e são questões que mobilizariam a categoria, ainda que aparentemente não esteja com ânimo para fazer protestos nas ruas, ou aderir a greves (parece que essa é a única forma de pressão dos operários-professores). Mas, isso é tarefa das direções sindicais: entender o que a categoria pensa e quer.

Roberto Marques

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA INDEPENDENTE DOS GOVERNOS - ATO DIA 25/11

QUARTA-FEIRA, 25/11, A PARTIR DAS 10 HORAS NA CINELÂNDIA
GRANDE ATO DA SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA INDEPENDENTE DOS GOVERNOS

O ato central da Semana Nacional da Consciência Negra Independentes dos Governos será nesta quinta-feira, 24/11, a partir das 10 horas. Teremos aulas públicas, oficinas, barracas; a tarde, teremos o ato contra o extermínio da população negra, a perseguição aos movimentos sindical, polular e estudantil. Essa atividade fechará a Semana, que contou com atividades culturais, de resistência e luta, como o dia 20/11 no Buraco do Galo em Oswaldo Cruz, o dia 22/11 em Acarí, entre outras.

Não deixe de participar e levar faixas, bandeiras e panfletos de sua entidade/movimento!

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