domingo, 3 de setembro de 2017

NÃO VAMOS PERMITIR A BANALIZAÇÃO DO ESTUPRO!




NÃO PODEMOS PERMITIR A BANALIZAÇÃO DO ESTUPRO!


De uma semana para cá, tivemos noticiados quatro casos de assédio sexual no transporte coletivo. O primeiro caso mesmo comprovando o ato de ejaculação no pescoço da vítima o Juiz ainda afirma que não era o suficiente para caracterizar como caso de estupro e o agressor foi liberado. Em quatro dias o mesmo agressor era preso por esfregar o pênis no rosto de outra vítima. Este indivíduo já era conhecido pela polícia pelas 17 passagens relacionadas a crimes sexuais.
Em menos de 24h do primeiro caso, ocorre um segundo caso onde outra vítima tem seus seios apalpados dentro do transporte coletivo. O agressor foi contido pelos passageiros, pelo motorista e entregue à polícia. Entretanto mais uma vez, a vítima é negligenciada quando vê o agressor sendo liberado.
No Rio de Janeiro mais casos aconteceram nas mesmas circunstâncias esta semana e da mesma maneira os agressores foram liberados.
Muitas mulheres trabalhadoras sofrem no cotidiano com a superlotação dos transportes de massa onde facilita este tipo de violência.
Os transportes coletivos são de péssima qualidade e sucateados, porém mesmo assim mantém a corrupção e os altos lucros que beneficia os empresários do ramo e penaliza as mulheres trabalhadoras que dependem do transporte para chegar ao seu trabalho.
De acordo com o Datafolha, 5,2 milhões de mulheres já sofreu assédio físico dentro do transporte coletivo.
Hoje para que se tivesse um transporte com alguma qualidade seria necessário um subsídio de 1 trilhão de reais. Em 2012 o governo autorizou R$ 28 bilhões mas pagou somente, R$ 13,6 bilhões e o valor caiu para R$ 15,2 bilhões em 2016.
No Brasil a cada dia 125 mulheres são estupradas e 10  em casos de estupro coletivo. Para o Ministério da Saúde/SINAN de 2011 a 2016 houve um aumento de  50% de casos em todo o território sendo quinze por cento de estupros corretivos. Os assédios mais graves aconteceram entre adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e mulheres negras.
No  Estado do RJ são 11 mulheres estupradas por dia. Nos casos de estupro coletivo o Estado do RJ teve 2 casos e atualmente já foram notificados pelo menos 11 casos no Brasil desde o ano  de 2016. Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Seropédica são os municípios que tiveram os maiores índices de estupros. O número de meninas estupradas com menos de 14 anos é um pouco maior de 55,5% e sendo 52,3% negras. Num total são 2.226 segundo a lei de estupro de vulnerável.
Um dos elementos que desestimula a vítima de denunciar é não acreditar na justiça e o medo de serem culpabilizadas.
Segundo o código penal (art. 213), o crime de estupro consiste no fato de o agente “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.”
A cultura do estupro é o poder sobre o outro, a mulher é vista como mercadoria como mero objeto onde o que prevalece é a vontade do homem.
Durante o governo de  Dilma (PT), cada mulher brasileira que tivesse sofrido qualquer tipo de violência valia 26 centavos. Hoje, com Michel Temer do PMDB nada mudou pois teve um corte de 61%. Passa de R$ 42,9 milhões 16,7 milhões. A mesma lógica da falta de investimentos do governo federal também é seguida pelo governo dos Estados e nos municípios existentes no Brasil!
Ajudando a  aumentar os índices de violência contra a mulher, durante o governo feminino de Dilma  foi retirado o debate de gênero do PNE permitindo  brutais retrocessos em relação à igualdade de gênero e a respeito à diversidade sexual, prejudicando a formação de crianças e jovens. Sabemos que o descaso com a pauta das mulheres segue no atual governo Temer/PMDB, e que tão pouco o PSDB está preocupado com as nossas necessidades.
As mulheres desde pequenas são educadas a se calar e não manifestar sua opinião e  se submetendo aos desejos do homem. Não podemos permitir que isso se perpetue e temos que romper com os padrões de uma sociedade patriarcal!
A tarefa de todxs xs profissionais da educação é lutar para que o ambiente educacional seja um espaço libertário livre de qualquer tipo de preconceito. É necessário que escolas/creches se tornem um instrumento de combate a qualquer tipo de violência e que através de reuniões, debates, discussão, seminários e atividades pedagógicas se combata estas estatísticas que tanto nos envergonha !
É importante que o governo seja responsabilizado pela violência contra as mulheres. Precisamos transformar toda nossa indignação em força para lutar contra o machismo!















terça-feira, 29 de agosto de 2017

ORIENTAÇÕES PARA DISCUSSÃO DO PME NAS ESCOLAS NO DIA 30/8

Disponibilizamos o material com orientações para o debate nas escolas sobre o PME para impressão A3 (frente e verso/ dobrado), de amanhã dia 30 de agosto, dia do Centro de Estudos Integral.
Para acessar o material em PDF Clique aqui.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Convocação para Assembleia de tiragem de delegados 11/09



O SEPE Regional IV convida a categoria para a Assembleia que irá tirar delegados para o 15º Congresso do SEPE. Será dia 11 de setembro com a Assembleia de Aposentad@s às 14 horas e Assembleia de Fora de Rede às 17 horas.


domingo, 20 de agosto de 2017

É PELA PAZ QUE EU NÃO QUERO SEGUIR ADMITINDO!




É  PELA PAZ QUE EU NÃO QUERO SEGUIR ADMITINDO!
No dia seguinte aos chamados atos da paz, dezenas de escolas e creches ficaram sob o fogo cruzado. Em nossa Regional, quem estava em Manguinhos ou na Maré, constatou que os cartazes da paz ainda não atingiram seu objetivo. 

O Brasil vive a realidade de um país em guerra. Segundo dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, só no ano passado, 56.325 brasileiros foram vítimas de homicídio, numa média de 154 mortes por dia. O Brasil é o 7º lugar entre os países que mais matam no mundo, superando a realidade da guerra civil na Síria (149 mortes por dia), e do conflito Israel x Palestina (66 mortos por dia). Uma em cada 10 pessoas assassinadas no mundo é brasileira. 

Apesar dos enormes gastos na área de segurança pública (em torno de 76,2 bilhões de reais só no ano passado), o comércio de drogas não diminuiu por aqui, nem em qualquer outro lugar do mundo, movimentando só no Brasil uma cifra de 15,5 bilhões de reais por ano. O consumo de drogas também não diminuiu, pelo contrário, mais que dobrou em menos de dez anos e já é quatro vezes maior que a média mundial, segundo dados do Conselho Internacional do Controle de Narcóticos, entidade ligada a ONU. 

Ao invés do investimento em moradia, saneamento, geração de emprego, saúde e educação, a única política pública existente é a da criminalização através de incursões policiais, que levam terror à comunidade e profissionais. Elas ocorrem há décadas, por meses, quase todas as semanas, sem que nenhuma melhoria tenha ocorrido. 

Não se trata de uma guerra contra as drogas, guerras não são feitas contra objetos ou coisas, guerras são feitas contra pessoas! E no Brasil o alvo dessa guerra tem cor, classe social e endereço. Trata-se de uma guerra aos pobres, onde a principal vítima são os setores mais excluídos e explorados da nossa sociedade: quem é preto, quem é pobre, quem é da periferia. Os verdadeiros senhores das drogas continuam tranquilos nas áreas mais ricas da cidade, transitando inclusive por Brasília. 

Não adianta inventar uma cultura de paz fictícia para justificar que o governo tem política pública. Da mesma forma, não adianta justificar que por conta da crise, não pode conceder merenda de qualidade, xerox, concurso, 1/3, dupla, migração, 13º antecipado, reajuste, melhores condições de trabalho. 

Segundo o Tribunal de Contas, a INFRAERO, o JOCKEY CLUB, a UNIMED, devem bilhões de ISS. Ao invés de cobrar esta dívida, o governo corta o orçamento com a merenda escolar. Não é um problema da Lei de Responsabilidade Fiscal. Trata-se de uma prioridade política evidente: o prefeito vai cuidar das pessoas... que tem dinheiro. Quem não tem... precisa se organizar e lutar! 

Filie-se ao SEPE. 
SEPE/ Regional IV

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Câmara aprova prioridade para professores na restituição do IR, logo após idosos

DO SITE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS: A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (16), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 1465/11, do Senado, que concede aos professores prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A proposta acrescenta dispositivo à Lei 9.250/95, que regulamenta o IRPF, para determinar que terão prioridade no recebimento da restituição do IR, logo após os idosos, os contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Atualmente, conforme o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), pessoas com idade igual ou superior a 60 anos já têm prioridade no recebimento da restituição do IR.

O parecer do relator, deputado Patrus Ananias (PT-MG), foi pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto, com emenda de redação, e pela injuridicidade do PL 3000/11, apensado. O projeto rejeitado concede prioridade aos contribuintes maiores de 65 anos que tenham rendimentos tributáveis em valor igual ou inferior a R$ 30 mil.

Já aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, o projeto, de caráter conclusivo, segue para a sanção presidencial, caso não haja recurso para apreciação em Plenário.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Assembleia Rede Municipal 19/08




A assembleia da rede municipal de educação do Rio de Janeiro ocorrerá nesse sábado, dia 19, às 10h, no Clube Municipal ((Rua Hadock Lobo 359, Tijuca).

Atenção: para se cadastrar e participar da assembleia, os profissionais de educação deverão comprovar que pertencem à rede municipal de Educação por meio da apresentação do contracheque.

Buscando atender a uma demanda histórica de nossa categoria, composta majoritariamente por mulheres, em relação ao cuidado de crianças durante nosso eventos, a direção do Sepe implantou uma estrutura capaz de garantir este atendimento, contratando recreadores. Para inscrever seu filho, clique aqui.

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