sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

VIOLÊNCIA NA MARÉ

Nos últimos dias os conflitos armados se intensificaram na Maré, e nós, perdemos uma aluna. Lamentavelmente alguns colegas tratam esta triste realidade com normalidade. Esquecem o descaso dos governos, a ausência de políticas públicas, a repressão policial. Mesmo sob tiroteio, insistem em abrir a U.E, colocando em risco sua própria vida e a de estudantes, responsáveis, profissionais. Podem garantir números para estatísticas, mas não garantem um dia letivo de qualidade numa situação tão adversa.
Com o conflito armado as aulas são interrompidas. Profissionais e alunos tentam sobreviver deitados por horas no chão. Assim o processo de ensino-aprendizagem é extremamente prejudicado.
Sabemos que colegas das direções sofrem com uma autonomia equivocada, que coloca sob sua responsabilidade a decisão sob a segurança e vida de centenas de pessoas. Reivindicamos que a decisão sobre o funcionamento ou não da U.E. seja feita de maneira democrática, coletiva. Com os profissionais e a comunidade escolar. E como sempre, faremos a reposição dos conteúdos.
Se você não tiver segurança sobre proteger sua vida e a das alunas/os, você não pode ser obrigado a trabalhar. Não existe nenhuma legislação que garanta prejuízos a vida funcional ou ao estágio probatório. Organize sua escola/EDI/creche. Procure o SEPE.
Vamos exigir políticas públicas, a melhoria das moradias, saneamento básico, lazer, emprego, respeito a cultura e a história destes locais, saúde, educação pública de qualidade.
Toda solidariedade à família, aos profissionais da escola, a comunidade.

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