quinta-feira, 30 de março de 2017

EDUCAÇÃO DE LUTO! EDUCAÇÃO CHORA!

Mataram uma aluna. Para os governos, apenas um número. Mais uma entre as centenas que morrem todos os dias. Para nós não!
Há tempos o SEPE denuncia os problemas dos conflitos armados e das operações policiais. Foram inúmeros os relatos apresentados na gestão anterior e também na atual. Por diversas vezes comunicamos e registramos os tiroteios, a entrada da PM que invade as unidades escolares, o Caveirão que fica estacionado na porta das escolas, EDI’s e creches.
Num momento em que centenas de empresários, empreiteiros, banqueiros, membros do TCE, deputados, senadores, prefeitos, governadores e até o presidente são presos e investigados por serem criminosos, chega a ser no mínimo contraditório acreditar que a criminalidade será combatida com a realização de operações policiais nas comunidades mais carentes desta cidade. Locais de moradia de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, que vivem cotidianamente o aumento da exploração. Que a cada dia tem sua vida mais precarizada.
Há muitos bandidos bem perigosos, que vestem terno e gravata, usam os melhores perfumes, moram nos bairros mais chic’s, comem o que tem de melhor, bebem as bebidas mais caras para comemorar o roubo feito às custas do sofrimento do povo. Por causa destes bandidos, milhares de aposentadas e aposentados estão sem as mínimas condições de subsistência. Por causa deles, milhares de pessoas morrem todos os dias nas filas dos hospitais. Por causa deles nossas alunas e alunos tem negado o direito a uma educação pública de qualidade.
Amanhã não será um dia de aula normal. 
Amanhã será um dia de luto!
Todas e todos de preto! 
Não podemos mais admitir que a violência leve a vida das futuras gerações!

quarta-feira, 29 de março de 2017

NOTA SOBRE O NÃO PAGAMENTO DA DR E COMPLEMENTAÇÃO



O SEPE/Regional 4 recebeu denúncia de várias professoras e professores que, apesar de terem trabalhado, verificaram que não consta no contracheque on line o pagamento da DR ou complementação.
Imediatamente procuramos a 4ª CRE, que nos apresentou duas justificativa para o não pagamento. A primeira seria que algumas direções entregaram tardiamente a listagem dos profissionais que fariam complementação. A segunda seria a demora de professoras e professores na confirmação da DR no sistema. Em ambos o caso, por conta do atraso no envio, quando a documentação chegou, a folha de pagamento deste mês já estava fechada.
Porém, não podemos aceitar que o pagamento daquelas e daqueles que estão desde fevereiro trabalhando seja efetuado apenas em maio. Além disto, o desconto no Imposto de Renda levaria a maior parte do salário.
Reivindicamos a transparência destas justificativas apresentadas pela 4ª CRE e que o pagamento seja feito em folha suplementar, ainda na primeira semana de março.
Num momento de profundos ataques a classe trabalhadora, com a legitimação da terceirização, a reforma trabalhista, a reforma da previdência não aceitaremos mais nenhuma retirada de direito.
O SEPE/Regional IV já está tomando todas as medidas jurídicas e políticas necessárias.
Solicitamos que todas e todos que estão nesta situação e ainda não comunicaram ao sindicato, que entrem em contato com a direção, enviando seu nome, matrícula, escola/EDI/creche pois iremos cobrar este pagamento.

SEPE/Regional IV

domingo, 5 de março de 2017

8 DE MARÇO - REFORMA DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM É UMA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TRABALHADORAS



REFORMA  DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM É UMA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TRABALHADORAS

 

O dia 8 de março deste ano vai ser marcado com muitos ataques aos direitos das mulheres trabalhadoras! Mais de trinta países estão marcando um grande dia contra a retirada de direitos, machismo e violência. Mas apesar da classe trabalhadora ter ataques aos seus direitos às mulheres estão sendo linha de frente nas lutas  internacionalmente.

Na Argentina por causa da violência e o feminicídio deu-se um movimento “Ni Una Menos”  que contagiou toda América Latina. Na Polônia por causa da mudança da legislação do aborto, mulheres tomaram as ruas vestidas de preto e conseguiram vitória! Na Índia as operárias conseguiram barrar nas ruas a reforma da previdência e impulsionaram uma greve geral onde nunca foi visto naquele país. Nos E.U.A. mulheres conseguiram trazer três milhões de pessoas às ruas contra a política neoliberal do presidente Donald Trump.

No Brasil os ataques aos direitos das mulheres trabalhadoras tem se acentuado com as reformas da previdência e trabalhistas onde dará a nova face da escravidão aumentando mais as desigualdades entre mulheres e homens.

As trabalhadoras e as secundaristas do RJ estão sempre em luta por causa dos calotes do governo do Estado do RJ, da privatização da CEDAE, da falta de creche, dos baixos salários, do alto índice de desempregadas, do aumento da violência contra as mulheres, da banalização do feminicídio, dos ataques a discussão de gênero e diversidade sexual, nas ocupações de escolas e nas periferias denunciando o genocídio do povo negro.

E neste ano que se comemora os 100 anos da Revolução Russa, todo este protagonismo das mulheres trabalhadoras, sobretudo negras revive  a luta das operárias têxteis e mulheres pobres que culminou a uma grande mobilização . A miséria provocada pela 1ª guerra mundial e o levante das mulheres, em três dias, conduziu o país a uma greve geral que foi o estopim de uma revolução socialista vitoriosa. As mulheres participaram ativamente do processo revolucionário e conquistaram, nos primeiros anos da revolução, muito mais do que qualquer país capitalista ofereceu em toda a sua existência.

Neste sentido, a nossa tarefa é derrotar as reformas e todos os ataques que este governo federal e estadual  estão colocando em curso aos direitos das mulheres e de toda a classe trabalhadora. É necessário compreender que somente na luta é que derrotamos todos estes ataques!

O 8 de março deste ano será nas ruas, na greve das mulheres trabalhadoras!

DIA 8 DE MARÇO –CONCENTRAÇÃO DAS 16H ÀS 18H NA CANDELÁRIA!


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