sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FESTA de JONGO

no QUILOMBO SÃO JOSÉ - VALENÇA - RJ

Dia 28 de novembro de 2009 - Sábado - a partir das 10h da manhã

Festa de Jongo em Homenagem a Zumbi dos Palmares

Entrada franca.

O Quilombo São José é uma comunidade de 200 negros da mesma família que preservam o jongo,

dança de roda considerada uma das origens do samba,

trazida de Angola para a região Sudeste do Brasil-Colônia pelos escravizados.

Essa família permanece há 150 anos na mesma terra mantendo ricas tradições como o jongo, a umbanda, o calango, o terço de São Gonçalo, a medicina natural, rezas e benzeduras,

a agricultura familiar entre outras.

Até 4 anos atrás a comunidade não possuía luz elétrica vivendo em semi-isolamento. A floresta, as casas de barro com telhados de palha, o candeeiro, o ferro à brasa e o fogão de lenha ainda fazem parte do cotidiano.

Programação:

10 horas - Missa afro ao ar livre

12:30 horas - Feijoada

14:00 hs - Capoeira, Maculele e Samba de Roda

14:30 hs - Jongo de Barra do Piraí

15:30 hs - Jongo da União Jongueira da Serrinha

16:00 hs - Jongo de Vassouras

16:30 hs - Jongo de Pinheiral

17:00 hs - Jongo de Arrozal

17:30 hs - Jongo do Quilombo São José

18 hs - Confraternização entre os grupos

19 hs - Benção da fogueira pela matriarca da comunidade

Mãe Tetê

19:30 hs - Início da Roda de Jongo na beira da fogueira com a participação de todos os presentes.

21 hs às 7 hs da manhã - Baile de Calango intercalado com

Roda de Jongo na fogueira até o sol raiar.

Durante toda à noite e madrugada barraquinhas venderão comidas típicas e artesanatos do local e serão assadas batatas na fogueira.

Domingo

8:00 hs - Café da manhã

9:00 hs - Jogo de futebol da comunidade e visitantes

12:00 hs - Encerramento da festa

Nessa festa sairão ônibus alugados do Rio.

Os interessados devem ir com transporte próprio ou de ônibus da Rodoviária conforme indicado abaixo.

Como chegar:

- Para chegar de ônibus:

Pegar ônibus do Rio para Barra do Piraí ( 1 hora e meia ) , outro de Barra para Conservatória ( 20 minutos ) e de lá para Santa Isabel ( 30 minutos ) . Salta no meio do caminho na ponte de acesso ao quilombo e acaba o trajeto a pé ( 15 minutos ) até chegar na comunidade.

Rio de Janeiro - Barra do Piraí - Viação Normandy 0300 3131532

Barra do Piraí - Conservatória: Empresa Barra do Piraí 24 2443.2934

Rio de Janeiro - Conservatória: Viação Normandy ( somente nas sextas-feiras )

Conservátoria - Santa Isabel - Empresa Senhor dos Passos ( segunda a sabado - 07hs - 16:30hs e 19 horas - domingos 07 hs - 15 hs - 19hs

2º opção -

Rio - Volta Redonda - Santa Isabel ( 2 horas ) : Viação Alô Brasil ou Cidade do Aço ( Santa Isabel fica a quinze minutos do quilombo )


Pra chegar de carro:


O Quilombo fica há duas horas e meia de carro do centro do Rio.

1º OPÇÃO - Pegar a RJ-SP ( Dutra ) subir a Serra das Araras ( para quem sai do Rio ) entrar a direita para VOLTA REDONDA. Cruzar a cidade de Volta Redonda em direção ao bairro VOLDAC.
Nesse bairro pegar a estrada nova de asfalto ( RJ 153 ) em direção à cidade de AMPARO - SANTA ISABEL do RIO PRETO . Ao chegar em SANTA ISABEL cruzar a cidadezinha em direção a Serra da Beleza (estrada de barro) que vai para Conservatória. Você está há 15 minutos do Quilombo São José
Pegar a serra em direção a Conservatória e em dentro de 10 minutos verá uma placa QUILOMBO SÃO JÓSÉ . É só pegar a direita mais 10 minutos de estrada de terra e você chegou !!!!!

2º OPÇÃO: Pegar a estrada Rio-SP entrar na saída para Piraí - Barra do Piraí e atravessar Barra do Piraí em direção a Valença. Após o trevo seguir em direção a cidade de Conservatória ( entrar a esquerda para Conservatória e não à direita para Valença, ). Atravessar a cidade de Conservatória (Cidade das Serestas) e subir a Serra da Beleza (estrada de barro). Após a 4º ponte, no 18º Km da estrada de barro virar a esquerda na entrada da Fazenda São José ( seguir mais 6 km ) por essa estrada de barro secundária

Hospedagem:


Existe uma área para CAMPING dentro do Quilombo bem ao lado da festa. É bom levar barraca para quem quiser descansar um pouco.

Existem também pousadas próximas nas cidades vizinhas de Conservatória e Santa Isabel.

Informações ligar para:

tels. 21 9209.7096

( falar com Alexandro )

ou pelo email jongo@quilombosaojose.com.br

Realização:

Associação de Moradores do Quilombo São José

Patrocínio:

SCC - Secretaria de Cidadania Cultura - Minsitério da Cultura

Edital Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais

Parceria:

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

O sindicato e nós, nós e o sindicato

Pessoal, andei refletindo um pouco sobre as ações dos sindicatos, em especial sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro e produzi um texto. São reflexões, sem pretensão de escrever verdades. O objetivo é levantar alguns debates, na construção de uma entidade mais "densa" e por isso o enviei à direção da própria entidade. Vivemos tempos difíceis e solidão é coisa que mata. Espero que gostem e que sirva para alguma coisa.
Saudações,
Roberto Marques*.


Os sete pecados sindicais


Os movimentos sociais, no atual momento, carregam duas características conflitantes, mas nem por isso, excludentes. A primeira diz respeito ao campo de atuação, que também remete, de alguma maneira, à identidade. A segunda coloca em questão as suas relações com outros movimentos e com o conjunto da sociedade.

No que diz respeito à atuação, é inegável que vivemos um período de riqueza de possibilidades de comunicação e divulgação de idéias e ações. O Exército Zapatista de Libertação Nacional que o diga, mas também podemos listar uma série de outros movimentos que conseguem visibilidade das suas lutas e dos seus propósitos. No tocante aos sindicatos1, o desenvolvimento das técnicas trouxe elementos novos às relações com as respectivas categorias e novos sentidos às lutas sindicais. Os sindicatos, em função disso, passam a ser mais do que entidade de classe, mas são tensionados a ampliar e aprofundar o discurso, para os campos onde estão inseridas suas categorias. A tensão capital X trabalho está mais viva do que nunca, mas também muito mais complexa.

É aí que entram as relações dos sindicatos com o conjunto da sociedade e com os movimentos. A encruzilhada é clara: fecham-se em questões corporativas (por mais que sejam legítimas) e perdem o poder de agregar e construir alianças, ou ampliam suas preocupações e perdem o sentido das especificidades das categorias que representam?

O desafio que se coloca é o de ler o momento construindo as chaves de leitura no mesmo momento. Esse é um caminho para tentar conviver com as contradições que o mundo capitalista hoje nos empurra.

É nesse impasse que entendo que hoje se encontra o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE). A fragilidade política e a desconexão com a categoria são sintomas de alguns pecados que sucessivas direções deste sindicato vêm cometendo. Podemos identificar tais pecados:

1- Monólogo. Há anos as direções têm dificuldade em escutar a própria categoria. Escutar, no sentido Paulo Freire dizia2, de ter os ouvidos abertos para ouvir, inclusive, o que não se deseja ouvir.

2- Desconexão. O monólogo produz desconexão e vice-versa. O descolamento da categoria coloca em xeque a própria representatividade, uma vez que a categoria muitas vezes desconfia das propostas da direção.

3- Soberba. Na seqüência da equação, a soberba aparece na pretensão da direção de “conduzir” a categoria. Acaba criando a imagem de uma vanguarda quixotesca, que não consegue agregar nem produzir fatos significantes.

4- Vitimização. O resultado disso é o discurso da vítima permanente, sempre apontando os algozes. Esses podem ser os pais, as comunidades, as direções, as secretárias, as coordenadorias ou qualquer outro que esteja posicionado no campo oposto. A posição de vítima não contribui em nada para a construção de uma história – pelo contrário, debilita, infantiliza, uma vez que se coloca em posição inferiorizada, subalterna.

5- Superficialismo. Nesse quadro, não é possível ter uma proposta consistente, pois a própria identidade fica debilitada. Não há proposta para a categoria, nem para o campo, pois não há espaço, nem tempo, nem energia para essas discussões. Assim, professores deixam de ser intelectuais e se transformam em operários, porém, sem produzir riqueza. As relações com as instituições, por sua vez, se dão de forma rala, pois não há proposta, exceto a questão pontual. Não se discute projeto de educação, mas apenas a aprovação automática ou não, por exemplo.

6- Isolamento. A conseqüência natural desse conjunto é o isolamento. Tudo isso torna complicado produzir alianças eficazes, pois aliados consistentes não embarcam em projetos vagos. Quando há algum embate imediato, o constrangimento impede que se façam alianças mais amplas, pois tudo fica restrito a questões falsamente éticas, quando na verdade são fruto de fragilidades políticas.

7- Miopia política. Trata-se da incapacidade de compreender os acontecimentos na forma que se apresentam, com os personagens e o contexto em que aparecem. Isso impede de ver o que há além das políticas e dos projetos e também obstrui a possibilidade de agir de forma inesperada, criando fatos e desconstruindo discursos. O binarismo e a ortodoxia extrema atrapalham a condução de discussões e congelam debates, criando imagem de incoerência e sectarismo, tão prejudiciais às entidades de classe.

Por essas questões, o SEPE perde chances históricas de agregar, de engrossar a participação de profissionais da educação no nosso estado, em especial no município do Rio de Janeiro. Por exemplo, quando agora a SME3 anuncia preocupação em aumentar do tempo de permanência dos alunos nas escolas, o sindicato perde a oportunidade de questionar o teor desse projeto. Não poderia pressionar para voltar aos seis tempos? Ou será que está tudo bem com 4 horas de aulas regulares por dia? Qual a proposta do sindicato para isso? Repare que isso diz respeito também a especificidades da categoria, pois a mesma SME anuncia possibilidade de ampliar a carga dos professores para o regime de 30h/semana. Está tudo interligado e são questões que mobilizariam a categoria, ainda que aparentemente não esteja com ânimo para fazer protestos nas ruas, ou aderir a greves (parece que essa é a única forma de pressão dos operários-professores). Mas, isso é tarefa das direções sindicais: entender o que a categoria pensa e quer.

Roberto Marques

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