terça-feira, 29 de setembro de 2009

Prefeitura suspende atendimento por 90 dias na Perícia Médica de Bangu

COMUNICADO
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Administração, informa que estará suspenso, a partir do próximo dia 5 de outubro (segunda-feira), o atendimento na Unidade Pericial, localizada na Rua Santa Cecília, 984, Bangu, por um prazo de 90 dias. Durante esse período, os servidores municipais serão atendidos no órgão central da Gerência de Perícias Médicas da SMA, no Centro Administrativo São Sebastião – Rua Afonso Cavalcanti, 455, bloco 2, 9º andar, Ala B, Cidade Nova.
A medida visa promover obras de reparos, adaptação, melhorias e ampliação daquela Unidade, para oferecer mais conforto aqueles que necessitam de atendimento médico pericial.
A Resolução da Secretaria Municipal de Administração que determina os procedimentos está publicada na edição do Diário Oficial de hoje, 28/9.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Reunião da Direção da Regional IV

ATENÇÃO TODOS DIRETORES!!
QUARTA FEIRA, DIA 30 DE SETEMBRO ÀS 18:30 HORAS, NA SEDE DA REGIONAL.
FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA.

Deliberações da Assembléia da Rede Municipal (28/09)

Companheiras/os,

Encaminhamos deliberações da Assembléia Geral dos Profissionais de Educação do Município, realizada no dia 26 de setembro do corrente, no auditório do Sindjustiça/RJ:

1 – APROVADO INDICATIVO DE PARALISAÇÃO INTEGRAL NO DIA 27/10 (terça-feira);
2 – MARCADA NOVA ASSEMBLÉIA GERAL DA REDE MUNICIPAL NO DIA 21 DE OUTUBRO (quarta-feira) de 18h às 21h30min no auditório da ACM (Rua da Lapa, 86/6o andar – Lapa) PARA CONFIRMAR OU NÃO A PARALISAÇÃO INDICADA PARA 27/10;
3 – 29/09 – 14 horas - ida de uma Comissão de Diretores do SEPE na Câmara Municipal para procurar as Comissões de Educação e Funcionalismo Público, além das lideranças partidárias, para tentar cobrar o acesso do SEPE a minuta do novo plano de carreira da educação em discussão e verificar a possibilidade de marcação de uma audiência pública sobre esse tema e sobre a apresentação do orçamento já executado;
4 – Participação do SEPE na Reunião de Merendeiras Concursadas marcada para o dia 01/10/2009 às 16 horas no SINDSPREV;
5 – Realização no SEPE de Plenária conjunta com outras entidades representativas do Funcionalismo Municipal no dia 08/10/2009, às 14 horas, para organizar participação na campanha unificada de defesa do reajuste anual imediato;
6 – Semana da Educação:
13/10 – Orientação para debates descentralizados pelas Escolas e Regionais da Capital sobre a situação da educação municipal;
14/10 – 15 horas - Ato Público em frente da Prefeitura com atividades culturais, apresentação de um show musical, panfletagem, “panelaço” das merendeiras concursadas;
15/10 – 18 horas - Exibição do filme “PRO DIA NASCER FELIZ” com debate em seguida no Auditório do SEPE;
7 – Sobre o dia 20/10 – data prevista para o “provão” da rede municipal – a Assembléia decidiu REVOGAR a orientação anterior que determinava que os professores do município não fizessem a correção das provas;
8 – Continuar oficiando novas solicitações de uma Audiência com o Prefeito. A Direção Estadual irá marcar uma ida de uma Comissão de Diretores, em conjunto com a Regional VI e outras Regionais que se dispuserem, no Gabinete do Prefeito Eduardo Paes neste mês de outubro para pressionar pelo agendamento desta Audiência com o Prefeito ainda antes do final do ano;
9 – Aprovamos as seguintes Ações Judiciais: cobrança do reajuste anual retroativo; cobrança do retroativo referente a correção da hora aula; cobrança do pagamento de horas extras para os professores que tiverem que trabalhar no sábado e cobrar judicialmente a questão a correção da função merendeira com base nas declarações públicas do governo municipal na questão da substituição delas pela COMLURB;
10 – Lançamento da Campanha de Eleição dos novos Representantes de Escolas em Outubro nos materiais produzidos e atividades realizadas pelo Sindicato para possibilitar a reorganização da vanguarda com a realização de Plenárias destes Representantes em todas as Regionais da Capital. Conselho Deliberativo com a presença de Conselheiros de Base escolhidos nestas Plenárias e grandes Assembléias da categoria até o final do primeiro bimestre de 2010;
11 – Remeter para a Assembléia do dia 21/10 a marcação da data dos Seminários sobre Avaliação Critica da Privatização na Educação e de Análise comparada da Seguridade Previdenciária do Servidor Municipal cuja realização a Assembléia de hoje já aprovou;
12 – Retomar a divulgação da proposta original de novo Plano de Carreira que o SEPE já construiu entre os vereadores e nos materiais do sindicato para defender que qualquer modificação no plano atual contemple as nossas proposições já acumuladas;
13 – Reafirmar a necessidade imediata de reedição da Cartilha do PDE para nova distribuição nas escolas municipais;
14 – Envio de Ofício do SEPE solicitando reunião com a Direção do Instituto Helena Antipoff e orientação para que todas as Regionais da Capital realizem reuniões com os Profissionais que trabalham com Educação Especial no período de 29/09 até 06/10 para avaliar as últimas decisões da SME neste setor, culminando com uma Reunião Plenária centralizada destes Profissionais no dia 07/10, às 18 horas, no Auditório do SEPE;
15 – Sobre as Auxiliares de Creches foi aprovado o seguinte conjunto de propostas: Boletim específico para auxiliares de creches com essas discussões – concepção de creches, condições de trabalho/saúde, pró-infantil, OS, EDI, aulas aos Sábados e CEC. Defesas das ferias coletivas, de audiência pública com a Comissão de Educação da Câmara Municipal; chamada de todas a concursadas, levantamento do quantitativo de crianças atendidas aos sábados para cobrar a construção de novas creches e concurso público. Garantia da Carteira Funcional e do Plano de Carreira Unificado. Campanha com camisas e adesivos: Sou AAC, Sou EDUCADOR e Sou do SEPE;
16 – Sobre as Merendeiras Concursadas: intensificação da Campanha em defesa da convocação imediata das merendeiras com aumento da pressão política e judicial. A Campanha de convocação deve trazer todas as reuniões destas merendeiras concursadas não chamadas para os espaços do SEPE; preparar material especifico de panfletagem, camisetas, adesivos e faixas para serem usadas em todas as atividades da rede municipal do Rio de Janeiro. As lideranças partidárias da Câmara Municipal e as Comissões de Educação e Constituição devem ser procuradas e pressionadas no sentido de que os vereadores devam manifestar sua posição sobre a convocação;
17 – O SEPE vai apoiar e cobrar a implementação do calendário escolar único já aprovado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro;
18 – O SEPE em conjunto com o SINPRO vai procurar todas as formas possíveis – tanto políticas como judiciais - se preciso for – para defender a manutenção do dia 15/10 como recesso escolar caso sejam confirmadas quaisquer tentativas de transformar essa data em dia letivo comum.
PROPOSTAS DESTACADAS NA ASSEMBLÉIA QUE DEVEM SER ANALISADAS PELA DIREÇÃO ANTES DA PRÓXIMA ASSEMBLÉIA DA REDE MUNICIPAL: construção de um debate nas escolas municipais sobre a possibilidade de realização de um dia “sem merenda escolar” na rede do município e a defesa da redução de carga horária das auxiliares de creches.

Saudações sindicais,
DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ

Estado decreta ponto facultativo na próxima sexta-feira

Confira esta notícia em:
http://www.governo.rj.gov.br/noticias.asp?N=54532
.:: Notícias do Governo ::.
28/09/2009 12h26
Da Redação
O governador Sérgio Cabral decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na próxima sexta-feira, dia 2 de outubro. O decreto, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (28/9), foi assinado porque na data será anunciada, em Copenhague, na Dinamarca, a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Rio de Janeiro, Madri, Tóquio e Chicago estão entre as finalistas.
O expediente será normal, sob a responsabilidade dos respectivos chefes, nas repartições cujas atividades não possam ser suspensas, em virtude de exigências técnicas ou por motivo de interesse público.

Inscrições para I Conferência Municipal de Cultura vão até 30 de setembro

Acontecerá no dia 25 de outubro de 2009 a I Conferência Municipal de Cultura, com vistas à criação de um Plano Nacional de Cultura e ao Sistema Nacional de Cultura que vão integrar os órgãos e instituições da área nos três níveis de governo – Município, Estado e União – e traçar políticas e estratégias comuns.
A Conferência Municipal de Cultura prepara também as conferências Estadual e Nacional de Cultura que discutirão diretrizes, estratégias e políticas públicas para a próxima década, assim como mecanismos de avaliação das metas definidas. Nesses encontros, um terço dos delegados virá do Poder Executivo (municipal, estadual e federal) e os dois outros terços, da sociedade civil: artistas, produtores, gestores, investidores, consumidores e demais protagonistas do processo cultural.
No Rio, já foram realizadas reuniões preparatórias das diversas linguagens artístico-culturais e a partir de 3 de outubro de 2009 (sábado) serão realizadas pré-conferências por áreas da cidade. Delas sairão os delegados para a I Conferência Municipal de Cultura,
As inscrições para participação nas Pré – Conferências serão feitas em site www.rio.rj.gov.br/conferenciamunicipaldecultura, até às 17 horas de 30 de setembro de 2009.
Fonte: SME

domingo, 27 de setembro de 2009

I Congresso de Educação do Sindscope

Educação Emancipatória: da classe pedagógica à pedagogia da Classe.
De 28 a 31 de Outubro de 2009.

28/10 Quarta-feira
Palestra de abertura: Educação emancipatória. Dr. Gaudêncio Frigotto

29/10 Quinta-feira
8h às 11h Mesa: Experiências no campo da educação emancipatória Francisco Ferrer y Guardia e a Escola Moderna de Barcelona. Dr. José Damiro
8h às 11h Fernand Pelloutier e a politecnia Dr. Sílvio Gallo
13h às 16h Mesa: Currículo e Avaliação Dr. Zacarias Gama e Dra. Gelta Xavier

30/10 Sexta-feira
8h às 11h Mesa: A formação dos trabalhadores da educação. Dra. Maria Ciavatta e Dra. Maria Inês Bonfim
13h às 17h Mesa: Modalidades, Acesso e Permanência. Paulo César Pereira e Dra. Jaqueline Ventura

31/10 Sábado
8h às 10h Perspectivas Enancipatórias Dra Lucia Neves.
10h às 13h Plenária de encerramento.

Maiores informações: http://sindscope1.wordpress.com/

Divulgação feita a pedido do Prof. Luiz Baltar.

Violência contra profissionais das escolas reflexo do descaso do governo com a educação

O caso da EM Oscar Tenório, na Gávea, divulgado na última quinta-feira na mídia traz à tona o tema da responsabilidade pela violência que atinge nossas escolas. No episódio, um aluno teria levado gás de pimenta para a escola, ocasionando a lesão de oito colegas que foram parar no hospital, além da notícia de que uma professora teria se machucado na correria. Confusão de alunos, agressão moral e física aos profissionais, brigas, este é o quadro das escolas municipais. As escolas têm apresentado graves problemas de violência. Seja entre os próprios alunos ou contra os profissionais das escolas, o clima é de muita tensão, um verdadeiro barril de pólvora. Vamos mostrar qual é o quadro que o governo impõe às nossas escolas e quem são os verdadeiros responsáveis pelos problemas:
* Professores em suas salas de aula, com 45, 50 alunos ou mais, muitas vezes são praticamente carcereiros, pois não podem deixar que o aluno saia da sala já que não existe inspetor. Alguns professores têm que se posicionar na porta da sala de aula para não permitir que o aluno saia sem que ele perceba.
* Em muitas escolas as direções adotaram o sistema de crachás para o aluno ir ao banheiro. Como não existe o profissional para olhar os corredores, para o aluno ir ao banheiro o professor precisa controlar a partir de um crachá apenas, quem vai e quem volta. Além de não contribuir para a educação de nossos jovens, também é outra forma de carimbar o aluno para mediante qualquer problema, responsabilizar o seu professor.
* Direções que fazem de tudo, inclusive tentar fazer o papel de inspetores, porteiros e muitas vezes merendeiras. Além de ter que preparar todos os documentos, prestações de contas, pedido de merenda, trabalhar para empresas de ônibus fazendo o riocard para os alunos, bolsa família e muitos etecéteras. Isso sem falar na ínfima verba que recebem para resolver problemas estruturais de obras e ainda dar conta de comprar material didático, de limpeza etc.
* Dependências das escolas sem agente educador, e alunos alucinados pelos corredores, pátios, banheiros, quadras…
* Portão da escola abandonado sem porteiro.
* Salas superlotadas O resultado deste quadro não podia ser outro: violência para todo lado. Alunos se agredindo, alunos que xingam professores ou mesmo os agridem fisicamente. Alunos drogados dentro da escola e da sala de aula, outros que ameaçam de morte aos profissionais e mesmo alunos armados no interior de nossas unidades escolares. Preocupados em evitar escândalos, a SME e as direções das CREs orientam que as escolas abafem os casos e proíbem a divulgação para fora dos muros da escola. Muitas direções, preocupadas em manter o seu cargo preferem se omitir e esconder o problema a ter que defender profissionais que por vezes são agredidos ou ameaçados por alunos. Tudo isso, traz a perda total do controle e o agravamento dos problemas em nossas unidades. Numa rede onde a violência do governo pela destruição da escola pública é a maior de todas, não se pode esperar uma resposta positiva de nossas alunos.
Infelizmente são os profissionais de educação que estão neste campo de batalha. O prefeito, pessoal da SME e das CREs encontram-se confortavelmente em suas salas com ar condicionado e cafezinho e a única resposta que sabem dar à imprensa quando os problemas vem a público é que vão “abrir sindicância para apurar responsabilidades”.
Fonte: Regional 3 do Sepe http://regional3.sepe.tenhosite.com/site/

Alunos de escola na Gávea são atingidos por gás de pimenta

Publicada em 24/09/2009 Walesca Borges - O Globo, RJTV e CBN
RIO - Pelo menos uma professora ficou ferida e três alunos passaram mal por causa de uma brincadeira de um aluno da Escola Municipal Oscar Tenório, na Gávea, no início da tarde desta quinta-feira. O rapaz, que seria maior de idade, teria levado um spray de pimenta para o pátio. Alguns estudantes acharam que ele estava com uma bomba, gerando pânico e correria no colégio, que precisou ser interditado pelos bombeiros. Em nota, a secretaria municipal de Educação (SME) lamentou o incidente, e informou que o caso foi registrado na delegacia da região.
Segundo a secretaria, o incidente ocorreu por volta das 9h30m, quando os alunos estavam no pátio coberto por causa da chuva. "Começou a surgir uma forte fumaça. Neste momento, alunos e professores sem saber do que se tratava se dirigiram para fora da escola como medida de segurança. A direção da escola acionou a Guarda Municipal, o Corpo de Bombeiro e a polícia, que foram ao local, mas não conseguiram identificar as causas da fumaça", diz a nota.
Ainda de acordo com a SME, tanto a professora, ferida levemente, quanto os estudantes intoxicados com a fumaça foram transferidos para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e já foram liberados. Os pais dos alunos foram avisados e estiveram no hospital. As aulas no segundo turno ocorrem normalmente.
A escola, que tem 1.178 alunos do 4 º ao 9 º ano, fica na Rua Manuel Ferreira, 141.

O Preço do Sonho

COLUNA PANORAMA ESPORTIVO Jornal O Globo
26/09/2009
Há 15 meses, quando o Rio de Janeiro recebeu a pior nota do COI entre as finalistas da disputa pela sede dos Jogos Olímpicos-2016, ninguém imaginava que a cidade pudesse virar o jogo e chegar à semana decisiva com chances reais de vitória. Se, no próximo dia 2, pela primeira vez na história, o megaevento vier para a América do Sul, o Rio e o Brasil saberão aproveitar a oportunidade?A pergunta se impõe por conta do passado recente.
No fim de agosto de 2002, assim que desembarcaram no Aeroporto Tom Jobim, autoridades prometeram mundos e fundos, açodadas pela histórica vitória sobre a americana San Antonio, na disputa pela sede do Pan-2007: melhor aeroporto do país, linha 6 do metrô, ligação marítima entre a Praça 15 e a Barra da Tijuca, veículo leve sobre trilhos, despoluição da Baía de Guanabara e planos sérios para os sistemas de transporte, saúde e segurança.Para se ter ideia, no Caderno de Encargos vencedor, o hospital de referência do Pan-2007 seria o Lourenço Jorge (municipal)!
Os dias, as semanas, os meses e os anos se encarregaram de nos devolver à realidade. Mesmo assim, o Pan, orçado em R$500 milhões (em 2002), “fechou” em R$5 bilhões.
Se for cumprido o que o COB e os governos federal, estadual e municipal afiançaram no elogiado relatório da postulação carioca/brasileira, sem sombra de dúvida, o Rio vai melhorar muito. Mas e se o orçamento explodir, como no Pan-2007 e, agora, na campanha de candidatura de 2016, estimada em US$42 milhões em janeiro de 2008?
Vencendo, o Rio estará entre duas escolhas: a de uma cidade realmente melhor e capaz de aproveitar, como Barcelona-1992, a chance de realizar os Jogos; ou repetir a Ilha da Fantasia de 2007.
Cabe aos cariocas e aos brasileiros fiscalizar e cobrar.

Palavras do Professor: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PARA EDUCAÇÃO

Texto encaminhado pelo Prof. Roberto Mansilla.(1)
Há mais de quinhentos anos a educação tem sido uma ferramenta essencial nas
mãos da classe dominante enquanto instrumento para dominação. Neste sentido,
inicialmente podemos destacar dois processos distintos: no primeiro, devido ao contexto
histórico, era fundamental que os despossuídos não tivessem acesso à informação e ao
conhecimento, pois assim sendo, tornava-se mais fácil a dominação dos escravos,
portanto a educação era restrita a poucos, restritas aos filhos dos senhores feudais e seus
principais servos. No entanto, na segunda metade do século XX, com as sucessivas
revoluções tecnológicas, especialmente no final dos anos setenta e inicio dos anos
oitenta, torna-se fundamental o processo de universalização do ensino, com o único
objetivo de uma maior acumulação de capital por parte da burguesia.
Neste sentido, o sistema educacional que ainda predomina no Brasil foi
inspirado no modelo industrial. A nossa escola é como a linha de montagem de um
fabrica, ora vejamos: as diversas disciplinas não têm nenhuma conexão umas com as
outras, são partes de um mundo que está distante dos estudantes. A vida e o seu
contexto ficaram afastados da escola, que mais parece um presídio de alunos. A
educação moderna não tem como alvo o ser humano, sua formação integral, intelectual,
física, estética e existencial, mais busca através de um sistema hediondo e perverso
produzir as diferentes peças de uma engrenagem social estratificada, transformando o
ser humano em uma maquina robotizada.
Aliado ao processo industrial tardio, convivemos ainda com as marcas de um
regime militar ( de cunho fascista) bancado pelos grandes aglomerados econômicos e
seu serviço de inteligência, a CIA) que tratou como subversiva toda atitude corajosa e
reflexiva. E hoje, temos uma educação essencialmente passiva, fundada no acumulo
dedados, uma escola que, alem de isolada do mundo e da vida, nomeia de “grade e de
“disciplina” os conteúdos.
O sistema de reprovação que ainda vigora no Brasil é um dos mecanismos mais
cruéis e excludentes de nossa sociedade. Quando reprovamos um estudante, estamos
afirmando e modo taxativo que ele é o único responsável pelo seu mau desempenho.
Nem os professores, diretores, a família e o sistema de ensino serão reprovados, apenas
ele. E isto se deve, entre outras coisas, ao fato de que a escola está historicamente
centrada no ensino, e não na aprendizagem. Os professores, o corpo docente e os
gestores se sentem responsáveis pela transmissão dos conteúdos, mas não se sentem
comprometidos com aprendizagem, ou seja, se o estudante aprende ou não, não é
problema dele e nem da escola. Nesse sentido, em muitos municípios brasileiros, 60%
das crianças ficam reprovadas na primeira serie (período essencial, pois hoje, está ligada
a alfabetização), em geral são crianças de seis a sete anos que irão pagar por essa não
aprendizagem. A reprovação faz com que muitos dessas crianças sofram com baixa
auto-estima, alem de segregação social que tanto vem massacrando a nossa sociedade.
Para finalizar esta parca reflexão, ainda que inicial, os dados estatísticos
apresentados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo IBGE
(Instituto de Geografia e Estatística) apontam que 97% de brasileiros em idade escolar
estão matriculados na escola, no entanto, a qualidade da educação apresentada pelo
Estado não é mencionada ou discutida. Portanto, para nós, do Fórum de Educadores
Populares, ao processo de educação que está em curso, denominamos: o pior ao alcance
de todos.
Os números não mentem, o indicativo nacional de analfabetismo funcional
(INAF) revela que apenas 23% da população jovem e adulta é capaz de adotar e
controlar uma estratégia na resolução de um problema que envolva a execução de uma
série de operações. Metade dos jovens entre 15 a 17 anos está cursando o ensino médio,
entre 18 a 24 anos, 11% estão matriculados no ensino superior, sendo que, desta
totalidade 75% estão matriculados em instituições privadas de ensino, que são
predominantemente de baixa qualidade. Para os novos empregos (PNPE – Programa
Nacional para Primeiro Emprego) a remuneração é de dois salários mínimos, onde se
requer pouco conhecimento científico.
A repetição escolar chegou a 27% ente 1999 a 2005, motivo pelo qual foi
impulsionada a evasão escolar antes do término escolar. Já no ensino médio, em 1996
foram realizadas 4.137,324 matrículas, enquanto em 2007 foram 9.575,538 matrículas.
Vale ressaltar que apesar do aumento considerável no número da matriculas, os
investimentos realizados por parte do Estado pouco cresceram, ora vejamos: no governo
FHC foi investido 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação, enquanto no
governo popular de LULA, houve o crescimento fabulosos do investimento para 4,3%
do PIB. No entanto, a UNESCO, ainda que de maneira tímida, propõe para a educação
6% do PIB.
Portanto como podemos observar nos dados acima mencionados, a burguesia, ao
longo dos séculos, proporcionou um extermínio, ceifando milhões de cabeças e
transformando milhões de proletários incapazes de compreender e interpretar o mundo
no qual vivemos visando impor e manter o seu projeto de sociedade.
OBJETIVO:
Ao longo das duas últimas décadas temos observado uma série de
movimentações por parte do capital no que se refere ao sistema educacional. Nunca se
publicaram tantos artigos, materiais, revistas cuidando da Educação, tendo sido criado
até um canal exclusivo sobre o assunto (TV Escola), mas todos tratam apenas do
sistema educacional. Porém muito desses artigos e matérias trazem no seu bojo a ótica
do mercado, em especial chamamos a atenção para o artigo O preço da ignorância,
publicado pela revista Exame (edição 27/09/06) e o artigo Prontos para o século XIX,
revista Veja (edição 2074 – 20/08/2008), que têm como seus principais interlocutores,
setores da classe media (Veja) e investidores e especuladores financeiros (Revista
Exame). Gostaríamos de ressaltar a importância da leitura dos mesmos, como forma de
entendermos a ótica do capital para com a educação no inicio do século XXI.
Todavia, não podemos deixar de mencionar aqui os principais autores da
burguesia na área de educação: Fundação Vitor Sevita, Fundação Roberto Marinho,
Fundação Airton Senna, Grupo Abril, FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro), a Fiesp (Federação das Industria do Estado de São Paulo), Amigos da escola,
entre inúmeras outras ONGS atuando no interesse do capital privado. Chamamos a
atenção em especial, para as profundas mudanças ocorridas na Secretaria Municipal de
Educação do Rio de Janeiro, onde a burguesia colocou um dos seus principais quadros
(Claudia Costin), para implementar o seu projeto de reestruturação do ensino, onde de
forma velada, foi repassado o controle do ensino fundamental e básico para a Fundação
Airton Senna e do ensino médio para a Fundação Roberto Marinho, vide matérias
publicadas no jornal O globo nos dias 14 e 15 de março de 2009.
Pois bem, é sob essa égide que se encontra o sistema educacional, em estado
caótico, onde nós, educadores populares nos encontramos. Neste sentido é de suma
importância que venhamos a compreender esse contexto histórico e conhecer a
potencialidade de nosso inimigo (a burguesia). Para isto, devemos destacar alguns
elementos básicos que consideramos como princípios:
1) Nenhum atrelamento a ótica do Estado burguês, portanto, devemos construir um
projeto autônomo para a educação;
2) Não propagandearemos e nem difundiremos nenhuma ilusão com o mercado de
trabalho, pois entendemos que o desemprego é uma característica estrutural;
3) Entendemos que o acesso a educação é uma ferramenta para a transformação da
sociedade e de suas relações sociais;
4) O nosso trabalho deve estar voltado para a construção de uma consciência critica
e de formação do sujeito ativo no processo histórico;
5) Combateremos qualquer ilusão por parte da classe sobre a lógica da sociedade
de mercado, como: individualismo, consumismo e outros comportamentos afins;
6) Os movimentos sociais que atuam com educação popular devem ter um projeto
autônomo e calcado na realidade em que estão inseridos;
7) O projeto deve ser construído por todos que constituem o movimento, portanto
não devemos atribuir um peso maior para os educadores e menosprezar os
educandos, ou seja, todos são partes do mesmo projeto e com o mesmo peso;
8) Devemos realizar um levantamento da região e das condições básicas para uma
sobrevivência digna onde a escola estiver inserida, como transporte, saneamento
básico, alimentação;
Neste ponto gostaríamos de destacar que devemos romper com a lógica que está
impregnada na educação estatal, de que a escola está desassociada do mundo no
qual vivemos e de suas relações sociais.
Nós, do Fórum de Educadores Populares, pensamos o inverso, que a educação é
uma das, se não a matriz essencial de toda esta engrenagem.
9) Combateremos ferrenhamente todos os hábitos e costumes da ideologia
dominante, para isto é fundamental que trabalhemos o conhecimento de maneira
socializada, sem gerar disputas e nem individualismos, o essencial é o coletivo;
10) É importante que trabalhemos a interdisciplinaridade entre os conteúdos e as
informações de cada matéria;
11) É fundamental que realizemos com os participantes, um dialogo contínuo e
constante para detectarmos possíveis falhas e erros, e a partir daí, construirmos
soluções coletivas;
12) Devemos incentivar a leitura e o estudo como algo prazeroso, não devido a uma
prova ou algum objetivo pré-definido, mas sim como a importância de nos
posicionarmos de forma coerente no mundo em que vivemos, tornando a
educação um ato contínuo.
Estes pontos acima citado são aspectos iniciais para uma construção coletiva, no
entanto, devem ser muito bem amadurecidas coletivamente, pois são os primeiros
passos para forjamos a nossa própria identidade.
O Fórum de Educadores Populares deve ter como objetivo central a educação
enquanto uma ferramenta para derrocada do Estado burguês, para isso não devemos
abrir mão de disputar a consciência de bilhões de seres humanos que sobrevivem nas
condições mais precárias e desumanas. Dados da ONU de 2000, destacam que 4,8
bilhões de seres humanos são descartáveis para o capital, e se formos tomar somente o
Brasil como referência, dados do IBGE, também do ano de 2000, destacam que 55
milhões de brasileiros sobrevivem com menos de um dólar por dia e outros 37 milhões
com menos de um salário mínimo por mês. É neste quadro que estamos quando nos
referimos a educação e consequentemente se explica por que milhões de crianças vão
única e exclusivamente a escola pela merenda, já que, para muitas dessas é a única
refeição diária, como é o caso do município de Cavalcante – GO, matéria que foi ao ar
no programa do fantástico, da rede globo de televisão , no último domingo do mês de
março de 2008.
Portanto o Fórum de predispõe a debruçar-se sobre essa realidade na qual
estamos mergulhados e juntos buscarmos como inúmeros outros companheiros e
companheiras que militam em diversos movimentos, saídas coletivas para a construção
de uma sociedade justa, humana e igualitária. Neste sentido não devemos tergiversar, e
em voz alta e clara dizer que lutamos para a construção da sociedade socialista.
Para finalizar, gostaríamos de ressaltar que estas breves formulações são única e
exclusivamente para darmos um pontapé inicial neste debate, o qual acreditamos ser de
suma importância para todos aqueles e aquelas que atuam e militam com a Educação
Popular.
José Roberto e Luciana Alves
Fórum de Educadores Populares
(1) Professor da Rede Municipal.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Decreto estabelece ponto facultativo no dia 2 de outubro

DO Rio 25/09/2009
Confirme esta notícia em: http://doweb.rio.rj.gov.br/sdcgi-bin/om_isapi.dll?&softpage=_infomain&infobase=25092009.nfo
Decreto publicado hoje determina ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 2 de outubro, data em que será realizada Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional – COI, em Copenhaque, para a escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Pela importância histórica da ocasião, a Prefeitura cria, na Praia de Copacabana, em frente ao Hotel Copacabana Palace, a Área de Convivência Rio 2016, com o fim de propiciar à população da cidade do Rio de Janeiro espaço público destinado à convivência social e celebração do fato.


DECRETO Nº 31161 DE 24 DE SETEMBRO DE 2009
Estabelece ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 02 de outubro de 2009.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,
CONSIDERANDO a relevância da candidatura da Cidade do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016;
CONSIDERANDO a tradição de mobilização da população carioca em torno de grandes eventos;
CONSIDERANDO que, em 02 de outubro de 2009, realizar-se-á a Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional – COI, em Copenhague, que escolherá a Cidade-sede dos referidos Jogos,
DECRETA:
Art. 1.º O ponto será facultativo nas repartições públicas municipais no dia 02 de outubro de 2009, excluídos desta previsão os expedientes nos órgãos cujos serviços não admitam paralisação.
Art. 2.º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2009; 445º de fundação da Cidade.
EDUARDO PAES

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Prefeitura do Rio prepara pacote para o funcionalismo municipal, com correção em torno de 5% e antecipação da segunda parcela do 13º salário.

Mês decisivo dos reajustes
POR ALESSANDRA HORTO, RIO DE JANEIRO
Rio - A Prefeitura do Rio anuncia este mês quando será concedido e de quanto será o reajuste do funcionalismo, que espera resposta do Executivo há três meses. O aumento também vai chegar com pacote de benefícios, que inclui antecipação da segunda parcela do 13º salário, que deverá ser paga em novembro, conforme noticiou ontem o ‘Informe do DIA’.
Segundo informações obtidas por O DIA, o aumento é um assunto delicado na prefeitura e está guardado a sete chaves, esperando somente autorização do prefeito Eduardo Paes. O reajuste dos servidores municipais está previsto em lei, deve ser atrelado ao IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) e pago anualmente. Considerando os resultados anteriores, o aumento dos servidores deve ficar na casa de 5,5%, já somando a expectativa do fechamento deste trimestre.
Cortes entre conquistas do governo Paes
A secretária municipal de Fazenda, Eduarda La Rocque, participou ontem de café da manhã com empresários. Ela classificou o contingenciamento nas despesas de custeio, a redução nas despesas pessoais em cargos comissionados e o superávit fiscal alcançado no primeiro quadrimestre como as principais conquistas dos nove meses da gestão de Eduardo Paes.
Notícia publicada em: http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/9/mes_decisivo_dos_reajustes_36599.html

Rio prepara festa para anúncio da sede das Olimpíadas. Prefeitura e Estado irão decretar ponto facultativo

Rio prepara festa para dia do anúncio da sede das Olimpíadas de 2016
Será no dia 2 de outubro. Prefeitura e o Governo do Estado informaram que vão decretar ponto facultativo na data. Lulu Santos e Revelação farão show em Copacabana.
RJTV 2ª Edição 22/09/2009

A dez dias da escolha da sede das Olimpíadas de 2016, o carioca já sonha com os jogos e com melhorias para a cidade. Em Copacabana, uma festa está sendo preparada para o dia do anúncio.
Agora falta pouco para o carioca saber se terá o privilégio de sediar os Jogos.
“Eu acredito que o Rio vai ganhar e estou torcendo para isso”, diz uma mulher nas ruas.
A praia mais famosa do Rio já está preparada para o dia 2 de outubro, quando será anunciada a cidade sede das Olimpíadas de 2016. Confiante na escolha do Rio para receber os jogos, a prefeitura programou uma grande festa em Copacabana.
A estrutura está sendo montada entre as ruas Fernando Mendes e Rodolfo Dantas, em frente ao Copacabana Palace.
Um telão vai mostrar a votação do Comitê Olímpico Internacional, que acontece em Copenhague, na Dinamarca.
O nome da cidade sede deve ser anunciado até às 14h. Mas, em Copacabana, o evento começa às 10h30, com apresentação de DJs. Às 11h20, tem show do cantor do Lulu Santos e, às 13h50, o Grupo Revelação sobe ao palco.
Além do Rio, Chicago, Madri e Tóquio estão na disputa.
Há 20 dias, o Comitê Olímpico Internacional divulgou uma avaliação técnica elogiando a capacidade das quatro cidades de realizar os Jogos. Em relação ao Rio, o relatório mostrou que apenas dois itens preocupam o comitê: o transporte e o número de quartos de hotel disponíveis.
No projeto apresentado ao COI, o Comitê Olímpico Brasileiro garantiu ultrapassar a marca de 40 mil acomodações exigidas para o evento.
Nesta segunda (21), uma rede de hotéis que opera no Rio anunciou a criação de 1.830 novas acomodações até 2014. O acordo firmado com o COB foi notícia no site inglês www.gamebids.com. As unidades vão ficar distribuídas em cinco hotéis, dois na Barra da Tijuca e três na Zona Sul.
Em Copacabana, além do otimismo, muita gente espera que a cidade melhore com as Olimpíadas. “Se a gente ganhar, vai ter metrô, vai ter mais transporte, isso vai ficar também para a cidade, é maravilhoso, vale a pena”, afirma mulher nas ruas.
A Prefeitura e o Governo do Estado informaram que vão decretar ponto facultativo no dia da escolha da cidade sede.

Veja esta notícia em: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1314267-9099,00-RIO+PREPARA+FESTA+PARA+DIA+DO+ANUNCIO+DA+SEDE+DAS+OLIMPIADAS+DE.html

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Calendário Unificado nas escolas do Rio

A Câmara aprovou em segunda e última discussão o Projeto de Lei nº 297/09, de autoria do vereador Reimont (PT), que institui o Calendário Escolar Unificado para a educação básica nos estabelecimentos de ensino público e privado no município do Rio de Janeiro. Pelo projeto, fica assegurado aos professores o recesso de julho e as férias de janeiro para descanso e reciclagem profissional. “Com a aprovação deste projeto ganham os professores e a educação em geral porque com o corpo docente satisfeito ganhamos também uma educação com mais qualidade”, justificou Reimont. O projeto seguirá para a sanção do Prefeito Eduardo Paes.

Publicado em: http://spl.camara.rj.gov.br/noticias/mais_noticias_twi_ascom_int.php?id_noticia=544

Câmara debate metas da Educação para a cidade

Considerada carro-chefe do Planoplurianual do Rio de Janeiro para os próximos quatro anos, a Educação foi o tema da audiência pública realizada na manhã de ontem, 21 de setembro, no auditório da Câmara Municipal.
Durante a audiência, uma iniciativa da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, a secretária municipal de Educação Cláudia Costin apresentou metas, diretrizes e programas da secretaria que, de acordo com o PPA, serão implementados na cidade. A qualidade da educação, a qualificação profissional e o reforço escolar, segundo a Cláudia Costin estão entre as prioridades da Secretaria Municipal de Educação que está trabalhando para fortalecer uma política de qualidade, cujo foco é a adoção do currículo multieducacional em toda a rede municipal de ensino. Dentro das iniciativas estratégicas apresentadas pela secretária estão os programas Rio Cidade Maravilha, o Ônibus da Liberdade e o Escola do Amanhã, que foi elaborado com a parceria da UNESCO, e será implantado nas 150 escolas municipais que ficam próximas ou dentro de comunidades carentes. “Esse programa foi desenvolvido dentro do conceito” Bairro-Educador “, e tem como objetivo resgatar a escola cidadã e a participação dos pais na educação escolar das crianças”, afirmou a secretária. As metas e ações da Secretaria Municipal de Educação previstas no PPA foram elogiadas pelos vereadores, porém a concepção do plano continua sendo motivo de discórdia entre os integrantes da comissão e o Poder Executivo. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira(PSDB), foi contundente ao afirmar que as ações e estratégias da SME são importantes, mas os dados apresentados pela secretária não constam no PPA enviado à Câmara e isso dificulta o trabalho dos vereadores que vão apreciar e votar o projeto que vai vigorar na cidade nos próximos quatro anos.”O projeto que veio para a Câmara é do governo anterior e, tem muita coisa que não podemos entender, está obscuro e precisa de esclarecimentos. As metas apresentadas pela secretária Cláudia Costin precisam constar no Plano para que os vereadores possam aprová-lo”. Segundo o presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, vereador Reimont(PT), o governo deveria refazer o planuplurianual. “As informações que chegam à Câmara são vergonhosas se comparadas ao que afirmam os secretários nas audiências públicas. Não estamos fazendo juízo de valor, mas precisamos de dados concretos esclarecedores para que possamos aprovar um projeto que é de muita importância para a cidade”, lembrou Reimont.

Confira esta notícia em:
http://spl.camara.rj.gov.br/noticias/mais_noticias_twi_ascom_int.php?id_noticia=538

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rede municipal do Rio terá assembléia geral no próximo dia 26 de setembro

O Sepe convoca os profissionais das escolas municipais para a assembléia geral, que será realizada no dia 26 de setembro, no auditório do Sindjustiça (Travessa do Paço 23/13º andar - Centro), a partir das 14h. Na pauta do encontro: discussão sobre as medidas privatizantes que vem sendo implementadas na rede pelo prefeito Eduardo Paes e pela secretária de Educação Cláudia Costin e a falta de uma proposta de reajuste salarial da parte do governo (a categoria exige 12,5 já!).

Ciência do cérebro deve ajudar professores a "entrar" na cabeça dos alunos


da New Scientist

A neurociência deve fazer pelas escolas o que a pesquisa biomédica fez pela saúde. Essa é a conclusão do simpósio Decade of the Mind (DOM) na última semana em Berlim, na Alemanha, para discutir como as últimas descobertas podem ser usadas para melhorar a educação.
"Na medicina, temos um sistema excelente, desde a pesquisa básica até a prática clínica, enquanto na neurociência nós temos conhecimento básico sobre como o aprendizado cerebral funciona, mas ainda é preciso descobrir como traduzir isso em uma sala de aula", afirmou Manfred Spitzer, da Universidade de Ulm, na Alemanha, um dos organizadores da conferência.
Com imagens do cérebro e estudos genéticos complementando a pesquisa psicológica, uma série de novas descobertas poderiam informar os professores sobre as condições em que nossos cérebros podem ser aprimorados para o aprendizado.
Um dos principais temas emergentes na DOM foi que a base da aprendizagem bem-sucedida ocorre pela melhoria da função executiva cerebral --um conjunto de processos cognitivos importantes para o autocontrole e o enfoque na tarefa em realização. Estudos a partir de imagens cerebrais mapearam a função executiva de várias regiões, incluindo a do giro cingulado anterior, que se acende durante uma detecção de erro, e quando crianças aprendem matemática e alfabetização.
Vários estudos apresentados no simpósio mostraram que a melhoria no aprendizado da função executiva cerebral em uma criança poderia ser alcançada com mudanças relativamente pequenas, como pela alteração do horário de exercícios ou pelo incentivo à prática de um instrumento musical.
O desenvolvimento da função executiva começa antes dos anos escolares, e prossegue na adolescência. Michael Posner, da Universidade de Oregon (EUA) disse no encontro que as evidências da função executiva cerebral aparecem nas crianças aos sete meses de idade. "Se eu fosse mudar algo na educação, seria para que ela começasse na infância, e usando os pais como uma ferramenta inteligente para trabalhar com os seus filhos", disse ele.
A educação antes da escola pode trazer outros benefícios, afirma Posner. O neurotransmissor dopamina foi colocado em um papel importante na função do giro cingulado anterior. As variações genéticas no sistema dopaminérgico parecem interagir com as características da paternidade para influenciar a função executiva cerebral. Posner descobriu que crianças entre 18 e 21 meses de idade, com uma variante particularmente ativa de um gene denominado COMT (que leva a uma transmissão menor de dopamina), mostraram a melhora na atenção, em comparação com as demais variantes.
Sabine Kubesch, também da Universidade de Ulm, diz que os genes de crianças podem ser usados, um dia, para informar como eles devem ser ensinados. 'Se a sequência genética das crianças antes da escola ajudar os pais e professores a fim de decidir a melhor forma de apoiar a aprendizagem e o desenvolvimento, então sim, eu acho que pode se tornar um procedimento estabelecido no futuro", observa ela.
Independentemente disso, os resultados básicos da neurociência ainda precisam se infiltrar na sala de aula, conforme concordaram os participantes da reunião, devido ao fato de mitos e equívocos sobre o cérebro serem abundantes nas escolas (veja o quadro acima).
Medicina e educação
A educação tem um longo caminho a percorrer para espelhar melhorias na medicina, diz Noonan Eamonn do centro de pesquisas norueguês Campbell Colaboration. "A chave para a revolução que transformou o que era essencialmente o charlatanismo na medicina moderna foi profissional, com formação de base científica", diz Noonan. Ele também observa que deve haver uma melhor ligação entre cientistas e professores, assim como pesquisas devem ser mais acessíveis.
Exemplo disso é uma pesquisa feita em uma escola pelo Centro de Transferência de Neurobiologia e Aprendizagem, com sede em Ulm, na Alemanha.
Um estudo conduzido com 137 estudantes, usando o método de "aprendizagem cênica" (recitais de coral sobre o vocabulário, acompanhado de gestos e movimentos), testou a assimilação de idiomas. Aqueles que tinham aprendido pelo novo método lembravam três vezes mais das palavras novas 14 semanas mais tarde, em comparação àqueles que tinham sido ensinados por métodos convencionais. Os estudantes que usaram o método também falaram com melhor pronúncia e fluência. "Eu nunca vi efeitos tão fortes em um estudo anterior", disse Katrin Hille, que conduziu a pesquisa.

Meta de redução do analfabetismo pode não ser alcançada, diz Haddad

O Globo com informações da Agência Brasil Publicada em 18/09/2009 às 18h32m

RIO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que se a redução da taxa de analfabetismo na população maior de 15 anos mantiver o mesmo ritmo registrado em 2008 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2008 (Pnad), o Brasil não conseguirá cumprir o acordo assinado em 2000 durante a Conferência Mundial de Educação, em Dacar (Senegal). O documento determina que o país deve reduzir pela metade a taxa de analfabetismo até 2015, chegando a 6,7%.
De 2007 para 2008, o analfabetismo caiu de 10,1% para 10%. Entretanto, na avaliação do ministro, se for observado o ritmo de redução dos anos anteriores, o Brasil conseguirá chegar à taxa de 6,7%. De 2005 para 2006, a redução foi de 0,7% e de 2006 para 2007, de 0,4%.
- Pela série histórica nós vamos cumprir. Nós chegamos a reduzir 0,7% em um ano, como ocorreu em 2005 - afirma Haddad.
Para Haddad, prefeituras e municípios precisam se esforçar para solucionar o problema sob o risco do não cumprimento das metas. Ele destacou que nas regiões em que há mais adesão ao Brasil Alfabetizado, programa do Ministério da Educação (MEC) para alfabetização de jovens e adultos, a redução foi menor.
- O exemplo do Nordeste evidencia que é possível fazer essa redução - exemplifica.
A região concentra cerca de 80% das turmas do programa e de 2007 para 2008 registrou a maior queda na taxa de analfabetismo: 0,5%.
Haddad chamou atenção para o aumento de 140 mil analfabetos entre as pessoas com mais de 25 anos, especialmente no Sul e no Sudeste, o que para ele não é "algo compreensível". Segundo ele, é como se pessoas que se declararam alfabetizadas em um ano se declarassem analfabetas no ano seguinte. Ele disse que o MEC já pediu para o IBGE um detalhamento desses dados.
Leia em: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/09/18/meta-de-reducao-do-analfabetismo-pode-nao-ser-alcancada-diz-haddad-767675195.asp

domingo, 20 de setembro de 2009

RIOFILME COMUNICADO Meia entrada para servidores municipais

As principais salas do Festival (Odeon Petrobras, Espaço de Cinema, Estação Botafogo, Estação Ipanema, Barra Point e Centro Cultural da Justiça Federal) concederão meia entrada para servidores municipais e um acompanhante, mediante apresentação de contracheque e identidade.
Professores e alunos das Escolas do Amanhã, da Prefeitura, também serão beneficiados com a realização de oficinas e sessões especiais da Mostra Geração.
Publicado no DO Rio de 18/09/2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Palavras do Professor: Educação Popular – instrumento de libertação

Para além do pragmatismo banal, acreditamos que uma outra sociedade é possível
(Texto encaminhado pelo Professor Roberto Mansilla)

I. Considerações Iniciais
Este texto reflete algumas ponderações e considerações, ainda que iniciais, com o objetivo de dialogar com uma série de companheiras(os) militantes. Achamos ser possível construir e desenvolver um trabalho em comum, independentemente de seus matizes filosóficas ou de suas tendências no seio da esquerda.
O objetivo deste material se expressa na tentativa de unificar uma proposta em conjunto, tanto dos companheiros que trabalham dia-a-dia em escolas do estado e do município, e rede privada, como das(os) que desenvolvem trabalho alternativo em pré-vestibulares comunitários, creches ou alfabetização de adultos, sejam em ocupações (urbanas e rurais) ou em favelas. Isso sem contar em eventos como palestras, debates, seminários, etc.
Nesse sentido, as demandas que surgem no seio de nossa classe são inúmeras. Por isso, não basta o esforço individualizado de poucas(os) companheiras(os), mas sim a aglutinação de esforços de tantas(os) camaradas quanto for possível. Para que possibilitem a construção de respostas coletivas à todas as alternativas que têm aparecido.
Ressaltamos que essas reflexões têm, primeiramente, o objetivo de estimular o debate. Sendo assim, não trazemos um material pronto e acabado. Se fosse, estaríamos negando o princípio básico do marxismo, a dialética.
Assim, cabe à todas(os) nós: correções, acertos, inclusões, restrições, etc., afim de estarmos possivelmente caminhando juntos, o que certamente esperamos.
II. Caracterizações básicas
Desde a colonização portuguesa, a educação do povo foi pensada pelos dominadores, ou por seus
representantes, para a dominação. Como os padres jesuítas – os primeiros a “educar” o povo brasileiro: os nativos de várias nações, generalizados como “índios”. Uma educação com um forte cunho ideológico religioso (católico) – a catequese, que quer dizer doutrinamento, ensino, propaganda (mesmos sinônimos para a “educação” de hoje).
Os professores eram os exigentes padres-mestres que ensinavam as primeiras letras (o “b-a-bá”), as primeiras contas e as indispensáveis orações, nas aulas de ler, escrever e contar. As aulas eram uma tortura, os mestres uns carrascos. Suas vítimas eram os filhos do senhor e, muitas vezes também, os filhos dos trabalhadores livres do engenho.
No Brasil colonial, saber era decorar: a tabuada, as regras da língua portuguesa, os dez mandamentos da Igreja Católica, os pecados capitais, os nomes dos reis de Portugal. Nada de Ciência, quase nenhuma arte, pouca reflexão.
A maioria dos colégios era dos jesuítas. Os colégios da Companhia de Jesus no Brasil tinham quatro graus de ensino: o curso elementar, o de humanidades, o de artes e o de teologia. Tal como nas escolas européias medievais, a hierarquia e a disciplina, incluindo os castigos corporais, eram consideradas educativas e facilitavam o ensino do senso de responsabilidade e a obediência à autoridade. E os meninos que terminavam o curso de humanidades, e que tinham recursos, iam para Coimbra, Portugal para fazer os cursos superiores de Filosofia e Teologia. Ou talvez
Direito e Medicina. Voltando ao Brasil, formavam uma pequena elite intelectual com pouco conhecimento de atividades técnicas – num período em que não havia a preocupação com o ensino profissional.
E o analfabetismo das meninas (filhas dos senhores de engenho) era considerado virtude:
Menina que sabe muito
É menina atrapalhada
Para ser mãe de família
Saiba pouco ou saiba nada.(1)
Mesmo depois que o Brasil deixou de ser colônia, até o século XIX a situação da maioria das mulheres continuou praticamente a mesma: a mulher deve dar-se por muito satisfeita quando sabe dizer corretamente suas orações e copiar receita de goiabada. Mais do que isso é um perigo para o lar.
E para a maioria da população, o povo (agora, composto por negros africanos ou descendentes, mestiços e índios)? Nenhuma educação. No máximo, a do chicote para “aprender” a trabalhar.
Num Brasil cada vez mais negro, a educação do povo era só aquela da resistência da capoeira (que preparava a fuga para os quilombos) e da religiosidade (camuflada pelo sincretismo). E a educação nos quilombos feita como nas tribos indígenas, nos moldes das sociedades de comunismo primitivo. Ler e escrever só através de algumas iniciativas individuais ou coletivas como entre os negros islamizados da Bahia, de origem malê, que eram letrados no (al)corão.
No Brasil independente, sob dominação econômica e comercial da Inglaterra, sua influência e a de outros países da Europa iam modificando os costumes imperiais brasileiros. O padrão de cultura europeu era valorizado e espalhado, mas ler continuou sendo um hábito pouco estimulado. No Rio de Janeiro capital do Império só haviam duas livrarias – especializadas em catecismos, vidas de santos e livros de orações.
Tempos modernos exigiam novas idéias e o Imperial Colégio de Pedro II, criado em 1837, foi inspirado nos liceus franceses, com seus estudos literários e humanistas, Matemática, Ciências e Educação Física, formava os “bacharéis de letras”, que podiam entrar direto no ensino superior, ou seja, sem o vestibular dos dias de hoje. E, como “colégio-padrão”, deveria ser modelo para os colégios de todas as províncias do império, onde os meninos estudavam o solo da cidade de Paris. O ensino primário atendia a menos de um décimo da população. Mudam as relações de dominação e as novas necessidades em termos de educação não mudam a intenção de manter o
conhecimento exclusivo para os filhos das classes dominantes e, portanto, a não inclusão é história antiga. O Brasil era (e deixou de ser?) uma “ilha de letrados num mar de analfabetos”. Os poucos das classes populares que tiveram acesso só confirmam o padrão elitista.
Uma dessas mudanças, a criação na metade do século XIX, de colégios internos com novo regime escolar que não utilizava mais os castigos físicos, mas tudo era rigorosamente regulamentado. E os jovens que viviam nos internatos recebiam a formação que precisavam para desempenhar seus novos papéis na sociedade, não mais de senhores de engenho, mas de: juízes, advogados, médicos, engenheiros e farmacêuticos. No Brasil independente, o Estado devia ter o compromisso de educar seus futuros dirigentes, preparando-os para dirigir não só os negócios do
pai, mas também os negócios da nação.
Desde então, todas as políticas pensadas e implementadas para o povo mantiveram essa lógica da dominação, inclusive com a criação de estruturas diferenciadas de educação para os filhos das elites e para os filhos das classes populares. Sendo intencionalmente excludente, não se propondo a abranger a todo o povo o acesso ao conhecimento.
E, com o advento do capitalismo essa lógica se mantém. As mudanças na estrutura econômica e,
conseqüentemente, nas formas de dominação, trouxeram necessidades novas em termos educacionais para atender as demandas do capital. Como, por exemplo, a qualificação da classe operária em atendimento à necessidade do capitalismo de trabalhadores especializados. Mas, a educação continuava não sendo pensada para todo o povo, continuava sendo elitista, excludente e para a dominação.
Com o Estado de bem estar social, ainda que permitisse o acesso restrito do proletariado aos serviços essenciais (saúde, educação, transporte, habitação e saneamento), não permitia uma qualidade de vida digna. E, após as sucessivas revoluções tecnológicas, iniciada em meados dos anos 70 e ocorridas até o final do século XX, contribuíram para a diluição do Estado, assim sendo, sucateando os serviços essenciais até então oferecidos ao proletariado. Vale à pena ressaltar que estamos no marco do sistema capitalismo de produção. E, portanto, não se propunha a uma educação universal.
Em detrimento da acumulação de capital das grandes multinacionais são intensificadas, por parte do Estado burguês, propostas de cunho paternalista e assistencialista, cujo objetivo central é canalizar o proletariado à submissão, passividade, inércia, perda de auto-estima, até mendicância. Hoje, podemos identificá-las em programas governamentais como: Fome Zero, Bolsa Escola, Cheque Cidadão, farmácia, hotel e restaurantes populares, entre outros. Nesse sentido, chega a aberração por parte do Estado de oferecer “certidão de miserabilidade” a um ser
humano, para que ele possa em cartório tirar certidões, documentos, etc.
Nos últimos anos, o processo de sucateamento e dilapidação do sistema educacional, têm se tornado mais evidente ora pelas sucessivas denúncias e artigos veiculados pela própria mídia burguesa, ora pelas greves dos profissionais da educação, que vêm denunciando o péssimo sistema educacional. O censo escolar apontou 22 mil escolas no Brasil que nem banheiro possuem. Devido a burocratização e furos na lesgilação, feitos de forma premeditada, apodrecem toneladas de merendas escolares nos depósitos do MEC (Ministério da Educação e Cultura); isso sem contar no atraso na entrega dos materiais escolares, amontoados nos mesmos depósitos.
Porém, o mais comum continua sendo o desvio de verbas para pagamento de juros às multinacionais e à ciranda financeira, em especial aos donos dos bancos Bradesco e Itaú.
Como podemos ver, não têm mais como escamotear o estado caótico, que vive, ou sobrevive, o sistema educacional.
Outro fator, também importante, é o fato de que 57 milhões de brasileiras(os) vivem com menos de R$90,00 mensais. Sem perder de vista que, pelo último senso do IBGE, a população era em torno de 180 milhões e, portanto, quase 1/3 da população vive abaixo da linha de miséria. Miséria essa, melhor dizer: índice esse, que o atual governo afirma ter abaixado drasticamente para 22 milhões. Esse índice pode ser uma das explicações para o porquê de tantas crianças terem na merenda escolar sua única refeição do dia.(2)
Ainda temos que destacar o alto índice de evasão escolar, devido principalmente à exploração do trabalho infantil, muitas das vezes, escravo. Mais comum nas regiões rurais, também é bastante presente nos grandes centros urbanos. Seja nas plantações de cana de açúcar, algodão, na construção civil (no eixo sul-sudeste) ou nas pedreiras e carvoarias (norte e centro-oeste); ou na forma mais cruel, o mercado macabro da prostituição infantil, tão explorado na região do nordeste, mas intensificado e alastrado pela Internet.
O turno de trabalho dessas crianças é em torno de 10 à 16 horas diárias, na maioria dos casos, ganhando de R$0,02 a R$0,07 por hora, sendo que por dia roda em torno de R$0,20 a R$0,32. Numa semana, que costuma ser de sete dias de trabalho, já que não têm descanso, o valor seria de R$1,40 a R$2,24, o que mensalmente chegaria a fabulosa quantia de R$5,60 a R$8,96(!). Esse é o salário de uma criança que deveria estar brincando e estudando, em vez de estar trabalhando para ajudar, com essa miserável quantia, no orçamento familiar.(3)
Neste quadro caótico, como pensar que uma criança venha a ter algum aprendizado na escola, estando cansada, extenuada, sem contar a péssima alimentação. Porém, ao ensinar o alfabeto, a soletrar e balbuciar seu próprio nome, ou a desenhar as letras do alfabeto construindo nomes próprios, o MEC apresenta como se fossem dados da diminuição do analfabetismo. No entanto, isso não passa do que podemos considerar como analfabetismo funcional. Ou seja, ao saber pronunciar e desenhar o seu próprio nome considera-se “alfabetizado”. Contudo, não sabe interpretar o que lê. Dessa forma, concluímos que o projeto educacional do Estado está centrado em construir uma sociedade imbecilizada de robôs úteis à manutenção do sistema.
Se levarmos em consideração que no maior estado da federação (SP) somente 11% das crianças em idade escolar estão matriculadas nas creches públicas. Esta defasagem acarreta um número ainda menor no ensino médio.
Dos 700 mil jovens matriculados nas escolas estaduais por ano, somente 400 mil concluem o ensino médio. Destes, somente 4 mil ingressaram na universidade, ou seja, 1% dos que concluíram o curso. Porém se levarmos em consideração o número inicial de 700 mil, cai para 0,56%, aproximadamente. No entanto este montante reduz ainda mais, se formos destacar as dificuldades encontradas no decorrer do curso, o que gera um alto índice de evasão, totalizando em números finais: 0,1% dos 700 mil que ingressaram. Ou seja, há proposta mais perversa e excludente do que esta? Os dados respondem por si só, são incontestáveis, pois foram fornecidos pelo próprio Estado.(4)
III. O que pensamos e propomos
Em primeiro lugar, questionamos as terminologias “educar” e “formar”, intimamente ligadas à estrutura do capital, observadas na metodologia de enquadrar, moldar, condicionar e submeter desde cedo aos hábitos, costumes, valores e cultura da sociedade burguesa. Citamos como exemplo os métodos adotados no primeiro ciclo do ensino fundamental (1a. a 4a. séries), no processo de alfabetização, onde já começam a ser desenvolvidos e embutidos uma série de elementos formadores da sociedade de mercado: individualismo, competição, preconceito e
discriminação. Ou seja, a estrutura atual é altamente perniciosa, direcionada a manter a hegemonia do sistema capitalista.
E a didática utilizada, quase doutrinária, vai destruindo a capacidade de criação, inviabilizando a construção do sujeito crítico. Vemos que o sistema educacional é altamente repressor e totalitário.
A criança é doutrinada, desde cedo, à submissão e à passividade. O que mais escutam é “isso não”, “cala a boca”, “não mexa nisso”, enfim, nada pode explorar, refletir, elaborar. Isto é, uma formação para mais tarde se tornar um sujeito bem moldado para as necessidades do capital.
Outro aspecto a ser questionado é o papel do(a) “professor(a)”, que deveria ser um veículo, um meio de subverter, de atrair a atenção das(os) alunas(os) para criativamente trocar, de forma mútua, idéias, informações e conhecimentos. Fundamental na construção do sujeito ativo, com capacidade de construir crítica e autocrítica.
Devendo buscar sempre novos dados, informações e conhecimentos, pois são coletivamente acumulados e, como patrimônio da humanidade, devem ser repassados à frente e não retidos para interesses meramente pessoais. O(A) “professor(a)” deve, portanto, abolir critérios ditatoriais e “messiânicos” (verdade absoluta, leitura dogmática, religiosa), onde, munidos do diário de classe e de uma caneta vermelha, decidem aprovar ou reprovar a(o) aluna(o)
sem considerar o contexto ao qual ele, “professor”, está inserido e colocando-se acima do bem e do mal. Isto, vezes, é reflexo do que esse(a) professor(a) teve contato na academia, em preparação final para ser tragado pela sociedade de mercado.
Em nossas modestas considerações, estamos tentando um novo caminho e propondo as(aos) demais companheiras(os) construir em conjunto, tendo como base central a perspectiva de uma sociedade justa, humana e igualitária. E estamos convictos que, para tal, o ponto de partida está na construção de sujeitos ativos do processo histórico.
Pois, de nada adiantará nossos esforços se não apostarmos na capacidade de desenvolver e estimular formulações, elaborações, pensamentos, interpretações e questionamentos. Pontos chaves para o despertar da consciência. Enfim, possibilitar a construção de seres capazes de caminhar e trilhar o seu próprio caminho.
Nesse sentido, estamos embuídas(os) em construir algo que se diferencie, se não for isso, não estaremos contribuindo com uma nova sociedade, mas sim, reproduzindo os métodos vigentes.
Se não nos constituirmos enquanto militantes “querrilheiros” da informação e do conhecimento, jamais iremos colaborar para a construção de novas relações sociais.
Informação + Conhecimento = Poder
Várias entidades e instituições são preponderantes para o capital, e podemos afirmar com convicção, que dentre elas o sistema educacional, somado aos meios de comunicação (aliado fundamental de massificação em larga escala), é hoje alicerce e pilar central do capitalismo moderno.
E, para rompermos com a alienação e imbecilização atuais, temos que estar dispostos à disputar consciência. É nesse sentido que temos pautado a nossa atuação, em especial com os pré-vestibulares populares. Porém temos que nos aperfeiçoar e nos capacitar melhor em relação a criação de creches nos guetos urbanos, nas áreas rurais e nas ocupações. Em especial, nas ocupações urbanas, para desenvolver projetos de alfabetização de adultos, metodologias para debates e palestras, com dados e informações atualizadas. Além de atividades extracurriculares.
Propomos discutirmos metodologias e didáticas que levem em consideração o espaço no qual estamos inseridos. E, embora tenhamos pouco ou quase nada formulado nesse sentido, com relação ao Pré-Popular, base de nossa atuação, estamos acumulando alguns princípios básicos:
1. Independência e autonomia;
2. Apostamos na capacidade de criação das(os) próprias(os) alunas(os) em gestar o processo, onde todos os passos para o funcionamento são formulados e construídos por todas(os);
3. Perceber a importância e estimular a construção do sujeito crítico e ativo, sendo fundamental deixar claro que, para toda e qualquer situação, as deliberações cabem as(aos) alunas(os) e, assim, irão perceber que aquele espaço é coletivo, que cada um ajudou a construir. Para, dessa forma, assumirem uma responsabilidade direta e uma consciência crítica, o que não seria possível na base da imposição;
4. Construir um rede para trocar experiências, métodos e didáticas.
IV. Considerações Finais
Para finalizarmos, estamos propondo construir coletivamente um novo caminho a ser trilhado. Isso é possível, basta que estejamos predispostos a caminhar juntos. Nossa principal arma no momento é propagandear e difundir que uma nova sociedade é possível. Para tanto, temos que romper com a inércia, a passividade, a submissão, a leitura do ‘pobre coitado’, com as práticas individualizas, as políticas paternalistas e assistencialistas tão presentes e incorporadas por muitos setores nos dias de hoje, inclusive muitos que se intitulam enquanto “esquerda”.
Temos que nos despir da herança colonial, priorizando o resgate de nossa identidade cultural, as nossas raízes e origens, a luta de nossas(os) ancestrais.
A construção de uma sociedade crítica, onde sejamos capazes de decidir nossos próprios rumos, precede recuperar a vida, a auto-estima, a coletividade, o sentimento de grupo, a sensibilidade, a dignidade, o respeito à si e às(aos) companheiras(os).
Pois bem, já é tempo de nos reerguermos e cabe a nós dar os primeiros passos. Em nada adianta falar na derrocada da sociedade capitalista burguesa, se não fazemos nada objetivamente contra isso. E, para começarmos a derrubar seus pilares de sustentação, primeiro temos que disputar a consciência e transformá-la em consciência de classe (proletária) ativa e presente.

José Roberto Magalhães e Marlana Rego Monteiro dos Santos
(Projeto Pré-Vestibular para Trabalhadores/SindpdRJ – formação@sindpdrj.org.br
Fórum de Educadores Populares - seminarioeducpop@yahoogrupos.com.br)

(1) Dados do livro “Brasil Vivo: uma nova história da nossa gente– Vol. 1” – ALENCAR, F.; VENÍCIo, M. e CECCOn, C.
(2)Dados do IBGE, 2000.
(3) Dados do Ministério do Trabalho
(4) Censo da secretaria Estadual de Educação de São Paulo (2002).

Manifestação em frente à ALERJ (15 de setembro)

Passeata dos professores(15 de setembro)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Enquete do Jornal do Brasil

Você acha que o professor do Estado do Rio tem seu trabalho valorizado?
Sim
5.3%
Não
94.7%


Resultado verificado no dia 17 de setembro às 20h18min

Participe desta enquete clicando em: http://jbonline.terra.com.br/enquete.asp?cod=Rb

Lançamento do livro: Proletarização do Professor


Companheir@s, acabamos de participar de um movimento muito importante em defesa da carreira do magistério na rede estadual. Precisamos aprofundar as análises em relação aos ataques a nossa carreira que vêem ocorrendo a nivel mundial. Nesse sentido a CONLUTAS/educação(RJ), convida os profissionais de educação a participarem deste debate, que retrata nossa realidade e nos impõem um desafio. A professora paulista, Aurea Costa, procura contribuir c/ esse debate através do seu livro, ela estará presente no lançamento do livro no RJ, agora só falta você....Estarei te esperando...

Até lá.... Vera Nepomuceno

ATO PÚBLICO NA MARÉ

OUTRA MARÉ É POSSÍVEL:
PELA VALORIZAÇÃO DA VIDA E
O FIM DA VIOLÊNCIA.

No domingo, 20 DE SETEMBRO, haverá um ato organizado por moradores, associações, igrejas e organizações de dentro e de fora da Maré. Em um momento em que se tornou impossível conviver com os constantes conflitos, cabe a nós, os moradores da Maré, declarar nosso luto e clamar pela paz. Não agüentamos mais a violência e queremos exigir o fim dos confrontos armados que nos tiram a liberdade e a vida.
Realizar um ato público na Maré significa deixar claro que, nós moradores, não aceitamos que vidas sejam interrompidas, como em junho deste ano, quando dezenas de pessoas foram assassinadas na comunidade, sem contar os feridos. De lá para cá, o número de vítimas só aumenta. A imprensa não noticia. Os governantes ignoram. Quando fazem algo, apenas repetem a ação repressora que costumam utilizar nos espaços populares, gerando mais violência. Entendemos que as ações do Estado não podem ser as mesmas que vêm ocorrendo historicamente nas favelas. Sendo assim, queremos a partir desse ato criar um movimento que luta por outra segurança pública como direito dos moradores da Maré e de todos os espaços populares.
Se para muitos a vida por aqui vale pouco, para nós, moradores, ela é sagrada e deve ser valorizada, sempre. Em memória de todas as vítimas da violência, nos uniremos para defender a vida e pedir a paz nas 16 comunidades da Maré.

NÃO QUEREMOS NOSSAS ESCOLAS VAZIAS!
NÃO QUEREMOS NOSSAS CASAS INVADIDAS!
NÃO QUEREMOS NOSSA COMUNIDADE ÁS ESCURAS!
QUEREMOS NOSSAS CRIANÇAS BRINCANDO NAS RUAS E NAS ESCOLAS!
QUEREMOS A LIBERDADE DE PODER CHEGAR E SAIR DE CASA A QUALQUER HORA!
NÃO QUEREMOS NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA!
NÃO QUEREMOS MAIS CORPOS NO ASFALTO!
QUEREMOS A VIDA DO POVO DA MARÉ RESPEITADA ANTES DE TUDO!

Endereço:Via A1 com rua 14 - Vila do João

Participe! Faça Parte dessa luta!
Att,Comunicação da REDEShttp://www.redesdamare.org.br/3104-3276

Deseducação

Governo policialesco
Não diga que é refresco
O seu spray de pimenta.
Nem um pouco pitoresco
Chega mesmo a grotesco
O furor que violenta.
No asfalto está caído
O professor ferido
Por ação que foi bastarda.
Revólver em seu sentido
Pois soldado é dirigido
Por quem não honra a farda.
Ah, Educação tão pobre
Pois é pública e embora nobre
Não é mais prioridade.
Que cidadania cobre
Para que nunca mais sobre
Da Escola, a mocidade.
Prof. Antonio Francisco
Rede estadual (aposentado)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Rede estadual fará manifestação e panfletagem na Bienal do Livro no próximo domingo

A assembléia da rede estadual deliberou por uma panfletagem com ato de protesto na entrada da Bienal do Livro para denunciar a violência e o descaso do govenador Sérgio Cabral contra os profissionais da rede estadual. O ato, que será realizado a partir do 12h, consistirá numa panfletagem para a população na porta do evento e contará com a exibição de um banner gigante com uma ilustração sobre o massacre promovido contra os profissionais das escolas estaduais na porta da Alerj, no último dia 8 de setembro.
O Sepe convoca a categoria para participar da manifestação, com objetivo de manter a pressão sobre o governo estadual e, assim, arrancar dele o atendimento das reivindicações da categoria.

DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLÉIA DA REDE ESTADUAL DO DIA 15/09/2009.

Suspensão imediata da greve; Mantido o “estado” de greve;
Calendário aprovado:
19/09 (sábado) – 14 horas: Plenária de 40 horas, Animadores Culturais e Funcionários Administrativos. Local: auditório do Sepe, no 7º andar.
20/09 (domingo) – 12 horas: Protesto no encerramento da Bienal, com distribuição de material e adesivos.
23/09 (4ª feira) – Reunião da Deputada Aparecida Gama com a Comissão de Negociação (serão seis membros definidos pela Direção Estadual).
05/10 (2ª feira) – Paralisação Geral da Rede Estadual:
Manhã: Acompanhar audiência
da Comissão com o secretário Sérgio Ruy, na SEPLAG às 11 horas.
Tarde: Assembléia Geral – às 14 horas – auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar - centro).
06/10 (3ª feira) – 10 horas – Assembléia dos Animadores Culturais. Local: auditório do Sepe, 7º andar.
Outras Deliberações:
Campanha política desgastando Sérgio Cabral, confecção de camisetas e faixas criticando sua “violência” salarial e policial;
Campanha de eleição de representantes (1/50), nas regionais e núcleos, integrados com a organização estudantil;
Plebiscito consultando a comunidade escolar sobre o fim dos PII na rede estadual.

Direção Estadual do SEPE

Escola municipal que fica ao lado do Palácio Guanabara é assaltada

Publicada em 16/09/2009 às 09h48min Waleska Borges - O Globo e CBN
Leia esta notícia em:
RIO - Mais uma escola municipal foi assaltada em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, em menos de uma semana. Na madrugada desta quarta-feira, a Escola Municipal Anne Frank, na Rua Pinheiro Machado, foi arrombada por ladrões. O colégio é vizinho de muro do Palácio Guanabara, sede do governo. O furto foi percebido pela diretora nesta manhã.
Segundo a Secretaria municipal de Educação, por causa do arrombamento, os 219 alunos do colégio tiveram as aulas suspensas no turno da manhã. A polícia fará uma perícia na escola, e o caso foi registrado na 9ª DP (Catete).
Na segunda-feira, pelo menos 240 alunos da Escola Municipal Senador Correa, na Rua Esteves Júnior, também em Laranjeiras, ficaram sem aulas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as aulas do primeiro turno da escola foram suspensas por causa de um arrombamento no colégio.
Segundo a polícia, o colégio foi invadido por bandidos durante o final de semana. PMs estiveram no local fazendo um levantamento do que foi roubado. Ainda não há informações sobre o crime, nem se há ligação com o roubo registrado nesta quarta-feira.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL DO RIO SERÁ NO SINDJUSTIÇA NO DIA 26/9

O Sepe convoca os profissionais de educação da rede municipal do Rio para a assembléia geral que será realizada no dia 26 de setembro, no auditório do Sindjustiça (Travessa do Paço, 23/13º andar – Praça XV). Até a realização da assembléia, as Regionais deverão realizar suas assembléias locais e promover a eleição de representantes de escolas. Na parte da manhã, será realizado um encontro de profissionais das creches municipais.

Se não abrirmos os olhos, vai tudo para a PRIVADA!


Charge publicada em: http://www.medioparaiba.com.br/blog/

A ditadura continua companheiros!


Profissionais de educação das escolas estaduais suspendem greve

Plantão O Globo
Publicada em 15/09/2009 às 19h53min

RIO - Os profissionais de educação das escolas estaduais do Rio decidiram, no início da noite desta terça-feira, após assembleia no auditório da Academia Brasileira de Imprensa, suspender a greve iniciada no último dia 8 e voltar às aulas nesta quarta-feira. No entanto, os professores entrarão no chamado "estado de greve", ou seja, se as negociações com o governo não avançarem, as atividades podem ser novamente interrompidas.
A categoria reivindica o pagamento da gratificação do programa Nova Escola em um parcelamento menor do que aquele aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio na semana passada e sancionado pelo governador Sérgio Cabral, além da inclusão dos profissionais de 40 horas no plano de carreira do estado.
Ficou agendada uma audiência entre o secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, e o sindicato estadual dos profissionais de educação para o dia 5 de outubro, onde será discutida a situação dos professores de 40 horas. No dia da audiência, as escolas estaduais farão ainda uma paralisação de 24 horas, com uma vigília em frente à sede da secretaria, no Centro do Rio, a partir das 11h.

Notícia publicada em: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/15/profissionais-de-educacao-das-escolas-estaduais-suspendem-greve-767624331.asp

Profissionais das escolas estaduais decidem suspender greve

Os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram há pouco, em assembleia no auditório da ABI, no centro do Rio, suspender a greve iniciada no dia 8 de setembro e voltar às aulas amanhã. A categoria entrou em greve para reivindicar o pagamento da gratificação do Nova Escola em um parcelamento menor que aquele aprovado pela Alerj na semana passada e sancionado pelo governador Sérgio Cabral (parcelamento que terminará somente em outubro de 2015), além da inclusão dos profissionais de 40 horas no plano de carreira.

Outra decisão da assembleia foi entrar em “estado de greve”, o que significa que, se as negociações com o governo não avançarem, a greve poderá recomeçar. O secretário estadual de Planejamento (Seplag), Sérgio Ruy Barbosa, agendou uma audiência com o Sepe no dia 5 de outubro (segunda-feira). O secretário já antecipou à imprensa que discutirá a situação dos professores de 40 horas nessa reunião. Hoje, a assembleia também decidiu que, no dia da audiência, as escolas estaduais farão uma paralisação de 24 horas, com uma vigília em frente à sede da Seplag, na Rua Erasmo Braga (Centro), a partir das 11h, quando terá início a reunião. Às 14h, ocorrerá assembleia em local a confirmar.

Hoje foi realizado um ato público em frente à Alerj e dessa vez os tristes incidentes proporcionados pela PM na semana passada, reprimindo a categoria com violência, não se repetiram. Logo após o ato público, ocorreu uma passeata da Alerj até a Cinelândia, passando por toda a Avenida Rio Branco. Na marcha, professores e funcionários cantaram diversas músicas contra o governador Sérgio Cabral (que está em Paris). Após a passeata, a categoria se dirigiu para o auditório da ABI, onde foi realizada a assembleia.
Vamos manter a mobilização e garantir a inclusão dos profissionais de 40 horas no plano de carreira, a incorporação do Nova Escola ainda nesse governo e o abono dos dias parados!

PARALISAÇÃO DE 24 HORAS DIA 5 DE OUTUBRO!

Professores da rede estadual de ensino fazem assembleia para decidir se continuam em greve

Publicada em: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/15/professores-da-rede-estadual-de-ensino-fazem-assembleia-para-decidir-se-continuam-em-greve-767616156.asp
Bom Dia Rio e O Globo

RIO - Os professores da rede estadual de ensino fazem nesta terça-feira uma nova assembleia para definir se mantêm ou não a paralisação. Eles querem que o governo do estado inclua, no plano de carreira, os profissionais que trabalham em regime de 40 horas e que a gratificação do programa Nova Escola seja incorporada ao salário até o ano que vem. A greve já dura uma semana e os pais e alunos estão preocupados com o calendário escolar, que já havia sido alterado em função da gripe suína.
Nesta segunda-feira, cinco professores que ficaram feridos na manifestação por reajuste salarial na semana passada foram à 1ª DP (Praça Mauá), onde registraram a ocorrência contra os policiais e pediram exames de corpo de delito. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), os professores feridos por estilhaços das bombas de efeito moral e das balas de borracha ainda estão recebendo atendimento médico, por causa da gravidade dos ferimentos e se encontram impossibilitados de trabalhar.
Os professores devem entrar também com uma ação na Justiça contra o estado por causa da violência da Polícia Militar ocorrida em frente à Alerj.

Professores da rede estadual se reúnem para decidir os rumos da greve

Bom Dia Rio
Notícia publicada em: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1304494-9101,00-PROFESSORES+DA+REDE+ESTADUAL+SE+REUNEM+PARA+DECIDIR+OS+RUMOS+DA+GREVE.html
Professores querem que o estado inclua, no plano de carreira, os profissionais que trabalham em regime de 40 horas e pedem gratificação no salário a partir do ano que vem.
Professores da rede estadual fazem nesta terça-feira (15) mais uma assembleia para definir os rumos da greve, que já dura uma semana. Eles querem que o governo do estado inclua, no plano de carreira, os profissionais que trabalham em regime de 40 horas. Outro pedido é que a gratificação do programa Nova Escola seja incorporada ao salário até o ano que vem. Na segunda-feira (14), cinco professores foram à delegacia da Praça Mauá, para pedir exames de corpo de delito. Eles querem provar que PMs agrediram manifestantes em frente à Assembleia Legislativa na semana passada. O grupo pretende entrar com ação na Justiça.

Só parte dos feridos na Alerj prestaram depoimento e fizeram exames no IML ontem

No final da tarde de ontem, o Sepe acompanhou a ida de oito profissionais feridos nos incidentes com a PM na Alerj (no dia 8 de setembro) para prestar queixa na 1ª Delegacia Policial (Centro). Os professores foram acompanhados por um advogado do Departamento Jurídico do sindicato e os policiais encarregados do registro escalonaram a prestação de depoimentos, ouvindoi três da vítimas ontem e marcando o restante para o dia de hoje. Logo depois, os três profissionais que prestaram depoimento ontem foram encaminhados para exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML), onde os peritos comprovaram a gravidade dos ferimentos produzidos por estilhaços das bombas de fragmentação lançadas pela Polícia Militar na multidão.
De acordo com o advogado do sindicato, o primeiro passo para apurar as responsabilidades das autoridades policiais e do governo do estado foi dado ontem com a prestação dos depoimentos (que continuará durante o dia de hoje) e com os exames de corpo delito. O Sepe vai entrar com uma ação para comprovar a responsabilidade do comando da PM e do governo do estado no caso, solicitando a punição de todos os culpados. Posteriormente, o sindicato vai entrar com uma ação civil para resguardar os direitos destes profissionais (tratamento de saúde e indenização por danos morais e lesão corporal).

EDUCAÇÃO

Texto de autoria do professor aposentado da Rede Estadual, Antonio Francisco

Vai de mal para pior
Educação vira pó
Saibam todos os eleitores.
Seu Cabral, será melhor
Sem mentira no gogó
Tratar bem aos professores.
Com recursos do trem-bala
O bom senso não se cala
Quanto a prioridades.
O povo sabe que é mala
Quem coloca numa vala
Toda nossa identidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Palestra com o Prof. José Pacheco (Escola da Ponte)

A palestra com o José Pacheco vai ser essa quarta-feira 16 às 17:30 no Teatro Mario Lago (Colégio Pedro II de São Cristovão) e será preparatória para o I Congresso de Educação do Sindscope (http://www.sindscope.org.br/) Sindicato dos Funcionários do Colégio Pedro II.

José Pacheco é um dos idealizadores da Escola da Ponte, escola libertaria portuguesa que durante 30 anos se negou a trabalhar seguindo a política educacional do Estado, criou seu próprio modelo de educação desenvolvendo os princípios de solidariedade, responsabilidade e autonomia.

A indicação desta palestra foi feita pelo Prof. Luiz Baltar.

Sepe ganha liminar que obriga prefeitura do Rio convocar merendeiras aprovadas em concurso:

A juíza da 14ª Vara de Fazenda do Tribunal de Justiça do Rio, Neusa Regina Larsen de Alvarenga Leite, aceitou o pedido de liminar do Sepe para que a prefeitura do Rio convoque cerca de 500 merendeiras aprovadas em concurso público. A prefeitura alegou para não convocar as aprovadas que utilizaria mão de obra terceirizada, contratada pela Conlurb. Este argumento não foi aceito pela juíza em sua sentença ao escrever “que o procedimento adotado pela Administração (prefeitura) não atende às funções a serem exercidas pelo cargo a ser preenchido pelo concurso, representando apenas uma forma de suprir, em caráter emergencial, o trabalho a ser executado”.
O Sepe, em audiência com a Secretaria de Educação Municipal, apresentou o impacto no orçamento da prefeitura para a contratação das concursadas, que é cerca de R$ 3,3 milhões/ano, mostrando que a relação custo-benefício é amplamente favorável para a contratação das merendeiras pelo regime estatutário.

Grupo de profissionais feridos pela PM na Alerj prestará queixa hoje

O Sepe encaminhará à Delegacia e ao IML nesta tarde, um grupo de cinco profissionais de educação que foram feridos pela PM nos incidentes ocorridos na frente da Alerj, no dia 8 de setembro, quando a polícia lançou bombas de efeito moral e deu tiros para cima da categoria, que realizava uma manifestação em defesa do plano de carreira e da incorporação do Nova Escola, entre outras reivindicações.
O grupo irá primeiro até a Delegacia resposável pelo policiamento daquela área e, depois, deverá ser encaminhado pela polícia para realizar exames de corpo delito no IML. O Departamento Jurídico do Sepe vai acompanhar os profissionais e prestará toda a assistência jurídica para que eles possam ter resguardados os seus direitos, inclusive, entrando com ações na Justiça e exigindo do Estado indenização.

Greve na Rede Estadual

Todos ao ato na Alerj, nesta terça (dia 15/9), às 14h.
Assembléia geral na ACM (RUA DA LAPA 87 - 6º ANDAR), ÀS 17H.Vamos continuar mantendo a pressão nos deputados para garantir as nossas reivindicações!
Os profissionais de educação das escolas estaduais estão em greve até que o governo do estado atenda às reivindicações da categoria de inclusão dos profissionais que trabalham em regime de 40 horas e os funcionários administrativos no plano de carreira e de incorporar ainda neste mandato a gratificação do Nova Escola. A greve foi iniciada na terça-feira, dia 8.
AMANHÃ, dia 15, a categoria realiza um ato público em frente à Assembléia Legislativa (Alerj), às 14h, e, após o ato na Alerj, realizaremos uma assembléia geral, no auditório da ACM (Rua da Lapa, 86 - 6º andar - Lapa).

Professores do Rio de Janeiro continuam em greve

segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 12:33 Online
SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado
SÃO PAULO - Cerca de 40 mil funcionários da rede de ensino do Rio de Janeiro, um pouco mais de 50% do efetivo, dão continuidade hoje à paralisação iniciada na última terça-feira, segundo informações do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe). A categoria reivindica reajuste salarial de 16% já no próximo pagamento (outubro referente a setembro), com retroativo a maio e redução de carga horária para os funcionários administrativos de 8 horas para 6 horas. Os trabalhadores das escolas estaduais devem realizar amanhã um ato público em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) às 14h. Para depois da manifestação está programada uma nova assembleia para definir os rumos do movimento.

Confira esta reportagem em:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,professores-do-rio-de-janeiro-continuam-em-greve,434625,0.htm

domingo, 13 de setembro de 2009

Palavras do Professor: "Ratos E Urubus Larguem A Minha Fantasia" Ou Crítica Aos Profetas Moralistas, Udenistas, Do Apocalipse Do PT.

E Vê se nos Esquece!

Por Luis Augusto Borges Leão *
Publicado em resposta ao artigo: Palavras do Professor 'A Estrela (De)Cadente do PT' postado neste blog no dia 05/09/09
Basta, cansei de ler e ouvir as profecias sobre o fim do PT, do governo Lula e coisas do gênero realizado pelos políticos aliancistas defensores do moralismo udenista do PSTU, PSOL, PPS, DEM, PSDB, PV, pelos analistas econômicos, políticos, intelectuais e pseudo-intelectuais das universidades, globais, da grande imprensa. Não aguento mais os Jôs, Diogos, meninas do Jô, Anas Marias, pais e mães de santo ,videntes, ciganos e ciganas, adivinhos e adivinhas, cartomantes, numerólogos de plantão, ratos oportunistas que debandaram nos últimos tempos motivados por uma súbita crise de moralismo pequeno burguês de base udenista. Juro que esta será minha última reflexão sobre este tipo de assunto, isto porque eu tenho mais o que fazer.
Enfim estou cansado de ler e ouvir estas profecias desses urucas, hienas, abutres, urubus entre outros carniceiros de nossa elite política e econômica composta por conservadores, neoliberais, esquerdistas, voluntaristas que são influenciados pela ética e pelo moralismo pequeno burguês de cunho udenista e que desenvolve a política denuncista do quanto pior melhor que procura impedir os avanços das classes populares. Para esta elite tudo que o governo faz é uma merda, não presta, é ruim e sem propósito.
Esta elite que nada faz nada quer, nada conta, vive em suas torres de marfim, isolada, pura e verdadeira. Únicos revolucionários que procuram compreender a realidade a partir de uma teoria, se esquecendo de que esta mesma realidade é plural e diversa, muito mais rica do que qualquer teoria ou análise sobre a realidade.
Para estes intelectuerdas a verdade liberta e revoluciona. A meu ver política é que torna a verdade revolucionária, e ela se faz com quem pensa e age diferente, e os acordos feitos expressa a correlação de forças (o grau de luta de classe) que está presente na realidade da sociedade civil. Esta elite tem uma visão tática da democracia, suas ideias têm raízes no pensamento autoritário, positivista e udenista, não duvidam, não questionam suas verdades, opiniões e para o autor do texto que motivou este texto uma frase de Lênin "para se fazer uma omelete é necessário se quebrar os ovos"
Saudações Petistas e Cutistas
LUIS AUGUSTO
* Luis Augusto é Professor das Redes Municipal e Estadual e Diretor da Coordenação de Assuntos Educacionais desta Regional.

sábado, 12 de setembro de 2009

QUERIA DEFENDER MEU DIREITO’

Claudio Ciro Xavier*
Publicado no Jornal O Globo de 10/09/2009, página 26.

O que me faz chorar é que meus parentes, todos funcionários públicos federais, estão me pressionando para deixar o ensino público estadual. Eles têm vários benefícios, plano de saúde, e eu não tenho. Quando estava sendo atendido pelo corpo médico da Alerj, uma funcionária perguntou se eu tinha plano. Quando respondi que não, ela disse com sarcasmo que eu teria que ir para o Souza D’Or.Foi a primeira vez que fui para um hospital público. No Souza Aguiar, fiquei 30 minutos num corredor, sem atendimento. Depois fui atendido, e o médico constatou que havia uma bala de borracha alojada na minha coxa. Na emergência superlotada, ele disse que não podia retirar. Havia risco, por causa das condições do hospital, de eu ter uma infecção. Vou ter que voltar lá em oito dias para retirar.Agora estou em casa, com a perna esticada, saindo sangue e pus, tomando antibióticos, porque estava exercendo meu direito de me manifestar. Estudei em escola pública e ouvia meus professores dizendo que estavam indo lá para defender o nosso direito no futuro. Hoje sou professor de geografia e tenho duas matrículas. Numa, em Resende, gasto metade do que ganho só de condução.A outra é no Instituto de Educação, onde leciono para professoras há quatro anos. No dia da manifestação, cinco delas estavam conosco. Digo a elas que não apoio greve. Não sou baderneiro. Queria defender o meu direito. Agora estou a um passo de deixar o magistério.
* CLAUDIO CIRO XAVIER, de 34 anos, é professor estadual e foi ferido na manifestação

Faltam 1400 professores na Rede Estadual

Publicada em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/11/faltam-1-400-professores-na-rede-estadual-767580151.asp
Ruben Berta, O Globo
RIO - Responsável por 80% de todos os alunos matriculados no ensino médio fluminense, a rede estadual ainda carrega um problema crônico: a falta de professores. Apesar de a Secretaria de Educação não divulgar na internet os dados sobre a presença de docentes nas salas, o GLOBO teve acesso a dados conseguidos pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que mostram que há atualmente, somente na capital, cerca de 16.800 tempos de aula vagos, sem professor. Como cada profissional tem uma carga horária básica de 12 horas semanais, a estimativa é de falta de pelo menos 1.400 profissionais só na cidade do Rio.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que desconhece os dados a que o GLOBO teve acesso sobre falta de professores. O órgão também afirmou que "trabalha atualmente com carências pontuais de professores, ocasionadas por licenças, exonerações ou aposentadorias, casos que são cobertos com GLPs (dupla jornada) ou chamada de concursados".
No fim do ano passado, a Secretaria de Educação assinou um contrato com previsão de investimento de mais de R$ 100 milhões para a implementação e manutenção de um novo sistema de informática nas salas de aula, que inclui controle de presença de alunos e de professores on-line. Até agora, porém, segundo o próprio órgão, apenas 54 escolas foram integradas no sistema. A previsão é de que o projeto esteja concluído até o ano letivo de 2010.

Relembrando: AÇÃO DE PMS CONTRA PROFESSORES É CRITICADA

10/09/2009
Dimmi Amora, Jornal O GLOBO.
A atuação dos PMs durante uma manifestação de professores anteontem no Centro foi criticada por especialistas na área de segurança. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas durante o conflito, em que foram disparadas balas de borracha e detonadas bombas de gás e de efeito moral. A atitude de um policial, que apontou uma arma de fogo na direção de professores, foi considerada totalmente fora dos padrões.Parte dos 11 feridos teve ferimentos graves. O professor de educação artística Luiz Ricardo Pereira, de 38 anos, sofreu queimaduras de segundo grau na perna esquerda. Ontem, ele se recuperava em casa e durante algum tempo não poderá ir para o Colégio Estadual Lara Vilela, em Duque de Caxias, onde dá aulas há um ano.Com um salário de pouco mais de R$600, Luiz Ricardo contou que gasta quase um terço do que ganha com transporte. Ele disse que foi ferido porque uma das bombas explodiu no seu pé:— Estou lutando para continuar como professor. Na semana passada, uma colega deixou a escola. Os municípios da Baixada estão fazendo concurso oferecendo R$1.800 ao professor.
Confusão teria começado com guarda municipal
Professores que estavam no protesto anteontem reclamaram da truculência da PM. Há duas versões para o início da confusão. A primeira é que um guarda municipal teria tentado impedir os manifestantes de abrir um cartaz com nomes de deputados. A segunda é que o agente teria tentado evitar o uso de um carro de som. Teria havido uma discussão entre o guarda e um professor, que recebeu voz de prisão de PMs. Os manifestantes teriam tentado soltá-lo. Foi quando um policial teria apontado a arma para eles e feito dois disparos para o chão. A partir daí, foram disparadas balas de borracha e lançadas bombas, que feriram os manifestantes e também um policial. A partir daí, o despreparo dos policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes) e do Batalhão de Choque ficou evidente. De acordo com o coronel reformado da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, em casos de manifestação, a polícia deve estar sempre preparada para o pior. Ele afirma que, numa situação como essa, os policiais não devem estar com armas de fogo — não só para não ferir manifestantes, como para evitar que eles tomem as armas dos PMs. — A tropa nesse caso tem atuação coletiva. Tem que agir sob o comando de um oficial, que deve determinar todos os atos, inclusive os usos de bombas e balas de borracha, que só devem ser disparadas em manifestantes que estejam atirando objetos ou causando depredações. São técnicas básicas e universais de controle de distúrbio em países democráticos, onde o direito de manifestação é legítimo — afirmou o coronel
Professor asmático sofreu devido a gás lacrimogêneo]
Professor de sociologia da escola do Presídio Evaristo Morais, Mário Miranda, de 35 anos, sofreu também depois do confronto. Asmático, ele respirou gás lacrimogêneo e só pôde dormir após sessões de nebulização. Segundo Mário, a atuação da PM só reforça a imagem negativa da corporação. — Parece mais uma vez que é uma polícia contra a população — disse o professor. A Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto até ontem à noite.

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