sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rede municipal de Niterói decide entrar em greve a partir de 1º de agosto


Os profissionais das escolas municipais de Niterói decidiram entrar em greve a partir do dia 1º de agosto para reivindicar reajuste salarial e implementação do plano de carreira da edcuação municipal. A decisão foi tomada em assembléia geral da categoria que também decidiu fazer duas paralisações de 48 horas, nos dias 6 e 7 de julho e 12 e 13 de julho.

Os profissionais reivindicam da prefeitura 25% de reajuste salarial e data base, mas o governo anunciou um reajuste de 6,3% na data base mais 8,7%, perfazendo um total 15%, considerado abaixo das expectativas da categoria. Outra reivindicação considerada fundamental para a decisão da assembléia da rede municipal de Niterói de optar pela entrada em greve em agosto e por fazer as duas paralisações em julho é a não implementação de um plano de carreira que contemple as reivindicações de pagamento de triênios, de progressão de 15% entre os níveis da carreira e redução da carga horária para os funcionários administrativos.


Acesse o novo Blog do Sepe Niteroi

Leia a Carta Aberto do Instituto de Educação Carmela Dutra contra proibição da Metropolitana III de debate na unidade sobre a greve na rede estadual

Nós, professores do Instituto de Educação Carmela Dutra, que havíamos organizado uma atividade pedagógica programada para quarta-feira, 15 de junho, às 10 h, direcionada à comunidade escolar, com o intuito de esclarecer a perspectiva dos docentes a respeito da greve na rede estadual, informamos à população que fomos proibidos pela Coordenadoria Metropolitana III de realizar a mesa de debate “Docência, condições de trabalho e organização coletiva”. A atitude antidemocrática deste órgão teve o objetivo de encobrir as mazelas da educação pública estadual e gerar a desordem entre os participantes, já que estes ficariam sem lugar para o debate, expondo, consequentemente, professores, pais e estudantes a uma situação que poderia se tornar fora de controle e trazer problemas para as dependências do colégio. A atividade seria encerrada com um ato pacífico, com alunos, professores, funcionários e membros da comunidade em geral promovendo um abraço ao prédio do IECD. Diante disso, reafirmamos a necessidade de um amplo debate sobre as condições a que são submetidos, diariamente, professores e estudantes nas diversas escolas da rede estadual, como algumas que listamos abaixo.

A falta de condições estruturais de trabalho. 01. É comum nas escolas o uso de prédios provisórios, ocorrendo o compartilhamento de escolas municipais durante o dia com escolas estaduais à noite. Neste caso, soube-se, recentemente, que o Estado resolveu abrir mão de 22 dessas escolas, redistribuindo professores e estudantes. O grande problema é o fato de isso estar sendo feito em pleno ano letivo, de forma aleatória, causando inúmeros transtornos para esses professores e alunos. Por que não fazer um planejamento mais adequado projetando essas mudanças para o início do próximo ano letivo? 02. Muitos prédios antigos apresentam sérios problemas estruturais, com instalações elétricas e hidráulicas bastante comprometidas, infiltrações provocadas pela chuva, dentre outros. Ocorre, entretanto, que as obras, na maioria das vezes, são feitas no período das aulas, prejudicando bastante a circulação de alunos professores e funcionários. No caso do Carmela Dutra, está prevista a demolição da quadra esportiva para a passagem de uma via expressa, mas não se tem notícia de um projeto alternativo, tampouco nenhum tipo de investimento para a construção de uma nova. 03.

Protesto via Facebook




O Sepe recebeu um pedido de divulgação de um protesto pela internet, denominado "Dia do Basta". Um destes terá a educação como tema. Para participar e ver maiores detalhes basta acessar a página do Facebook http://www.facebook.com/pages/Dia-do-Basta/151697031553882.

Protesto no Chile em defesa da educação reuniu mais de 150 mil pessoas em Santiago


Ontem (dia 30/6) mais de 150 mil pessoas participaram de um protesto em Santiago do Chile pela melhoria do sistema educacional do país. Os protestos da população chilena foram considerados históricos pela imprensa do país. Em todo o Chile, os protestos pela Educação mobilizaram mais de 400 mil pessoas em várias cidades. Pelo menos 20 pessoas foram detida, três delas estudantes. 

O confronto com a polícia ocorreu ao final da manifestação, quando elementos infiltrados entre os manifestantes criaram tumultos com as forças policiais que acompanhavam a movimentação dos protestos legítimos de estudantes, profissionais de educação e a população chilena.

Carta de alunos do Colégio Estadual Joaquim Távora contra a aplicação do Saerj


Niterói, 29 de Junho de 2011


Vimos por meio desta informar que os alunos de terceiro ano do Colégio Estadual Joaquim Távora protestam a aplicação da prova “SAERJINHO”.

É uma indignidade  ver o descaso com que a educação é tratada no Estado do Rio de Janeiro. Lutamos por uma educação pública de qualidade, não podemos nos omitir e deixar que o nosso futuro seja destruído pelo descaso das autoridades para com a educação das camadas populares. Apoiamos sim a greve dos professores!

É um absurdo que em plena greve seja aplicada o SAERJINHO, um Sistema de Avaliação da Educação. A  escola conta com a presença dos alunos, mas sem aula, provavelmente é de se esperar que faltem alunos. E a responsabilidade não pode cair em nossas costas, além de todo esse descaso, sofremos também com a falta de comunicação, os poucos alunos que compareceram hoje 29/06/2011 a escola, todos foram pegos de surpresa com a notícia da aplicação da prova.

Não cabe a nós fazermos uma prova que além da avaliar nossa inteligência, servirá também para medir o salário que o profissional da educação irá receber. O índice de avaliação do Estado do Rio de Janeiro só será melhorado se houver maiores investimentos na educação, incluindo salários dignos aos professores da rede pública e não simplesmente com a aplicação de uma prova.

Estamos buscando os nossos direitos, queremos dignidade. Então vamos lutar para conquistar. Respeito à educação, SAERJ não!

Vídeos mostram a luta dos profissionais contra tentativas de proibição da entrada do Sepe nas escolas estaduais

Veja abaixo vídeos mostrando a luta dos profissionais para garantir o livre acesso do Sepe às escolas estaduais em greve. Estes vídeos mostram o protesto realizado pelos profissionais na coordenadoria Metropolitana Centro-Sul Fluminense, para onde os profissionais se dirigiram para exgir a garantia de entrada do sindicato nas escolas da região.













Nota do Sepe sobre os animadores culturais das escolas do estado

A animação cultural existe na rede estadual há mais de 17 anos, levando cultura para dentro das escolas e comunidades. Neste processo, o governo Brizola deixa a animação cultural num estado de profundo limbo funcional, sem abrir concurso público para esses profissionais, deixando esse grupo como cargo em comissão.

No dia 13 de maio de 2010, a Alerj aprovou Emenda Constitucional que daria fim a um sofrimento de mais de 17 anos. No entanto, mesmo com a maioria da casa votando a favor da emenda, o governo do Estado se recusou a fazer algo simples e sem ônus: chamar um ato de investidura que mudaria a situação dos animadores culturais.

Mais isso não aconteceu.

Agora, desde que o secretário Risolia assumiu a Secretaria de Educação não se fala em outra coisa a não ser mandar a animação cultural embora. Nos primeiros meses a alegação foi a Procuradoria Geral do Estado; agora, o secretário diz que o problema é um parecer do Ministério Público, mas o governo não mostra este documento; não mostra inclusive para os deputados que votaram a lei poderem se pronunciar, pois muitos deputados da base governista votaram nessa lei.

Queremos deixar claro aqui que a animação cultural não pode servir para o economista Risolia como um fundo de reserva econômico, mandando os 477 animadores culturais embora, economizando alguns míseros reais. São trabalhadores de carne e osso, que vêm construindo a cultura dentro das escolas. Isso é uma grande crueldade e uma falta de compromisso político com esse grupo.

Portanto reafirmamos que o que está faltando a esse governo e a falta de compromisso político com esta categoria.

Diretoria do Sepe/RJ

C. E. Luis Carlos da Vila reprime direito de expressão dos seus alunos durante avaliação

 No dia 30 de junho, os responsáveis por alunos do Colégio Estadual Luiz Carlos da Vila foram convocados pela direção da unidade para uma reunião. A escola, inaugurada recentemente pelo então presidente Lula no Complexo de Manguinhos e considera pelo governo estadual como “modelo”, convocou os pais de alunos para uma reunião com a direção para tratar de “problemas disciplinares”.

No encontro, foi exposto para os responsáveis o motivo da reunião: segundo a direção, alguns alunos  realizaram um protesto durante a realização de uma prova de avaliação, escrevendo no cartão resposta a frase “SOS EDUCAÇÃO”  e não fizeram a prova. A direção abriu a reunião, falando da importância da avaliação para que o governo possa sbaer o que “precisa melhorar na educação”. Ao ver que os responsáveis aprovaram a atitude dos filhos, lembrando que a escola, que deveria ser modelo, já sofre com a falta de professores desde antes da greve na educação estadual.

Segundo um aluno que estava presente à reunião e que fez a prova, o nível da avaliação é tão baixo que exige interpretação de texto em perguntas do tipo: “Ana foi à padaria... Onde Ana foi?”. Ao ser questionada se o SOS Educação na prova não signficiou que os alunos queriam demonstra que não se sentem preparados para ser avaliados, a diretora da unidade se calou.

Ofício do Sepe a Cabral solicita audiência


O governador Sergio Cabral deu inúmeras declarações à imprensa esta semana de que está aberto à negociação com os servidores, especificamente os profissionais de educação. Pois bem, o Sepe não perdeu tempo e enviou ao Palácio Guanabara o pedido de audiência com Cabral, que poderia aproveitar a marcha que a categoria fará na terça, dia 5, na parte da manhã, e receber os representantes do sindicato. Leia aqui o ofício do Sepe, que está disponível em nosso site.

Profissionais foram a um supermercado na manhã desta sexta em protesto contra os baixos salários no estado


Como parte da Campanha "A Educação tem fome", os profissionais das escolas da rede estadual, em greve desde o dia 7 de junho, foram ao supermercado Mundial, no Bairro de Fátima (Centro do Rio), para fazer compras com os cartões do "Auxílio Educação", distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Desde o início da manhã, a categoria se concentrou na porta do supermercado e na Rua do Riachuelo, onde foi realizada uma panfletagem. A população foi bastante receptiva e manifestou seu apoio à greve dos profissionais da rede estadual.

Com este cartão, lançado neste mês pelo governo do estado para aquisição de bens culturais (livros, entradas de cinema, teatro etc.), o professor regente (o que trabalha em sala de aula) pode gastar até R$ 500,00 por ano em compras diversas. O cartão não é oferecido aos funcionários nem aposentados.

O protesto teve como objetivo mostrar que a categoria precisa mesmo é de um reajuste salarial digno e o que o estado oferece hoje (piso de R$ 610), incluindo o cartão, não dá para sobreviver com dignidade – por isso mesmo, o nome do protesto: “A Educação estadual do Rio tem fome”.

TJ analisa pedido de liminar contra desconto da greve:

A 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio analisa na segunda-feira, dia 4, o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do estado. Todas as partes foram convocadas para a audiência, mas os secretários de governo não compareceram. Apenas a Procuradoria do Estado compareceu. O Ministério Público também compareceu. Com isso, nova audiência foi marcada para o dia 4 de julho. Para esta nova audiência, o juiz titular da 3ª Vara, Plínio Pinto Coelho, convocou em caráter de urgência os secretários de Planejamento e Educação.

Na audiência do dia 29/06, o Sepe defendeu o pedido de liminar em cima do direito de greve do funcionário público. O sindicato falou também das más condições de trabalho e dos baixos salários da rede estadual, que levaram os profissionais de educação à greve; a falta de professores na rede também foi destacada na audiência.

Terça (dia 5 de julho) categoria fará passeata até o Palácio Guanabara:

Outra atividade dos profissionais em greve será realizada na terça-feira, dia 5, quando a categoria realiza uma passeata até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado a partir das 9h, para exigir uma audiência com o governador Cabral – em seguida à passeata, ocorrerá assembleia no clube Hebraica.

Calendário da greve nas escolas estaduais:

04/07 (segunda): Assembleias da categoria nos municípios e bairros da capital; vigília à tarde para acompanhar a audiência no Tribunal de Justiça com os secretários Sérgio Ruy (Planejamento) e Risolia (Educação) e a direção do Sepe para julgar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos grevistas.

05/07 (terça): marcha até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado, às 9h. Logo após a marcha, ocorrerá assembleia no Clube Hebraica (Rua das Laranjeiras, nº 346).


Leia o panfleto distribuído no ato do supermercado Mundial


Dia 6 de julho é dia de luto nas escolas da rede municipal do Rio


Conforme deliberação da assembléia geral da rede municipal do dia 21 de junho, na ABI, na próxima quarta-feira (dia 6 de julho), promoveremos um  dia de luto em todas as escolas da rede contra o ataque da prefeitura aos nossos direitos e à escola pública. O dia de luto faz parte da estratégia de mobilização da categoria contra as políticas educacionais impelementadas pela SME, que abrem as portas das escolas para a entrada de entidades ligadas à iniciativa privada e, também, contra as políticas do prefeito Eduardo Paes de reforma da previdência municipal e sucateamento do sistema do Previ-Rio.

Continua intimidação contra grevistas em escola da Zona Oeste


Como já havia sido denunciando anteriormente pela direção da Regional 8 e profissionais de educação da rede estadual, continuou a intimidação contra grevistas na Escola Estadual Leopoldina da Silveira.
Hoje, 1º de julho, diretores da Regional 8 e ativistas da categoria novamente encontraram o rapaz que ontem havia tentado arrancar uma faixa do Sepe, desta  vez acompanhado de outro homem. Ambos em atitude intimidadora circulavam pelas dependências da escola, o que fez com que vários profissionais e alunos se retirassem do local com medo de que algo ruim acontecesse.
Para aumentar a situação tensa, a ronda escolar da PM polícia, segundo informações chamada pela direção da escola e pela Metro IV, adentrou a unidade portando ostensivamente fuzis.
O Sepe continua afirmando que a entrada do sindicato nas escolas durante a greve é totalmente legal e, por isso mesmo, a Regional 8 que já havia entrado com uma queixa na 34ª Delegacia Policial contra a direção do C. E. Daltro Santos e a Metropolitana IV, procurará juntamente com a direção do Sepe Central as Comissões de Educação e a  de Direitos Humanos da Alerj para denunciar estes fatos lamentáveis e para garantir o livre exercício da representação sindical da categoria.

Leia mais na matéria: Regional 8 está encontrando problemas para trabalhar em escolas da Zona Oeste

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