VIOLÊNCIA NO BRASIL CONTRA A MULHER
No Brasil a violência contra a mulher vem crescendo. O Brasil passa de sétimo para o quinto país dentre 83 países em feminicídio, o que significa que a cada 90 minutos uma mulher é assassinada.
A taxa de homicídios entre
mulheres apresentou crescimento de 11,6% entre 2004 e 2014 o que demonstra que
não se fez políticas públicas relacionadas às mulheres de forma eficaz.
Entre os anos de 2004 a 2014 Amapá, Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro apresentaram assassinatos acima da média nacional.
Contudo, o assassinato de mulheres negras aumentou em 54,2% enquanto as mulheres negras diminuiu 9,8% entre 2003 a 2013.
Segundo as pesquisas do IBGE as mulheres negras são as maiores vítimas de violência doméstica com a estatística de 60%.
O fato é
que as mulheres negras sofrem em todas as instâncias mais violência porque além
de receber o machismo ainda trazem o racismo, herança da escravidão!
Entretanto,
às lésbicas e trans são totalmente invisibilizadas porque sequer conseguem
entrar nas estatísticas oficiais pela falta de política para o combate a
violência no que se refere a LGBTfobia.
Segundo o
Atlas da Violência de 2016, o ano de 2014 através do ligue 180, teve
um total de 52.957 denunciantes de violência, sendo que 77% afirmaram ser
vítimas semanais de agressões, e em 80% dos casos o agressor era o marido, namorado,
ex-companheiro.
No Brasil a
cada 11 minutos e 33 segundos, pouco mais de cinco pessoas são estupradas por
hora. Segundo os dados, 24% dos casos ocorreram nas capitais e Distrito Federal. As
mulheres que mais são estupradas são as mulheres negras e trabalhadoras que
moram em favelas, periferias e subúrbio.
No Estado do Rio de Janeiro
a cada dia uma mulher é assassinada, 135 agredidas e 12 estupradas.
A lei Maria da Penha existe há 10 anos e a lei do feminicídio que existe a um ano e oito meses surgiram através de muitas lutas por movimentos de mulheres. Todavia,, não basta somente fazer leis é importante que exista investimento para que se combata a violência contra a mulher!
ESTADO E GOVERNOS SEGUEM COM A VIOLÊNCIA CONTRA ÀS MULHERES
As
reformas trabalhistas e da previdência são formas de violência contra as
mulheres. A reforma da previdência retrata que o governo despreza a dupla
jornada de trabalho das mulheres trabalhadoras quando iguala o tempo de contribuição para a aposentadoria
entre homens e mulheres em 35 anos. Mas o governo dos empresários e banqueiros
ainda aumenta a idade mínima para aposentadoria das mulheres de 60 para 65 anos
de idade. Como as mulheres que são um pouco mais do que a metade da população
são a maioria das beneficiárias, mulheres trabalhadoras trabalharão mais e estarão com a nova face da escravidão.
Outro
ataque serão as professoras do ensino infantil, fundamental e médio, categoria
na qual 8 em cada 10 profissionais são mulheres pois perderão o direito de se aposentarem
com 25 anos no magistério. As mulheres aposentadas também sofrerão com a desvinculação das aposentadorias ao salário
mínimo, sendo as mulheres 56,7% das beneficiarias e a maioria recebe o teto
mínimo.
Quanto
as reforma trabalhista aumentam os acordos coletivos de trabalho acima das
existentes leis trabalhistas. Sendo assim, licença maternidade, 13º salário,
FGTS, férias, auxílio creche e outros poderão ser extintos.As mulheres
trabalhadoras que estão nos setores com menor tradição sindical, serão as
primeiras a ver seus já limitados diretos serem rifados nas mesas de
negociação.
A
antiga PEC 241 atual PEC 55 que se encontra no senado propõe congelamento por
20 anos nos serviços públicos essenciais como educação, saúde, saneamento
básico, investimento para o combate a violência contra a mulher, creche etc. Isto
significa que hoje já existe o sucateamento
imagina ao longo destes 20 anos! Essas medidas precarizam ainda mais as
condições de vida das trabalhadoras/negras e as expõem a todo tipo de
vulnerabilidade social. Precisamos barrar estes ataques!
ATAQUES AS MULHERES TRABALHADORAS E NEGRAS
As
mulheres trabalhadoras, sobretudo negras são as que mais sofrem com a crise econômica.
Pois a ideologia machista serve para dividir a classe trabalhadora para que ocorra a exploração capitalista. No
casos da mulher negra se acentua mais porque recebe o dois tipos de opressão: o
machismo e o racismo. Por causa destes elementos
de opressão ligado a exploração, as mulheres são colocadas em um patamar abaixo
na sociedade.
Desta
forma, são as primeiras a serem atacadas pelos governos em momentos de crise
econômica e todas as demandas da sociedade se acentuam também por causa do
dinheiro.
O
governo atual que fazia parte do governo anterior segue com a cartilha de
ataques aos direitos e condições de vida das trabalhadoras.
UNIFICAR AS LUTAS DA CLASSE TRABALHADORA É UMA NECESSIDADE
PARA DAR UM BASTA AOS ATAQUES DO GOVERNO!

E
para derrotar este governo é necessário resgatar as mulheres brasileiras lutadoras
como Aqualtune que ficou a frente liderando 10.000 homens em batalha e mesmo grávida fugiu liderando 200 pessoas