sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nota de esclarecimento: matéria do Globo de 27 de novembro


Com relação a reportagem publicada pelo Jornal O Globo, edição de 27 de novembro, falando sobre o ponto facultativo nas escolas estaduais para a realização da manifestação sobre os royalties do petróleo no Centro do Rio, o Sepe informa que:

- sobre o subtítulo da matéria, intitulada "Ponto facultativo em escola pública desagrada a pais e alunos", que diz que, para o Sepe, o fato de não haver reposição de dias prejudica o ensino, esclarecemos que o coordenador ouvido pelo Jornal na matéria, Alex Trentino, não foi bem entendido quando falou sobre o problema da falta de reposição. 
O que foi dito pelo diretor é que o que prejudica o ensino estadual é a política educacional do governo Cabral e o descaso deste para com a rede. Isto faz com que os alunos das escolas estaduais sofram todos os dias com a falta de professores nas escolas em disciplinas como matemática, química, física entre outras e esta carência de profissionais faz com que os estudantes acabem tendo "pontos facultativos" todos os dias por não poderem estudar e terem o seu direito ao conhecimento roubado pelas autoridades estaduais. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ato no dia 1º de dezembro contra a privatização e as demolições do complexo do Maracanã

As entidades que estão na luta contra a privatização e as transformações planejadas pelo governo estadual com a reforma do Maracanã realizarão um grande ato unificado de protesto para o próximo sábado (dia 1º de dezembro). 
O ato será realizado na Praça Saens Peña, na Tijuca, a partir das 9h30m. Os manifestantes vão exigir das autoridades estaduais e municipais respeito à história e aos direitos dos cidadãos cariocas, ameaçados com a demolição de instalações esportivas, do Museu do Índio e da Escola Municipal Friedenreich, que funciona dentro do complexo.


Audiência pública sobre o Maracanã nesta sexta-feira (dia 30) foi desmarcarda
A Câmara de Vereadores desmarcou a audiência pública sobre a privatização do Maracanã e destruição do patrimônio esportivo e histórico, além da demolição da Escola Municipal Friedenreich e do Museu do Índio. Os pais, alunos e profissionais da escola resolveram realizar um protesto na frente da Câmara, no mesmo horário em que seria realizada a audiência para denunciar os prejuízos que a demolição da unidade e sua transferência para outro local causarão para a comunidade escolar.

Atenção: Sepe realizará reunião nesta quinta (dia 29/11) com profissionais das escolas municipais que não aceitaram a remoção compulsória e das unidades de extensividade

O Sepe convoca os profissionais das escolas municipais que não aceitaram a remoção compulsória do projeto de reestruturação da SME e, também, os profissionais das unidades de Extensividade ameaçadas de fechamento para uma reunião nesta quinta-feira (dia 29/11), às 18h, no auditório do sindicato (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar). Na reunião, a direção do sindicato vai debater com estes profissionais as estratégias de luta para impedir que a Secretaria leve adiante os seus projetos de remoção de pessoal das escolas afetadas pela reestruturação e de fechamento das unidades de Extensividade.

Risolia ataca outra vez: SEEDUC quer criar aula-prova para professores no concurso para rede em 2013


O secretário de Educação Wilson Risolia, em mais uma das manobras do governo estadual para jogar nas costas da categoria a culpa pelo fracasso da política educacional, anunciou no Jornal O Dia que a SEEDUCA vai criar uma nova etapa - eliminatória - para o concurso para o Magistério previsto para 2013: além do exame escrito, os professores terão que fazer uma prova prática que consistirá em aula-prova que será ministrada para uma banca a ser definida pela Secretaria. Segundo Risolia, "o novo processo é necessário para que o professor consiga provar que ele tem didática (Jornal O Dia de 29/11/2012, pág. 26).

Em entrevista para a rádio CBN, que repercutiu a matéria, a direção do Sepe condenou a novidade anunciada pelo secretário. Para o Sepe o anúncio de Risolia faz parte da estratégia do governo do estado de colocar a culpa nos professores pelo fracasso da sua política educacional. Para o sindicato dar uma aula para uma banca ou grupo de alunos é uma coisa muito diferente da atuação cotidiana de um professor da rede em sala de aula. Hoje, a categoria tem que lidar com a falta de estrutura, falta de pessoal, excesso de trabalho para poder complementar os seus baixos salários e a violência no ambiente escolar e que nada disso pode ser medido na aula-prova.

O Sepe lembrou também dos outros projetos da SEEDUC, como o Projeto de Certificação, que promete dar bônus para os professores aprovados em exames de avaliação anuais: a verba de R$ 100 milhões que o governo anunciou para este projeto - menor do que a do Nova Escola - não será suficiente para gratificar todos os professores aprovados no exame,além de deixar de fora aposentados e funcionários. 

Segundo o sindicato, o problema não é a falta de capacidade do professor. Há pouco tempo, um secretário de estado de Educação chegou a afirmar que a rede estadual conta com um dos melhores corpos docentes do país. Para o Sepe, o governo deveria era dotar as escolas de todas as condições (equipamentos, pessoal administrativo, orientadores educacionais, infraestrutura e melhores salários) para que os professores pudessem ter condições de trabalho e de planejamento para, assim, poder melhorar a qualidade da escola pública estadual. Também explicamos que, Em 2012, a categoria não teve reajuste e que escolas com mais de mil alunos funcionam sem orientadores educacionais e que somente o professor dentro de sala de aula não pode resolver todos problemas das escolas. O Sepe deixou claro para a rádio CBN que a categoria quer é uma política de governo na educação que abarque a todos e toda a rede de escolas, já que a população tem o direito de ter uma escola de qualidade e esta escola tem que ser para todos.

Veja abaixo o link com a entrevista na rádio CBN (a entrevista foi ao ar às 10h5m):

Audiência com Cláudia Costin: Veja o que foi discutido com a SME na reunião do dia 28/11


A direção do Sepe teve audiência com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro no dia 28 de novembro de 2012. 

Além da direção do Sepe e de seu Departamento Jurídico, estavam presentes a Subsecretária de Ensino Helena Bomeny, a Coordenadora de Gestão Escolar e Governança Kátia Max, Coordenadora de Educação Maria de Nazareth Machado de Vasconcelos, a Coordenadora de Recursos Humanos Maria de Lourdes Albuquerque Tavares.

Foi apresentada uma extensa pauta de reivindicações, destacando-se os seguintes pontos mais urgentes:

1. Sobre as relotações compulsórias – foram apresentados questionamentos acerca do assunto, da falta de atos normativos, da falta de critérios, da demora na publicação do concurso de remoção. Os subsecretários presentes argumentaram que estão redesenhando a rede municipal para atender a lei que obriga a oferta de escolas de turno integral, 7 horas, até 2020. Segundo os subsecretários as escolas passarão a funcionar de forma segmentada: Educação Infantil, Casas de Alfabetização (1º ao 3º ano), Primário Carioca (4º ao 6º ano) e Ginásio Carioca (7º ao 9º ano). Ao questionarmos a construção de novas unidades escolares, a SME esclareceu que ficaria a cargo da mobilidade da população e dentro do novo contexto urbano. A SME ainda está fazendo levantamento de espaço, demanda e corrente migratória. Esclarece, também, que a proposta do processo de reestruturação foi implementada pelas CRES. O Sepe esteve nas CRES nos dias marcados para a relotação compulsória e identificou vários problemas: falta de critério para saída de profissionais, assédio moral, professores licenciados pela Biometria entre outros. Tais situações foram apresentadas na audiência e a SME disse que havia orientado às direções de escola o “bom senso” para a saída desses profissionais. Questionamos, mais uma vez, que critérios de antiguidade e a Circular 02, que não concordamos, tinham sido desrespeitados nesse “bom senso”. Questionamos, também, se havia ato normativo que respaldasse que as escolas de turno único deveriam ser atendidas exclusivamente pelos profissionais do concurso de 40 horas e a SME esclareceu que não. A partir daí, a Coordenadora de Recursos Humanos marcou uma reunião com o Sepe para discutirmos tais casos no dia 29/11/2012.

2. Extinção das unidades de extensividade – Segundo a SME tais unidades de ensino foram criadas para que o aluno ficasse mais tempo na escola e que agora não há tanta necessidade pelo fato de nossos alunos já ficarem mais tempo nas escolas participando de projetos, oficinas e do programa Mais Educação, além de outros. SME informa que as CRES, por serem representantes da secretaria, avaliaram a real necessidade da existência ou não dessas escolas tendo utilizado como critérios: o número de alunos atendidos, professores ministrando disciplinas que não são de sua formação nem de seu ingresso na rede. Ressaltou, também, que tal avaliação fora realizada junto com as chefias dessas unidades. Questionamos, também, se havia ato normativo para a extinção dessas unidades escolares já que as mesmas foram criadas por Lei. A SME informa que não foi publicado ato, pois ainda espera a conclusão dos estudos das CRES e que também não orienta o fechamento dessas unidades. Informa, também, que os argumentos para o não fechamento dessas escolas devem ser discutidos com as CRES. Foi entregue, pelos pais dos alunos atendidos pelas unidades de extensividade, um abaixo-assinado contra a extinção dessas escolas.

3. 6º ano experimental – Segundo a SME, esse projeto é um sucesso e, por isso deixará de ser experimental. A SME identificou que uns dos problemas dos baixos índices de aprovação nesse ano de escolaridade se davam por conta dos nossos alunos saírem da “tia” para a mão de vários professores. Questionamos a polivalência dos profissionais e o fato do 6º ano ser considerado parte do 1º segmento do Ensino Fundamental. A SME diz que estuda um projeto de lei para regularizar esta proposta para o 6º ano.

4. Plano de Carreira – Está em estudo e a secretária reconhece a necessidade do plano de carreira, principalmente por existir na rede um novo modelo de professor (40 horas). Relembramos a proposta histórica do Sepe de  um plano de carreira unificado com valorização por tempo de serviço e formação. Questionamos a ausência de equiparação dos PII de 40 horas, o enquadramento dos AACs por formação e os baixos salários dos funcionários administrativos.

5. Agentes Auxiliares de Creche – Questionamos o Projeto de Lei 1565 que cria a categoria de Agente de Apoio à Educação e extingue os Agentes Auxiliares de Creche. A SME pontuou que o problema dos AACs está no concurso que exigiu apenas o nível fundamental de escolaridade. Reafirma que não há possibilidade de transformação do cargo para Professor.  Esclarecemos que  muitos AACs concluíram o Próinfantil e possuem formação de nível médio ou superior. A   criação de uma nova categoria, que além das inúmeras funções, terá as mesmas atribuições dos AAcs com salário maior, é no mínimo conflitante.

6. MIL – Entregamos a carta aberta do Movimento de Inclusão Legal nas mãos da Subsecretária Helena Bomeny.

7. A SME se compromete a fazer um calendário de reuniões com o Sepe, provavelmente bimestrais.


Veja também:




Regional 7 lança 2º número da Revista Educação em Revista e convida para confraternização de final de ano


Veja o 2º número da Revista Educação em Revista trata da questão da Meritocracia

A Regional também lançou o segundo número da sua Revista Educação em Revista, que tem como tema principal a Meritocracia, com uma análise sobre esta política de cunho neoliberal que os governos federal, estaduais e municipais vem consolidando como a sua política educacional e que, no fundo, representa uma ameaça real contra a educação pública de qualidade e contra os profissionais de educação. 

Veja o numero 2 da Educação em Revista pelo link abaixo:





FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DE FINAL DE ANO DA REGIONAL 7 (ILHA DO GOVERNADOR)

A Regional 7 do Sepe também convida a todos para a sua festa de confraternização, que será redalizada no dia 14 de dezembro, a partir das 21h. A festa será realizada no Nautillus Buffet (Praia da Guanabara, 1227, Freguesia). Confirme presença até o dia 08/12, pelos telefones 2462-0334, 9446-2174 ou pelo e-mail: seperegional7@ibest.com.br

Filiados ao Sepe: entrada livre

Não filiados ao Sepe: R$ 60,00

Não serão disponibilizados ingressos no dia da festa.

No dia festalevem comprovante de filiação e identidade.

Sepe Regional 4 fará assembleia nesta terça-feira (dia 4/12) para eleição de Conselho Fiscal

O Sepe Regional 4 convoca os profissionais das redes estadual e municipal para a realização de assembleia geral nesta terça-feira (dia 04 de dezembro), às 18 horas, tendo como pauta a eleição de Conselho Fiscal da regional (triênio 2012-2015) e discussão de outros assuntos gerais.
assembleia será realizada na sede do Sepe Regional 4 (Rua Cardoso de Morais, 145/sala 1007 - Bonsucesso - Rio de Janeiro).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Texto de carta aberta sobre a inclusão na rede municipal para reprodução pelas Regionais do Sepe


Conforme deliberação da assembléia do município, publilicamos abaixo um documento sobre a  inclusão dos alunos na rede municipal. O Sepe orienta as regionais para que reproduzam esta carta aberta para panfletar em suas escolas e para que seja distribuída durante a vigília da audiência com a secretária Claudia Costin, no dia 28 de novembro.


MOVIMENTO DE INCLUSÃO LEGAL
INCLUSÃO SEM EXCLUSÃO

O MIL (Movimento Inclusão Legal), constituído por três mães e muitos simpatizantes vem, desde 2009, lutando para garantir aos alunos com deficiência das escolas municipais do Rio de Janeiro, o direito às classes especiais e a uma escola que contemple as necessidades coletivas e individuais de todos esses indivíduos.
Muitas lutas foram travadas e alguns pequenos avanços foram conseguidos, que, no entanto, não garantiram a tranqüilidade necessária nem o entendimento, junto à Secretaria Municipal e a outros órgãos envolvidos nesse processo, da necessidade de avançar na compreensão real desse conjunto diverso e suas necessidades. Muitas classes foram extintas (em 2010 foram fechadas 120 classes, com mais de mil crianças fora das classes, sem que saibamos de seus destinos até hoje!); onde se encontram esses alunos?onde estão os professores responsáveis por todas essas classes? A Secretaria nunca divulgou essas informações...
Hoje, graças ao empenho e determinação desse pequeno porém potente grupo de luta, o MP divulgou um documento com 15 recomendações à Secretaria de Educação e vem, sistematicamente cobrando, via reuniões no MP, com  a presença obrigatória da SME, IHA, vereadores e também dos pais do movimento, que iniciaram esse processo junto ao MP, ajustes que possam garantir o direito a todos de freqüentar as classes especiais, tão importantes para aqueles com grandes dificuldades cognitivas. 
Evoluímos na matrícula com data diferenciada para pessoas com deficiência, mas não obtivemos a transparência necessária e ainda não tivemos acesso aos números dessa matrícula, além da matrícula ter iniciado no mesmo dia da liberação da portaria de matrícula, o que fatalmente comprometeu, em pelo menos um dia, a possibilidade de acesso à informação.
O projeto de inclusão da SME prevê inclusão em massa, que caracteriza COLOCAÇÃO e não INCLUSÃO. No processo de "colocação" a escola não oferece estrutura e muito menos uma equipe multidisciplinar para dar o atendimento especializado voltado para as reais necessidades dessas crianças. O que realmente acontece é um processo de exclusão onde os profissionais de educação tem que dar conta de turmas regulares lotadas e alunos com deficiência. INCLUIR é o resultado de um processo responsável, digno, alinhado às necessidades reais das pessoas com deficiência. Mas isso não é suficiente: necessitamos que os professores também se alinhem a essa luta, e participem ativamente da construção de novas e possíveis realidades, dentro do espaço escolar. Nosso real desejo é que aconteça uma participação real e efetiva dos pais na adoção responsável de procedimentos de educação especial; a estruturação física de todos os colégios e escolas da rede pública; a criação de um projeto a ser discutido com a sociedade e todos os envolvidos, sobre o método de incluir crianças e pessoas com  deficiência em turmas regulares com foco total no que é melhor para a educação e desenvolvimento educacional e humano das crianças e pessoas com deficiência e que todo o sistema de ensino especial se mantenha como é até ser verificada a possibilidade de portadores de deficiência serem incluídos em turmas regulares sem prejuízo à sua educação, à sua psiquê e ao seu desenvolvimento como seres humanos partícipes efetivos da sociedade. Precisamos discutir exaustivamente o assunto e buscar novas, modernas e libertadoras possibilidades, que contemplem todos os indivíduos envolvidos: alunos, professores, família, comunidade, sociedade. 

Participe: Rede municipal do Rio fará vigília nesta quarta (dia 28) para acompanhar audiência com SME


A direção do Sepe terá audiência com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, nesta quarta-feira, a partir das 14h. No encontro, que será acompanhado por profissionais em vigília na porta do Centro Administrativo São Sebastião (Praça Onze), a direção do sindicato vai questionar Costin sobre as mudanças planejadas pela prefeitura para as 1.074 escolas municipais. Nos últimos dias, a SME está promovendo a remoção compulsória de centenas de professores, que trabalhavam há anos em escolas escolhidas para o início da reestruturação, num claro desrespeito ao estatuto dos servidores – que garante  o direito de lotação dos servidores.
A vigília será realizada a partir das 14h. Depois da audiência, a partir das 18h, o Sepe realiza um Conselho Deliberativo para discutir os resultados da audiência e os desdobramentos da luta contra a reestruturação na rede municipal e outros pontos da pauta de mobilização da categoria. O Conselho Deliberativo será realizado no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar).

Rede municipal: Regionais estão realizando segundo dia de atos nas CREs contra a remoção


As Regionais do Sepe estão realizando atos descentralizados nas CREs para protestar contra a remoção de professores, uma das consequências do projeto de reestruturação da SME para a rede municipal. Os atos começaram ontem (veja foto de protesto na 8ª CRE) e, hoje, completam o segundo dia. Nos protestos desta segunda-feira, o destaque negativo ficou para a direção da 4ª CRE, que ameaçou profissionais que buscavam respostas para os seus problemas com a remoção compulsória, com uma das diretoras do órgão  chegando a colocar o dedo no rosto de alguns professores e diretores do Sepe. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Protesto das Regionais nas CREs: Direção da 4ª CRE está ameaçando profissionais


As Regionais do Sepe estão promovendo protestos descentralizados nesta segunda-feira (dia 26/11) nas sedes das Coordenadorias Regionais da SME (CREs), conforme deliberação da assembleia da rede municipal do dia 22/11. Na 4ª CRE, na Ilha do Governador, o clima ficou tenso depois que a direção do órgão ameaçou profissionais que estavam  no local protestar contra as remoções arbitrárias promovidas pelo processo de reestruturação das escolas. Ao ameaçar a categoria e não aceitar o diálogo com os profissionais, a 4ª dá mais uma prova do caráter anti-democrático da política do governo municipal para com as escolas da sua rede, com a implantação de medidas e projetos sem um debate prévio com os principais interessados, os profissionais que trabalham nas escolas municipais.

Conselho Deliberativo da Rede Estadual decide que categoria fará paralisação no dia 5 dezembro: veja o que mais foi decidido no sábado (dia 24/11)


O Conselho Deliberativo Ampliado da rede estadual, realizado no último sábado (dia 24/11), no Sepe decidiu que a categoria fará uma paralisação de 24 horas no dia 5 de dezembro. Neste dia, o Sepe realiza um protesto na SEPLAG (Rua Erasmo Braga 118 - Centro), a partir das 14h, quando os profissionais farão uma Ceia da Miséria para denunciar a maneira como o governo Cabral trata os profissionais da educação e demais servidores estaduais. Os aposentados da Educação também participarão do ato: eles promoverão O DIA D dos Aposentados que ganharam na Justiça a devolução da gratificação de R$ 164, entregando no protocolo da SEPLAG todas as petições reivindicando do governo estadual o cumprimento da decisão judicial. Os animadores culturais, que aguardam o julgamento de um recurso do Sepe no Tribunal de Justiça contra ação do Ministério Público Estadual - que pede a extinção deste cargo e demissão dos atuais animadores -, também serão convocados para o ato.

O Conselho também decidiu que os profissionais da educação estadual devem participar de um ato de protesto no Maracanã, no dia 1º de dezembro, contra a privatização do novo estádio e contra as demolições dos centros esportivos que ali funcionam, da EM Fridenreich e do Museu do Índio. Foi definida a data de 22 de fevereiro de 2013 para a realização do próximo Conselho Deliberativo e o dia 23 de fevereiro de 2013 o de uma assembleia geral da rede estadual em local e horário a serem confirmados posteriormente.

Outras ações:

•         Ação na justiça para garantir a licença prêmio;
•         Propor emenda da aplicação dos 10% da arrecadação dos  royalties  do petróleo exclusivamente para educação;
•         Iniciar o ano letivo com corrida organizada de escolas;
•         Indicativo de greve no início do ano letivo, estabelecendo desde já condições, priorizando a luta contra a certificação e a defesa dos triênios;
•         Assinar a petição pública contra o plano de metas meritocrático do governo;
•         Articular nacionalmente o conjunto dos trabalhadores;
•         Campanha na mídia contra o fechamento das escolas;
•         Investir numa campanha de filiação;
•         Fazer o mapeamento da constituição dos MP e seu funcionamento;
•         Retorno da matriz de 30 tempos. Nenhuma disciplina com menos de 2 tempos. As disciplinas nas áreas de humanas deverão estar presentes nos três anos do ensino médio;
•         Lutar para que o estado faça atendimento em educação infantil e creches onde houver demanda;
•         Iniciar o ano letivo com um seminário para a categoria, buscando unir as duas redes. Debater a política educacional que queremos para se contrapor a dos governos que seguem a lógica meritocrática e mercadológica. Combater a política de certificação e fazer a disputa de projeto sobre a escola que queremos em consonância com a sociedade que queremos;

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Assembleia da Rede Municipal aprovou: Diga Não à Remoção


rede municipal realizou uma assembleia geral ontem (dia 22 de novembro), na ABI. No encontro, a plenária deliberouque os profisionais não devem aceitar informações oraisnem mansagens eletrônicasnem participar de concurso deremoçãocaso não queiram sair de suas escolas. Para tanto, o profissional deve solicitar entãoque o documento deconvocação seja em papel timbradoassinado pelo diretor de sua unidade e com justificativa legal (ArtigosResoluções,Estatuto do Servidor Municipal) e pedagógica para sua saídaAo receberem o documentoos profissionais deve procurar SepeTemos que dizer um não à relotação ou remoção compulsória.

Veja outras deliberações aprovadas na assembleia:
Conselho Deliberativo Ampliado no dia 28 de novembro, no auditório do Sepeàs 18h;
Vigília para acompanhar a audiência com a secretária Cláudia Costin, no dia 28 de novembroàs 14h.
Campanha Fora CostinNem no Mec nem no Rio
Atos nas CRE's na segunda e terça-feiras (dias 26 e 27 de novembropara protestar contra a remoção.

Nota do Sepe sobre a indicação da secretária municipal de Educação Cláudia Costin para o MEC


O anúncio da indicação da atual secretária da educação do município do RJ para ocupar o cargo do sociólogo César Callegari na Secretaria de Educação Básica do MEC, pelo então ministro Aloísio Mercadante, tem gerado um intenso questionamento entre intelectuais da área. A matéria publicada pelo Informe JB “Pedagogos em Pânico” e o Manifesto“Cláudia Costin Não”, que já circula nas redes sociais na forma de abaixo-assinado, sugerem o início de uma fortemobilização entre educadores, alunos e suas entidades organizativas, contra a entrega da educação pública a este modelo privatista neoliberal.

A própria Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dirigida majoritariamente por setores ligados ao governo federal, lançou nota contrária ao convite em seu site alegando que: “sua indicação para o MEC é um ato de extrema preocupação para o futuro da educação pública democrática, pois a pauta neoliberal seguramente comandará(ainda mais) os currículos e as políticas de organização dos sistemas de ensino básico no país.”


O SEPE, por sua vez, repudia a indicação de economistas e tecnocratas para ocuparem cargos nas secretarias de educação. Aqui no município do RJ sentimos na pele os retrocessos e os duros efeitos das políticas produtivistas,meritocráticas e acima de tudo anti-democráticas que vem sendo implementadas pela SME, sob o comando de Cláudia Costin.


Reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos, e por isso também somos contrários a indicação de Costin para o MEC. 

Nem no MEC, nem no Rio, Cláudia Costin não!

Leia na íntegra o Manifesto assinado por diversos intelectuais das área da educação:


Cláudia Costin, NÃO!


A privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores, asubmissão estrita aos cânones neoliberais têm sido implementados por Cláudia Costin à frente da Secretaria Municipal da Educação na cidade do Rio de Janeiro.

Seu autoritarismo didático e de conteúdos, prescritos em cadernos e apostilas, emanado das orientações dos organismos internacionais ampliam o abandono da educação básica da grande maioria da população, historicamente relegada à carência de escolas e, mais recentemente, à desqualificação da educação nas escolas existentes. Além disso, no Rio de Janeiro, professores, gestores e funcionários tem sido alvo de aliciação pecuniária, os bônus financeiros, através de remuneração extraordinária pelo desempenho dos alunos, traduzido em um percentual de aprovação de alunos nas turmas e no conjunto da unidade escolar, como compensação aos baixos salários.

Não por caso, quando Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no governo FHC, foi uma das responsáveis pela idealização e implementação do desmonte do Estado, incluindo-se aí as privatizações ou a venda do país e a quebrada estabilidade dos servidores públicos
Se confirmada Cláudia Costin à frente da Secretaria de Educação Básica, é esperada a descaracterização da educação fundamental e média com o apagamento do professor e do aluno como sujeitos históricos. Costin faz parte de um grupo de intelectuais que seguem a férrea doutrina do mercado, onde tudo vira capital, inclusive as pessoas. Não mais educação básica, direito social e subjetivo, mas escola fábrica de capital humano. Uma versão bastarda do ideário r publicano de escola, como a define Luiz Gonzaga Belluzzo, em brilhante texto na Carta Capital de 29.08.2012,. Esta visão bastarda de educação objetiva apagar qualquer senso crítico dos alunos. Trata-se de transformar, para Belluzzo,recorrendo a Marshall Berman, a ação humana em repetições ¬rançosas de papéis pré-fabricados, reduzindo os homens a indivíduos médios, reproduções de tipos ¬ideais que incorporam todos os ¬traços e qualidades de que se nutrem as comunidades ilusórias.


Delegar à administradora esse setor vital da educação brasileira é declinar de todos os embates e propostas da educação, em contraponto às políticas neoliberais dos anos 1990.

Professores, pesquisadores estudantes e suas entidades representativas vêm publicamente, protestar contra o arbítrio economicista,  degradante e mutilador para a educação das gerações de jovens da educação básica que sua presença na SEB traria à educação básica, não apenas na cidade do Rio de Janeiro, mas em todo Brasil. Cláudia Costin, NÂO!

Texto coletivo dos abaixo assinados.
Dermeval Saviani –Unicamp
Mirian Jorge Warde – PUC-SP           
Roberto Leher _ UFRJ
Gaudêncio Frigotto - UERJ
Maria Ciavatta - UFF
Dante Henrique Moura - IFRN
Vânia Cardoso Motta - UFRJ
Eveline Algebaile – UERJ
Domingos Leite Filho. UTPr
Sônia Maria Rummert - UFF
Marise Ramos –UERJ e FIOCRUZ
Olinda Evangelista – UFSC
Domingos Leite Filho - UTPr
Laura  Fonseca – UFRGS
Carmen Sylvia Morais - USP
Sônia Kruppa  - USP

Sepe terá audiência com Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro no próximo dia 28

Sepe fará uma audiência com a secretária municipal de educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, no próximo dia 28 de novembro às 15hEntre os temas a serem discutidos estão a reestruturação da Rede Municipal de educação e a remoção de profissionais sem concurso das escolas. A audiência  havia sido marcada anteriormente para o dia 14 deste mêsmas foi cancelada pela SME.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Rede municipal: Profissionais não devem aceitar remoção sem documento oficial


Com relação às informações que tem chegado ao Sepe de que as CRE's estão convocando os profissionais das escolas municipais para que se apresentem nos dias 26 e 27 de novembro para consumar o projeto de reestruturação da SME, o Sepe aconselha a categoria a não levar em conta tal convocação sem um documento escrito (memorandodas Coordenadorias
Os profissionais não devem aceitar convocações orais ou por meio de mensagens eletrônicas e devem solicitar um documento oficial timbrado e assinado pelo diretor de sua unidade escolar, com justificativa legal para tal ato

Aqueles que se incluírem nas informações acima devem procurar o Sepe

Para que ocorra a remoção planejada pela prefeitura, o sindicato continua a apresentar os seguintes questionamentos:


Qual o documento legal que respalda a relotação?

Qual será o critério de escolha: tempo de serviçoordem de chegada?


Por que prioridade de escolha?

E o concurso de remoção para todos os profissionais da rede?

SME vai burlar os artigos 27, 29 e 30 do nosso estatuto?

profissional não deve aceitar sair de sua unidade sem que haja regulamentação que justifique sua remoção

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