quarta-feira, 13 de novembro de 2019

NOTA SOBRE A ESCOLA MUNICIPAL CLOTILDE GUIMARÃES


NOTA SOBRE A ESCOLA MUNICIPAL CLOTILDE GUIMARÃES


Em menos de 12 horas duas escolas da rede municipal foram atingidas pela violência.
Se não é no entorno pelos tiroteios constantes é pela vulnerabilidade devido à falta de profissionais.

Em uma das escolas, Clotilde Guimarães em Ramos, um aluno faz a diretora de refém usando uma faca.
Um dos maiores problemas que assola a educação pública é falta de  segurança. Isso demonstra o grau de vulnerabilidade que os profissionais vivenciam no cotidiano.

A escola onde ocorreu o fato,  fica localizada na Av. Brasil na altura da cracolândia e sequer possui porteiro. Profissionais além de cumprir a sua função precisam se dividir em abrir o portão de entrada e garagem.  

A iluminação ao seu redor é péssima, muros com sérios problemas e lixo no entorno. Muitas vezes pessoas que ficam  ao redor escalam os muros da escola e jogam pedras.

Profissionais constantemente sofrem para trabalhar correndo risco de serem assaltados tanto durante o dia quanto a noite o que não se difere dos alunos, principalmente no horário do PEJA.

A partir das 14:30 às 18h a escola fica com maior vulnerabilidade pois o portão da frente fica encostado deixando todos os profissionais a mercê da boa sorte. Afinal, faltam profissionais!

A ronda escolar que nesse ponto seria de extrema importância sequer é cogitada.
Em dias de confronto apesar da unidade ser do outro lado da Maré, o local é feito como ponto de encontro da PM antes da incursão dentro da comunidade.

Os alunos que frequentam a unidade na sua maioria são moradores da Maré que já sofrem no seu cotidiano com a violência do Estado.

É necessário o Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas Municipais do Rio de Janeiro – PROINAPE que são equipes de assistentes sociais, professores e psicólogos para atender esses alunos.

O SEPE cobra sempre em audiências por concursos de porteiros e demais funcionários para que se tenha mais segurança e mais qualidade no atendimento ao aluno. Entretanto, para a prefeitura não é prioridade a vida dos professores, funcionários e alunos.

Não podemos esquecer que essa negligência é uma prática dos governos. Como não lembrar   da chacina da Escola Municipal Tasso da Silveira em 2011, onde a rede se encontrava na mesma situação, sem porteiro e demais profissionais?

A SME é responsável pela falta de segurança!

Para além disso, seu dever de  zelar pela integridade física dos profissionais das unidades/alunos, proporcionando medidas eficiente que assegure melhores condições de trabalho para que se possa ter uma educação pública de qualidade.

POR MAIS INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO PÚBLICA!
CONCURSO PARA PORTEIROS, JÁ!
POR MAIS CONCURSOS DE FUNCIONÁRIOS !
                                                                                   
SEPE REG.IV

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