quarta-feira, 1 de junho de 2011

Escolas estaduais ameaçadas de fechamento vão protestar na Alerj nesta quinta (dia 2 de junho)


Os profissionais de educação e alunos das 22 escolas estaduais ameaçadas ter suas portas fechadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) farão um ato na Alerj nesta quinta-feira (dia 2 de junho) a partir das 18h. Eles vão denunciar aos deputados e à Comissão de Educação e Cultura da Assembléia Legislativa que o governo estadual está promovendo uma redução de vagas na rede estadual com o fechamento destas escolas, previsto para o final do mês de julho.
O anúncio da extinção de 22 unidades e a transferência de alunos e profissionais para outras escolas, sem qualquer aviso, está causando revolta entre profissionais e alunos. Para eles, a transferência para outras escolas pode resultar numa superlotação de turmas e em problemas de deslocamento já que algumas das unidades de destino são localizadas em pontos de difícil acesso e, até mesmo, em áreas consideradas de risco. O Sepe já está estudando as maneiras de acionar o Ministério Público Estadual contra a medida da SEEDUC, por entender que as autoridades educacionais estão promovendo uma redução no quantitativo de vagas para os alunos trabalhadores que necessitam estudar no  período noturno.

Governo do Estado quer fechar 22 escolas noturnas


A SEEDUC anunciou o fechamento de 22 escolas que funcionam no horário noturno em prédios de unidades muncipais, na área da Tijuca. Desde a semana passada, a categoria tem enviado denúncias para o Sepe via email ou por telefone para denunciar a ameaça de fechamento e transferência de profissionais e professores para outras escolas. Segundo matéria publicada no Jornal Extra de 31 de maio, ao todo serão transferidas 175 turmas após o final das férias de julho. No total, são 250 escolas que o governo do estado compartilha com o município do Rio de Janeiro.
No começo do ano, o governo estadual já tinha fechado 13 escolas noturnas que também funcionavam em prédios compartilhados. Segundo a superintendente de redes da SEEDUC, Ana Paula Velasco, em entrevista na manhã desta quarta (dia 01/6) para a rádio CBN, a medida “visa economizar cerca de R$ 2 milhões mensais com aluguel das unidades municipais”.
A fala da supervisora se deu depois de uma entrevista dada pela direção do Sepe no mesmo programa mais cedo, quando o sindicato questionou a medida, mostrando que, ao invés de promover economia e visar o lucro, com o sacrifício de milhares de alunos que terão que mudar de escola, a secretaria deveria abrir mais vagas nas escolas existentes e, não, superlotar as que continuarem em funcionamento e, assim, prejudicar o desenvolvimento pedagógico dos estudantes. O Sepe também reclamou dos prejuízos administrativos que o fechamento poderá representar para os profissionais que trabalham nas escolas que serão desativadas.

Sepe já está mobilizando comunidades escolares contra o fechamento das unidades


   O Sindicato vai procurar a Comissão de Educação e Cultura da Alerj para denunciar o desmantelamento das escolas noturnas que a SEEDUC vem promovendo e, está estudando uma forma de entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra a governo do estado por causa do fechamento de vagas na sua rede de ensino. O Sepe também está organizando um ato de protesto na Alerj para denunciar o problema.

Veja a lista publicada pelo Extra das escolas que serão extintas, e os colégios que receberão os alunos:

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