terça-feira, 26 de julho de 2011

Informe do Sepe sobre a audiência com o presidente do TJ

A coordenação geral do Sepe e dois advogados do sindicato estiveram hoje reunidos com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. O objetivo da reunião era saber qual a decisão do presidente a respeito da suspensão da liminar do Sepe - ver nota anterior deste site. O desembargador confirmou que havia acolhido a solicitação do governo de suspender a liminar.

Os coordenadores e advogados do sindicato ponderaram com o desembargador os inconvenientes desta decisão, que ameaça o ano letivo estadual de 2011. O desembargador respondeu que poderíamos recorrer da decisão. Ele também afirmou que tentará intermediar as negociações do Sepe com o governo.


SEEDUC continua atacando a greve da rede estadual

Sem conseguir dar uma explicação para a sociedade do Rio de Janeiro sobre o porque o segundo estado mais rico da federação paga R$ 765 para os professores e R$ 435 para os funcionários das escolas estaduais e se encontra na penúltima colocação do IDEB, a SEEDUC continua publicando notas estapafúrdias em seu site. Uma vez, o secretário Risolia disse que a greve non estado tinha 1% de adesão e que 542 profissionais estavam realmente fazendo a paralisação. Depois, acusou o Sepe de "obrigar" os alunos a boicotarem o Saerj. Agora, o governodo estado quer jogar a culpa nos profissionais pelo não encerramento do período letivo dos alunos do EJA. Segundo nota no site da SEEDUC, a greve nas escolas estaduais seria a responsável pelo fato dos alunos não poderem efetuar suas matrículas agora.

Mas o que o governo não assume é que, muito mais prejudicial do que a greve nas escolas, cujo principal responsável pela deflagração é ele mesmo, que não negocia, nem cumpre suas promessas de valorização da educaçãoé o fato de dezenas de milhares de alunos continuarem sem professores de disciplinas fundamentais e as escolas se encontrarem numa situação de penúria por falta de investimentos.

Hoje, por mais que Risolia e Cabral tentem disfaçar, os baixos salários fazem com que muitos professores recém-concursados abandonem a rede em busca de melhores condições de trabalho nas redes federal e municipais. O descaso deste governo com a educação pública é tão grande que, na véspera de completar 50 dias de paralisação, as autoridades estaduais ignorem as reivindicações da categoria e continuam se recusando a negociar.  Mas os profissionais vão continuar lutando para desmascarar estes falsos argumentos das autoridades estaduais e mostrar que a nossa greve, além de lutar por reajuste de salário, também luta pela melhoria do ensino público estadual e que o descaso do governo com a educação atinge em igual proporção, não só o EJA, mas todos os segmentos e modalidades de ensino oferecidos em nosso estado.
 

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