segunda-feira, 1 de agosto de 2011

SOS EDUCAÇÃO - Assine a petição pública on line

MANIFESTO DOS EDUCADORES E DEFENSORES DA CAUSA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA EM SOLIDARIEDADE A LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Após infrutíferas tentativas de negociação, que se arrastam por anos, os profissionais da educação do Estado do Rio de Janeiro, em concorrida Assembléia, realizada no dia 7 de junho de 2011, decidiram deflagrar greve. Atualmente, um professor graduado recebe R$  750,00 brutos e um funcionário tem piso de 433,00. Somente em 2011, 2,4 mil professores pediram exoneração por completa falta de perspectiva de valorização profissional. A questão afeta a formação de novos professores nas universidades, pois, concretamente, muitos avaliam que a opção pela educação pública implica privações econômicas insuportáveis. As principais reivindicações da greve objetivam criar um patamar mínimo para que a escola pública estadual possa ser reconstruída: reajuste de 26%, incorporação da gratificação do “Nova Escola”, liberação de 1/3 da jornada de trabalho para preparação de aulas, atendimento a estudantes, participação em reuniões etc., eleições diretas nas escolas e melhoria da infraestrutura geral da rede.

Compreendemos que a greve não é episódica e conjuntural. Ao contrário, está inscrita em um escopo muito mais amplo: objetiva sensibilizar a sociedade brasileira para uma das mais cruciais questões políticas não resolvidas da formação social brasileira: o reduzido montante de recursos estatais para a educação pública acarretando um quadro de sucateamento da rede pública e a paulatina transferência de atribuições do Estado para o mercado, por meio de parcerias público-privadas.

Interesses particularistas de sindicatos patronais, de corporações da mídia, do agronegócio e, sobretudo, do setor financeiro arvoram-se o direito de educar a juventude brasileira. Para montar máquinas partidárias, diversos governos abrem as escolas à uma miríade de seitas religiosas retrocedendo no valor da escola laica.

Estamos cientes de que não é um exagero afirmar que o futuro da escola pública está em questão. A luta dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro é generosa, resgata valores fundacionais para uma sociedade democrática e, por isso, nos solidarizamos, fortemente, com a luta em curso. Os recursos existem, desde que a educação seja uma prioridade. Por isso, instamos o governador Sérgio Cabral a negociar de modo verdadeiro com o SEPE, objetivando resolver a referida agenda mínima e a restabelecer o diálogo com os educadores comprometidos com a educação pública, não mercantil, capaz de contribuir para a formação integral das crianças e dos jovens do Estado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2011


Veja e assine a petição manifesto em defesa da causa da Educação do Rio de Janeiro em greve


Petição Manifesto dos Educadores e Defensores da Causa da Educação Pública em Solidariedade a Luta dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N11624

Em audiência com Sepe, presidente da Alerj disse que vai negociar melhorias na proposta do governo

Em reunião com a direção do Sepe, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Mello, afirmou aos diretores do sindicato que "vai interceder pessoalmente para melhorar a proposta de reajuste salarial de 3,5%" – este índice foi proposto em mensagem enviada àquela casa hoje pelo governador Sergio Cabral. Antes da reunião com o Sepe, Mello recebeu das mãos do secretário de Educação Wilson Risolia e do secretário de Planejamento Sergio Rui a Mensagem nº 34/2011 e nº 35/2011 do governador, com as propostas relativas à educação para os deputados discutirem e votarem.

A Mensagem nº 34 tem os seguintes itens: antecipa a parcela 2012 do Nova Escola para os professores, incorpora na totalidade a gratificação Nova Escola para os funcionários (retroativo a julho), reajusta em 3,5% os salários dos professores (pagamento em setembro) e descongela o Plano de Carreira (Lei nº 1348) dos funcionários, passando o piso para o salário mínimo. a mensagem 35 cria o cargo de Professor de 30 horas, com a adaptação às regras federais (20 tempos em sala e 10 de estudo e planejamento).

Paulo Mello disse também à direção do Sepe que provavelmente votará nesta quinta-feira (dia 4) a Mensagem 35. a Mensagem 34, segundo o próprio presidente da Alerj, deverá ser votada na semana que vem, o que daria mais tempo para negociar propostas melhores.

A direção do Sepe, na reunião, deixou explícito o descontentamento com o reajuste de 3,5% proposto pelo governo, muito aquém do que o Executivo pode implementar. O sindicato informou, também, que nesta quarta-feira, dia 3, a categoria se reunirá em assembleia para discutir estas mensagens ou qualquer avanço que possa ocorrer.

Ou seja, o Sepe informou ao presidente da Alerj que cabe ao governador acabar com a greve, concedendo um reajuste digno de fato aos profissionais de educação.

Governo do estado apresentou uma proposta para rede estadual em coletiva para a imprensa hoje (dia 1/8)

O secretário de Educação Wilson Risolia anunciou nesta segunda-feira (dia 1/8) uma proposta de reajuste de 3,5% para os profissionais de educação das escolas estaduais e confirmou a proposta feita anteriormente de antecipação da parcela da gratificação do nova Escola referente a 2012. O secretário também anunciou o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos, com piso de um salário mínimo e um percentual de 8% entre os níveis. Segundo Risolia, estas propostas serão enviadas ainda hoje para a Alerj em forma de Projeto de Lei. Para o Sepe, o reajuste anunciado é tímido, que ele fica bem abaixo da inflação em 2011 e da reivindicação emergencial de 26% de reajuste da categoria. A direção do sindicato vai se encaminhar para a Alerj para acompanhar o processo de votação do Projeto de Lei e pressionar os deputados a incluírem emendas no projeto aumentando o índice de reajuste anunciado.

Na próxima quarta-feira (dia 3 de agosto), a partir das 9h, a categoria fará uma assembléia geral na Fundição Progresso (Rua dos Arcos 34 - Lapa) para avaliar esta proposta e discutir os rumos da greve nas escolas, iniciada no dia 7 de junho.

Carta aberta de professora da rede estadual do RJ em greve



Olá...


Há algumas semanas @s professor@s do Estado do Rio de Janeiro estão em greve. Ganham mal, não tem condições de trabalho, são obrigad@s a passar por uma série de problemas, constrangimentos e ameaças. Não tem autonomia, não conseguem se aprimorar e sofrem com todos os rebatimentos que qualquer categoria profissional sofre dentro desses modelos de políticas sociais falidas, com o agravo de que estão formando “o futuro do país”...

Essa semana minha mãe recebeu uma ligação da escola do meu irmão - Colégio Estadual Luiz Carlos da Vila, escola modelo, inaugurada recentemente pelo então presidente Luis Inácio “Lula” da Silva no Complexo de Manguinhos (que na verdade está localizada em Benfica) – do outro lado da linha, a secretária dizia ser necessária a presença d@ responsável pelo aluno para uma reunião com a diretora “por problemas disciplinares”. À tarde o moleque chega em casa dizendo ter “descoberto” o motivo da reunião (que não foi informado aos pais no momento da ligação): ele e mais algum@s alun@s protestaram pela educação, não respondendo ao cartão de respostas de uma prova de avaliação que tem o melhor estilo ENADE. E não foi só isso, a molecada colocou no local das respostas um S.O.S EDUCAÇÃO... \o/
Depois de chegar ao local da reunião com 30 min. de atraso, a diretora Claudia, iniciou sua explanação muito calmamente (uma vez que os pais e as mães já se mostravam impacientes) falando da importância da “tal” prova na avaliação “do que precisa melhorar na educação” da molecada. Ao apresentar o que houve, frisando sempre que não estava ali para declarar seu posicionamento sobre o ocorrido e sim para colocar os pais e mães a par do que houve ela mostrou o resultado, do que eu considerei uma excelente demonstração de que a juventude questionadora não está perdida: os cartões de resposta, com a resposta do que @s alun@s consideraram ser o correto.
Os pais e mães aprovaram o protesto d@s filh@s, declararam sua insatisfação com a “escola modelo” na qual @s alun@s já sofrem com a falta de professor@s desde antes da greve, ou seja, o fracasso desse modelo de educação está tão falido na “escola modelo” quanto nas outras, e mais: existe um claro indício de que noss@s alun@s do Ensino Médio estão sendo formad@s para os tecnólogos da vida. El@s só precisam provar que aprenderam bem Português e Matemática, já que o governo do estado só avalia essas duas disciplinas.
Segundo um aluno que estava presente na reunião e que fez a prova, o nível de avaliação é tão baixo que exige interpretação de texto em perguntas do tipo: Ana foi à padaria... Onde Ana foi?
 Levando em consideração o que foi dito por alguns alunos quanto à avaliação perguntei a professora Claudia se aquele SOS Educação, não significou que @s alun@s queriam demonstrar que não se sentem preparados para ser avaliados e a resposta dela? O silêncio.
Sendo assim, eu que estive naquela reunião e que acompanho a atual situação das escolas de ensino médio do Rio, e mais, que acompanho os noticiários, entendo que essa prova, de nível tão baixo, só quer maquiar o momento em que vivemos: somos o penúltimo estado no ranking de educação...
Precisamos alimentar essa necessidade que os jovens vem sentindo de questionar o ensino que estão tendo, precisamos encorpar a luta d@s professor@s desse estado. Cabe dizer também, que no dia daquela reunião: 30/06/2011, professoras representantes do sindicato foram proibidas de entrar na escola...
Saudações... 


Monique Cruz. 

"Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?" 
Rosa Luxemburgo

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

FUNPREVI – PL 1005: CAPITALIZAÇÃO OU ENGANAÇÃO?


COLEGA SERVIDOR,

Recentemente temos acompanhado as ações do Prefeito em relação à previdência dos servidores municipais.  Mesmo tendo assumido o compromisso na campanha de manter os direitos dos servidores, o que fez inclusive por escrito, o Prefeito Eduardo Paes tem investido duramente contra nosso sistema previdenciário.

O primeiro passo foi o envio do Projeto de Lei nº 41/2010, sob encomenda do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para garantia de empréstimo de UM BILHÃO E QUARENTA E CINCO MILHÕES DE DÓLARES, no qual propõe o fim da paridade entre ativos e inativos e redução dos valores das aposentadorias e pensões para os novos servidores.

Com a mobilização do conjunto dos servidores municipais e um trabalho de conscientização dos vereadores quanto aos significativos prejuízos da proposta para o Serviço Público Municipal, o referido projeto, que seria votado em regime de urgência, teve sua tramitação paralisada.
 

Profissional da educação em greve: não aceite ameaça! Denuncie!

O Sepe vem recebendo denúncias de que algumas direções de escolas continuam ameaçando os profissionais que realizam greve. Orientamos a categoria a denunciar à direção do Sepe qualquer ameaça deste tipo. O fone do sindicato  é o 21950450.

Educação participa de protesto contra remoçoes e gastos exorbitantes para a copa

Os profissionais de educação, em greve desde o dia 7 de junho, participaram no dia 30 de um protesto hoje contra os gastos exorbitantes e as remoções de populações para a feitura da Copa em 2014 no Brasil. Centenas de pessoas, com uma bela presença da educação, fizeram ato público no Largo do Machado, por volta das 11h, e depois foram em passeata até a Marina da Glória, onde se realiza o sorteio para o campeonato, com as presenças do prefeito Paes, do governador Cabral e da presidenta Dilma.

Durante o protesto, estes três chefes do Executivo foram "brindados" com palavras de ordem da educação, que pedia mais verbas para o setor, ao invés do esbanjamento público com empreiteiras, na construção de estádios suntuosos Brasil à fora, que está ocorrendo.

A população apoiou as reivindicações do Sepe durante a passeata - neste link, você pode ver uma galeria de fotos do site UOL.

Nesta quarta, dia 3 de agosto, os profissionais de educação realizam assembleia a partir das 9h, na Fundição Progresso, na Lapa.

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