quinta-feira, 28 de março de 2013

Congresso do ANDES fez moção de repúdio a prefeito do Rio


O ANDES aprovou em seu congresso moção de repúdio à utilização pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, por fazer propaganda política no material didático distribuído nas escolas municipais.

Segue a moção:

"Os delegados ao 32º CONGRESSO do ANDES-SN, realizado no Rio de Janeiro/RJ, no período de 4 a 9 de março de 2013, manifestam repúdio à distribuição de material didático às escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro que reproduz, nominalmente, o resultado das eleições municipais de 2012 para prefeito e vereador. Tal conteúdo encontra-se no Caderno Pedagógico de Matemática do 6º ano, especificamente, nas páginas 22 e 23. Esse tipo de propaganda já ocorreu em 2012, na prova bimestral de matemática, do 3º bimestre, do 6º ano; portanto, antes das eleições municipais, quando, na 3º questão, era mencionado, explicitamente e com fotos, o sistema de ônibus BRT, um projeto da atual administração municipal. A distribuição do jogo “Banco Imobiliário Cidade Olímpica” para as escolas municipais aponta o mau uso de dinheiro público com propaganda política da atual gestão em materiais que deveriam ter caráter educativo.

"No entendimento da ADUFRJ e ADUFF, entidades que compõem o FEDEP, a propaganda política em material pedagógicofere gravemente o princípio da ética e as normas que regem o direito público, constituindo inaceitável e abominávelabuso de poder da atual administração pública municipal.

"Solicitamos o imediato recolhimento deste material e apuração da responsabilidade por esse ato que afrontaabertamente os princípios que devem nortear a escola pública, gratuita, laica, universal e de qualidade social.

"Aguardamos o pronto pronunciamento do refeito e da Secretaria Municipal de Educação."

terça-feira, 26 de março de 2013

Crimes da ditadura: acompanhe a comissão da verdade no site do Sepe


O site do Sepe possui uma coluna, onde você internauta pode acompanhar a chamada "Comissão da verdade", que investiga os crimes da ditadura. Para acessar, clique aqui.

A Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro foi empossada em março, tendo como presidente Wadih Damous, ex-presidente da OAB/RJ. A instituição vai investigar e tornar público crimes cometidos por agentes do estado no período da ditadura militar. 

Nosso sindicato também chegou a sofrer a repressão dessa época: na greve de 1979, o Sepe foi fechado pelo governador Chagas Freitas, político nomeado pela ditadura. Os crimes cometidos pelos agentes do estado têm que ser esclarecidos e punidos, para nunca mais acontecerem novamente. 

Neste link, o profissional de educação pode acessar o site da Comissão Nacional da Verdade. E se tiver alguma informação importante sobre aqueles anos de chumbo, você também pode fazer sua denúncia, com a garantia de anonimato.

Fonte: Sepe-RJ

Veja o texto da diretora da EM João Kopke sobre a agressão sofrida por ela na escola


Veja abaixo o texto da professora Leila Soares, diretora da Escola Municipal João Kopke, que foi agredida por um aluno da unidade na última sexta-feira. O texto foi postado no facebook e teve alguns trechos reproduzidos em reportagens nos jornais de hoje. O fato teve ampla repercussão na imprensa e o Sepe se colocou à disposição da colega para o que for necessário:
  
A diretora agredida da João Kopke:

Leila Soares

Quantas vezes nos indignamos quando sabemos de casos de agressões a colegas, profissionais como nós.

Mas não nos indignamos o suficiente por acharmos que ainda está muito distante...

De repente, chega a nós.

O corpo dói. Mas a dor vai passando com gelo, analgésico, remédios...

O coração, este fica tão apertado que parece que sobra espaço em torno dele de tão pequeno. Este espaço é preenchido com dor. Que não tem remédio.

A alma fica endurecida. Parece que sai do nosso corpo...

A pele dói. O sangue circula doendo. Os membros movem-se doendo.

Perdemos o chão. Não temos onde nos agarrar.

Só o carinho dos amigos (conhecidos ou não) é que nos conforta.

Sofremos nós, nossos parentes, nossos amigos, nossos companheiros.

Sofre uma sociedade inteira que vive temerosa porque não temos quem nos proteja.

O agressor sai de cabeça erguida, olhando para trás e rindo.

Não só do agredido, mas de cada um de nós.

Ri daquele que foi empurrado, xingado, ameaçado, chutado, socado.

Ri daquele que o tirou e tentou mostrá-lo o erro.

Ri do erro...

Ri de quem não deveria mais permitir o erro.

Ri da sociedade que fica refém enquanto ele continuará empurrando, xingando, ameaçando, chutando, socando...

Ri do sangue que escorreu, do rosto que machucou, da alma que feriu.

Apenas sai, impune, e olha para trás, e ri.

Para mais adiante deixar refém mais muitos.

Quem somos nós, Educadores?

Pois eu sei quem somos nós:

Somos aqueles de quem ri o que sai impune, olhando para trás e rindo.

Será que serei só mais uma?

Ou a última?

Saiba mais sobre o caso:

Nota do Sepe sobre agressão sofrida por diretora

segunda-feira, 25 de março de 2013

Professores da rede estadual: Profissionais que trabalham em mais de duas escolas devem entrar em contato com o Sepe


O Sepe está convocando os professores das escolas estaduais que estejam trabalhando em mais de duas escolas para que entrem em contato com o sindicato (telefone 2195-0450 ou e-mail secretaria@seperj.org.br; ou pela Regional 4: telefone 2564-2194 ou e-mail regional4@seperj.org.br), dando o seu nome completo e número de matrícula. 

O sindicato irá encaminhar na próxima quarta-feira (dia 27 de março) uma relação de professores que estejam trabalhando em várias escolas para a SEEDUC, para tentar reverter esta situação.

Sepe se reuniu com deputados da Alerj no dia 21/3: veja o que foi discutido


No dia 21 de março, logo após a aula pública nas escadarias da Alerj, a direção do Sepe se reuniu com os seguintes deputados: Edson Albertassi (PMDB), vice–presidente da Alerj, representando o deputado Paulo Melo (PMDB) presidente da casa; Comte Bittencourt (PPS) – presidente da Comissão de Educação; Marcelo Freixo (PSOL), e Janira Rocha (PSOL). A pauta do encontro foi a necessidade de retomada de negociações entre os profissionais de educação e o secretário de estado de Educação Wilson Risolia e a questão da remoção arbitrária de funcionários das escolas estaduais. 

Albertassi marcou uma audiência com a direção do sindicato para manhã, dia 26 de março, quando prometeu apresentar um estudo detalhado sobre o orçamento estadual para 2013 e discutir com a direção do sindicato a pauta salarial, com o objetivo de preparar o início da negociação salarial com o governo.  Ele  se comprometeu também em marcar uma audiência do Sepe com a SEPLAG, além de intermediar a marcação de uma audiência do sindicato com Risolia.

Corrida aos gabinetes amanhã (dia 26) contra o Projeto de Lei 2055/2013 que extingue cargos de funcionários na rede

Nesta terça (dia 26/3), o Sepe convoca a categoria para percorrer os gabinetes dos deputados na Alerj para pressionar os parlamentares a barrar o Projeto de Lei 2055/2013, do governador Cabral, que pretende extinguir os cargos de merendeira, servente, vigias e zeladores na rede estadual. O projeto já foi enviado para a Alerj e pode entrar em votação em regime de urgência.

Nota do Sepe sobre agressão sofrida por diretora


Hoje (25), um fato lamentável foi noticiado pela mídia. A diretora Leila Soares da Escola Municipal João Kopke, em Piedade, foi espancada por um aluno de 15 anos. O fato ocorreu na última quinta-feira (21), porém a profissional ainda está em estado de choque e com diversos ferimentos.

A EM João Kopke é apenas um exemplo do que acontece na maioria das escolas de nosso município. Nela, só existem duas agentes educacionais (antigo inspetor de alunos) para mais de 700 estudantes. As duas funcionárias administrativas ainda têm de se revezar no trabalho. Ou seja, na prática, uma agente educacional tem de coordenar mais de 700 crianças e adolescentes.

O acontecimento comprova a falta de estrutura e pessoal sofrida pelas escolas públicas municipais do Rio de Janeiro, que o Sepe denuncia há anos.

A direção do Sepe está na escola, dando todo apoio psicológico e jurídico à comunidade.

O sindicato também se coloca à disposição da professora Leila.

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO, COM ASSEMBLEIAS LOCAIS


CABRAL QUER ACABAR COM CARGOS NAS ESCOLAS E ABRE GUERRA COM FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS


O governador Sérgio Cabral enviou à Assembleia Legislativa projeto de Lei (PL nº 2055/13) que acaba com os cargos de merendeiras, serventes, vigias e zeladores da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC). O despacho do Poder Executivo estadual já chegou à Alerj e, por ser uma mensagem enviada pelo governador, entra imediatamente em regime de urgência de votação. O Sepe alerta os profissionais de educação: não podemos aceitar a aprovação de tal projeto, que comprova o total desprezo e falta de compromisso do governador e do secretario de Educação, Wilson Risolia, para com os funcionários administrativos e para com o funcionamento das unidades da rede estadual.

Funcionários devem ficar atentos ao dia da votação do projeto

O sindicato já tem a cópia do texto do PL e vai procurar os deputados, na Alerj, para impedir a aprovação do projeto original. O sindicato também já começou a analisar as medidas jurídicas cabíveis para barrar mais este ataque do governador às escolas públicas.

No texto, o governador mostra todo o seu descaso com o serviço público, privilegiando a iniciativa privada, quando justifica o PL da seguinte forma: “A terceirização dos serviços por meio de empresas especializadas, além de permitir a execução do serviço de forma mais eficaz, reduz o custo advindo da sua prestação”. Esta afirmação cai por terra quando sabemos das diversas denúncias contra o governo Cabral de superfaturamento em licitações diversas, além de favorecimento à empresas cujos donos são próximos do convívio do governador, como a própria imprensa noticiou.

Já neste outro trecho do PL, Cabral ataca a instituição do concurso público: “O provimento de novos cargos, mediante a realização de concursos públicos, importa na criação de despesas com a remuneração dos servidores e com o custeio dos encargos sociais respectivos, de caráter assistencial e previdenciário” - não concordamos em absoluto com esta justificativa! O concurso, lembramos, existe exatamente para tornar mais transparente, democrática e efetiva a administração pública.

A remoção dos funcionários concursados e a sua substituição por terceirizados já vem ocorrendo desde dezembro do ano passado, sem maiores justificativas por parte da SEEDUC.

As escolas estaduais vêm sofrendo um processo de sucateamento neste governo, que prejudica o dia-a-dia da comunidade escolar.

Também alertamos que a entrada de empresas privadas não só nos serviços de limpeza e administração, mas também na própria linha pedagógica pode inviabilizar a escola pública de qualidade.

Os profissionais de educação da rede estadual estão em campanha salarial e lutam por um piso salarial de cinco salários mínimos (R$ 3 mil) para o professor e de 3,5 salários (R$ 2 mil) para o funcionário; a categoria, na assembleia do dia 21, também aprovou o estado de greve - uma prontidão para entrar em grave por tempo indeterminado a qualquer momento.

Nos dias 16, 17 e 18 de abril ocorrerá uma greve de advertência de 72 horas e a retirada do PL 2055 da pauta da Alerj já passa a constar na pauta de reivindicações da categoria.

Tão logo seja marcada a votação do projeto, o sindicato vai convocar os funcionários para uma ida à Alerj e barrar mais este ataque aos profissionais da rede estadual.

Diretoria do Sepe

Leia o PL 2055

Leia matéria no jornal O Dia (23/03), que foi manchete, sobre o assunto e com a opinião da diretoria do Sepe.

Regional 4 distribui panfleto para as creches


sexta-feira, 22 de março de 2013

Rede estadual em estado de greve: Paralisação nos dias 16, 17 e 18 de abril



Os profissionais da rede estadual decidiram entrar em estado de greve em assembleia realizada ontem (dia 21) na ABI. 

A plenária também deliberou que as escolas farão uma paralisação de 72 horas nos dias 16, 17 e 18 de abril. No último dia da paralilsação, será realizada uma nova assembleia, a partir das 10h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359, Tijuca), quando discutiremos os rumos da mobilização. O estado de greve se inicia nesta sexta (dia 22). 

Na parte da tarde do dia 21 de março, a categoria se incorporou a uma marcha em defesa da educação, organizada pelo FEDEP e, depois realizou uma atividade nas escadarias da Alerj, com uma aula pública com a presença de estudantes e manifestantes solidários aos removidos da Aldeia Maracanã.

terça-feira, 19 de março de 2013

Rede estadual para na quinta (dia 21 de março): Sepe realizará assembleia na ABI para decidir se categoria entrará em estado de greve



Os professores e funcionários das escolas da rede estadual farão uma nova paralisação de 24 horas na quinta-feira (dia 21 de março). Neste dia, a partir das 11h, a categoria fará uma assembleia na ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar – Centro) para discutir se a rede estadual entrará ou não em estado de greve (prontidão para realização de uma paralisação por tempo indeterminado) a partir de quinta-feira. Caso o governo não abra as negociações, a rede estadual poderá parar por tempo indeterminado. 

Depois da assembleia, a partir das 14h, os profissionais participarão de uma marcha em defesa da educação, organizada por estudantes e por integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP) com início na Candelária e término nas escadarias da Alerj. Na escadaria da Alerj será realizada aula pública com o tema “Defesa da Escola Pública e de Qualidade”, com a participação de professores e alunos das redes estadual, FAETEC, Colégio Pedro II, Escolas Técnicas Federais e Universidades Federais e Estaduais.

Sepe vai solicitar intermediação do TJ para que governo estadual abra negociações

A diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) vai pedir uma audiência com a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, para informar que desde o ano passado o sindicato pede a criação de uma mesa de negociação com o governo do estado para discutir as reivindicações da categoria, cuja campanha salarial de 2013 foi iniciada no mês de fevereiro. No entanto, até agora o governo não respondeu aos pedidos do Sepe.
Na audiência, o Sepe também vai mostrar à desembargadora a situação dos funcionários administrativos das escolas, que estão sendo removidos arbitrariamente de seus locais de trabalho e substituídos por funcionários terceirizados.

O Sepe oficiou a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e o Palácio Guanabara, pedindo a abertura das negociações, tendo como base as seguintes reivindicações:

1) Cinco salários mínimos de piso (R$ 3 mil) para o magistério e 3,5 salários (R$ 2 mil) para os funcionários administrativos;

2) Combate ao Plano de Metas da SEEDUC e, também, ao Projeto de Certificação dos professores;

3) 30 horas para funcionários administrativos já – contra o cumprimento da carga horária de 40 horas.

4) 1/3 de carga horária para planejamento;


5) Uma escola, uma matrícula

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sepe vai ao Tribunal de Justiça alertar que o governo estadual se recusa a abrir negociação


A diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) vai pedir uma audiência com a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, para informar que desde o ano passado o sindicato pede a criação de uma mesa de negociação com o governo do estado para discutir as reivindicações da categoria. No entanto, até agora o governo não respondeu aos pedidos do Sepe.

Na audiência, o Sepe também vai mostrar à desembargadora a situação dos funcionários administrativos das escolas, que estão sendo removidos arbitrariamente de seus locais de trabalho e substituídos por funcionários terceirizados.

O Sepe oficiou a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e o Palácio Guanabara, pedindo a abertura seenegociações, tendo como base as seguintes reivindicações:

1) Cinco salários mínimos de piso (R$ 3 mil) para o magistério e 3,5 salários (R$ 2 mil) para os funcionários administrativos;

2) Combate ao Plano de Metas da SEEDUC e, também, ao Projeto de Certificação dos professores;

3) 30 horas para funcionários administrativos já – contra o cumprimento da carga horária de 40 horas.

4) 1/3 de carga horária para planejamento;

5) Uma escola, uma matrícula.

Caso o governo não abra as negociações, a rede estadual poderá parar!

A última assembleia da rede estadual, realizada dia 5 de março, decidiu que a categoria fará uma nova paralisação de 24 horas no dia 21 de março (quinta). Neste dia, os profissionais farão uma assembleia, a partir das 11h, na ABI, para definir se a rede entrará, a partir desta data, em estado de greve. Logo após, participação na Marcha do Forum em Defesa da Educação (concentração na Candelária) e aula pública na Alerj.

sexta-feira, 15 de março de 2013

MP vai investigar a utilização de material didático para a promoção pessoal de Paes

A 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Educação, órgão do Ministério Público do Estado, vai investigar o uso irregular de material didático pela rede pública de ensino municipal do Rio na promoção pessoal do prefeito Eduardo Paes e de seus aliados.

Segundo o site do MP, “serão investigados o uso do jogo ‘Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica’ e de material didático” distribuídos nas escolas.
O Sepe denunciou a prefeitura do Rio pelo uso desses materiais, que teve grande repercussão na imprensa.

A seguir, a íntegra do comunicado do MP no seu site:

“A 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Educação instaurou, na terça-feira (12/03), inquérito civil para apurar utilização indevida de material didático pela rede pública de ensino para a promoção pessoal do Prefeito e de seus aliados políticos. A Secretaria Municipal de Educação tem 15 dias para encaminhar ao Ministério Público um exemplar do caderno de matemática entregue aos alunos do 6º ano do ensino fundamental.

“De acordo com as informações passadas à Promotoria, o material faz referência ao resultado das últimas eleições municipais para Prefeito. As Promotoras de Justiça Erika Bastos Puppim e Cláudia Türner Duarte requereram ainda a lista dos responsáveis pela criação do material e o projeto político-pedagógico utilizado como fundamento para a criação das apostilas.

“O jogo "Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica" também é alvo de investigação. As Promotoras querem saber se o brinquedo foi desenvolvido como material de propaganda institucional da atual gestão do Município, e posteriormente, distribuído para a rede municipal de ensino, como material didático, com recursos do Fundeb.

"O MPRJ requereu cópia do projeto de criação e/ou projeto político pedagógico. "Se o jogo foi encaminhado para as escolas municipais, deveria existir uma proposta pedagógica. Se ela existe, convém verificar se está em consonância com os parâmetros estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", ressaltam as Promotoras de Justiça Erika Puppim e Cláudia Bastos.

“A Secretaria Municipal de Educação e a Brinquedos Estrela S.A têm 15 dias para encaminhar explicações ao Ministério Público. Outro inquérito civil sobre o Banco Imobiliário tramita, paralelamente, na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital. De acordo com o procedimento, a versão do jogo "Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica" tem logotipo e projetos da gestão do atual prefeito, Eduardo Paes. A Transcarioca, o Museu do Amanhã, o Parque Olímpico e a RioFilmes são citados nos brinquedos, comprados pela prefeitura por R$ 1.050.748,00.”

quinta-feira, 14 de março de 2013

Carta da Escola Municipal Manoel Bonfim denuncia falta de climatização na unidade


Os profissionais da Escola Municipal Manoel Bonfim, em Inhaúma, fizeram uma carta para a comunidade, denunciando a falta de climatização na unidade e as péssimas condições de trabalho e ambientais a que a categoria e os alunos estão submetidos. Veja o texto abaixo: 


À Comunidade da Escola Municipal Manoel Bomfim

Temos vivido tempos muito difíceis nas escolas da rede municipal do Rio. Apesar de todas as dificuldades vividas, entre as quais estão os nossos baixos salários e a falta de liberdade de criarmos nossas próprias aulas, lutamos, a cada dia, para realizarmos dignamente o nosso trabalho. Certamente os senhores responsáveis, trabalhadores como nós, entendem bem o que queremos dizer.

São muitas as dificuldades existentes, mas hoje o que nos faz escrever esta carta, é o calor excessivo com o qual temos padecido nas salas de aula. Nós, professores, alunos e funcionários, sofremos diariamente com a sensação térmica acima de 40º C. Os escassos e barulhentos ventiladores das salas de aula param constantemente de funcionar com o aquecimento do motor, só voltando a trabalhar após um tempo, quando ocorre o esfriamento do mesmo.

Sabemos que a correria do dia a dia de trabalho leva à diminuição do tempo de conversa da família, mas se os pais perguntarem a seus filhos como têm sido as suas aulas, terão a certeza de que se elas acontecem é porque somos muito perseverantes e resistentes. Mas sofremos, já que o ambiente não é nada propício a ensinar e aprender. Como nossas cabeças podem funcionar bem, como podemos nos concentrar, raciocinar e construir conhecimento enquanto o suor escorre pelo nosso corpo? Como pode haver concentração para o trabalho pedagógico diante de todo o desconforto, que tem provocado quedas de pressão arterial e outros males em diversos professores e alunos.

A Câmara dos Vereadores do Rio já aprovou a climatização das salas de aula das escolas municipais para a temperatura considerada adequada, entre 20 e 23º C, através da lei 5498 de 17/8/2012. Porém, até agora nada de concreto aconteceu, e tudo o que sabemos é que a Prefeitura do Rio pretende terceirizar a instalação de sistemas de ventilação por gotejamento, ao invés de providenciar a instalação de aparelhos de ar condicionado que façam parte do patrimônio permanente da escola. A terceirização não é uma boa saída porque com a mudança de governo o contrato de aluguel do equipamento de ventilação pode ser suspenso, e voltaríamos ao suplício do calor!

Além de o equipamento terceirizado custar mais caro aos cofres públicos que o adquirido permanentemente como patrimônio da unidade escolar, a ventilação por gotejamento não vai abaixar a temperatura das salas de aula a 20º C durante o quentíssimo verão carioca. Além disso, a umidade nas salas de aula irá danificar os equipamentos eletrônicos existentes, como computadores e datashows, e os próprios materiais escolares dos alunos, como cadernos, livros e apostilas.

Diante de tudo que expusemos até aqui, convocamos toda a comunidade escolar a assinar o abaixo-assinado pelo imediato cumprimento da referida lei, em defesa da climatização das salas de aula das escolas municipais do Rio, com instalação de equipamento adequado para que se atinja a temperatura estabelecida na mesma.

Profissionais da Escola Municipal Manoel Bomfim

quarta-feira, 13 de março de 2013

Rede municipal vai parar no dia 18 de abril para fazer protesto e assembleia

A assembleia da rede municipal do Rio, realizada no Sinpro Campo Grande no dia 09 de março, decidiu que a categoria fará uma paralisação de 24 horas no dia 18 de abril.

Neste dia, haverá um ato de protesto na prefeitura e uma assembleia geral da rede (local e horário a confirmar) para marcar a luta pela Campanha salarial 2013 e pelo plano de carreira unificado para os profissionais das escolas municipais.

Até o dia da paralisação, o Sepe promoverá uma campanha de mobilização nas escolas municipais para fortalecer o movimento da categoria.

A partir do dia 6 de abril, as regionais do sindicato deverão realizar suas assembleias locais para tirada de eixos para a a assembleia geral do dia 18 de abril. No dia 13 de abril, haverá uma plenária dos profissionais de Educação Infantil. Durante este período, o sindicato também organizará comissões para idas diárias à SME para cobrar do governo uma audiência.

Sepe solicita audiência com a SEPLAG para discutir o não pagamento de profissionais que já fizeram o recadastramento funcional


Mais de mil profissionais da educação sem salário por causa do recadastramento: o Sepe está solicitando uma audiência com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) para discutir os problemas que estão ocorrendo com o recadastramento funcional de servidores promovido pelo governo do estado. 

Mais de 1 mil profissionais ainda não receberam os salários referentes ao mês de fevereiro - muitos deles já fizeram o recadastramento. A previsão do governo feita à direção do Sepe é que os salários atrasados dos recadastrados sejam pagos até abril. 

O Sepe entrará com uma ação na Justiça contra o governo do estado para agilizar o pagamento, caso não haja um acordo com a SEPLAG e o pagamento não se normalize.

Profissionais do ensino de Espanhol lutam para garantir grade curricular nas escolas municipais - VEJA O MANIFESTO DA APEERJ


Os profissionais do ensino de Língua Espanhola da rede municipal estão mobilizados na luta contra a redução da grade curricular da disciplina nas escolas da rede.  

Veja o manifesto da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro, denunciando a situação, já que a SME confirmou que, em 2013, haverá redução da carga horária de Espanhol na matriz curricular e, em 2014, haverá restrição, com possíveis oficinas de caráter eletivo, no turno da tarde, nos Ginásios Cariocas.

Na avaliação dos profissionais, tais medidas são um grave e sério retrocesso. Eles avaliam que, em menos de dois anos, a Língua Espanhola que deveria ser oferecida em todas as séries do ensino fundamental, se limitará a um caráter eletivo, perdendo espaço para a oferta da Língua Inglesa.

Clique aqui para ler o manifesto na íntegra

terça-feira, 12 de março de 2013

Professores do CE Visconde de Cairu fazem carta contra planejamento na escola


Sabemos que a Secretaria Estadual de Educação está pressionando para que os professores realizem o horário de planejamento dentro das escolas. Isso na verdade, significa arrocho salarial.

Divulgamos a Carta produzida coletivamente pelos professores do Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, diante da exigência da Metropolitana III para que as horas destinadas ao planejamento sejam cumpridas na escola.

Segue a carta:

“Nós, docentes do Colégio Estadual Visconde de Cairu reunidos em assembleia no dia 02 de março de 2013, ao analisarmos os diversos problemas enfrentados em nossa prática diária, entendemos que a determinação da Secretaria estadual de educação de tornar obrigatório o cumprimento do horário complementar na escola amplia a precarização do nosso trabalho e aumenta a carga de trabalho não remunerado. Tal iniciativa fere a autonomia dos professores no que se refere à metodologia de trabalho, à escolha dos recursos e até dos espaços mais adequados para a elaboração do planejamento.

“Na construção desse planejamento, parte significativa dos meios escolhidos pelos docentes, dado a sua natureza, não cabe nos espaços limitados às unidades escolares: pesquisa em museus, bibliotecas, exposições em centros culturais, cinemas, etc. As unidades escolares que, via de regra, sequer dispõem dos espaços e recursos necessários para as reuniões semanais, não dispõem igualmente de locais apropriados à leitura e necessária reflexão para a elaboração das aulas e do material de apoio didático e midiático, menos ainda à tranquila e segura correção das avaliações.

“Desconsiderando a possibilidade de se manter um diálogo respeitoso e construtivo, valorizando o saber docente e sua capacidade de formular e encaminhar propostas, a secretaria toma uma iniciativa sem consultar os professores. Fato esse que poderia contribuir para a melhora na qualidade do ensino do rio de janeiro.

“A falta de políticas públicas realmente comprometidas com a educação de qualidade, não tem garantido os investimentos necessários para a criação e manutenção de estruturas físicas que viabilizem a realização de parte do trabalho de planejamento no interior das unidades escolares. A precariedade de recursos materiais e humanos, tanto quanto o autoritarismo do governo na relação com os docentes, ferem a autonomia pedagógica e, consequentemente, a qualidade das aulas.

“Não será o compulsório “confinamento” dos professores no interior das escolas por mais quatro horas a garantia da execução de um planejamento que atenda ás necessidades da comunidade escolar. Ao contrário, significa apenas o cumprimento burocrático do horário determinado pela secretaria na escola, o que entendemos como circunstância responsável por ameaçar a boa qualidade das aulas. Os professores terão ainda que ampliar suas horas de trabalho para além das dezesseis horas, fazendo o planejamento de fato em outra hora e local, ampliando assim a carga de trabalho não remunerado.

“Isoladamente, nenhuma proposta de alteração no campo da educação pública logrará resultados efetivos e duradouros, enquanto os profissionais da educação receberem baixos salários, faltarem recursos materiais nas escolas, não for respeitada a autonomia pedagógica docente e predominar o autoritarismo do governo na relação com os profissionais da educação.”

Professores do Colégio Estadual Visconde de Cairu – Metro III

segunda-feira, 11 de março de 2013

Propostas aprovadas na Assembléia da Rede Municipal (09/03)

1- Garantir a ida semanal de uma comissão à SME, para cobrar resposta sobre o pedido de audiência;
2- Plenária de Profissionais de Educação Infantil, no dia 13 de abril de 2013;
3- Paralisação e Assembléia da rede municipal no dia 18/04, com ato no Centro Administrativo;
4- Assembleias descentralizadas pelas regionais, dia 6/04/13;
5- Material específico da Educação Infantil contendo o resgate histórico das lutas do SEPE para este setor, informes, pauta de reivindicação e 1/3 do planejamento de PEI;
6- Material sobre os professores de Língua Espanhola, denunciando a redução da carga horária e o desvio de função, relacionando com o descaso com LDB, alunos e a questão intercontinental. Surgiram algumas idéias a serem trabalhadas como chamada: Na cidade da Copa e das Olimpíadas os alunos só podem falar inglês?
7- Que as regionais façam um levantamento da extinção das classes especiais, escolas sem quadra ou quadra descoberta, carência de professores, carência de merendeiras, entre outros problemas;
8- Definir até quarta-feira, dia 13/03 a data  de reunião do SEPE com a assessoria pedagógica;
9- Agilizar as informações do SEPE via facebook e redes sociais;
10- Procurar as universidades e sociedade civil para que se pronunciem sobre os problemas dos professores de  Língua Estrangeira, 6º ano experimental, GEC e outras propostas da SME;
11- Produzir um DVD do SEPE , como um documentário, explicando os problemas da rede ocasionados pela política educacional, buscando a mobilização;
12- Plebiscito da Rede Municipal sobre a política educacional da Prefeitura, realizado no conjunto da rede, com a organização de comitês de mobilização local, a garantia de transporte, materiais e infraestrutura para que a direção e a categoria possam realizá-lo nas escolas e creches da rede;
13- Junto ao plebiscito realizar campanha de filiação, eleição de representante e recadastramento;
14- Ação jurídica urgente sobre a redução do currículo de  Língua Espanhola, o desvio de função destes professores e a discussão detornar esta disciplina como eletiva;
15- Estudo jurídico sobre a questão da DE aos novos professores de 40 horas;
16- Campanha sobre a climatização, com adesivos (já feitos pela Regional VII ), incluindo o logo do SEPE;
17- Na próxima Assembléia discutir os nomes para os Conselhos Municipais.
           
* Reunião da Coordenação da Capital, quinta -feira, dia 14/03, às 14 horas no SEPE-RJ (Rua Evaristo da Veiga, 55/7º andar - Cinelândia).
* Não foi definido na Assembléia o horário da Plenária do dia 13, nem do ato e assembléia do dia 18/04.

Língua Espanhola: profissionais protestam contra redução da carga horária na rede municipal

O anúncio pela SME de redução da grade curricular de Língua Espanhola, está revoltando os profissionais que trabalham com o ensino desta língua estrangeira nas escolas municipais, Desde o ano passado, a categoria tem se mobilizado para tentar reverter a situação, mas a SME não se pronunciou a respeito, como se na cidade que vai sediar uma série de eventos de grande atratividade para o público estrangeiro a única preocupação do governo seja o ensino da língua inglesa, deixando de lado o espanhol, que é falado em dezenas de países do mundo inteiro, inclusive em quase toda a América Latina. Veja a carta que a APEERJ (Associação dos Professores de Espanhol do Rio de Janeiro) enviou para a SME por e-mail e, também, protocolada em 2012 e que, até hoje, não teve resposta.

À SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
ASSUNTO: Carta oficial da APEERJ referente ao ensino de Espanhol na rede municipal
À Ex.ª Senhora Secretária Cláudia Costin
À Ex.ª Senhora Subsecretária de Ensino Helena Bomeny
A APEERJ- Associação dos Professores de Espanhol do Rio de Janeiro – e os professores de espanhol da rede municipal, após reunião com a subsecretária de ensino Helena Bomeny, no dia 02 de março de 2012, demonstram, nesta carta,  grande preocupação com o ensino de Espanhol, um dos componentes curriculares do Ensino Fundamental das Escolas Municipais do Rio de Janeiro.
Conforme declaração da subsecretária nessa reunião, a partir do presente ano, haverá redução de carga horária de Língua Espanhola na matriz curricular e, em 2014, restrição a possíveis oficinas, de caráter “eletivo”, no turno da tarde, em unidades escolares chamadas “Ginásios Cariocas” Cremos que se trata de um grave e sério retrocesso. Em menos de dois anos, uma língua que deveria ser ensinada em todas as séries do ensino fundamental, se limite ao caráter “eletivo”, a uma oferta incerta, quiçá relegada ao esquecimento.
Ao longo de seus 30 anos, nossa associação luta para que o ensino de línguas estrangeiras seja respeitado e valorizado em todos os âmbitos. Essa luta não é não apenas pela expansão da língua espanhola nas escolas, mas pela implementação de um ensino de línguas que propicie ao estudante refletir sobre a sua participação na sociedade, sobre seus deveres, anseios e conquistas futuras.
É também objetivo desta associação lutar em prol das causas dos seus professores, muitas vezes, submetidos a políticas governamentais que não estão atentos às suas reais necessidades e justas reivindicações.
Nesse sentido, cabe mencionar a enorme indignação desta associação ao tomar conhecimento, por meio de relatos de seus membros e pela já mencionada subsecretária, que os professores de espanhol da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro estão em vias de trabalhar com turmas de reforço de língua-portuguesa. Possivelmente, fora de suas escolas de origem, onde muitos possuem mais de 10 anos de vínculo, e prestes a ter seus horários pulverizados e limitados a poucos tempos de aula com os estudantes.
A subutilização do trabalho dos professores que se dedicam ao ensino de língua espanhola também é tema de debate neste documento. Embora os representantes da Secretaria Municipal de Educação tenham ressaltado, mais de uma vez, que “a prioridade é o aluno e não o professor”, sabemos que dificilmente se aprende/ensina algo diminuindo os partícipes da mediação e da construção do conhecimento.
Cabe ressaltar também que é no mínimo contraditória a realização de um concurso de 100 vagas para professor de espanhol quando os atuais professores da rede vivem essa situação inaceitável. É difícil compreender que uma língua falada em mais de 20 países como língua materna perca seu espaço em uma das maiores redes municipais de ensino da América Latina.
Concluímos esta carta, reafirmando que a APEERJ sempre estará aberta ao diálogo com o poder público para a viabilização de ações em prol do ensino de espanhol no Rio de Janeiro, como a realização de cursos de capacitação ou projetos similares. Essa parceria, no entanto, espera desse órgão o respeito devido o trabalho do professor de línguas estrangeiras e o lugar do espanhol como um dos integrantes do componente curricular, de imprescindível relevância à formação de alunos-cidadãos críticos e conscientes do valor da aprendizagem de uma língua estrangeira.
Nestes termos, a APEERJ solicita a devida revisão da decisão de retirar da grade uma disciplina tão importante com a Língua Espanhola, para que possamos desenvolver novas parcerias com a Secretaria Municipal de Educação. Desta maneira esperamos que, alunos, professores e comunidade escolar sejam contemplados com um ensino público de línguas plural e de qualidade.
APEERJ Diretoria (2010-2012):
Dayala Vargens (UFF)
Luciana Freitas (UFF)
Maria Cristina Giorgi (CEFET-RJ)
Renato Pazos Vázquez (Colégio Técnico da UFRRJ)
Rita de Cássia Rodrigues Oliveira (UERJ)
Viviane C. Antunes Lima (UFRRJ)
Viviane S. Fialho de Araujo (SEE)
Assessoria política (2010-2012): Fábio Sampaio de Almeida (CEFET-RJ)

Protesto contra a privatização do Maracanã no próximo sábado (dia 16 de março)


O Comitê Popular da Copa e da Olimpíada fará um ato no próximo dia 16 de março, na Praça Saenz Pena, Tijuca, a partir das 10h. De lá, os manifestantes farão uma caminhada até o Maracanã para protestar contra os gastos dos governos federal, estadual e municipal com a organização das atividades que envolvem a realização da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro. 

Segundo o Comitê, as autoridades vão gastar bilhões de reais para a realização destes eventos, favorecendo empresários e empreiteiras, enquanto setores essenciais para o bem-estar da população, como saúde, educação, cultura, moradia, meio ambiente e transporte, entre outros, estão sendo deixados de lado. 

Outro fator que causa a revolta é a privatização do complexo do Maracanã, com a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do prédio do Museu do Índio e dos estádios Célio de Barros e Júlio Delamare para a construção de lojas, bares e estacionamentos.

Baixe a Cartilha dos Direitos dos Servidores do Estado produzida pelo Sepe


































FAÇA O DOWNLOAD PELO LINK:
http://pt.scribd.com/doc/129284308/SEPE-Cartilha-de-Direitos-Leis

sexta-feira, 8 de março de 2013

Assembleia da rede municipal, dia 09/03 (sábado) - Regionais vão disponibilizar transporte

A regional 4 vai disponibilizar transporte a partir de Bonsucesso para a assembleia da rede municipal do Rio, que será realizada dia 9, sábado, às 10h, em Campo Grande (Rua Manaí, nº 180 – na subsede do Sinpro).

O transporte sairá da sua sede (Rua Cardoso de Moraes, 145/1007 - BONSUCESSO, próximo à Praça das Nações - telefone: 2564-2194 / Funcionário Dirley: 7133-0088).

A Regional 4 solicita que os profissionais interessados contatem ainda hoje (sexta-feira, 08/03) até as 17 horas.

Em outras regionais
Outras regionais como a Regional 1 e a Regional 2 também disponibilizarão transporte para quem quiser ir a Assembleia.

O transporte da Regional 1 vai sair da sede do Sepe Central (Rua Evaristo da Veiga, 55; Tel: 2225-7687 / Paulo – 8669-0301);

O da Regional 2 sairá da sua sede (TV ALMERINDA FREITAS 36 SL 202 – MADUREIRA - Tel: 3359-5059 / Func. Marcelo: 9293-1922).

As regionais citadas também pedem para os profissionais interessados contatarem antes.

Cartaz da paralisação de 21/03 na Rede Estadual



Clique aqui para baixar o cartaz da paralisação do dia 21/03, na rede estadual - divulgue na sua escola e nas rede sociais. 

Profissionais de educação participarão da passeata do Dia Internacional da Mulher hoje (dia 8)



Os profissionais de educação participarão da Passeata do Dia Internacional da Mulher, que será realizada nesta sexta-feira (dia 8/3), no Centro do Rio. A concentração está marcada para as 16h, na Candelária. 

A passeata é realizada tradicionalmente todos os anos no Centro do Rio para marcar a passagem do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. neste ano, os eixos de reivindicação da passeata são os seguintes: chega de violência contra as mulheres; queremos salários dignos. creche 24 horas. contra a retirada dos direitos dos trabalhadores. e não ao Acordo Coletivo Especial (ACE). 

O Sepe parabeniza as mulheres pela passagem do seu dia
O Sepe sempre marcou presença na passeata e nos atos realizados neste dia em defesa dos direitos das mulheres. Neste 08 de maio, aproveitamos para parabenizar todas as mulheres pelo seu dia e reafirmar a certeza de que a luta contra o machismo, o racismo e a homofobia são eixos fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Audiência na Comissão de Educação da Alerj: Veja o que foi discutido no encontro



O Sepe participou da audiência pública na Comissão de Educação da Alerj, no dia 06 de março, que tratou da remoção dos funcionários administrativos estatutários nas escolas estaduais. A remoção arbitrária de funcionários concursados teve início ainda no mês de dezembro e o Sepe articulou uma mobilização deste segmento da categoria para lutar contra a sua substituição por funcionários de empresas terceirizadas. 

A mobilização envolveu a realização de diversos atos de protesto na SEEDUC e o sindicato acionou órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público Estadual (MPE) para denunciar o projeto de substituição dos funcionários concursados por terceirizados. Tanto o TCE como o MPE já se pronunciaram contra a substituição de concursados por terceirizados e reafirmaram que a lei determina a realização de concurso público para a resolução do problema de carência de profissionais da rede estadual.

Na audiência do dia 6 de março, o  presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), defendeu a realização de concurso público para a contratação de funcionários de apoio das escolas da rede estadual de ensino. Comte disse que vai usar todos os meios legais para exigir que o concurso ocorra para as carreiras de servente, vigia, merendeiro e zelador. O subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Educação, Luiz Carlos Becker, afirmou, no encontro, que a secretaria pretende terceirizar esses serviços. Os próximos concursos, acrescentou, serão para professor e inspetor escolar. Para  presidente da Comissão de Educação, essa decisão caracteriza descumprimento da lei.

Quanto à questão da substituição de 836 funcionários administrativos por contratados de empresas terceirizadas, medida questionada pelo Sepe, o subsecretário tentou descaracterizar o problema, afirmando que eles teriam sido remanejados dentro de um mapeamento realizado pelas Coordenadorias Metropolitanas. Segundo Becker, eles foram transferidos para 222 escolas, onde a secretaria continuará sendo responsável pela merenda e a limpeza. Becker explicou ainda que existe um alto número de servidores em licença. “São 6.800 serventes. Se esses servidores estivessem em atividade, talvez não teríamos a necessidade de terceirizadas, só que nos deparamos com mais de dois mil deles em algum tipo de licença. Então, temos um quantitativo que não permite que os serviços sejam feitos 100% pelo servidor de matrícula”, disse o subsecretário, que escondeu o fato de que o número alto de funcionários licenciados é um resultado das precárias condições de trabalho nas escolas, tantas vezes denunciado pela categoria e pelo sindicato à SEEDUC. 

O presidente da Comissão de Educação classificou esse remanejamento como arbitrário, afirmando que faltou bom senso e respeito aos funcionários, muitos deles trabalhando há mais de 25 anos na mesma escola e próximos da aposentadoria.. “Falta bom-senso e respeito ao servidor. A razoabilidade e o respeito ao cidadão têm que permear as decisões, e essa decisão de remanejar funcionários que há 25 anos estão na unidade e já compõem aquele projeto político-pedagógico é completamente descabido”, destacou Comte Bittencourt.

Na sua fala durante a audiência, o Sepe reclamou do remanejamento, mostrando que, na prática, muitos funcionários tiveram redução salarial, já que alguns deles foram remanejados para locais distantes de suas residências, aumentando, assim, os gastos com passagem de ônibus.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Veja o vídeo da Paralisação da Rede Estadual e Municipal de Educação (05/03)


No dia 05 de março, as redes estadual e municipal fizeram uma paralisação conjunta.

Pela manhã, os profissionais do município realizaram aula pública na Cinelândia para denunciar a propaganda do prefeito com o jogo "Banco Imobiliário".

À tarde, os profissionais do estado realizaram uma assembleia na ABI, onde decidiram fazer nova  paralisação nas escolas estaduais no dia 21 de março.

No final da tarde, educadores do estado e município participaram da Marcha da Educação.

Veja o vídeo:


Carta dos estudantes de pós-graduação do IPPUR/UFRJ em repúdio ao Banco Imobiliário - Cidade Olímpica


Os estudantes de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ) vêm, por meio desta, manifestar repúdio à iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro em comprar e distribuir o jogo Banco Imobiliário - Cidade Olímpica nas escolas municipais da cidade.

Baseando-nos no conjunto de leis que estabelecem as diretrizes gerais da educação e da política urbana no Brasil, concluímos que esta atitude foi orientada por interesses políticos e econômicos que não estão comprometidos com o amadurecimento crítico dos jovens cariocas.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determina, em seu parágrafo segundo, que “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. O brinquedo em questão não contribui com a formação intelectual e cidadã dos educandos acerca do espaço urbano do município do Rio de Janeiro. Ao invés disso, o jogo praticamente naturaliza a competitividade para a acumulação e a especulação imobiliária quando, em sua dinâmica, gera expectativas de ganhos econômicos a partir de intervenções urbanísticas realizadas pelo Estado. Afora isso, ele ainda exalta as obras realizadas pela atual gestão municipal, caracterizando-se como um instrumento de propaganda política, despreocupado em disseminar entre os discentes da rede municipal um entendimento das reais condições urbanas de moradia e do uso de equipamentos públicos nas diferentes localidades da cidade mencionadas pelo brinquedo.

Questionamo-nos: Por que em uma atividade lúdica sobre a cidade em que os alunos vivem, realizada nas dependências escolares, o princípio do “preparo para o exercício da cidadania” está confundido com princípios que orientam e regulam os mercados capitalistas? Por que não se desenvolveu um jogo que buscasse propagar princípios básicos do Estatuto das Cidades, já que esse “estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental”?

O jogo estimula o educando a entender a cidade como um espaço exclusivamente mercantil. A “compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade” são apresentados de forma a impor uma ideologia baseada na competição e na acumulação individual de bens materiais.

A solidariedade humana e a atuação em prol do coletivo (como previsto no Estatuto das Cidades) são substituídas por valores individuais. A cidade é informada como sendo mero espaço de acumulação, na qual os problemas resumem-se aos meios para a valorização dos imóveis particulares.

O “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico” (LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO) são, portanto, contrariados, considerando-se as diretrizes básicas da educação e da política urbana no Brasil. Por fim, o brinquedo não estimula a criticidade e a competência na resolução de problemas reais no ambiente urbano brasileiro, como a desigualdade no acesso à infraestrutura social, aos serviços públicos e à moradia digna. Ele conforma um discurso ideológico que apresenta um modelo de cidade, resultante de um projeto político e econômico de um determinado grupo dominante, como natural e inquestionável aos educandos, ignorando os conflitos que se dão no espaço urbano em torno da luta por condições dignas e igualitárias de moradia e acesso aos equipamentos públicos de uso coletivo.

Isto posto, tendo como base os Artigos 32º e 35º da Lei de Diretrizes e Bases da educação, que dispõe, respectivamente, sobre a finalidade do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, e o Estatuto das Cidades, que estabelece as diretrizes gerais da política urbana, concluímos que a iniciativa de utilizar tal jogo nas escolas é inadequada e nociva para a formação cidadã dos educandos. Assim, reafirmamos o nosso repúdio e indignação quanto à distribuição do jogo Banco Imobiliário - Cidade Olímpica nas escolas da cidade do Rio de Janeiro.

Assinado: Estudantes de pós-graduação do IPPUR/UFRJ

quarta-feira, 6 de março de 2013

Rede estadual vai parar novamente no dia 21 de março: veja como foi a mobilização de ontem (dia 5/3)


Os professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais realizaram ontem, dia 05/03, uma paralisação de 24 horas em protesto contra os baixos salários, contra as políticas meritocráticas impostas pela Secretaria Estadual de Educação, os ataques do governo estadual aos direitos dos educadores e as más condições de trabalho. 

Em assembleia realizada no auditório da ABI, no Centro do Rio, centenas de profissionais de educação decidiram realizar uma nova paralisação no dia 21 de março, quando a mobilização pela campanha salarial vai continuar. Neste dia, será realizada nova assembleia, também na ABI, às 11h, quando uma proposta de greve será discutida; logo após a assembleia, também no dia 21, ocorrerá um ato público em frente à Alerj.

As redes estadual e a municipal do Rio fizeram uma paralisação conjunta. Elas reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 para funcionários. O piso do professor estadual hoje é de R$ 1.001,00; no município, o professor recebe de piso salarial R$ 1.092,00.

Na parte da tarde, a categoria participou da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP). A passeata reuniu profissionais das escolas estaduais e municipais; UERJ, UFF, UFRJ, Universidades Estaduais; Colégio Pedro II; Escolas Técnicas estaduais e federais e entidades do movimento estudantil, todas integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública.

Rede municipal marca nova assembléia para sábado 09/03



A rede municipal do Rio vai realizar uma nova assembleia no dia 09/03 (sábado), às 10h, na subsede do Sinpro, na Rua Manaí, nº 180, em Campo Grande. Nessa assembleia, a rede vai discutir se participa da paralisação do dia 21 com a rede estadual.
Ontem, terça-feira, 05/03, o Sepe promoveu uma aula pública na Cinelândia para denunciar os escândalos do governo Eduardo Paes. O tema da aula de hoje foi: "Escola não é banco, nem de brincadeira", uma crítica contra as denúncias de que o prefeito utilizou mais de R$ 1 milhão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica para a compra de 20 mil kits do jogo Banco Imobiliário - Rio Cidade Olímpica, junto à empresa Estrela e que faz propaganda do seu governo.

Escolas estaduais vão parar de novo no dia 21 de março


Os professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais realizaram ontem, terça, dia 05/03, uma paralisação de 24 horas em protesto contra os baixos salários, contra as políticas meritocráticas impostas pela Secretaria Estadual de Educação e as más condições de trabalho.

Em assembleia realizada no auditório da ABI, no Centro do Rio, centenas de profissionais de educação decidiram realizar uma nova paralisação no dia 21 de março, quando a mobilização pela campanha salarial vai continuar. Neste dia, será realizada nova assembleia, também na ABI, às 11h, quando uma proposta de greve será discutida; logo após a assembleia, também no dia 21, ocorrerá um ato público em frente à Alerj.

Ontem, as redes estadual e a municipal do Rio fizeram uma paralisação conjunta. Elas reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 para funcionários. O piso do professor estadual hoje é de R$ 1.001,00; no município, o professor recebe de piso salarial R$ 1.092,00.

Depois a categoria participou da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária. A passeata reunirá os profissionais das escolas estaduais e municipais; UERJ, UFF, UFRJ, Universidades Estaduais; Colégio Pedro II; Escolas Técnicas estaduais e federais e entidades do movimento estudantil, todas integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Profissionais de educação do município do Rio e da rede estadual fazem paralisação unificada dia 5 de março

Os professores e funcionários administrativos do município do Rio e da rede estadual farão uma paralisação conjunta de 24 horas, no dia 5 de março (terça). As duas redes estão em campanha salarial e reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para professores e 3,5 para funcionários. No mesmo dia, a categoria participa da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária, a partir das 16h (clique aqui para ler o boletim conjunto  e aqui para ler o cartaz da marcha).

05/03: Rede estadual fará paralisação de 24 horas e assembleia às 13h


Os profissionais da rede estadual lotaram o auditório da ABI para realizar a assembleia geral da categoria no dia 23 de fevereiro. As principais deliberações da categoria foram: o lançamento da Campanha Salarial de 2013, com a reivindicação de piso de 5 salários mínimos para o professor e 3,5 para o funcionário; a realização de uma paralisação de 24 horas no dia 5 de março, quando os profissionais farão uma assembleia geral, às 13h, no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar) e participarão da Marcha da Educação convocado pelo Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP), com concentração na Candelária, a partir das 16h.

Rede municipal fará aula pública

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (dia 27/2), os profissionais das escolas municipais do Rio decidiram que a categoria fará uma paralisação de 24 horas, no dia 05 de março. A assembleia deliberou pela realização de uma aula pública neste dia, na Cinelândia, a partir do meio dia, com o seguinte tema: "Escola não é banco, nem de brincadeira".

Além da aula pública, os profissionais também participarão da Marcha da Educação, organizada pelo FEDEP, cuja concentração será na Candelária, a partir das 16h. No dia 5 de março, dia da paralisação da rede municipal, a rede estadual também fará uma paralisação integral, participando igualmente da Marcha da Educação.

A assembleia do município também deliberou que a próxima assembleia será realizada no dia 9 de março, às 10h, em local a ser confirmado, na Zona Oeste do Rio.

Em resumo, a rede tem como reivindicações básicas:

- Aumento salarial – piso de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para funcionário;

- Plano de Carreira Unificado (professores e funcionários) – a rede não tem um plano de carreira.

- Contra a meritocracia! Em defesa da autonomia pedagógica.

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