quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nota oficial sobre a hora-aula dos professores estaduais

A direção do Sepe esclarece que:

1 - o estudo comparativo das horas-aula pagas aos professores é de autoria e responsabilidade da direção do sindicato e não do Dieese. A subseção do Dieese que funciona no Sepe elabora uma série de estudos para o sindicato, mas não elaborou especificamente a parte citada pelo Jornal O Dia hoje.



2 - A Direção do Sepe reafirma as contas apresentadas. Veja quadro acima com a metodologia utilizada para calcular o valor da Hora-aula do professor do Estado;

3 - A conta apresentada pela SEEDUC está equivocada pois considera que a carga horária mensal do professor é de 64 tempos (a SEEDUC esquece que os meses não tem exatas quatro semanas!). O cáculo correto é considerar quatro semanas e meia para fins de cálculo.

4 - A realidade comprova que as contas do SEPE estão corretas. Considerando um professor que trabalhe segunda e quarta feira e divida sua carga horária igualmente entre os dois dias, veremos que este professor ministrou ou ministrará o seguinte número de aulas por mês:


Março: 72 tempos.

Abril: 64 tempos.

maio: 72 tempos.

Junho: 72 tempos.

Agosto: 80 tempos.

Setembro: 64 tempos.

Outubro: 72 tempos.

Novembro: 72 tempos.


Obs. situações semelhantes ocorreriam caso escolhessemos quaisquer dias da semana ou se dividíssemos a carga horária em três dias semanais. Ou seja, mais uma vez a SEEDUC manipula os números para esconder os baixíssimos salários pagos aos profissionais da educação! Por fim, como o estudo é comparativo, caso adotássemos a metodologia empregada pela SEEDUC e aplicássemos às demais redes, o resultado comparativo seria o mesmo!

Acampamento na SEEDUC: Nesta quarta tem aulas públicas à tarde e arraiá da roça à noite


Os Profissionais da Educação da rede estadual, em greve 38 dias, e que estão acampados na frente da SEEDUC (Rua da Ajudarealizamhoje à noite, um "acampamento da roça". Haverá comidas comidas típicas, quadrilha e um show com o trio Sabiá de Serra. A atividade esta sendo organizada pelo núcleo de Duque de Caxias mas a festa é de todo mundo... e avisa que não tem hora pra acabar.   Não temos pressa pra ir embora. O arraial começa no final da tarde e o Sepe convoca os profissionais a se dirigirem para o acampamento para ajudar na organização da festa.

Durante toda a tarde, os profissionais oferecerão aulas públicas para mostrar à população a real situação da educação no Estado do Rio de Janeiro e a crise política por que atravessa o governo Cabral, com os seguintes temas:

Aula pública de Matemática: Como sobreviver com o salário do professor:

Filosofia: Ética na política;

História: República Velha e repressão aos movimentos sociais.

Imprensa do Sepe fez vídeo do acampamento na Seeduc

Sepe repudia e desautoriza qualquer tipo de agressão ou violência nas suas manifestações


Veja abaixo o teor na nota do Sepe enviada para a imprensa sobre os supostos relatos de agressões sofridas pelo secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, durante o ato de ontem na porta da SEEDUC:

Nota do Sepe:

Sepe repudia e desautoriza qualquer tipo de agressão ou violência nas suas manifestações



Com relação aos relatos sobre uma suposta tentativa de agressão contra o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, ocorrida no início da noite da quarta-feira, o Sepe informa que não partiu do sindicato qualquer orientação de agressão contra o secretário nem contra qualquer autoridade estadual. O sindicato desautoriza qualquer tipo de agressão a quem quer que seja, nem pode ser responsabilizado por atitudes individuais da parte de pessoas que não tem a ver com o movimento em defesa da educação pública estadual.

O que a categoria reivindica do governo e o faz por meios legítimos como o livre direito de manifestação pública é a negociação salarial melhores condições de trabalho, entre outros itens que constam da pauta de reivindicações entregue ao governo do estado desde o início do ano letivo. No ato de ontem, o objetivo e as determinações do comando de greve da rede estadual foi o de organizar uma vigília e a subida de uma comissão de negociação para tentar uma audiência com o secretário de Educação. Durante a entrada dos manifestantes, aconteceu um tumulto, por causa da PM que lançou gás de pimenta em profissionais da educação e funcionários públicos que trabalham no Centro Administrativo na Rua da Ajuda.

Depois disto, a organização da manifestação deliberou realizar uma vigília para esperar os resultados da audiência que foi realizada até o final da tarde. Durante a vigília não foi registrado qualquer tipo de incidente e a manifestação se realizou de forma pacífica.

No momento em que foi reportado o suposto ataque ao secretário, os profissionais de educação que fizeram o ato na SEEDUC estavam realizando uma assembléia na entrada do prédio do Centro Administrativo do Governo do Estado, que fica do lado oposto da garagem do prédio, por onde o secretário saiu de carro. Esta assembléia, realizada na Rua da Ajuda foi acompanhada por toda a imprensa e, em momento nenhum partiu da organização do movimento qualquer instrução para interceptar o carro do secretário ou de qualquer autoridade, cujas saídas se deram pela porta da garagem, localizada na Rua México, ou seja, do lado oposto da entrada do prédio, onde a assembleia para avalliar os resultados da audiência era realizada.

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