quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Principais deliberações da assembléia da rede estadual

A assembleia da rede estadual realizou assembleia no sábado, no SinJustiça. Eis as principais deliberações:

1) Data da ceia da miséria: 08 de dezembro;
2) O Sepe vai fazer uma campanha contra o assédio moral, utilizando materiais produzidos sobre o tema, como o cartaz de Niterói, adesivo de São João e a nova edição ou nova impressão da cartilha do assédio moral;
3) Campanha em defesa do respeito ao dia 15 de outubro, convocando o Muspe e o Muspem;
4) O Sepe fará uma campanha em defesa da eleição de diretores das escolas estaduais;
5) Solicitaremos que os partidos políticos contrários ao governo estadual atual abordem e denunciem, no horário eleitoral, os problemas das escolas estaduais.
6) Não haverá paralisação em novembro.

C.E. Vicente Januzzi garante com luta a gestão democrática

As vésperas das eleições do dia 03 de outubro, o governo de Sérgio Cabral faz uma arrumação nas escolas da capital.  Só na Coordenadoria Metropolitana X são sete grandes escolas que sofrem exoneração, afastamento de suas direções e indicação política de interventores.  O Candidato Cabral, que já tem a certeza da vitória eleitoral, pretende pavimentar o caminho para novos ataques aos direitos dos trabalhadores e para isso nomeia seus gestores, verdadeiros capachos, para a direção de nossas unidades escolares.  Antes mesmo do resultado das urnas Cabral pretende dar uma resposta mais uma vez parcial, aos resultados do IDEB (Índice de desenvolvimento do Ensino Básico).  Para melhorar a educação no Rio de Janeiro é preciso que o governador rompa os fabulosos contratos com a iniciativa privada e, desta forma, fechar, de uma vez por todas, a sangria de verbas públicas da educação para banqueiros e empresários.

Porém a comunidade escolar do Colégio Estadual Vicente Januzzi desmontou o propósito do governo de forma exemplar em sua unidade. Aqueles trabalhadores, os alunos e responsáveis prepararam uma resistência e derrotaram os intentos do governo neoliberal do Estado do Rio de Janeiro.

Em uma batalha que já soma três longos meses, o mesmo tempo em que o candidato Cabral mentia nas telinhas do programa gratuito eleitoral, a comunidade do Vicente Januzzi discutiu uma política e se preparou para defender sua escola.  Organizaram um abaixo assinado entre alunos e responsáveis, construíram um Projeto Político Pedagógico e os nomes de uma equipe de direção para substituir a diretora que está se aposentando.  Estes trabalhadores, os alunos e responsáveis se prepararam para evitar qualquer possibilidade de uma intervenção naquela unidade escolar.

Diante da iniciativa da comunidade escolar desta unidade, a secretária de Educação Tereza Porto, enviou à escola, por duas vezes, o subsecretário Executivo, Júlio César da Hora, para avaliar o grau de mobilização e a possibilidade de uma intervenção da SEDUC naquela escola. Júlio não tem do que se queixar.  Foi recebido na escola de forma educada, mas firme.  A escola, seja na reunião com os professores, seja reunião no pátio com professores, funcionários, alunos e responsáveis, deixou claro que já discutiu, formulou e tem uma nova equipe de direção para substituir a diretora que agora se aposenta.  O grupo, de forma organizada, apresentou reivindicações de mais funcionários, inspetores de alunos, melhores salários e condições de trabalho. Como condição para um melhor funcionamento da escola propõe a eleição de um Conselho Escolar para a futura gestão e comunicaram que realizarão um Seminário de Gestão, de dia inteiro, logo após a nomeação da nova equipe de direção.  Da Hora teve que assumir o compromisso de colocar em seu parecer a Srª Secretária as reivindicações da escola.

Este é o exemplo que as demais escolas devem seguir.  Não podemos compactuar com a deplorável prática clientelista de indicação politiqueira para a direção de nossas unidades escolares estaduais.  Se Sérgio Cabral cassou nosso direito à eleição democrática para diretores de escolas vamos fazer valer o conteúdo da gestão democrática em nossas unidades. Desta forma fica mais uma vez provado que só a nossa mobilização e luta pode garantir nossos direitos.

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