domingo, 5 de março de 2017

8 DE MARÇO - REFORMA DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM É UMA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TRABALHADORAS



REFORMA  DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM É UMA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TRABALHADORAS

 

O dia 8 de março deste ano vai ser marcado com muitos ataques aos direitos das mulheres trabalhadoras! Mais de trinta países estão marcando um grande dia contra a retirada de direitos, machismo e violência. Mas apesar da classe trabalhadora ter ataques aos seus direitos às mulheres estão sendo linha de frente nas lutas  internacionalmente.

Na Argentina por causa da violência e o feminicídio deu-se um movimento “Ni Una Menos”  que contagiou toda América Latina. Na Polônia por causa da mudança da legislação do aborto, mulheres tomaram as ruas vestidas de preto e conseguiram vitória! Na Índia as operárias conseguiram barrar nas ruas a reforma da previdência e impulsionaram uma greve geral onde nunca foi visto naquele país. Nos E.U.A. mulheres conseguiram trazer três milhões de pessoas às ruas contra a política neoliberal do presidente Donald Trump.

No Brasil os ataques aos direitos das mulheres trabalhadoras tem se acentuado com as reformas da previdência e trabalhistas onde dará a nova face da escravidão aumentando mais as desigualdades entre mulheres e homens.

As trabalhadoras e as secundaristas do RJ estão sempre em luta por causa dos calotes do governo do Estado do RJ, da privatização da CEDAE, da falta de creche, dos baixos salários, do alto índice de desempregadas, do aumento da violência contra as mulheres, da banalização do feminicídio, dos ataques a discussão de gênero e diversidade sexual, nas ocupações de escolas e nas periferias denunciando o genocídio do povo negro.

E neste ano que se comemora os 100 anos da Revolução Russa, todo este protagonismo das mulheres trabalhadoras, sobretudo negras revive  a luta das operárias têxteis e mulheres pobres que culminou a uma grande mobilização . A miséria provocada pela 1ª guerra mundial e o levante das mulheres, em três dias, conduziu o país a uma greve geral que foi o estopim de uma revolução socialista vitoriosa. As mulheres participaram ativamente do processo revolucionário e conquistaram, nos primeiros anos da revolução, muito mais do que qualquer país capitalista ofereceu em toda a sua existência.

Neste sentido, a nossa tarefa é derrotar as reformas e todos os ataques que este governo federal e estadual  estão colocando em curso aos direitos das mulheres e de toda a classe trabalhadora. É necessário compreender que somente na luta é que derrotamos todos estes ataques!

O 8 de março deste ano será nas ruas, na greve das mulheres trabalhadoras!

DIA 8 DE MARÇO –CONCENTRAÇÃO DAS 16H ÀS 18H NA CANDELÁRIA!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

VIOLÊNCIA NA MARÉ

Nos últimos dias os conflitos armados se intensificaram na Maré, e nós, perdemos uma aluna. Lamentavelmente alguns colegas tratam esta triste realidade com normalidade. Esquecem o descaso dos governos, a ausência de políticas públicas, a repressão policial. Mesmo sob tiroteio, insistem em abrir a U.E, colocando em risco sua própria vida e a de estudantes, responsáveis, profissionais. Podem garantir números para estatísticas, mas não garantem um dia letivo de qualidade numa situação tão adversa.
Com o conflito armado as aulas são interrompidas. Profissionais e alunos tentam sobreviver deitados por horas no chão. Assim o processo de ensino-aprendizagem é extremamente prejudicado.
Sabemos que colegas das direções sofrem com uma autonomia equivocada, que coloca sob sua responsabilidade a decisão sob a segurança e vida de centenas de pessoas. Reivindicamos que a decisão sobre o funcionamento ou não da U.E. seja feita de maneira democrática, coletiva. Com os profissionais e a comunidade escolar. E como sempre, faremos a reposição dos conteúdos.
Se você não tiver segurança sobre proteger sua vida e a das alunas/os, você não pode ser obrigado a trabalhar. Não existe nenhuma legislação que garanta prejuízos a vida funcional ou ao estágio probatório. Organize sua escola/EDI/creche. Procure o SEPE.
Vamos exigir políticas públicas, a melhoria das moradias, saneamento básico, lazer, emprego, respeito a cultura e a história destes locais, saúde, educação pública de qualidade.
Toda solidariedade à família, aos profissionais da escola, a comunidade.

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