segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Todo apoio à greve da educação no Distrito Federal e repúdio às agressões do governador Rolemberg contra a categoria

Os profissionais de educação das redes públicas do Rio de Janeiro se solidarizam com a greve da categoria nas escolas estaduais do Distrito Federal e, ao mesmo tempo repudia as agressões sofridas por professores e funcionários, que foram brutalmente atacados pela Polícia Militar durante manifestação na tarde da quarta-feira (dia 28 de outubro). A polícia militar do governador Rodrigo Rolemberg (PSB) prendeu pelo menos quatro professores, que estavam realizando uma manifestação na localidade conhecida como Eixão, além de deixar vários manifestantes feridos. A categoria, que está em greve desde o dia 15 de outubro, reivindica o pagamento da sexta e última parcela de uma reajuste acordado com a gestão anterior e suspensoi pelo atual governador. Em assembleia realizada na última quarta-feira (dia 4/11), os profissionais decidiram manter a greve até que o governo atenda as suas reivindicações.

Mais uma vez, os governos mostram a sua incapacidade e falta de apreço pelos direitos democráticos, mandando a polícia reprimir manifestações legítimas e pacíficas a golpes de cassetete e com o uso de balas de borracha e spray de pimenta. Tais fatos lamentáveis já aconteceram no Rio de Janeiro, em 2013 e 2014 e no Paraná, no início deste ano, deixando dezenas de feridos e profissionais respondendo a inquéritos administrativos e criminais. Justamente no mês de outubro, quando se comemora o dia do professor, o governador do Distrito Federal dá uma prova de insensibilidade e de arbitrariedade, suspendendo acordos assinados e mandando a polícia reprimir profissionais em luta pelos seus legítimos direitos.

PLEBISCITO DE 10 A 25 DE NOVEMBRO SERÁ REALIZADO PELO SEPE-RJ


O SEPE-RJ realiza do dia 10 a 25 de novembro um plebiscito sobre a reorganização escolar que a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro vem implantando na rede. Trata-se da reorganização das escolas, com a segmentação ou divisão das escolas por grupos de séries. Para o sindicato, esta reorganização traz graves problemas para a comunidade escolar, tais como:

1) Milhares de famílias terão suas vidas afetadas com os filhos estudando em diferentes escolas;
2) Haverá carência ainda maior de vagas, já que as unidades existentes terão seus segmentos de ensino extintos;
3) Com a redução de vagas, há uma tendência natural de que as turmas fiquem superlotadas;
4) Legitima o 6º ano no Primário - um único professor trabalhará todas as disciplinas básicas;
5) Centenas de profissionais que trabalham há anos com a mesma comunidade escolar perderão suas origens.

Cédula terá 3 perguntas

Na consulta, o sindicato fará as seguintes perguntas:

1) Você concorda que funcionárias(os) e professoras/professores e alunas/alunos sejam obrigados a mudar da escola por causa da reorganização ou do turno único?”
2) Você concorda que os alunos do 6º ano tenham apenas 1 professora/professor para dar aula de Português, Matemática, Ciências, Geografia e História?
3) Você concorda que as escolas sejam divididas em unidades exclusivas de educação infantil, outras de primário e outras de ginásio, sem consulta à comunidade escolar?
As sedes regionais do Sepe terão uma urna à disposição da categoria para votar. Além disso, o sindicato levará urnas volantes às escolas.
Toda a comunidade escolar poderá votar (professores, funcionários, alunos, pais e responsáveis)
Apesar de a SME/RJ ter afirmado ontem que a reorganização foi “suspensa”, o Sepe considera que diversas situações continuam a ocorrer, como a perda de origem de profissionais e a implementação do professor único para todas as disciplinas básicas do 6º Ano Primário.



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