sexta-feira, 16 de abril de 2010

Relatório da Audiência com a SME


Relatório da Audiência com DGRH/SME

Representante da SME: Diretora do DGRH: Professora Lourdes

Representantes do SEPE: Maristela Abreu, Susana Gutierrez e  Joselma Brito (diretoras da Regional 4)

A audiência teve início às 17h00min horas com a apresentação de pauta proposta pelo SEPE:

1-      Solicitação de dados oficiais da SME do quadro de profissionais e alunos  do Município a ser encaminhado por ofício pelo SEPE:
Número de Profissionais; Professores I; Professores II; Merendeiras; Agentes Educadores; Zeladores; Agentes Auxiliares de Creche;Serventes;Agentes Administrativos;Profissionais readaptados por cargo; Número de alunos do 1º e 2º segmento e PEJA; Profissionais com atuação nas salas de leitura, reforço escolar, educação especial e educação infantil; Profissionais cedidos para outras secretárias;

A Professora Lourdes ficou de avaliar o ofício encaminhado pelo SEPE.

       2-Chamada de concursados:
Merendeiras: Sobre a chamada dos concursados informou que a Secretária de Educação prestou esclarecimentos ao Ministério Público de que a prefeitura se encontra no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e que a SME está aguardando parecer da SMF e Procuradoria geral do Município para solucionar essa questão. Na avaliação do DRH, as 400 merendeiras serão convocadas.

Professores: Foram chamados 1042 professores em 2009 e serão chamados 193 PII e 140 PI, o edital de convocação já está em processo.
O concurso para professores de inglês se encontra em fase final, e para Educação Física o edital foi publicado no dia 8 de abril.
A SME está aguardando a liberação da SMF para a realização de novo concurso para professores de Matemática.
Nas creches está sendo realizado um levantamento das necessidades para a convocação de professores II do banco de concursados.
A diretora do DRGH informou que existem 1000 professores II readaptados atualmente.

Agentes Auxiliares de Creches: Informou que o quadro tem a previsão de 4000 profissionais e que já foram chamados 4600 em função das exonerações.
Entre setembro e fevereiro de 2010 já ocorreram 96 exonerações. Foram convocados em março 249 ACC’s, desses 100 não compareceram e é necessário aguardar os 30 dias definidos por lei para nova convocação.
Agentes Educadores. Foram chamados 300 do concurso de 2006.

2-     Creches :
Afirmou que a mudança de cargo é ilegal de acordo com a legislação, e mesmo que os ACC’s tenham a formação no Pró-Infantil, curso normal ou faculdade de pedagogia, só poderão migrar para o cargo de professor após aprovação em concurso. O que pode ser viabilizado é que o curso do Pró- Infantil assim como o trabalho nas creches pode ser pontuado na prova de títulos dos concursos.  
Quanto a esclarecimentos sobre o curso do Pró- Infantil, estrutura das creches, EDI’s e o exercício do trabalho fora das especificações do edital, orientou que o SEPE procurasse Departamento de Educação Infantil.

3-     Merendeiras e Serventes: 
Solicitamos a regulamentação do direito de remoção e lotação nas escolas. Em resposta o DGRH informou que está estudando essa possibilidade, e que a chamada das concursadas poderá viabilizar a remoção das merendeiras.
Quanto ao nosso questionamento sobre a realização de atividades não especificadas nas atribuições das merendeiras como a limpeza de refeitórios e a não realização dessas tarefas pelos trabalhadores da COMLURB, afirmou que irá encaminhar a denúncia para a secretária.
Questionamos também sobre as irregularidades nos contratos com a COMLURB que não tem colocado nas escolas o número de profissionais adequados para os serviços de limpeza e afirmamos a nossa posição de convocação de concurso para esses profissionais. 

4-     Irregularidades no pagamento:
Quanto ás irregularidades nos pagamentos de projetos, Sangari, e alimentação e transporte de tutores e AAC’s para o curso do Pró- Infantil, a diretora do DRH orientou que os profissionais com problemas de pagamento, ligassem para Profª: Regina Nº 25032078.

5-     Plano de Carreira e aumento da carga horária:
Solicitamos informações das chamadas de professores para opção de aumento da carga horária e sobre a proposta do novo plano de cargos e salários.
O DGRH esclareceu que o Plano de carreira estava em elaboração e seria apresentado pela Secretária de Educação.
Quanto à convocação de professores para opção de aumento de carga horária ela esclareceu que foi em resposta à solicitação inicial de 10 professores e agora 48 do concurso de 1992 através de processo administrativo requerendo esse direito de acordo com o edital de concurso, ao que a procuradoria geral do município deu parecer favorável. Diante disso a SME resolveu chamar os 1900 professores que tem a possibilidade de optar por aumento de carga horária.
Ela esclareceu que os profissionais que optarem por 40 horas não poderão acumular com outros empregos públicos, diferente dos profissionais de 30horas.
Quanto à possibilidade do pagamento integral dos salários na aposentadoria de acordo com a nova carga horária, o DRGH informou que a resolução será elaborada após a opção pelo aumento da carga horária.          
6-     Férias:
Com relação ás férias colocamos as irregularidades de não se contabilizar como período de efetivo exercício os períodos de doenças dos profissionais o que tem levado os profissionais, especialmente as merendeiras, a não conseguirem tirar férias e dessa forma agravar os problemas de saúde desses profissionais.
A Professora Lourdes informou que segue a determinação do estatuto e que orienta as CRE’s a determinar cinco (5) dias de plantão no mês de janeiro para todos os profissionais, professores e merendeiras, que não adquiriram o período aquisitivo de férias.  Esclarece que nesse período não há merenda na escola e que é terminantemente proibido confeccionar refeições fora do cardápio escolar.          

Relatório da Audiência com a SME


Relatório da Audiência com DGRH/SME

Representante da SME: Diretora do DGRH: Professora Lourdes

Representantes do SEPE: Maristela Abreu, Susana Gutierrez, Joselma (Diretora da Reg. 4)

A audiência teve início às 17h00min horas com a apresentação de pauta proposta pelo SEPE:

1-      Solicitação de dados oficiais da SME do quadro de profissionais e alunos  do Município a ser encaminhado por ofício pelo SEPE:
Número de Profissionais:
Professores I;
Professores II;
Merendeiras;
Agentes Educadores;
Zeladores;
Agentes Auxiliares de Creche;
Serventes;
Agentes Administrativos;
Profissionais readaptados por cargo;
Número de alunos do 1º e 2º segmento e PEJA;
Profissionais com atuação nas salas de leitura, reforço escolar, educação especial e educação infantil;
Profissionais cedidos para outras secretárias;

A Professora Lourdes ficou de avaliar o ofício encaminhado pelo SEPE:

       2-Chamada de concursados:
 
Merendeiras: Sobre a chamada dos concursados informou que a Secretária de Educação prestou esclarecimentos ao Ministério Público de que a prefeitura se encontra no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e que a SME está aguardando parecer da SMF e Procuradoria geral do Município para solucionar essa questão. Na avaliação do DRH, as 400 merendeiras serão convocadas.

Professores: Foram chamados 1042 professores em 2009 e serão chamados 193 PII e 140 PI, o edital de convocação já está em processo.
O concurso para professores de inglês se encontra em fase final, e para Educação Física o edital foi publicado no dia 8 de abril.
A SME está aguardando a liberação da SMF para a realização de novo concurso para professores de Matemática.
Nas creches está sendo realizado um levantamento das necessidades para a convocação de professores II do banco de concursados.
A diretora do DRGH informou que existem 1000 professores II readaptados atualmente.

Agentes Auxiliares de Creches: Informou que o quadro tem a previsão de 4000 profissionais e que já foram chamados 4600 em função das exonerações.
Entre setembro e fevereiro de 2010 já ocorreram 96 exonerações. Foram convocados em março 249 ACC’s, desses 100 não compareceram e é necessário aguardar os 30 dias definidos por lei para nova convocação.
Agentes Educadores. Foram chamados 300 do concurso de 2006.

2-     Creches :
Afirmou que a mudança de cargo é ilegal de acordo com a legislação, e mesmo que os ACC’s tenham a formação no Pró-Infantil, curso normal ou faculdade de pedagogia, só poderão migrar para o cargo de professor após aprovação em concurso. O que pode ser viabilizado é que o curso do Pró- Infantil assim como o trabalho nas creches pode ser pontuado na prova de títulos dos concursos.  
Quanto a esclarecimentos sobre o curso do Pró- Infantil, estrutura das creches, EDI’s e o exercício do trabalho fora das especificações do edital, orientou que o SEPE procurasse Departamento de Educação Infantil.

3-     Merendeiras e Serventes: 
Solicitamos a regulamentação do direito de remoção e lotação nas escolas. Em resposta o DGRH informou que está estudando essa possibilidade, e que a chamada das concursadas poderá viabilizar a remoção das merendeiras.
Quanto ao nosso questionamento sobre a realização de atividades não especificadas nas atribuições das merendeiras como a limpeza de refeitórios e a não realização dessas tarefas pelos trabalhadores da COMLURB, afirmou que irá encaminhar a denúncia para a secretária.
Questionamos também sobre as irregularidades nos contratos com a COMLURB que não tem colocado nas escolas o número de profissionais adequados para os serviços de limpeza e afirmamos a nossa posição de convocação de concurso para esses profissionais. 

4-     Irregularidades no pagamento:    

Quanto ás irregularidades nos pagamentos de projetos, Sangari, e alimentação e transporte de tutores e AAC’s para o curso do Pró- Infantil, a diretora do DRH orientou que os profissionais com problemas de pagamento, ligassem para Profª: Regina Nº 25032078.

5-     Plano de Carreira e aumento da carga horária:

Solicitamos informações das chamadas de professores para opção de aumento da carga horária e sobre a proposta do novo plano de cargos e salários.
O DGRH esclareceu que o Plano de carreira estava em elaboração e seria apresentado pela Secretária de Educação.
Quanto à convocação de professores para opção de aumento de carga horária ela esclareceu que foi em resposta à solicitação inicial de 10 professores e agora 48 do concurso de 1992 através de processo administrativo requerendo esse direito de acordo com o edital de concurso, ao que a procuradoria geral do município deu parecer favorável. Diante disso a SME resolveu chamar os 1900 professores que tem a possibilidade de optar por aumento de carga horária.
Ela esclareceu que os profissionais que optarem por 40 horas não poderão acumular com outros empregos públicos, diferente dos profissionais de 30horas.
Quanto à possibilidade do pagamento integral dos salários na aposentadoria de acordo com a nova carga horária, o DRGH informou que a resolução será elaborada após a opção pelo aumento da carga horária.          

6-     Férias:

Com relação ás férias colocamos as irregularidades de não se contabilizar como período de efetivo exercício os períodos de doenças dos profissionais o que tem levado os profissionais, especialmente as merendeiras, a não conseguirem tirar férias e dessa forma agravar os problemas de saúde desses profissionais.
A Professora Lourdes informou que segue a determinação do estatuto e que orienta as CRE’s á determinar cinco (5) dias de plantão no mês de janeiro para todos os profissionais, professores e merendeiras, que não adquiriram o período aquisitivo de férias.  Esclarece que nesse período não há merenda na escola e que é terminantemente proibido confeccionar refeições fora do cardápio escolar.          

Sepe tem reunião amanhã com promotora do MP para discutir a violência nas escolas municipais


A diretoria do Sepe se reúne amanhã no Ministério Público com a promotora de Justiça de Proteção à Educação da Capital, Bianca Mota de Moraes. O sindicato irá relatar à promotora os mais recentes casos de violência nas escolas municipais. A reunião será às 14h, na sede do MP, na Avenida Presidente Antônio Carlos, 607/12º andar, Castelo.

Hoje, o Sepe acompanhou os professores e funcionários da Escola Municipal José Veríssimo, no Rocha, até a Secretaria de Educação, onde tentaram falar com a secretária Cláudia Costin. A escola não funcionou hoje, após ter sido apedrejada por um grupo de alunos ontem (dia 14/4). A escola não abrirá amanhã também, pois os profissionais exigem melhores condições de segurança e trabalho – desde outubro falta água na unidade. Na parte da manhã, os professores e funcionários realizam reunião na escola.

É o segundo caso grave de violência que atinge uma escola municipal nos últimos 15 dias. No dia 31 de março, alunos agrediram a diretora de uma escola no Maracanã.

Escola municipal apedrejada no Rocha

Escola municipal apedrejada no Rocha fechou hoje (dia 15) de manhã e profissionais estão na SME, desde as 10h, aguardando que a secretária de Educação Cláudia Costin os receba em audiência

Os profissionais de educação da Escola Municipal José Veríssimo (Rua Henrique Dias 150 – Bairro do Rocha) resolveram fechar a escola na manhã desta quinta-feira (dia 15 de abril). Os professores e funcionários decidiram parar as atividades, um dia após a escola ser apedrejada por um grupo de alunos ontem (dia 14/4), para uma ida até a Secretaria Municipal de Educação (SME), no Centro Administrativo São Sebastião (Praça Onze). Desde as 10h, eles estão no corredor do 3º andar, onde se localiza a SME e, até agora, não foram atendidos pela secretária Cláudia Costin.

A escola teve as janelas apedrejadas por um grupo de cerca de 20 alunos na manhã de hoje (dia 14 de abril). Antes de atirarem pedras, os alunos promoveram um tumulto nos corredores da escola. A direção da unidade e os professores não sabem o que causou a confusão. A diretora prestou queixa na 25ª DP.

Leia o requerimento do Sepe à secretária de Educação municipal do Rio, pedindo uma audiência pra discutir a violência nas escolas:


"Em função dos últimos acontecimentos na EM General Humberto de Souza Mello e considerando que as ocorrências de agressões morais e físicas aos profissionais das escolas vem acontecendo freqüentemente na rede, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro vem por meio deste requerer a esta Secretaria todos os dados de agressões nas escolas municipais do Rio de Janeiro. É necessário que se faça, imediatamente, um levantamento de todas as agressões sofridas em escolas, no sentido de  garantir políticas públicas para a resolução a médio e curto prazo do problema.
Na visão do sindicato o problema da violência interna nas escolas tem como um dos fatores fundamentais a carência de profissionais desta rede. Nesses sentido solicitamos também que a SME  esclareça a nossa entidade o quantitativo de profissionais, concursados, existentes, hoje em nossa escolas, enviando os quadros de todos profissionais e sua quantificação."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ASSEMBLEIA DE HOJE DA REDE MUNICIPAL FOI ADIADA

A Assembléia Geral dos profissionais de educação da rede municipal do Rio convocada pelo Sepe e que seria realizada hoje, dia 08/04, foi adiada para o dia 15 de abril (quinta-feira), às 18h, em local a ser definido em breve.
O adiamento ocorreu por causa dos sérios problemas ocasionados pela chuva de anteontem que atingiram, principalmente, a região metropolitana do Rio de Janeiro provocando o caos nas localidades atingidas e que, inclusive, levaram a suspensão das aulas na rede municipal aqui da capital.
Maiores informações pela página do SEPE.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Com a história na mão ...


Para que não nos esqueçamos do fatídico Golpe Militar que mergulhou o Brasil em 25 anos de ditadura reproduzimos a seguir artigo publicado no boletim eletrônico do Núcleo Piratininga de Comunicação por ocasião da passagem dos 40 anos do golpe.

"O barbarismo do nosso tempo 
começou com o golpe de 1964 no Brasil"  Noam Chomsky

MEMÓRIA
A mídia e o Golpe de 64
Do Boletim NPC nº 39 - De 4 a 12.04.2004

Maria da Conceição Tavares, em artigo na Folha de S.Paulo de 29/3 deste ano cita “os célebres editoriais do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil de 30 de março de 1964: - Chega! Basta! – eram apenas o registro do acordo final. Dias antes, Carlos Heitor Cony havia afirmado com todas as letras, no mesmo jornal, que antes do golpe de 64 todos os jornais do país, menos o carioca Última Hora, eram a favor do golpe.
É importante destacar este fato para reforçar a visão de que o golpe que implantou a ditadura não foi só militar. Ao contrário. Foi civil-militar. Ou seja, o pensamento hegemônico na época era a favor do golpe. Este pensamento foi construído com um intensíssimo trabalho de formação e propaganda política encabeçada pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Sócio-econômicos (IPES). Este instituto foi o grande articulador e formador de opinião pública pró-ditadura. Produziu milhões de exemplares de livros, influenciava centenas de jornais, programas de rádio e TV. Produzia cartilhas, panfletos, jornais aos milhões e promovia milhares de conferências. Tudo para levantar o espantalho do “comunismo ateu” que estaria prestes a tomar conta do Brasil.
E por falar em mídia, o IPES, de 62 a 64, produziu dezenas de filmes com duração de 10 minutos no máximo cada um, para fazer projetar nas mais de 3000 salas do país. Estes filmetes, muito bem feitos, eram outra grande arma para condicionar milhões de cabeças sobre a necessidade do golpe.
E depois de tudo isso, hoje, vêm doutores de história dizer que o golpe foi um “contra-golpe”, foi um “golpe preventivo” para evitar que a esquerda desse seu golpe contra a sociedade.
Este golpe estava sendo programado nos quartéis, na Embaixada Americana, nas organizações empresariais, na maioria das igrejas com padres reacionários, nos aparelhões controlados pela burguesia, como o Sesi, o Sesc, o Senac, nas rádios e televisões e na imprensa.
Por isso, outra grande mentira, que o golpe veio como reação e prevenção contra um possível golpe de esquerda só serve para justificar o golpe. Para absolver a ditadura que este implementou. E serve para tranqüilizar consciências de arrependidos que precisam dizer que “tanto faz, tanto fez... era tudo igual. Direita e esquerda se igualavam”. (Por Vito Giannotti) 
O Globo e toda a direita tentam salvar sua pele
Os anos passam e a memória se esmaece. Nesse embalo fica fácil embaralhar as cartas e falsificar a história. O Globo de 23 de março é um belo exemplo dessa manobra: “Disposição golpista da esquerda divide opiniões”. Taí o fato consumado. Para O Globo não há mais dúvidas. A disposição golpista é real, a ponto de se dividir opiniões.
Na intelectualidade carioca está ganhando corpo uma interpretação do golpe que é falsa e ideologicamente dirigida. Vejamos só o enunciado de um discurso que seria longo demais para esse boletim.
Primeiro: o golpe da direita já estava sendo preparado desde maio de 1954. Foi tentado em agosto antes e depois da morte de Vargas. Foi retomado antes da posse de Juscelino, em 1955, e na renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Inicialmente foi articulado, com decisão total, a partir da fundação do IPES, em 1962. Ou seja, o golpe da direita não foi para evitar um fantasioso golpe da esquerda. A direita estava decididíssima a acabar com a democracia para, no discurso histérico da época, acabar com o perigo comunista.
Segundo: Quem hoje quer inventar que a esquerda estava preparando o golpe está mentindo descaradamente. O PCB, única força real de esquerda com inserção nacional, não preparava nenhuma revolução socialista desde 1948. Seu sonho era uma chamada revolução democrática-burguesa, liderada pela burguesia nacional. Não havia projeto nenhum de tomada de poder. Além do mais, o equilíbrio mundial implantado desde os acordos de Ialta não admitia esta hipótese.
Afinal não havia nenhuma ameaça de golpe pela esquerda. Havia uma mobilização popular parcial para exigir mudanças mínimas, como as reformas de base. E havia muitos discursos vazios, muitas “bravatas”, como se diz hoje, no campo da esquerda.
Terceiro: A distorção histórica de quem quer plantar a idéia que o golpe militar foi um contra-golpe, ou, como dizem, um “golpe preventivo” quer fazer esquecer que a esquerda que, dizem eles, iria dar este tal golpe, estava tão longe disto que quando o golpe militar veio, não reagiu. Que esquerda pronta para dar o golpe era esta, se quando a direita veio com seus tanques, não teve um só tiro. Esta esquerda, que os que hoje falam golpe preventivo, estaria pronta para implantar seu regime, não matou um só mosquito. Não deu um tiro de festim sequer. Cadê o perigo da esquerda que exigiu um “golpe preventivo?”
Para quem, como O Globo e a imensa maioria da mídia apoiou o golpe militar, a tentativa em curso, hoje, é se limpar dizendo que “somos todos iguais”. Ou a direita dava o golpe, ou a esquerda daria.
E para os que já foram de esquerda, e hoje estão arrependidos, esta teoria do golpe de direita para se prevenir de um golpe de esquerda, serve para justificar sua mudança de posição. Para poder dormir em paz na cama do neoliberalismo dominante. (Por Vito Giannotti)
Golpe de 64. O projeto de nação que passou na TV
ASegundo informa Aydano André Motta, na edição de 28/03 de O Globo,  a execução da estratégia de propaganda dos governos militares estava a cargo da Aerp (Assessoria Especial de Relações Públicas), órgão ligado à Presidência da República e criado especialmente para formular as peças publicitárias do regime. “A Aerp é obra do então coronel (hoje general da reserva) Octávio Costa, elogiada até hoje por publicitários consagrados. Quem tem mais de 35 não se esquece, por exemplo, do Sujismundo, estrela da campanha “Povo desenvolvido é povo limpo”. Ou do magistral jingle “Marcas do que se foi” (“Marcas do que se foi/ Sonhos que vamos ter/ Como todo dia nasce/ Novo em cada amanhecer”). 
— A idéia de vender a noção de cidadania, melhorar a auto-estima da população, sem a chancela do governo, é moderníssima. Tem que se tirar o chapéu, porque foi a única coisa que os governos do golpe fizeram de realmente eficiente — diz Lula Vieira, presidente da V&S Comunicações, que trabalhou na produção de dez filmes. — Não eram como hoje, com chapa-branca da marca no fim. Transmitia-se uma idéia apenas. 
No mesmo texto, o jornalista Aydano informa que o coronel Octavio Costa criou a Aerp após ganhar um espaço de dez minutos diários em rádios e TVs. “Somente entre 1970 e 1973 foram produzidos 191 filmetes com um minuto de duração cada e 205 comerciais de rádio, o grande meio de comunicação da época.”

 http://www.piratininga.org.br/memoria/golpe64-midia.html

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