sexta-feira, 22 de junho de 2018

MAIS UM ALUNO ASSASSINADO ! A EDUCAÇÃO NÃO AGUENTA MAIS!


ALUNOS E PROFISSIONAIS SÃO SEMPRE ALVOS NA OPERAÇÃO

Mais uma operação, mais um aluno assassinado. Muitas notícias nos jornais. Nenhuma resposta das autoridades. Estudantes menores que faziam um ato contra a morte de seu colega, foram reprimidos pela polícia. Vidas, não importam.

É fato: helicópteros atiram de cima para baixo. É fato: caveirões param na porta de escolas, EDI’s e creches. É fato: profissionais, estudantes, moradores, inocentes, são torturados com horas de tiroteio e o constante medo de ser alvejado, de morrer, entrar para as estatísticas. É fato: operações em comunidades não acabam com o tráfico de drogas, nem de armas. Ao contrário.

O comércio de drogas cresce e movimenta bilhões de reais por ano, o consumo dobrou em menos de dez anos e já é quatro vezes maior que a média mundial, segundo o Conselho Internacional do Controle de Narcóticos, entidade ligada a ONU.

Os dados comprovam que a chamada guerra as drogas não tem como alvo o fim do tráfico. Segundo o Atlas da Violência 2017, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. O alvo tem cor, classe social e endereço. É uma guerra aos pobres, onde a principal vítima são os setores mais excluídos e explorados da nossa sociedade: quem é preto, quem é pobre, quem é da periferia. Os verdadeiros senhores das drogas continuam tranquilos nas áreas mais ricas da cidade, jantando nos restaurantes mais refinados, transitando nos corredores dos palácios

O Brasil está em 7º lugar entre os países que mais matam no mundo (média de 154 mortes por dia), superando a realidade da guerra civil na Síria (149 mortes por dia) e do conflito Israel x Palestina (66 mortos por dia). Uma em cada 10 pessoas assassinadas no mundo é brasileira, de acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Marcos Vinicius, morreu por culpa de um sistema que exclui, que explora, que oprime, que mata pobre todo dia.

Não permitiremos que o governo determine como iremos expressar nossa dor e revolta pelo terror daquele dia, pela perda de um aluno, por perceber a sociedade injusta e desigual que vivemos. Não nos calaremos diante de tamanha atrocidade.

Exigimos:

- a imediata punição dos culpados.

- o fim das isenções fiscais. Que o dinheiro seja revertido para políticas públicas e investimento em moradia, saneamento, geração de emprego, saúde e educação.

- o fim da guerra aos pobres.


Toda a solidariedade as famílias, aos profissionais, a comunidade da Maré.

Estamos de luto!

SEPE/Regional 4.

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