quarta-feira, 7 de março de 2018

8M - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - "BASTA DE VIOLÊNCIA E RETIRADA DE DIREITOS! PELA VIDA DAS MULHERES, POR EMPREGO, CRECHE E CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA"




"BASTA DE VIOLÊNCIA E RETIRADA DE DIREITOS! 
PELA VIDA DAS MULHERES, POR EMPREGO, CRECHE E CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA"

As mulheres marcharam contra o Trump nos Estados Unidos, lutaram contra a reforma da previdência de Macri e por “Nenhuma a menos” na Argentina, seguem enfrentando Temer e seu pacote de maldades, denunciando Bolsonaro e a bancada conservadora do congresso.
As mulheres tem sido incansáveis nas lutas do dia a dia. e demonstraram no último toda sua força e poder de mobilização, construindo uma greve internacional que levou milhares de pessoas às ruas.
Tudo isso porque sentimos com maior peso os ataques dos governos e patrões, vivenciamos o aprofundamento do machismo e da violência como consequência do aprofundamento da crise econômica, do desemprego, da falta de investimento em políticas públicas e sociais, enfim, da falta de perspectiva para um grande setor da população.

NENHUM DIREITO A MENOS!
No Brasil, a crise bate mas forte nas mulheres. A taxa de desemprego entre as mulheres é de 12,7%, enquanto que para os homens é de 9,5%. Essa diferença corresponde a 33,6% de índice de desemprego.
Se todos esses ataques já vinham se dando desde o governo passado na gestão Temer a tentativa é de aprofundar ainda mais a opressão e a exploração.
O projeto de reforma da previdência e trabalhista vão impor derrotas significativas para as mulheres trabalhadoras que verão seu tempo de contribuição e idade mínima para aposentar aumentarem; perderão o benefício da aposentadoria especial no caso das educadoras, além de perderem o direito de acumular benefícios no caso das pensionistas.
Além dessas mudanças, a desvinculação do valor da aposentadoria do salário mínimo vai representar para as mulheres uma remuneração ainda menor, já que elas representam 70% dentre os que recebem os menores provento de aposentadoria.
Todos esses ataques, que ocorrem desde a Europa, Estados Unidos, passando pelo Brasil tem o objetivo de colocar nas costas dos trabalhadores, em especial os setores mais oprimidos e mais penalizados, o preço da crise econômica, ou seja, para garantir os lucros de empresários e banqueiros, a classe trabalhadora deve apertar ainda mais o cinto.

BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!
Em 2015, Vimos o país dar um salto no ranking internacional entre os países com maior número de assassinatos de mulheres, fomos da 5° para a 3º posição. Isso significa 13 mulheres assassinadas por dia. Essas vítimas tem cor e tem classe, pois 64% das mulheres mortas são negras e pobres. Uma pesquisa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil- ANTRA- afirma que a expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos, menos da metade da média geral que é de 79 anos. O governo de Michel Temer reduziu em 61%, em relação aos anos anteriores, a verba para atendimento à mulher em situação de violência
No âmbito estadual e municipal, a realidade se repete, Pezão e Crivella seguem a cartilha do Governo Federal de arrocho as trabalhadoras, cortes de verbas nos setores públicos, desemprego e atraso nos salários! Austeridade para os trabalhadores, regalias para os empresários! Chega de violência nas escolas!
A violência nas escolas é uma violência contra a mulher, uma vez que são maioria da categoria de profissionais de educação. Os dados relativos à violência contra as mulheres na educação são alarmantes.
Pesquisa realizada em SP pela Apeoesp, em 2013, aponta que quatro em cada dez professorxs já foram vítimas de algum tipo de violência em escolas; 40% dos professores já sofreram ameaças ou tiveram algum bem pessoal danificado por alunos; 62% já foram xingados; 24% foram roubados ou furtados.
Para 57% dos professorxs, as escolas em que atuam constituem um espaço violento. Além disso, o assédio às alunas por parte dos professores é naturalizado.
A violência está ao entorno da escola, principalmente nos bairros mais populosos, pobres e periféricos. Muitas de nossas alunas sofrem ou presenciam a violência machista em suas casas, na rua, nos meios de transporte.
De fato, a vulnerabilidade das escolas e dos professores em decorrência do tráfico de drogas, da crise socioeconômica e da repressão policial aos movimentos reivindicatórios de professores e alunos, assim como a violência simbólica do Estado ao desprestigiar a categoria, são fatores constantes no agravamento da violência na Educação.

NÃO A INTERVENÇÃO MILITAR NO RJ!
No Rio de Janeiro não é novidade as forças armadas nas favelas. Em 10 anos foram 12 ações e nada adiantou. Temer (MDB) segue os ensinamentos do governo passado que  que enviou o exército ao Haiti para uma ocupação que durou 13 anos (2004-2017).
O Complexo da Maré foi ocupado e o custo foi de 600 milhões de reais imaginem se esses recursos fossem gastos com saúde, educação, saneamento, moradia e transporte coletivo?
De onde está sendo retirado este dinheiro? Essa ocupação aumentará a criminalização da população pobre e negra. Isso significa mais violência para as mulheres negras, que já passam pelo constrangimento de serem revistada, ter suas casas invadidas, seus filhos assassinados ou sendo revistados indo trabalhar ou estudar.
Por isso, é preciso dizer:

Não à intervenção militar no RJ!

 Nesse dia 8 de março vamos às ruas gritar:
· Basta de violência e retirada de direitos!
· É pela vida das mulheres, chega de feminicídios e estupros! 
· Não à intervenção militar no RJ!
· Por emprego, creche e moradia dignos!
· Contra a Reforma da Previdência e pela revogação da reforma trabalhista!
· Fora Pezão!
· Fora Temer e todos os corruptos do Congresso!

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