sexta-feira, 8 de julho de 2011

Educação estadual decide manter greve, que já dura mais de 30 dias


Em assembléia realizada na tarde desta sexta, dia 8, os profissionais de educação das escolas públicas estaduais decidiram manter a greve, iniciada dia 7 de junho (32 dias). A categoria analisou que o anúncio do governo de antecipar apenas um ano de pagamento da gratificação Nova Escola para os professores é insuficiente. O governo também não anunciou um reajuste salarial. Na terça, dia 12, às 11h, haverá um ato público em frente à Assembleia Legislativa. Logo após será realizada assembleia no mesmo local.

Eis as principais reivindicações da categoria: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola; descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.

Ontem, dia 7, a 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça concedeu uma liminar em favor do Sepe que impedeque o governo estadual promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve. A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho. Além de impedir os descontos dos dias parados, o juiz determinou que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores queporventura já tenham sido indevidamente descontados da categoria.

A assembleia de hoje reafirmou que os baixos salários e as más condições de trabalho levaram os profissionais deeducação à greve e que o governo não apresentou propostas concretas para melhorar esta situação. O piso salarial do professor é de R$ 638,00; o do funcionário da escola, R$ 433,00. Para os profissionais de educação, o governo estadual por causa dos baixos investimentos, é o responsável pelo descumprimento do direito de todo cidadão a uma educação de qualidade, pública e gratuita.

Além das reivindicações citadas acima, a categoria luta por: reforma urgente da estrutura física das escolas; regulamentação dos animadores culturais; eleição de diretores de escolas; concurso público para professor e funcionário; paridade para os aposentados; e a revitalização do Iaserj.

O Sepe enviou a pauta de reivindicações para o governo em fevereiro e iniciou a greve somente em junho. Apesar de todo este tempo, até hoje o governo continua sem apresentar uma proposta concreta de valorização salarial. Por isso agreve continua. 

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