quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resultado parcial do Plebiscito sobre a Política Educacional de Paes/Costin

Resultado parcial na Regional 4:

Pergunta 1 - Em sua opinião, a Prefeitura valoriza o profissional de educação com salários dignos, Plano de Carreira Unificado e condições de trabalho?
Sim 3
Não 743

Pergunta 2 - Em sua opinião, é correto a Prefeitura não aplicar os 25% das verbas em educação, subtrair o FUNDEB e deixar as escolas sem recursos para garantir uma educação pública de qualidade?
Sim 0
Não 746

Pergunta 3 - Em sua opinião, a política educacional meritocrática implementada pela Prefeitura com a imposição de materiais pedagógicos e projetos, sem respeitar a autonomia pedagógica, solucionará os problemas da educação?
Sim 4
Não 742

Brancos 0
Nulos 0




Professores municipais do Rio farão nova paralisação em junho, diz Sepe

Sindicato diz que decisão sobre greve e nova paralisação será no dia 12.
Cerca de 6% dos profissionais não trabalharam na quarta, diz Secretaria.


Após assembleia e um protesto que reuniu cerca de 300 professores e funcionários da rede municipal do Rio, em frente à sede da Prefeitura, nesta quarta-feira (22), os manifestantes decidiram organizar uma nova paralisação e reunião coletiva no dia 12 de junho, para analisar se entrarão ou não em greve. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de 70% dos professores paralisaram as atividades em sala de aula durante todo o dia.
Mas, segundo a Secretaria Municipal de Educação, das 1.402 unidades escolares, apenas 0,20% não tiveram atendimento no turno da tarde. A Secretaria informa, ainda, que apenas 2,58% dos professores e 0,35% dos profissionais de apoio não trabalharam no turno da manhã desta quarta-feira. No turno da tarde, apenas 2,68% dos professores e 0,34% dos profissionais de apoio não trabalharam.
Pela manhã, os professores usaram apitos, faixas e instrumentos de bateria para pedir reajuste salarial, plano de carreira unificado com valorização pelo tempo de serviço e formação e a autonomia pedagógica.
Segundo o Sepe, no dia 29 de maio, às 11h, os professores devem se reunir com a secretária de Educação, Cláudia Costin, para expôr a pauta de reivindicações.
MC Anita ganha versão-protesto
A professora de educação infantil, Suianny Andrade, fez a adaptação de duas letras de funk para protestar. A versão de "Ela é top" foi cantada em coro pelos profissionais durante o protesto: “A prefeitura é uma mentira, dinheiro é Copa, dinheiro é Olimpíada, eu quero é mais respeito e atitude, Costin sai do Twitter já conheço esse seu truque”. A adaptação de "Show das poderosas", da MC Anitta, também esteve no repertório.
Segundo Vera Nepomuceno, do Sepe, existe uma insatisfação muito grande entre os integrantes da classe de professores.
"A prefeitura é uma das maiores do Brasil e os professores não tem plano de carreira, nós não somos valorizados. As cartilhas pedagógicas são um outro debate. A secretaria impôs uma uniformização em realidades diversas. Nós não temos autonomia, esse é um problema pedagógico que angustia os profissionais. Os alunos acabam sendo treinados e não aprendem. O Rio, que é a maior rede da América Latina,  não tem uma data base para discutir o índice de composições de salário. A gente fica à 'mercê' da prefeitura", declarou.

Funcionários da rede municipal também reivindicam
em protesto. (Foto: Mariucha Machado / G1)
Funcionários da rede municipal também reivindicam
em protesto. (Foto: Mariucha Machado / G1)
Nanci Bermudas, agente auxiliar da creche municipal, disse que quer o enquadramento como professora de educação infantil. "A gente quer a incorporação da gratificação no salário. A gente ganha R$ 626 para educar e cuidar e os professores mais de R$ 1 mil", afirmou. Uma assembléia está marcada para as 14h no Clube Nacional, na Tijuca, Zona Norte do Rio.
A professora Lilian Rodrigues, do Espaco de Desenvolvimento Infantil Mariana Rocha de Souza, na Vila da Penha, Zona Norte, apóia a manifestação. "O salário não condiz com a nossa função, não temos condições de trabalho, as salas de aula são lotadas, não temos tempo para planejar as aulas", exclamou.
Ainda de acordo com Vera Nepomuceno, a distribuição dos jogos Banco Imobiliário com obras da prefeitura foram disponibilizados nas escolas da rede municipal custou milhões. Eles usaram o "tabuleiro" para reivindicar. "É um jogo para promover a prefeitura, porque tem todas as obras. É mais uma imposição",  contestou.
A Secretaria Municipal de Educação informou que os professores poderão utilizar os jogos em disciplinas como geografia, história e matemática e ainda falar de temas como a preservação dos espaços culturais da cidade.








Fonte: Portal G1


Votação na Alerj do reajuste salarial está prevista para a 1ª semana de junho – rede estadual tem que manter a mobilização

Atenção profissionais da rede estadual: a mensagem com o projeto de lei do Executivo que propõe um reajuste salarial de 7% está prevista para ser votada pela Assembleia Legislativa (Alerj) na primeira semana de junho. No dia 3, o Colégio de Líderes da Alerj se reunirá para aprovar a data das sessões que discutirão o PL e as emendas.

O Sepe acompanha de perto todas as negociações em torno das emendas desde o dia 14 de maio, data em que o PL chegou à Alerj. Todas as propostas de emendas feitas pela categoria foram apresentadas aos deputados. Hoje (21), na audiência pública da Comissão de Educação que discutiu a mensagem do Executivo do reajuste, diversos deputados anunciaram que irão defender nossas propostas; os parlamentares também anunciaram que fizeram emendas com diversos percentuais de reajustes superiores ao proposto pelo governo.

O Sepe orienta a categoria a se manter mobilizada, pois assim que o PL for a voto em plenário os profissionais de educação têm que mostrar sua força e paralisar as atividades nesse dia e lotar as galerias da Alerj para ajudar a convencer os parlamentares a aprovarem as emendas da categoria.

Uma outra forma de convencimento dos deputados é o envio de mensagens via email. Disponibilizamos a seguir um texto modelo para que o professor, funcionário, aposentados, animadores culturais, alunos, pais e responsáveis enviem aos deputados, juntamente com as nossas emendas:

Senhor deputado, a educação pública estadual do Rio de Janeiro necessita, urgentemente, de melhores salários e condições dignas de trabalho para todos os setores – ativos, aposentados, professores, animadores culturais e funcionários administrativos. Por isso, pedimos que o senhor vote a favor das emendas propostas pelo Sepe, descritas abaixo:

1) Aumentar o percentual do reajuste para que reponha as perdas salariais do magistério, que são, pelo Dieese, de setembro de 2006 a abril de 2013: 23,70% pelo INPC-IBGE e de 21,33%, de acordo com o IPCA-IBGE;

2) Carga horária de 30 horas para todos os funcionários administrativos;

3) Enquadramento por formação para os funcionários administrativos;

4) Cada matrícula do profissional da educação deverá corresponder à lotação em apenas uma escola;

5) Inclusão dos professores de 30 horas no plano de carreira, com salários proporcionais;

6) Garantia de lotação do professor docente II em atividades do magistério;

7) Data base em maio.

8) Um terço da carga horária para planejamento;

9) Abono nos dias parados;

10) Nenhuma disciplina com menos de dois tempos de aula em todas as séries;

11) Suspensão do Artigo 4º do PL do governo;

12) Piso para o professor de 5 salários mínimos e 3,5 salários para o funcionário.


Rede estadual realiza assembleia extraordinária nesse sábado, dia 25, na ACM, às 10h


Nesse sábado, dia 25, os profissionais de educação se reúnem em assembleia extraordinária, na ACM (Rua da Lapa, 86), às 10h, para discutir os seguintes pontos de pauta:

1) Mesa de mediação no Tribunal de Justiça;

2) Projeto de lei do governo de reajuste;

3) Saerj.

Veja o cartaz da assembleia aqui imprima e espalhe nas redes.

A seguir, os emails dos deputado (você também pode ler neste link):

Rede municipal arranca audiência com SME



Os profissionais da rede municipal de educação do Rio de Janeiro realizaram nesta quarta (22) uma paralisação de 24 horas. Pela manhã, centenas de professores, funcionários, alunos, pais e responsáveis realizaram um ato em frente à sede da prefeitura do Rio, na Cidade Nova. O objetivo do protesto foi conseguir a abertura de negociações com a Secretaria Municipal de Educação (SME). No início da tarde, uma comissão do Sepe foi recebida pelo chefe de Gabinete da secretária de Educação, Claudia Costin, que marcou uma audiência para o próximo dia 29, às 10h, na Prefeitura.

Na parte da tarde, a categoria se reuniu em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, onde decidiu por uma nova paralisação no dia 12 de junho, com assembleia na ACM (Rua da Lapa 86, na Lapa), às 10h, e ato na Cinelândia, às 14h. A principal reivindicação da educação municipal é um piso salarial de 5 salários mínimos para o professor e 3,5 para os funcionários – O professor municipal recebe de piso, atualmente, R$ 1.147,10 (carga horária de 22,5 horas).

A seguir, as principais reivindicações dos profissionais da rede:

1) Reajuste salarial: 5 salários mínimos para professor e 3,5 salários para funcionários;

2) Plano de Carreira Unificado, com valorização pelo tempo de serviço e formação;

3) Fim dos projetos e da meritocracia. Em defesa da autonomia pedagógica.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Professores da Bahia derrotam projeto educacional privatista de liberais

Quem luta sempre ganha: professores de Salvador derrotam o Alfa e Beto!

Devolução de pacotes do material Alfa e Beto
Foto: Walmir Cirne.
Não são poucas as lutas sindicais ou populares que terminam com os trabalhadores se sentindo derrotados por não conseguirem suas principais reivindicações. Muitas vezes até mesmo quando se consegue conquistas parciais em uma greve parte dos militantes criticam a direção do movimento por considerar que era possível avançar e obter melhores conquistas.

Eu sou um dos que se colocam ao lado do que nos ensina o professor Antonio Cândido ao dizer que todas as conquistas sociais obtidas pelos trabalhadores, desde a época em quem os operários eram mandados ao trabalho sob chicotada na Inglaterra, só foram conquistadas pela luta dos trabalhadores que lutavam por uma nova sociedade, que fosse capaz de derrotar a exploração e a opressão do capitalismo. O problema é quando os próprios trabalhadores deixam de reconhecer que foram eles próprios que conquistaram com luta os direitos hoje existentes, como, por exemplo, quando um operário diz que o 1º de Maio é o Dia do Trabalho e não do trabalhador.

E qual o motivo que me levou a escrever sobre isso?

Desde o início de 2013 que os educadores de Salvador [capital do estado da Bahia] estão lutando contra a imposição por parte da Prefeitura Municipal de um pacote educacional chamado de Alfa e Beto, que foi lançado em 2003 pelo falecido senador ACM como o "programa de alfabetização do PFL (atual DEM), do qual o atual prefeito da cidade é Neto.

Devolução do Pacote

Sob a direção da APLB/Sindicato foram realizadas assembleias com grande participação de educadores que votaram por unanimidade a recusa ao pacote. Um ato de protesto realizado em frente à Secretaria de Educação foi marcado pela devolução de centenas de malas com os materiais do pacote.

Essa luta realizada pelos educadores de Salvador trazia uma marca de fundamental importância para a educação e para o movimento sindical do magistério: não se tratava de lutar por reajuste salarial, por mais importante que seja conquistar um salário digno e justo, mas de afirmar o compromisso com a profissão docente, defender a dignidade profissional e impedir uma política educacional excludente e segregacionista, imposta de forma autoritária à rede municipal.

E a importância dessa luta foi reconhecida por vários setores da sociedade soteropolitana que passaram a se mobilizar para dar apoio e solidariedade efetiva à luta dos educadores. Parlamentares, universidades, movimentos sociais, sindicatos, grupos de pesquisa, conselhos profissionais, estudantes, publicamente expressaram seu apoio aos educadores e repudiaram o método pelo qual a Prefeitura tentou impor às escolas um pacote educacional comprado a peso de ouro. E a diretoria da APLB/Sindicato teve a sensibilidade política de perceber a importância de ampliar o movimento que não é uma luta que se limita ao âmbito sindical.

E a dimensão que tomou a luta dos educadores de Salvador obteve uma primeira e importante vitória no último dia 3 de maio. Nesse dia o Ministério Público da Bahia recomendou que a Prefeitura Municipal de Salvador suspenda imediatamente o contrato de compra do pacote educacional Alfa e Beto, que envolve o valor de R$ 12.330.340,00 (doze milhões, trezentos e trinta mil, trezentos e quarenta reais) apenas para o fornecimento dos kits e a capacitação dos professores e coordenadores pedagógicos em três encontros, que parte dos educadores chamam de adestramento.

Ministério Público cancela

Com base em parecer formulado por professoras da Faculdade de Educação da UFBA, as promotoras consideraram incompatível o uso dos materiais do pacote Alfa e Beto de forma concomitante com os livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), ambos do Ministério da Educação e sem custo para o município. As promotoras no parecer determinam ainda "a devolução do material adquirido" e "o ressarcimento ao erário de eventuais valores pagos", e estabeleceram o prazo de 5 dias para a Prefeitura cumprir com a determinação.

Essa é uma vitória inicial dos professores, coordenadores e diretores que ousaram se levantar contra o autoritarismo da Prefeitura e o desrespeito às competências profissionais dos educadores municipais. Os educadores de Salvador deram à Administração Municipal uma lição de coragem, de compromisso profissional e de defesa da escola pública, dos direitos dos alunos e de valorização da cultura e da realidade social das comunidades atendidas. Ao negarem esse pacote, os educadores também se colocaram contra uma concepção mercantil e excludente de educação e formação de alunos, que desconsidera a heterogeneidade presente nas salas de aula entre os alunos e despreza o fazer docente, ao transformar professores em aplicadores de atividades pré-formatadas.

Lição para Sindicatos

E foi, também, uma lição para o movimento sindical de todo o Brasil, que a partir de agora tem uma referência fundamental para se espelhar e incluir em suas lutas a defesa da autonomia pedagógica e do respeito ao que representa o exercício da profissionalidade docente. E essa é uma questão fundamental: um educador que não se valoriza profissionalmente dificilmente luta por condições justas e dignas de vida e trabalho.

Essa medida do Ministério Público representa uma primeira vitória, que não é definitiva. A Prefeitura pode não acatar e decidir deixar o processo correr na esfera judicial, apostando na morosidade da Justiça em decidir e na desmobilização dos educadores.

E é por esse motivo que retomo o que nos ensina o professor Antonio Cândido: sem luta nada conquistamos e a realidade se transforma em decorrência das nossas lutas. E sem querer ensinar a quem sabe mais do que eu, considero que é importante que a APLB/Sindicato convoque os educadores para discutir essa decisão do MP, discuta com as escolas que aceitaram o Alfa e Beto que esse é o momento de devolver e dizer não a esse pacote, unificando todos os educadores em torno da defesa da autonomia docente e da valorização profissional, e organizando formas de pressionar a Administração a acatar a decisão do MP, cancelando o contrato, exigindo a devolução dos valores pagos, e dando aos educadores o direito e as condições para debaterem e construírem autonomamente a política educacional que interessa às equipes escolares e à comunidade soteropolitana.

Hoje podemos dizer que a luta dos educadores da rede municipal de Salvador coloca em um patamar elevado a dignidade profissional do magistério. Mas os educadores também demonstraram que podem ir além, pois a luta apenas começou.

Walter Takemoto é educador.

Audiência pública na Alerj nessa terça (21) discute as emendas no projeto de reajuste do estado


A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizará uma audiência pública sobre o projeto de reajuste do governo. A audiência será amanhã (21), terça, às 11h, na Alerj - pedimos à categoria que compareça, pois os deputados também vão discutir as emendas.

O Sepe está em contato direto com os deputados desde terça-feira, dia 14, quando o PL de Cabral, com o reajuste de 7%, chegou à Alerj. Desde esse dia, percorremos os gabinetes dos parlamentares, informando-os sobre as nossas principais reivindicações: piso salarial de 5 salários mínimos para o professor e 3,5 salários para o funcionário e data base em maio.

Leias as propostas dos profissionais de educação que estão sendo encaminhadas aos deputados:

1) Garantia de um piso salarial de 5 salários mínimos para professor e 3,5 salários para funcionários;

2) Aumentar o percentual do reajuste para que reponha as perdas salariais do magistério, que são, pelo Dieese, de setembro de 2006 a abril de 2013: 23,70% pelo INPC-IBGE e de 21,33%, de acordo com o IPCA-IBGE;

3) Carga horária de 30 horas para todos os funcionários administrativos;

4) Enquadramento por formação para os funcionários administrativos;

5) Cada matrícula do profissional da educação deverá corresponder à lotação em apenas uma escola;

6) Inclusão dos professores de 30 horas no plano de carreira, com salários proporcionais;

7) Garantia de lotação do professor docente II em atividades do magistério;

8) Data base em maio.


Vamos aprovar nossas emendas na Alerj - Confira aqui os contatos dos deputados estaduais para pedir apoio



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Denúncia do G1 mostra despreparo do governo municipal do Rio – Apostilas com informações erradas são distribuídas a alunos

O Portal de notícias G1 publicou na manhã desta sexta-feira uma matéria que mostra erros em uma apostila distribuída em escolas da Rede Municipal do Rio de Janeiro. No material didático Belém é capital de Pernambuco e Manaus, da Paraíba. O Sepe apura o caso e tomará providências cobrando da secretaria municipal de educação as devidas explicações. Clicando aqui você lê a matéria completa.

Leia a nota do Sepe à imprensa:

O Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe) vai pedir esclarecimentos à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro quanto às apostilas com erros. Um caso como esse demostra a falta de autonomia dada aos professores, que não têm liberdade de escolher o material didático mais adequado para exercer seu trabalho pedagógico.

Agora, a Secretaria informa que os professores das escolas municipais terão que revisar os erros da apostila, quando existe toda uma equipe técnica, paga pela prefeitura, para a elaboração do material, contando inclusive com quatro revisores.

Lembramos que, além do erro, há o gasto do dinheiro público. Por isso, o Sepe também vai pedir à Secretaria que informe o valor da confecção do material.

Direção do Sindicato dos Profissionais de Educação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caravana da Educação foi um sucesso e parou o trânsito do Rio

    
     Mais de 100 veículos participaram hoje (16) da Caravana Estadual da Educação, uma carreata que saiu do Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, e foi até o Palácio Guanabara, passando pela Alerj e em frente à sede do Sepe, no Centro do Rio. 
     Os carros e vans vindos de diversos municípios da Baixada Fluminense, Interior do estado e bairros da capital, foram precedidos por um carro de som – todos os veículos levavam bandeiras do Sepe e faixas com as reivindicações dos profissionais do estado.
    A caravana faz parte do esforço da categoria para chamar a atenção da sociedade sobre a grave situação da educação pública estadual e informar sobre a campanha salarial da rede estadual.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Deliberações do Conselho Deliberativo da rede Municipal realizado no dia 11/05


1 - Publicar num jornal de grande circulação a paralisação e assembléia do dia 22/05 (para evitar qualquer problema em relação à legalidade);
  
2 - Enviar, novamente, ofício sobre paralisação e assembléia;

 3 - Chamada na rádio sobre paralisação, assembléia e ato do  dia 22/05;

 4 - Busdoor (já aprovado em assembléia);

 5 - Cartaz chamando paralisação /ato/assembléia;
  
6 - Solicitar a um estagiário do DJ a confecção da Cartilha de direitos dos servidores públicos municipais;
  
7 - Reeditar a cartilha sobre os problemas da rede;
  
8 - Verificar com o DJ a legalidade sobre auxílio-transporte;

 9 - Cartilha da Educação Infantil;
  
10 -Visita à Câmara, denunciando aos vereadores os problemas da rede, solicitando audiência e cobrando PL para Plano de Carreira e Data base;

 11 - Panfletagem segunda-feira, dia 13/05, no Sulamérica (de 10h ás 13h) durante curso de secretário escolar;

 12 - Boletim frente e verso, com o resultado parcial do plebiscito e chamada: Categoria reprova política educacional de Paes/Constin. Dia 22/05 a educação vai parar!

 13 - Pedir ao DIEESE levantamento sobre o orçamento do município: aumento da arrecadação, verbas destinadas aos principais "parceiros' (Instituto Ayrton Senna, Fundação Roberto Marinho, Sangari, Cultura Inglesa, Mazan, Vpar);

 14 - Garantir panfletagens e a intervenção do sindicato em todas as atividades de megaeventos (com faixas, materiais, etc...);
  
15 - Material sobre as questões de linguagens artísticas, a ser entregue durante o evento nacional de música;
  
16 - Faixa para o ato do dia 22/05 : com o eixo de ter dinheiro para os megaeventos e não garantir as verbas para educação.

 17 - Realização de um seminário, convidando a academia (faculdade de educação das universidades) para debater a política educacional de Paes;

 18 - Mobilização pelas regionais, se necessário com algumas regionais de forma conjunta, para garantir a convocação para o dia 22/05;
  
19 - Solicitar ao DIEESE estudo sobre o índice de aumento, a ser apresentado na assembléia do dia 22/05;
  
20 - Incorporar nas reivindicações aumento do valor do SODEXO;

 21 - Disponibilizar informações da rede municipal  no site (orçamento, problemas, denúncias, etc);

 22 - reunião da Coordenação da Capital dia 16/05, ás 18h;

 23 - denunciar em todos os fóruns e entidades, a privatização da rede, a falta de negociação por parte do governo e a ausência de data base;
  
24 - Garantir a assessoria pedagógica;

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Projeto de certificação! Entender para resistir...

PROJETO DE CERTIFICAÇÃO!
Entender para resistir...

Governo Cabral/Risolia envia para ALERJ o Projeto de Certificação que visa abrir a destruição dos Planos de Carreira do Estado... E não envia projeto dos 7% de reajuste!

   O Governo de Cabral/Risolia abriu mais um frente de ataque às carreiras da categoria da rede estadual. Aprofundando o Plano de Metas, a "novidade" agora é o projeto de Certificação dos profissionais da educação: uma avalição externa da categoria, controlada pela SEEDUC, para bonificar "por resultados e produtividade" os "melhores" profissionais da rede. De fundo, a medida visa congelar os salários da categoria, quebrar a isonomia salarial, congelar e futuramente desmontar/destruir os Planos de Carreira (do magistério e dos funcionários). E à longo prazo, inclusive, quebrar a estabilidade e demitir. O projeto, via decreto, pode ser conferido no link: http://www.silep.planejamento.rj.gov.br/index.html?decreto_44_187___07052013____i.htmAbaixo, o SEPE-Niterói faz um alerta preliminar do projeto de Governo, e mais abaixo, a denúncia sobre a paralisia na medida do prometido reajuste de 7% para 2013. Leia com atenção - e vamos à luta, tão necessário!

O que é e como funciona a Certificação?
Aprofundamento da meritocracia, o projeto congelará salários, quebrará a isonomia e desmontará os Planos de Carreira. É PRECISO RESISTIR!


   "Não é justo um professor (educador) com melhor desempenho ter a mesma remuneração de um colega que apresenta 'produtividade' inferior". Esta é a fala do secretário de educação de Goiás, sintetizando a mesma ideologia que defende e aplica a SEEDUC RJ de Cabra/Risolia. O argumento é forte, dialoga com o senso comum da meritocracia. Mas esconde, propositalmente, uma dura realidade: a maioria dos profissionais da educação das redes públicas são os melhores profissionais, pois se existe ainda alguma qualidade na educação pública, esta se deve ao esforço dos seus profissionais da educação. O desmoronamento da qualidade é responsabilidade dos governos que, por anos a fio, arrebentaram com as condições de trabalho e estudo, além dos salários e as carreiras.



   O projeto da Certificação funcionarácomo uma "bonificação" dos salários dos profissionais da educação que se enquadrem nas metas da educação promovidas pelo Governo. Confira as tabelas de bônus prometidas, mais abaixo. O projeto, expresso em Decreto, é bem claro: ganhará a tal Certificação uma minoria ínfima da categoria! Somente aqueles/as que: passarem numa prova de conhecimento específico e pedagógico; que apliquem o Currículo Mínimo; que digitem as notas no Conexão Educação; que participem das avaliações externas (SAERJ); e que tenham 90% de frequência (ou seja, não se poderá mais faltar ao trabalho por nenhum motivo). E com as tais bonificações, se quebrará na prática e na lei a isonomia salarial da categoria - o profissional da educação será penalizado por anos de descaso e destruição das condições de trabalho e estudo pelos sucessivos governos. Além disso, o Projeto se encaixa na diretriz de "aumento nunca mais" do Governo estadual - com as bonificações, se você quiser aumentar o seu salário, se esforce para alcançar as metas e "ser bonificado".

TABELA DE GRATIFICAÇÃO POR CARGOS


PROFESSOR EM EXERCICIO NAS UNIDADES ADMINISTRATIVAS

CERTIFICAÇÃO NIVEL 1

CERTIFICAÇÃO NIVEL 2

CERTIFICAÇÃO NIVEL 3
Professor Docente I 16h
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Docente I 30h
1.000,00
2.000,00
4.000,00
Professor Docente I 40h
1.000,00
2.000,00
4.000,00
Professor Docente II 22h Níveis A e B
500,00
-
-
Professor Docente II 22h Níveis C e D
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Docente II 40h Níveis A e B
1.000,00
-
-
Professor Docente II 40h Níveis C e D
1.000,00
2.000,00
4.000,00
Professor Inspetor Escolar
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Orientador Educacional
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Supervisor Educacional
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Assistente de Administração Educacional I
500,00
1.000,00
2.000,00
Professor Assistente de Administração Educacional II Níveis A e B
500,00
-
-
Professor Assistente de Administração Educacional II Níveis C e D
500,00
1.000,00
2.000,00


   E não para por aí! O Decreto ainda prevê outros critérios para concessão da Certificação, da seguinte maneira: "IV - apresentar avaliação de desempenho em nível satisfatório, quando regulamentado pela SEEDUC". É aí que entrarão os ataques "mais grossos", como: as inspeções das aulas por fiscais do Banco Mundial (para medir "produtividade" e "competência" do/a professor/a); exigência de taxas elevadas de aprovação nas suas turmas (85 ou 90%) e baixas taxas de evasão; que suas turmas sejam bem avaliadas no SAERJ. E outras possíveis medidas. Uma gigantesca tecnocracia para inviabilizar o acesso da categoria à certificação, e para acabar com os aumentos salariais!

O que está em jogo é o nosso Plano de Carreira!

   O projeto de Certificação, no corolário do Plano de Metas, não é novo, nem é uma novidade. E o Governo esconde, mas visa destruir os Planos de Carreira da categoria. Em todos os lugares em que projetos semelhantes foram adotados - e que a categoria deixou passar sem luta - estes foram utilizados como medidas para desmontar os Planos de Carreira!

- Nos Estados Unidos, por exemplo, o projeto meritocrático significou ofechamento de escolas e a demissão de profissionais da educação; o congelamento salarial, o fim da estabilidade no emprego e o desmonte/anulação de Planos de Carreira;

- No estado de São Paulo, a Certificação foi um desastre para a categoria: menos de 15% dos professores recebem alguma bonificação; a evolução de nível (salarial) por formação (pós-graduação e formação continuada) foi alterada e bloqueada - só muda de nível quem se titular e passar nas provas de Certificação do Governo (que são feitas para ninguém passar e contemplam os mesmos critérios mencionados mais acima, de meritocracia inatingível). Ou seja, não basta você ter
mestrado ou doutorado, se você não for "certificado", não tem mudança de nível. E agora o governo de São
   Paulo (Alckmin, PSDB) mira na evolução por tempo de serviço. Além de tudo isso, a categoria foi fragmentada: quase 50% são contratados e além dos "estáveis" concursados, há duas novas sub-categorias. O "categoria F" e o "categoria O", dois tipos de contratos renováveis, de terminação de um ano, onde existe, inclusive, um intertíscio para receber os salários - de 40 a 200 dias!

- Na Bahia, uma dos casos mais graves! Um projeto semelhante à Certificação passou. E junto com ele uma grave modificação no Plano de Carreira: ACABOU A PROGRESSÃO POR TEMPO DE SERVIÇO! Para você subir de nível e ser valorizado, além do tempo de serviço, precisa passar na Certificação. Duvida? Basta conferir o Plano de Carreira modificado em no blog do professor Omar Costa, no seguinte endereço: http://www.diariodaclasse.com.br/forum/topics/certifica-o-p-os-docentes;

É PRECISO RESISTIR!

   Nós, como categoria, precisamos entender: nossa situação é grave! Ou nos organizamos para a luta, a partir das escolas e nos unificando como categoria, ou iremos para o buraco. Projetos como a Certificação, o Plano de Metas, a lógica da meritocracia são ilusórios e criminosos. Não melhoram a qualidade da educação pública, como prometem: os EUA, primeira economia do mundo, é posição 26 em educação no mundo; SP estacionou abaixo de 5 pontos no IDEB; o crescimento do IDEB do Rio é uma grande mentira. Para para pensar: o que melhorou na educação do RJ? NADA! As condições de trabalho estão cada vez piores, com otimizações absurdar, superlotação de salas, falta de funcionários e equipes de apoio, burocratização do trabalho, obrigação de fazer planejamento na escola, falta de materiais de trabalho e de manuntenção nas escolas, e um longo etc. Nosso salário continua indigno, e os Planos de Carreira estão sob franco ataque. Nestas condições, como querem que nossos alunos aprendam? Que se desenvolvam? É por isso que o principal instrumento da meritocracia é o
   SAERJ: uma avaliação externa que, além de não avaliar nada e de desviar todos os currículos das escolas, sempre terá um péssimo resultado. Com péssimas condições de trabalho e estudo, como so alunos aprenderão, perguntamos de novo? A avaliação externa só serve para mascarar dados e penalizar os profissionais da educação pela situação das escolas.

   O que o Governo faz é nos culpar: a educação está ruim? É porque a maioria não se esforça, não se atualiza. Mas isso não é verdade! Os profissionais da educação das redes públicas são os melhores: conseguem ensinar algo, mesmo em meio à péssimas condições de trabalho! Sem valorização das carreiras, sem investimento e estrutura nas escolas, sem condições de trabalho e estudo, sem democracia nas escolas (com eleições diretas para direções), nada mudará, a não ser para pior!

   Precisamos nos organizar! A luta não só é necessária, é urgente! Nossa greve não saiu agora, mas terá que sair o mais rápido possível. Venha junto! Só a luta muda a vida!

E o aumento?
Até agora NADA!
Nem os tais 7% de reajuste prometidos pela SEEDUC estão garantidos!

   Foi enviado para a ALERJ, na última quinta-feira, 09 de maio, o decreto do governador que cria o Projeto de Certificação dos profissionais da rede estadual. E não foi enviado o projeto de reajuste salarial de 7%, prometido em matérias no site da SEEDUC e em comunicados enviados às escolas. Sentindo a fragilidade da categoria, que não conseguiu ainda, em todo o Estado, se organizar para a (tão necessária) greve, o Governo se julgou forte o suficiente. Não só mantém, ao menos por enquanto, sua política de "aumentos nunca mais" (não mandando o projeto de reajuste para a ALERJ), como para aprofundar seu Plano de Metas, mirando claramente nos nossos Planos de Carreira, através da Certificação!

Fonte: Blog Sepe Niterói

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Jornal O Dia denuncia violência nas escolas da Maré

O Jornal O Dia publicou hoje (dia 10) matéria falando sobre os problemas enfrentados por profissionais e alunos das escolas localizadas no Complexo da Maré, que estão tendo seu funcionamento comprometido por causa dos constantes tiroteios entre policiais militares e traficantes.

Os problemas se intensificaram depois do início da ocupação policial para a instalação de UPPS no complexo de favelas. Em maio, os Cieps Elis Regina e Samora Machel, na favela Nova Holanda, só puderam abrir ontem (dia 9). No mês passado, segundo a matéria, os estudantes perderam sete dias de aulas por causa de confrontos. O Sepe já havia feito denúncias sobre o problema, mas as autoridades estaduais e municipais não apresentaram qualquer tipo de solução.

O sindicato deixa claro que as autoridades de segurança devem se mobilizar para conter o problema e garantir o funcionamento das escolas, principalmente coibindo os casos de abuso dos policiais, que já invadiram escolas, inclusive creches municipais, para revistar alunos e ocupar salas em busca de supostos "traficantes".

VEJA O PANFLETO CONTRA OS NOVOS LEILÕES DO PETRÓLEO




REGIONAL REALIZA NESTE SÁBADO (AMANHÃ), DIA 11/05 A PARTIR DAS 09 HS, PLENÁRIA DE MERENDEIRAS


Como parte da mobilização do setor de funcionários de escolas contra os ataques dos governos à categoria, a Regional 4, realizará neste sábado 11/05 a partir das 09 horas, uma plenária de merendeiras.

Nossa sede fica na rua Cardoso de Morais, 145/sala 1007 - Bonsucesso (ao lado da C&A).

1ª CARAVANA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DO RJ

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Assembleia do estado decide por nova paralisação no dia da votação de reajuste na Alerj

     Terminou há pouco a assembleia dos profissionais das escolas estaduais no Clube Hebraica, no Bairro de Laranjeiras. 
     A categoria decidiu não entrar em greve a partir de hoje (8). Com isso, as escolas estaduais, que estão realizando uma paralisação de 24 horas nessa quarta-feira (8), retornam ao trabalho normalmente amanhã, dia 9. 
    Os profissionais de educação continuam em estado de greve. A categoria decidiu, também, paralisar novamente as atividades no dia da votação na Assembleia Legislativa do projeto de lei do governador Sergio Cabral, que propõe um reajuste salarial de 7% para a educação. 
    O projeto será votado agora em maio e o Sepe orienta a categoria que fique atenta à convocação do sindicato para o dia da votação - a data da próxima assembleia também será divulgada em breve aqui no nosso site. A categoria não aceita o reajuste de 7% proposto por Cabral. 
   Este índice não recompõe as perdas salariais dos últimos anos e está muito abaixo do que os profissionais de educação reivindicam: piso salarial de cinco salários mínimos para o professor e 3,5 salários mínimos para os funcionários. Apenas nos mandatos de Cabral, iniciado em 2007, as perdas da educação ficaram acima de 20%, usando o IPCA como índice. 
    Outro problema é que o piso salarial do professor é muito baixo: R$ 1.001,82 (cargo: professor docente 1 de 16 horas). Com este salário inicial, um reajuste de 7% será irrisório. O salário atual com o reajuste proposto pelo governo não atrairá novos professores para trabalhar na rede, como também pouco ajudará a manter nas escolas os profissionais atuais. 
    A pesquisa feita pelo Sepe no Diário Oficial do estado confirma que, de janeiro a abril, 308 professores pediram exoneração – média de duas exonerações por dia. Os baixos salários e as más condições de trabalho são as causadoras dessa verdadeira sangria na rede estadual, que não é reposta pela Secretaria de Estado de Educação.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Escolas estaduais vão parar nessa quarta-feira (dia 8) para fazer assembleia geral e ato no Palácio Guanabara


Em estado de greve desde o dia 21 de março, os profissionais das escolas estaduais farão uma paralisação de 24 horas nessa quarta-feira, dia 8 de maio. Neste dia, a categoria realiza uma assembleia geral no Clube Hebraica (Rua das Laranjeiras, 346), a partir das 10h. Depois da assembleia, os profissionais se dirigirão em passeata até o Palácio Guanabara para realizar um ato de protesto e exigir a abertura de negociação salarial com o governo do Estado. A categoria reivindica um piso salarial de cinco salários mínimos para o professor e 3,5 salários para os funcionários administrativos.

A assembleia pode decidir pela entrada em greve, caso o governo do estado não abra negociação e apresente uma contraproposta para a rede estadual.

Categoria não concorda com reajuste proposto pelo governo

Na semana passada, o governo do estado enviou para a Alerj uma proposta de reajuste salarial para os educadores estadual, com índice de 7% de reajuste. A categoria entende que tal índice não recompõe as perdas salariais dos últimos anos, nem aproxima o piso salarial do piso histórico reivindicado (cinco mínimos para o professor e 3,5 mínimos para os funcionários). 

Apenas nos mandatos de Cabral, as perdas da educação ficaram acima de 20%, usando o IPCA como índice. Outro problema é que o piso salarial do professor é muito baixo: R$ 1.001,82 (cargo: professor docente 1 de 16 horas). Com este salário inicial, um reajuste de 7% será irrisório. Além disso, os animadores culturais não serão contemplados.

O salário atual com o reajuste proposto pelo governo não atrairá novos professores para trabalhar na rede, como também pouco ajudará a manter os profissionais atuais. Uma pesquisa do Sepe realizada diariamente no Diário Oficial do estado confirma que desde o início do ano 308 professores pediram exoneração das escolas estaduais – duas exonerações por dia. Acreditamos que os baixos salários e as más condições de trabalho são os causadores dessa verdadeira sangria, que não é reposta.

O Sepe discorda da afirmação da Secretaria de Educação de que o piso do professor teria sido quase dobrado nos últimos anos. Lembramos que em julho de 2007, um professor nível 3 ganhava R$ 540,00 de piso, acrescido de R$ 435,00 da gratificação máxima do Nova Escola (que parte dos professores já ganhava), totalizando R$ 975,00. O piso salarial atual de um professor nível 3, como dissemos acima, é de R$ 1001,80. Ou seja, à época do Nova Escola, o salário já era muito próximo do que é hoje. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Veja as camisas que o Sepe vai distribuir na assembleia na hebraica, dia 8


O Sepe está preparando camisetas com a mensagem: "Educação não rima com repressão - rede estadual contra os ataques do governo Cabral" (foto). A camisa será distribuída nessa quarta, dia 8, na assembleia na Hebraica (Rua das Laranjeiras, 346 - perto do Metrô Largo do Machado), às 10h, e na passeata que ocorrerá em seguida até o Palácio Guanabara; no dia 8, as escolas estaduais vão realizar paralisação de 24 horas.

Ontem (3), foi realizado o Ato em Defesa do Sepe, na ABI, com a presença de representantes de diversas entidades e parlamentares, que protestaram contra a forma como a Secretaria de Educação Estadual vem tratando a campanha salarial 2013 dos profissionais de educação - com a aplicação de falta sem motivo ao invés da falta por greve (a falta sem motivo pode proporcionar sérias punições ao servidor), além de processos na Justiça contra o sindicato, em uma tentativa de criminalizar o movimento (leia mais).

Reajuste proposto pelo governo não cobre perdas

A rede estadual de educação está em plena campanha salarial e se encontra em estado de greve. O Sepe considera o reajuste de 7% para a educação, que foi enviado, dia 2/05, pelo governador Sergio Cabral para a Alerj bem abaixo do que a categoria necessita para recompor suas perdas. Apenas nos mandatos de Cabral, as perdas da educação ficaram acima de 20%, usando o IPCA como índice. Outro problema é que o piso salarial do professor é muito baixo: R$ 1.001,82 (cargo: professor docente 1 de 16 horas). Com este salário inicial, um reajuste de 7% será irrisório. Além disso, os animadores culturais não serão contemplados.

O salário atual com o reajuste proposto pelo governo não atrairá novos professores para trabalhar na rede, como também pouco ajudará a manter os profissionais atuais. Uma pesquisa do Sepe realizada diariamente no Diário Oficial do estado confirma que desde o início do ano 225 professores pediram exoneração das escolas estaduais – duas exonerações por dia. Acreditamos que os baixos salários e as más condições de trabalho são os causadores dessa verdadeira sangria, que não é reposta.

O Sepe, seguindo as deliberações de assembleia da categoria em fevereiro, quando foi lançada a campanha salarial 2013 da rede, reivindica um piso salarial para o professor estadual de 5 salários mínimos e de 3,5 salários mínimos para as merendeiras, serventes, vigias e zeladores (funcionários administrativos das escolas).

No dia 8 de maio, a categoria realiza uma paralisação de 24 horas, com uma assembleia geral no Clube Hebraica para decidir os rumos da nossa mobilização. Logo após a plenária, quando os profissionais decidirão se entrarão em greve ou não, haverá um ato no Palácio Guanabara.

As principais reivindicações da categoria são:

- Piso salarial para o magistério de cinco salários mínimos e de 3,5 salários mínimos para os funcionários, com data base em maio.

Direitos:

• Plano de Carreira Unificado com paridade para aposentados, incluindo professores indígenas;

• À lotação dos professores e funcionários;

• Efetivação dos animadores culturais;

• Iaserj e a saúde pública;

• Concurso público já e fim da certificação.

Gestão Democrática:

• Eleições para direção nas escolas;

• Liberdade de expressão e organização;

• Fim do assédiio moral;

• Eleição de representante das escolas e formar comitês por escolas.

Pedagógico:

• 1/3 da carga horária para planejamento;

• 1 matrícula, 1 escola;

• Nenhuma disciplina com menos de 2 tempos de aula em todas as séries;

A categoria também se posicionou contra a resolução que trata do tempo de planejamento, no sentido de ser cumprido dentro da escola.

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
Endereço: Rua Evaristo da Veiga, 55 - 8º andar - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2195-0450

Uerj com inscrições abertas para mestrado em Ensino de Ciências, ambiente e sociedade


A Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/Uerj) está com inscrições abertas para o curso de mestrado em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade, até o dia 07 de junho de 2013. 

O objetivo do curso é promover o aprimoramento científico de diplomados em cursos de graduação, visando à formação de docentes, pesquisadores e profissionais altamente qualificados para o desenvolvimento de atividades científicas e docentes no campo das áreas Ambiental e de Educação em Biologia.

As inscrições podem ser feitas online (www.cepuerj.uerj.br) e também na Secretaria da Pós-Graduação da Faculdade de Formação de Professores, localizada em São Gonçalo. São somente treze vagas, e o valor da taxa de seleção é de R$ 70,00 (setenta reais). 

Mais informações:
Período do curso – 19 de agosto de 2013 a 31 de dezembro de 2015.
Local – Rua Dr. Francisco Portela, 1470, Bloco B – São Gonçalo.

CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ

Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
1º andar, Bloco A, Sala 1006    CEP: 20559-900

Horário de atendimento na Recepção: de 2ª a 6ª feira, das 9h às 18h
Teleatendimento: (21) 2334.0639 de 2ª a 6ª feira, das 8h às 19h
E-mail: cepuerj@uerj.br

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