quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Profissionais de educação da Regional 4 promovem ato na Vila Cruzeiro e convocam assembleia local à tarde (nesta 5a feira, 5/9)

Os profissionais da Educação realizarão na manhã desta 5a feira, 5/9, uma atividade junto a comunidade na Praça São Lucas, próximo à Escola Municipal Eleonor Coelho Pereira. 

O ato pretende dialogar com a comunidade da região da Vila Cruzeiro e passar os motivos da continuidade da greve que ocorre nas redes públicas de educação do estado e do município.

A Regional 4 também convoca os profissionais de educação para a assembleia local, que será realizada também nesta 5a-feira, dia 5/9, às 15h, no espaço do Ponto de Cultura Cine Bonsucesso. Endereço: Avenida Teixeira de Castro, 157 – Bonsucesso (em frente ao Posto Ypiranga). Telefones para contato: 2290-4595 / 7133-0088 (vivo).

A greve continua! Assembleia local nesta 5a feira, 5/9, às 15 h.


Profissionais das escolas municipais decidem por ampla maioria que a greve vai continuar


Cerca de quatro mil profissionais das escolas da rede municipal do Rio acabam de decidir em assembleia, por ampla maioria, que a greve iniciada no dia 8 de agosto irá continuar. Um dos fatores que contribuiu para a decisão da categoria foi a ação movida pela prefeitura na Justiça para tentar acabar com a paralisação. 

A liminar ganha pelo governo municipal revoltou os profissionais, que ainda aguardam respostas da prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação para as reivindicações de cunho pedagógico, como melhores condições de trabalho e de infra-estrutura na rede municipal.

A assembleia de ontem (dia 3/9) definiu que a próxima assembleia da categoria será realizada na sexta-feira (dia 6 de setembro), a partir das 10h, na frente da prefeitura (Cidade Nova). Antes os profissionais farão um ato público e reivindicarão a continuação do processo de negociação entre a categoria e o governo municipal.

A greve, que começou no dia 8 de agosto, foi mantida, com alguns pontos que a categoria reivindica que sejam aprofundados pela prefeitura na negociação com o Sepe; são eles:

1) O reajuste salarial de 8% concedidos pelo prefeito, que seria implementado somente quando a proposta de plano de carreira, cargos e salários fosse encaminhado à Câmara, seja implementado já ou com retroatividade a agosto;

2) O piso salarial das merendeiras e serventes somente foi ajustado ao salário mínimo – estes servidores recebiam de piso um valor menor que o salário mínimo -, não tendo sido reajustado com os 6,75% concedidos em agosto para todos os servidores municipais. A educação, por isso, reivindica que os 6,75% sejam aplicados em cima do piso de um salário mínimo desses servidores;

3) Apresentação de um cronograma que garanta a implementação do 1/3 da carga horária para planejamento, a redução do número de alunos por turma já em 2014;

4) Garantia da autonomia pedagógica das escolas.

Milhares de Profissionais fazem passeata até à camara dos vereadores
Após a assembleia que decidiu pela permanência da greve na rede municipal do Rio de Janeiro, milhares de profissionais seguiram a pé em direção à camara dos vereadores.

Rede municipal do Rio em greve: veja as considerações da direção do sindicato sobre a suposta liminar da prefeitura

Com relação à divulgação nos meios de comunicação sobre uma suposta liminar ganha pela prefeitura na Justiça, determinando o fim da greve, com prazo de 48 horas, sob pena do sindicato pagar multa diária depois da notificação da decisão.

A direção do sindicato esclarece a categoria que a assembleia de ontem (3/9) às 14h, nos Arcos da Lapa, deliberou que a greve continua, sendo a assembleia o fórum máximo de decisão a respeito da continuidade ou não da greve dos profissionais das escolas municipais do Rio. 

Veja abaixo, as considerações da direção do sindicato à respeito da notícia nos jornais e televisões sobre a suposta decisão do Poder Judiciário:

1. O Sepe não recebeu nenhuma notificação da justiça.

2. A greve não foi julgada.

3. Se a liminar do prefeito existe de fato, ela apenas é apenas uma resposta provisória enquanto não há o julgamento.

4. O sepe também ganhou uma liminar que garante os não desconto de dias parados ou qualquer retaliação à greve.

5. A liminar ganha pelo Sepe continua valendo.

6. Cabe recurso à liminar da prefeitura, caso seja real.

7. O prazo de 48 horas começa a contar a partir da notificação ao sindicato.

8. O departamento jurídico já está tomando medidas para entrar com recurso assim que o Sepe for comunicado.

9. A justiça não pode decretar o fim da greve. Ela poderia, no máximo decretar a greve como ilegal. Porém nem isso eles fizeram.

10. É em nossa assembleia que decidimos os rumos de nossa luta. 

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